Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Temos uma equipa com qualidade

Texto de Orlando Marinho

ce61cad88225c6ec71956ee492c5cca7.jpg

 

Quem diz que só se contratam maus jogadores deve ter de engolir em seco.

Feddal, jogador sem nome na praça, fez o seu trabalhinho muito bem. Não é o Van Dijk, mas é seguro. Esteve muito melhor [no clássico Sporting-FC Porto] que os outros centrais, especialmente Coates, que passou o jogo perdido.

Se tiram [o uruguaio] da sua zona de conforto, é logo tudo muito mais complicado. 

 

Pedro Gonçalves terá jogos onde vai estar menos bem, mas não creio que saiba jogar mal. Jogador contratado por uma direcção que, segundo alguns entendidos, só contrata entulho. É chato.

Nuno Santos é um jogador que me supreende, gosto da sua objectividade. O futebol é feito também de golos e ele faz golos.

Alguém falou em Antunes, apenas suplente de um fenómeno - não serve? Adán jogou no lugar que era de Max e esteve bem, num candidato tem de haver reservas à altura.

Palhinha permite muita coisa aos outros, pela segurança que dá. Com ritmo vai melhorar muito.

Matheus Nunes foi o principal beneficiado pela inclusão de Palhinha: fez de 8 e bem.

João Mário é a classe em pessoa. Como é normal, está sem ritmo, mas já vimos um cheirinho do que sabe fazer.

Tiago Tomás? Não vejo as pessoas, excepto Rúben Amorim, apostarem neste miúdo de 18 anos. Alguém com muita vontade, total disponibilidade e muito objectivo. Tem remate fácil e procura sempre linhas de passe. Muito jovem, já entendeu coisas que outros nunca entenderão. Os defesas contrários não gostam destes jogadores.

Sporar é um avançado-centro que sabe jogar de costas para a baliza, dentro ou perto da área. O problema dele é a profundidade. (...)

 

Falta-me falar de Porro e Nuno Mendes. Não me lembro de termos ao mesmo tempo dois laterais tão bons. O FC Porto esteve atento e com mais agressividade minimizou o impacto. Mas estamos muito bem servidos de laterais este ano.

Há [ainda] muita margem: temos Quaresma, Inácio e Max, que em condições normais acrescentarão qualidade à equipa. O tempo me dará (ou não) razão.

 

Texto do leitor Orlando Marinho, publicado originalmente aqui.

A união Porto-Benfica

Texto de Luís Barros

transferir.jpg

 

Pinto da Costa dá apoio às claques do Sporting e ataca Frederico Varandas.

Será que todos aqueles que têm criticado sem critério Frederico Varandas vão aplaudir Pinto da Costa?

Depois de uma jornada em que o Sporting mostrou em campo superioridade em relação ao seu adversário, mesmo valorizado em mais de 100 milhões de euros, só não conseguindo melhor resultado com o serviço de uma arbitragem habilidosa, vem agora o presidente do Porto destratar de forma pouco inocente o presidente do Sporting.

 

Curiosamente, num dia o Benfica queixa-se das linhas de fora de jogo do VAR, preparando já o caminho para o que aí virá. No dia seguinte, as seitas da arbitragem fazem queixa do presidente e do treinador do Sporting devido às críticas justas que fizeram depois de mais um jogo inclinado. Como se isso não bastasse, vem o "papa", numa homilia sacramental, acirrar mais o ódio entre os sportinguistas.

Coincidências? Não!

As "forças" estão a começar a ter receio que o Sporting ainda não esteja moribundo e, para isso, iniciaram já ataques de forma encapotada e cobarde.

 

Lembrem-se do que fizeram no início a Bruno de Carvalho.

Lembrem-se do que fizeram a Dias da Cunha (não era por acaso a expressão "investigue-se").

Lembrem-se do que fizeram a João Rocha.

Ponto comum: união Porto-Benfica.

