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És a nossa Fé!

Pódio: Luiz Phelllype, Bruno, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Lask Linz pelos três diários desportivos:

 

Luiz Phellype: 18

Bruno Fernandes: 18

Renan: 17

Acuña: 15

Bolasie: 14

Vietto: 13

Eduardo: 12

Coates: 12

Idrissa Doumbia: 12

Miguel Luís: 12

Borja: 11

Neto: 11

Wendel: 10

Mathieu: 10

 

A Bola e o Record elegeram  Luiz Phellype  como melhor em campo. O Jogo optou por  Bruno Fernandes.

Volta Keizer, estás perdoado

Era nisso em que pensava ao intervalo do jogo de ontem, a primeira parte mais horrível que me lembro de ter visto em Alvalade nos últimos anos perante uma equipa de terceira linha europeia, desde a falta de intensidade competitiva à confusão táctica apresentada e à incapacidade de atacar e defender com o mínimo de qualidade. 

Veio a segunda parte. Silas conseguiu mexer no jogo com critério, a equipa foi melhorando pouco a pouco, o virtuosismo de Bruno Fernandes finalmente veio ao de cima e decidiu o encontro a nosso favor. Valeu o espírito colectivo e a capacidade de luta demonstrada por uma equipa traumatizada por sucessivas alterações na liderança, farta de alterações na forma de jogar, farta de mudanças tácticas, farta de ousadias e riscos, carente dum modelo simples e duma equipa-tipo assumida que permita consistência e mecanização.

Que Silas entenda que ser treinador do Sporting e do Belenenses são coisas bem diferentes, que desligue o complicómetro e o experimentalismo, para aprender tem os cursos que lhe falta tirar, e ponha a equipa a jogar simples e à volta das características do seu capitão.

E agora que a pausa ajude a curar as feridas e a encontrar uma equipa competente e motivada para lutar pelos objectivos da temporada. Com ou sem claques, cá estaremos para a apoiar.

 

PS1: O despedimento de Keizer, como o de Peseiro, foram mesmo decisões mal pensadas, precipitadas e inoportunas. Os sinais negativos estavam lá para analisar atempadamente o problema e ir à procura dum novo treinador com as características adequadas. Depois sim, despedia-se na segunda-feira e vinha o novo à terça-feira sem interinos no meio a fazer pela vida para tentar assegurar o lugar. Exactamente o mesmo com a venda de Bas Dost. Se ele disse em Maio que queria sair, onde estava o novo ponta de lança quando o resolveram vender? E agora Acuña ou Mathieu cruzam da esquerda para quem?

PS2: Keizer não apostava na formação, não apostava na formação, não apostava na formação... E Silas vai apostar na formação?

PS3: Tudo muda no futebol do Sporting, menos Hugo Viana, Beto e Gonçalo Álvaro... E o Paulinho. Se a coisa com Silas der para o torto, o responsável vai ser o Paulinho?

SL

Ponham os olhos no Lask Linz

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Lask Linz. 

Nunca tinha ouvido falar de tal equipa. Calculo que a maioria dos leitores d´És a Nossa Fé também não. 

Absolutamente risível, com aquele equipamento cor-de-rosa. Um clube que é uma nulidade de títulos: https://www.transfermarkt.co.uk/lask-linz/erfolge/verein/413

Li algures que o Lask esteve para fechar há poucos anos.

E que banho de bola nos deram, ontem, em nossa casa, perante 31 mil espectadores.

Equipa compacta, organizada, subida, atacante. Fisicamente forte, concentrada, a disputar cada lance com agressividade. Rapidamente capaz de colocar quatro ou cinco jogadores na área adversária. Numa das últimas jogadas da partida, contei oito jogadores na nossa área (talvez até demais, porque é um camisola rosa a bloquear o remate do companheiro de equipa). Sem grandes individualidades, mas com um colectivo fortíssimo, destemida a jogar em casa do adversário. 

