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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Detalhes

No futebol, como na vida, muitas vezes o sucesso/insucesso depende de um detalhe. Por uns meros onze milímetros (bola vs linha de golo) o Liverpool não se adiantou no marcador no Etihad Stadium de Manchester, curtíssima distância que a ter sido eliminada deixaria a equipa da cidade dos Beatles mais perto do título inglês. Um pequeno pormenor que pode vir a fazer toda a diferença nas contas finais do campeonato. 

Se a invocação da sorte ou do azar é válida para este caso, já o ocorrido na recepção do Sporting à Belenenses SAD deveu-se muito mais a questões relacionadas com (in)competência. Assim, fui dar-me ao trabalho de cronometrar e medir os lances dos golos do Sporting e cheguei às seguintes conclusões: no primeiro golo, Diaby esteve dois segundos e vinte e seis centésimos parado, com a bola nos pés, na meia-lua da área da SAD vestida de azul, à espera da desmarcação de Bruno Gaspar, sem que nenhum adversário (entre os vários que tinha à sua volta) esboçasse a mínima intenção de lhe tirar a bola; finalmente, no segundo golo, Zacarya foi recuando dentro da área perante Miguel Luís, dando muito espaço (precisamente três metros e cinquenta e nove centímetros) para o fantástico remate do promissor médio leonino.

Se no clássico do Norte de Inglaterra podemos falar de um pormenor, no derby lisboeta a diferença fez-se de "pormaiores".  

manchester city liverpool.jpg

Manchester by the see

Olhando Manchester*

Manchester City vs. Manchester United.

O futebol sonho, fantasia e de pé descalço vs. o futebol rigído, burocrático e de botas cardadas.

Cinco minutos e meio de jogo, Young, justificando o nome, efectua um corte infantil, aventa-se para o chão e defende a bola com a mão esquerda.

Penalty.

Manchester City, campeão.

Presidente do Manchester United no facebook a criticar o jogador.

Jogadores do Manchester United, solidários com Young.

Jogadores do Manchester United suspensos.

Equipa B (existe?) do Manchester United a jogar até ao final da época.

Parece ficção não é?

(a única ficcção é que o árbitro ao não assinalar o penalty impediu o resto da história).

* como Pedro Correia, delituosamente, defende, nem sempre a tradução tem de ser fiel; como diria a minha professora de «Técnicas de Tradução»: "nós temos de traduzir a ideia, não temos de traduzir as palavras"

Morte e ressurreição do cavador

O jogo é aquele que Edmundo Gonçalves refere neste post, o lance ocorre aos 34 minutos.

Agüero aproveita a saída do guarda-redes do Mónaco para tropeçar na minhoca.

Guardiola protesta com o argentino, grita com ele por se ter atirado para o chão num lance prometedor (vai cavar faltas para o trabalho, pensas que és o Gonçalo Guedes ou quê? [barafustou Pep])

Rui Patrício encolhe os ombros e pensa: "se fosse comigo marcavam penalty e ia para a rua".

O avançado é epifaniado.

Agüero levanta-se e anda.

Anda, corre, marca dois golos e contribui de forma decisiva para o resultado.

Às vezes é melhor jogar à bola que aventar-se para o chão.

John Guidetti

Sueco e ligado ao Manchester City.

Da Suécia, veio o Farnerud. Ligado ao Manchester City, esteve o Bojinov.

Confesso que não faço puto de ideia das credenciais deste Guidetti com apelido de massa italiana. A confirmar-se a sua vinda para reforçar o ataque do leão 2015/2016, tomara que seja um verdadeiro reforço. Tomara que deixe em campo gratas recordações para, daqui a uns anos, quando se falar de outro jogador sueco ou ligado ao Manchester City a caminho do Sporting, podermos encarar essa possibilidade com optimismo e não com um enorme ponto de interrogação como, confesso, é o meu caso agora.

"Quando sair do Real Madrid não irei treinar o Málaga"

A frase que intitula o "post" foi proferida por um treinador que ao ser apresentado em Madrid disse:

- Eu não sou especial, sou único.

Assim seria, de facto, um único título por época, zero finais europeias (apesar de ter ao seu dispor os melhores jogadores que o dinheiro pode comprar) enfim um fracasso, embora, a bem da verdade, tenha mantido, a média de Carlos Queiroz... um título.

Às vezes quando fracassamos culpamos os outros, enfiamos os dedos nos olhos dos outros e "achincalhamos" os outros, foi nesse contexto que o actual treinador do Manchester City foi brindado com a frase acima.

Mas enfim...

