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És a nossa Fé!

Doa a quem doer, custe a quem custar

Texto de Francisco Gonçalves

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Do que gostei mais, no jogo de Vila de Conde, foi daquela lagrimazinha matreira e atrevida, no canto do olho do Rúben Amorim.

Aquela pequena porção de líquido lacrimejante é toda uma época que passa pela mente do treinador.

Desde a apreensão, e até desdém, de alguns adeptos, na sua contratação, até aos castigos, em catadupa, que vão sendo anunciados pelo Conselho de Disciplina.

Desde a eliminação da Liga Europa até ao penálti e à expulsão revertidos, em Alvalade, contra o FC Porto.

Desde as vitórias épicas, no ocaso dos jogos, até à forma como a equipa se ergueu, depois da eliminação na Taça de Portugal.

Desde os empates inusitados, até à resposta aos sempiternos cépticos.

Desde a comoção de ver aquela juventude irrequieta e irreverente até ao título que ainda não é nosso mas que vai ocupando o seu espaço, na sua mente.

O treinador do Sporting, Rúben Amorim, foi o autor do slogan – "onde vai um, vão todos" - que representa, promove e identifica o Sporting Clube de Portugal. Ontem [anteontem] aquela lagrimazinha foi a transformação, em imagem, da certeza de que onde vai um vão todos, doa a quem doer, custe a quem custar.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

De pedra e cal - Talismãs (3)

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A equipa de hoje, trará boas memórias a maior número de Sportinguistas já que jogou em data mais recente. 

Da esquerda para a direita, a começar pela fila superior: 

Damas*, Inácio, Laranjeira**

J. Mendes, da Costa, Fraguito***Marinho ****

Nélson, Baltazar,***** Manuel Fernandes, Chico ******

Que as boas memórias evocadas possam contribuir para alegrar o dia de hoje, até à hora do jogo, e ajudar a acreditar que os três pontos serão nossos.

 

A imagem dos cromos foi gentilmente cedida por Manuel Parreira, a quem muito agradeço.

 

Edição às 21:17: inclusão do nome de Inácio

*Vídeo publicado a 13 de Setembro de 2015 no canal Youtube do Sporting Clube de Portugal.

**Vídeo publicado a 28 de Setembro de 2015 no canal Youtube do Sporting Clube de Portugal.

***Vídeo publicado a 8 de Setembro de 2015 no canal Youtube do Sporting Clube de Portugal.

****Vídeo publicado a 30 de Setembro de 2015 no canal Youtube do Sporting Clube de Portugal.

*****Vídeo publicado a 10 de Outubro de 2015 no canal Youtube do Sporting Clube de Portugal.

******Vídeo publicado a 9 de Maio de 2016 no canal Youtube do Sporting Memória.

Pedro Gonçalves é a antítese de João Mário

Texto de Jô

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Tenho para mim que o Pedro Gonçalves é a antítese do João Mário.

O João Mário dá-se ao jogo como poucos, está sempre com a bola nos pés, mas erra muito na definição e, talvez por ter percepção disso mesmo, acaba quase sempre por jogar pelo seguro, sendo muito raro ver um passe de ruptura ou um remate.

O Pedro Gonçalves aparece pouco em jogo e passa largos períodos sem sequer tocar na bola, mas quando a bola lhe chega aos pés, sai quase sempre magia: ainda no último jogo, isolou o Paulinho com um passe de génio.

Um sabe segurar a bola, o outro sabe soltá-la com mestria.

Enfim, dois grandes jogadores, com características bem diferentes. Como não há jogadores perfeitos, uma equipa faz-se disto mesmo: jogadores que se complementam e que dão coisas diferentes ao jogo.

E este Sporting tem sabido aproveitar bem o que cada um tem de melhor.

Se há quem não goste do Pedro Gonçalves, paciência. Gostamos nós e isso é que interessa.

 

Texto do leitor Jô, publicado originalmente aqui.

De pedra e cal - Galeria da(s) Glória(s)

 

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Imagem gentilmente cedida por Manuel Parreira (identificação dos jogadores, a cargo do próprio na caixa de comentários)

 

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Emílio Peixe

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Amunike

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Infelizmente, esta fotografia (cromo n.° 43) integra um lote de três fotografias legendado de forma genérica. Não me é, por isso, possível identificar correctamente os futebolistas. Não tenho os outros dois cromos mas não quis perder a oportunidade de aqui deixar este apontamento. Se houver quem possa ajudar na identificação dos mesmos, agradeço.

A legenda que figura na caderneta de 1906-1995:

«Mais três equipas de futebol que deram grandes glórias ao Sporting. Recordem-se futebolistas como: Carlos Gomes, Passos Caldeira, Martins, Fernando Mendes, Osvaldinho, Pérides, Galaz, Dilson, Vadinho, David Julius, Mário Jorge, Jordão, Morato, Zezinho, Gabriel, Damas, Romeu, Sousa e Manuel Fernandes.»

