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És a nossa Fé!

Estes três

Três jogadores do Sporting figuram na "equipa da semana" da Liga da Europa: Coates, Montero e Rui Patrício. O colombiano, porque marcou o golo da nossa vitória em Alvalade frente ao Atlético de Madrid. O uruguaio, porque cortou tudo quanto havia para cortar e ainda proporcionou a Oblak a defesa da noite, na sequência de um cabeceamento forte e muito bem colocado. O nosso guardião, porque tornou Griezmann num anão enquanto ele se agigantava ainda mais na baliza leonina.

Precisamos de mais jogos como este. Muitos mais.

Pódio: Gelson Martins, Acuña, Battaglia

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Atlético de Madrid pelos três diários desportivos:

 

Gelson Martins: 19

Acuña: 18

Battaglia: 18

Montero: 18

Bruno Fernandes: 18

Rui Patrício: 18

Ristovski: 17

Coates: 17

Petrovic: 15

Bryan Ruiz: 15

André Pinto: 15 

Mathieu: 12

Rúben Ribeiro: 9

Doumbia: 6

 

A Bola elegeu Battaglia como melhor jogador em campo. O Record optou por Montero. O Jogo escolheu Gelson Martins.

Que sei eu disto, e no entanto...

Muitas horas depois, ainda não decidi se gostei ou se não gostei da exibição de ontem. O jogo, em especial a primeira parte, demonstra que todos – jogadores e equipa técnica – têm em si a capacidade de fazer incrivelmente melhor do que fizeram em Braga e noutros campos onde acabamos por perder pontos. Também demonstra que quando somos o underdog (o não favorito), nos superamos. Ora uma equipa que quer ser campeã, nunca é por definição o underdog.  
Muito orgulho na nossa equipa e nos nossos adeptos e na comunhão entre todos, mas gostaria de ver estas exibições de vontade em todos os jogos e não apenas quando o adversário motiva, dá visibilidade noutros mercados e estímulo extra.

Entre o Atlético e o Belenenses

A dolorosa eliminação face ao Atlético  (entregou-se o ouro ao bandido, lá no primeiro jogo) deixa algumas dúvidas e outras tantas certezas. Dúvidas? O título nacional é quase impossível. Há sempre, todos os anos, o lamento com derrotas diante de alguns dos últimos (este ano o colapso no Estoril) e empates caseiros (com equipas fechadinhas). Mas isso "faz parte". O que não consigo perceber é como a equipa que joga desta forma com a Juventus e o Atlético de Madrid (neste segundo jogo) se amarfanha diante dos tão mais acessíveis Porto, Benfica (assim, com maiúscula) e Braga. Que lhes dá? E foi esse défice que custou (custará) o campeonato deste ano. A segunda dúvida é simples: muito provavelmente não haverá Liga dos Campeões para o ano. Vão sair jogadores cruciais (William?, Bruno Fernandes?). Haverá dinheiro para os substituir? E tem havido olheiros para reencontrar Acuñas ou Piccinis? Ou irá o clube atafulhar-se, ainda para mais sob crise directiva, de Ruben Ribeiros ou Ruizes? Certezas para o ano há-as, ao invés do que muitos dizem há anos: Jesus (fique ou não) liga (à) Europa; as "invenções" tácticas de Jesus (fique ou não) nem sempre são borregadas; o plantel deste ano não é mau de todo (Ruben Ribeiro à parte, insisto).

 

E uma certeza  mais ampla: as vitórias morais (e as estéticas, agora mais na moda) já fedem.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Os notáveis

O Sporting fez um grande jogo contra uma equipa que disputou duas finais da Champions nos últimos 3 anos. Sem sete opções disponíveis - Fábio Coentrão, Bas Dost, Bruno César, Podence, Rafael Leão, Piccini e William -, a que durante o jogo se juntou um oitavo (Mathieu), o Sporting mostrou em campo o notável investimento que foi feito pela direcção no plantel desta temporada. O treinador desenhou um esquema táctico notável, com 3 centrais, nas laterais Acuña mais profundo que Ristovski, 3 médios centro com Bruno Fernandes mais descaído numa ala e Gelson, partindo do meio, a apoiar Montero. Os jogadores, também eles, estiveram notáveis, bem como os entusiásticos adeptos expostos à intempérie que não se cansaram de apoiar a equipa. 

