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És a nossa Fé!

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

De terminar o campeonato como terminámos. Uma derrota contra o Marítimo no Funchal, por 1-2. Frente à mesma equipa que tínhamos vencido por 5-0 na primeira volta. Fracasso total: descemos ao terceiro lugar, por troca com o pior Benfica dos últimos dez anos, e dizemos adeus a mais de 20 milhões de euros, que nos seriam proporcionados pelo acesso à Liga dos Campeões, via pré-eliminatória. Foi tudo mau, coroando oito dias péssimos a vários níveis. Mas podia ter sido ainda pior: estivemos a um curto passo de sermos ultrapassados pelo Braga na classificação final.

 

Da equipa montada por Jesus. Mais do mesmo, excepto a troca do molenga Ruiz pelo esforçado mas desastrado Acuña. Mantendo em campo o proto-lesionado Piccini e um William em ritmo hiper-lento incapaz de reencontrar a boa forma desde que veio da lesão. Jogo mastigado e previsível - demasiado fácil de anular pela defensiva contrária. Incapacidade absoluta de dar um golpe de asa, como se verificou nas substituições. Quando meteu um tridente ofensivo, já em desespero, faltavam poucos minutos para o apito final.

 

De Rui Patrício. Foi o herói na Luz, que nos valeu o pontito somado em casa frente ao SLB. Desta vez surge como vilão aos olhos de alguns adeptos de fraquíssima memória. Protagonizou um frango, deixando entrar o golo que ditou o triunfo do Marítimo. Mas mesmo sem esse lapso do melhor guarda-redes português teríamos baixado ao terceiro posto e dito adeus aos milhões da Champions.

 

Do descalabro defensivo. Vinte golos sofridos fora em 17 jornadas da Liga. Ontem, mais dois. O primeiro resulta de evidente falta de comunicação entre Coentrão e Coates, que falham a intercepção do lance. Nenhuma equipa que aspira ao título pode sofrer tantos golos na condição de visitante, como sucedeu a este Sporting ainda treinado por Jesus.

 

Da ineficácia ofensiva. Chegamos ao fim quase como começámos: inofensivos no último terço do terreno, o que nos levou a concluir o campeonato apenas como quarta equipa mais goleadora - ultrapassados até pelo Braga hoje liderado pelo antigo treinador da nossa equipa B. Na segunda parte deste jogo não fizemos um só remate à baliza do Marítimo.

 

Do festival de passes falhados. Perdi-lhes a conta.

 

Da ausência do presidente. Há escolhas que dizem tudo. Num jogo crucial como este, após a publicação de uma entrevista em que mais uma vez decidiu  desancar os jogadores, horas após ter dado uma vergastada pública no próprio treinador, Bruno de Carvalho optou por não viajar à Madeira, preferindo rumar a Gondomar para festejar a Taça de futsal obtida frente ao poderoso Fabril do Barreiro. Eis um líder que só aparece nos bons momentos. Será este um verdadeiro "presidente-adepto"?

 

De escrever este texto. Mas é ponto de honra, para mim, manter esta série de "rescaldos" que dura há sete anos neste blogue, jogo após jogo. Cada texto permanecerá, para o bem e para o mal, como testemunho de um adepto leonino perante as sucessivas fases do futebol leonino - com o seu sempre renovado estendal de expectativas e o seu habitual cortejo de frustrações.

 

 

Gostei

 

Do Marítimo. Foi a melhor equipa em campo durante quase todo o encontro. Apenas superada pelo Sporting nos 15 minutos iniciais.

 

De Bas Dost. Não teve uma exibição deslumbrante, longe disso. Mas foi o único a conseguir metê-la lá dentro, uma vez mais, marcando o nosso golo solitário aos 32' - perfazendo 27 no total do campeonato. E ainda fez uma quase assistência para golo que Bruno Fernandes desperdiçou. Foi o menos mau dos nossos naquela que talvez tenha sido a última partida que disputou de verde e branco. Teremos saudades dele.

 

Da comparação com o jogo final da época anterior. Há um ano perdemos em casa, por 1-3, com o Belenenses. Desta vez fomos apenas derrotados por 1-2, fora de casa. Aos poucos, as coisas estão a melhorar. Lá para 2030, por este ritmo, talvez voltemos a vencer um campeonato.

O melhor prognóstico

Parabéns ao nosso colega de blogue JPT: só ele acertou no resultado do Sporting-Marítimo. O resto dos participantes nesta ronda de prognósticos jogou demasiado à defesa, não parecendo acreditar muito nas virtudes ofensivas do onze leonino.

