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És a nossa Fé!

O melhor prognóstico

Muitos acertaram no resultado, mas apenas um acertou também no nome do autor dos dois golos da vitória do Sporting contra o Marítimo no Funchal: o nosso leitor Gaspar. É ele o vencedor da ronda de prognósticos desta semana.

Mas vários outros participantes merecem menção honrosa por terem igualmente antecipado o 2-0 final. Fica o registo, por ordem alfabética: Carlos DuarteCarlos Estanislau AlvesJoão SantosJorge SantosJosé VieiraLeoa 6000Luís LisboaPedro BatistaTiago OliveiraVerde Protector.

 

O dia seguinte

Com a vitória de ontem e os empates dos rivais, o Sporting não só vinga a derrota que lhe custou a eliminação da Taça, como encerra a primeira volta com apenas 6 pontos perdidos, enquanto o Porto perdeu 12 e o Benfica 17. Então, mesmo que o Benfica não perdesse mais ponto nenhum até ao fim do campeonato, o que é tão provável como eu ir amanhã para a praia de Copacabana e para o Carnaval do Rio, o Sporting teria de perder 11 pontos na segunda volta para perder o acesso directo à Champions, ou seja, fazer uma segunda volta ao nível da primeira do Porto. Pode acontecer, mas não parece provável da forma como está a jogar o Sporting. E cada vitória conseguida, cada escorregadela do Benfica, cada jornada que passe, irão tornando o objectivo principal da temporada mais perto de ser atingido.

 

A vitória de ontem num batatal pouco melhor que o Jamor e contra uma equipa abrasileirada e bem chatinha, foi talvez a mais tranquila do Sporting nesta Liga, sem que Adán tenha feito uma defesa digna desse nome, não contando a do fora de jogo do atacante contrário, e com as oportunidades de golo a sucederem-se.

Marcámos dois golos, podiam ter sido quatro ou cinco. Antunes, Porro, Tabata e outros desperdiçaram ocasiões claras de golo.

 

O Sporting colocou a intensidade no jogo que lhe faltou no jogo da Taça, a bola girava rápida a toda a largura do campo e chegava depressa a zonas avançadas. Um futebol ao primeiro toque, prático e objectivo, criando situações sucessivas de último passe e remate. Paulinho fazia de pivot atacante, movimentava-se num rectângulo central, concentrando atenções, tabelando de costas para a baliza, e criando um rodízio à sua volta, com Pedro Gonçalves e Nuno Santos nas suas sete quintas. Matheus Nunes era o motor da equipa, sempre em alta rotação, e Porro e Antunes os snipers, sempre à procura da assistência perfeita para golo.

Paulinho (mais do tipo Slimani do que do tipo Bas Dost) está para o ataque como Palhinha para a defesa. Não é tanto pelo que joga, ou pelos golos que marca - e vai marcar muitos, seguramente - é bem mais pelo que faz os outros jogar. Com Paulinho, o Sporting tem enfim uma coluna vertebral a sério: Adán-Coates-Palhinha-Paulinho.

Quem não tem uma boa coluna vertebral sofre muito das costas, que o diga o Benfica.

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS:  Concluída a 1ª volta e o mercado de Inverno fechado, podemos contrastar os pontos obtidos com os valores de mercado actualizados dos plantéis.

Assim, temos:

1º - Sporting - 45 pts - 168M€

2º - Porto - 39 pts - 262 M€

3º - Braga - 36 pts - 109 M€

4º - Benfica - 34 pts - 288 M€

Impressionante, não é? Quanto é que valiam muitos destes jogadores do Sporting há um ano e quanto poderão valer daqui a um ano, se os conseguirmos colocar na montra milionária da Champions?

SL

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Da vingança consumada contra o Marítimo. Fechamos com chave de ouro a primeira volta, derrotando sem discussão a equipa madeirense, que a 11 de Janeiro nos eliminara da Taça de Portugal, em partida também disputada no estádio dos Barreiros. A desforra foi requintada: dominámos esta partida do primeiro ao último minuto e saímos vencedores por 2-0 - invertendo os números da derrota anterior, única até agora sofrida frente a uma equipa portuguesa na temporada em curso. As estatísticas desta partida dizem tudo. Marítimo: cinco remates, nenhum enquadrado. Sporting: 19 remates, quatro enquadrados. Aproveitámos metade das oportunidades de golo.

 

De Pedro Gonçalves. Outra excelente partida do nosso médio criativo, que volta a bisar. Marcou o primeiro logo aos 9', conduzindo a bola dominada quase desde a linha divisória e fazendo um túnel ao guarda-redes antes de a meter lá dentro. As 56', sentenciou a partida com um remate rasteiro, culminando uma rápida jogada de futebol colectivo, com a bola trocada sempre ao primeiro toque. Melhor em campo e agora reforçado como líder dos marcadores do campeonato, mesmo sem ser ponta-de-lança: já leva 14 golos no seu pecúlio. E transmite todos os sinais de que não pretende parar aqui.

 

De Matheus Nunes. Outra excelente exibição do jovem luso-brasileiro, desta vez numa sólida parceria com Palhinha a meio do campo. Segura sempre bem a bola, transporta-a com qualidade, nunca dá um lance por perdido. Exibe um domínio técnico e uma segurança muito acima da média, sendo um dos responsáveis pela grande dinâmica da equipa. É um caso sério de progressão espectacular neste campeonato, às ordens de Rúben Amorim.

