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És a nossa Fé!

Seria melhor?

Todos os jogos das duas últimas jornadas da Bundesliga (o campeonato da 1ª divisão alemã) têm forçosamente de acontecer no mesmo dia (de cada jornada) e à mesma hora, a fim de evitar manipulações, ou outras manobras desonestas. Sendo o campeonato português tão cheio de polémicas, quanto a arbitragens e serviço de interesses, não seria melhor seguir pelo mesmo caminho?

Hoje giro eu - Selecção: a ponta do iceberg do futebol luso

Portugal é campeão da europa de futebol e tem os melhores jogadores do mundo em futebol, futsal e futebol de praia. Factos destes deixam felizes os portugueses e, em particular, a Federação Portuguesa de Futebol, mas reflectirão o verdadeiro nível global do nosso futebol, e o seu peso social e económico, à escala europeia e mundial? 

 

Em contrapeso, Portugal ocupa a sétima posição no Ranking UEFA de clubes - onde só está representada a elite do futebol luso -  e tem vindo a descer, perdendo recentemente posições, primeiro para a França, depois para a Rússia, facto que nos custou já um lugar na Champions. Adicionalmente, um estudo da Associação das Ligas Europeias Profissionais coloca a nossa 1ª Liga apenas em 12º lugar no que respeita a média de assistências nos estádios, com um número médio de 11838 espectadores, onde só Benfica, Sporting, Porto e Vitória de Guimarães têm assistências superiores a esse valor. Por outro lado, no referido estudo apresentado em Janeiro deste ano, a nossa 2ª Liga encontra-se na 46ª posição (em 47 alvo do estudo), com médias de assistências inferiores a 1000 espectadores por jogo. Paralelamente, ontem soubemos que os árbitros principais e os árbitros auxiliares portugueses não estarão representados no Mundial de Selecções, não constando de um elenco que inclui 99 árbitros provenientes de 46 países.

 

Estamos perante uma enorme divergência de dados, onde se nota uma gradual perda de competitividade interna que parece estar mascarada pelas competências e experiência que os nossos principais futebolistas têm vindo a adquirir externamente e que têm contribuido para o sucesso internacional das nossas selecções.

 

Perante estas duas realidades paralelas, como podem as autoridades competentes ajudar a construir o novo edifício do futebol português? A ideia que me dá é que o nosso futebol necessita urgentemente de maior equidade entre as equipas (a negociação em bloco dos DireitosTV teria ajudado a isso), maior transparência (é só estar atento às televisões, jornais e blogues, faz falta um Código de ética que vincule todos os agentes desportivos), mais e melhor formação de árbitros, uma maior promoção do espectáculo desportivo e regras que garantam a defesa do jogador made-in Portugal e que assegurem a continuidade do trabalho feito na Formação. Em suma, uma muito melhor Organização, que dê resposta às alterações demográficas, sociais, culturais e económicas do meio envolvente, assegurada por verdadeiros decisores e estrategos que saibam pensar o futebol nas suas multiplas vertentes.

 

Eu noto muito pouco a ser feito ao nível das reformas que se impõem e, principalmente, não vejo acento tónico na assumpção de erros e na necessidade de mudança. Quem passa a vida a resistir à mudança, um dia acaba por ter de resistir à extinção. Têm a palavra a FPF/ Liga de Clubes/ APAF e outros agentes do fenómeno desportivo, sem esquecer o papel do governo e do poder judiciário, este último enquanto segunda derivada da garantia do cumprimento das regras, que deveria, em primeira mão, ser assegurado por Federação e Liga.

 

Nem me passa pela cabeça

Nem me passa pela cabeça que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que no início da época fez uma vistoria exaustiva ao estádio António Coimbra da Mota e validou a sua utilização para as competições desportivas da temporada, venha agora punir o Estoril por alegadas deficiências estruturais nesse mesmo esse edifício, entregando de bandeja os três pontos ao FC Porto num jogo em que esta equipa perdia ao intervalo.

Já vimos quase de tudo no futebol português. De putativas "vitórias na secretaria" como esta ainda não. Tenho esperança que continuemos sem ver.

Hoje giro eu - É galo !!!