Parabéns ao Lask Linz e ao seu jovem treinador, Valerien Ismael, pelo excelente futebol que trouxeram ontem a Alvalade. 

Não sei qual é o orçamento do clube, mas calculo que nem a metade do nosso chegue. Os vencimentos dos jogadores também devem ser ao nível de um Braga ou abaixo disso. 

Vice-campeões austríacos. Um campeonato que há alguns anos era insignificante e hoje produz um campeão (Red Bull Salzburg) que bate o pé ao Liverpool (fora) na Champions (3-4).

E o que é que podemos levar (além dos três pontos) do banho de bola que o Lask deu ontem em Alvalade? 

Primeiro, que os jogos não se ganham pelas camisolas. O Sporting pode estar cheio de títulos nacionais (o Lask tem um campeonato na Áustria...) e ter um título europeu (mais recentemente, finalista), mas não é uma equipa de nível europeu, neste momento. O nosso Sporting tem um grande passado, mas, sejamos honestos, é uma fraca equipa no presente. E hoje, a Liga Europa está cheia de equipas austríacas, suíças ou de países de Leste muito competitivas, para aquilo que é o padrão da Liga portuguesa. 

Segundo, que podemos ter boas unidades individuais (Bruno Fernandes, Acuña), mas o nosso colectivo é, neste momento, zero ou próximo disso. Será possível construir uma defesa competitiva com Mathieu e Coates? Cada vez menos acredito. Um ataque com Luiz Phellype e Bolasie? São remendos. 

Terceiro, a componente física. Ontem fomos mais lentos, mais fracos, mais trapalhões do que o vice-campeão da Áustria. E de uma maneira assustadora.

Quarto, os adeptos. Os nossos assobiavam (Wendel, ao ser substituído....). Os do Lask, mesmo a perder, puxavam pela equipa. 

Quinto, o futebol joga-se dentro do campo. Nós, em Portugal - e no Sporting se calhar mais até do que noutros clubes - perdemos dias, horas, semanas a falar mal do presidente, da SAD, do diabo a quatro. Queremos destituição, queremos eleições, etc e tal. Política e mais política. E depois perdemos pouco tempo a pensar em questões mais práticas, que têm a ver com o rendimento da equipa.

Finalmente, há algo de que pouco se tem falado, mas talvez seja a principal explicação para a queda a pique de uma equipa que ainda há dois anos estava a bater o pé ao Real Madrid no Bernabéu: não o treinador, mas os "managers" da equipa. Beto é e será sempre uma das minhas referências no Sporting. Hugo Viana merece o meu apreço. Mas será que estão nas funções certas? Não seria melhor contratar um team manager de excelência, com experiência em clubes de topo, para trabalhar com o treinador na (re)construção (URGENTE!) do nosso paupérrimo plantel? Começar já a subir jovens com alto potencial (Nuno Mendes, João Silva, Quaresma, Tomás Silva, Pedro Mendes, etc etc) para a equipa principal? 

E, já agora, não seria melhor investido num grande team manager o dinheiro gasto em aumentos para a direcção? 

 

PS - Bela homenagem ao grande Jordão, ontem. Que recupere rápido e suba em breve ao relvado que será sempre dele, para mais uma merecida ovação.

PS2 - Já desistimos de cantar "O Mundo Sabe Que"?

Balanço da jornada europeia

 

Benfica derrotado pelo Zenit na Rússia (3-1) . Perdeu 12 dos 15 últimos jogos que disputou na Liga dos Campeões.

 

FC Porto sai derrotado do confronto com o Feyenoord (2-0), em Roterdão.

 

Vitória incapaz de superar o Eintracht (0-1), em Guimarães: segunda derrota consecutiva na Liga Europa.

 

Braga desperdiça vantagem, empatando em casa com o Slovan Bratislava (2-2).