 

A primeira parte então foi fantástica. Uma pena que não tenhamos chegado ao intervalo a vencer por 2-0. Teria sido justo face às oportunidades que a equipa criou. Fosse por escassos centímetros (Acuña), por deficiente finalização (Gelson) ou pela categoria extra de Oblak, a verdade é que chegámos ao intervalo a vencer por apenas 1-0, cortesia do oportuno golo de Fredy Montero, o seu quarto desde que chegou em Janeiro. O segredo esteve na recuperação da bola. Rodrigo ´Batman` foi o justiceiro de Alvalade, policiando todas as movimentações na sua área de jurisdição, bem apoiado pela classe e generosidade de Bruno Fernandes, aquele jogador que ´Cholo` Simeone não hesitou em identificar como o melhor do Sporting. Depois, Montero, não se dando à marcação, obrigou a defesa colchonera a andar à roda, abrindo brechas para as penetrações de Gelson e de Acuña nas alas.

 

O desgaste acumulado no primeiro tempo notou-se na segunda parte. Com tantos jogadores lesionados, Jorge Jesus não tinha soluções no banco capazes de serem efectivas mais-valias no jogo. Ainda tentou, substituindo Bryan Ruiz, pouco certeiro no passe, por Ruben Ribeiro (recuando Bruno para a posição do costa-riquenho), mas o ex-vilacondense mostrou uma vez mais ser um jogador de espaços curtos, ideal para o futsal. A quebra física foi mais notória a partir dos 70 minutos, valendo aí São Patrício com duas manchas excelentes, uma desviando a bola, outra reduzindo ao máximo o ângulo para Griezmann rematar.

 

Exibição muito digna de uma equipa que prestigiou um grande clube. A meu ver Battaglia, Bruno Fernandes, Acuña, Petrovic - sim, eu sei, o que querem que vos diga(?), o homem entrou a frio e esteve em grande plano - e Montero foram os melhores em campo, mas globalmente os onze que entraram de início estiveram todos bem. 

 

Acabou por vencer a eliminatória a equipa que menos erros cometeu, mas o Sporting Clube de Portugal honrou o futebol português e foi o clube que deu mais pontos para o ranking de Portugal na UEFA esta temporada.

 

Até ao final da época, estes notáveis que estiveram ontem nas bancadas e os outros que "falaram" no campo precisavam que os deixassem em paz. Temo, no entanto, que dentro de momentos se retome o desfilar de outro tipo de "notáveis" numa televisão à beira de si. Para alguns, é preciso não deixar esfriar...  

 

Tenor "Tudo ao molho...": Rodrigo Battaglia

sportingatletico.jpg

 

Quente & frio

Gostei muito da vitória desta noite em Alvalade frente ao Atlético de Madrid, um dos colossos do futebol europeu: o Sporting impôs à equipa adversária a primeira derrota na Liga Europa nesta temporada. Vencemos por 1-0, com golo de Montero logo aos 28' correspondendo muito bem a um cruzamento de Bruno Fernandes: o colombiano redimiu-se assim do falhanço à boca da baliza na capital espanhola, faz hoje oito dias. Também gostei muito de ver a dinâmica colectiva e o espírito solidário dos nossos jogadores, que dominaram toda a partida, condicionando e vulgarizando os colchoneros. Tudo isto na sequência de dias muito complicados para a agremiação leonina.

 

Gostei dos aplausos vibrantes aos nossos jogadores no final do encontro, realizado quase sempre sob chuva intensa. Aplausos mais que merecidos ao colectivo leonino, em que se destacaram as exibições de Acuña, Gelson, Bruno e o marcador do nosso golo solitário, com o argentino a evidenciar-se como o melhor Leão, num desempenho quase perfeito: foi dele o primeiro disparo com muito perigo, rasando o poste aos 4', fez os melhores cruzamentos e assegurou o controlo de todo o nosso corredor esquerdo, tanto na manobra defensiva como na construção ofensiva, ludibriando Juanfran à frente e neutralizando Torres atrás. Jorge Jesus montou muito bem a equipa, com uma linha de três centrais e dois falsos laterais adiantados no terreno em reforço da muralha do meio-campo, ganhando sucessivas segundas bolas em movimentações constantes. Os aplausos finais confirmam: os adeptos estão definitivamente reconciliados com os jogadores, que deram o máximo em campo e bem mereceram este tributo.

