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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: A bela noite a que os adeptos já tinham direito

Sporting 4 - PSV Eindhoven 0

Liga Europa - Fase de Grupos 5.ª Jornada

28 de Novembro de 2019

 

Luís Maximiano (4,0)

Ouviu o apito final deitado no relvado, com a bola nas mãos, na sequência de mais uma ocasião em que chegou primeiro do que os avançados do eliminado PSV Eindhoven. O modo como olhou para a bola diz tudo o que há para dizer acerca de exibição que teve um único defeito: a pérola da formação leonina a quem chamam “Max” merecia que tivesse sido aquela a sua estreia a titular pela equipa principal em vez de qualquer um dos dois jogos de má memória em que não conseguiu impedir derrotas do Sporting. Não foi o caso desta vez, como pôde testemunhar o renegado Bruma, a quem roubou um golo que poderia relançar o jogo para a equipa holandesa na primeira parte. Depois do intervalo voltou a mostrar ao que vinha numa defesa de recurso a um remate em posição frontal, tal como demonstrou ter velocidade suficiente para se lançar ao solo e agarrar bolas deixadas passar pelas fífias de colegas menos talentosos. Espera-se que esta noite tenha sido o início de uma lenda que faça esquecer de vez o actual titular do Wolverhampton.

 

Rosier (3,0)

Há qualquer coisa na sua abordagem defensiva que não convence, mas não deixa de ser verdade que se esforçou muito para não dar bronca, o que se traduziu numa quantidade de cortes bastante assinalável. No ataque foi aproveitando ao longo do jogo o baixar de braços do adversário para ganhar a linha e servir colegas que poderia ter feito um resultado final ainda mais impressionante.

 

Tiago Ilori (3,0)

Nem as falhas flagrantes que vieram recordar os sportinguistas de que Eric Dier faria ali mais falta do que os “Jesualdo boys” Ilori e Bruma tiveram consequências gravosas, o que demonstra a tranquilidade da melhor noite do Sporting nesta triste época. Muito bem escoltado por Maximiano e Mathieu, o já não assim tão jovem defesa central resolveu quase tudo quase bem, ainda que se tenha arriscado a ver um cartão de outra cor numa entrada a pés juntos mesmo no final da partida.

 

Mathieu (4,0)

A execução do 3-0, desde a sábia movimentação para o canto largo marcado por Bruno Fernandes até ao remate em esforço, de baixo para cima, como mandam as regras do futebol-espectáculo, é o melhor cartão de visita do adiamento da reforma do francês para meados da próxima década. Não contente, mostrou-se intratável para com os infelizes adversários que foram aparecendo no seu raio de acção, acumulando cortes a travar qualquer veleidade do PSV. Saiu uns minutos antes do fim para descansar as pernas e também para ouvir uma merecida ovação.

 

Acuña (4,0)

Os mais distraídos terão pensado que Diego Armando Maradona aparecera no relvado de Alvalade quando Acuña apanhou a bola na linha do meio-campo e passeou-a, à revelia de quem procurava desarmá-lo, até ser derrubado na grande área adversária. Haveria algo de justiça cósmica se lhe tivessem permitido marcar a grande penalidade que selou o resultado, tal como seria agradável que o recém-entrado Jesé Rodríguez tivesse aproveitado melhor um excelente cruzamento do argentino. Seja como for, do primeiro ao último minuto Acuña provou, a defender e a atacar, que é imprescindível num Sporting com ambição de fazer melhor.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Esteve mais certo do que é habitual, sobretudo no transporte de bola, marcando pontos numa competição interna algo esvaziada pelo estatuto de eterno lesionado de Battaglia e pela extrema juventude de Rodrigo Fernandes. Espera-se que esteja preparado para ser uma das chaves da conquista de três pontos na deslocação ao estádio do Gil Vicente.

 

Wendel (3,0)

Regressou à equipa, cumprido o castigo, e não precisou de muito tempo para deixar claro que é melhor do que Eduardo e Miguel Luís a carburar o meio-campo. Mesmo sem deslumbrar, a sua competência contribuiu para a bela noite a que os adeptos já tinham direito. Veja-se o passe perfeito para o que teria sido o 5-0 se Vietto tivesse a pontaria mais afinada.

 

Bruno Fernandes (4,5)

Dois golos e duas assistências valeram-lhe a distinção de melhor jogador da Liga Europa nesta semana, somando-se à inclusão na lista dos 50 melhores futebolistas nas competições da UEFA na temporada passada. Num jogo muito próximo da perfeição, o capitão começou por testar a atenção ao guarda-redes com um remate de longa distância, preparando-o para o que estaria para vir. Assim foi, poucos minutos depois de fazer a assistência para o golo inaugural de Luiz Phellype com a ponta da chuteira, quando recebeu a bola de Wendel, avançou pelo meio-campo e puxou o pé que a Europa já conhece para trás, com a bola a tocar no poste antes de se alojar nas redes. Não satisfeito com o resultado, e com o papel de maestro de uma orquestra muito bem afinada, fez a segunda assistência com o melhor pontapé de canto dos últimos tempos, e na segunda parte dedicou-se a controlar as operações. Isto, claro está, sem deixar de tentar remates de longe e de fazer o resultado final com uma cobrança de pénalti plena de classe. Garantido o apuramento para a fase seguinte da Liga Europa, e com “folga” na deslocação à Áustria devido ao cartão amarelo que viu na primeira parte, nada há temer tirando a tenebrosa hipótese de ter feito o último jogo europeu de leão ao peito, numa transferência destinada a compensar a sucessão de incompetências da actual gerência e da brilhante comissão de gestão cujo paladino Sousa Cintra fez custar mais três milhões ao Sporting devido ao despedimento ilegal do treinador Sinisa Mihajlovic.