 

Sporting atenua este balanço negro das equipas portuguesas com vitória por 2-1, em Alvalade, contra o Lask Linz. No confronto com a Rússia para a definição das hierarquias na tabela da UEFA, acabámos por levar a melhor: a única turma russa que ganhou pontos foi o Zenit, ao bater o Benfica.

 

Quente & frio

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Gostei muito da vitória desta noite, em Alvalade, por 2-1, contra o Lask Linz - equipa que segue em segundo lugar no campeonato austríaco. Uma vitória imerecida, conseguida apenas com muita sorte, num desafio que o adversário dominou em larga medida, dispôs claramente de mais oportunidades de golo e foi para o intervalo a vencer por 1-0. O Sporting só esteve por cima durante cerca de um quarto de hora na segunta parte, mas aproveitou da melhor maneira esse período, marcando os dois golos - por Luiz Phellype, de cabeça, na sequência de um canto apontado por Bruno Fernandes aos 58', e pelo capitão leonino, numa boa desmarcação com assistência do ponta-de-lança brasileiro, aos 63'. Muito melhor o resultado neste confronto da Liga Europa do que a exibição. Há noites assim.

 

Gostei das mudanças operadas pela equipa técnica ao intervalo, fazendo entrar desde logo Vietto para o lugar de Neto no recomeço do jogo e trocando Wendel por Eduardo aos 57'. A equipa tornou-se mais compacta, ganhou dinâmica e deixou de ser tão permeável no meio-campo, onde os austríacos fizeram o que quiseram, ponto e dispondo durante toda o primeiro tempo. Também gostei da exibição de Renan (de longe o melhor em campo: aos 15' já tinha evitado dois golos e salvou os três pontos com uma defesa soberba aos 78') e, a espaços, de Acuña (poupado a um cartão vermelho pelo árbitro e substituído aos 73' por Borja, para evitar males maiores), Vietto e Luiz Phellype. Bruno Fernandes, apesar do golo, teve uma das suas exibições mais irregulares no Sporting, falhando imensos passes, tal como Mathieu. Sinais evidentes de que a condição anímica da equipa está longe de ser a melhor.

 

Gostei pouco que o onze titular não correspondesse durante quase uma hora às aspirações dos mais de 30 mil adeptos que acorremos a Alvalade nesta noite amena de Outono, consentindo 22 remates adversários no total da partida enquanto nós só fazíamos dez. Na primeira parte, com o Sporting a ser sucessivamente ultrapassado pelos austríacos, chegou a pairar a sensação de que sairíamos goleados do nosso estádio tal era a diferença exibicional entre as equipas que se movimentavam no relvado e tão evidente se tornou a incapacidade de vários jogadores vestidos de verde e branco para darem a volta ao resultado.

 

Não gostei  do nosso meio-campo, que esteve muito longe de constituir um tampão para as acções ofensivas de Lask Linz e foi quase sempre incapaz de construir lances ofensivos com cabeça, tronco e membros. Wendel revelou-se uma nulidade: perdeu diversas vezes a bola em confrontos individuais e quando a tinha em seu perder e mostrava-se incapaz de a colocar em zonas adiantadas do terreno, preferindo devolvê-la às linhas mais recuadas. Idrissa, sem o menor sentido posicional, limitava-se a marcar com os olhos ou a abusar das faltas por carência de técnica. Miguel Luís, que começou como médio-ala e terminou como lateral direito, foi vítima desta indefinição posicional, concedendo demasiada liberdade de movimentos aos adversários. E a linha de três defesas concebida por Silas para o início do jogo nunca funcionou: Coates, Mathieu e Neto, presos de movimentos e sem rotinas neste dispositivo táctico, estiveram várias vezes à beira do naufrágio. O golo austríaco, marcado aos 16', resulta de um desses momentos de notório descalabro defensivo. E vão dez jogos a sofrer golos, em onze que o Sporting já disputou nesta temporada 2019/2020. Preocupante.