 

Os sportinguistas podem até nem gostar desta direcção e criticá-la, como aliás, também o faço, mas nunca devem abandonar a defesa do Sporting em relação a estes ataques externos.

Sporting Sempre.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

Ser do Sporting sem ver jogos

Texto de AHR

mw-860.jpg

 

Há de facto dois Sportings dentro do Sporting: há o Sporting dos adeptos que encaram o clube como um todo, em que o futebol é apenas uma das partes, e há os adeptos do Sporting do futebol, para os quais as outras modalidade são irrelevantes.

Será que os verdadeiros adeptos do Sporting são os que vivem o Sporting na sua globalidade e que os outros, que vivem só o futebol, são menos adeptos? Os que se encontram na primeira categoria tendem a ter maior tolerância, pois os sucessos das outras modalidades vão compensando a tristeza do menor sucesso do futebol. Os da segunda categoria são mais intolerantes, pois só o futebol lhes interessa, desvalorizando o que se passa ao lado.

 

De toda a forma deve haver espaço para estes dois mundos.

Não estarei a fugir muito à verdade se disser que a maioria dos adeptos é do Sporting pelo futebol, pois é o futebol que atrai multidões. A mim também me atraiu e confesso que sou do Sporting porque na minha infância vivia com o meu pai as emoções dos relatos do Sporting. Punham a minha imaginação a trabalhar.

Provavelmente o Sporting jogava melhor na minha imaginação do que na realidade. Isto porque durante os meus primeiros 16 anos fui do Sporting sem ver um único jogo sequer, pois na altura não vivia em Portugal e não havia televisão. Apenas reconhecia os jogadores pelas fotografias esbatida a preto, branco e vermelho que vinham com o jornal A Bola, que era publicado às segundas, quartas e sextas, e que eu lia sempre em atraso.

 

Quem é capaz, hoje, de ser do Sporting sem ter visto durante uma parte da vida um único jogo? Uma pergunta que deixo.

 

Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.

O que podemos nós fazer pelo Sporting?

Texto de Rui Miguel

1505592.jpg

 

Infelizmente o clube deixou de ter algo que une a sua massa adepta. Há clubes que se unem em torno do seu cariz regional e deste posicionamento contra um poder central (o caso do FC Porto), outros unem-se numa certa matriz popular, das massas, como uma formiga para se sentir bem e forte tem de viver num imenso formigueiro (o exemplo do SLB).

No caso do Sporting, a união fazia-se simplesmente pelas vitórias nas diversas competições, pelos ídolos desportivos que usavam as nossas cores, pelo respeito e galhardia com que os nossos atletas competiam.

O Sporting nasceu aristocrático, elitista e foi captando uma massa adepta com base nos seus valores, a raiz do nosso lema "Esforço, Dedicação, Devoção e Glória", o querer ganhar, mas com brio e respeito.

Durante anos, o Sporting foi isso e conseguiu-se impor por esta matriz.

 

Mas depois vieram novos tempos. Ainda antes do 25 de Abril, o Benfica cresceu numa génese popular mas que interessava ao Salazar para agradar a esse povo (toda a história do Eusébio é disso exemplo, desde o rapto até ser obrigado a ficar no clube), ficando o Sporting conotado com as elites.

A seguir ao 25 de Abril surge o poder do regionalismo do Porto, as grandes forças do futebol mudam-se para o norte, e Pinto da Costa aproveita-se disso e cria o seu império, mais clubes na 1.ª divisão dentro do seu arco de poder, os dirigentes de arbitragem, os próprios árbitros, as "frutas" e os "apitos dourados".

Já em pleno século XXI surge novamente o mote antigo de agradar ao povo, com uma imensa comunicação social a desejar vitórias benfiquistas. [Lembremos] aquela célebre frase: com o SLB a ganhar, a economia cresce.

Neste contexto, o Sporting perdeu-se nos seus labirintos e definhou nas suas conquistas. Basta ver o countdown de títulos de campeão desde a década de 50 até agora: tem sido um eterno decrescente até um redondo zero nesta última década.