 

Gostei pouco que esta vitória tivesse sido insuficiente para nos fazer transportar às meias-finais da Liga Europa. Ficámos por aqui, mas fomos de longe a melhor equipa portuguesa nas competições europeias desta temporada, em que chegámos a defrontar Juventus e Real Madrid. Se Montero não tivesse falhado aquele golo mesmo ao terminar o desafio no estádio do Atlético, ganharíamos sem favor o passaporte para a fase seguinte. Também merece elogio o guarda-redes Oblak, que hoje fez duas monumentais defesas, travando os disparos para golo de Coates (aos 10') e Bryan Ruiz (aos 45').

 

Não gostei que o Sporting tivesse jogado tão desfalcado. Sem quatro titulares habituais, por castigo ou lesão: Bas Dost, Coentrão, Piccini e William Carvalho ficaram de fora. O holandês, que tem marcado cerca de metade dos golos leoninos, foi talvez o que mais fez falta no relvado de Alvalade. Como se isto não bastasse, também Mathieu viria a lesionar-se, abandonando o campo aos 25': felizmente o seu substituto, Petrovic, deu boa conta do recado. E desta vez o bloco defensivo comportou-se muito bem, cumprindo os 90 minutos de forma quase irrepreensível. Destaque negativo apenas para Rúben Ribeiro, lá mais à frente: entrou aos 70', substituindo Bryan Ruiz, e voltou a demonstrar que não tem categoria para integrar o plantel do Sporting. Daí ter sido o único jogador a ouvir assobios nas bancadas.

 

Não gostei nada que a primeira mão destes quartos-de-final tivesse suscitado tanta polémica - como se o Atlético de Madrid fosse um Videoton ou um Skënderbeu. Não havia necessidade, como esta segunda mão bem demonstrou. Agora há que olhar em frente e tentar recuperar os jogadores que estão lesionados ou acusam extrema fadiga física e mental, cumpridos que estão 53 jogos oficiais nesta época - uma das nossas mais desgastantes de sempre.

Já fomos

Caímos de pé, com personalidade e com alguma injustiça à mistura.

Perdemos a eliminatária ao não ter marcado em Madrid.

Sinal mais para quase todos.

Arranjem mas é lá forma de irem à CL, que jogos à Quinta é complicado para mim, ok rapazes?

O meu lugar hoje fica vazio

Não, não tirem conclusões precipitadas.

Esta é mais uma razão para o Sporting ter que jogar sempre na Liga dos Campeões, que se joga ora às Terças, ora à Quartas-feiras.

É que aqui, onde trabalho, as Assembleias Municipais realizam-se sempre às Quintas-feiras (regra geral) e hoje é uma dessas Quintas-feiras.

Por conseguinte, por obrigação profissional estou impedido de estar presente a apoiar a equipa in loco

No entanto podem crer que assistirei no telefone e estarei a torcer para que a baliza adversária seja muito maior do que aquilo que o ecran deixa ver.

Sendo que a esperança é verde e será a última a morrer, não deixo de ser realista e considerar uma missão quase impossível eliminar o Atlético, mas como tínhamos como facto quase adquirido que o Sporting marca sempre fora e não marcou, pode ser que a bola beije por três vezes o véu da noiva (Duda Guennes? Wilson Brasil? Outro?) e deixe os espanhóis para trás. Confesso, estou céptico, mas com um enorme desejo de vitória e de espantar o monte de fantasmas que decidiram rodear-nos nos últimos dias.

Força Sporting!

Favas Contadas

No futebol, não há favas contadas. Os dramáticos quartos-de-final da Champions provaram-no mais uma vez. Sorte, azar, injustiça… O futebol é assim: explosão de alegria de um lado; lágrimas e raiva do outro.

 

No meio dos acontecimentos surreais dos últimos dias, ficou esquecido o mais importante: que o nosso Sporting é a única equipa portuguesa que ainda joga nas taças europeias. E que perder por 2:0 no Estádio do Atlético de Madrid não é vergonha nenhuma!

 

Entrem no Estádio de cabeça levantada, rapazes! E boa sorte!

“May the force be with you tonight”!

Be Italian!