O antigo presidente do Gil Vicente, António Fiúza, desfere hoje, em entrevista ao jornal Record, um ataque sem quartel ao actual presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença, e não só. Entre as principais críticas, destacam-se estas:

  • "Pedro Proença é um pau-mandado da Olivedesportos"
  • "Esta gente não é séria"
  • "Este homem não tem carácter"
  • "O presidente da Liga é uma pessoa muito maleável, é falso e traiçoeiro"
  • "Já viu que ele [Pedro Proença] com todos estes imbróglios de emails e de greves dos árbitros só diz ´nim`?"
  • "Tenta passar entre os pingos da chuva"
  • "Quem esteve no sistema há uns anos? Foi o FC Porto"
  • "O presidente do Benfica não quis ficar atrás e tentou entrar no sistema"
  • "O sistema tem rosto, mas ninguém tem coragem de o denunciar"
  • "E o Apito Dourado? E os emails? Somos uma República das Bananas"
  • "Esses cinco senhores (Madaíl, Amândio de Carvalho, Pedro Mourão, Frederico Cebola e Cunha Leal) faziam parte de uma máfia. Um deles recebeu 100.000 euros para salvar o Belenenses da descida"

Será que depois destas arrasadoras declarações sobre o estado do futebol português e o papel da Liga, tudo vai ficar na mesma? O Governo, as autoridades judiciárias, a Liga, a Federação, irão ficar a assobiar para o lado?

 

A Liga de Clubes organiza as competições profissionais. Estas, fazendo fé neste testemunho e no que se vai ouvindo e lendo por aí, enfermam, no mínimo, de promiscuidades, conflito de interesses e tráfico de influências. Na medida em que este ruído prejudica o produto a ser vendido, a Liga não pode continuar inoperante. Não se trata de abafar o ruído, mas sim de atacar as suas causas. Da mesma forma que não se combate um cancro repudiando a opinião científica expressa pelo médico seu mensageiro, também não se vá agora calar as vozes que se queixam da não integridade das competições. Investigue-se! A Liga e a Federação não podem continuar à espera de uma decisão da Justiça Cívil. A Liga, a montante, tem de criar um Código de Ética do agente desportivo e legislação em matéria de prevenção de conflito de interesses, tráfico de influências e promiscuidade que puna exemplarmente quaisquer tipos de violações nesta matéria. A jusante, através da sua Comissão de Instrução e Inquéritos, também tem poderes para instruir processos contra os infractores. Já a Federação tem mecanismos, através do Conselho de Disciplina, para levantar inquéritos e definir procedimentos disciplinares. O que é que o consumidor final do produto conhece sobre quaisquer iniciativas nesta matéria dos dois organismos reguladores do sector? Sem tratar das causas, não vale a pena estar a criar mecanismos para punir quem se queixa de desigualdade de tratamento, assim a modos como matar o mensageiro, ficando tudo na mesma.

Por outro lado, o que vemos é determinados dirigentes constantemente penalizados por "lesão de honra e de reputação", ou seja, a justiça federativa é relativamente célere em matéria de punir quem se queixa, eventualmente de uma forma desabrida e que ainda não consegue provar. Se vier a ser claro para todos que os motivos de queixa eram válidos o que irá fazer o CD da Federação? É que a recente divulgação dos emails vem pôr em causa a honra e a reputação de muito boa gente. O problema é que isso não parece constituir motivo suficiente para punir os envolvidos, em sede desportiva, o que contrasta com os castigos já entretanto pronunciados. Mandaria o mais elementar bom senso que, estando as competições sob o radar da desconfiança, se investigasse o "modus operandi" que os emails abundantemente indiciam. Mas, sobre isto, a Liga continua a não dizer nada e a Federação limita-se a enviar informação às autoridades judiciárias. Eu não quero acreditar que os "mais de 30.000 euros mensais" que Fiúza alega ser o ordenado de Pedro Proença o inibam de tomar as atitudes correctas. Mas, se se sente bloqueado, obviamente demita-se. Isso, sem dúvida, seria uma posição honrada e que contribuiria para a sua boa reputação.

Ética - Isto só vídeo!!

A casa do futebol português continua a ser construida pelo telhado. Esta semana, ficámos a saber pela boca do ex-árbitro Pedro Henriques que o VAR não tem acesso às linhas de fora-de-jogo. Alegadamente, devido a problemas técnicos relacionados com a falibilidade dos actuais sistemas existentes no mercado, disse o próprio.

Não sendo o vídeo-árbitro autónomo numa das acções onde a sua visão mais pode influenciar o árbitro, acaba por ficar dependente das imagens da transmissão televisiva, creio.