 

Não gostei nada de ouvir os frequentes assobios dos adeptos à equipa, sobretudo a Renan, durante o jogo: considero este comportamento uma inqualificável estupidez. Fez-me igualmente muita impressão ver o nosso treinador quieto e calado no banco, evitando assim ser multado pela UEFA: Silas, que não detém o diploma de nível 4, viu-se forçado a delegar o comando técnico no adjunto Emanuel Ferro, que vinha treinando os jogadores sub-23 em substituição de Leonel Pontes - eis algo que nada facilita a comunicação entre o onze leonino e a equipa técnica. Também não gostei nada de saber que o nosso grande Rui Jordão - inesquecível bicampeão pelo Sporting na década de 80 - enfrenta problemas de saúde. Mereceu inteiramente a ovação que se escutou no estádio, ao minuto 11 deste jogo, em grata memória do número que ele usava quando pôs todo o seu talento futebolístico ao serviço deste clube que nunca o esquecerá.

Peraí, Silas

Isto não é estar a meter veneno, meu caro, mas só por uma razão muito ponderosa e ponderada é que tu vais "meter" o Ilori na zaga direita e deixas o Rosier na bancada (por conta de um eventual cansaço, com uma paragem de seguida no campeonato?) e sem um só jogador com as características de lateral direito.

E se assim for, aceita desde já as minhas desculpas. Caso contrário, acho que estás a dar um tiro no pé. Mas isto sou eu, que não percebo nada de bola.

Que onze titular hoje em Alvalade?

Segunda partida disputada pelo Sporting na fase de grupos da Liga Europa: desta vez recebemos em Alvalade o Lask Linz, equipa austríaca.

A nossa participação neste certame teve início a 19 de Setembro, na Holanda, ao defrontarmos o PSV Einhoven: fomos derrotados 2-3, com golos de Bruno Fernandes e Pedro Mendes.

 

Na altura, lancei o repto aos leitores: qual seria o onze titular?

Houve muitas respostas, mas ninguém acertou na opção de Leonel Pontes. Que foi esta: Renan; Rosier, Coates, Neto, Acuña; Idrissa Doumbia, Miguel Luís, Wendel, Bruno Fernandes; Vietto e Bolasie.

 

Renovo o desafio a quem  me lê: em que jogadores apostam para entrar de início nesta recepção ao Lask?

No momento em que escrevo, sabe-se apenas que Pedro Mendes - marcador de um dos melhores golos recentes do Sporting na sua estreia tardia na equipa principal contra o PSV - não figura entre os convocados.

 

ADENDA

Segue-se a lista de convocados.

 

Guarda-redes:

Renan

Luís Maximiano

Diogo Sousa

 

Defesas:

Ilori

Coates

Neto

Mathieu

Borja

 

Médios:

Idrissa Doumbia

Eduardo

Miguel Luís

Acuña

Wendel

Bruno Fernandes

 

Avançados

Bolasie

Luiz Phellype

Vietto

Jesé

Rafael Camacho

Armas e viscondes assinalados: Nem a táctica do losango valeu aos lusitanos

PSV Eindhoven 3 - Sporting 2

Liga Europa - 1.ª Jornada da fase de grupos

19 de Setembro de 2019

 

Renan Ribeiro (2,5)

Ainda não foi desta vez que passou dois jogos consecutivos a não sofrer mais do que aquele golito da praxe. Sem grande culpa em nenhum dos três golos, como também já vem a ser hábito, ainda fez algumas defesas competentes.

 

Rosier (2,5)

Os velozes extremos da equipa da casa deram-lhe tantos afazeres que não pôde ajudar muito o ataque, não obstante aparentar maior integração com os colegas. Conviria dar baile enquanto debutante em Alvalade, na segunda-feira, frente ao Famalicão.

 

Coates (2,0)

A primeira boa notícia é que não cometeu três grandes penalidades e a segunda é que também não foi expulso. E há que reconhecer que a infelicidade do seu autogolo só impediu que Malen, jovem portento da equipa da casa, pudesse bisar. Mas o certo é que a habitual confiança do uruguaio, e o discernimento com que inicia jogadas, partiram para parte incerta.

