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És a nossa Fé!

Recado para CR7!

Desde que foste para Turim andei sempre interessado na tua já longa carreira e por isso imagino que devas estar uma fúria.

Calculo que essa tua postura de campeão tenha levado um duríssimo golpe.

Prevejo que o prémio para o melhor do Mundo ficará novamente em Espanha.

Mas companheiro... já devias saber que nem sempre se pode ganhar!

E convenhamos... a Juventus hoje não jogou... um caroço!

REALmente o maior não está em MADRID!

Hoje ninguém quer saber de Brexit. Hoje em quase todo o lado só se fala e escreve sobre CR7. O menino que muito novo saiu da Madeira para vir para o Sporting, que o acarinhou e lhe ensinou os primeiros passos neste mundo do futebol.

Depois… bom, depois toda a gente sabe o que aconteceu. Títulos e mais títulos, a cada jogo era mais um record batido, quando era preciso CR7 estava sempre lá.

Quando no Verão passado trocou de península muitos "paineleiros especialistas” alvitraram que Ronaldo assumira a sua decadência. Até ontem à noite!

Por aquilo que vi e tenho assistido em Espanha, nos últimos tempos, a queda é Real em Madrid enquanto em Turim há um reJUVEnescimento.

O que tentaram fazer no Verão passado, denegrindo a imagem de Ronaldo com uma qualquer americana “aberta” às maiores trafulhices desde que “abiche” um punhado de dólares, não foi suficiente para deitarem o capitão da selecção abaixo. Conseguiram somente que não fosse eleito o melhor do Mundo.

Todavia é em campo, nos momentos mais importantes, que os grandes atletas verdadeiramente se revelam. E Cristiano Ronaldo não deixou os seus créditos por mãos alheias. Mostrou porque continua a ser um fora-de-série e tornar-se-á muito em breve a maior lenda viva do futebol (se o não for já!).

Que o digam as capas de muitos jornais europeus nesta manhã de 13 de Março. Obviamente que o realce é mais evidente nos desportivos, mas numa rápida busca vi referências, quase todas com foto de CR, à vitória da Juventus sobre o Atletico de Madrid.

Finalmente assumo que enquanto CR estiver em Turim a Juve tem mais um adepto porque CR7 é mesmo o maior jogador de todos os tempos.

Aumenta o fosso

Com a vitória de ontem contra a Roma, que o qualifica para os quartos-de-final da Liga dos Campeões, o FC Porto acaba de somar 78,5 milhões de euros recebidos esta época só da UEFA. Assim acentuando a diferença entre o Sporting e os principais rivais - neste caso, o rival situado mais a norte.

Nota a destacar: o excelente desempenho portista na prova máxima do desporto-rei acontece sob o comando de um treinador português.

O futuro foi ontem!

Vi ontem, com atenção, o debate entre os candidatos à presidência do nosso clube. Não vou sintetizá-lo, escrever o que penso sobre cada um, ou sequer afirmar publicamente o meu apoio a qualquer um deles. O objectivo, hoje, é ligeiramente diferente.

Para mim ficou ontem claro (talvez já o tivesse percebido, mas não daquela forma tão límpida) qual a grande justificação para o fenómeno de balcanização do nosso futebol. E parece-me também evidente que a generalidade dos candidatos também o percebeu.

O futebol mudou muito nas últimas duas décadas. É evidente, o futebol sempre foi um desporto de massas e apaixonante, capaz de arrastar multidões e de movimentar muito dinheiro. No entanto, a Lei Bosman (de 1995), a substituição da Taça dos Clubes Campeões Europeus pela Liga dos Campeões, a compra de clubes europeus por multimilionários, a trasmissão mundial de todas as competições, a aceleração da globalização, o desenvolvimento da Internet e das redes sociais amplificou de forma exponencial o negócio futebol. Hoje o futebol é uma das maiores indústrias do mundo e os seus intervenientes são figuras globais, geradores de fluxos de capital extraordinários. No entanto, apenas alguns, muito poucos, fazem parte dessa elite. Uma elite que está espalhada (principalmente) nos principais campeonatos europeus (Inglaterra, Espanha, Alemanha, França e Itália). Quando observamos a lista dos vencedores da Liga dos Campeões, o último que não pertenceu a um destes cinco campeonatos foi o F.C. Porto quando ganhou em 2003/2004. Mesmo no que ao campeonato francês diz respeito, o último campeão que produziu foi o Marselha em 1992/1993. A ideia de que pode haver um vencedor da Liga dos Campeões fora de um destes campeonatos é, hoje, quase um absurdo.

