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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Ganhar o que está à mão, perder o que está ao pé

Quando temos um treinador de andebol, de seu nome Hugo Canela, que transforma os 10(!) jogos de Champions mais a pré-eliminatória numa oportunidade para o crescimento competitivo da equipa - nunca dando relevo ao cansaço daí decorrente - , quando um treinador de voleibol, Hugo Silva, pega numa babilônia de jogadores, muito deles veteranos, cansados de duras batalhas anteriores, e fazendo das fraquezas forças se sagra campeão - nunca valorizando o facto da equipa treinar em Fiães, no Norte do país, só se deslocando a Lisboa para os jogos - , quando tudo isto acontece, dizia, acrescido do ênfase de ambos os treinadores em dar mérito aos jogadores, fica claro porque falhamos consecutivamente no futebol. É só fazer aquele passatempo de ‘descubra as diferenças‘... 

 

#savingprivateryan

Hoje giro eu - A liderança de Bruno

Eu sei que este Post não vai cair bem numa certa "intelligentsia" leonina, mas talvez seja a hora de todos revermos os critérios pelos quais avaliamos a gestão de recursos humanos de Bruno de Carvalho.

Para mim, a condição sine-qua-non para o sucesso de um líder é saber alinhar os seus colaboradores em torno de um objectivo, criando assim uma identificação com o projecto comum. 

 

A presença ontem, no Pavilhão João Rocha, de jogadores das mais diferentes modalidades do clube faz-me crêr que há uma nova cultura no Campo Grande, que os atletas compreendem os desafios que lhes são propostos e entendem a estratégia do Sporting e a visão do seu presidente. Andando todos com a mesma visão na cabeça - a tal orientação para a vitória, o sucesso - , partilhando-a e alimentando-se dos triunfos de outros colegas como estimulo para o seu próprio triunfo, os atletas estão a transmitir-nos que estão profundamente envolvidos nessa causa comum. 

 

É possível que escrevendo direito por linhas tortas, Bruno de Carvalho esteja a mudar decisivamente a mentalidade do clube do leão rampante. Digo-o com humildade, pois nunca adoptaria o seu estilo de comunicação. No entanto, acredito piamente na meritocracia e na avaliação pelos resultados e o presidente leonino tem averbado vitórias em várias frentes: do ecletismo à vertente financeira (ainda que nesta subsistam algumas preocupações na minha mente), da mobilização dos sócios à imposição de uma série de medidas em nome da verdade desportiva, do crescimento da marca Sporting à obra de construção de um novo pavilhão para as modalidades, do projecto olímpico à aposta no desporto adaptado.

 

Pode-se não gostar do estilo - e eu, embora não o conhecendo pessoalmente, não sou particular adepto - mas há que reconhecer que o homem tem realizações em várias vertentes. Não seria caso virgem na humanidade, alguém com um estilo fora dos cânones normais se conseguir impor e até criar novas tendências. Não usar um modelo "standard", muito formatado, por não conseguir enquadrá-lo na sua personalidade, evitando assim entrar em choque de identidade, e conseguir ter sucesso. Ser inovador e criar o seu próprio estilo de liderança. A questão e o desafio que se coloca a Bruno de Carvalho no presente/futuro é não se deixar cair num endeusamento, momento que geralmente está associado a um défice de aprendizagem e início da trajectória descendente. Os acontecimentos de há um mês atrás são aliás elucidativos e preocupantes, embora ilustrem também uma característica pouco abordada quando se analisa o presidente: Bruno, sendo um anti-político na forma como se expressa e age muitas vezes, é muito mais político do que a maioria dos analistas lhe concede. A prová-lo está a forma como ele protege o seu eleitorado com astúcia e grande habilidade, sempre à procura de uma nova eleição, como aliás demonstrou pós-reflexão, depois da crise.