 

Bolasie (3,0)

Merece mais a nota pela presença e arrancadas que puseram em alerta a defesa contrária do que por qualquer efeito prático da sua prestação. Na retina ficou a tentativa atabalhoada de marcar com um pontapé acrobático de costas para a baliza e a conquista do canto que valeu o 3-0. Aqui que ninguém nos ouve, foi poucochinho. Mas tudo está bem quando acaba bem.

 

Vietto (3,0)

Também não foi o “verdadeiro artista” a que começou a habituar os adeptos, perdendo a hipótese de deixar marcar ao falhar um remate em arco em posição frontal. Perdeu uma boa oportunidade de provar à Europa que voltou para conquistar o mundo.

 

Luiz Phellype (3,5)

A subtileza no desvio da bola e a assertividade na conquista de posição para o cabeceamento que inaugurou o marcador antes dos dez minutos lançou uma promessa de noite memorável que não foi totalmente cumprida. O avançado brasileiro pode queixar-se de falta de ajuda dos laterais e dos extremos, mas a verdade é que demonstrou os limites que o cerceiam no controlo de bola deficiente que o impediu de seguir isolado para a baliza num lance na segunda parte.

 

Jesé Rodríguez (2,0)

Entrou para o lugar de Luiz Phellype e tentou demonstrar a tese de Frederico Varandas que lhe atribui qualidades de avançado-centro móvel. Por azar dos Távoras chegou atrasado a um excelente cruzamento de Acuña e concentrou-se em impor respeito aos adversários.

 

Neto (2,5)

Tirando uma antecipação escusada a Luís Maximiano, cumpriu sem dificuldades a missão de manter a baliza do Sporting inviolada nos minutos em que tomou o lugar de Mathieu.

 

Rafael Camacho (1,5)

Poucos minutos pouco aproveitados. Contribuiu apenas para o chavão “três da formação” em campo.

 

Silas (4,0)

Desta vez conseguiu que a equipa não desse meia hora de avanço ao adversário, montando uma equipa dominadora e que não permitiu quase nada ao PSV Eindhoven. Sendo certo que beneficiou do estado de graça dos melhores do plantel (Bruno Fernandes, Acuña e Mathieu), teve uma noite que deverá ser recordada e repetida, de preferência com Wendel a cimentar-se no meio-campo e com outras opções nos extremos. Será que Gonzalo Plata ou até os adolescentes Joelson Fernandes e Bruno Tavares não conseguem fazer melhor do que os “incumbentes”?

É longo e árduo, mas chegaremos lá

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1

Bruno Fernandes é talvez o melhor jogador que vimos actuar no Sporting nestas duas últimas décadas.

Ontem, para a Liga Europa em Alvalade, superou a sua marca pessoal num só jogo ao intervir nos quatro golos da partida. Marcou dois e deu outros tantos a marcar. E é já o quarto melhor marcador leonino de todos os tempos em provas europeias, com 12 golos. Só ultrapassado por Mascarenhas (13), Manuel Fernandes (18) e Liedson (26).

Hoje, a UEFA elegeu-o como o jogador mais destacado da quinta ronda das competições europeias. Distinção inteiramente merecida.

 

2

Um grande Bruno torna ainda maior o Sporting: igualámos ontem o nosso melhor registo de sempre na Liga Europa, a par com a temporada 2010/2011. Com quatro vitórias em cinco jogos. E ainda podemos conseguir a melhor prestação de sempre na fase de grupos desta competição, em que já nos qualificámos para os 16 avos de final.

Com 2,2 golos por jogo. Também aqui uma das nossas melhores médias na Liga Europa.

Na noite de ontem, eficácia máxima: sete remates, seis dos quais à baliza. Três produziram golos.

 

3

De salientar ainda que o Sporting foi a única equipa portuguesa que não sofreu golos nesta ronda europeia.

O caminho faz-se caminhando. É longo e árduo, mas chegaremos lá.

Pódio: Bruno Fernandes, Mathieu, Max

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-PSV pelos três diários desportivos:

 

Bruno Fernandes: 23

Mathieu: 19

Luís Maximiano: 19

Acuña: 18

Luiz Phellype: 17

Idrissa Doumbia: 16

Wendel: 15

Bolasie: 15

Ilori: 15

Vietto: 15

Neto: 14

Rosier: 14

Camacho: 13

Jesé: 13

 

Os três jornais elegeram Bruno Fernandes como melhor em campo.

O momento determinante do jogo

O Sporting foi para o intervalo com uma confortável vantagem de três golos e o segundo tempo avizinhava-se um passeio no parque mas, aos quarenta e seis minutos, o PSV apareceu na área e criou a oportunidade para aquilo que podia ter sido o 3-1 e o princípio de quarenta e quatro minutos de nervos e coração nas mãos.

Felizmente houve Max. O jovem guarda-redes disse "presente" e defendeu o golo quase certo. Esta defesa manteve a equipa tranquila e ajudou a que a segunda parte fosse efectivamente mais fácil para o Sporting.

Os jogos são um somatório de momentos e neste momento Max foi determinante para a vitória folgada que se conseguiu.

A camisola de Damas

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O Sporting tem o melhor histórico de formação em Portugal. Ponto. 

Ontem, contra o PSV (4-0), estavam em campo dois jogadores que tiveram um comportamento miserável para com o clube que os formou - Bruma e Ilori. E estes tiveram sucessores à altura no baixinho Podence e no rastejante Rafael, que rescindiram um contrato ao primeiro aceno de um cheque (apesar de ele vir, respectivamente, da liga grega, onde presidentes de clubes entram em campo com pistolas, e do 6.º ou 7.º clube em França, o equivalente ao nosso Rio Ave). A favor de Podence, Patrício e William, o facto de o processo ter terminado com a sua venda (o rastejante Rafael, a quem desejo uma curta e triste carreira, nem isso). Mas este não é um post sobre esse processo, em que tantas forças se uniram para prejudicar o clube.