Estes cinco campeonatos são de países muito populosos (o menos populoso é a Espanha, mas ainda assim tem dois super clubes que extravasam a realidade espanhola) e extraordinariamente ricos. E por isso, os seus clubes têm orçamentos multimilionários, na ordem nas muitas centenas de milhões de euros por ano. Por conseguinte, conseguem contratar os melhores jogadores (Lei Bosman) e os melhores treinadores. A moderna Liga dos Campeões (devido à quantidade de dinheiro que gera e movimenta) veio amplificar esta realidade. Não há espaço para cento e cinquenta grandes clubes na Europa, apenas para uns dez ou quinze. Um pouco à semelhança do que acontece nos Estados Unidos da América com a NBA, a NFL ou a NHL.

Porque é que isto é importante para Portugal e para aquilo que se passa com o nosso futebol? Neste momento, no início de Agosto, Portugal tem apenas três equipas a participar nas competições europeias de clubes: Porto e Benfica na Liga dos Campeões e Sporting na Liga Europa. Braga e Rio Ave foram já eliminados. Ora, todos sabemos que a Liga Europa é a segunda divisão das competições europeias de clubes e que a diferença de dinheiro envolvido em comparação com a Liga dos Campeões é abissal. Daí a importância de participar na Liga dos Campeões. Não participar significa cavar um fosso cada vez maior em relação aos grandes clubes europeus.

Este é, estou em crer, um dos grandes motivos para a balcanização do nosso futebol. Ganhar, nos dias de hoje, não representa apenas a soma de mais um troféu para os museus. Representa a sobrevivência dos clubes (que estão brutalmente endividados). E para ganhar - pelo que temos visto nos últimos anos - vale tudo! 

É por tudo isto que, ao contrário do que tenho visto nos últimos dias a propósito da discussão sobre a acusação ao nosso maior rival no caso e-toupeira, que não considero absurdo (isto, sem conhecer, de forma rigorosa o teor da acusação e sem ignorar que o Benfica tem agora direito a apresentar a sua defesa e que o Ministério Público tem o ónus de fazer a prova) que o Benfica possa vir a condenado ao nível desportivo. A ser demonstrado que a SAD tinha conhecimento do conteúdo de processos judiciais que envolvem o próprio Benfica e os seus rivais, bem como informações sobre a vida de árbitros de futebol e que corrompeu funcionários judiciais para obter essa informação, não acho impossível que daí decorram sanções desportivas.

Mas, e finalmente, outro dos motivos para que valha tudo é a ausência de sanções. Todos conhecemos o conteúdo do processo Apito Dourado. Basta procurarmos no Youtube e podemos ouvir as escutas do processo. Não houve qualquer consequência. A ideia que transparece é a de total impunidade. Muitos pensarão: se não há penalização, porque não prevaricar?

Os candidatos à presidência perceberam o problema. Não sei é se têm uma solução para ele. Aliás, nem sequer sei se este problema tem solução. É que o futuro foi ontem! E nós ficámos fora dele!

Hoje giro eu - O pedal de Deus

São 21H05. Sob a luz dos projectores do antigo Delle Alpi, Cristiano Ronaldo, procurando corresponder a um passe atrasado de Carvajal, roda sobre si mesmo e, de costas para a baliza, inicia o vôo. O seu tronco está agora paralelo ao plano da relva, a uma altura aí de 1,70 m. Os jogadores à sua volta sustêm a respiração. A "máquina" começa a dar aos pedáis: primeiro o esquerdo para dar propulsão, logo o direito que vai de encontro ao esférico quasi perdido. Nunca uma bola foi tão redonda como aquela saída do pé direito de Ronaldo, cinquenta centímetros acima da cabeça de um já aí desesperado DiSiglio, também ele a subir e a procurar o Céu. Buffon, espectador privilegiado do lance, não se mexe, como que hipnotizado pela grandeza do gesto. A bola, obediente, entra inapelávelmente junto ao poste da sua baliza. Das bancadas do estádio irrompe um aplauso generalizado. Adeptos da Juventus e do Real, outrora rivais, levantam-se e batem palmas. Há um sorriso nas sua bocas. Estão agora unidos pelo mesmo sentimento: tocado por Deus, Cristiano (o nome será coincidência?) acaba de protagonizar um momento único, um sortilégio, uma recordação eterna na memória de todos. O resultado já pouco interessa. Mais do que a vitória do seu clube, todos em uníssono celebram o triunfo do futebol.

cristiano juventus.jpg

 

Isto preocupa-me

Não me preocupa termos saído da Liga dos Campeões: defrontámos de cabeça levantada dois dos maiores colossos do futebol mundial, Barcelona e Juventus. E o nosso objectivo principal mantém-se: vencer o campeonato nacional.