Assim, ficamos sujeitos a apreciações feitas em cima de imagens aonde não aparecem em simultâneo as 2 linhas laterais (Benfica x Portimonense), não aparece a linha de fora-de-jogo (Benfica x Braga) ou ficam escondidos jogadores (Seferovic no Benfica x Braga).

Antes de descarregarmos a nossa bilis na realização televisiva da Btv, ou fazer juízo de intenção sobre a seriedade do realizador, deveríamos sim concentrarmo-nos no essencial: a Liga de Clubes, um dos reguladores do nosso futebol, permite que um canal de clube transmita jogos, em directo e em exclusivo, do campeonato nacional, algo inédito nos principais campeonatos por essa Europa fora. Obviamente, tal situação coloca suspeição em matéria de conflito de interesses e, por isso não é seguida por quem pensa o futebol pelas suas fundações (práticamente, o resto do Mundo). Nesta conformidade - e atendendo ao que Pedro Henriques agora suscitou de ausência de meios do vídeo-árbitro - todo este problema é exacerbado por haver um VAR. Já não se trata da probabilidade maior ou menor de serem retiradas imagens comprometedoras e do seu eventual impacto mediático, o que está aqui em causa são decisões que afectam o resultado de um jogo, pelas decisões que são tomadas no campo.

Sou (e serei) um defensor do VAR desde a primeira hora, mas há coisas no futebol português que carecem de compreensão. A FPF fez um esforço financeiro considerável (1 milhão de euros), a fim de dar os necessários passos para garantir a integridade das competições. O que tem feito a Liga para efectivamente regular? De que forma o tem partilhado com a opinião pública? Se os clubes não dão as necessárias condições, legislando no sentido da ausência de conflito de interesses, o que é que as pessoas lá ficam a fazer? Não se demitem? O salário é bom? Depois deixam-se expostos os Veríssimos desta vida, ficando sempre a porta aberta para que se discuta interminávelmente e tudo fique como dantes, no quartel de Abrantes.  

Eu já tinha avisado (http://sporting.blogs.sapo.pt/etica-o-video-arbitro-e-a-realizacao-3406126)...

 

VAR3.jpg

Um escarro

De facto, a Liga cobre-se de rídículo e desacredita ainda mais o futebol português ao fazer aprovar articulados destes, com absurda menção à "saliva". Fazem-me lembrar a primeira vez que desembarquei em Macau, em meados da década de 80: por toda a parte, na ponte-cais, havia letreiros a dizer "favor não cuspir".

Que tal aprovarem também uma alteração ao regulamento disciplinar do campeonato proibindo expressamente a venda de droga por parte de directores de departamentos de "apoio aos jogadores"? Eu se fosse aos responsáveis do Sporting teria avançado de imediato com esta adenda. E queria ver o Benfica votar contra: dava-me algum gozo. Se é para brincar, brinquemos todos.

Quanto à interdição dos cigarros electrónicos, que de resto a legislação portuguesa já equipara aos cigarros tradicionais, não posso estar mais de acordo. Por maioria de razão, tendo o futebol a projecção social que tem, os agentes desportivos devem dar o bom exemplo.

Omisso

Vem no "MaisFutebol":

"A Liga de Clubes aprovou, esta segunda-feira, uma alteração ao regulamento disciplinar do campeonato que proíbe a utilização de cigarros eletrónicos na zona técnica.

A norma anterior não incluía os cigarros eletrónicos, embora fumar naquela zona já fosse proibido. O novo regulamento disciplinar prevê sanções para quem «fumar», «usar cigarros eletrónicos» ou «expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos».

Recorde-se que, este ano, o Sporting-Arouca ficou marcada por uma polémica envolvendo os presidentes dos dois clubes e em que se discutiu muito sobre o que aconteceu, de facto, no túnel de Alvalade.

À saída da reunião, Bruno Mascarenhas, diretor que representou o Sporting na Liga, condenou a medida, que foi proposta pelo Benfica.

«Isto é uma palhaçada, uma indignidade, que recebeu apenas a proposta favorável de Benfica, Arouca, Vitória de Setúbal, pelo senhor Paulo Grencho, e, em representação do presidente do Famalicão, veio um ex-jogador do Benfica que também aprovou a medida: João Tomás. Tivemos apenas votos contra de Sporting e FC Porto. Todos os outros assobiaram para o ar e abstiveram-se. Considero que isto é uma perseguição ao nosso presidente, Bruno de Carvalho, e esta aberração terá consequência jurídicas nos locais próprios», prometeu."