 

Neto (2,0)

Também ficou marcado pelo azar ao não conseguir mais do que desviar a trajetória da bola, enganando Renan, quando pretendia bloquear o remate de Malen que abriu o marcador. Não  mais se encontrou.

 

Acuña (2,5)

Não raras vezes pegado com os velozes e talentosos adversários que lhe apareciam pela frente, deixou Bruma escapulir-se pela direita e centrar para o autogolo de Coates no lance do 2-0. Em compensação, a incerteza quanto ao resultado existente ao intervalo deve-se à desmarcação perfeita que levou um adversário a rasteirar Balosie na grande área.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Voltou a deixar a sua área de ação assaz permeável, pouco lhe valendo a adopção do meio-campo em losango. Muito se esforçou, como tende sempre a ocorrer, mais uma vez sem resultados práticos.

 

Miguel Luís (2,0)

Teve direito aos primeiros minutos oficiais nesta temporada, não sendo exagerado dizer que poderiam ter sido melhor aproveitados. Além de ficar mal na fotografia em dois dos três golos, desperdiçou a recarga a um dos mísseis de longo alcance disparados por Bruno Fernandes.

 

Wendel (2,5)

Rendilhou o jogo que conseguiu, gerindo o esforço para não estoirar tão depressa na segunda parte. Teme-se que as suas recorrentes chamadas à selecção olímpica do Brasil o façam crer que competir é mais importante do que vencer.

 

Bruno Fernandes (3,5)

Estrela televisiva da semana, à conta da divulgação de imagens em que maltratou portas e corredores do Estádio do Bessa após ser expulso, o capitão do Sporting encheu o campo num jogo que começou mal para os leões e pareceu destinado aos zero pontos que rendeu. Ainda assim, além da visão de jogo patente na interpretação do losango, revelou serenidade na cobrança da grande penalidade que resultou no 2-1 e muita vontade de dar a volta na sucessão de remates que o guarda-redes dos holandeses teve a insensatez de defender. Merecia bisar, nem que fosse no lance em que cabeceou a bola ao poste.

 

Vietto (2,0)

Pouco conseguiu fazer enquanto “avançado móvel”. Regressado de lesão, foi rapidamente poupado para aquele compromisso até altas horas da noite de segunda-feira em que a profecia de Ristovski ecoará nos ouvidos dos sportinguistas.

 

Bolasie (2,5)

Estreou-se nas competições europeias aos 30 anos, mas o sonho de ficar ligado ao resultado ficou pelo lance em que foi derrubado na grande área. É mais um que Alvalade espera vitoriar na segunda-feira.

 

Jovane Cabral (3,0)

Entrou na segunda parte para agitar o ataque do Sporting e ajudou a cumprir o objectivo. Ainda não foi o homem dos golos providenciais dos tempos de José Peseiro, mas deixou boas indicações no primeiro jogo após longa recuperação de lesão.

 

Pedro Mendes (3,0)

O goleador dos sub-23 ocupou lugar dentro das quatro linhas, recebeu a bola de costas para a linha de grande área, rodopiou o corpo, puxou a perna para trás, e fez história. Poderia ter sido ainda mais decisivo se não tivesse entrado a tão poucos minutos do final, e se o PSV Eindhoven não tivesse conseguido encostar o Sporting ao seu lado do campo, mas ficou um pouco mais claro que existe um círculo do inferno reservado para quem não inscreveu o ponta de lança na Liga NOS.

 

Rafael Camacho (-)

Voltou a entrar mesmo antes de o pano cair.

 

Leonel Pontes (3,0)

O regresso do losango foi um coelho da cartola interessante, e regista-se  a coragem de apostar na juventude e procurar um caminho por entre tamanhas adversidades. É por isso que a derrota europeia, naquele que era em teoria o encontro mais difícil para os leões em toda a fase de grupos, deve ser encarado como um passo atrás que permitirá dar dois passos em frente.

