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És a nossa Fé!

Para construir um plantel competitivo

Texto de Pedro Sousa

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Veremos como ficará o futebol profissional pós-pandemia.

Há 10-15 anos, Portugal (essencialmente Porto e Benfica) encontrou uma fórmula muito válida de sermos competitivos na Europa do futebol: contratar grandes promessas, essencialmente do futebol brasileiro e argentino, que se valorizavam por cá, sendo depois vendidos por valores importantes para os colossos endinheirados da Europa.

Mas com a escalada dos valores pagos por jogadores feitos e já adaptados à Europa, os grandes clubes europeus passaram a recrutar jovens valores na América do Sul. Política desportiva bem visível no Real Madrid.

É impossível a qualquer clube português pagar 20 milhões de euros, ou mais (que já se pagam), por atletas como Reinier, Vinícius Júnior, Rodrygo, Arthur, Paquetá, Paulinho, Martinelli, Lautaro Martinez e Gabriel Jesus, entre outros.

Como, então, podemos construir um plantel competitivo e em simultâneo capaz de gerar mais valias económicas?


1. Ter alguém à frente do futebol profissional (director desportivo) com vasto conhecimento do mercado e bem relacionado.

2. Reforçar a aposta na formação e segurar os jovens de maior qualidade.

3. Com excepção das oportunidades (mais-valias evidentes), contratar com critério e exclusivamente o que faz falta, dentro do modelo de jogo do treinador. (Na época 2020, o Flamengo, que está tão em voga, em oito contratações acertou em... oito titulares).

4. Ter meia dúzia de jogadores com muitos anos de casa, com carácter, líderes, que ajudem na integração de quem vem de fora e que ajudam a gerir o grupo. Os não-transferíveis.

5. Na América do Sul, principal viveiro de bons jogadores por metro quadrado no mundo, existem muitos clubes com a corda na garganta. Actuar rápido e de forma decidida pode-nos permitir chegar antecipadamente a bons jogadores e com valores ainda em conta.

6. Olhar com atenção para os muitos jovens contratados pelos grandes europeus, que não vingaram, mas que poderiam ter aqui um bom espaço para se afirmarem. Até num Sevilha existe um Ronny Lopes, que entre nós seria um craque e lá está totalmente encostado. Um empréstimo com opção de compra de 10 milhões de euros talvez fosse possivel. Já o atleta teria tudo a ganhar. Jogaria num clube grande, projectar-se-ia e muito provavelmente chegaria à selecção com a camisola do Sporting.

7. Quando chegar a hora de transferir um atleta, perceber onde está o auge da sua valorização entre nós e não perder oportunidades, algo que sempre aconteceu no Sporting.

8. Com dinheiro nas mãos, ter os pés bem assentes na terra e, em vez de contratar por contratar, manter sempre o plano original. Contratar com critério e apenas o que nos faz falta.

9. Adquirir atletas com um determinado perfil.. Profissional e sedento de vitórias.


PS:
Estou em crer que o futebol profissional voltará a breve trecho, independente da pandemia, ainda que com estádios vazios.

As operadoras televisivas não vão disponibilizar os contratos assinados se não houver futebol na TV. Em consequência, os clubes não terão como pagar os ordenados aos seus atletas, entre outras obrigações.

Pelo lado dos atletas (e aqui cada caso é um caso), sabem que são uns privilegiados pela profissão pois têm acompanhamento médico que nenhum outro cidadão tem. Alguns ganham muito bem para fazerem o que gostam. E se num primeiro momento todos clamavam por paragem e isolamento, acredito que muitos deles já estão saturados e desejosos de voltar ao activo.

Se calhar, podermos ver uns joguitos no sofá é a melhor terapia para enfrentar o coronavírus.

O mundo não deve parar. Não pode é haver egoísmo nem a irresponsabilidade a que vamos assistindo aqui e ali.

 

Texto do nosso leitor Pedro Sousa, publicado originalmente aqui.

E se a época coincidisse com o ano civil?

Texto de Vítor Hugo Vieira

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Penso que já ocorreram algumas situações, relativamente recentes, na Europa de Leste, de campeonatos que não terminaram, ou que tiveram anos em que não se realizaram. Nesses casos, acho que não foram atribuídos os títulos e nas competições europeias participaram os mesmos clubes do ano anterior.

Penso que a não atribuição de títulos seria a solução mais justa, até porque por cá o bom-senso não impera, e cada clube interessado defende o que mais lhe convém, por pouco lógico e mais rebuscado que seja.

Outra solução, que até acaba por fazer sentido num aspecto, porque o Campeonato do Mundo de 2022 será no Inverno, seria algo mais radical: as épocas passariam a decorrer nos anos civis. Por exemplo esta época seria terminada lá mais para a segunda metade do ano, e a próxima teria início em Fevereiro de 2021, terminando em Novembro/Dezembro desse ano.

Nos países do Norte/Centro da Europa já muitos fazem épocas assim, ou fazem pausas de Inverno, e cá no Sul não faz muito sentido a desculpa do calor, porque as pré-épocas hoje em dia arrancam em Junho/Julho, e duram até Maio, e nessa fase podia haver uma mini-pausa de Verão, ou podiam fazer os jogos de manhã e à noite.

 

Texto do nosso leitor Vitor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

Devíamos ter uma rede de olheiros

Texto de João Paulo Sousa

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Apesar de Portugal produzir muito talento, não há suficiente, de qualidade superlativa, para alimentar os três grandes + o Braga, que aposta forte.

Mas a rede do Benfica vai mais longe. Além de ter uma rede de olheiros grande e com meios (euros), existem protocolos com clubes formadores e importantes no panorama nacional, como o Vitória de Guimarães, que cedem todos e quaisquer atletas que o Benfica quiser. Em Guimarães, os jovens são pressionados a ir para o Benfica, mesmo quando querem permanecer no clube, junto dos amigos e familia ou se pensam em outro grande.

Em simultâneo, o Benfica, nos escalões mais jovens, têm as "casas do Benfica" com futebol de formação, acabando por atrair e reunir talento, conseguindo assim um maior controlo sobre jovens que despontam na zona. Que mais não seja, serve até para identificar qualidade em adversários que enfrentam.