 

O peido está, portanto, omisso. Bruno, podes ainda mandar uns belos duns traques mal-cheirosos nas fuças de alguns!

Pelo menos por mais uma época...

Vamos lá meus senhores

"no caso de expressões dirigidas contra pessoas singulares ou coletivas, ou respetivos órgãos, integrados na Federação Portuguesa de Futebol ou na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, individualmente ou por representação orgânica, em virtude do exercício das suas funções, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de um e o máximo de quatro jogos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 5 UC e o máximo de 50 UC."

 

Extrato do artigo 158.º do regulamento disciplinar da liga Portugal.

Vamos esperar sentados, ou sai o castigo no mesmo dia que o do Jesus?

Lição da semana

A lição da semana é: a jornada europeia começa na jornada da Liga que antecede o jogo da Champions e só termina na jornada da Liga que segue ao jogo da Champions. E não vale a pena vir com histórias de mudança de "chipe". Não serve de nada ir jogar a Madrid como se fôssemos o Barcelona para depois vir jogar com o Rio Ave como se fôssemos o Feirense. Talvez a lição devesse já estar estudada para a próxima jornada europeia, que começa na sexta-feira: Estoril-Legia-Guimarães. Está bem que o Legia não é o Real, mas cada uma destas equipa é suficientemente chata para não poderem existir distracções.

Roupa velha

Bastou um empate, um apenas e na segunda jornada de um longo campeonato que acaba em Maio, para que a armada benfiquista viesse, concertada e em uníssono, reclamar contra a arbitragem. Dos tempos em que levados ao colo sem sequer sentirem qualquer pressão, pois os jogos estavam ganhos à partida, antes mesmo desta, agora com uma apregoada super equipa, cheia de mega estrelas, pelo menos pelos milhões que custaram são-no de facto, no primeiro jogo em casa, um jogo onde apenas havia a dúvida sobre a goleada a aplicar, viram-se sem perceber apenas com um pontinho. Pontinho oferecido pelo árbitro numa penalidade inexistente. Caiu tudo. Mal habituados foram em todas as direcções, acusando tudo e todos de serem os responsáveis por este incalculável e inexplicável tropeção. Esquecem-se que ao imitar o Porto dos anos 90, e sabemos que uma cópia é sempre mais fraca que o original, é também necessário, para além do já conseguido controlo dos men in black e dos diversos OCS, que a equipa pelo menos chegue à área adversária, para o penalti da ordem, e que de vez em quando acerte com um remate na baliza. Benfiquistas houve que em desespero psicológico, profundo portanto, até acusaram o nosso JJ (é lidar) de ser o responsável pela não utilização do peruano que lhes custou uns valentes milhões e que até agora apenas meteu em sentido o agora desvalido e desconsiderado Luisão, aquele central que serviu de ponto de referência para Liedson durante umas épocas.

A vida como ela é. 

 

O que para aí vem...

Ontem à noite, durante o programa Quinta Da Bola, de A BOLA TV, Fernando Seara afirmou: 

 

«Vai haver revoluções violentas no futebol português a todos os níveis. Do ponto de vista dos plantéis, das lideranças técnicas e dos clubes que vão participar nas competições profissionais»

«Repito, vai haver consequências práticas até final de junho!»

 

Resta-nos esperar para ver do que fala o ex-autarca, uma vez que fica no ar a ideia de que a época 2015/2016  pode não ter ainda terminado, existindo mesmo a hipótese de a classificação sofrer alterações.

Regresso ao Passado.