Esperaria, contudo, que Vadinho fosse o terceiro a contar da esquerda, na fila inferior. E Galaz, o primeiro a contar da esquerda, na fila superior. Osvaldinho, o quarto a contar da esquerda na fila superior?

De pedra e cal - Talismãs (2.1, por Manuel Parreira)

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Álvaro Cardoso, Azevedo, Manuel Marques, Canário, Barroso, Veríssimo, Sidónio, António Marques, Jesus Correia, Peyroteo, Albano.

Dispensam apresentações. Os jogadores e o caríssimo Sportinguista Manuel Parreira, açoreano e residente na Califórnia, que generosamente partilhou esta verdadeira relíquia.

Que logo à noite, na próxima batalha, a memória colectiva dos êxitos destes jogadores nos ajude a acreditar que os três pontos serão nossos.

Muito obrigada, caro Manuel Parreira!

P.S. Tenho metade desta mesma equipa representada na caderneta de 1995. Que pena que seja só metade.  Mal se daria pela diferença de décadas entre cromos. 

Vamos pontuar mais que em 2000 e 2002

Texto de Leão 79

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Quero deixar aqui alguns dados estatísticos para animar os Sportiguistas e verem porque continuo a acreditar no título.

Nos últimos dois títulos que ganhámos (também com 34 jogos), em 1999/2000, fizemos 77 e o segundo classificado 73, portanto mais 4; depois, em 2001-2002, fizemos 75 e o segundo classificado 70, portanto mais 5. 

(...)

Neste momento, e caso tanto Porto como Benfica ganhem os seus jogos nesta jornada, o máximo que cada um alcançará será:

Porto, 84 pontos;

Benfica, 78 pontos.

O Sporting poderá chegar aos 88.

Isto quer dizer que de certeza ultrapassaremos essas duas últimas classificações em que fomos campeões.

Portanto os 86 de 2016 que o Jorge Jesus fez - e que não chegaram para sermos campeões - desta vez, com Amorim, chegarão. Sendo assim, teremos de ganhar cinco jogos e empatar um (que penso será o da Luz) e nem precisamos nos preocupar com o resultado do Benfica-FC Porto.

Outro dado estatistico: faltam 9 pontos para assegurarmos a Champions directa.

FORÇA SPORTING, ESTOU CONTIGO!

 

Texto do leitor Leão 79, publicado originalmente aqui.

Vamos transmitir confiança aos jogadores

Texto de Ulisses Oliveira

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Bastou um pequeno percalço para muitos adeptos se esquecerem rapidamente da temporada brilhante que conseguimos até aqui, e de que o caminho faz-se caminhando, umas vezes mais depressa, outras mais devagar, mas sempre a caminhar. Não é possível a uma equipa estar sempre no topo de forma. Aqui ou ali vão aparecer dificuldades, sejam elas "plantadas", sejam fruto da competitividade dos adversários. Mas a verdade é que se no início da época perguntassem a qualquer sportinguista se aceitaria estar nesta altura com 6 pontos de avanço do segundo classificado, de certeza que a grande maioria comprava, de olhos fechados. Portanto, temos de nos orgulhar do que conseguimos até aqui.

É normal que a equipa nesta fase acuse um pouco mais a responsabilidade. É normal vermos menos alegria nos jogadores e sentirmos que as coisas acontecem mais em esforço, menos fluidas. Como digo, é normal. Estranho seria se tal não acontecesse. Já nem falo nos miúdos do plantel. Mesmo aos graúdos falta-lhes experiência a este nível: Adán foi quase sempre suplente nas grandes equipas por onde passou; Coates, desde que está no Sporting nunca foi campeão; Feddal, que eu saiba, também não tem hábito de lutar por títulos; João Mário e Palhinha, idem, tal como o Paulinho, e outros.

A própria equipa técnica, também ela é inexperiente a este nível. Mesmo os adeptos, também não estão nestas andanças há muitos anos, alguns nem sequer viram o Sporting campeão. Portanto, é normal que o sorriso que os jogadores espelhavam até metade da época tenha sido parcialmente substituído por um tom mais sério, próprio da responsabilidade de quem está perante um feito que a acontecer, ficará para a história. Não se confunda com falta de determinação.

Cabe-nos a todos nós, sportinguistas, passar aos jogadores toda a confiança possível. Sabemos que o caminho está carregado de armadilhas e que as regras não são as mesmas para todos, e sabemos que há um esforço conjugado para nos tirar confiança e determinação... mas se fizermos dessa "concorrência desleal" a nossa força e se verdadeiramente onde for um forem todos, nada parará a equipa.

