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És a nossa Fé!

Pódio: Gyökeres, Morten, Trincão

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Young Boys, para a Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 18

Morten: 18

Trincão: 16

Diomande: 16

Pedro Gonçalves: 15

Eduardo Quaresma: 14

Esgaio: 14

Adán: 14

Daniel Bragança: 14

Edwards: 14

Matheus Reis: 14

Gonçalo Inácio: 13

Nuno Santos: 13

Koba: 12

Fresneda: 6

Neto: 5

 

O Record e A Bola elegeram Gyökeres como melhor em campo. O Jogo optou por Morten.

UEFA recua: vamos jogar no dia 6

Afinal o Sporting-Atalanta, primeiro desafio da nossa participação nos oitavos-de-final da Liga Europa, irá disputar-se na próxima quarta-feira, dia 6, em Alvalade (17.45) e não na véspera. Inicialmente a UEFA estipulou que o jogo seria na terça, o que forçaria o adiamento do Sporting-Farense, a disputar 48 antes.

Seria péssimo, pois já nos basta termos o Famalicão-Sporting ainda por disputar. Menos mal assim.

O dia seguinte

Foi um jogo quase perfeito ontem em Alvalade contra o líder da Liga Suíça, com um onze inicial sem metade dos titulares, equilibrando cargas físicas e moralizando jogadores menos utilizados.

Não foi perfeito porque três dos melhores em campo falharam em momentos críticos, Gyökeres falhou o penálti, Diomande falhou o corte e Edwards falhou o encosto para golo e foi à dobra com o braço levantado. E assim, com mais dois ou três golos falhados por eles e por Bragança, se chegou ao resultado final: 1-1.

Na primeira parte o Sporting jogou muitíssimo bem, com a bola sempre a circular entre os jogadores com critério, todos a defender e todos a atacar, pormenores de excelência dum ou doutro, o Young Boys foi reduzido a um Tondela da 2.ª Liga.

Na segunda parte, já com Inácio a descansar, os suíços, sem nada para perder, foram para frente, aumentaram o ritmo com jogadores frescos vindos do banco e começaram enfim a criar problemas à defesa do Sporting. Mas com isso também deixaram espaço para contra-ataques e oportunidades de golo que o Sporting foi ingloriamente desperdiçando.

E se as entradas de Nuno Santos, Koindredi e Pedro Gonçalves fizeram sentido do ponto de vista do jogo, já as de Neto e Fresneda enfraqueceram o lado direito da defesa. Quaresma e Esgaio, particularmente o primeiro, estavam muito bem, a substituição naquela altura do ponto de vista do resultado seria a entrada de Morita e Catamo para  as saídas dos cansados Bragança e Esgaio.

Não foi esse o entendimento de Rúben Amorim. Percebo bem as razões, mas pusemo-nos a jeito para deixar fugir a vitória.

 

Melhor em campo? Diomande, mesmo com aquele corte às cegas a evitar o canto. Voltou um colosso, teríamos ali claramente o sucessor de Coates por muitos e bons anos, mas duvido que o consigamos segurar. Depois dele, todos os do onze inicial a nível muito alto. Koindredi teve dois ou três apontamentos de excelência, mas também alguns tiques de facilitismo que vai ter de mudar. Uma aposta que tem tudo para dar certo.

Arbitragem? De altíssimo nível, explicando muito bem aos jogadores e ao público através de gestos as suas decisões. Mais uma prova da falta de categoria dos "putativos" melhores árbitros portugueses, mais um exemplo para os mais novos para seguirem pelo caminho certo e não se tornarem Pinheiros ou Dias.

E agora? Atalanta, dia 5 de Março em Alvalade. Duas equipas que já se conhecem, dois grandes treinadores, vão ser dois jogos do "gato e do rato", o Sporting está bem melhor do que estava há uns meses, o Atalanta não sei.

SL

Quente & frio

 

Gostei muito da passagem do Sporting aos oitavos da Liga Europa, ontem confirmada ao eliminarmos o Young Boys, líder incontestado do campeonato suíço, que fora repescado da Liga dos Campeões. Em boa verdade a eliminatória ficara assegurada uma semana antes em Berna, onde fomos vencer sem margem para dúvida (1-3). Em Alvalade, bastou-nos gerir o resultado e dosear o esforço físico dos jogadores, que depois de amanhã voltam a competir - desta vez para a Liga portuguesa com uma difícil deslocação a Vila do Conde. Foi uma partida tranquila, dominada quase por completo pela nossa equipa, embora muito perdulária em situações de golo. 

 

Gostei que Gyökeres voltasse a marcar - e bem cedo, logo aos 13'. Infiltrou-se na grande área e disparou uma bomba, indefensável, muito perto da marca dos 11 metros. Foi o 29.º golo pelo Sporting do internacional sueco, que também já protagonizou 11 assistências na temporada. A partir daí, os quase 30 mil espectadores deste desafio ao vivo no nosso estádio ficaram com a certeza de que a passagem à fase seguinte da Liga Europa estava assegurada. Mas destaco Trincão como melhor em campo: foi dele a assistência para Viktor nesse lance, com um passe perfeito. E foi também ele a sofrer o penálti aos 55' que podia e devia ter resultado no nosso segundo golo: infelizmente Gyökeres permitiu a defesa do guarda-redes. Nunca antes tinha falhado uma grande penalidade de Leão ao peito.