Há nove anos, o filme Nine de Rob Marshall, com Daniel Day Lewis e beldades várias, tinha um trecho onde se cantava a plenos pulmões: "Be Italian". É a minha sugestão para logo. Dentro das linhas, onde mais interessa estar a nossa paixão, quero um Sporting italiano. Se não formos uma Roma, que sejamos uma Juventus, vivos até ao fim. Depois, se não pudermos pensar em Lyon, que pensemos no Jamor. 

Quente & frio

Gostei muito da exibição de Rui Patrício no jogo desta noite. Único jogador do Sporting que destoou claramente numa exibição global sofrível e até medíocre, com erros defensivos inadmissíveis e sem eficácia na finalização. Aos 22 segundos já estávamos a perder por 0-1. Saímos derrotados da capital espanhola, frente ao Atlético de Madrid, por 0-2, numa partida que torna ainda mais escassas as nossas perspectivas de seguir em frente na Liga Europa. O resultado é lisonjeiro para a turma leonina: só o melhor guarda-redes português impediu um triunfo mais dilatado. Com grandes defesas aos 3', 48' (saindo muito bem aos pés de Diego Costa), 51' e 81' (fazendo a mancha a Juanfran). "São Patrício" foi o melhor em campo.

 

Gostei do apoio vibrante de uma ruidosa claque leonina que compareceu em força no novo estádio da equipa madrilena: foram cerca de 3.600 adeptos ali presentes, numa demonstração clara de que nunca ninguém - presidente, treinador ou jogadores - pode queixar-se da falta de incentivo do público sportinguista, mesmo nas situações mais adversas.

 

Gostei pouco que o Sporting tivesse maior posse de bola: 58%. Uma posse inconsequente, com apenas duas inequívocas oportunidades de golo. A primeira, desperdiçada por Gelson Martins aos 32' quando se isolou frente a Oblak e permitiu a defesa do guardião colchonero. A segunda, aos 90'+2, quando o recém-entrado Montero, à boca da baliza, rematou para a bancada. Lances emblemáticos deste Sporting cordato e macio, fisicamente desgastado e em nítida quebra psicológica, que se atemorizou frente ao Atlético. Na verdade, durante parte do tempo tivemos de facto muita bola. Mas para quê? Para ser chutada para trás e para o lado.

 

Não gostei da exibição de vários jogadores leoninos. Desde logo Coates, que teve a pior prestação de sempre ao serviço do Sporting, oferecendo o golo inaugural a Diego Costa e Koke logo aos 22 segundos e voltou a ser protagonista de arrepiantes deslizes defensivos aos 48' e aos 51'. Mathieu não esteve muito melhor: o segundo golo do Atlético nasceu de um erro dele aos 40', com uma perda de bola que foi um brinde ao goleador Griezmann. Também não gostei de Bryan Ruiz, que se movimentou sempre a passo e andou escondido do jogo: o costarriquenho não merece, de forma alguma, ser titular do Sporting. Jorge Jesus nunca o devia ter incluído no onze que iniciou a partida.

 

Não gostei nada da saída forçada de William Carvalho, ainda antes de soar o apito para o intervalo, por aparente agravamento da sua condição física. Estava a ser um dos melhores jogadores em campo e a sua retirada abrupta fez cair a pique a exibição leonina. Provavelmente não contaremos com ele para a segunda mão, que vai disputar-se de hoje a oito dias em Alvalade. Ausentes estarão também Fábio Coentrão e Bas Dost, que se fizeram amarelar estupidamente em lances sem qualquer perigo para a nossa equipa. O primeiro ao pontapear Griezmann por trás junto à linha do meio campo da equipa espanhola, o segundo ao fazer uma falta totalmente desnecessária, entrando de carrinho, à saída da grande área colchonera. Pareciam ambos de cabeça perdida, como se não soubessem que estavam à bica para ficarem de fora por acumulação de cartões.

Um calendário infernal

Ninguém negará, mesmo em tempo de Páscoa: temos um calendário infernal pela frente. Aguardam-nos oito jogos difíceis, cada qual à sua maneira, para três competições diferentes.

 

O primeiro é já no próximo sábado, 31 de Março, às 20.30. Para a Liga, frente ao Braga - desafio a disputar na Pedreira Um campo sempre difícil: este ano não é excepção, tanto mais que a equipa bracarense - reforçada com o empréstimo de Jefferson e a transferência a título definitivo de Esgaio - está muito combativa. E até leva mais golos marcados.

