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És a nossa Fé!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Sporting x Mónaco 2-1

O Sporting venceu e convenceu uma equipa semifinalista da Champions. Podence foi titular, Bruno Fernandes marcou na estreia em Alvalade, voltámos ao esquema de dois centrais e este modesto escriba adivinhou (!) a equipa que Jesus escalou. Meu Deus, eu não quero acordar deste sonho!

 

Rui Patrício - Reflexo da fama granjeada aquando do Euro2016, um gaulês foi visto, durante o jogo, a tirar uma "selfie" com ele. Revelada a fotografia, o negativo para o jogador francês foi a anulação do golo. Fora de jogo! No resto, teve um momento altruísta em que permitiu a Coates reencontrar-se com... Coates e, finalmente, destacou-se por impedir que um argentino com nome de Djaló peruano (olá Pedro Correia) marcasse em Alvalade (mais tarde,Tobias emendaria a sua mão).

Nota: Sol

 

Piccini - No seu flanco, por vezes, apareceu um francês (Mbappé) que faz um Ferrari parecer um Anglia com mais de 50 anos de uso, mas deu conta do recado, aqui e ali com a preciosa ajuda de... Coates. No ataque, destacou-se por cruzamentos que não foram parar à bancada, algo a que os sócios não estavam habituados.

 Nota: Fá

 

Coates - O Ministro da Defesa voltou de prolongadas férias e, enquanto esteve em campo, não permitiu quaisquer devaneios aos avançados monegascos.

Nota: Lá

 

Mathieu - Mais apagado que o seu colega central, destacou-se pelos bons pés, em situações de aperto provocadas pela pressão do Mónaco. Parece comprometido com o projecto e isso é meio caminho andado para que apareça o jogador que já "secou" um atacante razoavelmente desconhecido, chamado... Cristiano Ronaldo.

Nota: Sol

 

Coentrão - Ou não fosse de Caxinas, pressentindo o mar encrespado, tomou as devidas precauções. Em primeiro lugar, não colocar a hipótese de chegar à Tapobrana, quando o motor actual do barco são... uns remos; em segundo lugar, usar todas as extensões do corpo, cabelo incluído, para não permitir avanços aos franceses. Objectivos superados!

 

Battaglia - O homem quase atingiu o sagrado, tal foi a sua omnipresença. Atacou, defendeu, como se fosse um guerreiro indomável, pela bravura candidato a um título nobiliárquico, o de cavaleiro de Alvalade.

Nota: Lá

 

Bruno Fernandes - Um golo e uma fonte de energia alternativa a Battaglia, com quem construiu uma Muralha da China, inacessível aos pobres gauleses.

Nota: Lá

 

Gelson - Não sabe jogar mal. Fica para o seu repertório mais um lençol a um adversário na grande área, tarefa em que começa a dar sinais de ser operário especializado. No mais, diversos truques de capoeira a fazer os franceses arrependerem-se bastante da ancestral tradição de lançar o galo em campo.

 Nota: Sol

 

Acuña - Começou o jogo a todo o gás, como se a relva de Alvalade fosse para si tão natural quanto as Pampas natais. Assistiu, com precisão cirúrgica, Bas Dost, em jogada que terminou em golo.

Nota: Sol

 

Podence - A sua definição assemelha-se a uma renda de bilros reproduzida por uma artesã chinesa. A sua velocidade, finta e troca de direcção produz nos adversários o efeito combinado do gás pimenta... e da sarna. Nesta contradição, o pequeno Daniel vai, pouco a pouco, conquistando o seu lugar.

Nota: Fá

 

Bas Dost - O Bombardeiro está de volta. Desta vez, enviou um obus directamente para o ângulo superior do desamparado guardião monegasco, o qual ficou imóvel, extasiado perante a beleza do gesto.

Nota: Lá

 

Ia agora falar dos suplentes utilizados, mas, por um lado, não quis reviver a história do TOBIAS ou NÃO TOBIAS, por outro, teria de mencionar aquele rapaz do rabo-de-cavalo, "My Little Pony(tale)", e finalmente, numa terceira dimensão desta "sólida" apreciação, seria inevitável mencionar aquelas opções técnicas de fazer entrar e sair o(s) mesmo(s) jogador(es), pelo que decidi, visto que saímos vitoriosos, não manchar esta crónica com apreciações menos "melodiosas".