 

Gostei pouco de algumas exibições. Esgaio, incapaz de ganhar duelos e sempre receoso de progredir com a bola, fez-nos sentir saudades de Geny - um dos poupados, tal como Coates e Morita (Nuno Santos só fez a segunda parte, por troca com Gonçalo Inácio, e Pedro Gonçalves entrou apenas aos 63'). Outros jogadores que não me impressionaram favoravelmente foram o recém-chegado Koba (substituiu Morten aos 63', com óbvia diminuição da dinâmica colectiva da equipa) e o recém-recuperado Fresneda (substituiu Esgaio aos 85' sem mostrar ainda os atributos que terão levado à sua contratação). 

 

Não gostei que tivéssemos desperdiçado pelo menos quatro flagrantes oportunidades de golo, além do penálti que Gyökeres foi incapaz de concretizar. Em parte devido à competência do guarda-redes e do sector defensivo suíço, onde brilhou Amenda, "polícia" do nosso goleador. Daniel Bragança destacou-se neste capítulo menos positivo com duas perdidas escandalosas, aos 63' e aos 90'+4. Mas o maior falhanço - quase digno dos "apanhados" - foi de Edwards aos 45'+1, com a baliza escancarada e a dois metros da linha de golo. Servido de bandeja por Gyökeres, trocou infantilmente os pés e deixou a bola fugir.

 

Não gostei nada do golo que sofremos, aos 84', fixando o resultado final (1-1). De penálti, a punir falta cometida por Edwards em trabalho defensivo, num lance que estava controlado e em que a bola aparentemente até se encaminhava sem perigo para a linha de fundo. Os suíços conseguiram assim empatar sem terem construído uma só oportunidade de golo em lance corrido numa partida em que, excepto naquele momento, voltámos a demonstrar muita consistência defensiva - com merecido destaque para Diomande, que não jogava de verde e branco desde 30 de Dezembro e regressou em boa forma do Campeonato Africano das Nações, ao serviço da Costa do Marfim, vencedora da prova.

A Europa connosco ou "sennosco"?

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Hoje é dia de Liga Europa.

Todos queríamos que Sporting, Benfica e Braga continuassem em prova por causa do "ranking", do patriotismo e blá, blá, blá.

O que pensam que acontecerá na realidade?

Das três equipas, qual ou quais seguirão em frente na prova?

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Ataque, será verdade?

Gestão cautelosa, dará para golear?

Reviravolta, a sério?

Adenda às 18h00:

As minhas previsões

A - Jogo do Sporting / 3-0

B - Jogo do Benfica / 2-0

C - Jogo do Braga / 1-0

Amanhã à noite em Alvalade

Depois da vitória por 3-1 em Berna, o Sporting recebe amanhã em Alvalade o líder da Liga Suíça. Os golos fora de casa não valem mais do que os outros. Perdendo por dois golos de diferença, temos prolongamento e eventualmente penáltis.

Não será nunca um jogo fácil, mas a prioridade está na 1.ª Liga e haverá mudanças no onze relativamente ao Moreirense.

Não custa assim adivinhar que a base do onze será a do jogo da primeira mão indicada abaixo, talvez com Diomande em vez de Quaresma, descansando Coates, Catamo, Morita e Trincão para Vila do Conde:

Adán; Quaresma, Inácio, Matheus Reis; Esgaio, Hjulmand, Bragança, Nuno Santos; Edwards, Gyökeres e Pedro Gonçalves.

O Young Boys é uma equipa diferente das portuguesas: intensidade nos duelos, corridas frenéticas e remates prontos. Importante, por isso, ter a zona central à frente da defesa bem fechada para evitar dissabores. Mas é também uma equipa que, projectando muitos jogadores no ataque, arrisca na defesa e os contra-ataques do Sporting farão necessariamente mossa.

Chegando ao intervalo em vantagem, haverá então espaço para fazer descansar mais alguns dos titulares para Vila do Conde: Inácio, Hjulmand, Gyökeres e Pote, e talvez até dar alguns minutos e confiança a Fresneda e St. Juste.

Acredito que seja mais ou menos isto que vai na cabeça de Rúben Amorim. A verdade é que a gestão do plantel que ele tem feito é do melhor de sempre do Sporting.

Todos são importantes no plantel do Sporting, e é com todos que vamos lutar pelos objectivos da época.

SL

Quente & frio

Gostei muito de mais uma vitória do Sporting - a vigésima sétima, em 34 jogos oficiais já disputados na temporada. Este não foi um triunfo menor, longe disso: derrotámos sem espinhas o líder do campeonato suíço, Young Boys, em desafio disputado em Berna. Viemos da capital suíça com motivos redobrados para sentir orgulho destes jogadores e desta equipa técnica: ganhámos 1-3, fomos sempre superiores, tivemos sempre o jogo controlado e beneficiámos da presença de milhares de adeptos das nossas cores, designadamente emigrantes portugueses que ali vivem. A certa altura as vozes deles ouviam-se com mais nitidez do que as dos suíços. Excelente perspectiva, portanto, para rumarmos aos oitavos-de-final da Liga Europa após esta ronda de qualificação em duas etapas: a próxima será disputada no dia 22 em Alvalade. A vantagem é toda nossa, ao contrário do que grasnavam algumas aves agoirentas.