Preocupa-me, isso sim, o facto de termos voltado a sofrer um golo nos minutos finais de uma partida. Ontem o autogolo de Mathieu foi mesmo marcado no minuto final.

Isto preocupa-me por revelar extremo cansaço físico aliado à fadiga psicológica, mais acentuados em momentos de pressão acrescida. Ou, o que é ainda pior, por revelar défice de concentração competitiva. Em qualquer das hipóteses, exige muito trabalho técnico. Os treinos também servem para isto. Direi até: servem, desde logo, essencialmente para isto.

Siga a marinha

O mestre da táctica esteve ontem quase perfeito, não fora o facto de ter contado mal o número de efectivos a colocar em campo e ter mandado "lá p'ra dentro" apenas dez valorosos rapazes de verde e branco (a propósito, a opção pelo calção branco porquê?).

Mais uma vez muito bem armada a equipa e bem estudada a equipa adversária. Não saímos do nosso meio-campo na primeira parte, é verdade, mas se com onze era complicado, com dez era difícil. Que falta fez o pinheiro pedido pelo Pal Serge, ontem. Bom, pensando melhor, se fosse um pinheiro não se moveria, logo arrisco dizer que o Alan Ruiz é um pinheiro... Pronto, não se molestem, pau-de-sebo, serve?

Esteve bem quando efectuou as substituições e se viu que tentou ganhar o jogo. É preferível perder tentando do que perder com as calças na mão e Jesus assumiu o risco, que só não lhe sorriu por manifesta falta de competência de um Bas que ontem se esqueceu do Dost. Tivesse o nosso PL sido eficaz e talvez estivéssemos aqui hoje a registar a primeira vitória em Espanha. Mas pronto, marque ele muitos para a Liga, que a gente perdoa-lhe. Ah, mas os es...catalães também tiveram duas oportunidades falhadas, dizem alguns que costumam vir aqui, mas que hoje provavelmente estarão a tentar perceber quantos são 0x6. Pois tiveram, mas também tiveram o nosso terceiro jogador mais utilizado de sempre a negar-lhes o golo, enquanto os falhanços do holandês não passaram de incompetência pura. Já disse que a gente lhe perdoa, se ele marcar muitos na Liga? Já? Pronto, ok, é do frio...

Só tenho um pequeno (literalmente) reparo a fazer: Se Jesus sabia que eles não iam jogar com o baixinho, porque não trocar-lhes as voltas e ele utilizar o nosso? É que podia dar-se o caso de os gajos confundirem e passarem a bola ao miúdo e... 'tão a ver?

E pronto, agora é encarar a Liga Europa com a importância que ela tem, ou seja, como o terceiro objectivo da época, a seguir ao campeonato e à taça de Portugal, tendo o cuidado de deixar a boa impressão que ficou nestes jogos dum grupo muito complicado.

E perceber, de uma vez por todas, que há rapazes que não dão, é escusado.

Quente & frio

Gostei muito das exibições de Coates e Rui Patrício em Barcelona. O internacional uruguaio - o melhor jogador leonino no Camp Nou - esteve próximo da perfeição, defendendo tudo quanto havia para defender no espaço que lhe estava confiado no eixo da defesa e ainda teve oportunidade de impulsionar os seus colegas com precisão de passe dianteiro e boas arrancadas individuais, revelando inegável domínio técnico da bola. O nosso guarda-redes, sem culpa nos golos, fez duas excelentes defesas: a primeira (24') saindo com êxito para travar Luis Suárez, a segunda (82') impedindo Messi de marcar. O Sporting, com esta derrota por 0-2, transita para a Liga Europa. Mas Coates e Patrício mereciam rumar aos oitavos da Liga dos Campeões.

 

Gostei do nulo ao intervalo, reflexo da boa organização defensiva leonina durante todo o primeiro tempo. E que tivéssemos aguentado o empate até aos 59', o que até levou o técnico do Barça, Ernesto Valverde, a fazer entrar Lionel Messi, ausente do onze inicial. Também gostei de algumas exibições individuais, além das já mencionadas. Sobretudo as de Piccini, muito competente na manobra defensiva, e Gelson Martins, que só actuou na segunda parte mas foi crucial para acelerar o ritmo e a acutilância ofensiva da equipa.

