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És a nossa Fé!

A gestão desportiva de Varandas

Texto de Leão da Cova da Beira

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Se me é permitido, [recordaria] as abordagens ao mercado do Sporting, neste consulado de Frederico Varandas.

2018/19 (Mercado de Inverno), INVESTIMENTO 11 M€:
Tiago IIori: 2,4 M€.
Borja: 3,2 M€.
Doumbia: 3,8 M€.
Gonzalo Plata: 1,1 M€.
Luiz Phellype: 0,5 M€.

2019/20 (Mercado de Verão e Inverno), INVESTIMENTO 28,5 M€ + o passe de Mama Baldé:
Vietto: 7,5 M€.
Sporar: 6 M€.
Rosier: 5 M€ (+ o passe de Mama Baldé, avaliado em 5 M€).
Rafael Camacho: 5 M€.
Eduardo Henrique: 3 M€.
Jesé Rodriguez: (taxa de empréstimo 2 M€).
Neto: "custo zero" (com prémio de assinatura desconhecido)
Bolasie: (emprestado).
Fernando: (emprestado, nem fez estreia na equipa principal do Sporting).

Um investimento total de mais de 40 M€ em 11 reforços e três empréstimos.

Mas verdadeiros reforços serão apenas dois ou três: Plata, Vietto e Sporar...

 

Um mero exemplo: o Sporting contratou Sporar em Janeiro de 2020, é um ponta de lança móvel e deixou bons indicadores. Em meia temporada, fez seis [sete] golos. Gelson Dala, emprestado ao Rio Ave em Janeiro (Rio Ave que então lutava pela Europa com o Sporting, surreal esse empréstimo), mas Dala fez em meia temporada os mesmos seis golos de Sporar, sendo um habitual suplente do Rio Ave. Fez sentido contratar, quando em casa temos um avançado móvel com as mesmas características?

Em Agosto [de 2019], chegaram três emprestados: Bolasie, Jesé e Fernando. Em sentido oposto, o Sporting cedeu/vendeu Carlos Mané por 0,750 mil€ (a taxa de empréstimo de Jesé foi de 2 M€), cedeu Mama Baldé, que fez seis golos na Liga francesa no modesto Dijon, e emprestou Gelson Dala e Matheus Pereira.

Pergunto: alguém vislumbra algum critério, alguma racionalidade nesta gestão desportiva?

Qual foi o critério dos três emprestados?

Bom, o Jesé fez um golo, o Bolasie fez outro [fez dois] e o Fernando nem se estreou. Se isto não é gestão desportiva danosa...


Texto do leitor Leão da Cova da Beira, publicado originalmente aqui.

Alguns erros fatais

Texto de Miguel Correia

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Malcolm Allison em 1982

 

Para os mais desatentos:

Mário Lino, Fernando Mendes, Allison e Inácio, todos campeões [no Sporting], foram trucidados.

 

O cúmulo foi com Big Mal, um doido saudável, adepto da máxima liberdade para igual responsabilidade. Despedido logo após um estágio na Bulgária, porque permitia umas liberdades e, entre outras situações, deu permissão (e bem) a uns miúdos pouco mais do que adolescentes para arranjar umas namoradas. Vejam os vídeos da altura: o pressing daqueles miúdos era brutal, durava o jogo todo e morriam por ele.

Isto não tem preço.

 

Foi bufado, que óperas-bufas é o que aqui há mais, voltou ao Setúbal para com uma equipa de velhos jogar um futebol de ataque sem medo. O homem era muito competente.

Grande erro de João Rocha, que havia feito o mesmo com Mário Lino, os bons também falham.

O Sporting começou a fraquejar no futebol, iniciou-se o calvário. E só foi campeão 18 anos depois com Inácio, outro campeão depois escorraçado.

 

E não nos esqueçamos de Robson, despedido no avião por Sousa Cintra, outro erro fatal que em minha opinião, tal como Allison, transcendeu mais do que um campeonato, acabando com um projecto.

Depois vieram as SAD e é o que se sabe...

 

Texto do leitor Miguel Correia, publicado originalmente aqui.

Sem respeito pelos sócios

Texto de André

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Quanto aos critérios [de renumeração], tanto os de agora como os de 2015, não tenho nada a dizer. São abordagens diferentes para o mesmo tema e vejo em ambos pontos positivos e negativos.

Mas sobre esta temática vejo dois pontos fundamentais:

- Este exercício foi feito considerando quem estava regularizado em Maio de 2018 (podendo depois deixar de pagar até hoje) e quem regularizou em Junho 2020. Por muito que eu não concorde com o deixar de pagar quotas, nem nunca deixarei de pagar (assim a minha situação financeira o permita), em Junho de 2018 houve uma Assembleia Geral que gerou uma divisão nunca vista nos Sportinguistas. Fosse este exercício feito a partir de Julho de 2018 e os números eram bem diferentes. Ter sido feito a partir de Maio não foi inocente e percebo porquê, mas acaba por esconder parte da realidade, pelo que não posso gabar coragem;

- Como ponto justificativo do primeiro que aqui mencionei, temos as receitas de quotização. Isto sim, é muito preocupante. No fim da época de 2017/2018 estávamos na casa dos 9 milhões de euros. Na época seguinte baixámos para 8,6 milhões. Esta época orçamentámos o regresso aos 9 milhões, mas apesar de ainda não termos os números do fecho (fui consultar o orçamento para 2020/2021 e não colocaram as previsões de fecho desta época quando o exercício do próximo orçamento foi realizado em Maio, ou seja, quase no fim da época 2019/2020, ainda para mais com as competições das modalidades terminadas oficialmente), vemos que o orçamentado para 2020/2021 são 8,1 milhões, o que (...) demonstra que perdemos muitos sócios em número e pagantes.