Sexta goleada desta época (após as cabazadas contra Steaua de Bucareste, V. Guimarães, Chaves, Vilaverdense e União da Madeira), esta foi uma das mais saborosas. E deixa-nos invictos à entrada da segunda volta do campeonato.

Contra o que vaticinaram todos os profetas da desgraça, felizmente.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De começar o ano com uma goleada no nosso estádio. Vitória clara sobre o Marítimo por 5-0 num jogo em que estivemos sempre mais próximos de marcar o sexto ou o sétimo do que a equipa adversária de rematar com êxito um só vez.

 

Da exibição leonina, sobretudo na segunda parte. Domínio absoluto do Sporting, que controlou sempre o jogo. Sem acusar qualquer desgaste provocado pela perda de dois pontos na Luz, há quatro dias.

 

Do regresso de Bryan Ruiz. O costarriquenho regressou à titularidade oito meses depois, assumindo a posição de médio de construção. Foi um regresso feliz, saldado por um golo - o segundo do Sporting, aos 50'. Ao ser substituído, aos 63', recebeu merecida ovação do estádio.

 

De Bas Dost.  O artilheiro holandês soma e segue: hoje fez mais três golos, aos 21', aos 74' e aos 78'. Golos à ponta de lança que o tornam cada vez mais indispensável no onze titular leonino. Leva já 16, só no campeonato.

 

De Bruno Fernandes. O melhor e mais influente jogador nesta partida. Não marcou mas esteve nos quatro golos leoninos. Aos 50' com um soberbo passe vertical isolando Bryan. Aos 74', rasgando a defesa contrária num centro a que bastou Dost encostar o pé. Aos 78', com um disparo fortíssimo para defesa incompleta do guarda-redes e consequente recarga do holandês. Aos 90'+2', com outro tiro de que resultou a recarga vitoriosa de Acuña. Merecia ter marcado pelo menos um.

 

De Fábio Coentrão. Grande partida do nosso lateral esquerdo, que hoje subiu muito mais no terreno por não termos extremo de raiz nesse corredor. Forte remate aos 9', pondo a defesa madeirense em sentido. Excelente cruzamento aos 15'. Intervenção directa no terceiro golo. Torna-se cada vez mais realista a hipótese de o vermos no Mundial da Rússia.

 

De Ristovski e André Pinto. Substituíram os habituais titulares, Piccini e Mathieu, lesionados. E cumpriram a função. O primeiro contribuindo para o caudal ofensivo leonino, o segundo ajudando a manter as nossas redes intactas. Prova evidente de que o Sporting tem banco.

 

Da aposta de Jorge Jesus em Iuri Medeiros. O jovem extremo leonino actuou nos últimos 20 minutos. Desperdiçou uma ocasião soberana de marcar, aos 83', quando se isolou frente ao guarda-redes. Mas ainda teve tempo de participar na jogada do quinto golo.

 

Da arbitragem de Carlos Xistra. Os jogadores facilitaram, é certo. Mas o árbitro acompanhou sempre bem as jogadas, deixou jogar, usou critério uniforme e revelou boa forma física. Oxalá fosse sempre assim.

 

Muda o ano, mantém-se a tenacidade dos adeptos. Éramos 41.754 em Alvalade. A puxar pela equipa, do princípio ao fim.

 

De ver o Sporting invicto no final da primeira volta. Ainda não perdemos nenhum jogo das competições internas desta temporada.

 

 

 

Não gostei

 

 

Do ritmo demasiado baixo na primeira parte. Em várias fases dos primeiros 45 minutos jogou-se quase a passo.

 

Do resultado tangencial ao intervalo. Aquele 1-0 sabia a pouco.

 

Da noite muito fria. Mas o calor não faltou nas bancadas do nosso estádio.

O jogo terminou como começou

Jogo monótono, sem chama, do Sporting que esta noite recebeu o Marítimo em Alvalade para a Taça da Liga. O estádio estava meio vazio. Apenas dois jogadores que tinham sido titulares contra o Tondela no sábado actuaram hoje: Alan Ruiz e Iuri Medeiros.

Jorge Jesus aproveitou para lançar vários jogadores que ainda não tinham sido vistos neste campeonato. Estreia absoluta do guarda-redes Salin com a camisola verde e branca. Estreia do lateral direito macedónio Ristovski  como titular. Outras estreias nesta época oficial 2017/2018 enquanto titulares do nosso onze: André Pinto, Tobias Figueiredo, Petrovic e Mattheus Oliveira. Mais de meia equipa, portanto.

Poucos jogadores aproveitaram devidamente esta oportunidade. O desafio terminou como começou: empatado a zero. Ao nível da Taça da Liga, afinal.