Se é possível recuperar o nosso lugar no futebol de formação? É. Mas obriga-nos a gastar tanto ou mais quanto gasta o Benfica. A somar a isso, precisamos de ter a sorte de vermos jovens afirmarem-se e terem sucesso no futebol profissional. Porque a "ideia" de clube que projecta jogadores com sucesso pesa muito na decisão de um jovem escolher o caminho (além dos euros), quando tem mais que um convite.

Deveriam ser aproveitados os sportinguistas que existem pelo país para montar uma rede de olheiros, além daqueles que têm vínculo e ajudas do clube.

Como é que se poderia motivar esta situação? Por cada atleta que consiga fazer parte dos plantéis do Sporting, o olheiro amador que o indicou receberia uma verba importante. Quanto mais objectivos (escalões que consiga percorrer) mais se compensa o dito olheiro amador.

Assim, teríamos milhares de olheiros espalhados pelo país, e se calhar, até pelo estrangeiro, de borla.

Era interessante, também, motivarmos os nossos núcleos a terem camadas jovens a competir.

Texto do nosso leitor João Paulo Sousa, publicado originalmente aqui.

Rumo ao fundo do poço

Texto do leitor JG

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Não ponho de parte manifestar-me ruidosamente, embora de forma ordeira, no exterior do estádio, antes de assistir ao jogo. Mas, independentemente daquilo que acontecer, o mal está feito. Vamos pagar uma fortuna por um treinador que não cumpre com o perfil mínimo para liderar o futebol do clube.

Necessitamos de um treinador sólido, com provas dadas, um homem com o perfil de um Jesualdo, de um Leonardo ou de um Luís Castro. Treinadores que seriam acessíveis a um projecto desportivo que dispusesse de um envelope financeiro com esta dimensão para pagar a um treinador. Mas estamos a contratar a última maravilha do paraíso e quem o faz não merece a confiança de nenhum deles, antes um desejo de afastamento desta bagunçada em que transformaram a gestão do Sporting.

Pagamos agora cinco milhões e pagamos mais cinco em Setembro. Toda a gente percebe que não serão dez milhões que irão encher o bolso de Salvador, já que o Dr. Zenha está a trabalhar numa criteriosa operação de revalorização dos activos do Sporting que permitirá a Palhinha, Gelson e Ivanildo caírem no regaço do presidente do Braga - mantendo uma patética percentagem dos seus passes, apenas para efeitos da propaganda interna, para dar um trunfo aos varandistas, os que já começaram a proclamar que Amorim é o treinador deles - que tem uma dotação de neurónios que, infelizmente, não beneficiou nem o Dr. Varandas nem o Dr. Zenha.

O Sporting está a pique e Varandas é o timoneiro que o levará ao fundo do poço.

 

Texto do nosso leitor JG, publicado originalmente aqui.

Tempo de escolher um novo rumo

Texto do leitor Pedro Almeida

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O SCP é uma vez mais um exemplo de tudo o que não se deve fazer.

Embora tenha um curso superior, a vida há muito me ensinou que existem inúmeras pessoas que, pese embora não tenham qualquer formação superior (académica), têm uma formação ímpar ao nível do carácter e da integridade, bem como capacidade de liderança e inteligência.

Ora o Dr. Frederico Varandas, pese ser médico, e por conseguinte terá capacidades inegáveis nesta área e para as quais nem sequer tenho competência para emitir juízo de valor, é um absoluto incapaz (sendo soft), no que concerne à liderança de uma entidade com a grandeza (mais histórica do que actual) do SCP. É confrangedor ver a sua incapacidade de comunicar (normal num médico e militar), o "autismo" (típico de quem tem a percepção de superioridade intelectual face aos demais que o rodeiam), e principalmente uma linha estruturante para o seu mandato. Na forma como a qualquer momento muda de "estratégia", no que concerne a treinadores, é por demais evidente que não existe estratégia alguma, que não seja de se perpetuar enquanto presidente do SCP.

É tudo de tal forma mau - "liderança" de FV e dos que compõem o futebol profissional (Beto e Hugo Viana) - que mete dó... É inenarrável!

 

Sou absolutamente contra a permanente vivência em eleições, mas julgo que, perante o que se tem passado nos últimos meses, é gritante a falta de capacidade de gestão deste senhor e daqueles que o acompanham. Posto isto, para mim, este senhor é um inapto, e como tal, ou tem a elegância de se demitir, ou ter-se-á que encontrar alguma deselegância jurídica para o tirar de lá... não dá mais!

Agora é importante que todos os sócios façam um mea culpa, pois este está na presidência, tal como os antecessores, porque foi a vontade dos sócios (nem sempre da maioria dos votantes, mas de acordo com os estatutos do clube, i.e. votos).

Importa ser mais inteligente e menos emocional na hora de escolher o presidente. Contudo, reconheço que nas últimas eleições nenhum candidato me encantou. Mas há sempre um voto mais importante do que votar no "menos mau": o voto em branco!

 

Espero que as claques ponham a viola no saco e se calem por uns tempos (por mim até podia ser de vez... as claques estão para os clubes como os sindicatos para a sociedade: a sua razão de ser tem sentido, mas a prática anula a razão de existirem conforme existem), pois têm sido elas, com a sua guerrilha, a dar continuidade e respaldo ao presidente. Noutra situação, seguramente esta direcção já teria caído.

Vamos lá fazer mas é umas preces (jurídicas e não teológicas) de modo a tirar este senhor de lá. Se ele se julga assim tão bom, que vá então exercer a sua profissão e deixe os sportinguistas escolher um novo rumo, antes que seja tarde demais.

 

Texto do nosso leitor Pedro Almeida, publicado originalmente aqui.

Sem sócios não há clubes

Texto do leitor Henrique Dias

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Preocupa-me perceber que existem pessoas no clube que acham que esta crise passa com os resultados do futebol.

Tenho falado diversas vezes com amigos sportinguistas, mais novos e mais velhos, e todos me dizem que o grupinho de sócios do SCP de Lisboa não respeita, nem ouve sequer, os restantes sócios do país. O que permite a eternização da incompetência nos órgãos sociais do clube.