Aumentámos a percentagem de regularizados, mas diminuímos muito em receitas.

Há com certeza uma percentagem considerável nos regularizados que são crianças (sem pagamento de quotas até aos 6 anos ou a 3 euros).

 

Para terminar, o facto de não colocarem a previsão das receitas e gastos do orçamento deste ano é claramente esconder a verdade aos Sportinguistas, o que apenas posso apelidar de vergonhoso. Para não mostrarem, é porque são números maus (basta ver que na apresentação do orçamento para 2019/2020 mostraram a previsão de fecho de 2018/2019, tal como se impõe).

Relembro que, de acordo com os estatutos, o não cumprimento do orçamento apresentado [com] resultado negativo é por si só motivo de justa causa para destituição dos órgãos sociais. Mais uma vez, nenhuma coragem, (...) sem respeito pelos sócios.

 

Texto do leitor André, publicado originalmente aqui.

Aplauso à renumeração

Texto de JMA

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Penso que os sócios que tenham um ano de quotas em atraso deveriam ser eliminados [dos cadernos eleitorais e do processo de decisão interno]. Pelos vistos só os verdadeiros Sportinguistas se mantêm. Aqueles que deixaram de pagar quotas pelos resultados, pelo presidente ser este e não aquele, pelo treinador ser este e não outro, por jogarem os jogadores A e B e não o C e o D, mais aqueles que ainda esperam pela reintegração do D. Sebastião de Telheiras, não fazem falta nenhuma ao Sporting Clube de Portugal.

Sou sócio há mais de 30 anos, com qualquer presidente (e a maior parte deles detestei), qualquer treinador (e poucos tiverem qualidade) e com quaisquer jogadores. Eu não sou sócio do presidente (não votei em Varandas), dos treinadores ou dos jogadores. Sou, com muito orgulho, sócio do Sporting Clube de Portugal!

Ainda bem que houve esta limpeza, o ar está mais respirável...


P. S. - Nunca compreendi aqueles "ignorantes" que não sabem (ou não querem saber) que o valor da quotização vai integralmente para as modalidades e não para o futebol. Assim, não serve e é até patético um sócio deixar de pagar quotas por a equipa de futebol jogar pouco (ou muito) e o presidente ser o Manuel e não o Joaquim.

 

Texto do leitor JMA, publicado originalmente aqui.

Curiosidades sobre o I-voting

No seguimento do post abaixo de Tiago Cabral apraz-me dar relevo a este comentário ao post "Pedro Azevedo um excelente candidato à presidência do Sporting" de Paulo Guilherme Figueiredo:

OS INTERESSES POR DETRÁS DO i-VOTING

Que o i-Voting não é seguro, já nós sabemos. Que a lengalenga do "cultivar uma maior participação dos Sócios nas AGs" também (devem de estar esquecidos que há o voto por correspondência!).

Que a empresa escolhida para liderar o processo foi feita sem concurso, também estamos atentos.

Chama-se Multicert e é uma empresa com capital variado e espalhado por várias empresas... Perfeitamente normal no mundo empresarial dos dias de hoje.

Mas em plena era da informática, a informação está à distância de um click. Daí até juntar as pecinhas do puzzle é um tirinho!

Descobre-se primeiro que a empresa Baker Tilly - a mesma que fez a última auditoria de gestão, mas que foi baptizada por meio mundo de forense! - é responsável por toda a contabilidade e respectiva área fiscal da... rufem os tambores se fizerem o favor...MULTICERT !

Esgravata-se mais um bocadito e - qual não é o meu espanto! - a mesma Baker Tilly é detida, nada mais nada menos, por um senhor chamado PAULO JORGE DUARTE GIL GALVÃO ANDRÉ. Que é quem? Que ligações tem?

Só porque há muito que sei que ninguém entra no universo do Sporting Clube de Portugal de páraquedas, fui cavar mais um pouco et voilá: descubro que a criatura fazia parte em 2011 da lista de candidatura de Bruno de Carvalho para o Conselho Fiscal e Disciplinar. E foi tão desinteressado que, assim que a referida lista perdeu, rapidamente se apressou a saltar para um lugar na SAD a convite de... rufem os tambores mais um bocadinho... GODINHO LOPES!

Claro que o intuito destes "senhores do dinheiro" é "Unir o Sporting"... AOS SEUS PRÓPRIOS INTERESSES!

Voltámos a ser o Clube dos tachos e das negociatas, aonde a única coisa que realmente lhes importa é o bolso deles!

E o i-Voting é só mais uma forma de criar estas negociatas e de se perpetuarem no poder!

AINDA NÃO ESTÃO PREOCUPADOS?

S. Amorim

Quantos mais formos, mais fortes seremos

Texto de David Craveiro

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Estamos a esquecer-nos de uma fatia importante de sócios que ao longo dos anos deixaram de pagar quotas por a sua situação financeira não o permitir.