Trabalhei com alguém que em tempos pediu paixão e foco a toda a equipa que trabalhava com ele. Sábias palavras. Especialmente agora, chegados às grandes decisões, há que cerrar fileiras. Todos juntos, com paixão e com foco, vamos conseguir.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Amorim falhou nas opções que fez

Texto de Luís Barros

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Aqui está um dos fulcrais destes dois resultados menos positivos: deixamos de jogar pelas alas. Quando temos um ponta de lança, deixamos de "fazer" jogo para a área.

Ontem [anteontem] vi um defesa/ala esquerdo com 18 anos a jogar sozinho contra três adversários e mesmo assim sem comprometer. Vi igualmente um defesa/ala direito, sozinho, sem chama e descoordenado, que depois de ser chamado à seleção desaprendeu de jogar e que comprometeu. Foi a segunda vez em dois jogos seguidos que sofremos golos a partir do lado direito.

Vi também um João Mário a jogar naquele estilo muito peculiar de não se querer gastar muito nem sujar os calções.

Por último, vi uma defesa completamente perdida a sofrer um golo de forma indesculpável.

 

Já afirmei mais do que uma vez: neste momento o Sporting não tem ninguém além de Plata que faça a diferença no um-para-um e para desbloquear jogos precisam-se de artistas. Jovane, mais uma vez, não aproveitou para fazer a diferença e mostra que o caminho em Alvalade já não deve ser muito mais longo.

Continuo a não perceber o súbito desaparecimento de Matheus Nunes, um dos poucos que seguram e transportam a bola em condições.

Pedro Gonçalves, com uma das melhores exibições dos últimos tempos, jogando solto sem ficar amarrado a uma posição no terreno, fez-me lembrar um pouco o Adrien mas com mais golo.

 

Concluíndo. Amorim falhou pela segunda vez nas opções que fez e demonstrou algum nervosismo durante quase todo o jogo.

Se é verdade que ainda estamos à frente por seis pontos, também é verdade que vejo os principais adversários a jogar com mais atitude e contando ainda com mais soluções no banco.

 

Nota final. Pela primeira vez não gostei do discurso de Amorim. A ideia de que o Sporting já "ganhou" o campeonato com a valorização de alguns jogadores e, se o perder efectivamente, é o treinador que o perde, não me parece a política mais correcta. Na prática nada está ganho: o Sporting e seus jogadores só ganham se forem campeões e chegarem à liga milionária.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

Com VAR, o árbitro deixou de ser juiz

Texto de João Gil

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O problema é que pela interpretação literal da lei (11) do fora de jogo até 1 milímetro (do mesmo modo, um milionésimo de milímetro...) constitui infracção passível de anulação da jogada. Portanto, em termos materiais estará provavelmente correcto anular a jogada e o golo.

A lei exclui apenas mãos e braços para efectuar o julgamento da situação de offside. Contam para a medição de um fora de jogo todas as partes de corpo, cabeça (incluindo cabelo....) e pés (la está, um tipo que calce 44 tem vantagem sobre um que calce 41), mas isto, com a introdução do VAR, introduz um aspecto que não existia antes, que é o da percepção da jogada pelo árbitro e a de considerar se 2 centímetros (estando ainda por cima o jogador de costas para a baliza) constituem vantagem “de facto” do atacante sobre o penúltimo defesa, numa circunstância de golo igual à verificada no golo anulado a Pedro Gonçalves.

Desde que se alterou a lei do fora de jogo, para que um jogador considerado “em linha” não fosse julgado em offside, nunca mais houve descanso com as situações de fora de jogo. É um caso de uma alteração à lei que não parece ter trazido qualquer benefício para o jogo. Aportar maior rigor à definição do que é ou não é uma situação de vantagem falta à clarificação da lei e de como a mesma deve ser interpretada. Se calhar terá de ser a ciência, a bio-mecânica, qualquer coisa por aí - e não exclusivamente ex-árbitros que nunca jogaram à bola e são só versados no sopro do apito - a trazer essa revisão do conceito de vantagem (física) na situação de fora de jogo.

 

Depois ainda sobra a questão do frame e da tecnologia. Num jogo Moreirense-Sporting em que as câmaras que servem o VAR sejam menos sofisticadas do que as de um Porto-Santa Clara ou um Benfica-Maritimo, os julgamentos das jogadas críticas podem prejudicar os intervenientes do primeiro jogo em benefício dos outros dois.

Tudo conta, portanto.

Enquanto as condições não forem iguais para todos e a jurisprudência não for uniformemente aplicada, vamos continuar a ter estes episódios que podem definir campeões e descidas de divisão. Nesse aspecto, era muito mais justo quando a decisão pertencia exclusivamente ao árbitro, com toda a margem de erro do mundo, e não havia interferência de um colégio de outros árbitros e assistentes de árbitros que influenciam objectivamente o destino dos jogos, apesar de toda a lengalenga do protocolo do VAR.

