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És a nossa Fé!

Que tédio

Sair pé do mar, num domingo à nôte para ir assistir a um jogo de bola, fazer para isso cerca de 100 km, pagar 5,80€ de portagem e regressar devagarinho porque chovia que Deus a dava (a 60 km/h quase todo o caminho), para quem estava ali mesmo à babuje do estádio, por enquanto, que o hábito ainda não está enraizado, é um grande incómodo.

Mas como quem corre por gosto não cansa e eles até se portaram lindamente na quarta-feira, lá saí eu de casa (eu e mais 26 mil e qualquer coisa, muito poucos) e a que é que assisti? A uma pasmaceira de jogo.

Assisti a um jogo sem cartões amarelos para nenhum dos nossos (coisa nunca vista esta época, parece-me), nem sequer para os rapazes de Vila do Conde, com apenas 30 faltas (19 nossas e 11 do Rio Ave), sem um único caso para amostra, um penálti indiscutível e indiscutido, uma equipa que calmamente chegou ao 3-0 e depois descansou, que fez uma exibição tão certinha, tão certinha, que o momento de êxtase que quase esteve para acontecer, o inevitável golo do adversário, foi evitado in extremis pelo Renan, que não sei o que lá esteve a fazer, sinceramente, o Kaizer é um nabo, p'ra quê guarda-redes?

E assim se passou mais uma jornada, sem nada a acrescentar, sem se poder dizer mal do treinador, sem cascar no Gudelj, sem azucrinar as orelhas do Wendel. Até as claques hoje se portaram bem. Até houve hola, até houve luzinhas. Que pasmaceira...

Vá lá que o Braga perdeu, única nota dissonante nesta jornada.

Parece fácil

Já por aqui se tem falado muito deste plano de ataque aos jogos, por colegas e comentadores. Basicamente, é marcar cedo, para acabar também cedo com as veleidades dos adversários e com alguma manha dos senhores do apito.

Hoje o Sporting conseguiu quase tudo isso. Marcou cedo dois golos, aos 10 e aos 11 minutos, prescincindo daqueles começos "entusiasmantes" dos últimos jogos em que dava a iniciativa ao adversário, resistiu quase sempre bem à resposta com bastante qualidade do adversário, mas não deixou de sofrer o golinho da ordem e de andar de aflitos no final do primeiro tempo, com uma bomba na barra.

Aquilo até teria sido mais fácil se tivéssemos jogado com ponta-de-lança e com dois centrais, mas pronto, nove contra onze e 2-1no final do jogo seria um belo resultado. Depois um algarvio distraiu-se (parece-me que Capela também, já que assinalou penálti) e cometeu falta sobre B. Fernandes, outra vez o nosso melhor, que aproveitou para fazer o terceiro.

Um jogo sem história. Como eu gostaria de ter visto muito mais jogos sem história como este...

Santa Clarividência

De nada adiantará o bom resultado/futebol jogado de ontem se no domingo não vencermos o Santa Clara.

Há 14 anos, também vindo de uma derrota na jornada anterior, o Sporting recebeu e venceu o Boavista por uns concludentes 6-1 (estava lá!). Tudo parecia estar bem novamente até que, na jornada seguinte, em Aveiro, o Sporting deixou fugir 2 pontos ao cair do pano.

O Santa Clara está a ser uma muito boa surpresa neste começo de Liga (basta recordar que na nossa liga dos prognósticos foi a equipa com maiores apostas para descer) e, por essa razão, teremos de levar bastante a sério o jogo do próximo domingo.   

Já merecíamos isto

Finalmente um joguinho em que não saímos de Alvalade com o credo na boca. Já merecíamos, aqueles que continuam a ir ao estádio apoiar a equipa e hoje com um frio a que já não estávamos habituados.

Começaram bem os rapazes, que logo na primeira jogada poderiam ter aberto o marcador, mas rapidamente entraram na modorra costumeira, mesmo depois de terem apanhado um susto com uma bola dos boavisteiros no ferro, mas o certo é que os visitantes não conseguiram fazer mais do que isso. Este Boavista é nitidamente inferior ao da época passada, mas também é certo que nos últimos jogos havia sempre marcado fora e hoje, por mérito dos nossos rapazes, não o conseguiu.

Quando Nani fez o primeiro da noite, o golo já se adivinhava, uma vez que hoje se viu talvez o melhor futebol praticado esta época pelo Sporting, com Nani, Montero e Acuña, um trio virado completamente para a frente, muito bem secundado por Diaby.

O segundo e o terceiro e mais alguns que ficaram por marcar, apareceram naturalmente, fruto do futebol agradável que foi praticado.

Tudo está bem quando acaba bem, mas não posso deixar de me interrogar sobre a substituição de Acuña (que se percebeu estar tocado) por Bas Dost (regresso saudado efusivamente a que me associei), para de seguida sair Montero para a entrada de André Pinto, ficando em campo três centrais. Quando o resultado estava 3-0 e quando estava em campo O ponta-de-lança, é impressão minha ou Montero, o nosso melhor esta noite, deveria ter continuado em campo? Seria complicado, a ganhar por três golos, continuar apenas com três defesas e proporcionar municiamento ao holandês? Eu sei que em dia de "festa" não fica bem criticar, mas que diabo, um "gajo" que enfrentou toiros, tem medo de quê?

 

Os deuses devem estar loucos

Ora vejam se não é verdade:

Marcámos muito cedo, o que não tem sido hábito;

Jovane entrou de início, o que quer dizer que Peseiro ouviu o coro de gente que reclamava a titularidade do jovem;

Montero marcou e fez um belo jogo (o melhor em campo, para mim);

E por fim, Petrovic fez um jogo memorável (atendendo a que é Petrovic e a fasquia está muito baixa...), talvez o seu melhor jogo de verde vestido (o que vai obrigar o nosso colega Leonardo Ralha a retratar-se).

 

Até uma bola que poderia dar golo ao marítimo percorreu a linha de baliza e num ressalto foi morrer nas mãos de Salin.

E na CI, Peseiro, que deve ter recebido o recado do Pedro Correia, resistiu ao "ataque" dos jornalistas e não respondeu a qualquer pergunta sobre Nani.

 

Os deuses hoje estiveram loucos mesmo, em Alvalade. Que assim continuem.

 

Nota final: Concordo com Peseiro, estou farto de o dizer aqui, se quiserem assobiar que o façam no fim. Assobiar os nossos é ajudar o adversário.

{ Blog fundado em 2012. }

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