 

Como a base da união do clube eram as suas conquistas desportivas e o seu brio desportivo, toda esta base enraizada apodreceu e surgiram milhentas facções dentro do clube (eu digo por vezes que não há um só Sporting, mas sim três milhões de Sportings, um por cada adepto). Desde o Sporting popular ao Sporting elitista e que vê o povo com desdém. Do Sporting que quer ser ecléctico ao Sporting que deseja só ter futebol, capitalista, financeiro, detido a 100% por investidores.

Há até um Sporting que é anti-competições profissionais, que não concorda com o futebol negócio, dos empresários. Eu chamo-lhe Sporting CIF - club internacional de foot-ball, que segundo a história abandonou as competições oficiais para fazer as sua próprias porque não gostou do caminho profissionalizante do desporto.

É pois neste labirinto de diversos caminhos, muitos deles sem qualquer saída possível, que vive o nosso clube. Seria importante fazer uma reflexão séria, urgentemente.

Muitos vão dizer que isso resolve-se com vitórias. É certo. Mas andamos há 40 anos a correr atrás do prejuízo, buscando incessantemente vitórias, umas vezes através do filão da formação, outras vezes através de "unhas", outras por um milagreiro (tipo JJ), e a verdade é que só têm resultado em rotundos fracassos e um continuado maior atraso em relação aos nossos rivais.

 

Neste momento, já não basta mudar de plantel ou treinador. O mote é mesmo mudar de presidente de mês a mês, consoante a bola entra ou não entra na baliza.

Com isto, não saímos do marasmo e da tragicomédia em que está o nosso clube.

É a altura de todos os sócios e adeptos porem a mão na consciência e seguirem as conhecidas palavras que um célebre presidente dos EUA [John Kennedy], fez ao seu povo: «Não perguntem o que é que o vosso país pode fazer por vocês, perguntem o que é que vocês podem fazer pelo vosso país.»

É nisto que os sócios devem pensar: o que poderemos fazer para tornar o clube mais forte? E não esperar que o clube resolva os nossos problemas e as nossas frustrações.

É mais importante acalmar as ideias e deixar a ansiedade para trás das costas.

 

Texto do leitor Rui Miguel, publicado originalmente aqui.

Por um Sporting sem partidos nem seitas

Texto de JMA

tarjavarandas2[1].jpg

 

Velhos e belos tempos, em que o que importava eram os jogadores e não os presidentes.

Mas era um tempo em que a Direcção não era remunerada. Agora muita gente precisa de emprego e de dar emprego aos amigos...

As claques não vendiam bilhetes nem bilhetes de época, os líderes das claques quase não eram falados e ser líder de claque não era modo de vida para ninguém. Agora parece que é... (apesar de eu apoiar a existência de claques, coordenadas por qualquer Direcção eleita).

Não havia SADs, logo ninguém queria ganhar dinheiro a vender ou a comprar a SADs. Agora há e até arranjam peões de brega...

Não havia partidos ou seitas no clube. Agora parece que há, tantas são as frentes de batalha internas...

Muitas vezes dá a ideia de que não falamos de um clube desportivo: o Grande Sporting Clube de Portugal mais parece uma empresa e todos lutam para a controlar, para a dominar.

 

A grandeza do Sporting (e a sua salvação) é que a grande maioria dos adeptos, e principalmente os sócios, orgulham-se de ter as quotas em dia. Querem que o Sporting ganhe, apoiar as diversas equipas, ter como ídolos apenas os jogadores e votar nas assembleias gerais (principalmente as importantes) e no seu candidato nas eleições.

Se ele ganhar melhor; se não, paciência: o Sporting continua.

 

Claro que achar que o jogador A ou D jogaram mal ou bem é normal; que o treinador acertou ou errou nesta ou naquela substituição, também. Dizer que o presidente e o director desportivo erraram em determinadas aquisições, tudo bem.

Agora querer que o Sporting perca um jogo não é de Sportinguista e chamar "campo grande" ao Sporting, como se lê em alguns blogues, é uma vergonha e uma tristeza!