Nos últimos anos, muita gentinha sem respeito pelo Sporting tem saído da Academia. O Clube não tem formado gente à altura da sua dignidade. São disso exemplo os tristes Bruma e Ilori e os miseráveis Podence e Rafael. 

Dá, por isso, um gozo ainda maior ver um jogador da formação que sabe falar e sabe estar à altura do clube que representa. Como as palavras captadas pelo Edmundo Gonçalves bem atestam. Tal como outras que lhe tenho ouvido.

Bem-vindo ao Clube, Max. Que enorme exibição. Uma decidida saída aos pés (de Bruma, ironias do destino...) , que evitou o 2-1 na primeira parte (e os estados de nervos da equipa, que tão mau resultado têm dado). Que enormes reflexos na segunda parte, evitando o 3-1. Que consistência e inteligência a lançar o jogo (algo que falta a Renan como água no deserto).

Sobretudo, Max: nunca te esqueças que a camisola que vestes é a de Damas. Procura estar à altura dele e dos maiores. No talento, mas também na devoção e na dedicação. A glória merece-se. 

Max Patrício

Vinha ali a chegar a Mafra, pela A21, quando o miúdo prestava declarações.

Quando ele disse "os miúdos querem ser jogadores de futebol, eu queria ser jogador do Sporting", até tirei o pé do acelerador e ia deixando a carripana ir abaixo quando ele disse "a maior felicidade é estrear-me com 20 anos pelo Sporting nas competições europeias".

Raios, que a gente ainda os forma com garras, poucos, mas pelos vistos bons.

Nestas coisas há sempre males que vêm por bem e parece que a lesão de Renan poderá ter sido a abertura de portas para termos guarda-redes para pelo menos os próximos dez/doze anos e se a evolução for o que promete, temos Patrício, Max Patrício, se entretanto uma cabecinha qualquer não o empandeirar por empréstimo ou vendido a pataco.

Se hoje o melhor foi o do costume (dois golos, duas assistências), as fífias que Ilori e Doumbia deram, obrigaram a sair da toca o Luis Maximiniano, Max para todos nós sportinguistas, que fez um belo número de como bem defender uma baliza. E até demonstrou que sabe colocar a bola longe, jogável, com os pés!

Força Max, eu prometo que não te iremos assobiar como ao outro!

Ídolos zero? Vão-se ....

Em mais uma variação táctica de Silas, desta vez parecendo mais Keizer que Peseiro, o Sporting surgiu num 4-3-3 de ataque, com combinações bem conseguidas nas laterais e encostando o PSV à sua área.

Mas nada disso seria conclusivo se não fossem as individualidades do costume. Bruno Fernandes assiste para o primeiro, marca um golaço no segundo, assiste para o golaço de Mathieu no terceiro, marca o penálti cavado brilhantemente por Acuna no quarto. Bruno Fernandes, Mathieu, Acuña, três dos quatro craques do plantel. Os meus ídolos e de muitos Sportinguistas. Quem não são os meus ídolos de certeza são aqueles que mais uma vez confundiram os interesses das suas seitas com os do Sporting, nem quem lhes dá ordens ou incentiva para o efeito.

O Sporting precisa de ídolos, jogadores que se destaquem e que façam a diferença, cativem a malta nova, tragam novos adeptos ao estádio para os ver jogar. Bruno Fernandes à cabeça, grande homem, grande capitão.

Para além dos ídolos hoje tivemos um grande guarda-redes entre os postes, Max. Sempre gostei de Renan, que já nos deu muitas vitórias e foi decisivo em duas taças. Lesionado sabe-se lá porquê. Max entrou e quem não soubesse iria dizer que estava ali um guarda-redes no topo da carreira, concentrado, seguro e a fazer tudo bem feito.

Silas está de parabéns (agora não tem mesmo perdão se resolver voltar a inventar tripés e trincalhadas). Grande vitória, grande noite do Sporting Clube de Portugal.

SL

Quente & frio

Gostei muito de quase tudo esta noite. Da exibição de gala do Sporting em Alvalade frente ao PSV, hoje eliminado da Liga Europa pelo onze leonino: foi a melhor actuação da época da nossa equipa, traduzida em números concludentes - vitória por 4-0. Única goleada com marca do Leão até ao momento nesta temporada 2019/2020. Começou a ser construída muito cedo, logo aos 9', com um golo de cabeça de Luiz Phellype à ponta de lança clássico, prosseguindo aos 16' com um forte disparo de meia-distância do capitão Bruno Fernandes, que esteve nos quatro golos. Marcou dois, deu dois a marcar (o primeiro e o terceiro, aos 42', na cobrança de um canto a que Mathieu deu a melhor sequência com um magnífico pontapé sem deixar a bola cair no chão) e apontou o último, de penálti, aos 64'. Esteve em todos, revelou-se uma vez mais o melhor em campo, nunca tinha alcançado números tão brilhantes numa partida só. Proeza tanto mais de realçar quanto sabemos que o adversário é uma equipa com excelente reputação: o PSV segue em terceiro lugar no campeonato holandês. Mas quem ruma em frente na Liga Europa é o Sporting.

 

Gostei da exibição de Luís Maximiano, hoje titular em estreia na baliza leonina numa competição da UEFA - sucedendo de algum modo a Rui Patrício, que se estreou há 12 anos na mesma posição. Muito seguro e concentrado, com bons reflexos, teve um papel irrepreensível não apenas entre os postes mas também a antecipar-se em saídas oportunas que abortaram lances ofensivos do PSV. Também gostei que tivéssemos terminado o jogo com três elementos da formação leonina em campo: além de Max, Ilori e Rafael Camacho. E do impressionante slalom de Acuña atravessando o campo todo com a bola dominada, imitando o seu compatriota Diego Maradona aos 63', na mais vistosa jogada do desafio, só terminada quando o lateral argentino foi derrubado em falta dentro da grande área holandesa, daí resultando o nosso último golo.