A maioria dos sócios, que não vivem em Lisboa, ficam expostos à ditadura das minorias de Lisboa, que cria entropias na gestão do clube.

Este momento crítico pode reduzir a dimensão do clube a uma escala inimaginável: de clube nacional a um clube regional e sem peso nas estruturas do futebol.

Será uma crise de identidade do próprio Sporting se não se fizer a reforma dos estatutos do clube, modernizando-os.


Sem sócios não haverá clubes, por muito dinheiro que lá se injecte. Os sócios são e serão a alma dos clubes. A comunhão de ideias e objectivos (entre outros, ganhar aos adversários) é o que mantém os clubes unidos. Sem partilha igual de direitos e deveres não existe união, nem nas sociedades mais avançadas.

Vivo num país [Suíça] que cuida e leva a sério a igualdade e a justiça social, por isso sei do que falo.

 

Texto do nosso leitor Henrique Dias, publicado originalmente aqui.

Lembrar Jesus no Sporting

Texto do leitor José Neto

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1 - Houve paciência com Jorge Jesus no Benfica, mas porque ele ganhou o campeonato logo no primeiro ano. Não tivesse acontecido isso e seriam quatro anos de paciência e cheira-me que JJ não tinha aguentado.


2 - O melhor ano de Jorge Jesus é o primeiro, em que mexeu muito pouco no plantel mantendo a estrutura de Leonardo Jardim e Marco Silva, com a vinda de Teo, [Bryan] Ruiz, Naldo e, a meio da época, Coates. Mas já aí JJ deixou a sua marca e foi o começo do fim na ligação com o plantel e com o presidente. Essa marca foi aproveitar a lesão para encostar de vez Paulo Oliveira que acabou transferido por meia dúzia de tostões, apesar de ser um balúrdio comparado com o que se passa agora.


3 - A época até começou bem, mas desandou cedo com aquele jogo em Madrid e com as declarações e expulsão de Jorge Jesus. Invenções atrás de invenções, naquela lógica de amores e ódios de estimação contra alguns jogadores, típica de JJ. Chegámos a meio da época com aquela dupla jornada em Chaves, que nos afasta da luta pelo título e, se não me engano, da Taça de Portugal. Quem protegeu Jesus e os jogadores? Bruno de Carvalho, que andava a dar a cara literalmente em frente aos sócios e adeptos. A contestação foi tão forte que obrigou JJ a trazer a meio da época Podence, Geraldes e Matheus, numa simulação de que voltávamos ao caminho que vinha a ser traçado nas épocas anteriores, mas que ele não defendia.


4 - Foi esta combinação de factores que provocou na terceira época a explosão que houve. Eu defendi na altura que mencionei, em Chaves, que Bruno de Carvalho ou impunha o projecto inicial da sua presidência, e que os sócios abraçaram, ou despedia Jesus. Não fez nem uma nem outra e o resto é o que todos sabemos.

 

Texto do nosso leitor José Neto, publicado originalmente aqui.

Há outros pecados no futebol

Texto do leitor João Gil

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O futebol está cheio de pecados. Aqui há uns anos (poucos), em conversa com um ex-presidente do Sporting, este contava, numa roda de pessoas que nada tinham a ver com o futebol, como e quais jogadores da equipa que liderava à época se tinham deixado corromper.

Era interessante saber o que se passa com as apostas desportivas e como influenciam o desempenho dos jogadores e das equipas. Quando um campeonato como o Campeonato de Portugal (futebol amador) gera apostas de 170 milhões de euros não dá sequer para imaginar o que ocorre numa Primeira Liga e como se condicionam jogos, jogadores, árbitros, classificações e campeonatos.

No canal 11 corre uma reportagem bem interessante sobre o tema. E os jogadores, que estão proibidos de apostar em jogos de futebol sob pena de pesadas penas de prisão, não têm problema em admitir que apostam. E se apostam nas suas próprias competições, não há como acreditar na competição. Ela está viciada e os jogadores têm interesses financeiros em causa nos próprios jogos, contrários aos interesses das equipas que representam e a quem lhes paga o ordenado. O telemóvel é tramado e há jogadores que passam a vida agarrados ao telefone até entrarem em campo.
Silas tem pecados, mas há outros pecados no futebol. Não há clubes nem equipas imunes ao fenómeno, que começa nos escalões mais baixos da formação das equipas, desde os iniciados e juvenis até aos graúdos de todos os campeonatos e competições.

 

Texto do nosso leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Dois casos: Wendel e Gelson Dala

Texto do leitor AHR

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O que distingue um bom dum mau scouting (no caso da prospecção), um bom dum mau treinador (no caso da formação da equipa com os jogadores de que dispõe), é a capacidade de reconhecer e acreditar nas capacidades de um jogador mesmo quando este jogue pouco ou tenha exibições menos convincentes.

Se o jogador tiver sempre exibições magníficas não é preciso scouting para nada e os treinadores não têm razões para ter dúvidas em colocá-lo a jogar. Descobrir num jogador aparentemente mediano qualidades para o elevar a um jogador de classe é que é factor de distinção da estrutura de um clube (dirigentes e treinador).

Vem isto a propósito, no Sporting, de jogadores como o Wendel (neste caso como um bom exemplo de gestão desportiva) e o Gelson Dala (como mau exemplo).

 

Na minha opinião o Wendel entrou tardiamente na equipa. Por pouco que não era dispensado, tão poucas foram as oportunidades que teve. Foi preciso vir [Marcel] Keizer para, em boa hora, reconhecer, por fim, a qualidade do jogador.

A verdade é que o Wendel tem sido bastante intermitente, com, até, exibições bastante apagadas, mas o que é curioso é que mesmo assim isso não o devolve à antiga condição de suplente ou de não convocado. A meu ver é porque se espera a todo o momento que expluda definitivamente como grande jogador. Tem técnica e velocidade suficiente para romper a partir do meio-campo até à grande área adversária e rematar. Não o faz, ou faz muito pouco. Porquê? Um mistério! Falta de confiança? Talvez. Mas isso é problema do treinador.