 

De Antunes. Titular devido a lesão de Nuno Mendes, o n.º 55 cumpriu plenamente a missão que lhe estava incumbida como ala esquerdo, dominando por completo o seu corredor. Exibição coroada na assistência para o segundo golo, cruzando com intenção da esquerda para o corredor central. Bom também em vários outros centros (13', 39' e 83', por exemplo) e nos pontapés de canto. Ainda tentou o golo, num remate aos 4' que passou a curta distância do poste direito da baliza adversária. Saiu aos 87', cansado mas consciente do bom contributo que deu à equipa.

 

De Gonçalo Inácio. Foi uma das quatro novidades no onze titular para este jogo, rendendo o castigado Luís Neto (as outras apostas de Amorim em comparação com o jogo anterior foram Paulinho, Antunes e Palhinha, este compensando a ausência de João Mário). Cumpriu com brilhantismo a missão que lhe foi atribuída como central mais encostado à direita. Ponto alto: assistência para o primeiro golo, com um passe vertical, de 30 metros, a que Pedro Gonçalves deu a melhor sequência. Isto apesar de ser esquerdino, o que valoriza ainda mais a sua actuação.

 

Da estreia de Paulinho. Rúben Amorim apostou nele, sem reservas de qualquer espécie, como titular no nosso vértice mais ofensivo. O ex-bracarense não marcou mas teve bons apontamentos, mostrando-se já entrosado com os colegas apesar de esta ser a sua primeira partida de Leão ao peito. Eficaz a arrastar os defesas, competente na recepção e no passe, ensaiando até dois toques artísticos, de calcanhar, esteve 66 minutos em campo, dando então lugar a Tiago Tomás. A primeira impressão foi positiva.

 

Do regresso de João Pereira. É a sua terceira passagem por Alvalade. Com quase 37 anos, o veterano internacional cumpriu hoje o 150.º jogo oficial com a camisola do Sporting, que sempre envergou com dedicação e devoção. Entrou só ao minuto 87, substituindo Antunes, mas percebia-se que o fazia com o entusiasmo de sempre. E até acabou brindado com um cartão amarelo por Hugo Miguel num dos raros momentos de desacerto deste árbitro, que no geral merece nota muito positiva. 

 

De continuarmos na frente. Estamos há onze jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência, contrariando todos os profetas da desgraça. Sublinhemos, sem falsas modéstias: hoje somos a equipa a jogar melhor futebol em Portugal.

 

Da nossa pontuação. Chegamos ao fim da primeira volta com 45 pontos amealhados. Mais seis do que o FC Porto, mais nove do que o Braga, mais onze do que o Benfica e o Paços de Ferreira. Com mais 37, portanto, do que estes nossos quatro rivais somados. É a melhor pontuação da história do futebol leonino nesta fase dum campeonato desde a época 1946/1947, em que jogavam os Cinco Violinos: motivo não apenas de legítima satisfação mas de imenso orgulho. Sabendo, ainda por cima, que esta proeza é conseguida com uma equipa muito jovem e formada em larga medida por portugueses. Basta reparar na ficha deste jogo: o Marítimo, em 20 jogadores, só tinha um português; no Sporting, pelo contrário, eram 15. Todos menos Adán, Porro, Coates, Feddal e Tabata.

 

De chegarmos a esta fase sem derrotas. Dezassete jogos cumpridos, vamos exactamente a meio do campeonato. Somando 14 vitórias e apenas três empates - dois dos quais (frente a FCP e Famalicão) com pontos injustamente perdidos, devido à intervenção incompetente dos árbitros. Outro indicador que merece destaque: temos só nove golos sofridos. Motivo, desde logo, para elogiar o trio de centrais (Coates, Feddal e Neto) e, naturalmente, o guarda-redes titular, Antonio Adán. Que tem confirmado no Sporting a boa fama que trouxe como profissional oriundo da formação do Real Madrid.

 

De ver o Sporting ainda invicto. Extraordinário: somamos 17 jogos sem perder no campeonato. Estamos há onze jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todos os jogos desta Liga 2020/2021, que comandamos com brilho e competência. Mérito do treinador e de toda a equipa de trabalho, que revela uma unidade inquebrantável. E uma alegria que é bem visível em todos os estádios onde vai exibindo o seu talento.

 

 

Não gostei
 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos apenas por 1-0, número que não reflectia o domínio total do Sporting durante os primeiros 45 minutos. Sabia a pouco, aliás à semelhança do 2-0 final - bastante aquém da superioridade revelada pela nossa equipa frente ao Marítimo durante o jogo todo. 

 

Da ausência de Nuno Mendes. O nosso promissor ala esquerdo, massacrado pelo sarrafeiro Gilberto quatro dias antes no clássico de Alvalade, nem chegou a viajar para o Funchal. Amorim, por precaução, deixou fora da convocatória o jogador, que acusava dores numa coxa. Esperemos que recupere a tempo da partida contra o Gil Vicente, a disputar terça-feira em Barcelos. Mas cumpre reiterar que Antunes deu muito boa conta do recado.

