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És a nossa Fé!

Vai uma apostinha?

Já deu para perceber que isto vai ser uma barafunda até estoirar, o que mostra o nível de competência, discernimento, organização e antecipação da Liga. 
Ao menos que a DGS dê uma ajudinha. Por exemplo, só autorizar o jogo meia-hora antes dele começar. Assim sempre a BetWin sempre ganhava alguma coisa nas apostas de haver ou não desafio. Porque quanto ao resto já nem vale a pena uma pessoa admirar-se.

Pinheiro e chegar ao Natal

Santa Clara joga taco a taco, como o Guimarães, Tondela ou o Paços jogara connosco.
No jogo de ontem, o Benfica perdeu, mas podia ter ganho, como podia ter perdido com o Rio Ave na semana passada (em que ganhou). Nós marcamos cedo com o Tondela, mas eles podiam ter empatado se aquela do Mathieu não tivesse batido no poste. Com o Paços ganhamos porque o Jovane fez cair do céu um livre direto.
Que raio se passa? Afinal a nossa Liga é competitiva? Afinal os clubes pequenos estão a trabalhar muito melhor? Afinal não é nada disso, são os grandes que são muito piores?
E o público? Como não existe, não pressiona nem o árbitro nem o erro do adversário? Será isso? Ninguém sabe, talvez seja tudo isto e mais alguma coisa.
Cada vez que vejo estes jogos lembro-me de como Paulo Sérgio foi (e ainda é) ridicularizado por ter pedido um pinheiro. A minha intenção não é ser enigmático, mas sim perguntar-me e perguntar a todos se os três grandes (e talvez o Braga) não deviam ter um pinheiro ou dois nos plantéis. A verdade é que a dada altura – últimos dez minutos + descontos – a lógica vai-se e a fé em Deus dos cruzamentos para a área é a única tática que prevalece. 
Será que é a vaidade dos misters e dos diretores desportivos que os impede de decorar os plantéis com um pinheiro?

Uma ausência inaceitável

Soube só hoje, lendo a imprensa do dia, que Frederico Varandas não se dignou comparecer ontem na assembleia geral extraordinária da Liga. Apesar de ter sido uma das mais importantes desde a criação deste organismo, em cuja direcção o Sporting se integra. Estavam em causa o debate do novo modelo de governação, a entrada em vigor de novas regras do campeonato (as cinco substituições por jogo, que estão longe de gerar unanimidade) e a ratificação das controversas subidas e descidas na Liga 2, que irão ser dirimidas em tribunal. Além do próprio futuro do presidente da Liga, Pedro Proença, que se encontra neste cargo - convém não esquecer - com o apoio expresso do nosso clube. 

Frederico Varandas foi o único dirigente máximo dos maiores emblemas desportivos portugueses a primar pela ausência, tendo delegado a representação leonina em Miguel Nogueira Leite, vogal do Conselho Directivo. 

Salvo motivo de imprevista natureza pessoal ou familiar que não foi noticiado, esta ausência é inaceitável. O Sporting tem de estar representado ao mais alto nível em todas as circunstâncias, não apenas quando dá mais jeito ao presidente.

Estádios, aviões e televisão

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2 de Maio:
O transporte aéreo de passageiros vai ser limitado a dois terços da lotação normalmente prevista para cada aeronave, definiu o Governo, em portaria no Diário da República.

21 de Maio:
A partir de 1 de Junho, o transporte aéreo vai deixar de ter um limite máximo de lotação, anunciou o Ministério das Infraestruturas.

 

Comecei por não entender. Agora, até julgo que entendo. E, por isso mesmo, fiquei irritado. Refiro-me ao duplo critério que o Governo tem vindo a adoptar, distinguindo o futebol de outras actividades.