Tobias ostentou a braçadeira de capitão, mas faltou-nos um comandante em campo. Faltou também intensidade. Faltou velocidade. Faltou vontade de vencer um Marítimo muito fraco, que foi incapaz de levar verdadeiro perigo à baliza leonina. E faltaram os golos, o que não admira: Bruno Fernandes, Bas Dost e Gelson Martins - os nossos melhores goleadores - não chegaram a calçar.

 

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SINAL VERDE

SALIN. O guarda-redes suplente de Rui Patrício deu boa conta do recado, mostrando-se seguro e atento nas raras vezes em que foi chamado a intervir. Duas vezes a punho (32', 52'), outra agarrando a bola com firmeza (66'). Transmitiu segurança e personalidade.

RISTOVSKI. Primeiro jogo a sério do lateral macedónio pelo Sporting. Prestação muito positiva. Pela velocidade e pela capacidade técnica. Bons cruzamentos, boa cobertura defensiva. Ganhou duelos e esticou bem o jogo. É mesmo alternativa a Piccini.

JONATHAN SILVA. Teve a melhor exibição até ao momento nesta época. Infatigável a percorrer o seu corredor, fez várias incursões na área e diversos cruzamentos com perigo. Pena que os colegas não tivessem dado a melhor sequências aos seus passes.

PETROVIC. Coube-lhe a missão de médio defensivo, que cumpriu sem brilhantismo mas com eficácia. Teve precisão no passe, embora lhe falte um pouco mais de ousadia para tentar o passe longo. Protagonizou o melhor momento ofensivo com um grande cabeceamento à barra (20').

DOUMBIA. Foi talvez o elemento mais desequilibrador do Sporting. Jogador de área, muito móvel, buscou a bola e rematou sem grandes cerimónias. Aos 20', atirou ao lado. Aos 30', o pontapé saiu-lhe a rasar a barra. Aos 49', quase marcou. Nunca deu um lance por perdido. Nunca desistiu.

 

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SINAL AMARELO

TOBIAS FIGUEIREDO. Perde na comparação com os centrais titulares, mas desempenhou com regularidade o essencial da sua missão. Colocando bem a bola na frente e não hesitando ele próprio em progredir no terreno. Perda de bola comprometedora aos 44'. Tem de ganhar mais calo.

ANDRÉ PINTO. Ainda não se tinha dado por ele neste campeonato. Continuou sem causar grande impressão. É verdade que ajudou a tapar os caminhos para a nossa baliza, que ficou invicta, mas denotou alguma incapacidade de iniciativa na fase de construção.

PODENCE. Jesus lançou-o em jogo aos 56'. Vindo de uma lesão, após mais de um mês de paragem, não podia estar na melhor forma. Mas imprimiu velocidade à equipa e fez passes com qualidade. Bom lance pela ala esquerda aos 75'. Tentou o golo com um remate rasteiro aos 61'.

ACUÑA. Parecia destinado a descansar desta vez, mas o treinador acabou por chamá-lo aos 56', rendendo um ineficiente Iuri. Acelerou o jogo e trouxe qualidade técnica ao nosso ataque, faltando-lhe no entanto aquela intensidade a que já nos vem habituando.

BATTAGLIA. Último suplente a ser chamado, para a posição 8, entrou aos 73', rendendo Alan Ruiz. Jesus apostou nele como trunfo para dar a volta à partida. Mas o argentino, apesar de todo o seu voluntarismo, não chegou para sacudir o marasmo dominante.

 

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SINAL VERMELHO

MATTHEUS OLIVEIRA. Falta de ritmo, falta de velocidade, uma inexplicável apatia. Vê-se que tem alguma técnica, mas falta-lhe intensidade e vibração. Incapaz de fazer a diferença no meio-campo leonino. Aos 35', falhou o remate, limitando-se a passar ao guarda-redes. Deu lugar a Podence aos 56'.

BRUNO CÉSAR. Trapalhão, sem conseguir simplificar processos nem encontrar o caminho mais curto para a baliza do Marítimo. Fez uma primeira parte regular, marcando bem um canto aos 20', mas foi-se apagando e acabou sem fulgor, com um remate muito torto aos 90'. Cadê o "chuta-chuta"?

IURI MEDEIROS. Segundo jogo seguido como titular, segunda oportunidade perdida para o extremo da formação leonina. Demasiado encostado à linha, demasiado previsível, cedendo à marcação, destacou-se apenas num lance aos 52'. Insuficiente. Dois minutos depois deu lugar a Acuña.