 

De termos visto Tabata desperdiçar um golo. Em campo desde os 77', tendo substituído Nuno Santos, o brasileiro isolou-se tendo apenas pela frente o guarda-redes Amir, que foi incapaz de desfeitear. Um golo cantado, daqueles que não se devem falhar. Seria o terceiro - e teria feito inteira justiça à exibição da nossa equipa num estádio onde voltámos a ser felizes.

Fim-de-semana soalheiro

Que prazenteiro é o fim-de-semana quando se faz 1 jogo e se ganha em 4.

De certa maneira é divertido ver o à-vontade de Sérgio Conceição. Depois do horrível trauma de Nanu o que se viu foi ele entrar por ali adentro como cão por vinha vindimada e dando superficial atenção ao pobre jazente, entreteve-se a dar raspanetes nos jogadores e a esticar o dedo ao árbitro, tudo como quem está a trincar tremoços no tasco ao fundo da rua. Na entrevista final deu-lhe a figadeira e vai disto, outra vez sem super-ego. Aguardo ansiosamente para ver que punição lhe será aplicada. 

Em Braga confirmou-se o belo negócio feito pelo Sporting. Lá entrou mais um golito nas costas do Borja (por "coincidência" foi com ele que perdemos com o Marítimo e empatámos com o Rio Ave) e Sporar pouco contribuiu para a reviravolta.

Em Carnide parece que aquilo não adianta nem atrasa.

Quanto a nós: há que anos não sentíamos esta tranquilidade de ter o jogo praticamente arrumado ao intervalo? 

Para mais surgiu uma surpreendente contratação deste defeso: Antunes. Ei-lo que aparece em grande em Fevereiro. Também achei piada ao João Pereira: 5 minutos depois de estar em campo levou um cartão amarelo. Continua a não estar para brincadeiras, o que é óptima notícia. 

Isto agora é sempre a subir, na segunda volta jogamos fora contra os adversários directos. Mas se o que Paulinho fez hoje serviu de aperitivo, vocês querem ver que é mesmo este ano? (Tá bem, já se sabe que vai haver um jornalista, ou lá como se chamam aqueles pés de microfone, a pedir a Rúben Amorim c'assuma.)

Amanhã à tarde no Funchal

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Depois da vitória no dérbi lisboeta e para concluirmos a 1.ª volta da Liga voltamos amanhã ao Funchal para defrontar o único clube nacional que nos derrotou esta época, o Marítimo.

E como é que este Marítimo ganhou ao Sporting? Amolecendo o jogo, defendendo de forma compacta, impondo o físico, contra-atacando com velocidade para servir um Rodrigo Pinho que não perdoa e ganhando livres e cantos sempre perigosos. A receita para lhes ganhar só pode ser uma: intensidade, de forma a retirá-los da sua zona de conforto e encontrar espaços para jogar. E termos a sorte que não tivemos há uma semanas.

 

O TAD não deverá ter tempo para decidir do castigo ao Palhinha, os reforços estão aí para jogar, Neto está castigado, Plata e LP na equipa B, pelo que os convocados deverão ser os seguintes: 

Guarda-redes: Adán e Max.

Defesas Centrais: Quaresma, Coates, Feddal, Matheus Reis e Inácio.

Alas: Porro, Nuno Mendes e Antunes.

Médios Centro: João Mário, Palhinha, Bragança e Matheus Nunes.

Interiores: Tiago Tomás, Nuno Santos, Jovane, Tabata e Pedro Gonçalves.

Ponta de lança: Paulinho.

E apostava no seguinte onze:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Nuno Mendes;  Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

 

Concluindo,

Amanhã o Sporting entra em campo no Funchal para manter a vantagem de 4 pontos na liderança da 1.ª Liga.

Considerando o sistema táctico de Rúben Amorim, qual seria o vosso onze?

 

#OndeVaiUmVãoTodos

 

PS: Já se conhecem os convocados do Sporting: Nuno Mendes e João Mário ficam de fora. Estão à vontade para alterar os prognósticos.

Segundo O Record:

Guarda-redes: Adán, Luís Maximiano e André Paulo

Defesas: Porro, João Pereira, Gonçalo Inácio, Eduardo Quaresma, Coates, Feddal e Antunes

Médios: João Palhinha, Matheus Nunes, Daniel Bragança e Bruno Paz

Avançados: Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Joelson Fernandes, Jovane, Tabata, Tiago Tomás e Paulinho

 

O meu passa a ser:

Adán; Inácio, Coates e Feddal; Porro, Palhinha, Matheus Nunes e Antunes;  Pedro Gonçalves, Paulinho e Nuno Santos.

SL

Prognósticos antes do jogo

Amanhã, a partir das 19 horas, voltamos a um estádio de que não conservamos boas memórias: o dos Barreiros, no Funchal. 

Na jornada inaugural da Liga 2019/2020, tropeçámos ali sob o comando já periclitante de Marcel Keizer. Empatando 1-1, o que nos fez começar esse campeonato logo com dois pontos perdidos. Quando ainda tínhamos Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña, Bas Dost, Vietto, Raphinha e Thierry Correia no plantel. 

Muito mais recentemente, há três semanas, fomos eliminados da Taça de Portugal pela mesma equipa, nesse mesmo palco.