 

Gostei de Gyökeres, para não variar. Figura dominante do encontro, imprescindível no onze titular, astro maior deste Sporting 2023/2024. Fez a cabeça em água à turma suíça, desorganizando-a com os seus raides rapidíssimos rumo à baliza adversária - muitos dos quais travados com falta. Só à conta dele, dois jogadores do Young Boys foram amarelados. Foi ele a marcar aos 41' o segundo golo, de penálti, castigando falta cometida pelo guarda-redes sobre Edwards: tem já 28 marcados em 30 jogos, média impressionante. Gostei da sorte que nos acompanhou no golo inicial, aos 31', marcado na própria baliza por um central da equipa visitada. E mais ainda do terceiro golo, apontado de cabeça por Gonçalo Inácio, aos 48', impondo-se no jogo aéreo na sequência de um canto superiormente marcado por Pedro Gonçalves. Gostei ainda de ver quatro jogadores oriundos da formação leonina no onze titular: Gonçalo, Esgaio, Eduardo Quaresma e Daniel Bragança. E de duas estreias absolutas não apenas em competições internacionais pelo Sporting mas na nossa própria equipa principal: o médio Koba, recém-contratado ao Estoril, e o jovem avançado (18 anos) Rafael Nel, outro produto da Academia de Alcochete. Entraram ambos aos 84' e causaram boa impressão.

 

Gostei pouco que este jogo se tivesse disputado em relvado sintético, que costuma ser mais propício a lesões. Foi um aspecto que nos desfavoreceu perante os suíços, muito mais habituados a jogar nessas condições. Mas valha a verdade: isto não afectou o rendimento da nossa equipa, nem atemorizou os jogadores leoninos que já sofreram lesões muito graves, como Nuno Santos e Daniel Bragança. Teste superado com boa nota também nisto.

 

Não gostei do golo que sofremos, aos 42'. No minuto imediatamente a seguir à marcação do nosso segundo. Esgaio perdeu a bola para além do grande círculo e ali ficou, desposicionado e estático, enquanto os adversários progrediam em ataque rápido rumo à nossa baliza. Daniel não conseguiu fechar por dentro e o extremo esquerdo centrou sem oposição para a grande área, onde da floresta de pernas emergiu uma bola disparada à queima-roupa que Adán não conseguiu travar. Assim surgiu o 1-2, resultado que se registava ao intervalo. Também não gostei que Pedro Gonçalves tivesse visto embater no poste uma bola muito bem colocada que havia rematado bem ao seu jeito, após primoroso passe de Gyökeres. Aconteceu ao minuto 55: só não foi golo porque o guardião conseguiu desviá-la com a ponta dos dedos, encaminhando-a para o ferro. O nosso n.º 8 tinha merecido este golo. 

 

Não gostei nada das sucessivas faltas cometidas pela equipa anfitriã, visando sobretudo Gyökeres: foram 21, novo máximo estabelecido nesta edição da Liga Europa - contra apenas duas do Sporting, novo recorde mínimo na mesma competição. O árbitro francês foi aplicando critério largo, seguindo as instruções da UEFA, que desaconselha contínuas interrupções e manda fechar os olhos às chamadas faltinhas, omnipresentes no futebol português, onde se apita a torto e a direito e o tempo útil de jogo é dos mais baixos da Europa. Mas os do Young Boys abusaram da agressividade. De tal maneira que um deles, Camará, acabou por receber segundo amarelo e consequente vermelho, sendo expulso aos 88'. Decisão acertada, sem contestação. 

O dia seguinte

Mesmo rodando a equipa e poupando o capitão Coates à deslocação à Suiça e ao piso sintético de Berna, o Sporting ganhou de forma categórica frente ao 1.º classificado da Liga local, e o 3-1 final só pecou por escasso face à bola no poste de Pedro Gonçalves e aos muitos lances de contra-ataque que mereciam melhor sorte.

Pensava eu que teria sido o melhor resultado fora de casa do Sporting contra uma equipa suíça nos últimos 50 anos, mas não. O melhor resultado foi com Paulo Bento em 2007/2008.

 

Nos últimos 50 anos houve 14 jogos com equipas suíças com 8V, 2E, 4D

73/74 -  Zurich: C 3-0, F 1-1  - Apurados c/Mário Lino, Yazalde, etc

81/82 – Neuchatel Chamax: C 0-1, F 0-1 – Eliminados c/ Malcolm Allison, M. Fernandes, Jordão, Oliveira, etc

91/92 -  Grassopher: F 2-1, C 1-3  - Eliminados c/Bobby Robson, Figo, Balakov, Cherbakov, Yordanov, etc.

07/08 – Basel: C 2-0, F 3-0 – Fase de Grupos Champions  c/ Paulo Bento, Liedson, Romagnoli, Veloso, Moutinho, etc.

08/09 – Basileia: C 2-0, F 1-0 – Fase de Grupos Champions c/ Paulo Bento, Liedson, Rochemback, Veloso, Moutinho, etc.

11/12 -  Zurich: F 2-0, C 1-0  - Fase de Grupos UEFA c/Domingos, Wolfswinkel, Elias, etc.

12/13 – Basileia: C 0-0, F 0-3 – Fase de Grupos UEFA c/ Sá Pinto, Rui Patrício, Elias, Adrien, etc

 

Este Sporting de Rúben Amorim joga muito. O modelo de jogo é o mesmo desde que ele entrou, e está mais que rotinado, mas com os dois escandinavos contratados no Verão veio uma nova dimensão física que permitiu outro nível competitivo.