 

Termina aqui a pré-época de "Tudo ao molho e FÉ em Deus", que voltará para a apreciação da primeira jornada do campeonato. A todos os que nos seguem, o desejo de umas BOAS FÉRIAS!

Gostei!

alvalade.jpg

 

 

Gostei da primeira parte, mais pelos golos e do início da segunda, com a entrada de William Carvalho e Adrien.

Já foram feitos os destaques pelo Pedro no post habitual, mas quero deixar apenas algumas notas, mais sobre os novos jogadores.

Mathieu começou a tremer, desacertou mais do que acertou, mas com o decorrer do tempo "atinou" e fez uma excelente segunda parte (também lá tinha William à sua frente e o esquema táctico foi outro);

Piccini é "curto", mas se não vier mais ninguém, parece-me capaz para o lugar, tenha ele sempre a ajuda de Gelson, como teve hoje. Não esteve mal.

Coentrão esteve vários furos acima dos jogos na Suíça e França. Se não tiver lesões pode ser reforço.

Battaglia fez um excelente jogo. Será ele o sucessor de William, quase de certeza.

Bruno Fernandes será o sucessor de Adrien, esteve bem, mas certamente ainda melhorará muito, precisamos disso.

Acuña. Parece-me que vai pegar de estaca.

Estes foram os que jogaram na primeira parte e parecem-se ser as primeiras opções de Jesus.

 

Gostei de ver aquele sistema de "quase" 3x5x2 de início. Vê-se que faltam rotinas, foi aí que Mathieu andou um pouco aos papéis, mas foi onde Battaglia esteve melhor. Vai ser o sistema que talvez vá ajudar a furar as defesas de equipas que jogam para o pontinho. Eu confesso que gosto, é um sistema que se bem jogado é empolgante. Vamos ver se Jesus opta por ele nas situações que referi.

 

Sábado há mais, com mais uma semana de trabalho, e um troféu para ganhar.

 

E agora vou de merecidas férias, se vossas excelências se não importarem.

 

Bruno Fernandes e Bas Dost: bastaram dois

Estreia positiva da nova equipa leonina, apresentada a mais de 40 mil espectadores em Alvalade frente um adversário de grande categoria: o Mónaco, campeão francês, treinado por Leonardo Jardim neste regresso a um estádio onde já foi feliz.

Foi o melhor jogo do Sporting nesta pré-temporada, culminado num merecido triunfo: 2-1. Com golos de Bruno Fernandes e Bas Dost. E bastou. Quem disse que vencer desafios na pré-época não conta? Conta, claro: é sempre um tónico psicológico para os jogadores. 

Merece destaque a boa exibição leonina na primeira parte, sem William nem Adrien no onze titular. A vitória foi alcançada nestes primeiros 45 minutos, após um fantástico golo de Rony Lopes que acabou anulado pelo vídeo-árbitro por fora-de-jogo posicional de Jemerson.

Após o intervalo, e com as substituições em catadupa que se seguiram, o jogo partiu-se, perdeu interesse e serviu apenas para dar mais uns minutos a certos jogadores, já a antever a pré-eliminatória da Liga dos Campeões e a formação definitiva do plantel. Vários passaram no teste, mas Tobias chumbou ao oferecer o golo solitário da equipa de Jardim, num lamentável lapso defensivo, já ao cair do pano.

André Pinto e Petrovic não chegaram a calçar. Palhinha e Matheus Pereira também não.

Dos reforços, novamente destaque para Bruno Fernandes, capitão da selecção nacional sub-21. Bom no passe, na visão periférica, na forma como lê o jogo. Bom também a marcar, como se viu, aos 34'.

O recém-chegado argentino Marcos Acuña, em estreia absoluta de verde e branco, merece igualmente elogio. As primeiras impressões contam muito - e neste caso foram muito positivas. Pela forma acutilante como entrou em jogo, na ala esquerda da nossa linha avançada. Foi ele a marcar o pontapé de canto de que resultaria o nosso segundo golo, aos 43'.