Espero ansiosamente por um treinador que venha para o Sporting e aproveite todo o potencial do Wendel. Manter o Wendel, ainda que com exibições abaixo do seu potencial valor, é um acto de boa gestão desportiva.

 

Há jogadores do Sporting em que eu já não acredito, o Miguel Luís, por exemplo, mas no Wendel ainda acredito. Quanto ao Gelson Dala, acho que as sucessivas dispensas que tem tido representam um acto de má gestão desportiva.

Eu vi-o jogar pela equipa B. É um jogador que não engana: velocidade, técnica, codícia e, sobretudo, sem medo de o um-para-um, situação que muitos avançados evitam, com medo de errar.

Todos reconhecemos nele um grande potencial. É preciso é dar-lhe as oportunidades que não teve. Tenho esperança que venha para o Sporting um treinador que incuta no Wendel a confiança que lhe falta e que ponha o Gelson Dala a jogar para ganhar a rotina de que precisa para despontar num grande clube, como o Sporting.

Eu acredito no Gelson Dala.

 

Texto do nosso leitor AHR, publicado originalmente aqui.

Parabéns, leoas!

Texto do leitor Leão de Quiosque

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O tema do futebol feminino merece, esta semana, redobrado destaque.

Temos que ser francos e dizer que o Sporting se apresentou para este campeonato como outsider.

O Braga foi campeão nacional na época transacta e tinha-se reforçado esta época para jogar a Liga dos Campeões.

O Benfica ascendeu pujantemente ao primeiro escalão com uma super-equipa, recheada de internacionais, construída para ganhar tudo.

O Sporting manteve a estrutura da equipa dos anos anteriores e reforçou alguns sectores-chave contratando jogadoras como Meister (defesa esquerda), Raquel Fernandes (médio) e Wilkinson (avançada). Juntamente com Nevena e Carlyn constituíam as cinco jogadoras estrangeiras do plantel, de longe o mais português dos três grandes. Simultaneamente contratou Susana Cova, treinadora que estava ligada à FPF há vários anos.

 

Quem conhece o futebol feminino português sabe que existe manifesta insuficiência de jogadoras. Os clubes só recentemente começaram a apostar na formação e teremos que aguardar dois ou três anos para ver os frutos dessa aposta e começar a ter equipas mais competitivas. A FPF está a apostar verdadeiramente no desenvolvimento do campeonato e nas selecções nacionais.

Infelizmente a falta de competitividade actual faz com que o campeonato se resolva nos jogos entre as três equipas. Salvo raras excepções (e o Braga já teve uma esta época) os jogos com as restantes equipas são desnivelados.

O Benfica chegou ao jogo de ontem [domingo] só com vitórias e apenas um golo sofrido, o que traduz bem a sua larga superioridade. No mercado de Inverno tinha trocado algumas jogadoras estrangeiras e apresentou-se em Alcochete como favorito. Na primeira volta havia ganho às leoas por 3-0 no Estádio da Luz.

 

Nas equipas iniciais preponderavam as nove jogadoras portuguesas do Sporting contra as nove estrangeiras do Benfica.

Os primeiros minutos foram avassaladores. Tirando um lance casual da nossa avançada Carolina Mendes, as leoas estiveram verdadeiramente encostadas às cordas até ao golo, natural, do Benfica.

Depois apareceu a justificação para as questões que pareciam incompreensíveis ao adepto de bancada.

Porque é que, perdendo o campeonato da época passada, não acompanhámos o investimento das restantes equipas grandes esta época, porque ficaram três estrangeiras no banco, porque se apostou em Patrícia Morais na baliza para este jogo, porque se atira ao jogo a irrequieta, mas fisicamente ainda frágil, Joana Martins, de 19 anos, porque insiste Susana Cova em jogar no Aurélio Pereira quando podia levar estes jogos a Alvalade?

Porque o Sporting não vai comprometer o futuro da sua formação (onde tem enorme qualidade), porque temos duas extraordinárias guarda-redes (internacionais por Portugal) que merecem ser motivadas, porque ninguém nesta equipa joga de início por vir de campeonatos mais competitivos, porque Joana Martins tem lutado, com tudo o que pode, naquele meio-campo após a lesão de Carlyn no início da época, porque o Aurélio Pereira, digam o que disserem, é a verdadeira casa das leoas.

 

Susana Cova, com a sua experiência organizativa e capacidade de liderança, gerou uma verdadeira equipa.

Poderemos não ganhar o campeonato deste ano (que pode vir a ser dirimido por diferença de golos) mas este grupo transcendeu-se e fez tudo para ganhar o respeito dos adeptos. Definem uma verdadeira E-QUI-PA!

Parabéns, leoas!

 

Texto do nosso leitor Leão de Quiosque, publicado originalmente aqui.

O fanatismo tornou-se virtude

Texto do leitor V. Guerreiro

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Os depoimentos dos arguidos sobre o que se passou em Alcochete são em tudo idênticos aos de um arguido que assassinou a ex-companheira (salvaguardando as devidas proporções, naturalmente). Reconhece que fez mal, que se deixou dominar pelo ciúme, que não suportou ter sido abandonado, que foi levado por um impulso e que está arrependido.

A invasão à Academia do Sporting foi um crime passional. Foi o resultado de amores doentios, de ciúmes, de frustração e de descontrolo emocional.

Desde miúdo que conheço bem os “fanáticos do futebol”, que era como se tratavam aqueles que pisavam o risco da má-criação. Mas nesse tempo havia a família que reprovava os excessos e os amigos que aconselhavam a contenção. Nesse tempo, os fanáticos eram socialmente censurados. Hoje, quem não é fanático fica aquém do desejado. Quem não vive os clubes 24 horas por dia, como um vício (palavras do arguido Tiago Neves), não tem autoridade moral para mandar bitaites. Quem convive com as derrotas sem partir qualquer coisa é um resignado e não ama o suficiente. Os fanáticos têm, assim, finalmente, caminho livre à sua frente, porque o fanatismo clubístico foi finalmente aceite e é normalizado diariamente na televisão. Deixou de ser uma maluquice e passou a ser uma virtude, um exemplo de dedicação a uma causa nobre.