Quais são os vossos prognósticos para este Marítimo-Sporting que encerra a primeira volta do campeonato?

Precisamos de um Liedson

Texto de Orlando Marinho

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O que menos gostei [no jogo Marítimo, 2 - Sporting, 0] foi do resultado, que infelizmente não dá margem para poder ser remediado. Quem perde vai para casa triste e para o ano há mais.

Parabéns ao Maritimo.

 

- Não gostei, por termos três jogos em uma semana e, considerando o estado dos relvados e a meteorologia, que a equipa técnica, e quanto a mim bem, tenha substituído quem estava mais limitado fisicamente. O jogo de sexta [Sporting-Rio Ave, que terminou 1-1], digam o que quiserem, é mais importante. Não gosto de dizer isso, mas a realidade é esta. Tanto é que muitos dos que comentam aqui, e noutras meios de comunicação, afirmam que o Sporting não ganha nada desde 2001. O que para mim não é verdade.

- Não gostei, ainda, de ver o Sporar falhar aquela bola em frente à baliza. Podíamos perder o jogo, mas era importante para ele e [para a] sua confiança. Precisamos de um Liedson? Sim. Sem dramas, mas sem dúvida.

 

- Gostei de [se] ter poupado vários jogadores para sexta-feira. A teoria que diz termos um plantel curto, não me parece correcta. Temos alternativas para as posições todas, quem diz que não temos alternativa à altura do Porro pode ter alguma razão, mas eu pergunto: alguém tem? O que aconteceu é que o entrosamento, quando se mexe em 50% da equipa, não é o mesmo e quem não joga não tem pernas para 90 minutos porque só se adquire esse ritmo jogando. Não tem nada ver com falta de qualidade.

- Gostei do modo como entrámos no jogo, de forma autoritária e prontos a criar e a marcar. Não aconteceu por alguma infelicidade e por uma baixa natural de ritmo: o Marítimo consegue marcar e depois fechar portas. Parabéns ao Maritimo. Já os tinha visto no jogo contra o Braga e gostei, não foram inferiores. Muito bem organizados e com alguns bons executantes. O 9 [Rodrigo Pinho] podia ser uma boa ideia para o Sporting. Ao que se diz, vai para os vizinhos. Pena: se calhar faz-nos mais falta um jogador assim.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Cartões e cartõezinhos

Há faltas e faltinhas e há cartões e e cartõezinhos.

Para os mais distraídos, para os que "tiverem que levar" com a mão de Neto e com o penalty perdoado ao Sporting (foi mão e seria penalty) vou tentar dar uma perspectiva mais geral, olhar a floresta e esquecer, por momentos, a árvore.

Nesse lance há um erro, um grande erro de arbitragem, uma entrada por trás de Joel Tagueu sobre Plata, estávamos no minuto 27, entrada por trás é vermelho, sejamos condescendentes, digamos que era só um amarelo, aos 45'+4' esse mesmo Tagueu teve mais uma entrada alaranjada e viu amarelo, o segundo amarelo, pelas leis do jogo.

Para além disso dois foras de jogo para A Bola, duvidosos, para mim, manhosos.

Fiquemos com a análise à arbitragem na pág. 3, Nuno Paralvas e na pág. 7, Duarte Gomes.

Apesar de Manuel Oliveira ter perdoado uma expulsão (cf. com vitória do Porto na Madeira, hoje. Os adversários do Porto, sim, podem levar duplo amarelo) ao tal Tagueu, Duarte Gomes acha que foi uma arbitragem razoável.

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Enfim, ninguém está isento de erros.

Nem os árbitros, nem os analistas de árbitros e, se calhar, nem os analistas dos analistas dos árbitros.

Foi-se a Taça, venha o campeonato

Depois do épico da Choupana, valha a verdade, nos Barreiros a coisa foi má mas não chegou a ser o bailinho da Madeira. Por outras palavras, não levámos baile, faltou-nos a eficácia, essa arma que esta época não nos tem faltado jornada atrás de jornada.

Também não há como dourar a pílula: perdemos. O que sempre custa. Mais ainda porque Rúben Amorim (e tantas vezes aqui o tenho elogiado) esteve mal.

Leal e fiel à sua ideia de jogo e à forma como o preparou, Amorim foi vítima (e nós também) da crença férrea de que a equipa venceria, mesmo que as evidências em campo mostrassem que os "rapazes" pouco jogavam para ganhar. Ditou a nossa eliminação da Taça o facto de RA mexer na equipa pela primeira vez tinham já sido jogados mais de 70 minutos, já Max fora buscar a bola ao fundo da baliza e nós a zeros. As bolas na trave e os petardos ao boneco não passam disso. 

O embate com o Marítimo, no entanto, oferece-nos pistas para as conquistas que estão por fazer até ao fim da época. A mais importante: compremos um bom ponta de lança, dos que marcam golos e muitos. Se o tivéssemos ontem, hoje continuávamos na prova rainha. Contra o Marítimo jogámos o suficiente para ganhar mas falhámos golos cantados. 

Arrisco mesmo dizer que só seremos campeões com outras soluções na frente da frente, porque nas costas da ponta da lança criam-se golos uns atrás dos outros. A entrada no nosso onze de um verdadeiro artilheiro fará toda a diferença para o resto da época. Poderá dar-nos o tão ambicionado e desejado título de campeão nacional de futebol.

