Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Para reflectir

Recomendo a leitura deste texto, que nos fornece ampla matéria para reflectir sobre as causas do insucesso recente da formação leonina. Desde logo a absurda decisão de pôr fim à equipa B tomada por Bruno de Carvalho, num dos seus momentos de fúria intempestiva, e a disparatada obsessão com a acumulação de "títulos" nos escalões pré-profissionais, impedindo a ascensão precoce dos jovens mais talentosos às etapas seguintes do final da formação.

O pudor, o decoro, a vergonha

«A equipa não jogou bem, é um facto. Peseiro ainda não encontrou forma de colocar o Sporting a jogar bom futebol, outro facto. Mas não merecerá uma equipa remendada mais algum apoio? Mais, não há ali naquela bancada pelo menos um grupo organizado de adeptos que esta época devia ter o pudor, para não dizer a vergonha, de não assobiar a equipa? É que há quatro meses estavam a atacar o plantel e o treinador em Alcochete, na que foi a maior vergonha de sempre do clube em mais de 100 anos de história. Não fazia mal ter um pingo de decoro e pensar no que andam a fazer os grupos de... apoio. É grande a desunião e poucos os que realmente pensam no que dizem amar.»

 

Bernardo Ribeiro, hoje, no Record

Tiro ao alvo interno

Fake News Clube de Portugal. Recomendo a leitura deste postal do Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia. Um texto que desmente, de forma exemplar, as atoardas que já por aí circulam e confirmam o Sporting como um clube originalíssimo: cada dirigente que chega, começa a levar chumbro grosso não de fora mas de dentro. Agora com a agravante de o alarido ser posto a circular no vespeiro das redes sociais, com boatos travestidos de "notícias": em poucos minutos, os mexericos e as alcoviteirices chegam a milhares de destinatários, que espalham rumores em série como se fossem verdades.

A história repete-se. E explica, em larga medida, por que motivo vemos o título de campeão nacional de futebol fugir-nos há 16 anos. Nos momentos cruciais, os outros unem-se. Nos momentos cruciais, nós desatamos a fazer tiro ao alvo interno.

Ler os outros

Sérgio Barroso, n' A Insustentável Leveza de Liedson: «O dano está consumado. Indemnização alguma, no futuro, evitará o dano sofrido. Dano financeiro, dano reputacional, dano desportivo, dano simbólico, dano afectivo. Não devemos esconder que estamos perante um desastre brutal, nunca visto no futebol português e apenas com paralelo nos desastres aéreos de Manchester, Torino ou Chapecoense. Só que desses desastres saíram clubes unidos, e deste suicídio presidencial não sai nada, nem ninguém.»

 

Cherba, n' A Tasca do Cherba«Entre ontem e hoje a saga continuou e foram às dezenas (centenas?) os adeptos que escreveram coisas como "ainda foram poucas as que levaram da Juve!" ou "os únicos atletas que interessam são os das modalidades!". Confesso-vos que, de cada vez que leio isto, dá-me vontade de meter mira técnica na Tasca. Parar. Respirar. Pensar se vale a pena continuar, quando cada vez menos me revejo em ti, em ti e em ti que não hesitaste em alimentar esta estado de ódios, de intolerância, de insulto fácil. Em ti, em ti e em ti que não aceitas que alguém pense 10% diferente de ti, que te achas mais Sportinguista que eu, que te queixas de darmos pouca atenção às conquistas e sucessos do clube e que, a cada post de celebração dessas mesmas conquistas, as aproveitas para ironizar ou para esfregar em caras imaginárias uma vitória que é de todos, mas que tu insistes em etiquetar em derrota para outros que sofrem como tu.»

 

Nuno N. Almeida, Sangue Leonino: «Bruno Carvalho cometeu demasiados erros, não soube gerir com pinças o coração do clube - o futebol profissional - desencadeando uma revolta colectiva e criando uma divisão insanável no seio da massa associativa, deixando-se inebriar pelo poder e pela sedução de um autoritarismo despropositado e anacrónico. Por tudo isto, e porque teima em não se demitir, reitero a pergunta: porquê tudo isto, Bruno?»

