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És a nossa Fé!

Manchester by the see

Olhando Manchester*

Manchester City vs. Manchester United.

O futebol sonho, fantasia e de pé descalço vs. o futebol rigído, burocrático e de botas cardadas.

Cinco minutos e meio de jogo, Young, justificando o nome, efectua um corte infantil, aventa-se para o chão e defende a bola com a mão esquerda.

Penalty.

Manchester City, campeão.

Presidente do Manchester United no facebook a criticar o jogador.

Jogadores do Manchester United, solidários com Young.

Jogadores do Manchester United suspensos.

Equipa B (existe?) do Manchester United a jogar até ao final da época.

Parece ficção não é?

(a única ficcção é que o árbitro ao não assinalar o penalty impediu o resto da história).

* como Pedro Correia, delituosamente, defende, nem sempre a tradução tem de ser fiel; como diria a minha professora de «Técnicas de Tradução»: "nós temos de traduzir a ideia, não temos de traduzir as palavras"

Acham isto normal?

É voz corrente que hoje em dia, no futebol, já não há amor à camisola. A nova versão legitimadora de trocas clubísticas designa-se de profissionalismo, sendo que esta palavra serve também para honrar a dedicação de jogadores e treinadores a quem lhes paga. Por isso ouvimos jogadores fazer declarações apaixonadas por um clube, mas quando jogam contra ele querem ganhar pois, acima de tudo, são profissionais.

Pois é. Até parece que assim é. Mas a realidade, por vezes, desmente estas teorias inabaláveis. Incrédulo, li online o seguinte:

"Mourinho faz as contas do benfica: «os nove pontos podem chegar». Com 9 pontos é possível. Se ganharmos ao CSKA e Basileia, os nove pontos do Benfica podem chegar. Espero que não sejam 9, mas talvez a Liga Europa seja possível. Relativamente à qualidade do Benfica, o Benfica é melhor do que os outros dois. Continuo com essa ideia...".

E para não ser voz isolada, saiu Matic da cartola:

"Para o Benfica vai ser muito difícil agora, mas tem de fazer tudo para ganhar os últimos três jogos. O Benfica tem uma boa equipa, com muitos jogadores jovens que vão aprender e crescer. O Benfica tem um bom futuro".

Conclusão: ambos desejam o apuramento do benfica. É bonito e simpático, apesar de ser o Manchester United, o clube que lhes paga os principescos salários. Mas a vida e a matemática têm destas coisas. É bom lembrar que o próximo jogo é entre estes dois clubes. E a matemática não perdoa. Para um ganhar o outro tem de perder. E se, hipoteticamente, o clube em frente ao colombo ganhasse os três jogos que faltam e o Manchester, por sua vez, os perdesse, não passando aos oitavos de final? Hipoteticamente, claro...

Neste caso, teríamos uma confusão entre profissionalismo e amor à camisola, com maus resultados? Que lágrimas chorariam?

Com declarações destas parece mais que estamos na "twilight zone". Acham isto normal?

 

mou-mat-twz

O erro, a mentira, a fraude

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Os inimigos do vídeo-árbitro devem ter-se congratulado: esta tecnologia esteve ausente do Manchester United-Real Madrid de ontem, em disputa da Supertaça Europeia. Vitória tangencial do Real, por 2-1, com um golo (o primeiro) marcado por Casemiro em nítido fora de jogo não assinalado pela equipa de arbitragem.

Mas, pensem eles o que pensarem, não podia haver maior cartaz de propaganda do vídeo-árbitro perante esta nova demonstração de falsidade desportiva traduzida em título para os merengues, ontem sem Cristiano Ronaldo a titular. O melhor jogador do mundo só saltou do banco aos 81 minutos, com o resultado já feito.

Espantosamente, no  canal público que transmitiu em directo a partida houve quem celebrasse a mentira, varrendo o rigor dos factos para debaixo do tapete. Foi o caso do comentador Bruno Prata, que num primeiro momento admitiu ter visto o jogador brasileiro "claramente adiantado" para depois conceder que "a diferença [face ao último defesa do Manchester] é muito pequena". Acabando por sentenciar: "Neste tipo de casos não podemos ser muito severos."

É assim que os comentadores de turno encaram a verdade desportiva: algo muito relativo. Por isso são quase todos contra a introdução do vídeo-árbitro. Um deles, com visível desdém, dizia há dias nem saber se esta tecnologia já está a ser aplicada em mais algum país da Europa além de Portugal. Ignorando que na Holanda, por exemplo, não só vigora mas foi vital para restabelecer a verdade desportiva na Supertaça disputada entre o Feyernoord e o Vitesse. Ignorando que já foi introduzida no Brasil e na Alemanha, por exemplo.