Aberta a época das compras

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A vergonha não foi tão grande, porque o Marítimo não é o Alverca.

O esquema de jogo que o treinador tão bem soube mandar às malvas na Choupana, ontem, contra uma equipa muito competente a defender e letal no ataque ( três remates, dois golos! ) foi completamente ineficaz, porque começa a não ter soluções. Lembrando Keiser, os adversários começam a treinar formas de nos "cortarem as vazas". Até agora, no campeonato, com maior ou menor sorte e engenho, ainda nenhum conseguiu, mas cedo ou tarde lá virá o dia...

O jogo de ontem trouxe uma certeza: A de que não temos equipa para mais que uma competição e mesmo assim jogamos sempre coxos, por falta de uma referência na frente.

Os suplentes claramente não deram conta do recado, acho que todos eles sub-23, contra adversários com mais traquejo e "malandrice" e alguns estão nitidamente a mais nesta equipa, não é necessário nomeá-los, é olhar para dentro do campo, onde alguns nitidamente andaram a dormir.

Assim sendo, senhor presidente, a gente sabe que o dinheiro não abunda é um facto, mas antecipe lá mais uns cobres do contrato da NOS (se ainda houver) e incumba Ruben Amorin, e mais ninguém, que a gente já viu os resultados, de encontrar um matador que não falhe a um metro da baliza deserta.

A coisa está muito melhor que a encomenda, ninguém, nem os mais optimistas, sonhavam estar neste momento onde estamos, mas para que lá continuemos, não podemos estar à espera do último dia do mercado para ir às compras.

Ah! E que se lixe a Taça.

O dia seguinte

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O Sporting falhou ontem nos Barreiros um dos objectivos da temporada, a Taça de Portugal, e desta vez não tem de queixar-se da arbitragem nem de jogo sujo do adversário. Foi a 4.ª derrota de Rúben Amorim (Porto, Benfica, Lask, Marítimo) ao serviço do Sporting ao fim de muitos jogos, oxalá a média assim continue.

Entre o desgaste tremendo da Choupana e o embate com o Rio Ave na sexta-feira, o Sporting entrou em campo sem os melhores elementos mas a interpretar o mesmo modelo de jogo. Face a um Marítimo que tentou pressionar alto, teve uma primeira parte à altura, sempre agressivo na procura da profundidade e com duas oportunidades claras de golo, uma delas logo a abrir, na trave. 

A 2.ª parte foi bem diferente. O Marítimo baixou as linhas e apostou no contra-ataque, os espaços desapareceram, e na falta dum ponta de lança de referência a circulação de bola tornou-se estéril, ao mesmo tempo que o Marítimo começava a ter espaço para articular jogadas e ameaçar.

Depois vieram os erros. Permitiu-se um desvio ao primeiro poste que ia dando golo, Neto fez mais um daqueles passes a queimar que levou à escorregadela de Palhinha, ataque perigoso pelo centro, Neto a deixar o avançado do Marítimo livre para acorrer ao meio (para quê ???) e golo, mais um desvio ao primeiro poste e outro golo.

As substituições pouco ajudaram. O problema não esteve tanto no desempenho individual dos que entraram (o erro principal até foi de Neto e Palhinha), de Max (sem hipóteses nos golos), de Plata (umas baldas menores a defender, mas deu dois golos a marcar), de Matheus Nunes (lutou muito a meio campo), de Borja (cumpriu) ou Tabata (quanto baste). Esteve na incapacidade colectiva de defrontar uma boa equipa que ganhou justamente. Primeiro porque os nossos pontos fracos são bem conhecidos e os adversários sabem aproveitá-los, depois porque muitos dos melhores e que têm resolvido os jogos ficaram de fora, e por último porque não há ponta de lança. E sem ponta de lança tipo Bas Dost ou Slimani (ou Taremi, que podia ter vindo e está a resolver no Porto) não há centros de primeira, não há aproveitamento de cantos, não há cavadelas de penáltis, o Nuno Santos não tem em quem pôr a bola quando vai à linha, e não há mais um a ajudar nos lances de bola parada adversária e impedir aqueles desvios ao primeiro poste. Nem sequer quem ponha a bola lá dentro a um metro da linha de golo, como não fez Sporar a passe de morte de Plata. E lá tem que ir o Coates fazer de ponta de lança. E se calhar é mesmo o jogador do plantel que melhor faz essa posição...

Falhado este objectivo importante, temos então de focar-nos no principal, o acesso à Champions. Temos um grande treinador e uma bela equipa, uma equipa em construção. Ontem alinharam Max, Plata, Tabata, Matheus Nunes, Tiago Tomás, Nuno Mendes, tudo sub-23: a equipa precisa de alguns retoques (tema que abordei noutro post) para estar em condições de lá chegar.

Está visto que não temos "cu para várias cadeiras". Vem aí a Taça da Liga, que devemos aproveitar para fazer crescer estes e outros jovens do plantel. O foco tem de ser a Liga: sexta-feira cá estaremos para apoiar ainda mais, mesmo que de longe, esta bela equipa e este grande treinador e ajudá-los a vencer.