Adán esteve muito bem e foi fundamental no período mais complicado do jogo com uma enorme defesa. O trio de defesas esteve magnífico, mas Hjulmand e Gyökeres constituíram com Inácio uma coluna vertebral fundamental para o controlo do jogo e a criação de espaços para os criativos Pedro Gonçalves e Edwards ensaboarem a cabeça aos adversários.

E com o 3-1 ainda houve tempo para a estreia de Koindredi e Nel na equipa do Sporting.

 

Melhor em campo: Gyökeres

Arbitragem: envergonha o Pinheiro e o Soares Dias.

E agora? Vamos mas é ao Moreirense, a prioridade é a Liga.

SL

Sem espinhas

Outra vitória, há minutos, do Sporting. Desta vez na Suíça, contra o Young Boys. Fomos lá vencer 3-1. Sem espinhas. 

Quarta vitória consecutiva. Com 19 golos marcados e só um sofrido - este de hoje, em Berna. A equipa soma e segue, Rúben Amorim consolida a sua aura de melhor treinador leonino das últimas sete décadas. 

Com 27 triunfos em 34 partidas disputadas nesta época. Vale a pena deixar este registo. Para mais tarde recordar.

Há quem não goste? Tome pastilhas contra a azia. Deve ser chato, como dizia o outro.

2023 em balanço (9)

 

GOLO DO ANO

Foi eleito, sem favor, o melhor da Liga Europa. Golo extraordinário, daqueles inesquecíveis, daqueles que gostaremos de recordar aos nossos netos. 

Golo de Pedro Gonçalves, marcado a 16 de Março no empate em Londres (1-1) que nos valeria - após a ronda de penáltis no fim - a eliminação do Arsenal, então líder da Liga inglesa, e a passagem aos quartos-de-final daquela competição europeia. Com ecos em toda a imprensa internacional mais influente.

Aconteceu com Pedro frente aos gunners o que tantas vezes lhe sucede: parecia alheado do jogo, algo escondido, pouco interventivo. Não lhe peçam para correr atrás da bola: ele funciona sobretudo com ela no pé. O golpe de génio ocorreu aos 62': pegou nela logo após a linha do meio-campo, ainda dentro do círculo central, e quase sem balanço, a 48 metros de distância, desferiu um remate mortal para as redes anfitriãs, num magnífico chapéu ao guarda-redes Ramsdale. Golaço de fazer abrir a boca, conforme as imagens documentam. E até valeu ovação de adeptos adversários.

Visto e aplaudido nos cinco continentes. Para gáudio e júbilo de toda a massa adepta leonina. Obra-prima do futebol.

 

Vale a pena destacar três menções honrosas de 2023, todas para lembrar também:

- O golo de Trincão no Sporting-Estoril, a 27 de Fevereiro (ganhámos 2-0);

- O golo de Nuno Santos no Sporting-Boavista a 13 de Março (vencemos 3-0);

- O golo de Nuno Santos no Paços de Ferreira Sporting, a 7 de Maio (ganhámos 0-4).

 

 

Golo do ano em 2012: Xandão, contra o Manchester City

 Golo do ano em 2013: Montero, contra a Fiorentina

Golo do ano em 2014: Nani, contra o Maribor

Golo do ano em 2015: Slimani, na final da Taça de Portugal

Golo do ano em 2016: Bruno César, contra o Real Madrid

Golo do ano em 2017: Bruno Fernandes, contra o V. Guimarães

Golo do ano em 2018: Jovane, contra o Rio Ave

Golo do ano em 2019: Bruno Fernandes, contra o Benfica

Golo do ano em 2020: Nuno Mendes, contra o Portimonense

Golo do ano em 2021: Paulinho, contra o Boavista

Golo do ano em 2022: Edwards, contra o Tottenham

2023 em balanço (8)

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VITÓRIA DO ANO: ELIMINAÇÃO DO ARSENAL EM LONDRES

Nunca tinha acontecido: foi a nossa primeira vitória de sempre em Londres. Vitória não no tempo regulamentar, nem após o prolongamento (em que o 1-1 se manteve), mas na marcação de grandes penalidades - quando fomos mais competentes do que o poderoso rival inglês.

Vitória ainda mais saborosa porque a equipa adversária, à época, liderava de modo inequívoco a Premier League.

 

Foi a 16 de Março. Disputava-se o encontro da segunda mão dos oitavos da Liga Europa. Contra o adversário mais difícil que nos calhara. Uma semana antes tínhamos empatado 2-2 em Alvalade. Com golos de Gonçalo Inácio e Paulinho. Morita - azarado num autogolo - recebeu um amarelo que o afastou da partida de Londres, tal como sucedeu com Coates.

Mesmo assim, desfalcados de dois titulares, encarámos com optimismo e confiança o desafio do estádio Emirates, testemunhado por 60 mil espectadores nas bancadas. Eufóricos no início, desalentados no fim.

Seguimos em frente, com todo o mérito. Três golos marcados nas duas mãos desta eliminatória. Sem derrotas, melhores nos penáltis. Com cinco artilheiros que não falharam no momento decisivo: St. Juste, Esgaio, Gonçalo Inácio, Arthur e Nuno Santos.

E quem mais? Pedro Gonçalves: autor de um golo extraordinário, o melhor da Liga Europa, visto e aplaudido em todo o mundo. Adán: exibição fantástica, até defendeu um penálti. Toda a imprensa internacional pôs o Sporting em destaque, com toda a justiça.