Com a negligência do Estado, a ideologia Ultra (ultra fanática) encontrou nas claques um porto seguro para se instalar e angariar jovens incautos.

E é neste ambiente que surge um Presidente fanático, um Presidente adepto, um Presidente com uma paixão enorme, doentia, que arrasta consigo todos os que quiserem viver o nosso grande amor e a promessa de dias de glória. O mundo sabe que pelo teu amor eu sou doente, que não suporto a desilusão e a frustração, que não me resigno, que não compreendo as críticas injustas a quem dá tudo por amor, que não entendo como é possível alguém falhar um golo tão fácil, jogar tão pouco, que não aceito que não se esforcem como eu me esforço, apesar de ganhar muito menos do que vocês. Nesses momentos, é preciso fazer qualquer coisa de urgente, “dar um aperto”, chamar a atenção para “darem o máximo”, “pedir justificações”. Às vezes, perdemos a cabeça, exageramos, vamos longe de mais. Às vezes, lá aparece uma notícia de mais um crime passional.

Entretanto, o fanatismo continua o seu desfile obsceno nas televisões, nos blogues, nas bancadas dos estádios e nos comunicados de imprensa dos clubes.

 

Texto do nosso leitor V. Guerreiro, publicado originalmente aqui.

 

Urge afastar Varandas da SAD

Texto da leitora Maria Inês

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Quando a gestão é competente os resultados aparecem independentemente dos presidentes. Tivessem o futebol profissional e a SAD uma direcção à sua altura, como têm as modalidades, e com certeza as coisas seriam muito diferentes. E não há que escondê-lo ou ter vergonha. Muito do bom trabalho das modalidades vem de trás e foi muito inteligente aproveitá-lo. Assim como é de louvar a nova aposta no basquetebol.


Continuo a achar incrível a insistência em demitir Varandas de presidente do clube em vez de virar todo o foco para o seu fraquissímo e inenarrável desempenho à frente do futebol. O homem não percebe nada disto e não diz coisa com coisa.


Para o demitir de presidente do clube não há justa causa nem nada que o valha, mas para o demitir de presidente da SAD razões não faltam, e devia ser o clube, como principal accionista, a tomar a iniciativa de o demitir. Ou seja, os sócios deviam promover uma assembleia geral para pedir ao Varandas presidente do clube para demitir o Varandas presidente da SAD. E se seguidamente se contratasse alguém capaz e competente para a SAD e se pusesse as claques efectivamente na ordem com a sua expulsão definitiva de sócios e dos recintos desportivos, podem ter a certeza que isto ficava tudo resolvido até às próximas eleições.


O problema é meter tudo no mesmo saco e não ir ao fundo da questão.

 

Texto da nossa leitora Maria Inês, publicado originalmente aqui.

Rumo, estrutura, plantel, claques e apitos

Texto do leitor Filipe Simões

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Antes do jogo de Braga, quando a câmara da SportTv apontou para a tribuna, também me passou pela cabeça que Leonardo Jardim seria uma boa opção para reorganizar todo o futebol do clube, pois tem três características que aprecio num treinador: é discreto, competente e sportinguista.


No entanto, e como também já foi dito aqui no blogue, os problemas do nosso clube são estruturais e vêm de alguns anos a esta parte.
Destaco cinco aspectos (dos muitos) que estão na base do que se passa no nosso clube:


RUMO
Seria fundamental informar os sócios do caminho que se pretende percorrer, ao invés de se navegar à vista (ou à deriva?), maioritariamente com atitudes mais reactivas e menos proactivas, mais desejáveis.

Imediatismo ou formação?

 

ESTRUTURA
Seria importante Frederico Varandas perceber que o futebol não é a sua área, entregando-o a alguém (Leonardo Jardim?) competente para essa tarefa. Por outro lado, seria importante saber rodear-se de pessoas competentes. O CV de Salgado Zenha apenas refere cargos no departamento de crédito do Barclays, muito pouco para quem quer dirigir o Sporting.

Outro aspecto tem que ver com Hugo Viana. Não basta ser bom rapaz e ter jogado no SCP: é preciso ser competente, caso contrário o risco de ficar sequestrado por empresários é elevado. Já para não falar da não-inscrição de Pedro Mendes, quando precisávamos de um ponta-de-lança. Juntem a isto as despesas com viagens aos núcleos do Chicão e sua pandilha, e estamos conversados.

Um mar de equívocos.

 

O PLANTEL
Ao dizer que o plantel deste ano era mais forte do que o do ano passado, Frederico Varandas passou um atestado de incompetência aos sportinguistas. Não vou repetir as excelentes análises que têm sido feitas aqui no blogue, apenas que enquanto os outros andam à procura de dois jogadores de qualidade para cada posição, nós nem para titular conseguimos um.

O argumento da falta de dinheiro não cola, pois o nosso orçamento para esta época foi de 70 M€ (Jornal de Negócios, Agosto de 2019), apenas 20M€ menos que os nossos dois rivais.

Comprou-se muito e mal, já não falando no arrastar da novela Bruno Fernandes.

 

AS CLAQUES
Ao contrário do que se diz, as claques fazem falta ao futebol. Mas, nos últimos anos, estas foram invadidas (em todos os clubes) por marginais, com objectivos perfeitamente alheios ao futebol. Por outro lado, não concordo que as claques tenham benefícios que os outros sócios não tenham. E não me venham com a conversa de que "andamos pelo país a acompanhar o clube". Quem ama o Sporting não se move por benesses.

Se eu conheço muito de Portugal, devo-o ao SCP e ao meu pai, que me levava aos fins-de-semana a Braga, Guimarães, Faro, Póvoa de Varzim, etc. Pagávamos bilhete como os outros, sem desconto.

 

A ARBITRAGEM
Aquilo que se passou em Braga ilustra o peso actual do Sporting. É fácil amarelar, intimidar e expulsar jogadores do SCP comparativamente aos do FCP e SLB. A arbitragem em Portugal move-se por interesses e compadrios: para se ter complacência (leia-se ajuda) da arbitragem é preciso fazer pressão.