Há dias, numa das suas conferências de imprensa quase diárias, a ministra da Saúde revelou-se muito firme na contínua recusa de jogos presenciados nos estádios. «Haver as habituais concentrações em determinados espaços, por ocasião das competições desportivas, é evidente que é algo que não vai poder acontecer da forma a que estávamos habituados a assistir», declarou Marta Temido.

Atalhando neste discurso cheio de rendilhados, isto significa que todos continuaremos proibidos de frequentar os estádios. Os jogos que faltam para completar a temporada 2019/2020 ocorrerão à porta fechada. E, aparentemente, não serão transmitidos pela televisão em sinal aberto. Duas espécies de encerramento, portanto.

 

Há aqui vários erros que convém denunciar desde já. Que imperiosa lógica sanitária leva o Governo a interditar em absoluto estádios com capacidade para largos milhares de lugares sentados, ao ar livre, enquanto acaba de dar o dito por não dito, autorizando que sejam retomadas viagens aéreas - em cubículos estreitos, com ar rarefeito e onde as pessoas estão a centímetros umas das outras por vezes durante horas - sem qualquer limite máximo ao número de passageiros?

Alegam os decisores políticos que é vital proteger e revitalizar a aviação civil. Pois esta mesma lógica pode e deve aplicar-se à chamada indústria do futebol, que gera cerca de 80 mil postos de trabalho, directos e indirectos em Portugal e movimenta receitas que abrangem quase 1% do PIB nacional. 

É um absurdo manter as bancadas dos estádios vazias enquanto se enchem as cabinas dos aviões, em condições sanitárias de muito maior risco. Autorizar que pelo menos um terço dos lugares sentados nos estádios fossem preenchidos - nomeadamente pelos sócios que pagaram lugares de época - seria uma opção razoável. Tanto mais que o Governo - contrariando outra intenção inicial expressa em sinal oposto - acaba de dar luz verde à utilização de 14 estádios para disputar os jogos que faltam. Na prática, só não jogará em campo próprio quem não quiser.

 

Ao contrário do que sustenta a ministra da Saúde, as concentrações de maior risco a pretexto do futebol não ocorrerão junto aos estádios, mas longe deles. Em locais públicos e numa infinidade de reuniões privadas onde irá aglomerar-se muita gente, em todos os recantos do País, para assistir aos jogos caso se mantenha a intenção de que estes só sejam exibidos em canais codificados, nada acessíveis ao actual rendimento médio dos portugueses.

E é por isto que não entendo, de todo, o sururu criado em torno de Pedro Proença, só porque o presidente da Liga se atreveu a sugerir, em carta ao Presidente da República, a intervenção do poder político para que as partidas de futebol remanescentes possam ser exibidas em canais abertos, com a devia compensação financeira proporcionada com verbas públicas aos operadores televisivos.

Caiu o Carmo e a Trindade quando afinal Proença estava cheio de razão. Como o futuro próximo demonstrará.

Que futebol nestas circunstâncias?

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Estamos a cerca de vinte dias, em teoria, do jogo que reatará a Primeira Liga. Uma semana depois da maior parte das equipas voltarem ao trabalho, três jogadores do Vitória de Guimarães e cinco do Famalicão acusaram positivo no teste ao COVID19.

Que condições têm as equipas para voltar a jogar futebol quando o risco de contágio é mais que muito? Valerá mesmo a pena?

Por muita vontade que tenha de voltar a ver a bola a rolar, prefiro que esta época seja dada por terminada e que se volte em Setembro, ou quando houver condições.

Não posso estar mais de acordo

«Como é possível marcar-se um jogo de uma competição profissional para as 21 horas de uma segunda-feira (fria e chuvosa) de Janeiro? Estranha indústria esta, a do futebol português, que tanto desrespeita o público... Mesmo convidados a ficar em casa, 12.798 adeptos - a esmagadora maioria afecta ao Sporting, claro, cerca de duas dezenas a torcer pelo Marítimo - trocaram o sofá pela cadeira de sonho em Alvalade.»