Ao contrário desses comentadores, não consigo compreender um futebol que convive tão bem com o erro grosseiro, que coabita de forma tão descontraída com a mentira, que pactua sem abalos de consciência com a fraude. Alguém se aproveita disto, seguramente. Mas não o desporto, que nada tem a ver com isto.

Rojo em bolandas

Marcos Rojo parece ter os dias contados no Manchester United. Louis Van Gaal nem quer ouvir falar mais do argentino que o clube inglês contratou ao Sporting e esteve na origem do conflito entre o nosso clube e a Doyen, tão apreciada noutras paragens. O técnico cobiça agora Bruno Martins Indi, internacional holandês nascido no Barreiro que tem jogado no FC Porto, e é provável que a transferência venha a concretizar-se no mercado de Inverno.

Quanto a Rojo, fala-se nele a caminho do Nápoles.

Alguns, por cá, parecem não reparar em nada disto. Só lhes interessava mencionar Rojo quando podia servir de arma de arremesso contra o presidente do Sporting...

Outra vez? (parte dois)

Era para ser uma resposta ao post do Luciano Amaralaqui em baixo, mas parece-me que deve ter direito a post próprio:

Estive assim a um bocadinho de também fazer um post sobre o assunto Nani, logo ontem à noite.
Mas depois pensei, cá pra mim, que se calhar era preciso ter um pouco de calma.

Ora imaginemos: Nani está em Old Trafford, a casa que é a sua por contrato, perante o seu público, com os holofotes em cima, sabendo que o patrão e o treinador o irão ouvir... que se lhe pode exigir?

Eu confesso que me coloquei no lugar de Nani e provavelmente teria respondido da mesma forma. Até porque ele sabe os termos do contrato de cedência, a concorrência enorme e "feroz" que tem, logo será difícil regressar. Mas convenhamos, apesar de ser Leão, não podemos criticar um jogador por querer regressar ao clube que o dispensou. Por todas as razões.
Desestabiliza? não tenho essa opinião. Lá dentro é que ele tem que demonstrar o que vale, e até agora tem sido irrepreensível.


Ou então estou redondamente enganado e desde já me penitencio.

Outra vez?

Parece que continua a novela Nani, o qual disse que não dizia que não a um regresso a Manchester já em Janeiro. Não sei o que é isto, mas não gosto. Não gosto por muitas razões, a mais imediata das quais é a quantidade de conversas estragadas que alimenta. Por exemplo, logo a seguir às declarações ouvi o comentador da RTP Carlos Daniel dizer que percebia Nani, dado "o momento do Sporting, que está a 8 pontos do líder". Ah sim? E o momento do United? Está em 7º lugar a 13 pontos do líder e a 9 do 2º. É verdade que está a 5 do 3º, mas o 3º é o City, sendo que, pelo meio, ainda há o Arsenal. O United não está na Champions. Pela diferença de pontos, já não vai ser campeão. E vai ter de se esfalfar muito para ir à Champions do ano que vem. O Sporting está na Champions e ainda pode ser campeão e, mesmo que não seja, está em boas condições para chegar à Champions. Não percebo que vantagem tem Nani em ir para o United agora. Para lá do momento mau do United, nunca terá lugar de caras na equipa, onde há mais jogadores de nível semelhante. Perceberia que quisesse regressar para o ano, admitindo que o United se ja capaz de voltar à glória planetária, mas não vejo melhor do que cumprir o empréstimo esta época. Se tem condições para o cumprir, depois destes sucessivos episódios da novela, é outra história. Mas sobre isso é que já não sei nada. Apenas espero que aquilo que chega cá fora não seja nada daquilo que parece.

Gestão!

Soubemos esta semana que sir Alex Ferguson abandona esta época a posição de Treinador do Manchester United. Um momento que nos deixa a todos sensibilizados, pelo hábito de assistir ao senhor escocês de cara rosada a festejar cada golo e cada reviravolta do seu United e a promover e lançar enormes jogadores. 

 

Um homem de classe e que demonstrou sempre uma paixão pelo mesmo clube por mais de duas décadas. 

 

Mas, o Man United demonstrou porque é um clube diferente esta semana. Se num dia anunciava o adeus ao seu eterno treinador, no dia seguinte apresentava o próximo treinador e por seis épocas. 

 

Ora, eu sei que o futebol é um negócio imprevisivel. Já assistimos a negócios que nunca sonharíamos. A ocasião faz o negócio. Mas, este planeamento, esta tranquilidade de decisão e rapidez na acção demonstram um grau de profissionalismo enorme. 

 

O nosso Sporting só tem a aprender com estas situações. Gerir é decidir e executar. Com toda a ponderação, mas não há espaço para vazios. E que extraordinário saber que um treinador assina por 6 anos! 

 

Temos muito que aprender. 

{ Blog fundado em 2012. }

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