 

Texto do leitor JMA, publicado originalmente aqui.

A semente da divisão interna

Texto de V. Guerreiro

img_1280x720$2018_11_10_03_30_11_795730.jpg

 

A imagem do dirigente desportivo português começou a mudar depois do 25 de Abril. Depois dos dirigentes institucionais clássicos, cinzentos, começaram a surgir presidentes populistas, nos quais o povo se revia. Pimenta Machado, Valentim Loureiro, Vale e Azevedo e outros trouxeram para o dirigismo desportivo conceitos da politica e da comunicação populista que não mais o abandonaram.

No Sporting, dirigentes como Jorge Gonçalves, Sousa Cintra e Santana Lopes (por esta ordem) inauguraram essa gestão populista no nosso clube. A eles, sucedeu-se uma nova vaga de institucionalistas e gestores profissionais que começou com José Roquette.

Essa geração, sem eu saber bem qual a origem disso, às tantas, começou a ser designada por “croquetes”, enquanto sinónimo de indivíduos privilegiados. Nesse momento, criou-se o sistema de castas no Sporting e foi lançada à terra a semente da divisão interna.

 

A partir daí, foram-se marcando as clivagens entre uma elite governativa de favorecidos e a massa adepta anónima, o povo sportinguista, sendo a primeira alimentada pelo esforço da segunda através do dízimo da quota. Ao mesmo tempo que isto acontecia, os sportinguistas passaram a olhar para os seus dirigentes com os mesmos olhos com que olhavam para os treinadores: se não ganhas, não serves, tens de ir embora.

Até ao dia em que essa geração foi destronada em favor de um dos nossos. “O Sporting é nosso” foi o mote. O populismo, na figura de Bruno de Carvalho, surgiu em força no Sporting e o Presidente passou a ocupar o espaço mediático, através duma dependência compulsiva do facebook. O Presidente confundiu-se com o Sporting (o Sporting somos nós) e criou as bases para o desenvolvimento dum culto de personalidade nunca visto no Sporting, o qual originou um movimento de massas: o brunismo.

 

Líderes populistas e carismáticos associados a movimentos como Ídolos Zero tornam os jogadores em profissionais privilegiados que não honram a camisola (quando não são mesmo mercenários) e catapultam-se a eles próprios para o palco das paixões.

Enquanto continuarmos a utilizar no nosso discurso vocábulos divisionistas, como croquetes, sportingados e outros, sem percebermos que essas designações têm muitíssimo mais de artificial do que de real, o que nos acontecer de bom será apenas circunstancial.

 

Texto do leitor V. Guerreiro, publicado originalmente aqui.

 

Slimani teria sido óptima escolha

Texto de Rautha

slimanisporting.jpg

 

Foi preciso ano e meio para termos uma janela de mercado relativamente razoável, comparando com três janelas de mercado onde vendemos ao desbarato (nem todos, mas Bas Dost, Nani e El Avioncito foram, literalmente, jogados fora) e comprámos entulho, do qual teremos muitas dificuldades em nos livrar.

 

Relativamente razoável porque comprámos alguns reforços dignos desse nome, até ver - casos de Pote, Nuno Santos, João Mario e Porro.

Mas ainda não fomos capazes de comprar/arrendar um avançado forte e bom no jogo aéreo, o que torna bastante infrutíferos os bons cruzamentos de Nuno Mendes e Porro.

 

Não trouxemos Paulinho, o que é sempre bom, [para não] dar dinheiro ao Braga por um jogador que marcou muitos golos esta época, mas que marcou apenas cinco na Liga 2018/2019, em 29 jogos.

A ser verdade que considerámos dar 15/20/25 milhões por Paulinho mas considerámos incomportável trazer o Slimani, fico estupefacto.

O argelino marcou, esta época que findou, nove golos em 18 jogos, com sete assistências.