Dou um exemplo: fiz-me sócio enquanto estudava em Lisboa e tinha meios de pagar as minhas quotas (até lugar cativo na velhinha bancada nova tive). Por vicissitudes da vida, tive de prescindir do meu lugar de associado. Felizmente, anos mais tarde, pagando o valor das quotas em atraso, pude recuperar o meu número.

Dou outro exemplo: na altura em que me tornei sócio fiz o mesmo ao meu pai. Ele tinha sido sócio antes de ir para as ex-colónias, lá deixando de o ser (não havia como pagar quotas).

Ainda recentemente (há cerca de seis meses) foi contactado pelo Sporting no sentido de o informar de que, se quisesse, poderia recuperar o seu antigo número de associado (e a antiguidade a ele inerente). Nesta altura faria quase 60 anos de associado.

 

Quantos mais formos, mais fortes seremos... se houver a possibilidade de recuperar nem que seja um terço dos perdidos nos últimos anos, força nisso!

Quanto à renumeração: julgo que as regras deviam ser iguais para todos e estar contempladas nos estatutos. Se são um, dois, cinco ou dez anos, a mim pouco me interessa desde que tenhamos a capacidade de ir buscar novos sócios e voltar a trazer alguns que saíram.

 

Tenho a minha ideia sobre quem sai como forma de protesto, mas não sou mais Sportinguista que outro Sportinguista qualquer e portanto dispenso-me de dar lições de moral.

Acho contudo a ideia de que «somos poucos mas bons» extremamente perigosa. Por colocar em causa o futuro do Clube.

 

Para finalizar diria apenas que o número de sócios serve apenas para a percepção que se tem do poder e força da marca. O que verdadeiramente interessa é o valor anual da quotização e esse, é indesmentível, tem vindo a cair de forma muito pronunciada.

Isso sim, devia ser motivo de reflexão.

 

Texto do leitor David Craveiro, publicado originalmente aqui.

Isto é uma loucura

Texto de V. Guerreiro

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Em Maio de 2018 era treinador do Sporting Jorge Jesus. Depois dele vieram mais uns quantos.

Fica aqui a lista:

- Jorge Jesus
- Sinisa Mihajlovic
- José Peseiro
- Tiago Fernandes
- Marcel Keizer
- Leonel Pontes
- Jorge Silas
- Rúben Amorim

 

Este último entrou ao serviço em Março de 2020. Vinte e dois meses entre Jesus e Amorim.

Oito treinadores em 22 meses: dá uma média de 2,75 meses.

 

O que pensa um jogador que passa por uma experiência alucinante como esta?

Oito cabeças, cada uma com os seus métodos, as suas tácticas, as suas ideias de jogo, a sucederem-se em catadupa.

Ainda falam mal dos jogadores do Sporting? Ainda os assobiam por jogarem mal? É verdade que vão jogando mal, mas quem não jogaria? Grandes jogadores é o que são, que isto fritava a cabeça de qualquer um.

 

E depois, quanto dinheiro se gastou em treinadores e equipas técnicas?

 

Isto é uma loucura, mas quanto mais espernearmos contra a loucura, mais ela vai continuar.

É preciso parar, respirar, aprender a andar outra vez. Estamos na disposição disso ou vamos continuar a rodar no vórtice?

 

Texto do leitor V. Guerreiro, publicado originalmente aqui.

Não devemos votar no menos mau

Texto de Rautha

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Um dos eternos problemas no Sporting é a falha constante de todas as direcções em aplicar um plano estruturado e cumprir as promessas eleitorais. Embora continue a pensar que a culpa não é apenas das direcções desta década.

Esta constante falha em tornar o Sporting profissional, ganhador, sustentável, tem como culpados outros factores, muitos externos, e não apenas a competência (ou falta dela).

 

Temos dois eucaliptos em Portugal, que através de esquemas, compadrios, empréstimos, tráfico de influências e afins, secam todos os outros clubes.

Através desta cultura do eucalipto, revezam-se nas participações na Liga dos Campeões, nas receitas da UEFA, nas vendas de jogadores.

Têm mais poderio financeiro, mais alcance mediático, melhores condições de atractividade, tanto de jogadores como de investimento externo.

Para lutar contra isto, não nos podemos dar ao luxo de esbanjar orçamentos em Feddals e Porros, ou suplentes de suplentes de Atléticos ou reformados da liga espanhola.

 

Acima de tudo, era importante que começássemos a eleger estruturas directivas com cabeça, tronco e membros, e não apenas votar no "menos mau de todos". É isto, julgo que andamos a fazer há quase vinte anos. Com óbvias repercussões a todos os níveis.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Pedro Barbosa, Carrillo e Plata

Texto de AHR

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Vou falar de jogadores, que é o que mais gosto de fazer. Para o bem ou para o mal.

O que define um bom jogador? Esta é uma pergunta infinitamente repetida e que, pela sua (aparente) simplicidade de resposta, bem podia figurar num exame do curso para treinador de futebol, no qual parece não haver reprovações.