ALAN RUIZ. Jesus voltou a apostar nele, mas o argentino teima em não corresponder. Médio mais avançado no terreno, tentou o remate de meia-distância aos 58', mas a bola sobrevoou a barra. Errático, lento, com pouca cultura táctica. Ninguém se surpreendeu que saísse, aos 73'.

A chicotada psicológica (depois de 7 a 1)

Diz-se que as chicotadas psicológicas nunca resultam.

Às vezes resultam.

A melhor chicotada psicológica é a que não chega a acontecer, não por falta de coragem para despedir, sim por discernimento para não contratar.

Há treinadores que são erros de casting (há presidentes que não levam o guião certo?).

Estamos na quinta jornada, já foram perdidos doze pontos (quatro derrotas) foram sofridos sete golos e marcados um, 7-1, a equipa está em 17º lugar.

O presidente dá um murro na mesa, despede, contrata.

Quinze jornadas depois o Club Sport Marítimo está na 6ª posição com apenas três derrotas (excepto as acumuladas nas cinco jornadas iniciais, obviamente).

As chicotadas psicológicas resultam?

Às vezes resultam.

Os nossos jogadores, um a um

O Sporting joga sob brasas. Sem confiança, sem capacidade para levantar cabeça. Isso voltou a ficar evidente no jogo de hoje no Estádio dos Barreiros, no Funchal, em que empatámos 2-2 frente ao Marítimo. Com a equipa a tremer perante lances de bola parada, dois dos quais resultaram nos golos sofridos. Rui Patrício, um dos pilares habituais do onze leonino, foi o primeiro a demonstrar intranquilidade.

Mas desta vez, ao menos, não houve falta de entrega ao jogo. Pelo menos por parte de jogadores como Paulo Oliveira, Adrien, Bruno César, Gelson Martins e Bas Dost. Os dois últimos foram os marcadores de serviço. Registou-se um terceiro golo do Sporting, apontado por Alan Ruiz e muito mal invalidado pela equipa de arbitragem, a pretexto de um fora de jogo que não existiu.

Arbitragem à parte, continua a haver um notório défice de actuação de diversos jogadores. Os alas, Marvin e Schelotto, foram uma lástima. Bryan Ruiz parece ter só o corpo em campo: o espírito anda a pairar longe dali. O outro Ruiz, Alan, nada fez digno de registo excepto no lance do golo mal invalidado.

Destaque para Gelson, o melhor em campo. E para a estreia de João Palhinha, que actuou como titular na posição de médio defensivo. Sem cometer deslizes. É uma estreia que merece ser saudada - ténue brilho de esperança num rumo cada vez mais negro.

 

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RUI PATRÍCIO (4). Culpas evidentes nos dois golos, sofridos aos 8' e aos 33'. No tempo extra da primeira parte, entregou mal a bola, em zona proibida: podia ter sofrido mais um. Boa defesa aos 53'. Mas quase sempre intranquilo.

SCHELOTTO (4). Deu forte contributo para que a defesa fosse o nosso pior sector. Desposicionado, não estava lá no lance que deu origem ao primeiro golo. À frente, falhou sucessivos cruzamentos. Veio de lesão ainda enferrujado.

COATES (5). Demasiados deslizes para um central com a sua categoria e a sua experiência. Falhou vários passes, no momento de construção. Podia ter marcado de cabeça, em bola parada, aos 21' - o nosso primeiro momento de perigo.

PAULO OLIVEIRA (6). Foi hoje o melhor defesa leonino, com muita entrega ao jogo, nunca dando um lance por perdido. Deu a sensação, no entanto, de se ter desentendido com Coates no lance do segundo golo madeirense.

MARVIN (4). Protagonista de diversos passes falhados, revelou-se quase sempre incapaz de desenvolver lances ofensivos. Aos 35', ofereceu a bola a um adversário: podia ter dado golo. Jesus deixou-o de fora ao intervalo.

PALHINHA (5). Estreia absoluta deste jovem da nossa formação no campeonato nacional. Muito concentrado, sem grandes ousadias, cumpriu no essencial. Boa recuperação aos 11', bom corte aos  33'. Deu lugar a Willliam aos 63'.

ADRIEN (6). Marcou muito bem o livre de que resultou o nosso primeiro golo, aos 24'. É também ele que inicia o lance de que resultará o segundo. E ainda inventa a jogada do terceiro, injustamente anulado. Merece elogio.

BRUNO CÉSAR (6). Enérgico e combativo, não parece afectado por nenhum desânimo. Correspondeu à frente, na primeira parte, e não desiludiu como lateral esquerdo, na segunda. Foi dele a assistência para o nosso segundo golo.

GELSON MARTINS (7). Irrequieto, irreverente, inconformado. Muito marcado na ala direita, foi buscar a bola mais atrás e conduziu-a quase sempre bem. Exibição muito positiva, premiada com a marcação do segundo golo (60').