Mesmo com 32 anos, continua aguerrido, capaz de pressionar o primeiro defesa da equipa. Boa constituição, boa capacidade física, disponbilidade, poucas lesões.

Teria sido uma óptima escolha para este plantel, com amor pelo clube e uma experiência que seria benéfica.

Na minha opinião de bancada, claro.

 

Voltando [à] "vaca fria", João Mário é um excelente regresso. Um campeão da Europa. Desaproveitado e desmotivado, retorna a casa para dar novo rumo à sua carreira, como Nani fez.

Se, no mínimo, tiver o impacto que Nani teve, ficámos indubitavelmente mais fortes.

 

Ficamos com excelentes opções no meio-campo.

No primeiro jogo pós-Wendel, vimos um Matheus mais solto, mais dinamizador, menos preocupado em equilibrar as correrias de Wendel. Que se mantenha assim e temos um Matheus renovado, Palhinha, João Mário, Pedro Gonçalves. Tudo gente capaz de solidificar aquele meio-campo.

 

Fica a faltar o tal Slimani (similar) e um defesa central capaz de empurrar Feddal para o banco. Ou então aproveite-se Gonçalo Inácio ao máximo, o rapaz tem dado boa conta de si.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Ficamos mais distantes do Benfica

Texto de Pedro Sousa

1483056.jpg

 

O mercado fechou para os jogadores com contrato. Existe ainda a hipótese de recorrer a um atleta sem clube para a posição que ficou deficitária, que é o centro do ataque. Existem alguns nomes interessantes que estão livres.

O Sporting está mais forte, em teoria, na baliza, na lateral direita, no meio-campo. Ficou mais fraco no centro/esquerda da defesa e continua muito aquém nos atacantes.

Em teoria, João Mário é a melhor aquisição e será o melhor jogador do plantel.

 

Vamos disputar esta primeira parte da época com o segundo pior conjunto de avançados que o Sporting teve na sua história (ou desde que eu acompanho futebol).

Falhou a contratação para a posição mais deficitária, onde a qualidade é menor. Simultaneamente, ainda bem que não veio o Paulinho. Lamentavelmente, não veio o Slimani ou outro que trouxesse golos e valor.

O nosso scouting e prospecção só conhece jogadores da Peninsula Ibérica, com especial incidência na cidade de Bracara Augusta.

Pagamos, por alguns atletas, valores de 100% por 50%.

 

Boa venda de Wendel, má venda de Acuña e incapacidade para colocar os excedentários. Quase tudo de borla, sem taxas de empréstimo ou opção de compra obrigatória.

A rigidez de Amorim, adivinho, fará do Sporting uma equipa com poucos golos sofridos e poucos golos marcados. Com dificuldades contra equipas que se apresentem num bloco baixo ou médio baixo. Terá mais facilidade com aquelas que quererão jogar o jogo pelo jogo, que pressionarão o Sporting na saída de bola, deixando algum espaço nas costas.

 

Em nomes e em teoria, ficamos mais distantes do Benfica e, surprendemente, do Porto, que recorrendo a empréstimos deu um salto significativo de qualidade. Sarr, Grujic, Evanilson, Taremi, e principalmente Filipe Anderson, são muito bons jogadores. Veremos se cabem nos ideais de [Sérgio] Conceição. É tão [ou] mais esquisito e teimoso que o nosso treinador. Quem não se lembra do internacional brasileiro Jorge ou do internacional holandês Bazoer?

Em teoria, pelo orçamento e pelo individual dos jogadores, a nossa posição no campeonato será o terceiro lugar. Na prática, espero que Rúben e os seus jogadores se superem e consigam, no mínimo, o segundo lugar. Acho essencial atingirmos esse objectivo. O terceiro lugar não é garantia de entrada na fase de grupos da Champions e respectivos milhões.

Leonardo Jardim conseguiu.

 


P. S. Espero que o jogo com o Gil Vicente não seja adiado. Se é verdade que ficamos com menos tempo para preparar o jogo com o Porto e com algum desgaste físico, por outro lado, enfrentar o Porto com três vitórias e mais três pontos na tabela classificativa significará maior confiança e aparente superioridade. Não é só nos relvados que se ganham jogos.