 

O grande desafio que se coloca a Bruno de Carvalho é pôr de lado essa faceta política de anti-político e ganhar estofo de estadista. Deixar de se preocupar com a nova eleição - "deixa-se andar e quando vamos ver já fomos", disse ele a propósito de declarações de opositores declarados - para passar a preocupar-se com a perpetuação de novas gerações de sportinguistas, modernizando ainda mais o clube, atraindo mais sócios e adeptos e trocando a farda de guerrilheiro pelo fato de reformador. Continuar a ser próximo, sem necessitar de ser íntimo. Ser inovador, sem necessitar de ser disruptor. A minha dúvida é se tal um dia será possível, mesmo se e quando repostas as condições de concorrência leal entre todos os contendores. Eu gostaria de poder ver isso... 

brunoliderança.jpg

 

Hoje giro eu - O Sporting e o futuro

Vejo por aqui no blogue muitos sportinguistas cheios de certezas, uns e outros irredutíveis defensores do seu lado da trincheira. Mas, observo igualmente, progressivamente, o crescimento daqueles que têm dúvidas, inquietações e que desejam vêr uma solução equilibrada, que acautele o presente e não prejudique irremediavelmente o futuro.

 

Na contabilidade específica de um clube de futebol, os direitos económicos sobre os jogadores são activos intangíveis do Balanço de uma Sociedade Desportiva. Esses direitos quando alienados a outro clube (venda do jogador), como têm um valor de mercado, vão reflectir-se na Demonstração de Resultados como um Proveito (extraordinário). Existe porém uma fundamental diferença para outro tipo de sociedades. Se eu tiver uma corticeira, não vou ter de negociar com os sobreiros, os quais por sua vez não me vão apresentar o seu empresário, nem chamar o seu sindicato. Muito menos me intimarão com um pedido de rescisão com justa causa e/ou ameaçarão abandonar a propriedade onde se encontram. Vendo ao preço que consigo, para o mercado que mais me interesse e pronto, negócio despachado. Já um futebolista é um ser pensante, tem as suas expectativas, as suas ambições e com ele é necessário estabelecer acordos. Posso ter uma proposta fantástica para o clube proveniente da China e esta não interessar à estratégia desportiva do jogador e o negócio já não se faz. Posso não querer vender o jogador, este começar a fazer birra e não treinar, ter de lhe instaurar um processo disciplinar, suspendê-lo e acabar toda a situação por ser um "loose-loose", visto o jogador, parado, perder valor.

 

Por tudo o que enunciei no parágrafo anterior, é fundamental uma boa gestão destes recursos humanos. Nesse sentido, uma boa cultura corporativa, com valores bem incutidos e regras de conduta bem delineadas e aceites por todos é essencial, na medida em que é a cola que vai unir todo o grupo. Este pormenor não é dispiciendo, porque é exactamente nas organizações em que esta cultura está mais sedimentada que existem menos problemas. Transposto para o futebol, isso significaria que a cultura (no jargão da bola, "a mística") se sobreporia a treinadores e jogadores. Há múltiplos exemplos disso no futebol, mas o Sporting, infelizmente, não é um deles.

 

Um clube sem essa cultura bem incutida está mais dependente do perfil e da personalidade dos elementos de toda a Estrutura. Que engloba Presidente e/ou dirigente responsável pelo futebol, treinador principal e jogadores, entre outras figuras menos mediáticas mas não necessáriamente menos importantes na tal dimensão da mística. Estou convencido que o que está a acontecer ao nosso Sporting tem muito a vêr com isto e não deixa de ser surpreendente. Desde logo, porque o Sporting é, há longos anos, a equipa em Portugal que tem mais jogadores provenientes da sua Formação, o que deveria apertar mais os laços entre jogadores e clube. O clube é reconhecido em Portugal e no mundo como formador de um tipo de jogador especial, ainda não muito formatado tácticamente e estimulado no seu talento, chegando aos séniores ainda com algum "jogo de rua". Ainda assim, na minha ideia, poderá faltar em termos de complemento uma maior cultura de exigência, de excelência e de superação. Esses valores deveriam ser interiorizados desde cedo e fazer parte do ADN futebolistico de cada jogador. 

 

Chegámos à situação que todos conhecemos. Divergências profundas entre presidente (e treinador?) e jogadores ficaram subitamente expostas, faltou senso e temos um problema para resolver. Digo temos, porque cabe aos sócios encontrarem a melhor solução para o clube. Uma solução que não aliene definitivamente o que deve ser a estrutura orgânica e hierárquica de uma organização, mas que também não permita que se possam depreciar importantes activos da SAD/clube. Por isso, é preciso bom senso, equilíbrio e ponderação. Mais estudo e reflexão e menos intervenções públicas provenientes de todos os quadrantes e, especialmente, de dentro do clube. Aproveitar este tempo também para pensar o clube e a sua cultura. Temos uma direcção que foi eleita anteriormente com Bruno de Carvalho, mostrou competência e pode gerir interinamente, sem o actual presidente, o clube. Que, sujeita posteriormente a eleições, poderá vir a ser uma solução definitiva, porque não? O principal papel de um gestor é comprar tempo. Nunca, como agora, essa competência foi tão necessária e será tão posta à prova. É que o algodão não engana e os sportinguistas estarão atentos ao que os actuais Orgãos Sociais e sócios "ilustres" com expressão pública fizerem ao clube. 