Recordo-vos um episódio que se passou em Braga no ano passado, durante a Final Four da Taça da Liga (que vencemos): Luís Filipe Vieira, após a derrota do seu clube, afirmou que Fábio Veríssimo (VAR) não devia apitar mais o Benfica. Qual não foi o meu espanto quando no dia seguinte leio que o árbitro ia estar afastado algum tempo para fazer "formação". Acham que Jorge Sousa fará o mesmo, depois de, finalmente, o Sporting levantar a voz? Duvido, meus amigos. Acreditem que, se o FCP não pressionasse a arbitragem, não estaria a sete pontos do Benfica.

 

Mas nem tudo é mau. O andebol, o hóquei e o basquetebol estão bem.

O futsal, menos bem este ano. E o voleibol está abaixo das expectativas.

 

Texto do nosso leitor Filipe Simões, publicado originalmente aqui.

Quatro derrotas e um empate

Texto do leitor Luís Ferreira

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Perdemos pela terceira época consecutiva em Braga para a Liga, e sempre pelo mesmo resultado: 1-0 em 2017/2018 com Jesus, 1-0 em 2018/2019 com Peseiro e ontem [domingo]. Pelo meio, dois jogos para a Taça da Liga: um que empatámos 1-1 e ganhámos nos penáltis (com Keizer) e o de há pouco mais de uma semana em que perdemos 2-1.

Cinco jogos, quatro derrotas, um empate e 2-6 em golos. Diferentes jogos e diferentes contextos. E o de ontem foi o único dos seis jogos em que não contámos com Bruno Fernandes. Seria de esperar que ontem fosse assim tão diferente, com um Sp. Braga que vinha de seis vitórias seguidas, duas delas contra o FC Porto?

 

Podemos responsabilizar Varandas, Hugo Viana ou Silas (e todos têm responsabilidades), exigir eleições, troca de treinador ou de director desportivo, mas os problemas do Sporting são os mesmos de há muitos anos, umas épocas melhor, outras pior.

Precisamos de encontrar um rumo certo e unir o Sporting, os lemas (não seguidos) das candidaturas dos dois últimos Presidentes, para uma mudança que será sempre longa e difícil. Pode ser com Varandas? Duvido muito. E embora não veja com quem, caramba, devem existir mais Sportinguistas competentes a dirigir uma SAD para além de Domingos Soares de Oliveira!

 

Quanto ao jogo, de positivo, mesmo positivo, só retenho Maximiano, de quem tinha reticências, mas que me tem convencido. E boas indicações de Sporar. Jogámos melhor ontem do que para a Taça da Liga, mas não chegou. E, infelizmente, Silas voltou ao registo de mudar de sistema de jogo para jogo. Ao menos que este seja para manter e algo pensado e trabalhado para o pós-Bruno Fernandes.

Não percebi a substituição de Acuña. Tinha amarelo, mas também tinham vários outros e, mesmo numa tarde menos boa, é o nosso jogador com mais qualidade, na ausência de Mathieu e agora sem Bruno.

Gostaria de ter visto Camacho e Acuña nas alas e Vietto e Sporar na frente. Amorim arriscou ao tirar Sequeira e pôr Trincão em campo, Silas preferiu jogar pelo seguro. O resultado foi o que sabemos.

 

Texto do nosso leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

A tarefa é dura

Texto do leitor Orlando Marinho

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Por vezes, na sociedade, muitos pagam pelos desvios de alguns. Nas claques, o mesmo se verifica: quem assiste aos jogos fora de Alvalade vê que, por causa do desvio de comportamento de alguns, outros pagam. Eu e muitos como eu, para vermos um jogo do Sporting, temos de ser revistados e somos colocados numa jaula como se fôssemos criminosos.

Mas isto é no campo do adversário. No nosso, temos de demonstrar que somos diferentes dos outros e defender os nossos, demonstrar o nosso descontentamento quando for caso disso, mas sem prejudicar o nosso Clube.

A solução seria criar condições de identificar um a um os prevaricadores e de os penalizar de acordo com a gravidade do desvio. Tenho a profunda convicção de que seria simples libertar os estádios desses indivíduos ou de os convencer a mudar de comportamento para poderem entrar nos recintos desportivos.

Hoje vivemos na sociedade do imediato, do agora, do presente. Só porque temos à mão de semear a Wikipédia, julgamos que sabemos de tudo e os outros são todos uma nulidade e ainda nos achamos no direito de lhes dizer e, pior, de os ofender. Não gosto de tudo no nosso Presidente, mas é Sportinguista e foi mandatado pelos Sportinguistas para governar os destinos no Clube. Tem erros? Tem e ele sabe disso, mas quem não cometeria erros no lugar dele? Criticar e propor soluções é uma forma de colaborar, mas não sejamos ingratos. A tarefa é dura.

 

Texto do nosso leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

Precisamos de competência

Texto do leitor Valter Rodrigues

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Claro que as claques têm muita gente com maus vícios e que não interessam a ninguém, mas serão todos? Os milhares que deixam as suas famílias para, num domingo chuvoso, e a horas pornográficas, fazerem centenas de quilómetros para irem apoiar o grande SCP são todos bandidos,  vendedores de droga e arruaceiros natos, como agora se diz?

O SCP, nos anos em que não ganhava nada, era conhecido por ter os melhores adeptos do mundo, os tais que nunca desistem, não obstante viverem desilusão atrás de desilusão. Agora vivemos numa época em que os adversários jogam em nossa casa e os seus adeptos são quem mais apoia e quem mais se ouve (não foi só nas recentes visitas de FCP e SLB, até os trinta adeptos do Marítimo se fizeram ouvir na passada segunda-feira).

Em nenhum lado, nem nos cargos mais altos da república, a eleição para um mandato de quatro anos é uma carta branca para esse período de tempo. Há que, acima de tudo, mostrar capacidade e competência e isso é algo que esta direcção não tem mostrado. Não mostra no tratamento aos sócios (claques, gameboxes, bilhetes e afins), não mostra na comunicação (existe sequer?), não mostra na gestão do futebol profissional (Jesé, Fernando e Bolasie são o exemplo máximo do desnorte desta gente).

Precisamos de competência para fazer regressar os sportinguistas ao estádio e para esquecer guerrilhas sem sentido. E, claramente, os três estarolas que lá estão não a têm.