Com um golo e uma assistência, Bas Dost merece a melhor nota. O holandês arrisca-se a ser de novo o abono de família do Sporting: óptima notícia para a época que vai começar.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

Rui Patrício (29 anos).

Primeira actuação do nosso guarda-redes titular após as férias. Pareceu fora de forma aos 8', ao largar duas vezes a bola. Mas fez grandes defesas aos 17' e aos 65'. Saiu aos 85', sob calorosa ovação.

Piccini (24 anos).

Pareceu mais entrosado com os colegas e com maior segurança a patrulhar a ala direita, que lhe está confiada. Também evidenciou boa condição física: só ele e Mathieu fizeram o jogo todo.

Coates (26 anos).

Voltou enfim a ser o patrão da defesa. Dobrou Rui Patrício, salvando in extremis a nossa baliza aos 8'. Grande corte aos 68'. Saiu aos 85'.

Mathieu (33 anos).

Podia ter provocado autogolo aos 49', quando fez um corte defeituoso que quase traiu o guarda-redes. Mas melhorou a actuação global, parecendo mais confiante e com maior precisão de passe.

Coentrão (29 anos).

Talvez o mais apagado do quarteto defensivo titular, ainda assim uns furos acima dos jogos anteriores. A sua melhor jogada foi logo aos 4', ao lançar um ataque em boa articulação com Gelson. Saiu aos 54'.

Battaglia (26 anos).

Colocado a médio defensivo, forçado a uma disciplina táctica que não parece ser o seu forte, transmite a ideia de funcionar melhor em posição mais adiantada. Tentou o golo aos 38', sem sucesso. Saiu aos 54'.

Bruno Fernandes (22 anos).

Actuando desta vez no eixo central, zona em que melhor se movimenta, foi um dos melhores em campo. Actuação premiada com o seu primeiro golo de verde e branco, culminando um belo lance de ataque. Saiu aos 54'.

Gelson Martins (22 anos).

Regressado de férias, o internacional leonino logo acelerou o jogo. Foi ele a iniciar a jogada do primeiro golo, pelo corredor central, fazendo a bola chegar a Bas Dost. Saiu aos 64': missão cumprida.

Acuña (25 anos).

Deu óptimas indicações aos adeptos, deixando excelente impressão em Alvalade. Batalhador, veloz, esteve quase a marcar aos 4'. Bateu muito bem o canto que originou o golo da vitória. Saiu aos 64'.

Podence (21 anos).

Desta vez não lhe saíram tão bem as diagonais, mas jogou com a intensidade habitual, baralhando as marcações adversárias. Aos 30' conduziu um ataque que podia ter sido mais bem concluído por Dost. Saiu aos 64'.

Bas Dost (28 anos).

Sempre inconformado, detesta perder - até a feijões. É um verdadeiro Leão, como hoje voltou a demonstrar. Fez a assistência para o golo de Bruno e marcou ele próprio o segundo. Saiu aos 54'.

Jonathan Silva (23 anos).

Parece ir ganhando maturidade de jogo para jogo. Hoje entrou só aos 54'. Exibição positiva na ala esquerda, rendendo Fábio Coentrão. Desmarcou muito bem Doumbia aos 87'.

William Carvalho (25 anos).

Entrou aos 54'. Mostrou vir de férias em excelente forma, deixando claro que será muito difícil substituí-lo como titular se deixar o Sporting. Grandes desmarcações lançando o ataque com óptima leitura táctica.

Adrien (28 anos).

De volta a Alvalade após o contributo dado à selecção na Taça das Confederações, revelou a intensidade habitual na fase de construção do jogo leonino. Só não esteve tão bem nas bolas paradas.

Doumbia (29 anos).

Entrou aos 54'. Parece revelar ainda dificuldades posicionais, andando à procura do melhor lugar para ser mais útil ao ataque da equipa. Tentou o remate, que lhe saiu frouxo. Apanhado várias vezes em fora-de-jogo.

Bruno César (28 anos).