 

A intervenção do VAR é, por si só, uma fortíssima condicionante psicológica à decisão última do árbitro de campo. Na realidade, o árbitro de campo deixou de ser o juiz. Com o VAR e o AVAR o jogo passou a ser dirigido por um colectivo de juizes que se influenciam reciprocamente na tomada de decisão. Esta mudança é tão ou mais estrutural do que a simples alteração de uma lei do jogo.

Eu teria ficado muito mais conformado se o golo de “Pote” tivesse sido simplesmente anulado pelo fiscal de linha por ter, na sua análise instantânea do que se passou em campo, percepcionado uma vantagem do jogador do Sporting naquele lance. A decisão não foi do árbitro, foi da máquina (e do tipo que operava a máquina) que disse ao árbitro: anula o golo, que o tipo tinha uma vantagem de 2 cm sobre o defesa.

E o árbitro anulou.

 

Temos de marcar mais golos do que o adversário no próximo jogo. Ou como quem não tem Taremi, tem de caçar com Paulinho, TT, Pedro Gonçalves e companhia..

Viva o Sporting e vamos lá ao próximo que até os comemos.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Tudo isto é uma palhaçada

Texto de AHR

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Se a margem de erro fosse 10cm, uma medição de 12cm não seria questionável. Teria que ser validada como fora-de-jogo.

Senão vejamos: os limites seriam 12cm - 10cm = 2cm (está em fora-de-jogo) e 12cm+10cm=22cm (está em fora-de-jogo). Ou seja, uma medição de 12cm daria sempre fora de jogo de acordo com a margem de erro do equipamento. Não há dúvidas. É assim que funciona.

Pôr em causa a decisão seria pôr em causa a margem de erro do equipamento e isso seria outra discussão. Ao contrário, se a medição fosse de 8cm, por exemplo, para a mesma margem de erro de 10cm, ter-se-ia: 8cm - 10cm = -2cm (não está em fora-de-jogo) e 8cm + 10cm = 18cm (está em fora-de-jogo). Como se vê, neste caso, haveria a possibilidade de não estar em fora-de-jogo, de acordo com a margem de erro, e portanto o fora-de-jogo não poderia ser validado com uma medição de 8cm para uma margem de erro de 10cm.

 

Já aqui escrevi aqui que bastaria ser divulgada a margem de erro admissível das linhas do VAR para se acabar com todas as suspeições.

Enquanto isso não acontecer, irão ainda aparecer foras-de-jogo de 1cm, 0,5cm e, quem sabe, de 1mm. Tudo é possível enquanto não sair cá para fora a margem de erro das medições.

Efectivamente, tudo isto é uma palhaçada. Não vale a pena estar a comentar que um fora-de-jogo de 10, 5, 2, ou 1cm é ridículo sem antes se saber qual a precisão do equipamento. Até pode acontecer que a precisão do equipamento seja de 1cm (o que duvido) e, assim sendo, uma medição de 2cm teria que ser validada. É assim que funciona.

 

Fico incrédulo como até agora fui o único a reclamar a divulgação da margem de erro do equipamento! Coisa tão simples e tão básica.

 

Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.

Motivados para vencer o campeonato

Texto de Maria Inês

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Se por um simples e natural empate começássemos a ver fantasmas por todo o lado isso seria meio caminho andado para a debacle total. Se Feddal não tem falhado o corte, e o jogador do Moreirense não tem feito o remate da sua vida, agora não estávamos aqui a carpir metade destas mágoas.

O que tivemos ontem [anteontem] de infelicidade, já tivemos a triplicar de felicidade ao longo da época. Não demos razões aos nossos adversários para virem aqui minimizar ou tentar ofuscar a nossa brilhante prestação neste campeonato. Até porque eles também ainda irão perder alguns pontos "tontos" até ao final.

Felizmente o nosso treinador tem a cabecinha no lugar e sabe onde deve ter o foco: no Famalicão. Já não é a primeira vez que empatamos neste tipo de jogos e provavemente não será a última. Pelo meio até perdemos na Madeira para a Taça e felizmente nada disso nos abalou.

Estou convencida que mais uma vez assim será. Que venham a seguir três vitórias por 1/2 a zero e aí vamos nós para Braga motivados para resolver o campeonato.

 

Texto da leitora Maria Inês, publicado originalmente aqui.

João Mário merece regressar à selecção

Texto de Ângelo

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Gonçalo Inácio podia ter uma oportunidade [para integrar a selecção], os nossos centrais têm muita experiência, mas a idade não perdoa. O Gonçalo poderia dar-nos mais velocidade lá atrás, além de ser um central que sabe passar a bola e construir jogadas. Mas compreendo que o seleccionador o possa achar ainda demasiado verde para convocá-lo já, em detrimento de outros com mais estatuto.