Não devemos cuspir para o ar; o ex "special one" e actual "special none" deverá pensar nisso, meditar nos 86 pontos do City vs. 82 do Chelsea e last but not least nos 102 golos marcados pela equipa do ex treinador do Málaga vs. os (míseros) 71 marcados pela equipa do ex treinador do SLB (capitaneado per Calado e presidido pelo presidiário Vale e Azevedo).

Curiosidades da Liga dos Campeões

O facto de o Sporting não estar, nesta época, envolvido nas competições europeias não será motivo para que não se traga para aqui curiosidades desta alta competição futebolística. Até porque a Liga dos Campeões não se resume à eliminação do FC Porto e do Benfica. Pela força das circunstâncias, vejo a prova sob a perspetiva germânica e a última jornada da fase de grupos foi, por aqui, igualmente pródiga em surpresas e emoções fortes.

 

O caso mais curioso e emocional terá sido o do Borussia Dortmund que, em perigo de passar à Liga Europa, acabou em primeiro lugar do seu grupo! Antes do jogo de ontem, o líder isolado do grupo F era o Arsenal, com 12 pontos. Dortmund e Nápoles tinham 9 pontos, o Marselha 0. Embora o Dortmund fosse jogar com o último classificado, fazia-o fora, enquanto o Nápoles jogava em casa, e receava-se o pior. Com razão! O Marselha aguentou o 1:1 quase até ao fim, apesar de se ver reduzido a 10 jogadores a partir do 34º minuto. Não tivesse Großkreutz, aos 87 minutos, acertado na baliza à guarda dos marselheses, um verdadeiro golden goal, que baralhou totalmente a classificação do grupo. O Nápoles viu-se atirado para a Liga Europa, apesar da vitória sobre o Arsenal por 2:0, igualando em pontos (12) as equipas inglesa e alemã.

 

O Nápoles, com quatro vitórias, é o clube que mais pontos leva para a Liga Europa. Já o FC Viktoria Pilsen, da República Checa, conseguiu o mesmo efeito, apesar de ter perdido cinco jogos e apresentar uma relação catastrófica de golos marcados/sofridos - 6:17! A vitória que lhe valeu a passagem à Liga Europa foi obtida precisamente no último jogo, contra o seu adversário direto, o ZSKA de Moscovo.

 

Do grupo da equipa checa (D) fazia também parte o Bayern de Munique, comandado por Guardiola, que surpreendentemente perdeu em casa com o Manchester City (2:3). Mas foi um jogo para cumprir calendário. Ambas as equipas seguem em frente e a liderança do grupo manteve-se nas mãos dos alemães.

Gestos que ficam

Cada um de nós sabe que guarda na memória um instante, uma palavra, um gesto, que define cada um destes jogos épicos do Sporting. Há uns anos, da célebre batalha com o Newcastle, ficou-me a memória de andar aos saltos na biblioteca a gritar golo, porque apesar da hora ainda estávamos a trabalhar para terminar uma exposição.

 

Desta batalha, que vencemos ontem, também há um gesto que fica: a arrogância insuportável do treinador do City, quando foi obrigado a fazer uma substituição nos primeiros minutos do jogo de Alvalade. A sobranceria foi tanta que mandou o jogador aquecer calmamente, apesar de o colega lesionado já não estar em campo. "Para ganhar a estes tipos, dez homens em campo é mais do que suficiente", deve ter ele pensado.

 

Mas não era, percebe? Porque nós podemos ter 11 homens em campo, mas cada um deles leva ao peito o emblema do Sporting. E as vozes, meu Deus, aquelas vozes que encheram Alvalade, que voltaram a encher Manchester, apoiando sem parar. Sporting Sporting Sporting!

Massa cinzenta, perdão, verde

 

O árbitro acaba de apitar para intervalo e a câmara de televisão detém-se uns breves segundos num grupo de jogadores do Sporting. Lembro-me de ver Polga, Ínsua e Izmailov, se não estou em erro, mas a imagem foi tão rápida que não posso garantir.

Este foi para mim o melhor momento de Manchester. O que faziam eles naquela roda? Reflectiam, analisavam, corrigiam, mas sobretudo trabalhavam em equipa, totalmente empenhados nos detalhes do jogo. Semelhante fenómeno de inteligência colectiva, impressionou-me bastante no Campeonato do Mundo de 2006, quando antes do início da 2ª parte contra Portugal, Zidane, Thuram, Vieira e Henry conferenciavam em campo.

Assim é o Sporting com que sonhei.

Gooooooooooooooooooooooooooooooooooolo!!!!!!!!