BRYAN RUIZ (4). Um dos principais factores do declínio deste Sporting, em comparação com a época passada, é o apagão do costarriquenho, que continua sem render. Apático, sem criar desquilibrios. Substituído aos 63'. Já foi tarde.

BAS DOST (6). Cumpriu aquilo que lhe é solicitado: marcou um golo. O primeiro, à ponta-de-lança, aos 24'. Reforça a posição como principal goleador deste campeonato. Única nota positiva num decepcionante campeonato leonino.

ALAN RUIZ (5). Substituiu Marvin na segunda parte, com Bruno César recuando para lateral esquerdo. Demasiado discreto. Fez um bom passe aos 55'. E viria a marcar um golo aos 82', muito mal invalidado pela equipa de arbitragem.

WILLIAM CARVALHO (6). Entrou aos 63', recuperando a sua posição habitual, por troca com Palhinha. Deu mais consistência ofensiva à equipa, com os seus passes longos, bem medidos, e ajudou a conter o Marítimo.

CAMPBELL (5). Substituiu Bryan Ruiz aos 63', demonstrando mais velocidade e acutilância. Apesar da sua capacidade de drible, foi incapaz de ter a influência evidenciadas noutras partidas.

Rescaldo do jogo de hoje

Não gostei

 

Do empate no Funchal. Depois do 2-2 em Chaves, o resultado repetiu-se hoje frente ao Marítimo. Deixando o Sporting a seis pontos do FC Porto e provavelmente a dez do Benfica, que só joga amanhã. Adeus ao título, até para os mais confiantes, ainda antes de o mês de Janeiro chegar ao fim. Mais do mesmo neste início da segunda volta. Pior, aliás: no desafio contra o Marítimo disputado em Alvalade tínhamos vencido 2-0.

 

Do golo sofrido muito cedo. Outro descalabro defensivo, semelhante ao ocorrido em tantos outros jogos, colocou-nos a perder logo aos 8'. E nunca conseguimos estar em vantagem num só momento deste desafio.

 

Da nossa primeira parte. Lenta, sem intensidade, com movimentos demasiado previsíveis, a nossa equipa demorava uma eternidade na manobra atacante. Ao contrário do Marítimo, que colocava bolas com rapidez na nossa área, aproveitando o desposicionamento dos laterais. Não admira que a equipa anfitriã tivesse chegado ao intervalo a vencer por 2-1: aos 33 minutos já tínhamos sofrido os dois golos e visto uma bola a embater na barra.

 

Da equipa de arbitragem, que nos anulou um golo limpo. Decorria o minuto 82 quando Alan Ruiz introduziu a bola na baliza do Marítimo. Golo limpo, mas invalidado por pretensa deslocação do avançado argentino que só existiu na visão deturpada do árbitro auxiliar, avalizada pelo seu chefe. As imagens demonstram, com inequívoca nitidez, que o lance foi regular. Uma vez mais, fomos espoliados - desta vez pelo senhor João Pinheiro, à semelhança do que sucedeu com Artur Soares Dias em Guimarães, Rui Oliveira em Setúbal e Jorge Sousa na Luz.

 

De Rui Patrício. Culpas evidentes do guarda-redes nos dois golos madeirenses. No primeiro lance, ficou paralisado, sem sequer esboçar uma defesa. Nada pode ser tão elucidativo da crise de confiança que atravessa esta equipa do Sporting. Uma crise que não se resolve - pelo contrário, só se agrava - com berros do presidente na cabina.

 

De Schelotto. Regressou à competição após dois meses de paragem. Mas não veio em forma: correu muito, mas quase sem eficácia. Falhou cruzamentos e foi apanhado por sistema fora de posição, forçando Coates a ir constantemente à dobra. Um fracasso.

 

De Marvin. Jorge Jesus voltou a apostar nele nos primeiros 45'. Ninguém percebeu porquê: o holandês mostrou-se desconcentrado, sem intensidade de jogo. Falhou passes sucessivos e nunca deu o contributo que se impunha. Ficou fora ao intervalo.

 

De Bryan Ruiz. Na primeira parte jogou como segundo avançado - e mal se deu por ele. Na segunda, com Bruno César nessa posição, actuou na ala esquerda - e não funcionou melhor. Com ele em campo, jogamos sempre com dez e meio.

 

Da nossa falta de velocidade. Ritmo pausado, denunciado, previsível - e com diversos toques de bola até chegarmos à baliza adversária. Complicamos o que devia ser simples, como já tinha sucedido na jornada anterior perante o Chaves. E demonstramos incapacidade total de conduzir um lance rápido, em contra-ataque.