 

Independente da ordem, Força, Técnica e Velocidade são alguns dos atributos mais comummente utilizados como resposta. Entrando um pouco mais em detalhe, "visão de jogo", "capacidade de passe", "facilidade, força e precisão no remate", "recepção orientada" (termo inventado na era pós-Gabriel Alves) são qualidades que definem a Técnica e que devem ser devidamente avaliadas antes de se avançar para a contratação de um jogador.

Ora bem, um jogador pode reunir todos estes atributos, mas se só fizer uso deles no "dia em que o rei faz anos" (para parafrasear uma canção de festival do José Cid) será que isso faz dele um bom jogador? Estamos todos de acordo que não.

Pois bem, existem muitos jogadores em que este pequeno grande pormenor acontece, o que, para além de ofuscar as suas qualidades, torna-os jogadores irritantes aos olhos da massa adepta. Existem muitos exemplos de jogadores que, pelo motivo de só jogarem quando o rei faz anos, são muito irritantes e fazem esgotar a paciência dos adeptos.

Vou dar apenas três exemplos.

Um num passado distante, um num passado recente e outro no presente.

 

Pedro Barbosa foi um jogador que às vezes me encheu as medidas e que, muitas vezes, esgotou a minha paciência.

Todos se lembram das jogadas incríveis que por vezes saíam daquela forma lânguida de jogar e dos golos que resultavam dos seus remates teleguiados a partir da esquina da área. Eu gostava de o ver jogar sempre assim. Mas não, tínhamos que esperar que o rei fizesse anos. Os adeptos desses tempos lembram-se que circulava aquela máxima que o Pedro Barbosa só jogava quando se aproximava o termo do contrato. Enfim, um jogador que podia ter sido muito maior do que foi, tivesse ele querido.

 

André Carrillo, jogador que chegou ao Sporting bastante jovem, de inegáveis qualidades inatas mas que esgotava a paciência dos adeptos. Também jogava quando o rei fazia anos, o que era profundamente irritante porque todos lhe reconhecíamos capacidade para mais.

Atingiu o auge em meia dúzia de jogos com o Jorge Jesus. Convenceu-se que era uma vedeta. Recusou assinar pelo Sporting e foi colocado de lado. O Benfica foi no engodo de o recrutar, à espera que jogasse bem, mesmo nos dias em que o rei não fizesse anos. Mas nada disso, Carrillo foi sempre igual a si próprio, e nunca aprendeu. Poderia ter tido uma brilhante carreira, tivesse ele querido.

 

Finalmente, chegamos ao presente e provavelmente já adivinharam o jogador que seleccionei: Gonzalo Plata.

Será pessimismo meu dizer que já não acredito neste jogador? Capaz das maiores fantasias e ao mesmo tempo das jogadas mais inconsequentes. O treinador tem-no colocado sempre a jogar, na esperança que chegue o dia em que o rei faz anos. Mas será que vale a pena insistir num jogador destes? Será que o Plata vai pelo mesmo caminho do Carrillo - passar de jovem a velho sem nada aprender?

Até agora, o que tem dado a ver tem mostrado que sim. Não sei se ainda vai a tempo de se modificar. Pode ser que aconteça um milagre.

 

Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.

Amorim precisa de meia equipa nova

Texto de João Gil

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Rúben Amorim é um tipo com autoconfiança. Isso é bom, para ele, para a equipa e para o Sporting. Se fosse Mourinho a dizer o que diz Amorim, teciam-se os maiores elogios à clarividência do treinador sobre o plantel à disposição. A constatação de que muitos dos jogadores não têm técnica de passe e recepção da bola deve fazer reflectir os supra-sumo técnicos portugueses que por cá ensinam os jogadores e se acham os maiores do mundo.

Aqui há uns anos lembro-me de ver uma reportagem sobre os métodos de trabalho e de ensino de Cruyff aos jogadores no Barcelona. Uma das coisas que ele ensinava era a recepcionar a bola e a rematar à baliza. E há um universo inteiro de diferença entre o que faziam o Xavi e o Iniesta e o De La Pena e o que vemos fazer aos jovens jogadores do Sporting. A malta não gostou do Keizer, mas ele dizia exactamente a mesma coisa, apenas em modos mais soft.


No Sporting andamos há anos a querer ensinar os jogadores a tornarem-se homens honestos e honrados (lembro de uma entrevista recente de Eric Dier a recordar a passagem pela Academia e a importância que os técnicos davam a cada uma das vertentes da formação). Mas a Academia de Alcochete é uma escola de futebol. Tem de ensinar os jovens a serem bons jogadores de futebol, ao mesmo tempo que lhes ensina maneiras à mesa (como diria o antigo presidente João Rocha).

Rúben Amorim sabe que a equipa que tem não chega para a encomenda. Se vai ter melhor, não depende assim tanto dele, visto que não é ele a passar o cheque das contratações.

 

Pessoalmente não sou fã do sistema de três centrais, mas é o do treinador e ele já disse que não abdica dele. Resta esperar que apareçam os jogadores certos para o interpretar.

Que o Sporting precisa de meia equipa nova para competir melhor na próxima época, parece óbvio de mais até. (...) Mau será se não vierem jogadores de nível para a equipa.

