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És a nossa Fé!

E se corre bem?

Sei que ainda faltam duas jornadas para o fim do campeonato, mas se no cimo da tabela as coisas estão definidas, na cauda ainda há muita coisa para decidir. Seja como for e tendo em consideração a vitória de ontem no jogo e consequentemente no campeonato sinto que é a hora de fazer um balanço, obviamente muito pessoal, desta época leonina.

Realisticamente o Sporting ganhou esta época dois títulos ou se preferirem um troféu e um título: a Taça da Liga e o Campeonato Nacional. Para uma equipa quase destroçada não foi pouco. Ruben Amorim entrou em Alvalade já tarde na época 2019/2020, mas ainda a tempo de perceber com que ingredientes iria trabalhar no futuro. Na conferência de imprensa da sua apresentação o treinador pergunta: “E se corre bem? O que podemos mexer com esta gente…”

E correu bem… Como foi então possível? Eis as minhas razões:

Liderança – Ruben Amorim desde cedo soube transmitir aos seus jogadores as suas ideias, não de forma impositiva, mas sendo um verdadeiro pedagogo;

Crença – Acreditar no seu trabalho é meio caminho andado para a vitória e deste modo o treinador do Sporting mostrou sempre muita crença;

Conhecimento – ter sido jogador é sempre um factor a somar, pois percebe os sentimentos de quem está no campo;

Visão de jogo – quantos jogos o Sporting esteve em desvantagem e conseguiu superar o adversário após alterações, provando deste modo que saber ler o jogo é muito importante;

Comunicação – o modo que Ruben Amorim arranjou para se bater com os jornalistas semanalmente tornou-o num mestre de comunicação. Jogo a jogo foi sempre a fórmula correcta, não criando com isso anseios desmedidos;

Querer – a maneira como o treinador leonino festejava os golos leoninos mostrou a força e o querer que havia na sua alma;

Humildade – o assumir alguns dos erros da equipa (por exemplo contra o Marítimo que culminou na eliminação do Sporting da taça de Portugal) mostrou quão importante é percebermos onde erramos, libertando com isso responsabilidade dos jogadores.

 

É assim de Ruben Amorim a maior quota parte dos sucessos leoninos. Sem este verdadeiro líder de homens, provavelmente, nenhum sportinguista estaria hoje tão feliz.

Agora basta manter a atitude!

Incongruências

O que leva um árbitro a deixar que uma equipa distribua "fruta" de criar bicho e mostre um amarelo ao Palhinha logo aos nove minutos, numa jogada igual a tantas outras contra nós que nem falta o homem marcou?

O que leva o Porro a deixar o Rúben Vinagre (bom jogador) ir por alí abaixo sem fazer falta, talvez temendo um amarelo e depois leva o mesmo amarelo por protestos? Na primeira poderia ter evitado o golo, na segunda não evitou nada...

O que faz o Sporting andar a passo nas primeiras partes dos jogos e depois a correr atrás do prejuízo nas segundas partes?

O que me faz a mim andar preocupado com o facto de Jovane se ir embora, se o rapaz falha a cinco metros da baliza?

Porque é que a gente viu um penalti ser assinalado sobre o Rafa (Benfica) na jornada anterior e não vimos ser assinalado outro, do tamanho dos Jerónimos, sobre o mesmo Jovane, mesmo ao cair do pano?

já agora, para quê dizer que levamos seis de avanço, se na realidade para aquele adversário são apenas cinco?

De todas as finais que faltam até final, passe a redundância, duas são com Braga e Benfica. Basta tropeçarmos nesses...

Não é só dentro de campo

Não é só dentro do campo que os miúdos (há aqui no blog gente da estatística que num instantinho fazia a média de idades dos que estiveram ontem em campo em Tondela) dão cartas.

A começar pelo treinador, ele próprio um miúdo, que dá lições na arte de bem comunicar (e de mexer na equipa) e a acabar noutro miúdo, o Neto, que celebra no banco como se fosse ele a marcar o golo que dá a vitória, obtido por um miúdo junior a quem pedem que faça de Paulinho, de Luis Phelipe ou de Ronaldo... e o prazer que é escutá-lo na entrevista rápida, sem caganças, humilde mas assertivo, com a lição bem estudada. Quase tão adulto como o Neto, o miúdo que é o "avô" daquela maltinha.

A passos de formiguinha, nem sempre pelo caminho certo mas nunca perdendo o rumo, os putos lá vão demonstrando que merecem fazer parte do grupo dos grandes. E quando a coisa está preta, o timoneiro faz os cálculos e traça o melhor rumo. Tratando todos como obreiras, cada um com a sua tarefa em prol de um objectivo comum, servir a equipa, o colectivo, o clube; Sem vedetismos, pés bem assentes na relva e uns cortes pelo ar quando é preciso.

Às vezes não jogando bem, como ontem, como no jogo anterior, mas meus amigos, no final do dia o que conta são os três pontos no bornal. No início da próxima época, em Julho praí, ninguém se lembra se jogávamos bem ou mal, se ganhámos por um ou por mil (bom, se ganhássemos por mil nunca o esqueceríamos), o que fica para a história são os pontos alcançados e o lugar obtido.