 

Gostei pouco  das actuações de Vietto e Bolasie, únicos titulares que estiveram abaixo do desempenho médio da equipa. Nem os passes lhes saíram bem, nem a pressão de que estavam incumbidos resultou com eficácia nem a pontaria de ambos se revelou afinada. O congolês, por exemplo, rematou três vezes, mas sempre à figura do guardião adversário.

 

Não gostei  do regresso de Bruma a Alvalade. Com a camisola errada: não estava de Leão ao peito apesar de ter sido formado na Academia de Alcochete. Há seis anos, forçou a saída do Sporting, renegando o clube que lhe ensinou quase tudo quanto sabe. O destino não lhe sorriu nesta efémera reaparição na antiga casa-mãe: teve um desempenho medíocre ao serviço do PSV, terá sido talvez o pior jogador em campo e acabou por não regressar depois do intervalo.

 

Não gostei nada de ver duas dúzias de viúvas aos gritinhos contra o presidente leonino, ainda antes de terminar o jogo, indiferentes à exibição, ao triunfo e à goleada. Desrespeitando assim os profissionais do Sporting que davam o seu melhor em campo, a equipa técnica que os orientou muito bem e o conjunto dos adeptos. Era noite de aplausos, não de assobios - excepto para aquela minoria que insiste em torcer pelas derrotas. A reacção das restantes bancadas não se fez esperar: esse bando de imbecis, acampado na zona onde costumava ficar a Juve Leo, recebeu uma estrondosa vaia da vasta maioria que vê neles aquilo que realmente são. Letais ao Sporting.

Fazer a diferença

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Há muito que a expressão "Ser Sportinguista é ser diferente" não nos enche com o orgulho que era hábito. Mas não é por isso que não se deve fazer a diferença.

Todos sabemos que a época não está a ser excepcional mas há talento no plantel e sapiência na cabeça de Silas para dar a volta e acabar por cima. Tudo isso pode ser capitalizado com o apoio dos sócios e adeptos do Sporting Clube de Portugal. Com o José de Alvalade cheio E A APOIAR será sempre mais fácil lutar pela vitória.

Na próxima quinta-feira, o Sporting faz o decisivo jogo contra o PSV em Alvalade. Ganhando, apura-se imediatamente para a fase seguinte da Liga Europa. Preferem ser dos que estão a torcer para que as coisas corram mal ou estar lá, de pulmões cheios, a fazer a diferença pela positiva? É fácil ajudar, basta comprar o bilhete e apoiar o Clube que dizemos ser "O Nosso Grande Amor".

Armas e viscondes assinalados: O melhor ataque é a defesa

Rosenborg 0 - Sporting 2

 Europa - 4.ª Jornada da Fase de Grupos

7 de Novembro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,5)

Regressa da Noruega com aquilo a que uma tradução selvagem chamaria um “lençol lavado” e deve a ausência de golos sofridos não só à profusão de colegas com missões defensivas e à incapacidade dos adversários para fazerem melhor. Sempre que foi chamado a intervir esteve mais do que à altura e na segunda parte fez defesas essenciais para impedir que o Rosenborg sonhasse com outro resultado.

Rosier (2,5)

Tem físico e até alguma velocidade, mas cada uma das suas exibições leva o contabilista viciado em Football Manager que vive em cada um de nós a calcular quanto custaria resgatar Cédric Soares ao Southampton. Até porque conviria ter um lateral-direito menos permeável em jogos em que haja menos de cinco defesas.

Neto (3,0)

A frase “Neto fez o cruzamento que deu origem ao primeiro golo” pode parecer tão indecifrável quanto uma profecia dos maias. Mas é a mais pura verdade e a assistência do central português, na ressaca de um canto cobrado por Bruno Fernandes, poderia ser apresentada como exemplo de trajectória de bola para os laterais do plantel. Nas missões defensivas esteve seguro, embora não se tenha esquecido de somar faltas disparatadas, vendo numa delas um cartão amarelo prematuro.

Coates (3,5)

Desbloqueou o jogo com uma cabeçada que não ficaria mal a Bas Dost e foi o esteio de uma defesa marcadamente superpovoada. O uruguaio fez uma exibição “à patrão” e ainda teve a sorte de ver um adversário rematar para os fiordes, estando a poucos metros da baliza de Renan, na única jogada em que se deixou ludibriar.

Tiago Ilori (2,5)

Graves problemas de coordenação com Borja potenciaram os moderados calafrios sentidos pelos sportinguistas na segunda parte. Mas nem algumas perdas de bola disparatadas tiveram efeitos irreversíveis no resultado.

 

Borja (2,0)

É interessante que tenha protagonizado a primeira jogada de perigo do ataque leonino, avançando pela ala esquerda até fazer um cruzamento que foi desviado para canto. Mas logo se apagou o engano ledo e cego, seguindo-se mais uma demonstração das limitações técnicas e tácticas que fazem do colombiano um corpo estranho no futebol leonino.

 

Idrissa Doumbia (2,5)

Voltou a ser o “pivot” bipolar do meio-campo do Sporting, tão capaz de fazer cortes e lançar de imediato o contra-ataque – assim nasceu o 0-2 de Bruno Fernandes – como de fazer toques disparatados que os adversários agradecem como se fossem pães quentes, ou neste caso bacalhaus secos.

 

Eduardo (2,0)

Wendel foi reabilitado e voltou a integrar a convocatória. No entanto, foi o seu compatriota a manter a titularidade no meio-campo, sem no entanto demonstrar valor suficiente para ser uma opção válida.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Parecia fadado para mais um jogo aquém das suas possibilidades, com várias tentativas de remate descalibradas, até que recebeu a bola de Idrissa Doumbia e fez o que quis dos adversários que encontrou pela frente. Prejudicado pelos esquemas tácticos experimentados por Silas, o capitão da equipa luta para voltar a dar nas vistas e os três tentos em quatro jogos permitem colocá-lo no grupo de perseguidores ao melhor marcador da Liga Europa.