 

João Mário seria uma opção mais que válida. Já nos ajudou a ganhar o Euro, acho que merecia regressar à selecção.

 

De resto, para já, acho que mais ninguém [do Sporting] se adequa [além de Palhinha e Nuno Mendes].

Antunes, mesmo quando jogava mais regularmente, nunca me convenceu.

Jovane não sei se optou pela selecção portuguesa ou caboverdiana. Mas tem tido pouco jogo e a concorrência é de peso.

Tiago Tomás ainda está um pouco verde, mas para jogar com selecções mais fortes, que podem abrir mais espaços, poderia ser mais-valia. Mas André Silva tem estado a marcar muitos golos na Alemanha, senão era ele que tirava para entrar TT.

Nuno Santos tem perdido um pouco de gás, não tem sido tão decisivo ultimamente, agora que as equipas fecham-se mais quando jogam contra o Sporting. Mas a sua velocidade e garra poderiam ser úteis, mais úteis que João Félix... Mas não deve ter hipóteses para já.

 

Depois temos Pedro Gonçalves. Em boa forma mereceria ser chamado à selecção principal. Pelo menos era mais um criativo com instinto goleador, o que às vezes faz falta nestes jogos.

 

Daniel Bragança irá ter uma oportunidade, quando Rúben Amorim lhe confiar a titularidade. Até lá, não faz sentido Fernando Santos chamar alguém que nem é titular no clube onde joga. Mas ajudaria a selecção a acelerar o jogo, quando começa a "pastelar" contra as selecções mais fechadas.

 

Texto do leitor Ângelo, publicado originalmente aqui.

A maior razia do Sporting veio com Jesus

Texto de RASR

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Tenho a pretensão de que a culpa é de parte a parte.

 

Por um lado, temos o jogador. Forma-se no clube e tem uma ligação muitas vezes de mais de dez anos. Entraram enquanto putos e viveram o clube de uma forma que nós não conseguimos, por dentro. Eles sabem o que correram pela glória do clube nos seus determinados escalões.

É óbvio que os seus pais, muitos deles vindos de situações sociais e económicas totalmente complexas, assim como os seus agentes, com a ganância de contratos luxuosos que vêem em cada puto um novo Ronaldo de contratos bilionários, ficam todos na expectativa que este atinja a idade do contrato profissional, para assumirem o plantel principal e as primeiras boas coroas.

Quando começam a ser preteridos por outros jogadores que vêm de fora, começam a estudar formas de dar a volta à situação, através de vendas antecipadas pelos valores irrisórios que temos vindo a assistir. Eles, os "putos", pouco melhor sabem, confiando naqueles que os representam nas mesas de negociações.

É fácil falar de fora, que deviam ficar, dar o murro na mesa. Muitos têm pouco mais de 18 anos quando começam a ver o primeiro contrato com seis algarismos e mal sabem ainda pensar por si próprios...

 

Por outro lado, temos os treinadores.

Poucos são Rúben Amorim, Alex Ferguson ou Paulo Bento. São, aliás, uma raridade, os treinadores-formadores! Desta forma, para clubes formadores, como são a maioria dos portugueses, são precisos os treinadores certos para potenciar jovens.

A maior razia do Sporting veio com a contratação milionária de Jorge Jesus, consequentemente tapando a porta, à formação, da via de acesso ao plantel principal e à capacidade de valorização a curto prazo que sempre lhes cantaram ao ouvido durante anos e anos...

Assim, a porta de saída é o caminho mais rápido e, talvez, o mais fácil.

 

Por último, os presidentes.

Estes querem dos seus jovens o máximo rendimento possível com a sua venda. Tudo bem, nada contra. Porém, devemos ter a capacidade de perceber o ponto em que o clube se encontra, no mercado.

O Sporting tem passado por uma das suas maiores travessias do deserto. Quando algum clube estrangeiro negoceia connosco, é normal que pense que com meia dúzia de tostões nos conseguem levar todos os possíveis craques. Está lá o presidente para defender os interesses do clube, neste sentido. Não podemos é, também, deixar que um presidente perca o fio à meada e não consiga perceber o real momento da instituição.

Manter-se intransigente em exigir cláusulas de rescisão por jogadores que já estão a atingir o pico da sua performance é desmedido. Colocar cláusulas de rescisão absurdamente elevadas em jogadores que são bons mas apenas isso é perigoso, porque coloca a possível mobilidade profissional daquela pessoa em risco.

Tem igualmente de haver alguma transigência nas negociações e não emprenhar pelos ouvidos de quanto este jogador vale aos olhos dos adeptos (verdadeiros apaixonados pelo clube mas não entendidos nestas matérias).