 

Com seis jogadores muito jovens entre os 16 que participaram nesta partida épica: Diomande (19 anos), Gonçalo Inácio (21), Ugarte (21), Chermiti (18), Dário (18) e Tanlongo (19).

Contra uma equipa com mais de mil milhões de euros no seu orçamento para o futebol, cheia de estrelas: Oregaard, Trossard, Jorginho, Gabriel Jesus, Martinelli, Xhaka, Ben White, Zinchenko, Saka, Gabriel Magalhães e o ex-portista Fábio Vieira. Sem nunca tremermos perante os pergaminhos dos gunners.

Noite perfeita. Noite de festa. Nossa.

 

Vitória do ano em 2012: meia-final da Liga Europa (19 de Abril)

Vitória do ano em 2013: 5-1 ao Arouca (18 de Agosto)

Vitória do ano em 2014: eliminação do FCP da Taça no Dragão (18 de Outubro)

Vitória do ano em 2015: conquista da Taça de Portugal (31 de Maio)

Vitória do ano em 2016: conquista do Campeonato da Europa (10 de Julho)

Vitória do ano em 2017: eliminação do Steaua de Bucareste (23 de Agosto)

Vitória do ano em 2018: goleada ao Qarabag (29 de Novembro)

Vitória do ano em 2019: conquista da Taça de Portugal (25 de Maio)

Vitória do ano em 2020: conquista da Taça de Portugal em basquetebol (8 de Outubro)

Vitória do ano em 2021: conquista do campeonato nacional de futebol (11 de Maio)

Vitória do ano em 2022: conquista da Taça da Liga (29 de Janeiro)

Pódio: Gonçalo Inácio, Matheus, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Sturm Graz, da Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Gonçalo Inácio: 20

Matheus Reis: 18

Gyökeres: 18

Morten: 17

Edwards: 16

Coates: 16

Dário: 15

Morita: 15

Esgaio: 15

Nuno Santos: 15

Israel: 15

Daniel Bragança: 14

Neto: 14

Paulinho: 14

Trincão: 14

Pedro Gonçalves: 13

 

Os três jornais elegeram Gonçalo Inácio como melhor em campo.

Quente & frio

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Gonçalo Inácio, melhor em campo: bisou contra o Sturm Graz neste desafio da Liga Europa

Foto: Rodrigo Antunes / Lusa

 

Gostei muito da vitória concludente e sem contestação de qualquer espécie do Sporting, ontem à noite em Alvalade. Recebemos o Sturm Graz, segundo classificado da liga austríaca, num jogo em que Israel - confiante entre os postes - apenas fez uma defesa digna desse nome. Na primeira parte o nosso domínio foi menos evidente, o que se explica pela exclusão de seis habituais titulares do onze: Adán, Diomande, Gonçalo Inácio, Morita, Pedro Gonçalves e Edwards. Mas houve grande eficácia: em duas oportunidades (a primeira, logo no minuto inicial, por Nuno Santos) aproveitámos uma (aos 39, num lance soberbo de Matheus Reis conduzindo a bola pela meia esquerda e entregando-a a Gyökeres, que apenas empurrou para as redes). O segundo tempo foi todo nosso: mais dois golos (Gonçalo Inácio a bisar pela primeira vez de verde-e-branco, aos 60' e aos 71', na sequência de cantos marcados por Edwards). Vencemos por 3-0. E ainda tivemos duas bolas aos ferros: por Gyökeres (aos 41') e Coates (aos 71', no lance do terceiro golo, gerando recarga de Gonçalo). Excelente, este aproveitamento das "bolas paradas". E óptimo, não termos sofrido golos. Bom ensaio geral para o clássico de segunda: o Sporting-FC Porto promete emoções fortes. E, assim espero, novo triunfo leonino.

 

Gostei da leitura que Rúben Amorim fez do jogo. Com os lesionados do costume (Fresneda e St. Juste) e outro recém-magoado (Geny), e a recepção ao FCP em perspectiva, fez sete alterações ao onze que entrou em Guimarães. Apostando em Israel, Neto, Coates (que cumpriu castigo na jornada 13 da Liga), Daniel Bragança, Nuno Santos, Paulinho e Trincão. Resultou nuns casos, em outros nem por isso. Mas a meio da primeira parte a equipa adoptou o modo pastoso habitual, indiciando a necessidade de haver mexidas. Mesmo estando já garantida a nossa passagem ao play off da fase seguinte da Liga Europa, como segundos classificados do Grupo D, havia que segurar e até ampliar a magra vantagem por 1-0 registada ao intervalo. Acautelando, em simultâneo, o desgaste físico de jogadores que serão essenciais no clássico. O treinador trocou Morten por Morita, Gyökeres por Edwards e Matheus Reis por Gonçalo Inácio - este viria a ser o melhor em campo, com o seleccionador Roberto Martínez como espectador na tribuna de Alvalade. A equipa cresceu em intensidade e velocidade. Tornou-se desafio de sentido único. Garantimos mais pontuação para Portugal nas competições da UEFA (terminamos este grupo com 11 pontos após três vitórias e dois empates) e um conjunto de 7 milhões de euros embolsados nestas seis partidas.