 

Vietto (2,5)

Andou ligeiramente às aranhas enquanto um dos dois avançados móveis do sistema táctico engendrado por Silas. Melhor na segunda parte, foi carregado de forma escandalosa dentro da grande área do Rosenborg sem que a equipa de arbitragem desse conta. Poderia vingar-se da injustiça aproveitando melhor uma bola que interceptou na grande área contrária, mas em vez de fazer golo vingou-se acertando no nariz do guarda-redes, provocando-lhe uma hemorragia.

 

Bolasie (2,0)

Mais mexido e intervertido do que o colega de ataque na primeira parte do jogo, o franco-congolês também não conseguiu deixar marca. E quando saiu esgotara há algum tempo a sua vontade de fazeramigos, influenciar pessoas e trazer pontos para o Sporting e para Portugal.

Rafael Camacho (2,0)

Cerca de 20 minutos em campo permitiram-lhe fazer um remate em arco que saiu perto da baliza e algumas boas movimentações. Mas ainda se encontra a longa distância de justificar os milhões quero seu passe custou aos cofres do Sporting.

 

Rodrigo Fernandes (2,0)

Pouco tempo teve para demonstrar que é uma opção válida para o meio-campo. Certo é que em nada comprometeu, alimentando a ideia de que poderá ser uma alternativa válida a Doumbia.

 

Pedro Mendes (2,0)

Tentou repetir o golo marcado em Eindhoven, mas desta vez o remate potente e de fora da área passou ao lado. Para quem saltou do banco de suplentes aos 90 minutos...

 

Silas (3,0)

Louve-se-lhe a coragem de deixar em Lisboa dois dos quatro melhores jogadores do plantel – precavendo o cansaço muscular de Mathieu e o possíveli amarelo que afastaria Acuña da recepção ao PSV – e de deixar iioutrios dois muito razoáveis (Wendel e Luiz Phellype) a enregelarem no bancio de suplentes. E ainda a aposta num 5-3-2 que não só disfarçou as fragilidades defensivas da equipa como abriu espaços para que os raros jogadores mais adiantados no terreno pudessem fazer a sua arte. Com o Sporting agora na liderança do seu grupo da Liga Europa, necessitando apenas de uma vitória nos próximos dois jogos para seguir em frente. No outro prato da balança está o facto de o futebol do Sporting ainda estar a anos-luz do mínimo exigível a um candidato ao título

Pódio: Coates, Bruno, Neto, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Rosenborg-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Coates: 18

Bruno Fernandes: 17

Neto: 17

Renan: 17

Idrissa Doumbia: 16

Ilori: 16

Vietto: 16

Rosier: 15

Bolasie: 14

Borja: 14

Eduardo: 14

Camacho: 13

Pedro Mendes: 6

Rodrigo Fernandes: 6

 

O Jogo e A Bola elegeram  Coates  como melhor em campo. O Record optou por  Bruno Fernandes.

A pedra angular do sistema

Ontem, durante a primeira parte do jogo com o Rosenborg, pareceu-me, finalmente, ter percebido qual a ideia de Silas para o jogo do Sporting. Confesso que o género de futebol assente na posse (no fundo o modelo que Guardiola desenvolveu, ao extremo, no Barcelona) não me fascina.

No entanto, se as ideias de Silas forem essas, ele precisa de, pelo menos, um jogador completamente diferente. Anda, pela nossa equipa, um moço (que quase aposto, deve ser uma simpatia) chamado Doumbia que, há-de ser, certamente, extraordinário a fazer imensas coisas, mas não claramente a jogar futebol. Ou, pelo menos, um futebol assente numa ideia de jogo que privilegia a posse de bola e a circulação. Doumbia tem evidentes carências técnicas e, devo confessar, quando estou a ver o Sporting, todas as vezes que o costa-marfinense toca na bola são para mim momentos de pânico e terror. 

Tudo isto para dizer o quê? A verdade é que no plantel do Sporting não há outro jogador com as características de Doumbia. De quem é a responsabilidade? Parece-me evidente que não é de Silas, mas antes da estrutura que lidera o futebol. Aliás, toda a má época que estamos a fazer é consequência de escolhas, em alguns casos, absurdas dessas mesmas pessoas. Quem achou possível fazer toda uma época com um único ponta-de-lança?

Promessa. Mais ou menos...

Por razões profissionais, não vi o jogo ontem.

Só lá por volta das 2.30h é que vi um pequeno resumo, que nem deu para perceber se se jogou bem ou mal, mas deu para ver o futuro ex-defesa central Coates aos poucos a redimir-se dos golos contra e mais um golaço de Bruno Fernandes.

O que interessa nestas competições são os pontinhos amealhados para seguir em frente e isso o Sporting fez com distinção. Se jogou mal ou bem, daqui a alguns meses só os viciados das estatísticas e do "contra" se lembrarão, porque o que ficará para a história será o resultado e esse não poderia ter sido melhor.

Já afirmei aqui milhentas vezes que pouco me importa a exibição se o resultado for a vitória, ainda que como espectador aprecie um futebol bem jogado e partidas bem disputadas.

Neste momento o Sporting precisa de vitórias para estabilizar como equipa e continuo a acreditar que podemos lá chegar com Silas, apesar de todas as deficiências que possa ter, e com um rearranjo do plantel em Janeiro. 

Já tenho muitas dúvidas se quem está acima terá a competência necessária para rearranjar o que quer que seja...

Bom, estamos em primeiro no grupo, com dois "à perna". Temos um dos dois jogos que faltam em casa e se o vencermos cumpriremos o objectivo, muito bom se assim acontecer.