 

Da nossa tremideira nas bolas paradas. Sofremos os dois golos desta forma. A equipa parece sentir suores frios a cada livre ou cada canto.

 

Do cartão amarelo a Coates. O central uruguaio, um dos elementos mais influentes do onze leonino, já acumulou cinco e ficará fora na próxima partida.

 

Do péssimo balanço dos nossos jogos fora. Já somamos quatro empates (V. Guimarães, Nacional, Chaves, Marítimo) e duas derrotas (Rio Ave, Benfica) em nove jogos disputados longe de Alvalade. Catorze pontos perdidos.

 

 

Gostei

 

Da estreia de Palhinha. Aplauso ao treinador por ter lançado o jovem médio defensivo em estreia absoluta na principal competição do futebol português. Ocupando a posição habitualmente protagonizada por William Carvalho (que só entrou aos 63'), o estreante não comprometeu.

 

De Bas Dost. O holandês soma e segue. Hoje marcou o primeiro do Sporting, ampliando para 14 golos a sua conta pessoal só no campeonato, onde é o rei dos marcadores. Único reforço digno deste nome na temporada leonina 2016/17.

 

De Gelson Martins. Voltou a marcar a diferença pela acutilância e pela irreverência - ao ponto de podermos elegê-lo novamente como o melhor em campo. Mesmo muito marcado, causou diversos desequilíbrios. E fez o gosto ao pé, marcando o segundo golo. Se todos fossem como ele, o Sporting não seguiria neste humilhante quarto lugar no campeonato.

O melhor prognóstico

Entrámos bem na Liga 2016/17, com uma vitória em casa frente ao Marítimo. E também começámos muito bem o nosso campeonato de palpites. Com cinco vencedores, dois dos quais autores cá da casa.

Eis o quadro de honra da jornada inicial: Alex M, Edmundo Gonçalves, Leão do Fundão, Liga dos Mancos e Tiago Cabral.

Todos acertaram no resultado do jogo. Mas apenas um acertou também no nome de um dos marcadores dos golos (Bryan Ruiz): Liga dos Mancos. Aplicado o critério do desempate, é dele a vitória nesta ronda inaugural.

O dia seguinte

Mário Duarte, O Jogo: «A equipa comandada por Jorge Jesus dominou por completo a partida, sendo quase esmagadora na segunda parte. (...) A pressão alta imposta por Adrien e o sentido posicional de William e dos centrais leoninos esbatiam todas as iniciativas de Fransérgio e seus pares. A segunda parte foi 'toda' do Sporting.»

 

Rogério Azevedo, A Bola: «A entrada do Sporting na segunda parte foi arrasadora. Sobretudo por força dos desequilíbrios criados por Gelson e pela capacidade agregadora de Adrien. (...) Era, nesta fase, jogo de um sentido só: o da baliza de Gottardi. E tantas vezes a bola andou a namorar as redes do Marítimo que entrou. E justamente.»

 

Rui Dias, Record: «O Sporting começou a época emitindo os sinais esperados: será um grande protagonista da época. (...) Na segunda parte, a exibição leonina atingiu, por fim, níveis de excelência. Mal chegou ao 2-0, a equipa afastou os temores e iniciou um processo de crescimento que a levou a momentos de exuberância.»

 

Os nossos jogadores, um a um

Entrámos com o pé direito no novo campeonato: vitória clara e uma exibição convicente frente ao Marítimo. Nunca a superioridade leonina esteve em causa neste confronto inicial da Liga 2016/17, saldado com dois golos: o primeiro de Coates, na sequência de um canto, iam decorridos 21'; o segundo de Bryan Ruiz, aos 60', finalizando bem um centro perfeito de Gelson Martins.

João Mário, que terá feito hoje a última exibição pelo Sporting, tentou várias vezes marcar. Não conseguiu, mas participou na construção dos dois golos - primeiro ao marcar o canto de forma irrepreensível, depois ao endossar a bola para a assistência de Gelson.

O Marítimo só deu boa réplica na primeira parte, em que podia ter feito dois golos. Rui Patrício impediu o primeiro com uma assombrosa intervenção, confirmando que é o melhor guarda-redes europeu. No segundo lance a bola embateu no poste, mas o nosso guarda-redes também demonstrou bons reflexos ao reduzir o ângulo de remate do adversário.

A segunda parte foi toda do Sporting, com largos minutos de exibição do bom futebol leonino. Jorge Jesus, sem Slimani, optou por incluir a dupla Alan Ruiz-Bryan Ruiz na linha mais avançada: o argentino, que não é ponta de lança, teve bons apontamentos nesta sua estreia oficial pela nossa equipa. Destaque também para a boa prestação de João Pereira, que integrou o onze titular em vez de Schelotto.