 

Gostei pouco de algum adormecimento registado entre os minutos 10 e 35. Posse de bola sem progressão, passes inconsequentes no primeiro terço do terreno, uma dupla atacante (Gyökeres-Paulinho) desaproveitada. Mesmo com um onze remendado podíamos e devíamos fazer melhor que isto. Até porque alguns dos "reforços" cumpriram a aposta que neles fez o treinador - destaco aqui Daniel Bragança, primeiro como médio de construção e no segundo tempo em missão mais recuada, já com Morten ausente, sem que o equilíbrio defensivo ou ofensivo da equipa se ressentisse. Felizmente na recta final desses primeiros 45' e em todo a etapa complementar o espírito leonino soltou-se em pleno. Aqui é justo salientar a exibição de Dário, em campo desde o minuto 56, quando substituiu Esgaio: fez a ala direita com brio e valentia, combinando muito bem com Edwards. Experiência bem-sucedida. Terá repetição?

 

Não gostei que houvesse apenas 24.733 espectadores nas bancadas de Alvalade nesta noite fria de Dezembro, após um dia de trabalho e em véspera de outra jornada laboral. É certo que os dados estavam lançados, pouco havia verdadeiramente em causa neste jogo e o Sturm Graz está longe de ser uma potência europeia. Mas bastaria a perspectiva de ver actuar ao vivo Gyökeres, melhor avançado da Liga em quatro meses consecutivos (Agosto e Setembro, Outubro e Novembro), para valer o preço do bilhete. O internacional sueco não desiludiu, voltando a fazer o gosto ao pé. Já marcou 16 golos e fez cinco assistências de Leão ao peito.

 

Não gostei nada de Trincão. Outra péssima exibição, com momentos dignos dos "apanhados". Amorim manteve-o em campo até ao fim, na expectativa de vê-lo marcar um golo que lhe restituísse a confiança, e os colegas fizeram tudo para servi-lo com esse objectivo, sobretudo no quarto de hora final. Em vão. O avançado que já passou pelo Barcelona ou escorregava ou se fintava a si próprio ou rodopiava com a bola sem saber o que fazer com ela ou a perdia de modo infantil, totalmente inofensivo tanto na manobra colectiva como no confronto individual. De positivo, em todo o jogo, apenas uma quase-assistência para Nuno Santos logo no minuto inicial a que o guarda-redes da turma austríaca correspondeu com a defesa da noite. Depois Trincão afundou-se para não mais se levantar. Ouviu muitos assobios. É um caso sério de desperdício de talento técnico. Com desfecho em aberto. Veremos o que vai seguir-se.

O dia seguinte

O Sporting fechou a fase de grupos da Liga Europa com uma vitória clara contra o actual 2.º classificado da Liga Austríaca (o 1.º, com 2 pontos mais, só por milagre não pôs o Benfica fora da Europa), num jogo que deu para tudo. Descansar titulares, dar minutos a suplentes, até para testar Essugo a ala direito.

Foi um.jogo perfeito do ponto de vista de controlo das operações e de não dar chances ao adversário. Israel teve apenas de defender uma bola, um cabeceamento na sequência duma bola parada, e várias oportunidades existiram para marcar mais golos e seguir até à goleada. 

Pela negativa, Trincão, que ameaça converter-se num grande problema, falhando lances em série por um individualismo exacerbado, sempre à procura do golo fenomenal que teima em não surgir e sempre parecendo traumatizado por isso mesmo.

Pela positiva, Bragança que fez talvez o melhor jogo que lhe vi num meio-campo a dois. Intenso nos duelos, desarmando, usando o corpo sem falta, chegando à area embora falhando um golo que parecia só empurrar. Também Inácio, que conseguiu marcar dois golos de oportunidade. 

E agora? Venha quem vier em Fevereiro, mas o importante é ganhar o clássico na segunda-feira.

Confio que sim, contra tudo e contra todos. Contra os APAFs que além do que fizeram em Guimarães conseguiram levar ao colo o cadastrado Pepe para o clássico, os andrades do norte e os letais do sul. 

SL

Amanhã à noite em Alvalade

O Sporting recebe amanhã o Sturm Graz em Alvalade no jogo final da fase de grupos da Liga Europa, já com a passagem à fase seguinte assegurada, juntando-se a Benfica e Sp. Braga na pré-eliminatória de Fevereiro.

Oportunidade para dar minutos aos menos jogados, e fazer descansar alguns mais "carregados" para o clássico, mas o resultado não deixa de interessar.

A partida de Guimarães demonstrou bem o risco que esta equipa do Sporting corre quando deixa partir o jogo, e tem cinco ou seis lá na frente a tentar o golo de qualquer maneira e os restantes a levar com contra-ataques em velocidade e com fé em que o Adán vá buscar o que dali sair. A chave de não deixar isso acontecer reside no triângulo formado pelo defesa central e os dois médios, na saída a jogar pausada, na circulação de bola, em tudo aquilo que irrita alguns amantes do pontapé para a frente e do futebol de matraquilhos.

O Sturm Graz do jogo da 1.ª volta tem muito do V. Guimarães, na capacidade de luta no meio-campo defensivo e na rapidez no contra-ataque.

Não faço ideia do onze. Rúben Amorim deixou claro na conferência de imprensa que muito teria a ver com a avaliação dos jogadores em treino e da disponibilidade física de cada um, mas sugeria o seguinte:

Israel; Neto, Diomande e Inácio; Quaresma, Hjulmand, Essugo e Nuno Santos; Trincão, Paulinho e Catamo.