Bons rapazes


O incrível golo de Pedro Mendes é seguido de um tipo a festejar sozinho. Durante o que me pareceu uma eternidade, o jovem jogador está sozinho no que terá sido um dos momentos mais felizes da sua vida (digo eu). Finalmente, dois ou três colegas lá lhe dão um tapa de felicitações, mas é um golo que não é festejado em equipa. Talvez Bruno Fernandes, o capitão, possa fazer alguma coisa pelo grupo fora das quatro linhas.
O jogo de ontem é o resumo do meu sportinguismo neste século. Expectativas, vamos a eles, hoje é que é, golos estúpidos sofridos, alguns repetentes, um ou outro golito nosso e no fim um mau resultado. Com exceção de fases de JJ e do Sporting aborrecido de Paulo Bento tem sido assim desde Boloni, João Pinto e Jardel.
  

A lição de Eindhoven

Notavam os comentadores da SIC durante o Sporting Clube de Portugal - PSV de hoje (cujas incidências o Pedro Correia já resumiu perfeitamente em post anterior) que os holandeses tinham maioria de jogadores da formação, enquanto nós tínhamos maioria de estrangeiros. E contrastava esta situação com o histórico do Sporting de lançar jogadores.

Faltou lembrar que a equipa da  formação trabalhada nos últimos anos - aquela que ganhou o campeonato europeu foi vendida (João Mário e Adrien) ou rescindiu toda (ou quase) unilateralmente há pouco mais de um ano, nas circunstâncias em que se sabe. E acabou vendida ao desbarato (menos um tal de Rafael, que de leão não tem nada - e que seguramente será lembrado como um dos maiores oportunistas a vestir a camisola verde e branca). 

O último ano podia e devia ter sido aproveitado para lançar novos jogadores. Peseiro apostou em Jovane, que lhe rendeu muitos pontos. Keizer veio e puxou por Miguel Luís também. Mas, este estranho ET - que veio para Alvalade com rótulo de mestre da formação, com zero de currículo, além de uns meses a frente da equipa do ajax, enquanto esta procurava treinador - ao fim de poucos meses sentou ambos.  Este ano esperava-se que MK promovesse jogadores como Pedro Mendes, que estiveram em muito bom plano na última época nos sub-23. Já falei aqui do caso de Daniel Bragança, talvez o melhor talento da sua geração. Thiery era uma escolha óbvia. Mas mesmo assim, na pré - época MK testou Ilori a lateral direito (!), com resultados paupérrimos. Depois da venda de Thierry, o onze de MK ficava de novo sem qualquer jogador da formação. Leonel Pontes tem uma árdua tarefa pela frente. Começando pela defesa, que hoje mais uma vez foi um desastre (Coates teria lugar nos sub23, a jogar assim?).

Hoje arriscou bastante, fazendo entrar Jovane, que fez a cabeça em água à defesa do PSV, mesmo acabado de regressar de uma lesão. Arriscou com Miguel Luís, mais apagado mas a cumprir. E apostou em Pedro Mendes, que, com aquele golo ao fim de 70 e tal segundos em campo, deu à equipa bem mais do que uma chance para empatar o jogo (ou mesmo virar). 

Aquele golo foi um murro na Mesa. Um estou aqui. Estamos aqui. O Sporting corre-nos nas veias.

Há poucos anos ganhamos 3-0 ao SLB na Luz, acabando a jogar com 9 jogadores da formação (se a memória não me falha.)  quando voltarmos a ter 7 ou 8, ganhamos até por mais.

Vá em frente Leonel Pontes, não tenha medo. 