Então lá vai a "coisa" do título: Como não vi e ganhámos, estou quase em prometer não ver os dois que faltam. Mais ou menos... que o bichinho é lixado.

Uma vitória muito importante

Este jogo num campo gelado contra o mais fraco do Grupo é um daqueles jogos em que não vale a pena discutir como, o que importa mesmo é ganhar. E o Sporting ganhou por 2-0 e ainda mais importante se tornou essa vitória com o resultado registado em Linz.

Parabéns então a Silas, e a todos que estiveram lá dentro mas muito particularmente a Renan, Neto, Coates e Bruno Fernandes.

Dói a alma abrir o jornal e ler sobre os desejos da "estrutura" vender Coates, Acuña e Wendel se calhar para conseguir comprar mais uns Rosiers, Iloris, Borjas, Eduardos e Camachos (foram mais de 20 M€ ...). É que dói mesmo.

A estupidez tem limites, não tem, Hugo Viana ? 

SL

Quente & frio

Gostei muito da nossa vitória de hoje na Noruega, frente ao Rosenborg, tetracampeão desse país nórdico. Terceiro triunfo consecutivo do Sporting na Liga Europa, desta vez por 2-0, com golos obtidos por Coates, de cabeça, na sequência de um centro de Neto (aos 16'), e por Bruno Fernandes, num tiro de pé esquerdo (aos 38'), dando a melhor sequência a um surpreendente passe de ruptura de Idrissa Doumbia, que julgo estrear-se em assistências para golo de Leão ao peito. Um resultado que nos coloca no primeiro lugar do Grupo D desta competição da UEFA, com mais dois pontos do que o PSV, hoje derrotado pelo Lask Linz (1-4). Acredito que este bom desempenho europeu do Sporting elevará os índices anímicos e motivacionais dos nossos jogadores. E contribuirá decerto para uma reaproximação entre a equipa e os adeptos.

 

Gostei da exibição de Coates, para mim o melhor em campo. Não apenas por ter marcado o golo inaugural do Sporting, incutindo assim confiança à equipa, mas por ter liderado a nossa organização defensiva, que se portou em bom nível global apesar da ausência de Mathieu e com a excepção que anotarei abaixo. Gostei da exibição de Vietto na segunda parte, quando conduziu vários lances ofensivos e se revelou o melhor no passe longo. Gostei ainda de ter visto o Sporting concluir este jogo com quatro jogadores da formação: Tiago Ilori, Rafael Camacho, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes. Este é o caminho mais correcto e Silas está a singrá-lo.

 

Gostei pouco das aves agoirentas que poisaram nas pantalhas minutos antes do início de jogo, traçando negros vaticínios para o desfecho desta partida disputada na cidade de Trondheim. Felizmente o Sporting demonstrou em campo ser uma equipa claramente superior ao onze adversário. A vitória foi categórica. E poderia ter sido mais dilatada: ficou um penálti claríssimo por marcar quando Vietto foi derrubado à margem das leis, aos 62', na grande área do Rosenberg.

 

Não gostei  dos dez minutos iniciais, em que se sucederam os passinhos curtos no nosso reduto defensivo, com o Sporting a revelar receio na progressão com bola. Apesar de Silas ter formado uma muralha defensiva constituída por três centrais (Coates, Ilori e Neto) e dois laterais (Rosier e Borja), acrescida de um duplo pivô no meio-campo (Idrissa e Eduardo), abdicando de um ponta-de-lança (Luiz Phellype ficou no banco e Pedro Mendes só entrou aos 90'). Parecia a repetição do jogo medíocre com o Tondela, mas felizmente não durou muito. Também não gostei de ver a nossa equipa recuar em excesso as linhas a meio da segunda parte, num período em que o perigo rondou a nossa baliza e só não originou golo do Rosenborg devido a uma defesa excepcional de Renan, aos 85'.

 

Não gostei nada da exibição de Borja, hoje titular por lesão de Acuña, que nem viajou para a Noruega. Se há posição que necessita de ser reforçada no plantel leonino é a de lateral esquerdo. O colombiano foi incapaz de fechar o corredor em momentos cruciais, raras vezes conseguiu entender-se com Ilori (o central que jogava mais perto da sua ala), provocou uma falta desnecessária que originou um livre muito perigoso aos 68' e entregou a bola aos 65' e aos 85'. Nesta última circunstância, só Renan - muito atento e de reflexos rápidos - foi capaz de corrigir a asneira. Apetece perguntar como é que Borja conseguiu tornar-se internacional pela Colômbia.

In a lost galaxy, far away from home

Era mais ou menos assim a introdução do "Star Wars", o épico de George Lucas que fez as delícias de muitos de nós há uns bons anos.

Pois o nosso treinador Jorge Silas parece estar nalguma galáxia bem distante do planeta Sporting, na véspera de enfrentar o... Real Madrid... não... o Juventus... também não... o Arsenal... nem isso... ah... o Rosenborg:

«Neste momento, a nível de jogo, estamos numa fase melhor. É verdade que não ganhámos o último jogo, mas a nível de jogo fomos muito melhor do que tínhamos sido até ao momento. Agora falta chegar à zona de finalização. Mas o conhecimento que temos deles, aliado ao nosso trabalho, acho que estamos mais fortes agora. A nível defensivo, não concedemos quase oportunidades ao Tondela. Mas temos de melhorar em vários aspectos, principalmente nas bolas paradas, que é um ponto forte do Rosenborg. É uma questão de concentração.»

Então é melhor que se concentrem. Digo eu. Que tenho que me concentrar também para despachar o que tenho para fazer e chegar a horas a casa para ver o jogo. A contar, claro, com a vitória que abre a porta à fase seguinte.

 

PS1: Será que se trata dum caso de amnésia contextual, e na cabeça dele ainda está no Belenenses SAD apenas com uma camisola verde em vez de azul?