 

Texto do leitor Pedro Sousa, publicado originalmente aqui.

Os nossos avançados vistos à lupa

Texto de Luís Barros

naom_5dc87c6b8303f.jpg

 

Creio que Rúben Amorim ainda não definiu em rigor qual o sistema a utilizar na frente de ataque. Com a entrada de dois alas virtuosos e com qualidade em centrar, não entendo então a rejeição em optar por atacantes com capacidade de jogo de cabeça. Realmente, se a opção for unicamente jogar em passes curtos e com a bola junto à relva então não necessitamos de todo de mais ninguém, mesmo que a míngua de golos continue, como tem acontecido até agora.

Na minha opinião, os atacantes que estão neste momento no plantel mostram muitas dificuldades em furar defesas altas e que joguem de forma compacta.

Senão vejamos:

- Tiago Tomás, jogador de qualidade mas ainda em crescimento, como ele próprio disse, consegue fazer os três lugares da frente, embora eu também veja nele um segunto ponta-de-lança, adaptável a um sistema 3x5x2. Franzino, tem alguma dificuldade no choque com defesas mais altos e robustos.

- Sporar, jogador com fraco jogo aéreo e pouca mobilidade e rapidez, facilmente anulado por uma dupla de centrais. As suas características adaptam-se mais a um sistema clássico de 4x4x2, jogando em demarcação no limite do fora-de-jogo.

- Luiz Phellype é neste momento uma incógnita. Fisicamente o mais robusto da linha de ataque, mostra algumas deficiências técnicas e limitação na mobilidade. Embora sendo um jogador de área, a sua capacidade de finalização é limitada, nomeadamente no jogo de cabeça.

- Vietto é um jogador sem características goleadoras, mostrando mais capacidade de distribuidor de jogo muito ao estilo de um "10". Fisicamente pouco dotado, é demasiado caro para aquilo que produz em campo. Para o seu lugar temos jogadores de características semelhantes, mais jovens e, principalmente, mais baratos, como Bragança ou Pote.

- Jovane Cabral é um jogador com características mais adaptadas a extremo. Mais um jogador sem jogo aéreo, inconstante nas suas exibições e que por diversas demonstra problemas físicos.

- Pedro Marques, um pouco à margem dos restantes, é um jogador com características do Tiago Tomás, jogando à frente nas várias posições mas com limitações no jogo aéreo.

 

Hoje as equipas devem estar preparadas para se adaptarem a vários sistemas. Embora Amorim seja adepto do 3x4x3, muito ao estilo holandês, não deve ficar refém só desse sistema, porque, e principalmente nas competições nacionais, 90% das equipas jogam de forma compacta e à defesa.

Com a saída de Bas Dost e Bruno Fernandes, perdemos uma capacidade única de jogo aéreo e de jogo exterior. Sempre tomando em conta as contingências financeiras, é fundamental dotar a equipa com um jogador que consiga aglutinar essas duas mais-valias, o que é, digamos extremamente difícil.

Daí surge uma das minhas escolhas, João Klauss, jogador possante ao estilo de Slimani, de remate fácil com ambos os pés mas tecnicamente evoluído e com bom jogo de cabeça, aliado a grande mobilidade na frente de ataque. Este é o tipo de jogador que, julgo, encaixaria bem no sistema de Amorim, fosse um 3x4x3, um 3x5x2 ou um 5x3x2.

 

Texto do leitor Luís Barros, publicado originalmente aqui.

O caótico futebol da era Covid

Texto de Vítor Hugo Vieira

bola-futebol-3-1024x819[1].jpg

 

A manter-se este ritmo na 1.ª e 2.ª Liga, com dois jogos adiados na semana passada, para já um esta semana, e tendo em conta que no próximo fim de semana é muito possível que Gil Vicente e Sporting ainda tenham vários elementos infectados, não tendo permissão para efectuar os seus dois jogos, isto já sem falar de mais clubes com casos (há um no Guimarães e um no Benfica), não estou a ver como se pode realizar esta época desportiva.