Aguardemos serenamente.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Globalmente, o ano foi medíocre

Texto de Orlando Marinho

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A presidência do Sporting, vista por um crente, devia ser uma espécie de sacerdócio onde nos colocamos ao serviço do Clube. Sei bem que muitos defendem que João Rocha ou Sousa Cintra foram os melhores presidentes que tivemos, mas eu digo: por isso estamos onde estamos. Um entendeu que o Paulo Futre devia sair para rodar, o outro entendeu demitir Bobby Robson. Das duas uma, ou choramos ou bebemos para esquecer.

O mais estranho é que temos no seio do clube gente que trabalha com resultados unanimemente reconhecidos, invejados e por isso não poucas vezes ficamos desfalcados de alguns elementos. O que acontece então na equipa principal? A única explicação que me ocorre, e corrijam-me se não virem como eu, é por pura vaidade de quem é eleito e que vai para o poder apenas com a ambição de mandar, nem que seja mal.

Vão para o poder como sendo o Santo Graal da vida deles.


Para quem vê de fora, o trabalho nem parece muito complicado: é não estragar o que foi feito nas camadas jovens, colocar os jovens a rodar, os que devem rodar, outros devem entrar logo e contratar jogadores para as posições que a formação não tenha produzido valores suficiente bons para ocupar os lugares, e já está.

Precisa também de criar uns degraus de vencimentos justos, porque afinal estamos a falar de profissionais, para premiar o desempenho. Falta ainda ser capaz de lidar com empresários que têm o poder para meter a cabeça em água aos jogadores, aliciando-os com valores com muitos zeros.

 

Havia outras competências que [um presidente] devia ter, como a união de todos os Sportinguistas à volta do Clube, a capacidade de intervir na Liga para tornar o campeonato muito mais competitivo e consequentemente mais apelativo. Exigir uma distribuição de receitas por desempenho na Liga, relacionadas com o número de espectadores nos estádios. Exigir um Conselho de Disciplina real. Obrigar os clubes a entregar garantias bancárias para que os jogadores recebam mesmo os valores acordados até ao final da época para evitar o que aconteceu no Aves este ano e também para impedir que os clubes lutem com diferentes armas.

Relativamente ao presidente actual, globalmente o ano foi medíocre e apenas gostei da contratação do Rúben Amorim e gostei muito de ver o início da construção de uma equipa de futebol no verdadeiro sentido da palavra.

Espero que não venha nenhum iluminado e mude tudo de novo.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Só acredito em seis jogadores

Texto de João Rafael

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Há um ditado que diz: "Quando o macaco não sabe dançar, diz que o chão está torto." Assenta que nem uma luva. Isto é um desastre. Não duvido do sportinguismo de Frederico Varandas, como não duvidava do sportinguismo de Bruno de Carvalho: do que tenho sérias dúvidas (cada vez menores...) é que se trate de um indivíduo competente; ele e os que o acompanham, porque isto de ter sido jogador profissional pouco conta para a importante função de director desportivo.

Assim por alto, deixo as estatísticas, relativas a esta época, dos reforços que se anunciam: Pedro Porro, 15 jogos no Valladolid; Feddal, 18 jogos no Bétis; Jason, 25 jogos no Getafe, com um golo e quatro assistências. Veredicto: mais entulho.

De caras, Paulinho, Ricardo Horta e Galeno eram titulares no Sporting, o mesmo acontecendo com André Horta, Fransérgio e Palhinha. Isto é gravíssimo. Onde está o critério nas contratações? Qual é o perfil? Ninguém percebeu. Há algum jogador contratado por esta direcção que tenha tido um efeito positivo no plantel?

Quanto à saída de Acuña, parece lógica. Na esquerda, o puto Mendes dá-lhe 20 a 0. E para jogar numa linha de três está à vista o desastre: Rúben Dias ganha de cabeça e golo do Esferovite.

Antunes, experiente e de borla, para suplente não é mau.

 

Não queria ser muito pessimista, mas apenas acredito em Max, Coates, Quaresma, Mendes, Matheus e (talvez) Jovane.

Plata fez um jogo que nem nas escolinhas. A continuar assim recebe o rótulo de jogador banal.

Ristovski nem merece comentários; Ilori idem; Camacho tem de dar corda aos sapatos; Wendel precisa de intensidade; Sporar, de mais genica.

Mas não conseguimos ir buscar ninguém ao Barcelona B ou ao Castilla? O Braga foi buscar Abel Ruiz, que me parece um belo jogador (um negócio nebuloso, ligado à transferência do Trincão). Era a altura de promover o regresso de Adrien, João Mário e Paulo Oliveira.

Palhinha, se não houver negócio, tem de ficar. Bragança e Gelson Dala têm direito a uma oportunidade!

 

Texto do leitor João Rafael, publicado originalmente aqui.

É preciso agir

Texto de Pedro Sousa

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Vamos ter reforços velhos (experientes, na versão Varandas).

A qualidade, que é o que deveria ser inegociável, parece pormenor descurado.

Pouco me importa que os reforços tenham 18 ou 34 anos desde que sejam melhores que os que cá estão, reais mais-valias. Além de que a experiência não é necessariamente um exclusivo da idade.

 

Varandas assume "total responsabilidade, mas"...

Quando existe um "mas", não está a assumir nada. A culpa é das dívidas que vêm do passado (suponho que Amorim não seja uma dívida), dos investimentos que teve que fazer na academia, do ataque a Alcochete, do(s) Bruno(s), de tudo e de todos. Assume a responsabilidade, mas afinal parece não ter errado em nada.