PS2: Marcel Keizer, por favor, esquece tudo o que de mal disse de ti, mereces mesmo uma estátua (ou duas) algures em Alvalade. 

SL

Armas e viscondes assinalados: Quem não tem solução caça com carambola

Sporting 1 - Rosenborg 0

Liga Europa - Fase de Grupos 3.ª Jornada

24 de Outubro de 2019

 

Renan Ribeiro (3,0)

É provável que já no balneário, terminado o duche, tenha sentido aquela impressão de ter deixado algo por fazer. Mas a verdade é que desta vez não foi preciso ir buscar a bola ao fundo das redes, algo que não sucedia em Alvalade há demasiado tempo. O brasileiro contribuiu para tão inusitado desfecho com a sua competência, contando com Coates para resolver a mais evidente ocasião de golo dos noruegueses, criada por um desvio do próprio Coates contra Idrissa Doumbia.

 

Rosier (2,0)

A forma infantil como deixou que uma bola se perdesse pela linha lateral quase a meio do terreno não teve consequências gravosas devido à distância em relação à baliza, mas serve às mil maravilhas enquanto metáfora das limitações de um lateral que custou mais dinheiro do que Mário Centeno consegue cativar num dia em que tenha muitas reuniões na agenda. O francês pode ter muito potencial e convirá demonstrá-lo ainda durante esta legislatura, pois até agora o melhor argumento para a sua titularidade é a falta de inscrição de Ristovski.

 

Coates (3,0)

Terminada a fase dos autogolos, ficou perto de inaugurar a fase das assistências para autogolo, no tal alívio providencial que embateu em Idrissa Doumbia e quase traiu Renan. Mas eis que desta vez o uruguaio corrigiu o erro, retirando a bola da linha de golo com um pontapé digno de bailarina de can-can. Não foi a única ocasião em que desfez os sonhos mais lindos dos noruegueses, contribuindo de forma decisiva para a ausência de golos alheios.

 

Mathieu (3,0)

Um ou outro tropeção no relvado não puseram minimamente em causa a dedicação do francês em cada lance que passou pela sua área de jurisdição, ficando perto de marcar num livre directo ao seu melhor estilo. Há que aproveitá-lo enquanto existe, até porque os putativos substitutos foram todos vendidos ao desbarato.

 

Acuña (3,0)

 

Dono e senhor da ala esquerda, onde nenhum adversário conseguiu fazer-lhe frente, traçou cruzamentos como se tivesse um compasso escondido nas chuteiras. Pena é que a falta de pontaria dos colegas e a miopia do árbitro não tenham dado o devido seguimento às suas iniciativas, tal como se pode lamentar que volte a enveredar por um registo quezilento que esteve prestes a retirá-lo das contas para o próximo jogo da Liga Europa.

 

Idrissa Doumbia (3,0)

Aproveitou da melhor forma as limitações técnicas do adversário para garantir o sossego no meio-campo que não conseguiu com uma equipa do terceiro escalão do futebol português. Marcou alguns pontos com a velocidade e capacidade de antecipação, o que lhe vem mesmo a calhar numa altura em que Battaglia estará quase recuperado e Rodrigo Fernandes foi promovido ao plantel principal.

 

Wendel (2,5)

Mais um jogo em que o jovem brasileiro não conseguiu ter a influência na construção de jogadas de ataque leoninas que se exige a quem tem artistas como Bruno Fernandes e Vietto por perto. A melhoria do Sporting para níveis dignos dA sua camisola depende de muitos factores, mas o desempenho de quem tem a cargo a posição 8 é um dos principais.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Voltou a fazer tremer a barra da baliza adversária num livre directo, o que só valia pontos num programa televisivo, valendo-lhe o facto de o Rosenborg ser muito menos perigoso do que o Alverca. Sem nunca conseguir o melhor “timing” na hora de rematar, até porque os adversários estão mais do que avisados quanto à sua arma secreta, limitou-se a empurrar os colegas para a frente com o critério de sempre e a servir de alvo para as recorrentes entradas faltosas dos noruegueses. Aberrante só o facto de não ser o melhor da equipa em vários jogos consecutivos.

 

Vietto (3,0)

Começou com um cabeceamento perigoso e não mais desistiu de deixar marca no resultado. Acabou por consegui-lo, indirectamente, pois o ressalto de um dos seus remates sobrou para Bolasie decidir o resultado.

 

Bolasie (3,0)

Assume o “um contra um” com uma coragem difícil de encontrar no resto do plantel, recorrendo à força e ao engenho para ganhar a linha e cruzar. Embora tal aptidão pudesse trazer maiores dividendos caso Bas Dost não tivesse sido vendido em saldo, o certo é que o franco-congolês esteve no sítio certo à hora certa, cabeceando a bola de modo a bater no pé de um defesa e trair o guarda-redes do Rosenborg. Certo é que as vitórias obtidas por carambola valem o mesmo que as vitórias conseguidas com golos dignos do Prémio Puskas.

 

Luiz Phellype (2,0)

Houvesse VAR na Liga Europa e o seu momento mais próximo da glória, num remate de cabeça desviado pelo braço de um adversário, daria origem a uma grande penalidade. É possível que a injustiça tenha marcado a sua exibição, que esteve longe de ser brilhante, não obstante a capacidade de trabalho que demonstra em todos os jogos.

 

Pedro Mendes (2,5)

Recebido pelas bancadas de Alvalade com uma enorme ovação, o goleador dos sub-23, acabado de promover ao plantel principal - embora só possa jogar na Liga Revelação até janeiro, visto que a inigualável preparação desta temporada incluiu a sua não-inscrição na Liga –, não repetiu o feito do golo-relâmpago de Eindhoven. Fica, no entanto, ligado à vitória pelo bloqueio digno de Jorge Jesus que permitiu o cabeceamento de Bolasie.

