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És a nossa Fé!

Reguardando os chiffres, 7

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-Traga-me champanhe e um charuto!

Pronto! Ali estava ele! Tudo se tinha passado conforme decidira e achou perfeitamente natural que uma mulher de vestido verde viesse sentar-se a seu lado (...).

Sete jornadas depois, há duas equipas sem derrotas, Famalicão e Boavista.

A diferença entre golos marcados e sofridos neste campeonato, assusta.

Nivelamento por baixo.

Famalicão 16/7; 2.29 golos marcados por jogo, 1.00 consentido.

Boavista 6/4; 0.86 golos marcado por jogo, 0.57 consentido.  

Santa Clara 4/4; (ver anterior).

Sporting (ainda assim) 11/9; 1.57 marcados por jogo, apenas, 1.28 consentidos.

Destaques pela positiva, a vitória fora de portas do Sporting, primeiro jogo sem sofrer golos, apesar do Desportivo das Aves ser à entrada para a sétima jornada uma das equipas com maior "poder de fogo" (tinha nove golos marcados). A vitória do Braga em Portimão. A exibição do Vitória Futebol Clube (Setúbal) na Luz, faltou-lhe uma pontinha de sorte, de realçar que apesar das incidências da segunda parte, o jogo teve, somente, cinco minutos de compensação. É ridículo, o anti-jogo benfiquista foi tanto que até o guarda-redes vermelho foi advertido com um cartão amarelo, o sacerdote de serviço não teve alternativa, para o jornal A Bola (2019.09.30, p. 23) o cartão é visto assim: "o lance foi muito criticado por jogadores e no banco de suplentes, uma vez que não havia bola disponível* quando o guarda-redes tinha de marcar o pontapé de baliza".

Destaques pela negativa, a arbitragem do Santa Clara vs. Gil Vicente, má, muito má.

A exibição do Porto. A vitória do Marítimo, o Moreirense não merecia a "morte", nem tal sorte, um empate já teria sido castigo demasiado duro.

 

* não havia bola disponível? o presidente estrafega os próprios sócios, o clube não tem bolas, só problemas, resolveram como? foram à Sport Zone do Colombo comprar uma bola para acabar o jogo?

Reguardando os chiffres, 6

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Sabe, se continuar a jogar, perderá aquilo que quiser...

- Eu sei.

- E mesmo assim joga?

Uma jornada sem grandes surpresas.

Os quatro primeiros venceram com maior ou menor dificuldade.

O primeiro classificado obteve uma vitória justa.

Benfica e Porto venceram como de costume, ajudados.

Sporting, Tondela e Santa Clara empatados no sétimo lugar, curiosamente, dos três, os leões são os únicos com saldo positivo; dez golos marcados, apenas, nove sofridos.

Tondela; nove/nove.

Santa Clara tem uma média de meio golo marcado por jogo mas já tem quatro sofridos.

Destaques pela positiva, mais um vez, o Famalicão, uma equipa bem orientada que sabe posicionar-se em campo, com e sem bola. O Vitória Sport Clube (Guimarães), venceu fora o Tondela (1-3), está em sexto lugar.

Destaques pela negativa, as arbitragens. Começa a dar muito nas vistas a forma como Porto e Benfica estão a ser levados no andor (três+um; os de campo e o VAR, para o andor ir equilibrado) num andor ou ao colo; o Benfica podia utilizar o elaborado pensamento dum ex-presidente do Sporting, mais ou menos, isto: "aqui dão-nos mimo, beijinhos e cafunés, levam-nos ao colo na Europa (e na Taça da Liga) dão-nos pontapés na incubadora".

O Desportivo das Aves, o que se passa Inácio? Seis jogos, cinco derrotas, dezoito golos sofridos [mas o triplo dos golos marcados que um dos sétimos classificados (nem tudo é mau)].

Reguardando os chiffres, 5

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Era abominável! Tudo ia tomando o aspecto de uma conjura, de uma maldade gratuita

Que dizer da jornada cinco?