Também queria o Bruno Fernandes a ser vendido por 120M, mas não era o valor de mercado correcto para ele, nem para o Sporting, nem para mais ninguém.

Adrien, Rui Patrício, William deviam ter saído pós-Euro'16 e mantiveram-se mais dois anos, à espera do tão propalado contrato milionário que Bruno de Carvalho tanto queria para enaltecer a sua presidência. Teve a de João Mário, mas depois foram apenas desastres atrás de desastres.

 

Resumindo, foi uma tempestade perfeita para termos, actualmente, "ratos", "traidores", "seres de esgoto" que estiveram às ordens do clube durante mais de dez anos mas que se viram impedidos de prosseguir as suas carreiras profissionais por desvarios e intransigências de pessoas que deviam ser profissionais.

Perderam todos, o clube também!

 

Texto do leitor RASR, publicado originalmente aqui.

Atenção ao assédio dos tubarões

Texto de Salgas

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Creio que foi uma das lacunas do anterior Conselho Directivo, acertar com os timings de vendas dos jogadores. Proporcionaram algumas das maiores vendas dos clubes, é um facto, mas houve jogadores que claramente passaram o seu ciclo em Alvalade e acabaram por ficar à revelia.

Relembro que Amorim disse que neste Sporting só queremos quem queira cá estar.

 

Falhámos o timing de venda do William Carvalho, após o Europeu: estava no topo da sua valorização, podia ter saído. O próprio Rui Patrício, apesar de todo o profissionalismo que revelou, sentia-se que também queria experimentar outro campeonato, pelo que poderíamos ter tentado encontrar uma solução. Gelson Martins podia ter tido paciência, ainda só tinha completado o seu terceiro ano na equipa principal.

É um ponto sensível, pois é natural que se queira manter connosco os melhores jogadores. Contudo, mantê-los à revelia parece-me que é a solução menos adequada. Sendo jogadores da formação, creio que o trabalho tem que ser feito desde a base, para que os miúdos tenham vontade de dar retorno ao clube.

 

Este Verão promete ser quente, com o assédio dos tubarões às nossas principais jóias. Estou curioso para ver como vai ser gerido o próximo mercado, especialmente confirmando-se o que todos desejamos, o Sporting campeão nacional 2020/21.

 

Texto do leitor Salgas, publicado originalmente aqui.

Quando se compara o Braga ao Sporting

Texto de Vítor Hugo Vieira

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São engraçados estes discursos, obviamente vindos de cartilhas, como o do Braga jogar o melhor futebol.

Por acaso estive relativamente atento a esta propagação em concreto.

Começou em Janeiro, curiosamente depois do Sporting derrotar o Braga 2-0 para o campeonato, segundo muitos comentadores sem merecer. Lembro-me claramente de se começar a propagar esta "opinião" nas semanas seguintes à derrota.

Mas, para azar, logo se deu o facto de a 16 de Janeiro o Braga perder com o Paços de Ferreira para o campeonato e uma semana depois, a 23, com o Sporting na final da Taça da Liga. Este discurso do "melhor futebol é o do Braga" acalmou.

Depois disso, [o Braga] ganhou quatro jogos seguidos para a Liga. Veio uma segunda onda de entusiasmo cartilheiro, ainda mais forte que a primeira, fazendo até do Braga um grande candidato ao título, e a maior ameaça ao Sporting na disputa do mesmo.

 

Uma onda de entusiasmo por um clube que desde Janeiro fez 20 jogos, ganhando 12, empatando 3, e perdendo 5. Números que, sendo positivos, não são propriamente impressionantes.

No mesmo período o Sporting - que, como todos sabemos, joga pouco e tem tido sorte - fez 15 jogos, ganhou 13 e empatou 2.

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

Engulam uma caixa de Kompensan

Texto de Paulo José Ramos

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A ANTF (Associação Nacional de Treinadores de Futebol) é uma coisa muito estranha, que tem vários presidentes e uma quantidade enorme de vices.

Não tem aparentemente, nem vogais, nem tesoureiros, nem secretários.

E, mais uma vez aparentemente, nenhum treinador no activo.

Seguramente, nenhum treinador de relevo e de certeza absoluta nenhum treinador que virá alguma vez a fazer algo de relevante no futuro.


É um conjunto patético de promessas eternamente adiadas, um conjunto de falhados contumazes, um conjunto de relíquias que nunca saíram da mediocridade.

Se isto é tudo gente que tem o Nível IV, pergunto-me: qual a utilidade do referido Nível? Um cargo nesta confraria de infelizes e frustrados?