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Quente & frio

Gostei muito que a má exibição e o péssimo resultado do Sporting ontem, na Madeira, perante o Marítimo não tivessem contado para o campeonato. Na Liga 2020/2021 continuamos invictos, lideramos a classificação com mais quatro pontos do que o segundo, temos a defesa menos batida e o melhor marcador da prova. Perdemos pela primeira vez na actual temporada contra uma equipa portuguesa e esta derrota no Funchal por 0-2 afasta-nos da Taça de Portugal ainda nos oitavos-de-final da competição, é certo. Mas antes assim do que sairmos derrotados na final do Jamor contra Académica ou Aves, como nos aconteceu em 2012 e 2018. Ao menos poupamos energias para as 21 jornadas que faltam da prova que mais interessa.

 

Gostei da actuação de Palhinha, que voltou a ser o melhor Leão em campo. Batalhador incansável, foi o pêndulo do nosso meio-campo e o principal responsável pelo facto de o Marítimo não ter causado uma só jogada de perigo em toda a primeira parte. Grandes recuperações de bola aos 27', 38', 59' e 63'. Se o Sporting comanda a Liga, prova de regularidade por definição, a ele muito se deve. Até por isso lamentei aquela sua escorregadela no relvado em zona frontal que facilitou o golo inicial da equipa madeirense aos 68', marcado contra a corrente do jogo.

 

Gostei pouco que a prova de confiança do técnico nos jogadores menos utilizados, ao mudar seis dos onze que entraram em campo sexta-feira contra o Nacional, não tivesse sido correspondida. É verdade que tínhamos seis sub-23 entre esses titulares (Max, Plata, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Tabata e Tiago Tomás), mas isso pouco atenua a frustração desta derrota, que poderia ter conhecido um desfecho bem diferente. Bastaria que aquela bola à barra de Tiago Tomás, a passe de Matheus, fosse uns centímetros mais abaixo para estarmos a ganhar logo ao minuto 7' em vez de termos ido para intervalo empatados a zero.

 

Não gostei da tardia decisão do treinador em mexer na equipa, o que só aconteceu quando já perdíamos, aos 70', com a troca de Tabata por Pedro Gonçalves. As entradas de João Mário (76'), Sporar (76'), Porro (76') e Coates (80') também já nada remendaram. Aliás a última, ocorrida após sofrermos o segundo, desorganizou por completo o nosso fio de jogo, que passou a desenrolar-se num inédito 3-3-4, com o experiente central uruguaio actuando em desespero como segundo ponta-de-lança. Infelizmente sem qualquer consequência prática.

 

Não gostei nada desta segunda eliminação frente ao Marítimo para a Taça de Portugal - algo que antes apenas sucedera na distante temporada 1989/1990. Mas este nosso afastamento prematuro da segunda prova mais relevante do calendário futebolístico nacional até pode facilitar o nosso desempenho no campeonato. Muito pior é termos como referência no ataque um ponta-de-lança como Sporar, que mantém péssima relação com o golo. Ontem falhou um a metro e meio da baliza, aos 90'+1, num lance em que Plata lhe serviu pela direita uma bola que só precisava de ser empurrada mas acabou a sobrevoar a barra por inépcia do esloveno. Parecia que o Bryan Ruiz de 2016 regressara ao Sporting. Precisamos com urgência de um avançado que não necessite de doze oportunidades para converter uma, como acontece neste caso. Dava-nos jeito alguém como Rodrigo Pinho, que marcou logo à primeira pelo Marítimo, é o segundo goleador do campeonato e está prestes a rumar ao Benfica.

O melhor prognóstico

Um leitor que assina Rui Franco foi o único a acertar na nossa vitória por 1-0 contra o Marítimo, na jornada anterior. Contrariando o excesso de optimismo de muitos prognósticos, em que predominava uma goleada por 3-0. Sempre mau conselheiro, este triunfalismo que tantas vezes antecede cada desafio da nossa equipa e depois gera grandes decepções.

Este leitor só não acertou em Borja como marcador do nosso golo solitário. Já seria exigir-lhe de mais, convenhamos.

Cansaço

Uma equipa do Sporting cansada mental e fisicamente sofreu muito para levar de vencida um Marítimo que muito lutou e pouco jogou e um árbitro que deixou bem vincado que estava ali para ser mais uma dificuldade. Nas bancadas notou-se a falta de muita gente, também ela cansada com este estado de coisas.

Foi uma noite de sofrimento também pelos dois golos anulados e o remate à trave, que só terminou quando o herói improvável, Borja, dum ângulo difícil, a meteu lá dentro. E assim as claques em guerra (desta vez a Torcida Verde fez um número ridículo para justificar a sua cobardia e demissão no apoio à equipa) já se puderam concentrar nos insultos ao presidente do Sporting à vontade, deixando os "palhaços que jogam à bola" em paz e sossego.

O Sporting até começou bem, com vontade de resolver as coisas depressa e criando situações sucessivas de potencial perigo, goradas por um último passe, cruzamento ou remate mal feitos, mas a lesão estúpida do LP29 (volta depressa, és o segundo marcador da equipa e precisamos de ti) desconcentrou a equipa que pouco a pouco foi deixando o Marítimo recuperar, sentir-se confortável no jogo e criar um par de oportunidades.