Ficamos a saber, também, que o principal culpado desta péssima temporada é Bruno Fernandes.

 

O clube não tem dinheiro.

O clube fez 215 milhões em transferências.

Afinal em que ficamos? Quando não dá jeito, o clube não tem dinheiro e é a herança, mas investe-se mais de 50 milhões em jogadores que nada acrescentam e num treinador verdinho. Quando dá jeito, fez-se dinheiro como nunca antes... com a mesma herança.

 

Pior que a mediocridade do trabalho que foi feito até aqui é sentir que esta equipa directiva não aprendeu com os erros. As mesmas pessoas que são responsáveis pelo "desastre" 2019/2020 vão ser as mesmas que desenharão a temporada 2020/2021.

Tiveram tempo mais que suficiente para repensarem o que andam a fazer. E se não sabem mais, que entreguem a pasta do futebol a quem é competente.

Feddal, central trintão, 17 jogos, 10 amarelos e 2 vermelhos, é um exemplo daquilo que podemos esperar. Por cada saída, virá alguém pior.

Proponho o Jackson Martínez, jogador experiente, conhecedor do futebol tuga, melhor marcador e internacional colombiano para uma posição deficitária, com uma lesão crónica. Seria um reforço de excelência para a ComCorpus Clinic.

 

O Sporting sobreviverá a Varandas e a toda a sua (in)competência. Mas quanto mais tarde os sportinguista "exigirem" o término deste mandato, mais difícil será a recuperação. Por outro lado, de nada vale trocar um incapaz por outro que não consegue.

A culpa não é dos "incapazes", é nossa, que votamos sem avaliar correctamente o perfil do candidato, o programa eleitoral, o percurso profissional e as pessoas de que se rodeia, a sua competência.

 

No imediato não haverá eleições embora seja a vontade da maioria. Esta pandemia foi muito útil a esta administração, que usará todos os meios para que não seja escrutinada pelos sócios a breve trecho. É lamentável que se siga a preparação da próxima temporada desportiva ainda com esta gente. Mais uma vez, culpa nossa. O Sportinguista sempre deixou as coisas correr a ver no que dá, em vez de agir a tempo e horas.

A desilusão e a resignação que atingem o universo leonino são sintomas de que as coisas estão mal. As pessoas estão a "abandonar" o clube, pois não se revêem nesta constante guerrilha e luta pelo poder. Os notáveis não querem um Sporting forte, querem estar no Sporting. Os sócios são tratados como um rebanho amestrado e destratados quando exigem um Sporting melhor e mais forte. Esqueletos e cientistas da bola. As claques merecem o melhor acordo desde que apoiem o presidente. Se criticam, já são escumalha.

É preciso agir.

 

Texto do leitor Pedro Sousa, publicado originalmente aqui.

Lançar os miúdos às feras

Texto de Luís Barros

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Tenho-me mantido confinado nos últimos tempos, até nos comentários sobre o Nosso Clube, mas hoje senti necessidade de fugir a essa regra, até porque a paciência tem limites.

Sou defensor da aposta da formação, mas numa aposta consistente e não aquilo que neste momento se está a fazer no Sporting, que, mantendo este caminho, em vez de criar as condições para o despontar de algumas promessas, se poderá transformar numa trituradora de sonhos e talento.

O clube está órfão de uma direcção forte. A equipa encontra-se igualmente órfã de um líder. Lançar os miúdos às feras sem um “farol” é abrir caminho para se perder a oportunidade de acumularem saber e experiência com jogadores já feitos. E não, não é só nos jogos que se ganha experiência, mas sim no trabalho diário, que deve ser repetido e treinado vezes sem conta. O último que repetia e trabalhava diariamente saiu em Janeiro e notou-se a diferença, tanto no Sporting como no seu actual clube.

Hoje [21 de Julho] contei uma mão-cheia de cantos e livres desperdiçados. Não consigo aceitar que, depois de algumas semanas de trabalho, não exista um mínimo de evolução nesta área, que cada vez se mostra mais importante no definir de resultados, como se viu no jogo com o Porto.

Temo, realmente, que venhamos desperdiçar estes jovens. Infelizmente, e como se têm lido diariamente nos pasquins, parece que o “carrossel” montado em Alvalade que já nos delapidou alguns valores e nos trouxe um aprendiz de treinador, se prepara para vender estes promissores jovens para enchermos de desperdícios e entulho. Como é bom ter os pasquins na mão...

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

O desastre era inevitável

Texto de Luís Ferreira

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Devia existir alguma coisa positiva que se pudesse destacar nesta época que acaba amanhã.

Mas não encontro nada de significativo: o prazer de ainda ter visto Bruno Fernandes com a nossa camisola vestida, alguns bons jogos (com o Portimonense para a Taça da Liga e com o PSV e Basaksehir - que se sagrou campeão turco - para a Liga Europa) e o recente aparecimento de novos jogadores na equipa principal, dos quais destaco Nuno Mendes.

Os maiores erros foram cometidos no final de Agosto e início de Setembro, no fecho do mercado, com a incapacidade de encontrar um substituto para Bas Dost, a vinda de Jesé e de Fernando e a dispensa de Keizer. Recordando que a 31 de Agosto, a cinco minutos do fim do jogo com o Rio Ave em casa, éramos líderes do campeonato.