 

Paulo Cunha, no parágrafo inicial da crónica do Sporting-Marítimo, no jornal A Bola de hoje

Hábitos

Ainda não havia muito tempo de jogo e já se percebia que não ia ser nada fácil. Mas porque o haveria de ser? Depois de um ano e pouco a jogar cada vez pior e sem rotinas, como se podia inverter isso num par de dias? A resposta é fácil: Não se podia. Mas fez-se o essencial: conquistaram-se os três pontos.

A tarefa de Silas não podia ser mais difícil. Receber uma equipa sem confiança, dias antes da deslocação ao terreno de um aflito e com uma massa adepta em histeria colectiva. Todos sabemos que Silas não tem o tão falado nível quatro de treinador mas aparenta ter um PhD em ter os tomates no sitio. Inacreditável a confiança e atitude que demonstrou durante o jogo. Sentou Wendel e Acuña. Tirou Jesé. Foi treinador!

No final de um jogo paupérrimo, a sorte sorriu ao Sporting e Silas viu recompensada a sua coragem. Dois tomates, três pontos!

De ontem é tudo o que interessa. Com o tempo jogaremos melhor. Para já importa ir vencendo porque, lembrem-se, ganhar é um hábito.

 

Um postal que não é sobre futebol

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'Tweet' sobre jogo ... vale suspensão e multa a Afonso Figueiredo. Defesa do Rio Ave punido pelo Conselho de Disciplina: o lateral esquerdo Afonso Figueiredo  foi esta terça-feira (ontem) suspenso por uma partida e multado em 580 euros devido a um "tweet" publicado a 16 de setembro do ano passado, na sequência de um duelo entre o Rio Ave e o Benfica referente à fase de grupos da Allianz Cup (...). Na altura, na rede social Twitter, numa publicação que posteriormente apagaria, o (jogador de futebol do Rio Ave) deixou a seguinte mensagem: "Quando uma equipa 'pequena' assusta um grande, há sempre 'alguém' para os ajudar... Quando evoluis, Portugal? P.S.: dentro de campo não havia buracos".

Não sendo eu jurista não posso falar de cátedra. E até acredito que haja um qualquer regulamento das associações profissionais da actividade futebolística que o jogador (e todos os seus colegas) tenha, explícita ou implicitamente (ao assinar contrato de trabalho), subscrito.

Mas fica-me a dúvida: será legal (constitucionalmente falando) proibir alguém de exercer o seu trabalho, e também multá-lo, por exercer o seu direito de opinião?  E ainda por cima sem caluniar ou injuriar alguém, o que a ter acontecido deveria ser tratado em tribunal? 

Isto é normal? Ou é o que o parece, um Estado dentro de um Estado, regulando-se por normas diferentes? Diante da simpática (e adepta) complacência alheia? Há por aí algum jurista que me possa esclarecer?

(Durante-scriptum para comentadores menos "ágeis": o postal não é sobre o Benfica e as coisas dos clubismos).

Seria melhor?

Todos os jogos das duas últimas jornadas da Bundesliga (o campeonato da 1ª divisão alemã) têm forçosamente de acontecer no mesmo dia (de cada jornada) e à mesma hora, a fim de evitar manipulações, ou outras manobras desonestas. Sendo o campeonato português tão cheio de polémicas, quanto a arbitragens e serviço de interesses, não seria melhor seguir pelo mesmo caminho?

Hoje giro eu - Selecção: a ponta do iceberg do futebol luso

Portugal é campeão da europa de futebol e tem os melhores jogadores do mundo em futebol, futsal e futebol de praia. Factos destes deixam felizes os portugueses e, em particular, a Federação Portuguesa de Futebol, mas reflectirão o verdadeiro nível global do nosso futebol, e o seu peso social e económico, à escala europeia e mundial? 