SL

Qual é o drama afinal?

O Sporting desperdiçou anteontem a possibilidade de ficar em 1.º lugar no grupo da Liga Europa e terá de disputar uma eliminatória extra em Fevereiro.

Como aconteceu também na época passada, quando ficámos em 3.º lugar na Liga Europa. Na altura empatámos em casa por 1-1 e ganhámos fora ao Midtjylland por 4-0, com bis de Pedro Gonçalves.

Sabem quem é? O mesmo que ontem falhou quatro oportunidades flagrantes de golo. Afinal até marca uns golitos na Europa, o Pedro, aquele que com sueco ou sem ele continua a ser o melhor jogador do plantel.

E quais foram os resultados do Sporting nesse período?

01/02 - Sporting 5 - Braga 0

06/02 - Rio Ave 0 - Sporting 1

12/02 - Sporting 1 - FC Porto 2

16/02 - Sporting 1 - Midtjylland 1

20/02 - Chaves 2 - Sporting 3

23/02 - Midtjylland 0 - Sporting 4

27/02 - Sporting 2 - Estoril 0

04/03 - Portimonense 0 - Sporting 1

Foram 6 vitórias, 1 empate e 1 derrota, esta no clássico.

Isto naquela época do 4.º lugar, que alguns dizem a pior de sempre, uma vergonha, etc, etc, e gelado na testa.

 

Mas consultando os grupos da Champions:

-  O Sp.Braga muito provavelmente lá estará também e nem precisa de fazer muito por isso, o Nápoles trata do assunto.

-  O Benfica vai dar o litro e meio na Áustria para lá estar também. Ou então prefere um Fevereiro mais descansado, e não andar nestas trabalheiras. É perguntar ao alemão em inglês, já que não fala português.

- O FC Porto, com mais uma derrota no grupo, corre o risco de lhe acontecer o mesmo frente aos ucranianos do Shakhtar Donetsk.

 

Qual é o drama afinal? Não entendo. 

Ou melhor, até entendo de papagaios vermelhos ou azuis, de letais também sempre à procura da tragédia do dia. De leões não entendo mesmo.

Se vierem com o ranking UEFA só pergunto se é pelo ranking que vamos saber quem nos calha no sorteio.

 

PS: 

Para já são 63 golos marcados em 3 épocas e picos:

23/24 - 5

22/23 - 20

21/22 - 15

20/21 - 23

É um ponta de lança? Não, é o Pedro Gonçalves.

SL

Pódio: Edwards, Geny, Gyökeres

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Atalanta-Sporting, da Liga Europa, pelos três diários desportivos:

 

Edwards: 20

Geny: 18

Gyökeres: 18

St. Juste: 17

Morten: 15

Diomande: 15

Morita: 15

Gonçalo Inácio: 14

Adán: 13

Matheus Reis: 12

Pedro Gonçalves: 12

Nuno Santos: 11

Esgaio: 10

Trincão: 9

Coates: 7

 

Os três jornais elegeram Edwards como melhor em campo.

Quente & frio

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Pedro Gonçalves, campeão do desperdício em Bérgamo: quatro golos fáceis falhados

Foto: Michele Maraviglia / EPA

 

Gostei muito de Edwards. Entrou só depois do intervalo no nosso jogo de ontem contra a Atalanta, em Bérgamo, mas fez logo a diferença. Após um primeiro tempo em que concedemos a iniciativa ao adversário, muito pressionante na nossa saída de bola, o Sporting veio da pausa revigorado. Quase irreconhecível, para muito melhor. O péssimo corredor direito foi alterado, com o inglês - tal como no desafio de Alvalade - a fazer novamente a diferença lá na frente. Aos 47' esteve à beira de marcar após boa combinação com Geny (outra entrada após o intervalo que trouxe grande dinâmica). E aos 56' marcou mesmo, lançado por Gyökeres, com perfeito domínio da bola superando quem tentou pará-lo. Meteu-a lá dentro, disparando com o seu pior pé - o direito - em  estreia absoluta como artilheiro na Liga Europa. Merece elogio até porque na véspera tinha sofrido um aparatoso acidente de automóvel, felizmente sem sequelas físicas nem psicológicas. Melhor em campo. 

 

Gostei das substituições feitas por Rúben Amorim: graças a elas, e em réplica quase perfeita do desafio contra os italianos em Alvalade, a 5 de Outubro, o onze leonino pressionou, dominou e empurrou em largos períodos a Atalanta para o seu reduto. Foi pena, uma vez mais, termos dado 45 minutos de avanço à turma que nos defrontou. Mas agora, pelo menos, conseguimos um empate (1-1), afastando o estigma da derrota (1-2) como a que ocorreu no nosso estádio e que tanto nos desagradou. Também gostei de ouvir centenas de adeptos a puxar pela nossa equipa, desafiando o frio de Bérgamo. E, naturalmente, de ver o Sporting garantir o segundo lugar no grupo D: este já ninguém nos tira.

 

Gostei pouco de ver tantos passes falhados em zonas de risco, sobretudo na primeira meia hora de jogo. Com a dupla Morten-Morita incapaz de suster o meio-campo da Atalanta e os nossos corredores laterais sem capacidade para produzir jogo ofensivo. Geny, pela direita, e Nuno Santos, pela esquerda, são bem mais acutilantes do que Esgaio e Matheus Reis nas mesmas posições - como viriam a comprovar na segunda parte.