Entrou aos 64', saiu aos 85'. Pouco mais de vinte minutos em campo, em que apenas se destacou com um bom lance de articulação com Jonathan no flanco esquerdo.

Iuri Medeiros (23 anos).

Também entrou aos 64' e saiu aos 85'. Muito pouco tempo para exibir os seus atributos em campo. Mas fez ainda um passe longo com grande precisão, confirmando que Jesus pode contar com ele.

Alan Ruiz (23 anos).

Entrou aos 64'. Continua com vontade de marcar, mas mantém-se lento e previsível, transmitindo sempre a ideia de dar um toque em excesso na bola antes de decidir um lance.

Beto (35 anos).

Último internacional a actuar na pré-temporada, em campo desde o minuto 85. Teve ainda tempo para fazer uma boa defesa. Sem culpa no golo sofrido.

Tobias Figueiredo (23 anos).

Entrou aos 85'. Desconcentrado, fez uma "assistência" a Guido Carrillo para o golo monegasco, no tempo complementar, ao tentar um atraso ao guarda-redes. Pode custar-lhe um lugar no plantel.

Mattheus Oliveira (23 anos).

Entrou aos 85', mal tendo oportunidade de tocar na bola.

Francisco Geraldes (22 anos).

Entrou aos 85', praticamente sem tempo para intervir no jogo. Sabe-se já que será um dos elementos a dispensar do plantel leonino pelo treinador.

Morte e ressurreição do cavador

O jogo é aquele que Edmundo Gonçalves refere neste post, o lance ocorre aos 34 minutos.

Agüero aproveita a saída do guarda-redes do Mónaco para tropeçar na minhoca.

Guardiola protesta com o argentino, grita com ele por se ter atirado para o chão num lance prometedor (vai cavar faltas para o trabalho, pensas que és o Gonçalo Guedes ou quê? [barafustou Pep])

Rui Patrício encolhe os ombros e pensa: "se fosse comigo marcavam penalty e ia para a rua".

O avançado é epifaniado.

Agüero levanta-se e anda.

Anda, corre, marca dois golos e contribui de forma decisiva para o resultado.

Às vezes é melhor jogar à bola que aventar-se para o chão.

As primeiras impressões

Espero que se confirme a regra: um mau início da pré-temporada pode indiciar uma boa época.

Se assim for, o Sporting terá dias risonhos pela frente. Porque neste primeiro jogo de preparação mais a sério, concluído há pouco na Suíça frente ao Mónaco, a nossa equipa teve uma exibição fraquíssima. Com um resultado a condizer: perdemos 1-4. A turma treinada por Leonardo Jardim dominou durante quase todo o encontro. E venceu sem margem para dúvidas, com golos de Germain (12'), Falcão (23' e 66') e Carrillo (82').

Só Podence, marcador do solitário golo leonino aos 21', sobressaiu no nosso onze titular, empurrando-o para a baliza monegasca na primeira parte. Mas valeu-lhe de pouco o esforço. Com quatro dos nossos titulares ausentes (Rui Patrício, William Carvalho, Adrien e João Mário), ficou bem evidente que a equipa está muito emperrada e necessita de ganhar ritmo de jogo.

A maior curiosidade era espreitar o desempenho do nosso principal reforço até agora: o internacional sérvio Petrovic, de 27 anos, oriundo do Dínamo de Kiev. É cedo para ajuizar. E é muito mais prematuro especular sobre a possibilidade de termos aqui um eventual sucessor de William Carvalho na posição de médio defensivo. Esperemos para ver.

 

................................................

 

Apreciação sucinta dos nossos jogadores:

 

Azbe Jug - Quando Rui Patrício está ausente, nota-se ainda mais a sua importância. O jovem guarda-redes esloveno pareceu mal batido em dois dos golos e mostrou-se sempre intranquilo.

 

Schelotto - Primeira parte desastrosa. Os dois primeiros golos foram construídos pela sua ala. Voltou a ser batido em velocidade duas outras vezes. Em notória quebra física na segunda parte.