Quantas vezes não dissemos que os campeonatos se ganham não perdendo pontos com as equipas tidas por mais fracas? E com maior ou menor nota artística, o que importa é que o objectivo tem sido atingido. Com pontos é que se ganham campeonatos, não com vitórias morais.

Como diria a tia-avó da minha mulher, referindo-se ao filho, um Leão dos quatro costados e meu grande amigo, que evoluia majestoso no empedrado lá da terra pela Associação Desportiva da Madalena, há quase cinquenta anos, "o mê Chico é ca cabeça e tudo!"

O espírito tem que ser esse. 

Azia? Anti-ácido!

Um tal de Oliveira, que leva um ror de golos à conta de penaltis manhosos, foi hoje o porta-voz da equipa do Porto. Se calhar porque não lhe calhou o tal penalti da ordem (às vezes dois), o chavalo estava chateado na flasheinterviu. Que ganhámos a champions e o carago, dizia ele com sotáque du nuorte, mas esquecendo-se que a única oportunidade de golo foi nossa, do Sporting. E a seguir veio o Ceição, que pelo seu desejo, à hora a que escrevo isto, ainda o jogo durava... "Que fomos melhores, que merecemos ganhar, que o Soares Dias deveria estar no campo e não em Oeiras, que o jogo deveria ter mais meia hora pelo menos"... Tenham tino cuaralho, vocêses, sem o penaltezinho da orde, num valem a ponta dum corno!

Como eu disse em postal anterior, cara a cara num são hómes pra nós, cralhes!

Por sorte, são apenas três pontos

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São apenas três pontos, os que iremos disputar no próximo sábado no Porto.

Quer isto dizer que se o jogo nos correr mal, apesar de tudo só perderemos três pontos.

Não haverá penalti que marquem a favor deles que dê mais do que isso. E como sabemos que para o lado deles os penaltis caem que nem figos maduros, com estrondo; À pála deles, dos penaltis, têm pelo menos 16 pontos a mais no seu pecúlio, conforme podem ver na imagem que o Ricardo Roque desencantou não sei onde e que demonstra bem a importância dos penaltis para o lugar que ocupam na classificação. E isto chorando baba e ranho de que têm sido prejudicados. Olha, se têm sido beneficiados, onde é que já não iriam. Vai daí até teriam mais pontos do que os vinte jogos disputados dariam...

Atrevendo-me a meter foice em seara alheia, eu aconselharia Amorim a dar gás ao meu amigo Jorge Vital para que o Adán não fizesse mais nada até sexta à noite que não treinar a defesa de penaltis.

Porque, como diz o povo, só se for à falsa fé, porque cara-a-cara, não têm jogo para nós. E se não ficaram ontem a 12, ficarão a 13! Ou a 10, ou a 7. Estarão longe, de qualquer forma. Só dependerá da banca dos chocolates e da fruta.

E nós dependemos apenas de nós próprios, trilhando o nosso caminho, step by step...

O amor é lindo

"É engraçado verificar que o Sporting ainda não pagou o Rúben Amorim, e a quem é que vai comprar o Paulinho? Ao Braga, que é o clube que sabe a dificuldade que tem tido receber do Sporting. E aí, tenho de tirar o chapéu ao Salvador, que, não tenho dúvida nenhuma que, a seguir ao Pinto da Costa, e por muito que me tenha metido com ele e ele comigo, não tenho dúvida que, a seguir ao Pinto da Costa, é o melhor presidente que há em Portugal. O que ele conseguiu fazer do Sporting de Braga, e não vamos falar das comparações com o Sporting, não há comparação possível… Mas é uma equipa respeitada, que conta, muito interessante, e ele tem mérito nisso. Esta venda do Paulinho, apesar de ter a certeza absoluta que ele o queria manter até ao final da época, estas verbas envolvidas num jogador de 29 anos, que o Salvador sabia que no final da época sairia, quando chegaram a estes valores , ele sabia que nunca iria receber mais no fim da época… Tenho de dizer: Brilhante."

 

Poderia ter sido eu a escrever algo semelhante. É um facto que Pinto da Costa transformou o seu clube, de um clubezeco que se borrava todo assim que passava a ponte da Arrábida para sul, num grande clube a nível nacional e internacional. Eu escreveria isto, mas não me esquecia de mais de trinta anos de vigarices, café e chocolatinhos e de profissionais do sexo, de roubos de igreja, de pagamento de favores, de viagens de férias a árbitros e outros agentes do futebol e não só, do favorecimento de agentes do poder judicial e por aí fora (vai chegar aqui um azeiteiro ou outro e dizer que ganharam na Europa e no Mundo e a resposta vai antecipada, para não me chatearem a molécula: Com o dinheiro ganho com vigarice, deu para fazer excelentes equipas e ganhar. Se quiserem eu depois explico melhor). Resumindo, vigarizando os resultados, dentro e fora de campo.