 

Não gostei de perder a luta pelo primeiro lugar no nosso grupo: estivemos apenas a um golo do acesso praticamente garantido aos oitavos da competição. Assim teremos de disputar dois jogos extra, num play off, a 15 e 22 de Fevereiro - daí ter ficado perplexo com aqueles minutos finais em que os nossos andaram a queimar tempo à espera que o desafio acabasse, como se não pudéssemos ou não quiséssemos sair vitoriosos. Também não gostei de ver Gonçalo Inácio novamente amarelado sem qualquer necessidade logo no início, agora aos 11': Amorim devia fazer treino específico com ele para evitar a repetição destas entradas imprudentes que podem penalizar seriamente a equipa - e penalizaram mesmo, no clássico da Luz. 

 

Não gostei nada de sofrer o golo tão cedo, logo aos 23', marcado por Scamacca, goleador da Atalanta que já tinha concretizado duas vezes antes, mas sem valer por estar fora-de-jogo. Desta vez valeu, devido a uma perda de bola de Diomande junto à linha do meio-campo, à incapacidade dos restantes defesas de fecharem o corredor e à incorrecta posição de Adán, muito adiantado: ainda tocou na bola com a ponta dos dedos, sem conseguir pará-la. Via-se que faltava ali Coates, ausente do onze titular e só em campo a partir do minuto 80 (rendeu St. Juste, central à direita, com o marfinense ao meio). Também não gostei nada das exibições de Esgaio e Trincão, totalmente ineficazes no corredor direito: o primeiro foi incapaz de fazer um cruzamento, o segundo perdia a bola com uma facilidade impressionante, parecendo com a cabeça noutro lugar qualquer. Já não voltaram do intervalo, em claro benefício da equipa, que recuperou eficácia. Enfim, quase desesperei com Pedro Gonçalves, que desperdiçou quatro golos: aos 35' (chapéu falhado por completo após ter sido isolado por Gyökeres), aos 66' (bem servido por Edwards, consegue fazê-la embater nos dois postes sem entrar), aos 68' (atirou para cima da barra) e aos 71' (isolado por Morita, opta por um passe frouxo ao guarda-redes). Repetiu a desastrosa exibição em Lisboa: anda irreconhecível.

O dia seguinte

Perdermos hoje em Bérgamo a corrida pelo 1.º lugar no grupo da Liga Europa e assegurámos o 2.º lugar, o que desde logo traz vantagens e inconvenientes. Por um lado podemos descansar titulares na semana do clássico, mas vamos depender do sorteio para saber com quem iremos jogar no início do ano, sendo que não iremos defrontar nenhum dos rivais para a Liga nessa altura, e o Sp.Braga receberemos em Alvalade.

Não me recordo de num jogo fora das competições europeias contra um clube médio/grande duma grande Liga como a italiana termos sete ocasiões claras de golo contra duas do adversário. Conseguimos deixar de ganhar o jogo só mesmo por muita falta de inspiração e de sorte também. As duas coisas que faltaram ao melhor marcador da Liga no ano do título e que não queria acreditar no que estava a acontecer.

 

Esta Atalanta não é pera-doce para ninguém. Tem um modelo de jogo completamente "fora da caixa" no futebol actual, baseado na marcação em presssing homem a homem e no desequilíbrio ofensivo via homem livre vindo de trás, e contou com um árbitro inglês de critério bem largo ao seu gosto. Claro que entrando em pressing total a todo o campo haverá um momento em que as energias acabam, primeiro dum, depois doutro, e a equipa falha o pressing, perde o fulgor, perde o tempo de entrada aos lances, os amarelos vão surgindo e a equipa cada vez mais fica acantonada perto da sua área à procura dum contragolpe rápido e certeiro.

Com uma defesa sem Coates, com mais pedalada mas menos controlo, o Sporting nem sempre soube contrariar esse modelo de jogo na 1.ª parte, muito por culpa dum Trincão sem tempo nem espaço para receber, rodar e acelerar. Esgaio também foi de pouca ajuda, para além de um pontapé disparatado na sequência dum canto programado. As perdas de bola nas transições ofensivas do Sporting rapidamente eram transformadas em desmarcações para golo dum perigoso Scamacca (não foi falado há anos do interesse do Sporting nele?). Que marcou um grande golo mesmo contando com a colaboração de Adán. Mesmo assim o Sporting teve duas grandes oportunidades para levar o jogo empatado para intervalo. 

 

Na 2.ª parte Rúben Amorim corrigiu o que estava à vista de todos. Entraram como tinham entrado em Alvalade Edwards e Catamo, e, com a excepção de mais um passe falhado e uma desmarcação do mesmo Scamacca que falhou um golo certo, só deu Sporting. Edwards falhou um, marcou outro, Pedro Gonçalves falhou mais três lances de golo feito, incluindo um remate que foi aos dois postes. Dizer o quê ? O Messi falhou muitos também.

Melhor em campo? Edwards, grande entrada em campo dum jogador que se transcende nestes palcos. St. Juste provou mais uma vez que é um óptimo defesa central, e o seu processo de recuperação física está para já a resultar. Vai calar a boca a muito boa gente.

Arbitragem? Critério largo, deixar jogar, reprimir as faltas de respeito e as palhaçadas, podia dar aulas aos Soares Dias, Joões Pinheiros e Duarte Gomes.

E agora? Gil Vicente na segunda-feira.

SL

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