 

Em contrapeso, Portugal ocupa a sétima posição no Ranking UEFA de clubes - onde só está representada a elite do futebol luso -  e tem vindo a descer, perdendo recentemente posições, primeiro para a França, depois para a Rússia, facto que nos custou já um lugar na Champions. Adicionalmente, um estudo da Associação das Ligas Europeias Profissionais coloca a nossa 1ª Liga apenas em 12º lugar no que respeita a média de assistências nos estádios, com um número médio de 11838 espectadores, onde só Benfica, Sporting, Porto e Vitória de Guimarães têm assistências superiores a esse valor. Por outro lado, no referido estudo apresentado em Janeiro deste ano, a nossa 2ª Liga encontra-se na 46ª posição (em 47 alvo do estudo), com médias de assistências inferiores a 1000 espectadores por jogo. Paralelamente, ontem soubemos que os árbitros principais e os árbitros auxiliares portugueses não estarão representados no Mundial de Selecções, não constando de um elenco que inclui 99 árbitros provenientes de 46 países.

 

Estamos perante uma enorme divergência de dados, onde se nota uma gradual perda de competitividade interna que parece estar mascarada pelas competências e experiência que os nossos principais futebolistas têm vindo a adquirir externamente e que têm contribuido para o sucesso internacional das nossas selecções.

 

Perante estas duas realidades paralelas, como podem as autoridades competentes ajudar a construir o novo edifício do futebol português? A ideia que me dá é que o nosso futebol necessita urgentemente de maior equidade entre as equipas (a negociação em bloco dos DireitosTV teria ajudado a isso), maior transparência (é só estar atento às televisões, jornais e blogues, faz falta um Código de ética que vincule todos os agentes desportivos), mais e melhor formação de árbitros, uma maior promoção do espectáculo desportivo e regras que garantam a defesa do jogador made-in Portugal e que assegurem a continuidade do trabalho feito na Formação. Em suma, uma muito melhor Organização, que dê resposta às alterações demográficas, sociais, culturais e económicas do meio envolvente, assegurada por verdadeiros decisores e estrategos que saibam pensar o futebol nas suas multiplas vertentes.

 

Eu noto muito pouco a ser feito ao nível das reformas que se impõem e, principalmente, não vejo acento tónico na assumpção de erros e na necessidade de mudança. Quem passa a vida a resistir à mudança, um dia acaba por ter de resistir à extinção. Têm a palavra a FPF/ Liga de Clubes/ APAF e outros agentes do fenómeno desportivo, sem esquecer o papel do governo e do poder judiciário, este último enquanto segunda derivada da garantia do cumprimento das regras, que deveria, em primeira mão, ser assegurado por Federação e Liga.

 

Nem me passa pela cabeça

Nem me passa pela cabeça que a Liga Portuguesa de Futebol Profissional, que no início da época fez uma vistoria exaustiva ao estádio António Coimbra da Mota e validou a sua utilização para as competições desportivas da temporada, venha agora punir o Estoril por alegadas deficiências estruturais nesse mesmo esse edifício, entregando de bandeja os três pontos ao FC Porto num jogo em que esta equipa perdia ao intervalo.

Já vimos quase de tudo no futebol português. De putativas "vitórias na secretaria" como esta ainda não. Tenho esperança que continuemos sem ver.

Hoje giro eu - É galo !!!

O antigo presidente do Gil Vicente, António Fiúza, desfere hoje, em entrevista ao jornal Record, um ataque sem quartel ao actual presidente da Liga de Clubes, Pedro Proença, e não só. Entre as principais críticas, destacam-se estas:

  • "Pedro Proença é um pau-mandado da Olivedesportos"
  • "Esta gente não é séria"
  • "Este homem não tem carácter"
  • "O presidente da Liga é uma pessoa muito maleável, é falso e traiçoeiro"
  • "Já viu que ele [Pedro Proença] com todos estes imbróglios de emails e de greves dos árbitros só diz ´nim`?"
  • "Tenta passar entre os pingos da chuva"
  • "Quem esteve no sistema há uns anos? Foi o FC Porto"
  • "O presidente do Benfica não quis ficar atrás e tentou entrar no sistema"
  • "O sistema tem rosto, mas ninguém tem coragem de o denunciar"
  • "E o Apito Dourado? E os emails? Somos uma República das Bananas"
  • "Esses cinco senhores (Madaíl, Amândio de Carvalho, Pedro Mourão, Frederico Cebola e Cunha Leal) faziam parte de uma máfia. Um deles recebeu 100.000 euros para salvar o Belenenses da descida"

Será que depois destas arrasadoras declarações sobre o estado do futebol português e o papel da Liga, tudo vai ficar na mesma? O Governo, as autoridades judiciárias, a Liga, a Federação, irão ficar a assobiar para o lado?

 

A Liga de Clubes organiza as competições profissionais. Estas, fazendo fé neste testemunho e no que se vai ouvindo e lendo por aí, enfermam, no mínimo, de promiscuidades, conflito de interesses e tráfico de influências. Na medida em que este ruído prejudica o produto a ser vendido, a Liga não pode continuar inoperante. Não se trata de abafar o ruído, mas sim de atacar as suas causas. Da mesma forma que não se combate um cancro repudiando a opinião científica expressa pelo médico seu mensageiro, também não se vá agora calar as vozes que se queixam da não integridade das competições. Investigue-se! A Liga e a Federação não podem continuar à espera de uma decisão da Justiça Cívil. A Liga, a montante, tem de criar um Código de Ética do agente desportivo e legislação em matéria de prevenção de conflito de interesses, tráfico de influências e promiscuidade que puna exemplarmente quaisquer tipos de violações nesta matéria. A jusante, através da sua Comissão de Instrução e Inquéritos, também tem poderes para instruir processos contra os infractores. Já a Federação tem mecanismos, através do Conselho de Disciplina, para levantar inquéritos e definir procedimentos disciplinares. O que é que o consumidor final do produto conhece sobre quaisquer iniciativas nesta matéria dos dois organismos reguladores do sector? Sem tratar das causas, não vale a pena estar a criar mecanismos para punir quem se queixa de desigualdade de tratamento, assim a modos como matar o mensageiro, ficando tudo na mesma.

Por outro lado, o que vemos é determinados dirigentes constantemente penalizados por "lesão de honra e de reputação", ou seja, a justiça federativa é relativamente célere em matéria de punir quem se queixa, eventualmente de uma forma desabrida e que ainda não consegue provar. Se vier a ser claro para todos que os motivos de queixa eram válidos o que irá fazer o CD da Federação? É que a recente divulgação dos emails vem pôr em causa a honra e a reputação de muito boa gente. O problema é que isso não parece constituir motivo suficiente para punir os envolvidos, em sede desportiva, o que contrasta com os castigos já entretanto pronunciados. Mandaria o mais elementar bom senso que, estando as competições sob o radar da desconfiança, se investigasse o "modus operandi" que os emails abundantemente indiciam. Mas, sobre isto, a Liga continua a não dizer nada e a Federação limita-se a enviar informação às autoridades judiciárias. Eu não quero acreditar que os "mais de 30.000 euros mensais" que Fiúza alega ser o ordenado de Pedro Proença o inibam de tomar as atitudes correctas. Mas, se se sente bloqueado, obviamente demita-se. Isso, sem dúvida, seria uma posição honrada e que contribuiria para a sua boa reputação.

Ética - Isto só vídeo!!

A casa do futebol português continua a ser construida pelo telhado. Esta semana, ficámos a saber pela boca do ex-árbitro Pedro Henriques que o VAR não tem acesso às linhas de fora-de-jogo. Alegadamente, devido a problemas técnicos relacionados com a falibilidade dos actuais sistemas existentes no mercado, disse o próprio.

Não sendo o vídeo-árbitro autónomo numa das acções onde a sua visão mais pode influenciar o árbitro, acaba por ficar dependente das imagens da transmissão televisiva, creio.