 

Texto do nosso leitor Valter Rodrigues, publicado originalmente aqui.

Um clube sem rumo

Texto do leitor JCP

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O presidente Varandas prometeu união na campanha eleitoral, aliás foi o que mais promessas fez. Todas foram para o cano abaixo.

Dizia que iria reverter as rescisões, que iria unir os sportinguistas, que seguiria as coisas boas de Bruno de Carvalho e o resultado tem sido bola em tudo... O Sporting neste momento é um clube sem rumo.

Eu votei em Bruno de Carvalho nas três eleições, perdi a sua confiança quando convocou a celebre assembleia para nada e no fim desta assembleia em vez de um discurso de união, foi desenterrar machados de guerra: Roquette, Marco Silva e outros. Por essa altura disse "basta" a Bruno de Carvalho, cheguei à conclusão que à medida que os sócios lhe davam confiança ele esquecia-se do SCP e passava a falar no seu nome e a partir dessa data foram erros atrás de erros. Foi destituído devido ao excesso de egocentrismo. Por outras palavras, enlouqueceu. E tinha que ser posto na rua.

Votei a favor da sua destituição.

 

No entretanto, Varandas teve um discurso que prometia. Disse que continuaria com as coisas boas de Bruno de Carvalho e evitaria as más, ganhou a minha simpatia.

Votei em Varandas.

 

Infelizmente, vejo que faz precisamente o inverso do que prometeu. Olho para Varandas e só vejo o lado mau de Bruno de Carvalho.

Ganhou dois títulos sem saber como e não os partilhou com a direcção de Sousa Cintra, que cometeu erros mas ajudou a ganhar dois títulos e conseguiu trazer de volta o melhor jogador português da actualidade.

Varandas, em vez de unir, só tem desunido.


1. Todas as grandes equipas precisam de claques. Em todas as claques há gente boa e gente má: drogados, delinquentes, traficantes e até assassinos (SLB).


2. Por vezes leio: a mama acabou-se, fim dos dinheiros para as claques... Errado. Nos dias de hoje ninguém trabalha de borla. Conhecem alguém que cola cartazes da campanhas políticas de borla? Isso já não existe... tudo é pago, muito ou pouco, mas de borla ninguém faz nada nos dias de hoje.


3. Esperam pelas claques nos campos adversários faça chuva ou sol a gritar pelo nome do clube com as despesas todas do seu bolso? Mentira, isso já não existe. Todas as claques têm apoios, directos ou indirectos, para fazerem barulho e alavancar o nome da sua equipa e propangadear o nome do seu clube.


4. Resolve-se o diferendo com as claques com uma liderança forte, coisa que o Sporting não tem. Aliás, estamos sem liderança, não temos direcção. Ou acham que Varandas, Beto e Hugo Viana fazem uma liderança forte? Já dizia Camões: liderança fraca torna fraco um povo forte. É o que temos no Sporting. Somos o segundo clube português em adeptos, mas ninguem nos respeita: árbitros, Liga, comunicação social...


Todos os grandes clubes precisam de claques, mas sem uma liderança forte vai tudo por água abaixo.

Não sou a favor de destituições por tudo e por nada, mas é mais que óbvio que Varandas não é líder. O SCP precisa de um líder, precisamos de uma liderança forte. Quem se segue? Não sei, mas necessitamos urgentemente de alguém com pulso. Caso contrário, vamos cair. Com os outros a rirem.

 

Texto do nosso leitor JCP, publicado originalmente aqui.

Bruno Fernandes "forever"

Texto do leitor Leão de Quiosque

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A decisão de Bruno Fernandes em retirar a sua rescisão, prescindindo de qualquer verba de compensação, será historicamente um dos maiores cartões de apresentação das qualidades deste fabuloso jogador e nesse aspecto não vislumbro a mão de Sousa Cintra.

Os anos passam e os adeptos saturam com as frases feitas de amor eterno aos clubes por parte dos atletas. Quem por cá anda há mais tempo sabe que os jogadores são como nós e que o presente e o futuro das suas famílias dependem acima de tudo de bons contratos.

Bruno Fernandes é caso único de um jogador que colocou outros valores acima dos números de um contrato. Num clube tão dividido, nenhuma das partes pode apontar o que quer que seja.

É um jogador ímpar no relacionamento com colegas da equipa (incorpora tudo aquilo que deve ter um capitão), com os adversários mas também com jornalistas, com quem conseguiu sempre acrescentar conteúdo às “cartilheiras” entrevistas a que amiúde assistimos.

Do Sporting leva o reconhecimento dos adeptos e da Direcção, e leva três títulos no Clube e uma Liga das Nações. É um daqueles casos em que sentimos que, ainda assim, leva menos do que aquilo que deixou.

No contrato com o Manchester, trocava aqueles 10% de uma futura venda com a obrigação de ele vir a representar o Sporting quando arrumasse as botas.

 

Texto do nosso leitor Leão de Quiosque, publicado originalmente aqui.

É urgente devolverem-nos a grandeza

Texto do leitor João Gil

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Eu não me importaria rigorosamente nada de ser presidente do Sporting Clube de Portugal.

Mas há duas coisas que são reais. Pelo caminho das pedras, dificilmente o Sporting voltará a ser campeão, a não ser pontualmente, como nas últimas décadas.

 

O Sporting foi ultrapassado em organização, em dimensão e em potencial pelo SLB (já era maior em número de adeptos e o fosso cavou-se e é um abismo, hoje) e pelo FCP, clube menos nacional, mais muito mais poderoso, determinado e unido, que graças a esse espírito bairrista e regional virou a seu favor o desnível que sempre existiu em Portugal favorável ao centralismo de Lisboa e do clube do regime (do antigo e do novo) e fez das conquistas europeias e mundiais o caminho para uma internacionalização que ainda hoje o coloca muito à frente de qualquer clube nacional, nesse capítulo.