 

Ontem

Chegámos a estar provisoriamente, durante vários minutos, no comando do campeonato. Quando vencíamos o Benfica na Luz e o FC Porto se via incapaz de desempatar o jogo frente ao Feirense.

Há momentos assim, em que tudo se decide numa direcção ou noutra. No fim, acaba por sobressair quase sempre a equipa que mais faz por isso. A que é mais ambiciosa. A que não precisa de pedir licença a ninguém para vencer.

Natal todo verde

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Comandamos o campeonato de futsal. Com mais três pontos do que o Benfica.

 

Lideramos o campeonato de andebol. Com mais dois pontos do que o FC Porto.

 

Mantemos o comando do campeonato de hóquei em patins. Dois pontos acima do SLB.

 

Destacamo-nos na frente no campeonato de voleibol. Com mais um ponto do que o Benfica.

 

Imperamos no campeonato nacional de ténis de mesa. Com mais onze pontos que o São Roque.

 

Dominamos a classificação no campeonato de futebol feminino. Dois pontos acima do Braga.

 

Estamos no topo do campeonato de futebol sénior masculino. Em igualdade pontual com o FCP.

 

Este é, sem dúvida, um Natal à Sporting. Verde mais verde não há.

 

 

FESTAS FELIZES!

Hoje giro eu - O momento Mourinho de Sérgio Conceição

Estava a época 2002/2003 no seu início quando um jovem José Mourinho tomou a decisão de afastar Vitor Baía após um incidente disciplinar protagonizado pelo guardião. Com esta decisão, o treinador portista conseguiu afirmar-se perante o grupo, acabando por vencer a Taça UEFA nesse ano (já com Baia a titular), a que adicionaria a conquista da Champions no ano seguinte.

A decisão tomada hoje por Sérgio Conceição - que tem excedido largamente as expectativas, tanto na liderança do grupo como no nível de jogo apresentado - de optar por José Sá em detrimento de Iker Casillas "cheira" a tentativa de afirmação por parte do técnico dos dragões. Independentemente de ter havido ou não algum motivo de ordem disciplinar - algo puramente especulativo neste momento - o promissor treinador admitiu publicamente que escolheu Sá porque produz as suas escolhas através dos treinos e o jovem guardião lhe dava mais garantias para este jogo. A verdade é que, ao contrário de Mourinho, Sérgio começa a perder esta aposta: a equipa jogou bastante mal, foi claramente dominada pelo Red Bull Leipzig - ao ponto de o resultado ter sido lisonjeiro - e a sua aposta para a baliza falhou clamorosamente, abrindo caminho ao primeiro golo dos alemães. Para além disso, coincidência ou não, a defesa portista pareceu sempre pouco confortável e, fundamentalmente, o Porto foi derrotado e está neste momento fora dos lugares de qualificação para a próxima fase da Champions.

Casillas é um jogador difícil de ter no banco. Está habituado a ter protagonismo e à sua volta existe sempre imenso mediatismo. Quem ganha tem sempre razão, mas o Porto perdeu. E agora, Sérgio?

 

P.S. Existe um tipo de técnico, de que o melhor exemplo será Manuel Machado, que permanentemente ajusta o seu modelo de jogo ao adversário. Outros, como Mourinho ou Jesus, não perdendo a sua identidade, produzem algumas adaptações face à observação dos adversários. Sérgio Conceição parece pertencer a uma terceira estirpe, a dos treinadores que não prescindem das suas ideias, do ADN do seu futebol, independentemente do adversário, um pouco ao estilo da escola do Ajax. Posso estar a ser injusto - Sérgio até disse que tinha avisado para os movimentos interiores dos alas -, mas ficou a ideia de que o Porto não estudou suficientemente o Leipzig, algo que já tinha transparecido aquando da visita do Besiktas.

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Somos os primeiros!