É o delírio em Manchester. Grandes golos do Sporting. Desde o primeiro minuto que o Sporting está a jogar melhor que o City. O Sporting soube anular Aguero e Balotelli. A partir daí foi um "show di bola" da nossa equipa onde Matías e Izmailov têm sido sensacionais. Estamos quase, quase lá. Falta a segunda parte, mas eles têm de marcar quatro golos. O sonho está quase realidade. Spooooooooooooooooooooooooorting!!!!

Ao intervalo: Manchester City-Sporting, 0-2.

Teoria geral da vantagem de não jogar em casa

A vantagem de jogar em casa é uma treta. Explico. Antes de mais, um campo de futebol não é propriamente uma casa. Se olharem bem, não há divisões, escadas, armários, gavetas, sótãos, alçapões e arrecadações. Se houvesse, seria compreensível que quem jogasse em casa tivesse vantagem por conhecer melhor os cantos da dita. Mas, que diabo. Aquilo é só um campo de futebol. De baliza e baliza não há um único roupeiro, uma porta com fechadura manhosa, um faqueiro de prata escondido. O que existe, na realidade, é campo aberto e largueza de vistas (tirando o caso particular da Choupana por causa do nevoeiro). Uns atacam para o lado que os outros defendem. E vão alternando conforme podem. Claro que não falta literatura científica sobre o assunto. Certos entendidos fundamentam a home advantage com a territorialidade e o sentimento de pertença a uma região. Ora, numa equipa como a do City em que a 101,2% dos jogadores conheceram Manchester pouco antes do início da era DYB (depois de o Yannick assinar pelo Benfica), o argumento não pega. Alguns referem o desgaste das viagens. Puro nonsense se tivermos em conta que é mais rápido chegar a Manchester do que atravessar a 2ª circular. Outros falam da importância do público e da pressão que este coloca. Mas, que diabo. O Sporting joga há dezenas de anos em casa. E todos sabemos como o ambiente de Alvalade pode ser hostil aos jogadores locais. Os rapazes estão, portanto, habituados a grande pressão. Refere-se ainda o “caseirismo” dos árbitros. Aqui importa recordar que o Sporting joga, desde que me lembro, no campeonato português. Quem sobreviveu a Paraty, Calheiros ou Lucílio está preparado para resistir a um norueguês por muito manhoso que este se apresente. Ou seja, em geral não há grande fundamento na teoria da home advantage. No caso concreto do Sporting, a vantagem de jogar em casa não tem mesmo qualquer sentido. Sobretudo hoje que jogamos fora (nesta coisa do debate cientifico não convém sermos definitivos: quem sabe se no próximo jogo em casa não será altura de analisar novos argumentos e de dar o braço a torcer se os que agora se defendem estiverem errados).  Para hoje, e sendo esta a teoria, só falta pô-la em prática.

Muito mais do que um jogo

Gosto muito de Mancini. Sempre gostei. Foi um senhor no calcio e um ídolo em Génova. Ganhou com a Samp o único scudetto da história do clube com uma equipa onde brilhava Vialli, o grande Vierchowod, Lombardo (o Caccioli italiano), Cerezo e Pagliuca. Nuns quartos de final da UEFA deu-me, ao marcar o golo nas Antas, uma grande alegria quando eliminou o Porto. Isso mesmo, eu fico muito muito feliz com o insucesso dos outros, não vale a pena engrossar a maralha de hipócritas que anda por aí. Mas lembro-me bem de um jogo, estava ele já na Lázio (onde foi, infelizmente, campeão) e regressou ao Luigi Ferraris contra a sua Sampdória, camisola que tinha vestido durante 15 épocas. No final, os adeptos da Samp gritaram o seu nome e fizeram-no ir às lágrimas, cobrindo-o de cachecóis. Mais ou menos a mesma coisa que vi ao vivo quando Nedved regressou ao Olímpico com a camisola da Juve. É verdade, o calcio é outro mundo, outra mística, outro culto. Para mim, é assim que se deve sentir o futebol, a nossa equipa, o nosso clube. Serve isto para dizer duas coisas. O futebol, ao contrário do que disse o mui venerável José Manuel Barroso, é muito mais do que um jogo. No dia em que for só isso, acabou. Finito. A outra, é que ainda há uma diferença entre a ópera e o futebol: num está-se bem caladinho para não perturbar o espectáculo, no outro grita-se com tudo o que se tem para que os nossos ganhem e a nossa camisola brilhe. Porque só isso interessa.