 

Sem dinheiro, ou se continua o caminho das pedras e temos a sorte de aprender com o caminho, mas não se ganha nada, porque os outros não estão parados à espera do Sporting, ou entra uma injecção massiva de capital, competência na gestão dos negócios da bola, profissionalismo e rigor, ou o Sporting pode encomendar as suas aspirações de grandeza e ir esperando sentado que a grandeza não voltará tão cedo. E com ela, as vitórias, os troféus e a atractividade dos melhores profissionais, sejam eles dirigentes, treinadores, jogadores, empregados de escritório, patrocinadores, o que for.


Os clubes que nunca foram grandes podem aspirar a ser maiores. Os que foram e são grandes, pela sua dimensão social, não podem aceitar ser pequenos. Isso não existe. É um contra-senso e a antítese do Sporting.

Um gigante, quando encolhe, encolhe de vez. Portanto, a questão para o Sporting não é ter dirigentes que nos digam que temos de aceitar a derrota, ser pequeninos para voltarmos a ser grandes. Nenhum Sportinguista que tenha conhecido a grandeza avassaladora do Sporting campeão pode engolir facilmente semelhante ideia. Isso simplesmente não passa pelo gasganete do Sportinguista médio. Mas admitamos que sim, essa é a solução. Então esqueçamos o regresso a glórias passadas, que passaremos a disputar terceiros lugares com o Braga, que é a realidade com que já estamos confrontados no presente. Daí a ganhar vai um abismo.

Se vai um abismo para o Braga, por que razão havemos de pensar que não irá para o Sporting?


Portanto, ou entra dinheiro às centenas de milhão, ou podemos fazer as malas e ir torcer por outro clube qualquer. Podemos sempre escolher um clube estrangeiro, para não termos de passar pela vergonha de ter de escolher entre o FCP, o SLB ou o SCB para termos o prazer de sermos afiliados e adeptos de um clube realmente vitorioso.
Muito ecletismo.... mas pouco atletismo...
Afinal de contas, o Sporting nasceu clube de futebol, para ser tão grande como os maiores da Europa e não para ser pequenino, tão pequenino como os mais pequeninos de Portugal. E também não foram destemidos e visionários jogadores da malha ou de corredores de saco de batatas que o fundaram.


Frederico Varandas é idóneo e sério. O problema não é de idoneidade ou de seriedade. E também não precisa de anunciar que o Sporting não está em condições de disputar títulos, já o disse com toda a clareza em varias ocasiões. Não percebeu quem insiste que o presidente não o disse. Propalar aos quatro ventos as próprias fraquezas uma vez por semana, para contentar uns quantos, nunca fez de nenhuma organização vencedora. Pelo contrário.
Eu, pela minha parte, sócio e adepto do Sporting, que cresci a ouvir as defesas do Damas e os golos do Yazalde e as façanhas do Joaquim Agostinho, não quero ouvir isso. Quero ouvir o exacto oposto. E quero ter alguém à frente do clube que me devolva essa grandeza, já, a partir de amanhã.
Enquanto não estiver legalmente autorizada tão profunda alteração genética no DNA do Sporting, é isso que eu exijo como sócio pagante dos dirigentes do Sporting.

 

Texto do nosso leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Futre seria uma excelente escolha

Texto do leitor Jorge Santos

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Vou elencar aqui uns quantos nomes que penso terem qualidade suficiente para serem Director Desportivo do Sporting Clube de Portugal, SAD! Mas também acrescento que não gostaria de ver no lugar o Luís Vilar. Tanto a ele como ao Luís Freitas Lobo: não os considero tão bons como eles próprios pensam que são! Desculpem, mas... são esquisitices minhas, que quero o melhor para o Sporting.

Passemos então a enumerar os meus escolhidos. Como é óbvio, com a subjectividade adjacente de estarem disponíveis para aceitar o convite, o que não sabemos ao certo. Apenas podemos presumir. Por ordem de prioridade:

 

Heiko Laessig - Para quem não conhece, é o "homem forte" da prospecção do Red Bull Salzburg. Responsável pela descoberta de vários talentos do futebol actual (Sadio Mané, Naby Keita, Minamino - todos no Liverpool - Hee-Chan Hwang, Erling Haaland e mais uns quantos!). Tem 51 anos, está no clube desde 2005 e conhece o mundo.

 

Christopher Vivell - "Alma gémea" do senhor acima referido. Tem apenas 33 anos, está no Salzburg desde 2015 e, pasme-se, antes, trabalhou ainda no Hoffenheim, onde era o homem da confiança do treinador Julian Nagelsmann, actualmente treinador do... Red Bull Leipzig e com contrato até 2023.

(Só um à parte: assim é que se pensa o futebol e se constroem projectos sólidos e vencedores.)

 

Luís Campos - Dispensa apresentações. Se calhar, tendo em conta o currículo, até merecia ser o primeiro da lista (mas eu também "sofro" de algumas crenças). Na última década trabalhou no Real Madrid, Mónaco (campeão com Leonardo Jardim) e agora Lille, com fantástico proveito financeiro para o clube, que se conhece e que é público. Conhecedor do futebol francês como poucos, domina os escalões inferiores e a formação, onde recruta regularmente muitos e bons talentos.

 

Por fim e, se não for possível nenhum dos acima indicados...

 

Paulo Futre - Provavelmente todos dirão que sou completamente doido, que não percebo nada de futebol, etc., etc., etc.! Mas eu explico porque é que considero Paulo Futre uma excelente escolha. Conhece o mundo do futebol, é conhecido em todo o mundo e abre muitas portas, que muitos desejariam abrir mas dificilmente conseguirão. E como isso é importante no mundo das transferências de jogadores! Por vezes, conseguem-se contratações que julgávamos serem inatingíveis. Vejam os exemplos que já aconteceram com Rui Costa no Benfica: Saviola, Aimar e agora Weigl. Os próprios jogadores disseram publicamente que a conversa com Rui Costa tinha sido importante para decidirem vir.

Futre tem isto. É um líder motivacional, transmite confiança, faz os jogadores acreditarem que conseguem vencer e é um exemplo e um ídolo para todos os jovens que vejam o que conseguiu fazer dentro de campo. Além de tudo isto, sabe muito bem avaliar a qualidade de um jogador.

 

Texto do nosso leitor Jorge Santos, publicado originalmente aqui.

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