Sporar entrou sem ritmo competitivo mas com pormenores de ponta de lança, e as substituições desta vez resultaram, Plata e Jovane trouxeram coisas novas à equipa, Jovane acabou por fazer a assistência para golo.  Bruno Fernandes, mesmo com o vai-não-vai-fica-não-fica, foi mais uma vez o melhor em campo com uma grande remate à trave, Acuña e Mathieu fizeram muita falta (que se passa, Neto, são apenas nervos ?), Wendel e Doumbia correram muito e jogaram pouco, e tudo somado foi mais uma exibição que deixou muito a desejar.

Mas o que importa são os três pontos. Famalicão e Guimarães perderam em casa, o Braga tem uma deslocação complicada onde pode perder pontos, vamos chegar a Braga no terceiro lugar e pelo menos com dois pontos de vantagem esperando um desfecho bem diferente no terreno de jogo. Não há sorte que sempre dure.

Que Silas veja e reveja o jogo da Taça da Liga, e que faça tudo diferente também. E que o Bruno... fique!

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Do regresso às vitórias. O Sporting superou esta noite a turma do Marítimo, vencendo-a em Alvalade, embora por margem mínima: 1-0. Melhor do que o confronto da primeira volta, em que nos ficámos por um empate no Funchal, ainda com a equipa sob o comando de Marcel Keizer. Agora não só vencemos como dominámos sem discussão a partida - ao ponto de o Marítimo apenas ter feito um remate à nossa baliza na etapa complementar. E só por manifesto azar o nosso triunfo não foi mais dilatado: aos 70', com o seu pontapé-canhão, Bruno Fernandes levou a bola a embater com estrondo na barra.

 

De Borja. O lateral colombiano regressou à titularidade, aproveitando a ausência de Acuña, afastado por acumulação de cartões. Cumpriu com distinção a incumbência, não apenas no plano defensivo, com boas acções de cobertura, mas sobretudo nas movimentações ofensivas que culminaram com a sua estreia a marcar esta época ao serviço do Sporting, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Jovane. Foi também dos pés dele que saiu o excelente centro para o golo de Rafael Camacho que viria a ser anulado por alegada falta anterior do estreante Sporar. Voto nele como o melhor em campo.

 

De Wendel. Muito influente na ligação entre linhas, destacou-se pela mobilidade e pela capacidade de luta a meio-campo, ganhando diversos confrontos individuais. Sempre muito activo, vai dando sinais de crescente robustez física e disciplina táctica.

 

De Jovane. Foi a arma secreta de Silas, bem utilizada após quatro meses exactos de afastamento por lesão: o último jogo em que tinha sido utilizado na equipa principal fora o Sporting-Rio Ave para a Taça da Liga, a 27 de Setembro. Entrou aos 71' e cinco minutos depois estava a fazer a assistência para o golo leonino. A sua entrada, para o lugar de Idrissa Doumbia, permitiu alargar a frente ofensiva. Aos 90'+1 esteve quase a marcar o segundo, num remate cruzado fortíssimo, do lado direito, desviado in extremis pelo guardião Amir para canto.

 

Da estreia de Sporar. O internacional esloveno - até agora único reforço do Sporting neste mercado de Inverno - esteve fora do onze inicial devido a uma indisposição intestinal. Mas acabou mesmo por entrar devido à lesão de Luiz Phellype, logo aos 15'. Só teve possibilidade de fazer três treinos pelo Sporting, vê-se que não tem rotinas com os colegas, mas deu alguns sinais interessantes: sabe desmarcar-se, arrastando os defesas, e utilizar a velocidade. Esteve a centímetros de marcar aos 76', correspondendo ao cruzamento de Jovane que viria a sobrar para Borja marcar o golo. Funcionou como talismã para a equipa: o nosso regresso às vitórias ocorreu com ele de verde e branco.

 

Da aposta na juventude. Terminamos este jogo com cinco jogadores muito jovens no onze, todos promissores e alguns com melhor desempenho global do que os colegas mais velhos: Max (21 anos), Wendel (22), Plata (19), Jovane (21) e Camacho (19). E três deles com formação na Academia leonina. Este tem de ser o caminho para reforçar a identidade do Sporting.

 

De não termos sofrido qualquer golo. Terminamos com a nossa baliza inviolada, o que só tinha acontecido em quatro ocasiões nesta Liga 2019/2020.

 

Da subida do Sporting ao terceiro lugar. Recuperámos o lugar no pódio do campeonato a que temos direito, beneficiando da derrota do Famalicão em casa frente ao Santa Clara, e vendo mais à distância o V. Guimarães, que perdeu também em casa contra o Rio Ave. Aguardemos agora pelo resultado do confronto de logo à noite entre o FC Porto e o Gil Vicente.

 

 

Não gostei

 
 

Do inútil Jesé. Silas insistiu em dar-lhe outra oportunidade como titular - algo que não acontecia desde 12 de Dezembro. Mas o espanhol voltou a ser incapaz de aproveitar a benevolência do técnico leonino, desperdiçando (pela última vez?) a hipótese de jogar pelo Sporting. Esteve 62 minutos em campo, confirmando ter sido um dos maiores barretes enfiados pelo duo Frederico Varandas-Hugo Viana, a par do brasileiro Fernando, já devolvido à procedência. A equipa melhorou muito quando o técnico decidiu enfim - com 62 minutos de atraso - remetê-lo ao balneário, trocando-o por Plata com inegável vantagem para a dinâmica ofensiva leonina.