Swansea imita Sporting

Ribeiro Cristóvão andava muito preocupado com a possibilidade de o Sporting ser "triturado e humilhado" pelo Manchester City. Eram receios infundados. Não só isso não sucedeu mas também a vitória em Alvalade contra a turma de Roberto Mancini parece ter inaugurado um ciclo nada prometedor dos nossos antagonistas na Liga Europa. Que o diga o Swansea, que acaba de derrotar - de forma "soberba", garante a BBC - os milionários do City também por 1-0, destronando-os do comando da liga inglesa. Afinal quem tritura quem, amigo Ribeiro Cristóvão? 

Até Manchester!

Para ser franco, cheguei a Alvalade na quinta à noite com um nó na garganta. Não o que resultaria da apocalíptica previsão do Ribeiro Cristóvão ('espero que o Sporting não envergonhe o futebol português'!). Tão somente aquele temor brando da lúcida noção da distância qualitativa entre as duas equipas, aquele pequeno peso no coração que os 'se...' criam em nós. E se? e se? e se?. No campo, apercebi-me que esse temor era quase universal entre os adeptos que me rodeavam. E isso me fez sentir menos só. Afinal, estávamos unidos por um pequeno peso no coração - como os soldados, antes da batalha, sabendo que o adversário é bem mais poderoso. Que vai acontecer, que vai acontecer? Mas, como os soldados, como os jogadores lá em baixo, desejando a luta. Sabendo que ela ia ter inexoravelmente lugar e que, assim sendo, o mais sábio era encarar o inimigo, encontrar nele fraquezas e explorar essa tão curta vantagem. Se o general comandar bem e nós lutarmos com toda a força da crença, com toda a nossa fé e com a nossa inteligência, ah sim, pode ser possível. O medo era invenção minha, invenção nossa. E enquanto o jogo decorria e a crença e a inteligência dos nossos se afirmavam, eu acho que todos, jogadores e adeptos, repetíamos baixinho, só mesmo para nós não fosse o Diabo tecê-las: o medo era invenção minha, invenção nossa. Foi então que o calcanhar do Xandão ousou aquele súbito disparo e, pela surpresa, rendeu os contrários. Ah, nas guerras também é desse jeito, sabem, o inesperado pode aniquilar um forte inimigo. E foi o que se viu. E aí nos levantámos todos, em aplausos e abraços, naquela festa grande que foi o momento de repetirmos, agora bem alto, bem sonoro: o medo era invenção nossa. E, lá em baixo no relvado, aquela festa maior ainda, a dos jogadores dizendo por entre abraços: o medo é uma invenção minha, uma invenção nossa. Na verdade ganhámos. Na verdade, até poderemos perder, daqui por alguns dias. O futebol é um jogo, tão somente. Sabemos que o inimigo lá estará, no seu terreno, nos esperando, querendo vingança. E depois? Até Manchester!

Foi uma grande noite

Poucas vezes dei por tão bem gasto o dinheiro que me custou um bilhete de futebol: esta noite, comprei um suplemento de alma, vi a equipa do Sporting que gostaria de ver jogar todas as semanas e diverti-me com uma grande joga de futebol. Sá Pinto não inventou, nem na linha inicial nem nas substituições (sensatas, talvez em demasia, mas agora é fácil falar): o que fez a diferença foi a disciplina táctica, a entrega e a coragem dos jogadores (porque só se ganham as batalhas quando se ganha a maior parte dos duelos individuais). Percebe-se: ganhar ou perder com o Vitória de Setúbal não conta além-fronteiras, para alguns pode até parecer despiciendo, but to score a backheel against City, por exemplo, pôs o Xandão no mapa na Europa, e se calhar duplicou o seu valor de mercado (e se calhar ainda bem). Foi com a Lazio e agora com o City que eu mais gostei de ver jogar o Sporting este ano: o Sporting Clube de Portugal, embaixador do nosso futebol, que eu só espero que jogue daqui a oito dias em Manchester com o mesmo carácter com que jogou esta noite em Alvalade. Foi uma grande noite.

Sporting: uma lição suplementar

Só a contratação de Agüero custou 45 milhões de euros aos cofres do Manchester City. Nasri foi contratado por 27,5 milhões. Compare-se: todos os reforços do Sporting para esta época custaram pouco mais de 30 milhões. São números que ilustram bem o abismo entre as duas equipas em termos financeiros. Mas nada disto se reflectiu esta tarde, em termos desportivos, no relvado de Alvalade: ao vencer o City com um fabuloso golo de Xandão, o nosso clube manteve intacta a esperança de ultrapassar os oitavos-de-final da Liga Europa.

O dinheiro não é tudo, o dinheiro não compra tudo. Esta foi uma lição suplementar que os esforçados jogadores leoninos deram hoje aos 34 mil espectadores que assistiam nas bancadas e aos largos milhões que acompanharam o desafio pela televisão.

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