Segue-se, a 5 de Abril, aquele que à partida parece ser o desafio mais complicado: o Atlético de Madrid-Sporting, com início previsto às 20.05 desse dia. Primeira mão dos quartos-de-final da Liga Europa. 

Após um intervalo curtíssimo, a 7 de Abril, joga-se o Sporting-Paços de Ferreira, novamente para a Liga. Não será nenhuma pera doce, até porque se adivinha que a nossa equipa virá desgastada de Madrid.

A 12 de Abril (quinta-feira), Alvalade recebe - seguramente com casa cheia - o Atlético de Madrid para a segunda mão da eliminatória da Liga Europa iniciada na capital espanhola. Jogo com início previsto para as 20.05.

Três dias depois, a 15 de Abril, disputa-se o Belenenses-Sporting, de novo para a Liga. Esperamos encontrar no Restelo menos dificuldades que o Benfica, incapaz de ali conseguir melhor do que um empate (1-1) à beira do fim.

A 18 de Abril, Alvalade volta a ter partida de gala: vai disputar-se o Sporting-FC Porto, desafio da segunda mão das meias-finais da Taça de Portugal. Partimos com desvantagem, pois na primeira mão os portistas venceram por 1-0. Mas aspiramos à presença na final do Jamor, como não podia deixar de ser.

O calendário prossegue com a partida Sporting-Boavista, na contagem decrescente para o campeonato, já então na recta final. O jogo está marcado para 22 de Abril.

Este calendário nada fácil do próximo mês futebolístico leonino conclui-se com outro embate para a Liga: o Portimonense-Sporting, previsto para 29 de Abril.

 

Um mês de alegrias?

Um mês de muito sofrimento?

Veremos o que acontece. Jogo a jogo, como é nosso timbre.

Hoje giro eu - O Reino das possibilidades

A época já vai longa, um troféu (Taça da Liga) já foi conquistado e ainda estamos em todas as restantes competições (Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Europa). É certo que a prova mais importante do calendário português está difícil, muito difícil. O Sporting já esteve afastado da luta, regressou agora correndo por fora. Na prova-raínha, a derrota na primeira mão da meia-final, no Dragão, por 1-0, dificultou e muito a nossa missão, mas não ao ponto de a tornar impossível. Finalmente, na Europa, após alguns brindes (Steaua, Astana, Viktoria) saiu-nos agora a fava (Atlético de Madrid).

 

A pergunta que deixo aos nossos Leitores/Comentadores, sob a forma de um prognóstico triplo, é qual será a classificação final nas seguintes competições:

 

  1. Campeonato Nacional?
  2. Taça de Portugal? Exemplos: eliminado nas semi-finais, finalista vencido, vencedor
  3. Liga Europa? Exemplos: eliminado nos quartos-de-final, eliminado nas semi-finais, finalista vencido, vencedor.

 

Têm a palavra os nossos Leitores/Comentadores. Aguardo as Vossas respostas. Vou anotar tudo e no final da época indicarei o(s) prognóstico(s) vencedor(es).

 

sportingcampeão.jpg

 

Os tubarões!

Após o sorteio da Liga Europa, na passada sexta-feira, e que atravessou o Atlético de Madrid no nosso caminho, passei a ler e a escutar coisas como: calhou um tubarão ao Sporting.

Irrita-me profundamente esta gente que menospreza de todas as maneiras e feitios o nosso clube, valorizando unicamente as equipas estrangeiras.

Relembro os mais esquecidos a este propósito, por exemplo, que em 2013 o FCPorto foi cilindrado pelo Manchester City num total de 6-1 na Liga Europa, para depois a equipa de Aguero cair aos pés do Sporting na altura treinado por Sá Pinto.

Recordo ainda que havia jogadores ingleses que antes do jogo assumiram não conhecerem o Sporting. Após aquele Março o City e os seus respectivos atletas ficaram com algo nosso para recordar. Para sempre!

Face ao que escrevi parece-me que o Atlético de Madrid não é mais equipa do que nós. Como não são o Marselha ou o Salzburgo. Nem o Leipzig. E mesmo o Arsenal é hoje uma equipa normal, ao nível da Lazio e do CSKA de Moscovo (equipa contra quem temos umas contas para saldar!).

Portanto, e bem vistas as coisas, concluo que os tubarões… somos nós.

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