 

Gostei pouco das mexidas de Jorge Jesus no nosso onze nuclear. Se a colocação de Acuña na lateral esquerda, habitualmente confiada a Fábio Coentrão, até se compreende pelo facto de o médio-ala argentino estar habituado a essa posição na selecção do seu país, já a troca de Gelson por Ristovski deixou-me perplexo. E a inclusão do inútil Alan Ruiz como elemento mais avançado, enquanto Bas Dost ficou no banco durante todo o primeiro tempo, foi para mim incompreensível. O argentino revelou-se aquilo que já seria de esperar: uma nulidade. Sem surpresa, acabou por ir tomar duche ao intervalo.

 

Não gostei do início titubeante do Sporting, incapaz de cruzar a linha do meio-campo e acusando excesso de temor reverencial perante a equipa anfitriã nos primeiros 20 minutos, em parte devido à falta de rotinas do onze que Jesus colocou em jogo. Também não gostei do já habitual golo sofrido mesmo ao cair do pano - desta vez um autogolo, provocado já no tempo extra por Mathieu, que joga em Alvalade oriundo do Barcelona e parece ter acusado excesso de pressão psicológica neste regresso esporádico ao Camp Nou.

 

Não gostei nada da falta de capacidade concretizadora do Sporting. Fomos incapazes de marcar de uma forma ou de outra - nem com incursões na área nem com remates de meia-distância. Bruno Fernandes, que é bom nisso, limitou-se a dois tiros frouxos que mais pareceram passes ao guarda-redes, aos 16' e aos 36'. Bruno César, que tem a alcunha de "Chuta-Chuta", desta vez esqueceu-se de chutar. Alan Ruiz não existiu em campo, o que não surpreendeu ninguém. Mas quem mais me irritou foi Bas Dost: teve duas oportunidades soberanas de marcar, desperdiçando ambas. Na primeira (62'), servido por um centro milimétrico de Bruno Fernandes, tinha toda a baliza à sua mercê e acabou por atirar à figura do guardião. Na segunda (83'), após um grande cruzamento de Fábio Coentrão, fez voar a bola acima da barra. A história do jogo teria sido muito diferente sem estes exasperantes falhanços do ponta-de-lança holandês. 

Ver-se-ão gregos.

juventus-logo.jpg

"Ver-se grego" é daquelas expressões que se conhecem, usam, percebem. Mas qual a sua origem? Procurei e foi no Ciberdúvidas que encontrei a melhor, mais atractiva, das propostas explicativas: 

 

"De Vasco Botelho de Amaral em Mistérios e Maravilhas da Língua Portuguesa (Livraria Simões Lopes, Porto, 1950):

"O grego foi sempre tomado na romanidade como coisa difícil. Na Idade Média era até frequentíssimo este dito, muito usado pelos que faziam transcrições ou traduções: "Graecum est, non legitur" – "É grego, não se entende". Ainda hoje se diz – "isto para mim é grego", ou seja, "não percebo nada disto". 

ver-se grego não deve provir de se tornar grego no sentido de se ver como natural ou habitante da Grécia. No entanto, o mistério em que sempre se tem envolvido o que é grego, por menos acessível ao comum das gentes, decerto influiu no facto de a palavra grego se haver aplicado aos ciganos, cuja origem tanto mistério encobre, mas que se julgaram oriundos do antigo império grego. Escrevi, por isso, no Glossário Crítico de Dificuldades que ver-se grego deve relacionar-se com os ciganos: "Supostos estes oriundos do antigo império grego, aos ciganos se chamou gregos. A sua vida cheia de dificuldades, perigos, aventuras, perseguições, deu lugar a que se veja grego quem sofra percalços ou se veja neles. Por um lado, a linguagem dos ciganos, o protótipo do ininteligível, por outro lado, a confusão de ciganos com gregos da Ásia Menor e a sua vida cheia de peripécias, de dificuldades do ciganear, tudo isto misturado é o que dará a origem do ver-se grego."

 

Bem, vem isto a propósito da Juventus. A "Velha Senhora" hoje ver-se-á grega. Se diante de algo ilegível (aliás, incompreensível) se diante de dificuldades próprias dos pobres ciganos (aliás, incontornáveis). A minha solidariedade para com os seus adeptos. Mas para o ano haverá mais ...