 

José Duarte, A Norte de Alvalade: «Aconteça o que acontecer, acredito na força dos Sportinguistas e no seu amor pelo clube como factor determinante para o sucesso daquela que será provavelmente a empreitada das nossas vidas. Mas para que ela tenha sucesso, é necessário a alteração do estado de fractura total em que se encontra a família leonina. Este é o momento mais do que nunca de pensar em primeiro lugar e acima de tudo no SPORTING CLUBE DE PORTUGAL e não no que é conveniente para uma pessoa, ou para um grupo ou facção.»

 

"Salvar o Sporting de Bruno de Carvalho"

Daniel Oliveira escreveu no Expresso um artigo cuja leitura recomendo vivamente, pois trata-se de um balanço (creio que justo) da presidência de Bruno de Carvalho por quem o apoiou, seguido da explicação dos motivos por que já não o pode apoiar.

A dada altura pode ler-se:

Como sportinguista, não quero alimentar os argumentos que possam favorecer rescisões unilaterais em que os clubes que levam jogadores ficam dispensados de compensar o Sporting pelo investimento feito. E não penso ser legítima a insinuação de que Rui Patrício (que justamente é e será para sempre um símbolo do Sporting) poderia desistir desta rescisão se Bruno de Carvalho se demitisse. Apesar de compreender a situação do jogador, ser solidário pelo que passou e até perceber o racional desta condição, não se pode abrir um precedente em que jogadores podem, de alguma forma, determinar quem é e quem deixa de ser o presidente do clube para o qual trabalha. Como trabalhador do Sporting, é livre de lutar pelos seus direitos e tem, como não podia deixar de ter, a minha total solidariedade. Ao Sporting cabe tentar minimizar os danos deste processo. E é evidente que outro presidente o fará em muito melhores condições do que Bruno de Carvalho. Mas uma coisa é ser eu a dizer isto, outra é ser Rui Patrício ou alguém por ele.

 

Concordo sem dúvida, mas não deixo de apontar que pelo menos alguns dos jogadores (e o anterior treinador) não são meros trabalhadores do Sporting: são também verdadeiros sportinguistas que desejam o bem do clube. Nessa qualidade, e conhecendo-o melhor do que ninguém, é natural que desejem o afastamento de Bruno de Carvalho. 

Texto a ler

Francamente tenho alguma dificuldade em entender o que defendem os ainda apoiantes do comportamento dos 7 membros da direcção do Sporting que continuam em funções, alguns dos quais presentes neste blog dizendo coisas que são, se racionalmente interpretadas, de um teor tétrico.

Abaixo transcrevo o texto do presidente da assembleia geral da SAD do Sporting, em funções. E transcrevo-o, apesar de estar livremente disponível no jornal "Record", porque há gente sportinguista cuja teoria da conspiração entende que tudo o que vem desse jornal (e da comunicação social, em geral) é fruto de uma "conspiração" anti-sportinguista - uma crescente mania da perseguição que é uma patologia -, e que como tal não se deve acreditar (como ontem de manhã, quando a notícia da rescisão de Rui Patrício foi aqui - e não só - várias vezes comentada como sendo mentira pois oriunda "da Cofina").

Fica aqui o texto, apesar, repito, de estar publicado no "Record". E a dúvida, a de como é possível não entender a total pertinência do que aqui está escrito? 

 

"LINHA VERMELHA

A discrição a que obriga o cargo de PMAG da SCP SAD tem justificado o meu silêncio sobre o momento atual da Sociedade, apenas interrompido no domingo (dia 20) para revelar as razões pelas quais decidi manter-me em funções.

Essa decisão não se alterou, por várias razões, mas sobretudo porque os mandatos não são direitos, são deveres que se exercem perante e em homenagem aos eleitores.

O momento do Clube é demasiado grave para permanecer em silêncio e são os meus deveres de sócio do Clube há 47 anos – e de cidadão - que impõem que quebre esse silêncio, ultrapassados que estão todos os limites.

O despojamento com que a realidade (?!) do Clube tem sido revelada, com relatos parciais de reuniões internas, com porta-vozes de um dos órgãos sociais e a degradação evidente das relações entre membros dos órgãos sociais são, obviamente, intoleráveis.

Intolerável é, também, a afirmação pública, por parte de um órgão social, de que não colaborará - logo, obstaculizará - com a MAG na organização logística da assembleia geral que aquela Mesa anunciou.