O Sporting, primeiro jogo de Leonel Pontes, empatou no Bessa num jogo em que os axadrezados foram mais que panteras, foram pantufeiros, pareciam a encarnação do Canelas (do outro lado do rio Douro) porrada, porrada e mais porrada, no final, o capitão leonino expulso e um empate (dadas as circunstâncias não foi nada mau).

No Algarve, outra encarnação, desta vez de Lucílio Batista, bola no peito do capitão de Portimão foi penalty, o jogo ficou 2-2, na verdade, como o Porto beneficiou da promoção (admitida, diga-se) do pague dois golos e leve três, vitória para os nortenhos.

Destaques pela positiva dois jogadores, um deles, André Santos, reentofou (estava a falar muito de carnes encarnadas, o que é, duplamente, mau) Morais, maravilhoso golo de livre directo, o outro Fábio Martins do Famalicão, exibição muito consistente com dois golos marcados.

Umas palavras  sobre as competições europeias.

A maior desilusão, Benfica, esmagado em casa pela equipa do pote 4, sem nenhum golo marcado por jogadores portugueses, num clube que tem (recentemente) a formação como bandeira.

Mal, Vitória de Guimarães, derrotado em Liège por 2-0.

Assim-assim, Sporting, má a derrota com o PSV, 3-2, boa (a espaços) a exibição leonina, muito bom, os dois golos marcados fora, ambos por jogadores portugueses.

Bom, a vitória (com dois golos brasileiros) do Porto no Dragão e a estreia do "young boy" Fábio Silva, fez 17 anos há dois meses.

Muito bom, a vitória do Braga de Sá Pinto, depois de ter eliminado o Manchester City de Mancini (que nesse ano seria campeão) Sá repete a gracinha e vence com um golo português de Ricardo Horta.

Como o nome da "mayor" de Wolverhampton é Claire Darke, diria que este jogo foi mais "Claire" para Sá Pinto e mais "Darke" para Nuno Espírito Santo (e Jorge Mendes).

Reguardando os chiffres, 4

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E lembrar-me de que ainda ninguém sabe o que vai passar-se!... Nem mesmo eu...

Lembrar-me.

Lembrarmo-nos.

Leio o que se foi escrevendo aqui.

Agora dizem (dizemos) todos:

"Já estávamos à espera..."

Estávamos à espera de quê?

De sermos roubados (perdão, furtados) de sermos mais furtados (não deixo de notar a ironia da semelhança fonética e gráfica entre fruto/fruta e furto; voucheirados?) que nunca? De sermos o único clube desde que o futebol começou a ser disputado, oficialmente, que é primeiro num campeonato, que joga em casa e apesar disso sofre três supostos penaltys em casa, é inédito, nem no campeonato da Jamaica há memória de um acontecimento igual.

Aconteceu na república portuguesa no tempo de Marcelo Rebelo de Sousa, presidente da república, Ferro Rodrigues (diz-se sportinguista) presidente da assembleia da república, António Costa, primeiro-ministro, Fernando Medina, presidente da câmara municipal de Lisboa, Fernando Gomes (não é o bi-bota) presidente da federação portuguesa de futebol, Fernando Santos, seleccionador nacional e Pedro Proença, presidente da liga, o árbitro de/em campo foi um tal Pinheiro (não tenho paciência para ir pesquisar os VARios que o deviam ter ajudado [ou que tentaram ajudar e não conseguiram, será que algum dia teremos acesso aos áudios? desesperadamente, diziam-lhe "vai ver" "não foi penalty" "teimosamente o tal Pinheiro nunca foi ver as imagens; como dizia Ivone Silva: "com um vestido preto, nunca me comprometo"]

Nota: as referências político/desportivas são para memória futura, como gostam de aparecer nas vitórias é bom que sejam recordados em episódios que envergonham o futebol português.

"Já em largo oceano navegavam", como dizia o outro (zarolho, como eu).

Eu sei, isto é uma análise da jornada, da jornada quatro.