Quente & frio

Gostei muito da aposta de Leonel Pontes em jovens jogadores, derrubando assim o veto que lhes tinha sido imposto por Marcel Keizer, o treinador holandês que veio para o Sporting aureolado com a fama de "valorizar a formação". Nunca a valorizou, pelo contrário. Só agora o seu sucessor interino, nesta sua estreia internacional ao comando técnico do Sporting, começa a repor o rumo que jamais devia ter sido abandonado. Se a aposta inicial em Miguel Luís como médio-ala neste jogo em Eindhoven não resultou, já as entradas de Jovane (um regresso que se saúda), aos 64', rendendo Vietto, e sobretudo a estreia absoluta de Pedro Mendes, goleador da equipa sub-23, foram muito bem sucedidas. O luso-caboverdiano abriu espaços na muralha defensiva holandesa e quase marcou com um remate forte e bem colocado, aos 77'. Mendes teve uma aparição em grande: substituiu Miguel Luís aos 80' e bastou-lhe minuto e meio para marcar um golão, servido por Bolasie. O nosso segundo: grande recepção da bola, impecável rotação e formidável disparo, indefensável.

 

Gostei do quarto-de-hora inicial da nossa equipa, compacta e bem organizada, fechando os corredores à transição adversária e travando a mobilidade ofensiva do PSV. E gostei mais ainda da nossa meia hora final, em que jogámos com arrojo e destemor em casa alheia, sem complexos de qualquer espécie. Podíamos ter virado o resultado neste período em quatro ocasiões: aos 72', num grande remate em arco de Bruno Fernandes que quase traiu o guarda-redes; aos 75', com um tiro do nosso capitão para defesa incompleta de Zoet; logo a seguir, numa recarga desperdiçada por Miguel Luís; e aos 77, no disparo de Jovane. Este domínio da nossa equipa, que teve como corolário o golo de Pedro Mendes, reflectiu-se também na posse de bola: 53% para o Sporting. Destaque também para o bom desempenho de Bruno Fernandes, que marcou o nosso primeiro golo aos 38', de penálti, a castigar falta sobre Bolasie: foi ele sempre o mais inconformado, com mais fome de baliza. O melhor Leão em campo, uma vez mais.

 

Gostei pouco que ao sétimo jogo oficial da temporada, por força das circunstâncias, o técnico recém-chegado tivesse de construir uma equipa com remendos. Foi inédita, esta formação leonina que jogou na Holanda. Coates e Neto nunca tinham feito parceria no eixo da defesa, Miguel Luís e Jovane não alinhavam no onze principal desda a época anterior, Rosier e Bolasie jogaram só pela segunda vez de verde e branco, Pedro Mendes foi um caloiro bem-sucedido, Rafael Camacho teve direito a mais uns minutinhos, rendendo Wendel à beira do fim. A nossa pré-temporada de Julho desta vez transferiu-se para a segunda quinzena de Setembro. Nada mais insólito.

 

Não gostei da nossa acção defensiva, que voltou a pecar pela mediocridade, com momentos calamitosos: não admira que já tenhamos 15 golos sofridos em sete jogos nesta temporada 2019/2020. Neto e Coates estiveram muito aquém daquilo que se exige numa equipa que sonha com troféus e títulos: ambos dividem culpas no primeiro golo, sofrido aos 19' em lance muito rápido; Coates fez de ponta-de-lança do PSV com um autogolo aos 25'; Neto falha a marcação ao artilheiro do terceiro golo holandês, a partir dum canto (47'). Mathieu, que foi poupado já a pensar no difícil confronto com o Famalicão na próxima segunda-feira, fez muita falta. Mais à frente, Wendel e Vietto tiveram actuações frouxas e apagadas: falta-lhes intensidade e poderio físico - características que se notam mais nestes confrontos com equipas estrangeiras. Também não gostei do resultado, claro: perdemos por 2-3, entrando com o pé esquerdo na Liga Europa.