O manda-chuva desta baderna, o tal Pereira, é tão insignificante que pelos vistos nunca chegou a treinador principal. E tem esta admirável irrelevância do treino futebolístico a suprema lata de emitir opinião acerca de um "colega" (desculpa Rúben, desculpa) de profissão que, em um ano e meio, já fez mais que ele em décadas!

 

Eu percebo que deva doer ao Pereira, ao Pedroto filho, ao Quinta, ao Prof. Neca, ao Paciência e a todos os outros incapazes da ANTF, mas o remédio não é atacarem um dos vossos, não é fazerem figuras tristes, não é mostrarem ao mundo a vossa inveja e azia por um rapaz em muito menos tempo, e sem as vossas fabulosas habilitações, ser de longe muito melhor treinador do que vocês foram, são ou alguma vez serão.

A solução passa muito simplesmente por uma boa dose de bom senso, outra de vergonha na cara e outra de decência.

Se não tiverem nada disto à mão (e aparentemente não têm), engulam uma caixa de Kompensan e vão para o raio que vos parta!


PS - Custa-me ver o Toni no meio deste bando de imprestáveis! É o único com currículo decente enquanto treinador.

 

Texto do leitor Paulo José Ramos, publicado originalmente aqui.

Mais 28 pontos devem bastar

Texto de Luís Ferreira

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Espera-se que daqui a duas jornadas já possamos ter ultrapassado a pontuação total da época passada.

Mais contas:

- Temos mais 19 pontos do que à 21.ª jornada da época passada, que são 16-18 pontos a mais se considerarmos os jogos com as mesmas equipas (o intervalo tem a ver com os jogos com Aves/Vitória e Nacional/Farense que desceram/subiram); a este ritmo, na hipótese menos favorável de mais 16 pontos, apontamos a fazer 33-34 pontos nas 13 jornadas que faltam;

- Inspirado em contas que o Rogério Azevedo faz hoje no jornal A Bola a propósito do FC Porto, nas últimas 13 jornadas das seis épocas mais recentes (campeonatos com 18 clubes) fizemos uma média de 29,8 pontos (24 em 2019/20; 32 em 2018/19; 28 em 2017/18; 29 em 2016/17; 34 em 2015/16; e 32 em 2014/15);

- Em rigor, faltam-nos 31 pontos para assegurar o 1.º lugar esta época; com menos rigor, 28 pontos devem chegar, imaginando que os nossos adversários perdem pelos menos dois pontos nos 13 jogos que também lhes faltam e que após o jogo em Braga mantemos vantagem no confronto direto com o Sp. Braga (ganhámos 2-0 em Alvalade, recordo).

Dito isto, jogo a jogo. E foco total no confronto com o Santa Clara desta sexta-feira.

 

Texto do leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

Paulinho ainda nos vai dar muitas alegrias

Texto de Leão do Algarve

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Falamos de ter ADN Sportinguista quando nos referimos à nossa resiliência e à nossa forma de contornar desafios. Mas infelizmente também faz parte do nosso ADN esta tendência para a autoflagelação e não saber valorizar o que é nosso. Paulinho, quer queiram quer não, chegou a uma realidade completamente diferente, chegou a um clube com um nível de exigência muito superior ao que estava acostumado no anterior clube. Não é com nove ou dez dias de Sporting que iria começar a jogar como se cá estivesse há nove ou dez meses.

Não esteve muito tempo a ser treinado por Rúben Amorim aquando da passagem pelo Braga, por isso os processos não estão assim tão bem assimilados. Até porque de Braga para o Sporting de certeza que houve nuances de um sistema para o outro.

[Ele] tem de interiorizar ainda muita coisa, seja a forma de jogar da equipa ou a própria forma de jogar dos colegas dentro do sistema de jogo.

Aliás, este jogo em Barcelos foi a prova de que o Sporting não está acostumado a [ter] uma referência na área, como é o caso agora com a inclusão de Paulinho no onze. Quando tudo estiver mais oleado o papel dele vai-se tornar mais preponderante...

Paulinho não é Mário Jardel, não vai marcar 40 golos por época. Mas, bem entrosado na equipa, pode aportar 40 golos ao conjunto.

É com esta ideia que Rúben Amorim deve ter insistido tanto na aquisição deste ponta de lança. Vamos aguardar pelo desenrolar do que falta do campeonato e observar a progressão da equipa com Paulinho no onze. Tenho esperança de que [ele] ainda nos vai dar muitas alegrias.

 

Texto do leitor Leão do Algarve, publicado originalmente aqui.

Não há caso Palhinha

Texto de Gonçalo Ferreira

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De uma vez por todas, sportinguistas: não se deixem levar por quem quer lançar areia para os olhos e confusão nas mentes. Não há caso Palhinha.