O melhor em campo foi Gelson Martins.

 

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RUI PATRÍCIO (8). Concentração máxima e atenção permanente entre os postes, conferindo segurança à equipa. A sua excelente defesa, aos 16', é daquelas que garantem pontos ao Sporting. Mais uma, entre tantas.

JOÃO PEREIRA (7). Exibição muito positiva do nosso lateral direito, que nunca deixa de lutar pela titularidade. Melhor na manobra ofensiva do que a jogar atrás. Excelente coordenação com Gelson Martins: dá gosto ver esta parceria.

COATES (8). Fez finalmente o gosto à cabeça, marcando o primeiro golo oficial de verde e branco. Com uma elevação perfeita, dando a melhor sequência a um canto. Quase voltou a marcar, desta vez com o pé, aos 55'.

RÚBEN SEMEDO (6). Deixou-se bater num lance perigoso do Marítimo na primeira parte. Mas esteve bem no resto do tempo. Cortes oportunos aos 58' e 88'. Aos 55', assistiu Coates como se fosse um extremo: ia sendo golo.

JEFFERSON (5). O mais discreto membro do nosso quarteto defensivo inicial. Subiu muito menos do que João Pereira, revelando alguma falta de confiança. Melhor momento: um bom cruzamento aos 12'. Saiu ao intervalo.

WILLIAM CARVALHO (7). Actuação com a qualidade a que já nos habituou. Desfez várias vezes a organização ofensiva do Marítimo com a sua autoridade tranquila no meio-campo defensivo. É um falso calmo: corre que se farta..

ADRIEN (7). Complementa da melhor maneira a tarefa de William, ligando o meio-campo às linhas mais avançadas. Com uma qualidade de passe que continua a superar todos os testes. Ganhou sucessivas segundas bolas.

GELSON MARTINS (8). Terminou a Liga anterior a marcar dois golos, começa esta também em grande nível. Hoje não marcou mas assistiu para o golo de Bryan. E nunca deu tréguas à defesa contrária, desquilibrando-a constantemente.

JOÃO MÁRIO (7). Compreensivelmente, jogou com níveis de ansiedade muito elevados. Fez tudo para marcar. E quase conseguiu (12', 42', 52'). Foi o jogador que mais rematou: faltou-lhe boa pontaria. Saiu aos 90', ovacionado.

BRYAN RUIZ (6). Marcou o golo que confirmou a nossa vitória, aos 60', sem falhar à boca da baliza. Mas a qualidade do costarriquenho desta vez só se viu a espaços: pareceu algo desligado do jogo.

ALAN RUIZ (7). Estreia oficial pelo Sporting com bons apontamentos fora do seu espaço de eleição, atrás do ponta de lança, que hoje não havia. Fez o primeiro remate (11') e um dos melhores passes (aos 24', para Gelson).

BRUNO CÉSAR (6). Entrou na segunda parte, para o lugar de Jefferson, dando mais intensidade e consistência ao nosso flanco esquerdo. Mas desta vez sem oportunidade de pôr a defesa contrária em sentido com o seu pé esquerdo.

SCHELOTTO (5). Segunda surpresa de Jorge Jesus, após tê-lo deixado inicialmente no banco: lançou-o aos 84', como médio-ala. O italo-argentino mal teve tempo para mostrar o que vale nesta posição, onde não está rotinado.

BRUNO PAULISTA (-). Entrou aos 90' só como pretexto para a ovação da noite tributada pelos adeptos a João Mário, que deverá rumar dentro de dias ao Inter de Milão.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do nosso arranque na Liga 2016/17. Nada melhor do que começar o campeonato a vencer: 2-0 em casa, frente ao Marítimo.

 

Da nossa exibição. Bom entrosamento, organização colectiva quase sem mácula, equipa a transbordar personalidade e confiança. Os automatismos foram tão evidentes que nem parecia estarmos perante o primeiro jogo oficial da temporada.

 

Do golo de Coates. O gigante uruguaio estreou-se a marcar pelo Sporting com uma oportuníssima elevação, sobrepondo-se ao central do Marítimo, na sequência de um canto muito bem batido por João Mário. Iam decorridos 21 minutos, começava assim a construir-se a vitória leonina.

 

De Gelson Martins. Excelente exibição do nosso extremo direito, com uma segunda parte perfeita, em primorosa articulação com João Pereira. É dele o cruzamento-assistência que proporcionou o segundo golo, aos 60': Bryan Ruiz só teve de encostar o pé. Foi para mim o melhor em campo.