Se há tema onde abundam os bitaites é o futebol. E se à frente de muita gente estiver uma câmara de televisão, então a abundância é de tese de doutoramento, o que não é não é de estranhar pois somos um país de doutores. E de justiceiros, sendo que o Facebook neste campo veio dar uma boa ajuda. Até as revoluções se fazem com mais comodidade. E de treinadores... de bancada. Prosápia não falta, a maior parte das vezes a tomar a nuvem por Juno. Quanto à redondinha, é tempo de a chutar para a frente, para o golo e deixar de centrar a conversa nos fora de jogo milimétricos ou da dúvida da bola na mão ou da mão na bola. Quanto à Liga, estamos conversados. Está mais que demonstrado o prejuízo do Sporting em vários jogos, com reflexo em pontos, para que um lance venha agora passar uma esponja sobre tal facto. Na verdade tudo o que dissermos e escrevermos não altera minimamente os resultados. Por isso, há que ser competente e ganhar os jogos que faltam. Apenas. Mas podemos contribuir para a verdade desportiva de outra forma, realçando o que cada clube traz ao campeonato e ao futebol nacional. E aqui a classificação é inequívoca. Somos os primeiros. O que esta Liga tem evidenciado, mas isso poucos falam, é a coragem de fazer uma equipa base com jogadores formados no clube, quase todos portugueses. No último jogo, contra o tricampeão, o Sporting começou com 7 jogadores da Academia (apenas o Eric Dier é inglês mas está no clube desde os 10 anos), e ainda entrou um oitavo, o Wilson Eduardo. Para se perceber melhor a diferença, o Porto só apresentou 2 portugueses, Quaresma e Varela, também eles formados em Alvalade. Se falarmos no Benfica, o resultado é muito equivalente ao Porto, sendo que a utilização de portugueses talvez ainda seja mais rara no clube encarnado. Exceção para os rivais é a Taça da Liga, pois têm de incluir obrigatoriamente portugueses. Quem não tem um orgulho enorme nesta distinção? Não será este um tema que deva fazer parte da agenda dos comentadores e dos media? A desvalorização deste facto tem a ver com a chamada dor de cotovelo (ou de corno, consoante a intensidade), mas também com interesses ligados aos agentes e empresários que pululam no mundo do futebol. E depois temos a seleção, onde acontecem fenómenos interessantes, não diria surpreendentes pour cause, nas "chamadas" à equipa nacional de certos jogadores. Enfim, sem qualquer originalidade na abordagem, reitero que não podemos baixar os braços nesta luta pela afirmação destes valores, que todos dizem que são os certos mas que poucos praticam. E, consequentemente, pelo reconhecimento do papel ímpar do Sporting Clube de Portugal no futebol e no desporto nacional. Não é em vão o lema que honramos, "Esforço, dedicação, devoção e glória".

 

PS- ando intrigado com o que ouvi sobre o último jogo, que jogámos à Sporting e ganhámos à Porto...

Estatísticas que nos fazem sorrir (ainda mais)

"O Sporting à frente do campeonato neste período é uma proeza rara. Tão rara quanto a história do campeonato nacional ter 79 anos e só em 15 o Sporting ter passado a quadra natalícia na liderança. Agora 16."

A Bola, 22 de Dezembro

 

"Dessas 15 do passado, em 13 os leões foram campeões no final, a última em 2001/02, estava Boloni no comando técnico."

Idem

 

"Os leões têm 33 pontos à 14ª jornada. Na época passada chegaram a esse número à 25ª ronda."

Record, 22 de Dezembro

 

"Rui Patrício conseguiu bater um recorde pessoal no campeonato: somou o quinto jogo consecutivo sem sofrer golos, superando o anterior máximo, em 2009/10, com quatro jogos seguidos sem consentir golos aos adversários."