Mas a seguir à dispensa de Keizer, a cereja no topo do bolo foi a entrega do leme da equipa principal durante quase um mês a Leonel Pontes, que na época anterior tinha descido o Jumilla na 2.ª divisão B espanhola - na prática uma 3.ª divisão. No final de Setembro estávamos de rastos e, viesse quem viesse, o desastre era inevitável.

Em típicos exageros, o início de Rúben Amorim fez com que alguns começassem a pensar em lutar pelo título na próxima época e os últimos dois jogos levaram outros (ou os mesmos) a duvidar se conseguiremos sequer ficar em lugares europeus. Eu, que não sou crente, rezo para que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os erros e que a próxima época seja mais bem preparada do que esta. Não é difícil.

A época acaba com o mesmo adversário com que começou. Também não será difícil fazer melhor do que no primeiro jogo. E que ao menos possamos garantir a entrada directa na Liga Europa.

 

Texto do leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

É normal quererem levar Joelson

Texto de João Gil

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Ainda Joelson estava a jogar pelos sub-17 e já se escrevia nos jornais que havia clubes que o queriam. Sabemos como funciona o entorno destes jogadores. Foi o actual presidente que promoveu a renovação da geração de jogadores sub-17 que está agora a despontar na equipa principal. Joelson é um fora de série.

Quem vem acompanhando os jogos que fez nos escalões inferiores sabe-o. Era ver os jogos do miúdo. É normal que o queiram levar. Nenhum clube grande dessa Europa pode estar (e não está certamente) distraído.

 

O Sporting não perdeu uma mão-cheia de jogadores desta geração porque conseguiu um processo de renovação generalizado, ou teriam ido todos embora como foi o Félix Correia. Bruno Tavares, por exemplo, dizia-se que estava com pé e meio fora do Sporting e acabou por renovar. Se não jogarem, não se valorizam. Se jogam, levam-nos. A única coisa que o Sporting pode fazer, caso o jogador tenha de sair, é ser duro a negociar, salvaguardando o mais possível os seus interesses económicos.

Não acho que o Sporting tenha feito mal em pôr Joelson a jogar. Pelo contrário. Se não o fizesse, frustrava mais depressa ainda a expectativa do jogador e da família deste. A expectativa da família destes jogadores é começar a encaixar os milhões quanto antes e não depois.

Ao primeiro aceno com dinheiro e fama, não há nada a fazer. Quem manda não é o Joelson. Mandam o pai, o tutor, o feiticeiro, o empresário. Todos menos o Joelson decidem sobre o futuro do Joelson, que não é um jogador autodeterminado.

 

O Sporting fez bem. Pode é acabar apanhado num processo que não tem hipótese de controlar para beneficiar mais e durante mais tempo deste jogador. Como é que o Sporting poderia ter imposto uma cláusula de 80 milhões ou 100 milhões a um jogador de 15 ou 16 anos que já se sabia que era um fora de série e despertava cobiça tão cedo?

Se calhar era difícil. Estamos em Portugal e a ambição destes miúdos é dar o salto e conseguir fama, dinheiro, grandes carros. Se sair pela cláusula, não nos poderemos queixar. De Alcochete sairão outros grandes jogadores.

 

Daqui até ao início do próximo campeonato ainda há Jovane, Nuno Mendes, qualquer deles tem tantas hipóteses de ser alvo de cobiça de um clube estrangeiro e sair quanto Joelson.

Não acho nada improvável, mesmo.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Dirigismo incompetente e embusteiro

Texto de João Lopes

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Maximiano, Coates, Acuña, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Wendel, Plata e Jovane. Coloco um ponto de interrogação em Matheus Nunes e num ou noutro jovem que possa aparecer (Joelson, por exemplo). Alargando o critério, podemos referir Vietto, jogador do qual não sou fã.

Temos aqui pouco mais de uma dezena de jogadores, dos quais pelo menos um ou dois ainda vão sair e outros são jovens que podem não ter ainda maturidade competitiva para um candidato ao título, que é o que se quer, ainda que salvaguardando o potencial futuro. Considerando que a próxima temporada terá um calendário mais apertado, com mais jogos em menos tempo, diria que o Sporting precisará de um núcleo duro de 17/18 jogadores de qualidade.

 

Vamos então precisar de dois factores fundamentais: competência máxima na preparação da época, com uma taxa de acerto muito grande nas contratações, e uma equipa técnica bastante competente.

Se no segundo coloco um ponto de interrogação, já do primeiro só posso esperar o pior. A avaliar pelas três janelas de mercado por que já passaram os actuais dirigentes, a tendência preocupante é sempre a de perder competitividade, com uma catrefada de flops que custaram dezenas de milhões da "herança pesada". Esta administração não demonstra capacidade negocial nem, contrariamente ao que papagueou em campanha, um scouting de topo. Eu sei que é clichê, mas sem ovos não se fazem omeletes. Esta base é completamente insuficiente e vamos lá ver se não se acaba é por "queimar" os miúdos.

 

Se juntarmos a isto todo o ambiente envolvente no que ao futebol português diz respeito, altamente corrupto, com esta direcção sem capacidade reactiva e pior, aliada ao sistema que nos repele, e a todo o ambiente interno que se vive, com a implosão do ecletismo e do associativismo, diria que este "Sporting do Futuro" é tudo menos auspicioso e que cada dia que se passa a suportar este dirigismo incompetente e embusteiro não é mais do que atestar o fracasso e protelar a recuperação do Clube.