 

De Adrien. Grande partida do nosso capitão, com níveis de confiança reforçados na sequência do título de campeão da Europa. Boas recuperações, inegável qualidade de passe. Muitos lances com sinal de perigo passaram por ele.

 

De João Pereira. Incansável, o lateral direito fez constantes incursões pelo seu flanco, desdobrando-se em tabelinhas com Gelson que pautaram os melhores momentos de futebol neste encontro. Foi uma surpresa de Jorge Jesus, quando se aguardava que Schelotto se assumisse como titular da posição. Aposta ganha: João Pereira justificou plenamente figurar no onze inicial.

 

De Rui Patrício. Do melhor guarda-redes da Europa só podemos esperar a excelência. Ele não traiu as expectativas, com uma defesa monumental, logo aos 16', coroando um bom lance de ataque do Marítimo. O resultado estava em branco, um golo sofrido teria dado outro curso ao jogo.

 

De Alan Ruiz. Estreia auspiciosa do reforço argentino em jogos oficiais pelo Sporting. Tem bom toque de bola, sentido posicional e domínio técnico. É um segundo avançado, que se movimenta bem entre linhas ofensivas. Não custa vaticinar que será uma figura determinante neste Sporting 2016/17.

 

Da vibrante ovação a João Mário. O nosso médio, campeão europeu, terá feito hoje a última partida em Alvalade, podendo rumar a Itália dentro de dias. Saiu aos 90', ao som empolgante das palmas, após ter exibido a sua habitual qualidade em campo e ter tentado o golo em diversas ocasiões. Só foi pena não ter marcado.

 

Que não tivéssemos sofrido golos. É bom começarmos o campeonato com a baliza invicta.

 

De ver sete portugueses no nosso onze inicial. Em contraste com o Marítimo, que apresentou sete brasileiros. E até o treinador é da mesma nacionalidade.

 

De ver o apoio da nossa massa adepta no estádio. Mais de 42 mil espectadores presentes em Alvalade, num fim de tarde muito quente - tanto do ponto de vista meteorológico como do saudável entusiasmo nas bancadas.

 

Da homenagem ao professor Moniz Pereira. Finalmente um minuto de silêncio cumprido com rigor. Uma forma muito digna de evocar uma saudosa figura do universo leonino, do desporto nacional e da sociedade portuguesa.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Slimani. Tivemos de começar o campeonato sem ponta-de-lança devido ao afastamento do argelino, por absurdo castigo que remonta à época anterior.

 

De alguma dificuldade de finalização. Oportunidades foram muitas, sobretudo na segunda parte, mas só se concretizaram duas. Há que afinar ainda mais a pontaria.

 

De um momento de desconcentração que poderia ter sido fatal. Uma perda de bola a meio-campo, aos 39', proporcionou um ataque veloz do Marítimo, culminado numa bola ao poste. Único erro colectivo da nossa equipa em todo o jogo, solucionado com inegável estrelinha da sorte. Esperemos que seja a estrelinha que costuma iluminar os campeões.

Prognósticos antes do jogo

O nosso pontapé de saída para a Liga 2016/17 será já este sábado, a partir das 18.15. Recebemos em Alvalade a principal equipa madeirense e aguarda-se grande "moldura humana" no nosso estádio, como os relatores radiofónicos tanto gostam de dizer nas suas coloridas narrações.

Damos também aqui o pontapé de saída para os prognósticos sobre o campeonato que vai iniciar-se. Na vossa perspectiva, qual será o resultado deste Sporting-Marítimo, com arbitragem de Carlos Xistra?

O melhor prognóstico

Desta vez a pontaria dos nossos vaticinadores esteve muito mais afinada: dois deles acertaram no resultado do Sporting-Marítimo. Refiro-me ao meu colega de blogue Francisco Chaveiro Reis e a um leitor que assina apenas João.

Aplicado o critério do desempate, referente aos marcadores dos golos, a vitória nesta jornada cabe ao Francisco Chaveiro Reis. Por ter acertado em Teo e Slimani como autores de dois dos três golos leoninos.

Dentro de dias haverá mais. Prognósticos e golos.

Que belo lance de futebol

As imagens dos resumos da televisão não o demonstram, mas o terceiro golo do Sporting de hoje é um prodígio de troca de bola. Quando no estádio se gritava "chutem a bola à baliza!", os jogadores do Sporting estão uns bons dois minutos a trocarem a bola no meio campo do Marítimo, uns para os outros, sem nunca a perderem, aguardando pacientemente o momento certo para fazerem o remate mortal. Que enfim haveria de chegar.

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