O Jogo, 22 de Dezembro

A sorte protege os audazes

"And may the odds be ever in your favor" é uma das frases mais conhecidas da trilogia de Suzanne Collins Jogos da Fome (agora também em filme), sadicamente proferida pela excêntrica rainha na abertura dos ditos jogos. O Duarte Fonseca já aqui referiu o assunto destacando a grandeza de Patrício - também um dos meus passatempos favoritos quando escrevo sobre o Sporting - no lance em que um galo de Barcelos apareceu nas costas de Rojo e Maurício e ficou a sós como que num jantar romântico com o nosso guardião. Patrício com toda a classe que o caracteriza deu-lhe uma bonita e valente nega. Nós, em casa, no café com amigos (o meu caso) ou nas bancadas do Estádio deles, respirámos de alívio. Não era o golo do indesejado empate. A frase da chalupa rainha entra aqui para demonstrar que as "odds" (que podemos traduzir por probabilidades) parecem estar em nosso favor na demanda pela permanência no topo observando os outros - os do animal fictício e os dos pardais - de cima para baixo. Eu já levo umas consideráveis 13 épocas a ver o Sporting (não quero insultar os seniores da casa com esta) e não fossem as "odds in our favor", a bola teria passado por baixo das pernas de Patrício - lembrem-se dos um para um com o Ricardo na baliza - ou teria sido defendida e logo a seguir ricocheteada através de um dos joelhos de um Rojo desta vida que em aparatosa queda empurraria a bola lá para dentro ou quiçá ainda, um dos nossos laterais ao tirar a que pica dali, iria colocá-la lindinha nos pés de um outro moço do Gil que com a baliza aberta não faria como o Hugo Almeida costuma fazer. Estes três lances são há muito doenças crónicas do nosso clube. Neste jogo isto não se sucedeu e nesta época andamos abaixo da média, facto que nos devia levar a agradecer ao Altíssimo. Mais a mais, que isto seja um Jogo da Fome e que no fim, a última punhalada seja dada por nós, pois lá audazes temos sido. 

O que a imprensa desportiva não quer ver e é muito óbvio...

O 1.º lugar do Sporting no campeonato, com a liderança isolada, não está a fazer bem a algumas cabecinhas iluminadas da imprensa desportiva doméstica.

Se às segundas, quartas e sextas, os comentadores escrevem que o plantel do Sporting é curto para o título, às terças, quintas e sábados escrevem que o Sporting é que tem sorte pois só tem o campeonato com que se preocupar e mais nenhuma outra competição para desgastar os seus jogadores. Afinal, em que é que ficamos?

Se há poucos meses atrás, depois de mais um campeonato decepcionante, os comentadores carpiam lágrimas pela mó de baixo do Sporting, clamando por um Sporting forte para dar luta ao campeonato, agora que o Sporting lidera a Liga e dá luta aos adversários, existe um misto de crónicas entre o elogio sincero e o elogio com manha, este último insistindo que a fase brilhante do Sporting no 1.º lugar não irá durar muito tempo pois os jogadores não aguentarão com a pressão e mais cedo ou mais tarde o Sporting começará a perder terreno para a concorrência directa.


Esta ideia de que o plantel do Sporting é curto para ganhar o título, que não conseguirá aguentar a pressão e que com naturalidade acabará por sair da liderança, inspira-se nos exemplos de Boavista e Braga (sobretudo) que no passado fizeram campeonatos muito acima das expectativas, mas que, a certa altura, algumas das vezes quase a chegar à praia, acabaram por soçobrar. O Sporting será mais do mesmo, prevê-se com uma certeza tão categórica como a Páscoa calhar no Domingo.

Ora, com o devido respeito, essa leitura está profundamente equivocada.

Desde logo, porque o Sporting é um clube que sabe e tem hábitos de ganhar campeonatos. São 18 ao todo, não 1 nem 0.

Depois, porque boa parte dos jogadores do plantel do Sporting estão doutrinados na disciplina de cultura de vitória e conquista. Sabem o que isso é. E sabem também o que é estar em 1º lugar. São coisas que já vêm com eles desde os «petizes». Por isso, quem ontem esperava tremedeira como varas verdes da equipa perante a hipótese de chegar ao 1.º lugar enganou-se redondamente….

Por último, e não menos importante, existe ainda um outro «pormaior» que Boavista e Braga também nunca tiveram, e que no caso concreto do Sporting está a fazer toda a diferença, até mesmo por comparação com os últimos anos de Porto ou Benfica: o seu 12.º jogador.

Ontem, em Barcelos, parecia que se estava em Alvalade. E não foi apenas naquele jogo. O Sporting nas deslocações fora de casa tem contado, como há muito tempo não se via, com um apoio muito presente e bastante alargado dos seus adeptos. Uma falange que nunca se cala, nem nunca se cansa de apoiar a equipa e os seus jogadores.


A imprensa bem pode teimar em querer ler o Sporting e o seu 1.º lugar à luz das leituras que fez no passado sobre Boavista e o Braga. Mas essa leitura é redutora e enganadora, e presta-se a dar grandes dissabores aos seus autores, como o Pedro Correia vem muito bem dando conta.