 

Texto do nosso leitor João Lopes, publicado originalmente aqui.

Existe qualidade em Alcochete

Texto de Filipe Simões

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Finalmente aquilo que sempre pensei e desejei para o nosso clube está a acontecer, provando uma verdade evidente, mas que muitas vezes uma determinada comunicação social teima em ocultar - existe qualidade em Alcochete.

É claro que não sou daqueles que pensam que devemos ter onze miúdos na equipa titular. Não, a equipa deve ter uma mistura de matreirice da experiência e de irreverência da juventude. No entanto, é bom termos consciência de que a inclusão destes jovens implica "dores de crescimento": vão cometer erros, vão falhar golos, mas vão aprender praticando.

A isto chama-se experiência!

Ainda uma palavra para Rúben Amorim. Surpreendeu-me enquanto treinador, sem medo de vacas sagradas e a confirmar a aposta na formação. Pouco me importa que seja adepto do Benfica, desde que seja competente enquanto representar o nosso clube. Como eu já tinha dito aqui no blogue, não chega ser bom rapaz e ser do Sporting. Pergunto-vos: de que clube era adepto o treinador que venceu mais títulos no nosso rival? Está tudo dito.

Em conclusão, prefiro que o treinador dê mais minutos aos nossos jovens, do que andarmos a pagar ordenados elevados a Jesés e Bolasies desta vida.

 

Texto do nosso leitor Filipe Simões, publicado originalmente aqui.

Reforços, precisam-se (2)

Texto de Ângelo

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Partindo do princípio que Acuña fica e que Palhinha não será vendido para pagar a dívida ao Braga:

Lateral direito. Rosier e Ristovski não têm qualidade para o lugar, especialmente no sistema que Rúben Amorim utiliza. Como o dinheiro é escasso, pelo menos um bom LD para ser titular têm de contratar. Entre Risto e Rosier, mantinha o Risto. Sempre tem sangue na guelra, algo que parece faltar à maioria dos jogadores do plantel.

Defesa central. Precisamos um central para colmatar a saída de Mathieu. Isso significa alguém rápido e com boa capacidade de começar a construir jogo de trás.

Médios. Precisamos de um bom médio box-to-box e outro mais criativo/incisivo, que saiba dar critério e imaginação ao meio campo. E manter Wendel e talvez apostar em Vietto no lugar 10.

Extremos. É tradição o Sporting formar bons extremos, mas estamos um pouco minguados neste momento. Plata e Jovane são valores a apostar, mas precisamos de pelo menos mais dois. Ou um, se Camacho continuar a ser aposta, mas não me tem convencido muito.

Avançado. Precisamos de mais alguém para além de Sporar. Eu até diria dois. Um veloz e outro com bom jogo de cabeça, já que no ar o Sporar esconde-se um pouco atrás dos centrais e assim não aproveitamos um sistema táctico que favorece cruzamentos.

Guarda-redes. Acho menos prioritário, especialmente considerando os recursos existentes e o facto de normalmente não precisarem de rodar para descansar. Mas é sempre bom ter alguém de confiança, caso haja uma lesão ou expulsão. Mas esta seria uma contratação que deixaria para o fim, depois de assegurar as outras.

 

Texto do nosso leitor Ângelo, publicado originalmente aqui.

Reforços, precisam-se

Texto de António Sousa

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Guarda-redes. Acho que o Sporting ainda vai contratar mais um guarda-redes. Cláudio Ramos (Tondela) é um jogador de qualidade que pode ser uma boa opção, mas dependerá muito do que procura Rúben Amorim: se quer continuar a apostar em Maximiano ou se prefere um guarda-redes mais experiente e que lhe dê mais garantias para a próxima temporada. Não sei se Cláudio Ramos tem capacidade para tirar o lugar a Maximiano - apesar de ser um jogador com valor e merecer uma oportunidade num clube de maior dimensão. Vou esperar para ver qual será a opção.

Lateral direito. É uma posição que também precisa de ser reforçada. Rafael Camacho ainda tem de crescer muito para ser titular. Ristovski é bom jogador mas penso que é curto atacar a próxima temporada com estes dois. É sabido que a direcção e o treinador procuram experiência. Cédric (na minha opinião era o escolhido) renovou com o Arsenal, Vieirinha (PAOK) é boa opção: é um jogador de qualidade e experiente, só falta saber se está em boas condições físicas.

Lateral esquerdo. Apenas e só porque julgo que Acuña está de saída e Borja vai jogar mais vezes como central.

Médio. Apesar de haver muita gente de qualidade para o meio-campo, acredito que Rúben Amorim queira outro jogador, mais experiente. Adrien é o preferido. Veremos se é possível...

Ponta de lança. Sporar é bom jogador, Luiz Phellype é razoável mas recupera de uma grave lesão, Pedro Mendes não conta e as outras opções são muito jovens. Slimani seria excelente para o Sporting apesar da sua contratação ser muito difícil. Se não for possível, Taremi (Rio Ave) é um grande jogador.

 

Texto do nosso leitor António Sousa, publicado originalmente aqui.

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