Ao longo desta época assistimos todas as semanas a uma estrutura bem montada e oleada que permitiu que o Benfica terminasse em primeiro lugar esta temporada. Os métodos como o conseguiu não são novos, tresandam a bafio, são a cópia mais que perfeita do Porto dos anos 90 e primeira década deste milénio. No Benfica estão orgulhosos de poder afirmar que agora qualquer treinador mediano, como o caso do actual treinador Rui Vitória, pode ser campeão. Tal como acontecia no Porto das escutas e apito dourado do passado. As personagens que hoje detêm o poder no Benfica são os alunos mais dedicados que os ainda dirigentes do Porto formaram. A estrutura que tanto falam é a mesma que tanto criticaram ao longo dos penosos anos que passaram a assistir às diversas conquistas do Porto. Assistimos hoje à repetição dos mesmos discursos salazarentos, déspotas e arrogantes por parte dos dirigentes do benfica, treinador incluído, sobre a suposta hegemonia que gostam de propalar. Sentem-se imunes, protegidos por um sistema que foram montando ao longo dos últimos anos. Julgam-se intocáveis e, como limitados que são, não entendem que a história, embora com constantes, nunca se repete. Alegremente deixam-se enlear nos novos métodos de financiamento através de abutres que os sugam até ao tutano, acenando com milhões como antes se fazia aos burros com cenouras. E lá vão cantando e rindo, supimpas e certos que o caminho do precipício à vista de todos é mesmo o mais correcto a seguir. Atrás deles vai a horda encarnada, na sua maioria apoiantes destes métodos e entusiastas de um presidente que se blindou no seu cargo e que apenas, quando e se quiser, é que o abandona. Tal e qual o seu professor e ex-grande amigo do Porto. Aplica o que aprendeu no tirocínio de anos anteriores em associações desportivas aliadas, e propagando uma falsa humildade distribui prebendas para conseguir apoiantes pelo país.

É este o actual estado do futebol português. Dirigentes de clubes para quem vale tudo para ganhar, outros que defendem interesses contrários ao lugar que ocupam, dirigentes dos órgãos que têm como missão regular o futebol cá do burgo completamente condicionados e com decisões que visam apenas beneficiar um em detrimento dos restantes.          

O Sporting segue, felizmente agora, no caminho certo. Contra interesses instalados, denunciando aquilo que não está correcto e não tendo receio de quaisquer confrontos. Temos a verdade do nosso lado e sabemo-lo, tal como também sabem os nossos adversários. Definitivamente abalámos o sistema, o tal que nos propuseram se quiséssemos participar no festim, era garantido um campeonato ano sim ano não. Ao recusarmos este cenário marcámos uma posição e é essa posição que devemos defender com todas as nossas forças.

Para os jarretas, que os há também no nosso clube, fica a promessa de terem que aguardar indefinidamente para que o Sporting mude este rumo. São cada vez menos, por muito que digam o contrário. Para o ano há eleições, ganhem a coragem que nunca tiveram e cheguem-se à frente.

Para último uma palavra de agradecimento ao nosso presidente Bruno de Carvalho. Dos três anos que leva como presidente do Sporting, este foi seguramente aquele em que foi mais atacado, vilipendiado, ofendido e denegrido. A máquina de propaganda do Benfica definiu bem cedo o seu alvo, irada que ficou com a ousadia, que pensaram impossível, do Sporting contratar o treinador que eles acabavam de dispensar. Foi um ataque cerrado, ainda o é e assim vai continuar. Não está em causa nem a forma nem o conteúdo do que diz o nosso presidente. O que verdadeiramente incomoda os nossos adversários é mesmo termos o Sporting de volta à disputa de todas as competições que participa.

É lidar.

Até ao fim

E cá estamos na semana que antecede a última jornada deste campeonato. As hipóteses de chegar ao fim em primeiro lugar são agora mais reduzidas. Não por nós, que acredito, tal como acreditei antes do jogo no dragão, que com maior ou menor dificuldade iremos ganhar em casa do Braga pois somos, de longe, a melhor equipa desta liga. O problema está no outro jogo, onde o nosso rival recebe um nacional sem qualquer pressão, que vai apenas juntar-se à festa.

As coisas são como são, a pressão do Benfica em não aceitar um árbitro demonstra que continuam em pânico, receosos de só por si não conseguirem alcançar a vitória. Como aliás tem sido sempre ao longo desta época. Que ninguém se iluda, só por um milagre o Nacional consegue empatar ou mesmo ganhar no próximo domingo. De calabotes está a história do futebol português cheia.

Para quando?

Para quando uma comunicação social isenta que não se deixa manipular pelos interesses de um departamento de comunicação, com o intuito de engrandecer os feitos de uns e abafar os feitos de outros?

Para quando uma punição severa aos àrbitros, observadores, delegados da liga e dirigentes que prejudicam a verdade desportiva?

Para quando a existência de uma competição limpa, sem manobras de bastidores, e o fim do clima de suspeição em que vive o nosso futebol?

 

É caso para dizer: "É bom que seja para ontem!"

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