E, para agravar, eis que o Conselho Diretivo anuncia a substituição da Mesa da Assembleia Geral e a nomeação de uma Comissão Transitória da MAG que, ufana, se apressou a nomear uma Comissão de Fiscalização, convocar duas assembleias gerais (uma delas eleitoral!) e anunciou que "não se realizará qualquer assembleia geral no dia 23 de junho". Tudo para que não restem dúvidas, decisões flagrantemente ilegais e que implicam um profundo desrespeito pelos Estatutos do Clube e, portanto, pelos Sócios.

É, pois, uma exigência urgente afirmar que, tal como o CD, o PMAG e a MAG também foram eleitos pelos sócios, pelo que, independentemente de estes se terem demitido ou não, conservam toda a sua legitimidade e poderes. 

A legitimidade dos titulares dos órgãos tem exatamente as mesmas fontes: os estatutos e os sócios.

O CD pode, evidentemente, ter opiniões, as melhores ou as piores, sobre as decisões da MAG; mas não deve, em momento algum, usar o dever de gerir o Clube - e de, por isso, dispor do livro de cheques e do poder sobre os funcionários - para impedir outro órgão social de exercer os seus poderes, decidindo nomear outros membros dos órgãos para substituir aqueles que ainda se mantêm em funções.

Essa é a linha vermelha.

João Sampaio

Sócio 4.352"

Temer pela morte

Leio no Expresso o artigo do seu director

 

«Temer pela morte

 

Há palavras para o que não há palavras. Descrições do indescritível. Testemunhos de testemunhas que são vítimas: são as palavras dos jogadores, dos fisioterapeutas, de um scout e de um preparador físico do Sporting sobre aquela tarde em Alcochete, palavras que a Tribuna Expresso revela esta manhã. É um filme de terror, como publicamente lhe chamou Jorge Jesus. É um cenário que os deixou “em estado de choque”, como disse Bas Dost à porta fechada à GNR.

Tivemos acesso a mais de 20 testemunhos prestados no Comando Territorial de Setúbal na noite de 15 maio, horas depois do ataque do grupo de encapuzados a Alcochete. Publicamo-las aqui, aqui e aqui. Com uma advertência: as palavras podem chocar doentes cardíacos e saudáveis cardíacos, pelo texto de abusos verbais e pelo contexto de violência física descrito.

19 jogadores do Sporting contam tudo sobre o ataque a Alcochete (e como Palhinha protegeu Montero).

Um dos agressores em Alcochete foi colega de escola de Rafael Leão. Montero, Palhinha e Salin também reconheceram atacantes.

Equipa técnica do Sporting foi vigiada e ameaçada já depois das agressões em Alcochete.

Vários jogadores falam de medo. Falam do que lhes pareceu premeditação nos ataques. Falam de "temer pela vida". Falam de socos, pontapés, estaladas, um garrafão de 25 litros de água, cintos, empurrões, tochas, queimaduras , ameaças, caras tapadas e descobertas, alvos definidos - e de uma ideia comum: a de que aquele grupo sabia por onde entrar, aonde se dirigir, de que atuou "em bloco", "com alguma organização", agiu "premeditadamente" e bloqueou a saída enquanto espalhou o medo.

 

Sim, é um filme de terror, com dezenas de personagens. Estas são só as vítimas.

(...)»

 

--

Como um dia escreveu Sophia:

«Vemos, ouvimos e lemos. Não podemos ignorar.»

Leitura recomendada

 

Para o que aconteceu ontem nunca, mas nunca mais se repita. Do Rui Monteiro, n' A Insustentável Leveza de Liedson.

 

A nightmare to remember. Do Cherba, n' A Tasca do Cherba.

 

Bruno foi um bom presidente, mas isso não importa. Do Alexandre Homem Cristo, no Observador.

 

Esgotado? Do Mestre de Cerimónias, n' O Artista do Dia.

 

Os cinco pontos que vão ditar o futuro do Sporting. De Bruno Roseiro, no Observador.

 

 

Análise geo-política

«(..) espero que a crise no Sporting termine o mais rápido possível, pois, em termos de tempo de antena, Bruno de Carvalho está claramente a bater Putin e Trump. Talvez, no futuro, os livros de história universal venham a rezar: "A crise na Síria, que ocorreu no tempo em que BC era Presidente do Sporting, em 2018, terminou com uma cimeira russo-americana

 

José Milhazes

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D