Assim, ficamos sujeitos a apreciações feitas em cima de imagens aonde não aparecem em simultâneo as 2 linhas laterais (Benfica x Portimonense), não aparece a linha de fora-de-jogo (Benfica x Braga) ou ficam escondidos jogadores (Seferovic no Benfica x Braga).

Antes de descarregarmos a nossa bilis na realização televisiva da Btv, ou fazer juízo de intenção sobre a seriedade do realizador, deveríamos sim concentrarmo-nos no essencial: a Liga de Clubes, um dos reguladores do nosso futebol, permite que um canal de clube transmita jogos, em directo e em exclusivo, do campeonato nacional, algo inédito nos principais campeonatos por essa Europa fora. Obviamente, tal situação coloca suspeição em matéria de conflito de interesses e, por isso não é seguida por quem pensa o futebol pelas suas fundações (práticamente, o resto do Mundo). Nesta conformidade - e atendendo ao que Pedro Henriques agora suscitou de ausência de meios do vídeo-árbitro - todo este problema é exacerbado por haver um VAR. Já não se trata da probabilidade maior ou menor de serem retiradas imagens comprometedoras e do seu eventual impacto mediático, o que está aqui em causa são decisões que afectam o resultado de um jogo, pelas decisões que são tomadas no campo.

Sou (e serei) um defensor do VAR desde a primeira hora, mas há coisas no futebol português que carecem de compreensão. A FPF fez um esforço financeiro considerável (1 milhão de euros), a fim de dar os necessários passos para garantir a integridade das competições. O que tem feito a Liga para efectivamente regular? De que forma o tem partilhado com a opinião pública? Se os clubes não dão as necessárias condições, legislando no sentido da ausência de conflito de interesses, o que é que as pessoas lá ficam a fazer? Não se demitem? O salário é bom? Depois deixam-se expostos os Veríssimos desta vida, ficando sempre a porta aberta para que se discuta interminávelmente e tudo fique como dantes, no quartel de Abrantes.  

Eu já tinha avisado (http://sporting.blogs.sapo.pt/etica-o-video-arbitro-e-a-realizacao-3406126)...

 

VAR3.jpg

Um escarro

De facto, a Liga cobre-se de rídículo e desacredita ainda mais o futebol português ao fazer aprovar articulados destes, com absurda menção à "saliva". Fazem-me lembrar a primeira vez que desembarquei em Macau, em meados da década de 80: por toda a parte, na ponte-cais, havia letreiros a dizer "favor não cuspir".

Que tal aprovarem também uma alteração ao regulamento disciplinar do campeonato proibindo expressamente a venda de droga por parte de directores de departamentos de "apoio aos jogadores"? Eu se fosse aos responsáveis do Sporting teria avançado de imediato com esta adenda. E queria ver o Benfica votar contra: dava-me algum gozo. Se é para brincar, brinquemos todos.

Quanto à interdição dos cigarros electrónicos, que de resto a legislação portuguesa já equipara aos cigarros tradicionais, não posso estar mais de acordo. Por maioria de razão, tendo o futebol a projecção social que tem, os agentes desportivos devem dar o bom exemplo.

Omisso

Vem no "MaisFutebol":

"A Liga de Clubes aprovou, esta segunda-feira, uma alteração ao regulamento disciplinar do campeonato que proíbe a utilização de cigarros eletrónicos na zona técnica.

A norma anterior não incluía os cigarros eletrónicos, embora fumar naquela zona já fosse proibido. O novo regulamento disciplinar prevê sanções para quem «fumar», «usar cigarros eletrónicos» ou «expelir fumo ou quaisquer outras substâncias, tais como saliva, na direção de dirigentes, jogadores ou quaisquer outros agentes desportivos».