 

Não gostei nada que a SAD leonina, por indesculpável incúria, tenha perdido a oportunidade de inscrever Pedro Mendes como jogador da Liga portuguesa. Um erro monumental, agravado pelo facto de não termos no plantel nenhum ponta-de-lança alternativo a Luiz Phellype, agora lesionado. Como este PSV-Sporting bem demonstrou, o melhor marcador da Liga Revelação (sete golos em seis jogos) far-nos-ia agora imenso jeito no campeonato nacional. «Irá Leonel Pontes contar com ele?», questionei aqui há quatro dias. Resposta afirmativa e bem-sucedida, como vimos. Infelizmente, não poderá fazê-lo nas provas da Liga NOS - aquelas em que faria mais falta.

Leonel Pontes (continuação)

Leonel,

Acabei de ouvir a tua conferência de imprensa, e a resposta sobre Pedro Mendes, e mais uma vez tenho a dizer-te que estiveste muito bem.

Vieram dizer que o Sporting contava que fosses o novo Bruno Lage. Pois, nem penses nisso.

O Bruno Lage mete três putos contra um colosso alemão a pensar que a sorte que teve com o Sporting se iria repetir: derrota concludente, mais uma machadada no ranking de Portugal, o ponta de lança de 20 M€ pareceu ainda pior que o nosso (gordo) Jesé, e mesmo assim foi quase aplaudido no final, a imprensa gabou-lhe o arrojo, um heroi. A Champions realmente tem árbitros a sério, e as equipas não são subsidiadas pelo "Glorioso", e isso faz toda a diferença. A águia torna-se uma perdiz... Mas todo o Benfiquistão bate palmas. O Bruno Lage no Sporting não durava dois dias.

A ti ninguém te deu os parabéns por estreares dois miúdos de 18 anos, o Plata e o Camacho, na 1.ª Liga, mesmo aqueles que andaram a criticar o Keizer por não os pôr a jogar. Nem quiseram saber do festival de porrada do Boavista permitido pelo «Mas eu estou a brincar, caralho??? Estou a brincar???»

No que respeita ao jogo de amanhã, desculpa não estar presente como tinha pensado. Vais ter muitos Sportinguistas a sério a apoiar a equipa como apoiaram em Londres. Não inventes, mete os melhores dentro do possível, traz da Holanda um bom resultado, que isso é o mais importante. Segunda-feira lá estarei para ver uma vitória tranquila frente ao actual líder da Liga.

SL

Que onze titular na Holanda?

O Sporting inicia amanhã, na cidade holandesa de Eindhoven, a campanha 2019/2020 da Liga Europa. Com uma equipa cada vez mais transformada numa espécie de manta de retalhos. Ainda sem Luiz Phellype e agora sem Mathieu nem o recém-chegado Jesé.

As boas notícias são os regressos de Vietto e Jovane, e o ingresso (que merece saudação especial) de Pedro Mendes.

 

Segue-se a lista de convocados.

 

Guarda-redes:

Renan

Luís Maximiano

Hugo Cunha

 

Defesas:

Ilori

Coates

Neto

Rosier

Borja

 

Médios:

Idrissa Doumbia

Eduardo

Miguel Luís

Acuña

Wendel

Bruno Fernandes

 

Avançados

Bolasie

Jovane

Vietto

Plata

Pedro Mendes

Rafael Camacho

 

Fica a pergunta aos nossos leitores: em que jogadores apostam para o onze titular neste desafio com o PSV?

Áustria

Como o sorteio da Liga Europa determinou que iremos jogar em Linz, na Áustria, lembrei-me disto:

«Em 2012 a pequena vila de Fucking, na Áustria, uma vila que fica a 33 quilómetros a norte de Salzburgo, junto à fronteira com a Alemanha, tentou mudar o nome por causa do constante roubo de placas, dos turistas inconvenientes e indiscretos e dos telefonemas anónimos de pessoas de todo o mundo que ligam para qualquer um dos cerca 100 residentes a perguntar: ‘Is this fucking Áustria?’»

In.: Informação Inútil, TSF

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