O trolha transformou o Braga também, é verdade. E também é verdade que muito à custa do Sporting, com quem fez negócios leoninos em que não me lembro de termos saído por cima e muito, muito, à custa de Jorge Mendes, que é quem efectivamente manda naquilo, não serão precisos grandes dotes sherlockianos para se lá chegar. Não compra a arbitragem, nem distribui chocolates e fruta, que se saiba, mas a influência de Mendes, a sua teia de influências tem sido suficiente para manter o Braga a um nível que não sonhariam os braguistas há uma dúzia de anos.

Eu só não escreveria isto, se pudesse ser comparado com ambos e inevitavelmente sair mal no retrato. Falar do Paulinho e da saída a custo zero no final da época para elogiar um ex-par e esquecer André Carrillo, ou é ingenuidade, ou Alzheimer, já que o que aconteceu com este foi no Sporting e não foram seis meses, foi um ano a receber sem jogar, para acabar por sair sem o Sporting nada receber. E isto terá acontecido ao Braga duma forma e ao Sporting de outra, porquê? Já expliquei lá atrás, Mendes! Que foi diabolizado (e com alguma razão não o nego) e é hoje idolatrado, porque ele e o Braga do trolha são uma e a mesma entidade.

 

Eu também não gosto da presidência actual do Sporting, mas isso não faz com que eu esteja aqui todos os dias a zurzir nos seus membros, presidente incluído. Houve tempo, durante a época passada, em que se tornou urgente a realização de eleições. Por razões várias, entre elas a pandemia e outras duvidosas que não me interessa agora aflorar, não caiu a direcção. Esta época as coisas estão a correr bem e mesmo que haja muitos aspectos que continuem precisamente na mesma, ou seja mal, a equipa está a fazer uma época a todos os títulos notável e é obrigação de todos os sportinguistas remarem todos para o mesmo lado. A Liga dos Campeões é o objectivo primeiro, o título é o mais ambicionado e não é andando a dar bicadas diariamente nas redes sociais, que ajudamos a atingir estes objectivos.

Um pouco de contenção, precisa-se.


 

Balancete

Terminamos esta primeira volta com números estratosféricos (para utilizar um termo na moda e demonstrar que estou actualizado).

Amorim está a liderar uma verdadeira revolução no Sporting. Não sei se o próprio imaginaria estar nos píncaros nesta fase do campeonato, provavelmente não, mas o que é certo é que está!

É portanto normal que grande parte da massa adepta tenha hoje o título no pensamento. A euforia é muita mas convém, como diz o treinador, ver a coisa jogo a jogo porque não estamos a onze pontos do segundo, estamos apenas a seis.

A competência demonstrada por técnico e jogadores é visível e traduzida em pontos (nem sempre assim acontece...) e o patinho feio Coates e o mal-amado Neto fazem hoje parte da defesa menos batida do campeonato, de uma equipa que se apresenta com um goal average de +27, coisa que nem nos sonhos mais húmidos qualquer sportinguista imaginaria quando a época arrancou e pouco tempo depois levámos uma banhada do Linz em casa.

A coisa está bem, portanto. Estaria melhor se não houvesse mãozinha "da reaça" (poderíamos ter mais 4 pontos e quase o pleno de vitórias) nos jogos em casa com o FC Porto e fora com o Famalicão, mas é o que é, faz parte deste futebolzinho tuga, que consegue ser campeão europeu e em simultâneo não ter nem um fiscal de linha na prova que apura esse mesmo campeão.

A questão agora é esta, tão simples que até eu consigo formulá-la: Se isto for tudo por água abaixo (cruzes, canhoto/lagarto, lagarto/o diabo seja cego, surdo e mudo/ nock, nock na madeira), que não irá, aposto dobrado contra singelo, aquela rapaziada que desdenhava do Amorim e agora publica os mémés ( ) por tudo quanto é rede social a cascar na lampionagem, vai reconhecer que o rapaz até percebe da poda, ou irá trucidá-lo?

Convém não esquecer que o grande objectivo para esta época é alcançar a Liga dos Campeões. Se lá chegarmos, estará cumprido.

Por agora, meia volta volvida, o balancete é positivo.

Com Paulinho, que me parece ser um acrescento e é agora o melhor ponta-de-lança do Mundo, para a semana há mais e o carrossel volta a rolar. Venham de lá outros tantos pontos como os da primeira volta. Eu acardito!

Um a zero: Três ponta!

E de repente lembrei-me do narigudo antigo treinador do clube ali do outro lado da rua, que foi campeão com uma carrada de jogos ganhos com resultado de 1-0.

Quando lhe perguntavam "então, mister só ganhou por 1-0?" ele respondia com a mesma calma, sempre, "um a zero, dois ponta".

E a verdade é que foi campeão. Por um ou por meia-dúzia, a vitória vale sempre três "ponta". Que venham muitas!

 

E já agora, um feliz Natal para todos e um ano, para o ano, que este não conta.

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