 

Borja (2,0)

Entrou para proteger a magra vantagem e ajudou a que esta não desaparecesse.

 

Eduardo (-)

 

Mal deu para fazer jus ao “que a camisola é para suar” dos novos bodes expiatórios da direcção leonina.

 

Silas (3,0)

Lançou para o relvado uma equipa apostada em dominar, o que se traduziu numa percentagem de posse de bola esmagadora. Mas ainda há muito a melhorar na finalização, pois receber o Vitória de Guimarães promete ser mais complicado.

Pódio: Bolasie, Acuña, Renan

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Rosenberg pelos três diários desportivos:

 

Bolasie: 15

Acuña: 15

Renan: 15

Vietto: 14

Bruno Fernandes: 14

Mathieu: 14

Pedro Mendes: 13

Idrissa Doumbia: 13

Rosier: 13

Coates: 12

Luiz Phellype: 11

Wendel: 11

Borja: 2

Eduardo: 1

 

Os três jornais elegeram Bolasie como melhor sportinguista em campo.

Uma estranha sensação de Déjà vu

1 - Ontem o jogo em Alvalade mostrou um Sporting bipolar: com um futebol escorreito e quase vistoso, com a bola a chegar com perigo à área do adversário na primeira meia hora, e depois uma equipa extremamente insegura, hesitante, com um meio campo excessivamente permeável e demasiados passes falhados (não há ninguém melhor que Doumbia para fazer o número 6?). Para isso não ajudam nada os sinais que vêm da bancada – os adeptos estão impacientes e intransigentes para com o falhanço. Receio que a recuperação de confiança da equipa ainda demore: tarda uma exibição concludente com o consequente resultado. Aqueles jogadores são capazes de muito mais.

2 - Também não gostei do espectáculo final do topo sul, onde as claques afinal se mantêm impunemente empenhadas, não a apoiar o clube, mas para derrubar revolucionariamente o presidente eleito. O Sporting não pode ser dirigido a partir da rua, muito menos pelas claques - nenhuma instituição sobrevive em permanente sobressalto revolucionário. A direcção também precisa de paz institucional, cumprir o mandato para que foi eleita, de preferência corrigindo os erros cometidos na gestão do futebol profissional. Julgo que não seja preciso um curso superior para entender que, com os maus-tratos dos últimos anos, o que está em jogo é a sobrevivência do Sporting como nós o conhecemos. Temos de pôr fim a este processo de autofagia. Não somos campeões há 18 anos? Olhem para o Liverpool (e tantos outros históricos da Liga Inglesa).

Foi mesmo por meio a zero

A determinada altura do jogo, na primeira parte, dei por mim a pensar (a pasmaceira do jogo até deu para isso), depois daquela clara oportunidade de golo falhada por Coates, que hoje pelo menos não perderíamos com o Alverca da Noruega, mas depois de se me assomar o nome Alverca, o ânimo parece que esmoreceu. Foi então que tive a epifania da noite (também deu para isso, sim) e matutando que até fazia fumo (pensei que fosse lá de baixo da JL, mas a esses tiraram-lhes o fumigador, portanto só podia ser mesmo eu), voltei a pensar " se os gajos tivessem as camisolas trocadas, quem é que tu achas, Edmundo, que teria lugar no Sporting?" e olhando, olhando, olhando, olhando tanto que até se me varreu a vista que me pareceu que o Bruno mandou uma à barra, mas não sei bem se mandou ou não, portanto esse ficava com ele e estava a colá-lo na caderneta quando o Vietto obrigou o redes deles a uma "ganda" defesa e eu nem guardei o livro dos cromos e pimba, mais água com farinha e o argentino capturado! O cromo seguinte foi um gaulês russo que só por estar em campo só pode ser pelo Sporting e os meus amigos não imaginam o esforço que foi preciso fazer, depois de colar mais um na caderneta, outro argentino que o Silas agora deu em amarrar à defesa, mas que continua a ser o melhor extremo que temos, não sabem o esforço que foi preciso fazer para encontrar outro gajo que pudesse fazer parte do plantel do Sporting, se os que vestiam de Sporting vestissem de cor-de-rosinha... Não encontrei, que também não foi para isso que lá fui, isso é tarefa para o Hugo Viana que percebe disso muito mais que eu, como se tem visto e observado.

E como a sorte protege os "audazes", aquela onda verde que massacrou durante todo o jogo o Alverca, perdão o Rosenborg, foi perto dos setenta minutos de uma extensa agonia, brindada com um golo às três tabelas que nos deu uma vitória de que precisávamos como de pão para a boca.

Ah! Não jogámos nada, disse-me o macaquinho que tenho aqui no sótão e que às vezes tem a mania de se "inxirir". Ó pá, eu quero lá saber disso p'ralguma coisa! Ganhámos, três pontos, já cá canta, as boas exibições virão depois. "Com apenas os quatro gajos que tu escolheste?" Raio do símio...

Já não vi os lençois e não ouvi palavras proferidas em direcção do camarote presidencial, pelo simples facto de que me queria pirar logo que o senhor de amarelo que também me parece que passou pelas brasas durante o jogo já que só amarelou os cor-de-rosinha já nos descontos, queria pirar-me logo que terminasse o jogo, dizia e porque ainda o senhor de amarelo estava a soprar na coisa e já a nova aparelhagem sonora do estádio, que é boa que se farta e toca bué da alto estava a tocar uma música maluca do (pasodoblismo) varandismo e eu a bem dizer já estava quase ao pé do Ricardo Jorge e ainda ouvia aquela chinfrineira e palavras contra a direcção, felizmente nenhuma! E depois, bateu-me! O gajo mora em frente, aquela berraria toda é para não o deixar dormir, não é para não se ouvirem os gabirus das claques a berrar. Pensam em tudo, dei comigo a matutar, já ia na Calçada de Carriche...

Sportinggggggggggggggg!

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