Parabéns aos forasteiros, muito ajudados, ao Rio Ave e ao Benfica (grande Benfica, vencer fora com dois auto-golos) assim aconteça na "Champions".

Parabéns ao Porto, vencer em casa contra nove; uma táctica a aplicar na Liga Europa, obrigarem os adversários a jogarem só com nove.

Quanto ao resto, o lamento pelo despedimento dos treinadores do Paços de Ferreira, do Torre de Belém Futebol Clube (grande Silas, não merecias sair pela porta pequena) e de Marcel Keizer (escreverei, detalhadamente, sobre este assunto).

Por último (mas não menos importante) um grande abraço para Famalicão.

Primeiros (apesar de tanta batotice) é obra.

[faz lembrar o ciclismo, o Acácio da Silva, camisola amarela na volta à França, entretidos a roubar o Sporting, ninguém se lembrou de roubar o Famalicão]

Reguardando os chiffres, 3

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Ele ria! Bebia, enchia o seu copo e o do companheiro, cujos olhos começavam a embaciar-se.  

Ontem (não tenho vergonha de o confessar) chorei.

Chorei de alegria, chorei pelo "meu" Sporting, chorei pelo Sporting "do meu pai", está a viajar e quando voltar a Portugal (tem mais de 80 anos e, obviamente, não está em Novi Sad ou em Naissus a "ver" os resultados do Sporting no telemóvel Nokia com mais de quinze anos) chega amanhã, sei que lhe vou telefonar, que lhe vou dizer que estamos em primeiro no Campeonato (é assim que ele e eu lhe chamamos) sei que vai fingir que não sabia, sei que me vai dizer, qualquer coisa do género: "tem calma filho, estamos na terceira jornada"; sei tudo isso, sei, também, que queria muito que ele voltasse a ver o Sporting, o nosso Sporting, campeão.

Sei que (infelizmente) nem todos os sportinguistas querem o Sporting campeão, uns porque embirram com o presidente, outros porque embirram com o treinador, outros porque embirram com os colegas de blog, outros porque embirram com os comentadores, enfim, há um batalhão de sportinguistas à espera dum empate, duma derrota para dizerem: "eu não te dizia?"

(espero que não me digam [pelas razões que apontei atrás])

Ora bem, terceira jornada (tal como tinha previsto, sou um optimista, não é, Edmundo?) Sporting em primeiro.

Quatro clubes sem derrotas, quais serão?

Benfica? Não. Porto? Não. Braga? Não. Paços de Ferreira? Não. Vitória FC (Setúbal)? Não.

Famalicão. Vitória SC (Guimarães). Boavista e Sporting. Sim.

Os dois últimos já foram campeões, talvez, os mais fortes deste campeonato.

Na próxima jornada o Vitória SC vai ao Dragão, o Boavista vai ao Jamor (e não é a final da Taça de Portugal) e o Famalicão vai a Vila das Aves defrontar Inácio; provavelmente, no final da próxima jornada o Sporting será a única equipa sem derrotas.

Passo a passo, um jogo de cada vez, um objectivo em cada jornada.

Destaques desta jornada pela negativa; o VAR, o Benfica, o Aves e o Marítimo

Destaques desta jornada pela positiva; Sporting, Porto, Gil Vicente (em três jogos, venceu o Porto e empatou com o Braga, é obra), Tondela e, claro, o Famalicão que partilha com o Sporting o primeiro lugar do pódio.

Reguardando os chiffres, 2

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"Os bolos pertencem aos que se dão ao trabalho de os agarrar"

Na semana passada estávamos assim.

Esta semana após um jogo que liderámos desde os dezasseis minutos somos terceiros, atrás do, surpreendente, Famalicão e do clube que vendeu um jogador por 126 milhões (os meus desejos de melhoras para João Félix que continua, em jogos oficiais, sem golos, sem assistências e sem conseguir completar um jogo, tanto na selecção de Fernando Santos como na equipa de Simeone).