 

Coates - Pareceu preso de movimentos: precisa de ganhar automatismos nesta fase de preparação. Mostrou-se demasiado lento na jogada do terceiro golo do Mónaco.

 

Rúben Semedo - O nosso melhor defesa. Confiante, com boa qualidade técnica e capacidade de passe, bloqueou as vias de acesso à baliza leonina pelo seu lado. Um esforço insuficiente.

 

Marvin - Continua tímido a atacar, o principal defeito que lhe notei na época passada. Perdeu vários confrontos individuais e revelou alguma falta de confiança.

 

Petrovic - Chega a Alvalade com boas credenciais que precisa de comprovar em campo. Tem físico e parece com vontade de acertar. Hoje esteve pouco móvel, demasiado contido, muito próximo dos centrais. Saiu aos 64'.

 

Gelson Martins - Pouco resultou da sua parceria com Schelotto na nossa ala direita. Foi por ali que o Mónaco mais atacou, causando sucessivos calafrios ao Sporting. Saiu aos 64'.

 

Bryan Ruiz - Ostentou a braçadeira de capitão. Pareceu um pouco ausente da partida. Falhou um golo aos 46' por querer adornar o lance. Demasiado discreto. Saiu aos 74'.

 

Matheus Pereira - Bons apontamentos, mas intermitentes. Um remate com perigo aos 36'. Grande passe para Bryan, desperdiçado dez minutos depois. Voluntarioso mas por vezes precipitado. Saiu aos 64'.

 

Podence - De longe o nosso melhor jogador na partida. Marcou aos 21': justa recompensa pelo seu desempenho como segundo avançado. Desmarcou-se bem e serviu com qualidade e precisão. Saiu aos 64'.

 

Barcos - Ainda não foi desta que vimos um golo dele. Mas podia ter marcado se correspondesse da melhor maneira a um excelente passe de Podence aos 60'. Saiu quatro minutos depois.

 

Palhinha - Substituiu Petrovic. Prometia mais do que mostrou. Muito contido, demasiado encostado aos centrais, não evitou progressão de Falcão no terceiro golo do Mónaco. Exibição modesta.

 

Iuri Medeiros - Substituiu Gelson Martins. Mal se deu por ele. Foi prejudicado por ter entrado no flanco direito já com Schelotto esgotado: as combinações com o italo-argentino não resultaram.

 

Bruno César - Substituiu Matheus Pereira. Outro jogador demasiado discreto. Rende mais quando joga sobre a ala, sem necessidade de recorrer a movimentações interiores, com hoje sucedeu.

 

Teo Gutiérrez - Substituiu Podence. Algumas tabelinhas com Slimani não chegaram para provocar boa impressão. O argelino fez-lhe quase uma assistência para golo aos 89'. Mas o colombiano chutou ao lado.

 

Slimani - Substituiu Barcos. Única entrada que pareceu beneficiar a nossa manobra colectiva. Dois bons passes para Teo, aos 79' e 89'. Cabeceamento aos 85', ainda sem a intensidade a que nos habituou.

 

Jefferson - Substituiu Marvin. Sem vantagem para a equipa. Se o holandês se revelou totalmente inofensivo na transição ofensiva, o brasileiro limitou-se a seguir-lhe o exemplo.

 

Aquilani - Substituiu Bryan Ruiz. Tal como na época passada, joga pelo seguro e procura abrir linhas de passe. Mas parece faltar-lhe sempre um suplemento de entusiasmo. Hoje a regra confirmou-se.

O derby do Mendes

No sorteio do play-of de acesso à fase de grupos da liga dos campeões, deu-se o curioso facto de duas equipas pertencentes suportadas apoiadas por Jorge Mendes defrontarem-se entre si. Mónaco e Valência, titulares de cheques pré-datados de 15 milhões de euros, têm que decidir quem pode este ano aceder aos milhões da Liga dos Campeões. O prémio será poderem entregar mais um cheque a quem Mendes ordenar, porque dívidas são sempre para ser pagas.

 

PS: Chega-me agora a informação que Jorge Mendes, interrompendo, contrariado, a sua lua-de-mel, ordenou à Uefa, e cito, "que por sua decisão soberana, de rei, Mónaco e Valência sejam ambos, os dois, apurados para a fase seguinte."

