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Morten e Gyökeres: golos nórdicos na vitória por 3-1 para a Taça da Liga contra o Nacional

Foto: EPA / Rodrigo Antunes

 

Gostei muito de ver ontem Gyökeres marcar mais dois golos, em Alvalade, perante mais de 32 mil adeptos nas bancadas. Mas um deles não foi um golo qualquer: refiro-me ao segundo (terceiro do Sporting neste desafio da Taça da Liga), marcado de livre directo. Por este simples motivo: há quase quatro anos que não marcávamos desta maneira, desde um inesquecível tiro de Pedro Porro contra o Famalicão em Dezembro de 2020. Foi quebrado o enguiço pelo ponta-de-lança sueco, aos 70', nesta recepção ao Nacional. Cinco minutos antes, já ele tinha marcado, mas de penálti. É um dos melhores avançados que desde sempre envergaram a camisola com o símbolo do Leão: leva 16 golos marcados em 15 jogos desta temporada, mais quatro assistências. Também melhor em campo, claro.

 

Gostei da vitória por 3-1, naturalmente. Iniciada com um golo de Morten, aos 53': remate cruzado por baixo, sem hipótese de defesa para Lucas França. Seguimos para a final-a-quatro na Taça da Liga: mantemo-nos em todas as frentes. Vitória obtida só no segundo tempo, após o empate a zero registado ao intervalo, com a turma visitante a estacionar o autocarro junto à sua baliza (parece sina, enfrentarmos equipas com semelhante "táctica", o que diz tudo sobre a falta de qualidade do futebol português) e o guarda-redes do Nacional a queimar todo o tempo possível em cada reposição de bola, o que lhe valeu um cartão amarelo ainda na primeira parte. Objectivo cumprido nesta prova, para já. Mas o que mais interessa é o campeonato, onde permanecemos invictos à nona jornada. Segue-se a recepção ao Estrela, depois de amanhã.

 

Gostei pouco de certas exibições no onze inicial. Fresneda, em estreia como ala esquerdo, esteve totalmente desposicionado, quase sem acertar um centro, tarda em mostrar por que motivo foi contratado. Edwards, de regresso a titular como ponta direito, evidenciou os defeitos que já lhe conhecíamos: alheia-se dos lances, foge da disputa da bola, integra-se com dificuldade no colectivo. Sem surpresa, foram ambos substituídos ao intervalo. E a equipa parecia outra: Trincão muito melhor do que o  inglês, Gyökeres incomparavelmente superior ao espanhol (Harder foi remetido à posição de Fresneda com a entrada do sueco para avançado-centro).

 

Não gostei de ver o onze sem Nuno Santos. Acentuou-se a minha convicção de que o extremo agora lesionado irá fazer-nos muita falta. Matheus Reis (que até quase marcou aos 3') tem mais propensão defensiva, Maxi Araújo ainda não ultrapassou o patamar da vulgaridade no Sporting e Geny é muito mais acutilante quando actua do lado direito, agora com Quenda a fazer-lhe concorrência. Fresneda, à esquerda, não é opção. Problema complicado para o técnico resolver. Já não será Rúben Amorim, ao que tudo indica.

 

Não gostei nada do ambiente frio no estádio. Estava uma atmosfera estranha, que abrangia o banco leonino e contagiava a própria equipa, a quem faltou desenvoltura e alegria. Havia a noção generalizada de que este talvez fosse o último jogo do Sporting sob o comando de Rúben Amorim após quase quatro anos e oito meses. Espécie de despedida antecipada, com o pano prestes a cair. Pairava ali uma aura de tristeza que noutro contexto talvez deixasse alguém perplexo. Mas todos percebemos o motivo: um ciclo muito feliz está prestes a chegar ao fim.

Umas notas sobre a jornada

1. Salvo erro, o Sporting já marcou em seis jornadas tantos golos de livre directo quanto em todo o anterior campeonato. E mais dois ou três e ultrapassará os números de, para aí, três campeonatos juntos. Já estava com saudades. Não só estava com saudades, como é fundamental, coisa que o jogo de sábado bem revelou. O jogo de sábado era um daqueles em que andava tudo a arrastar-se em campo, incluindo o Alan Ruiz, esse poço de vigor. Não fosse a bomba de Mathieu e, muito provavelmente, ainda lá estavam agora a ver se metiam uma lá dentro. Ninguém pede um novo André Cruz, mas convém ter uma ameaça suficientemente credível nos livres directos. Resolve muitos jogos.

 

2. Tirando os sportinguistas, ninguém torce pelo William Carvalho. Os portistas, compreensivelmente, porque defendem o seu Danilo. Os benfiquistas também, só porque é mais forte do que eles detestar tudo o que mexa no Sporting. Não quero dizer mal do Danilo, que é um óptimo jogador, mas qualquer comparação é um exercício de futilidade. O William Carvalho voltou a fazer uma exibição ao alcance de poucos. Ele é, há vários anos, um dos melhores jogadores do campeonato português, cujo azar é ser do Sporting: para ele, não há cá "maradonas de Loures" e "bulos da Musgueira", tem de provar todas as semanas - e mesmo assim não prova nada, porque sobre ele se continuam a debitar as mesmas cretinices de sempre.

 

3. Engano-me ou há uma campanha para descredibilizar o vídeo-árbitro? Os erros sucedem-se a tal velocidade e cada vez mais grosseiros (como o do golo fantasma do Paços de Ferreira) que, um dia destes, o vídeo-árbitro tem a mesma credibilidade que os restantes. Nesse dia, regressaremos à boa velha missa dos últimos anos. Amen.

Com urgência

Temos de começar a retirar maior rendimento dos lances de bola parada, que requerem treino específico. Um exemplo: no Sporting-Moreirense a nossa equipa registou um máximo neste campeonato - nada menos de dezoito cantos que nos foram favoráveis nesta partida. Infelizmente de nenhum deles resultou um lance de perigo junto à baliza adversária.

Há que trabalhar nisto: saber marcar cantos, livres e lançamentos de linha lateral. Com habilidade e convicção. Com urgência.

{ Blogue fundado em 2012. }

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