O cidadão João Palhinha recorreu de uma decisão do Conselho de Disciplina, que segundo ele praticou um acto de sanção sem audição, para o Tribunal Arbitral do Desporto. A lei deste tribunal diz claramente que, pela morosidade da constituição desse conjunto de juízes para apreciar o caso, pode haver interposição de providência cautelar para suspensão da sentença, agora em recurso, para tribunal administrativo.

O juiz, atento à argumentação, considerou haver motivos para deferir a dita providência e suspendeu a sentença. O Sporting, como entidade empregadora do dito cidadão, não pode proibi-lo de exercer a sua actividade profissional. Pode jogar, ponto. Joga. O resto é paisagem jurídica.

 

Há dois recursos: um de Palhinha para o Tribunal Arbitral, para reverter a suspensão decretada pelo CD. É legítima e está dentro da esfera desportiva. Se lhe for dada razão, o assunto morre aqui. Se não for, cumpre um jogo de suspensão. O recurso da Federação Portuguesa de Futebol para o Supremo Tribunal Administrativo é sobre o mérito da decisão do juiz do Tribunal Administrativo Central do Sul de ter aceite a providência cautelar. Se for dada razão ao juiz, a suspensão da suspensão do jogador mantém-se até decisão do TAD. Se for dada a razão à FPF, a providência cautelar é levantada e o castigo do CD entra em execução e o jogador é automaticamente suspenso.

O que será curioso é se depois disso o TAD der razão ao jogador (voltamos ao princípio que presidiu ao pedido da dita providência: evitar o prejuízo antes da avaliação do recurso). É complexo? Sim. É um quebra-cabeças jurídico e um precedente complexo para decisões disciplinares? Sim. É ilegal? Não, de todo.

Pode prejudicar o Sporting? Não: limitou-se a obedecer a uma ordem judicial com competência para tal. Pode prejudicar o jogador? Pode, pois é inocente (ver o que o árbitro disse) e Palhinha pode vir a ser suspenso um jogo, sabe-se lá se o do Porto no Dragão.


Deixem pois assentar a poeira deste “caso” e preparem-se para o próximo embate dessa comunicação social e desse sistema que nos odeiam.

Mas onde vai um vão todos e essa, além da verdade desportiva, é a nossa força.

 

Texto do leitor Gonçalo Ferreira, publicado originalmente aqui.

Os nossos golos foram fruto do coração

Texto do leitor João Rafael

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1

Em relação ao jogo [Gil Vicente-Sporting], o grande problema do Sporting foi o adversário. Não é preciso ser um génio para saber que o Sporting tem muitas dificuldades com blocos baixos, sobretudo os que apresentam cinco defesas e o meio-campo muito junto.

Os do costume vão dizer que toda a gente sabe como o Sporting joga, mas também toda a gente sabe como jogam o Bayern e o City! E daí? Alguém lhes ganha? A solução pode passar pela inclusão de Matheus Reis na linha de três, permitindo que o ala esquerdo se cole aos três da frente, onde Tiago Tomás, na vez de Nuno Santos, pode ser melhor para desmontar estas defesas, porque o miúdo tem agressividade e velocidade.

Devíamos insistir, também, nos remates de meia distância.

Na segunda parte melhorámos porque melhorou a circulação de bola, que começou a ser feita mais rapidamente e com critério. Obviamente que não podemos jogar sempre com João Mário e Bragança (tem gelo nas veias!). Os golos foram fruto do coração, mais do que da cabeça. Mas enquanto houve um Ricardo Coração de Leão, não me lembro de ter havido um Henrique Cérebro de Corvo...

 

2

Duas notas positivas: as arbitragens do Sporting, nos últimos jogos, têm sido isentas de erros de monta; e o campo do Gil, apesar do dilúvio, esteve impecável, um exemplo para os Jamores, Barreiros e Choupanas que por aí andam...

 

3

Quanto a outros assuntos, refiro-me ao castigo de Sérgio Conceição e ao castigo de Frederico Varandas. Por menos do que o arruaceiro fez, Rúben Amorim não esteve uns quantos jogos no banco; por outro lado, o papa do norte continua a mandar nisto tudo e já voltou a dar sinais de vida. Boas notícias: se não estivesse encurralado não aparecia.

 

4

Relembro que nas próximas semanas os nossos adversários directos têm dois jogos cada um para as competições europeias - os últimos que vão fazer, porque não estou a vê-los bater Juventus, Arsenal e Roma... - mais os jogos para a Taça de Portugal.

O dia 27 de Fevereiro pode ser o mais importante para a nossa história neste campeonato: vamos ao Dragão, entre dois jogos importantes do Porto, contra Marítimo e Juventus. Neste jogo, onde vai estar tudo contra nós, importa sobretudo manter os andrades a oito pontos.

 

Texto do leitor João Rafael, publicado originalmente aqui.

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