Cumpra-se.

Leonardo Jardim soma e segue

Geoffrey Kondogbia goal vs. Arsenal

 

Terminei o dia desportivo da melhor maneira: a ver em directo a excelente vitória do Mónaco ao Arsenal, em Londres, por 3-1. Um resultado que praticamente resolve a eliminatória, colocando a equipa do principado - onde jogam, entre outros, João Moutinho, Ricardo Carvalho e Bernardo Silva - já com um pé na próxima eliminatória da Liga dos Campeões.

O Mónaco venceu e convenceu. Confirmando o mérito do seu treinador, o nosso Leonardo Jardim. Que está de parabéns, sem qualquer dúvida.

Parabéns, Leonardo Jardim

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Com uma equipa de segunda linha, goradas as promessas de craques que lhe foram feitas no início da temporada, Leonardo Jardim inverteu o paradigma de Otto Glória: ao contrário do que dizia o técnico brasileiro que levou a selecção portuguesa ao Mundial de 1966, é possível fazer omeletes sem ovos. O ex-treinador do Sporting acaba de demonstrar isso mesmo: conduziu a equipa monegasca ao primeiro lugar do Grupo C na Liga dos Campeões, qualificando-a para os oitavos-de-final. À frente do Bayer Leverkusen (que também se qualificou), Zenit (que ruma à Liga Europa) e Benfica (que fica fora das competições europeias).

Parabéns, Mónaco.

Parabéns, Leonardo Jardim.

Nebulosos caprichos de ocasião

«Uma das maiores fraudes do ano é o Mónaco e há um português envolvido e enganado. Leonardo Jardim livrou-se de Bruno de Carvalho porque o presidente do Sporting o queria obrigar a lutar pelo título não tendo ele equipa para isso e aterra no Mónaco onde, por este andar, o clube lutará por não descer de divisão. De candidato a destronar o Paris St. Germain e a fazer uma grande carreira na Champions, o Mónaco não só não se reforçou, como vendeu (a bom preço) James Rodríguez e agora cedeu ao preço da chuva a sua grande estrela - Falcão. Eis um caso claro de total ausência de política desportiva e onde o dinheiro e os nebulosos caprichos de ocasião ditam regras.»

Nuno Santos, no Record de ontem

De formação

Com 14 minutos já disputados ao serviço do Mónaco, onde se encontra há uma semana, Bernardo Silva já tem mais tempo de jogo na Liga francesa do que dispôs no campeonato nacional de futebol, com a camisola do Benfica: na época passada, Jorge Jesus autorizou-o a jogar apenas nove minutos, na última jornada.

São factos que merecem alguma atenção. Para se perceber melhor como certos clubes desprezam os frutos da sua própria formação.

Negociatas (2)

Por vezes surgem notícias que nos deixam, no mínimo, com a pulga atrás da orelha.

De acordo com o site oficial do Mónaco, o Rio Ave, sim o Rio Ave, emprestou-lhes um jogador. O Mónaco, clube que este ano, entre outros, comprou os passes de João Moutinho, James e Falcão, investimentos de muitos milhões, veio pedir por empréstimo o jogador Fabinho ao Rio Ave, sim ao Rio Ave.

Curiosamente, ou talvez não, este mesmo jogador já tinha sido o ano passado emprestado ao Real Madrid, sim ao Real Madrid, pelo... isso, pelo Rio Ave. Além de parecer inverosímil que um clube da dimensão e com o actual poderio do Mónaco ande por Portugal a pedir jogadores emprestados, mais estranho é o Rio Ave ter no seu plantel um jogador pretendido por grandes clubes europeus e que não parece ter muito a dizer na gestão da sua carreira. A Uefa, tão ciosa do seu poder e das suas regras de fair play, não estaria interessada em perceber este tipo de negociatas? Pode começar pelo mais fácil: Falar com Jorge Mendes, agente deste até agora desconhecido mas promissor jogador. Estas negociatas fazem-se a troco de quê? E o Rio Ave, que papel tem nisto tudo?

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