Abril de 2016

Para seguir em frente na Liga dos Campeões o Sporting só tem vencer em Camp Nou e esperar que a Juventus não ganhe em Atenas. Para a primeira parte ser verdade, basta imitar Real Madrid (Ronaldo marcou o golo da vitória) e Valência que, em abril de 2016, foram as últimas equipas a derrotar o Barça na sua casa, ambas por 1-2. Estaremos em boa companhia. Podemos ainda lembra o 0-3 com o Bayern (maio de 2013); outro 1-2 com o Real (abril de 2012) e até um 0-2 com...o Hércules (setembro de 2010). 

O céu é longe. Ou já ali, quem sabe?

A um Sporting adulto, foi ao que assistimos hoje em Alvalade. Jesus entendeu, e bem, que um pássaro na mão é muito mais importante que dois a voar, vai daí armou uma equipa consistente, que nunca colocou em causa o apuramento para a Liga Europa, o primeiro objectivo da noite. Cedo poderia ter-se adiantado no marcador, teve duas ou três oportunidades flagrantes para o fazer, mas o guarda-redes adversário e a má pontaria evitaram a inauguração do marcador mais cedo. Perto do final da primeira metade chegou o primeiro golo, numa jogada tão simples, quanto genial: Piccini, bola em arco para Gelson, que à entrada da área cruza perfeito para Bas Dost enviar a redondinha beijar o véu da noiva. Se é certo que a equipa controlou na perfeição o jogo do adversário, o segundo golo, numa insistência de Bruno César, de bico, à antiga portuguesa, veio acrescentar à calma que a equipa demonstrava o soltar das amarras tácticas e assistimos a uma segunda parte de luxo, onde os rapazes marcaram mais um, mas poderiam ter-se alambazado, tal foi o número de golos desperdiçados.

O golo do adversário, dizem na rádio que vim a ouvir no carro, foi irregular. Eu confesso que à distância a que estou, não me apercebi de qualquer falta.

O senhor do apito teve alguns lapsos no campo disciplinar, prejudicando os nossos.

Hoje, apesar de não ter sido o nosso melhor jogador (só porque não marcou, mas não fora uma enorme estirada do GR "grego" e tinha feito o gosto ao pé), quero destacar Fábio Coentrão. Esteve enorme!

A exibição menos conseguida, parece-me ter sido de William, pareceu-me intranquilo, mas percebe-se. Vindo de uma lesão e ocupando um lugar vital no xadrez, é normal, no entanto esteve irrepreensível no aspecto defensivo, que afinal era o mais importante.

 

Agora é ir ganhar ao Barcelona. Eu acardito!

 

Quente & frio

Gostei muito da vitória do Sporting hoje em Alvalade, por 3-1, contra o Olympiacos. Um triunfo que nos coloca desde já na Liga Europa, enquanto mantemos intacta a esperança de lutar pelo acesso aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões. Também gostei muito da exibição leonina: tranquila, segura, personalizada, com a equipa muito bem organizada, impondo-se com naturalidade perante a inócua turma grega. Balanço até agora muito positivo da nossa prestação na Champions: sete pontos, duas vitórias, um empate e duas derrotas tangenciais (frente ao Barcelona e à Juventus, colossos do futebol mundial).

 

Gostei do regresso de três jogadores que estavam lesionados: Piccini, Matthieu e William Carvalho - todos com boas prestações nesta partida. Também gostei do resultado ao intervalo (2-0). E dos golos. O primeiro por Bas Dost, aos 40', após grande trabalho individual de Piccini na ala direita seguido de assistência de Gelson Martins. O segundo, aos 43', por Bruno César, numa jogada de insistência coroada de êxito. O terceiro, novamente por Bas Dost, cabeceando à matador para o fundo das redes após um canto marcado aos 66' por Bruno Fernandes.

 

Gostei pouco de ver alguma impaciência dos adeptos nas bancadas, evidenciando um nervosismo para mim incompreensível. Não havia a menor necessidade, como a nossa equipa bem demonstrou.

 

Não gostei da ausência de dois titulares habituais do Sporting: Acuña, por lesão, e Coates, castigado. Mas foram ambos bem substituídos: o internacional argentino por Bruno César, que deu boa conta do recado, destacando-se com a marcação de mais um golo (já tinha marcado à Juventus); o internacional uruguaio por André Pinto, um dos melhores em campo neste desafio, em que aliás foi protagonista do primeiro lance de perigo construído pelo Sporting, logo aos 2', levando a bola a embater no poste.

 

Não gostei nada de ouvir novo coro de assobios ao Hino da Champions. Uma atitude incompreensível. Será que estes adeptos preferiam ver o Sporting excluído da principal montra do futebol mundial a nível de clubes? Sentir-se-ão incomodados por Alvalade receber jogos desta magnitude?

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