 

Vamos à frente!!!!

Vou aproveitar escrever "vamos à frente" 100 vezes, porque temos tido poucas oportunidades de o fazer. Vamos à frente!Vamos à frente!Vamos à frente! (considerem metaforicamente que as 100 vezes estão aqui).

Mas isto não quer dizer, longe disso, que somos os maiores, ou que temos a melhor equipa. Apenas significa uma coisa que nos últimos tempo não víamos: há garra, há vontade e há treinador com pés e cabeça.

Esperemos que na abertura do mercado de inverno não façamos as asneiras habituais. Eu não quero, absolutamente, ganhar já o campeonato (embora adorasse). Prefiro uma equipa equilibrada, financeiramente independente e que jogue com garra. Com esforço, dedicação e devoção. A glória há de chegar, mas nem sempre, como sabemos, chega a correr.

Mas para já, vamos à frente! Com uma equipa mais barata que em vez de ir buscar "vedetas" está a fazer vedetas! Era mesmo isto que eu queria.

O acto de vir aqui ao blog

É uma alegria ir aos favoritos e clicar em "És a Nossa Fé" ou escrever "sporting blogs sapo" no motor de pesquisa. Andar para baixo, para cima, ler e reler o que aqui se publica só nos pode deixar felizes. Longe vão os tempos em que este blog parecia uma igreja na sexta-feira da Paixão. Fazendo jus à liturgia, isto agora parece mais a entrada triunfal de Cristo em Jerusalém. Só faltam os ramos de oliveira e o povo a bater palmas. Para já, fazemos nós autores a festa contida, pois como disse o José Manuel Barroso no seu facebook, "fé alta e cabeça fria". Vamos Sporting!

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De ver o Sporting vencer pela oitava vez em 11 jogos disputados neste campeonato. Uma diferença abissal em relação à época anterior, quando só chegámos à oitava vitória no mês de Abril.

 

Da goleada. A quinta da época. Por mais que sejam, sabem sempre bem.

 

Dos 28 golos já marcados. O Sporting é a equipa mais goleadora do campeonato.

 

Da assistência entusiástica. Apesar da noite fria, houve mais de 26 mil espectadores nas bancadas de Alvalade. Sócios e adeptos acreditam nesta equipa. Como há muito não acreditavam.

 

De ver Montero interromper o jejum. O colombiano regressou aos golos. Marcando mais dois. Já vai em onze. Tantos como os jogos disputados.

 

Da exibição de William Carvalho. Encaminhou o Sporting para a vitória ao marcar o primeiro golo, aos 15', a partir de um canto. De uma eficácia extrema na recuperação de bolas e na construção de manobras ofensivas. Outra grande partida no seu currículo, sublinhada com aplausos constantes das bancadas.

 

De André Martins. De regresso ao primeiro plano exibicional. Grandes desmarcações, grande mobilidade. Marcou o quarto golo do jogo, aos 88' - o seu segundo no campeonato. Bem merecido.

 

Da solidez da nossa defesa. Um quarteto muito eficaz que voltou a ficar incólume. Todos estiveram bem. Mas o melhor foi Maurício: resolve sempre, sem complicar.

 

Do contraste com os anos anteriores. Nas duas últimas épocas, a equipa da capital dos móveis roubou-nos seis pontos. Em 2011/12 o Sporting perdeu em casa (2-3) contra o Paços de Ferreira, o que fez cair o presidente José Eduardo Bettencourt. Em 2012/23, nova derrota (0-1) frente à mesma equipa, o que conduziu à saída do treinador Vercauteren. Desta vez foi tudo bem diferente. Vencemos. E o presidente e o treinador estão de pedra e cal.

 

Da arbitragem. Um trabalho impecável de Jorge Ferreira. Que diferença em relação a outros, que dão cabo do espectáculo e da verdade desportiva...

 

Da classificação. Regressamos ao topo da tabela, com mais dois pontos que o Porto. Quase parece fácil, é seguramente lógico. Mas no início da época quase ninguém imaginaria.

 

 

Não gostei

 

Da exibição de Carrillo na primeira parte. O peruano redimiu-se com a assistência para o segundo golo, já no período complementar. Mas foi bem substituído por Slimani.

 

Da lesão de Adrien. Oxalá não seja grave.

 

Do estado do relvado. Continua mau.

 

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