Na próxima jornada o Benfica joga em casa com o Porto, o Famalicão desloca-se a Guimarães, o Sporting vai jogar a Portimão.

Imaginemos que os astros estão todos alinhados, o nosso clube, a nossa Fé pode terminar a terceira jornada isolado no primeiro lugar; se isso acontecer, a acreditar naquilo que tenho lido por aqui (não estou a pessoalizar nem a impessoalizar nenhum autor deste "blog") e por ali, a solução é só uma (são duas): despedir o treinador, demitir o presidente.

Destaques desta jornada, o hat-trick (verdadeiro) de Zé Luís. A anulação pelo VAR do segundo golo do Benfica; dura lex sed lex, aquele lance tinha tudo para resultar num golo legal.

Destaque pela negativa para o Paços de Ferreira que foi derrotado em casa pelo Benfica Santa Clara dos Açores.

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"Pois que, assim como assim, o seu destino não estava fixado"  

 

Ora aí está, o primeiro post, de 35.

Uma série. Espero que termine com o Sporting campeão, a ver vamos.

O título é inspirado em dois senhores, o Sr. Estudante, recentemente, falecido, com quem aprendi muito sportinguismo, um leão que conheceu Peyroteo, Jesus Correia, Yazalde e outros dos nossos grandes. Disse-me uma frase relacionada com o Sporting que se aplicava que nem uma luva àquele contexto: "Pedro, eu não ando aqui a ver passar os comboios"; o Sr. Simenon que não tive o gosto de conhecer, pessoalmente (agora já vou tarde) mas apreendo-o através das palavras que nos deixou em vários livros, especificamente, neste: L' homme qui regardait passer les trains.

Reguardando, uma mistura de olhar em francês, com voltar a guardar, em português, chiffres, números, em francês, uma análise, um olhar, sobre cada uma das trinta e cinco jornadas.

Depois desta introdução, aborrecida, preocupante e chata, vamos ao que interessa.

O grande destaque desta jornada vai para o Famalicão, o único clube a conseguir três pontos fora de casa, no campo do Benfica do Santa Clara dos Açores.

Podemos, também, destacar o Sporting, foi o único clube a empatar fora de casa com golos. Recuperou.

Aos oito minutos o Marítimo tinha três pontos, quando o jogo acabou o Marítimo tinha, apenas, um, perdeu dois e o Sporting conquistou um, queríamos três? Claro que que sim, se calhar, o Porto, também, não queria perder com o Gil Vicente e, também, não queria estar a levar com três batatas no Dragão, nem ficar fora da Champions, as coisas são o que são.

Balanço da primeira jornada.

Cinco equipas com três pontos, lideradas pelo Famalicão, a única a vencer fora.

Seis equipas com um ponto, lideradas pelo Sporting, a única a empatar fora com golos.

Sete equipas que não pontuaram, entre as quais o Rio Ave e o Guimarães que só jogam no dia 8 de Setembro.

Nós e os laços

Minuto 22, ontem, na Luz: Passe errado de De Tomas obriga Samaris a travar Tanque em falta. Livre para o Paços (do Record).

Aquilo que não nos dizem é que foi a segunda jogada cortada em falta por Samaris com os jogadores do Paços bem lançados para a baliza vermelha; o resultado estava em zero a zero e Samaris tinha de ser expulso neste lance. O jogo podia terminar na mesma 5-0 mas se os árbitros começam já a fazer vista grossa na primeira jornada, estamos mal, muito mal.

Dois jogos, dois jogadores expulsos nas equipas que defrontam o "Glorioso", ontem um penalty desbloqueou o 1-0 e uma expulsão desbloqueou o 2-0 e nós lá vamos, cantando e rindo, atirando pedras ao Keizer, levados, levados, sim.

"Preocupa-te mas é com nós" dir-me-ão. Estou preocupado (e chateado, também) mas não nos embrulhem logo na primeira jornada, com um lindo papel de lustro vermelho brillhante e um laço branco a condizer.

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