Recorde-se que, este ano, o Sporting-Arouca ficou marcada por uma polémica envolvendo os presidentes dos dois clubes e em que se discutiu muito sobre o que aconteceu, de facto, no túnel de Alvalade.

À saída da reunião, Bruno Mascarenhas, diretor que representou o Sporting na Liga, condenou a medida, que foi proposta pelo Benfica.

«Isto é uma palhaçada, uma indignidade, que recebeu apenas a proposta favorável de Benfica, Arouca, Vitória de Setúbal, pelo senhor Paulo Grencho, e, em representação do presidente do Famalicão, veio um ex-jogador do Benfica que também aprovou a medida: João Tomás. Tivemos apenas votos contra de Sporting e FC Porto. Todos os outros assobiaram para o ar e abstiveram-se. Considero que isto é uma perseguição ao nosso presidente, Bruno de Carvalho, e esta aberração terá consequência jurídicas nos locais próprios», prometeu."

 

O peido está, portanto, omisso. Bruno, podes ainda mandar uns belos duns traques mal-cheirosos nas fuças de alguns!

Pelo menos por mais uma época...

Vamos lá meus senhores

"no caso de expressões dirigidas contra pessoas singulares ou coletivas, ou respetivos órgãos, integrados na Federação Portuguesa de Futebol ou na Liga Portuguesa de Futebol Profissional, individualmente ou por representação orgânica, em virtude do exercício das suas funções, com a sanção de suspensão a fixar entre o mínimo de um e o máximo de quatro jogos e, acessoriamente, com a sanção de multa de montante a fixar entre o mínimo de 5 UC e o máximo de 50 UC."

 

Extrato do artigo 158.º do regulamento disciplinar da liga Portugal.

Vamos esperar sentados, ou sai o castigo no mesmo dia que o do Jesus?

Lição da semana

A lição da semana é: a jornada europeia começa na jornada da Liga que antecede o jogo da Champions e só termina na jornada da Liga que segue ao jogo da Champions. E não vale a pena vir com histórias de mudança de "chipe". Não serve de nada ir jogar a Madrid como se fôssemos o Barcelona para depois vir jogar com o Rio Ave como se fôssemos o Feirense. Talvez a lição devesse já estar estudada para a próxima jornada europeia, que começa na sexta-feira: Estoril-Legia-Guimarães. Está bem que o Legia não é o Real, mas cada uma destas equipa é suficientemente chata para não poderem existir distracções.

Roupa velha

Bastou um empate, um apenas e na segunda jornada de um longo campeonato que acaba em Maio, para que a armada benfiquista viesse, concertada e em uníssono, reclamar contra a arbitragem. Dos tempos em que levados ao colo sem sequer sentirem qualquer pressão, pois os jogos estavam ganhos à partida, antes mesmo desta, agora com uma apregoada super equipa, cheia de mega estrelas, pelo menos pelos milhões que custaram são-no de facto, no primeiro jogo em casa, um jogo onde apenas havia a dúvida sobre a goleada a aplicar, viram-se sem perceber apenas com um pontinho. Pontinho oferecido pelo árbitro numa penalidade inexistente. Caiu tudo. Mal habituados foram em todas as direcções, acusando tudo e todos de serem os responsáveis por este incalculável e inexplicável tropeção. Esquecem-se que ao imitar o Porto dos anos 90, e sabemos que uma cópia é sempre mais fraca que o original, é também necessário, para além do já conseguido controlo dos men in black e dos diversos OCS, que a equipa pelo menos chegue à área adversária, para o penalti da ordem, e que de vez em quando acerte com um remate na baliza. Benfiquistas houve que em desespero psicológico, profundo portanto, até acusaram o nosso JJ (é lidar) de ser o responsável pela não utilização do peruano que lhes custou uns valentes milhões e que até agora apenas meteu em sentido o agora desvalido e desconsiderado Luisão, aquele central que serviu de ponto de referência para Liedson durante umas épocas.

A vida como ela é. 

 

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