 

Da lesão de Luiz Phellype. Titular na frente de ataque, o brasileiro foi azarado: saiu aos 11' lesionado, após um choque com um adversário que o árbitro Rui Costa nem assinalou com a falta que se impunha contra o Marítimo. A lesão parece ser complicada, acelerando a promoção do recém-chegado Sporar ao onze inicial já a partir do próximo confronto, com o Braga, na Cidade dos Arcebispos.

 

De três ausências. Acuña e Mathieu (a cumprir castigos) e Vietto (por lesão) estiveram fora dos convocados para esta partida. Num plantel tão desequilibrado como o nosso, é quanto basta para causar abalo. Felizmente dois deles estarão de volta já na próxima jornada. Espero que Pedro Mendes, face à lesão de Luiz Phellype, possa ao menos sentar-se no banco de suplentes, algo que desta vez não aconteceu, pois foi remetido para a bancada.

 

Do 0-0 ao intervalo. Resultado que não traduzia o domínio do Sporting na meia hora inicial e acentuava o receio de muitos adeptos para os 45 minutos seguintes. Felizmente os cenários pessimistas não se confirmaram.

 

De ver dois golos anulados ao Sporting. O primeiro, marcado aos 16' por Coates, num pontapé acrobático à meia-volta, foi invalidado por deslocação do central uruguaio. O segundo, marcado por Camacho aos 53', acabou por ficar sem efeito por suposto empurrão de Sporar a um defesa adversário que Rui Costa e o vídeo-árbitro demoraram três minutos a analisar.

 

Dos assobios à equipa. Estávamos no minuto 8 do jogo quando soaram nas bancadas as primeiras vaias - bem sonoras - aos nossos jogadores. Os imbecis do assobio imaginarão que assim conseguirão motivar alguém ou fazem isto só para incutir mais moral aos adversários que nos defrontam em Alvalade?

 

De ver as bancadas tão despidas. Apenas 12.788 espectadores em Alvalade numa noite fria e chuvosa de Inverno para assistirem a um jogo iniciado às 21.03. Muitos destes resistentes só chegaram a casa após a meia-noite. É um delito de lesa-futebol permitir jogos a esta hora tão tardia na véspera de um dia de trabalho, em ambiente de manifesto desconforto, sem a menor garantia de assistir a um bom espectáculo de futebol e perante a iminência de testemunhar "festivais de pirotecnia" dos javardos da curva sul. Enquanto a administração da SAD não se impuser perante a Liga para a alteração dos horários e continuar a permitir a entrada de artefactos pirotécnicos, verá clareiras tão grandes ou ainda maiores no nosso estádio. Que lhe faça bom proveito.

Um golaço com bênção papal

A gente não joga nada, isso creio ser ponto assente.

Quem começa um jogo com Jesé e deixa Pedro Mendes na bancada, não merece ser feliz e joga nitidamente com um a menos. Hoje no entanto a felicidade bateu-nos à porta e cedo deixámos de jogar com nove, já que o Luis das consoantes dobradas levou uma arrochada que o mandou, literalmente, para fora de campo. Fez um insular aquilo que Silas não tem coragem para fazer: Jogar sem aquele pau de sebo na frente de ataque. Pela minha parte, os meus agradecimentos ao rapaz da Madeira.

Bom, a gente não joga nada, mas os madeirenses jogam um bocadinho menos ainda e o Rui Costa a apitar é ainda muito pior. É confrangedor ver aquele senhor de apito na boca, ele não é apenas incompetente, ele é a própria incompetência!

Apesar de tudo, no jogo talvez com pior assistência para a Liga desde que este estádio está de pé,  houve alguns lances de relevo neste jogo insonso, mais um, da nossa equipa: Uma excelente defesa de Max, um belo remate de Bruno Fernandes à trave e um golo de um ângulo muito apertado de "Rodrigo" Borja; um golo abençoado que nos dá por agora o terceiro lugar e descansa Silas, que há três semanas havia garantido que à frente do Famalicão ficaremos (até aposta com quem quiser). "Alexandre VI" hoje ouviu-o e lá fez o milagre, mas a continuar assim,  suspeito que nem com a ajuda de todos os santinhos lá iremos.

Valeu pelo resultado, justo, mas lá que é muito mau, isso é!

Uma palavra final para Jovane. Um regresso que se saúda e em grande. Oxalá seja aposta.

Prognósticos antes do jogo

Começamos hoje a segunda volta do campeonato. A horas impróprias, uma vez mais. A estrutura directiva da SAD leonina foi incapaz de velar pelos interesses dos adeptos junto da Liga, aceitando que o Sporting-Marítimo se dispute esta noite, a partir das 21 horas. Na véspera dum dia de trabalho, o que inviabilizará a presença de muita gente que gostaria assistir ao vivo a esta partida mas não mora nas imediações do estádio nem sequer reside na cidade de Lisboa. Isto ajuda a explicar a crescente redução do número de espectadores nas bancadas.

Feito o intróito, quero saber quais são os vossos prognósticos para este desafio. É para ganhar? E quem marcará os nossos golos?

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