Tudo isto vai causar um efeito de bola de neve de jornadas completamente desencontradas, de equipas com vários jogos de atraso em relação a outras, de competições a eliminar que não podem avançar porque ainda se está à espera do resultado do jogo X e do jogo Y, para ver quem é o cabeça de série do sorteio Z, de clubes sem culpa nenhuma, com o plantel saudável e o calendário livre, que no entanto não podem jogar duas ou três semanas porque os adversários têm Covid, e depois têm de repor esses jogos em falta em meia dúzia de dias...

Enfim, o diabo a sete.

Espero bem que o Sporting dê total prioridade ao campeonato e não se desgaste nas restantes competições, porque o dinheiro da Champions vai ser muito necessário.

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

Algumas sugestões para reforços

Texto de Rafael Marques

1505592.jpg

 

Haverá essa necessidade [de contratar outro avançado] pela incógnita que é Luiz Phellype depois da lesão, visto que este em boas condições é jogador a ter em conta. Sporar (que aprecio), Tiago Tomás (está a surpreender mas precisa de jogar) e Vietto dão para o gasto.

Caso fossem ao mercado diria Bruno Petkovic, avançado croata que recentemente marcou a Portugal (25 anos, 1,93m e tem vindo a subir bastante de rendimento), sendo um " Mandzukic dos pobres", por assim dizer).

Há outras opções a "custo zero". Callejón seria uma mais-valia: apesar do custo (que não seria barato), ainda tem alguma coisa a dizer no mundo do futebol (talvez Plata tomasse notas). Se não este, Wellington Nem, que já esteve no radar do SCP e não entendo porque se encontra sem clube (qualidade não lhe falta, mas a folha salarial também deve acompanhar).

Onazi (médio defensivo) ou Oscar Hiljemark (médio-centro) para o meio-campo: não sendo nenhuns potentos, têm experiência internacional e poderiam acrescentar alguma coisa. E Naldo (que já passou pelo Sporting), com 32 anos feitos recentemente, ainda daria facilmente umas de xerife na nossa Liga.

Um jogador que me caiu no goto foi o Kraev, que jogou no Gil Vicente no ano passado e pertence aos quadros do Midtjylland. Não percebo como nenhum clube português avança para a sua contratação (este ou Racic, visto que o Valência é aparentemente uma casa a arder).

 

Texto do leitor Rafael Marques, publicado originalmente aqui.

Temo pelo futuro do jogador português

Texto de Vítor Hugo Vieira

Vila-do-Conde-vai-homenagear-os-8-jogadores-vilaco

 

Por paradoxal que pareça, é quando temos uma das selecções mais fortes da nossa história que mais temo pelo futuro do jogador português.

Quantos guarda-redes portugueses são titulares regulares numa equipa de 1.ª divisão europeia? Seis ou sete? O mesmo para as outras posições, não serão muitos os jogadores portugueses para cada uma delas. Por acaso temos a sorte de hoje termos dois ou três muito bons para cada posição, mas é só, depois quase não há opções.

Olhe-se, por exemplo, para a posição de defesa-central, onde continuam a ser convocados dois trintões, porque, em boa verdade, neste momento, além deles, só há mais dois ou três com qualidade suficiente para ir à selecção.

Se olharmos para as equipas portuguesas, temos várias com apenas meia-dúzia de atletas nacionais no plantel, sendo o resto completado com sul-americanos e um ou outro de um país exótico. Aliás, não fiz a contagem, mas o Wolverhampton deve ter mais portugueses no plantel do que muitas das equipas da nossa 1.ª divisão. A última moda é encherem os plantéis de ingleses/franceses/espanhóis de 20 e poucos anos, vindos das equipas de reservas dos grandes [clubes] europeus. Como resultou bem em dois ou três desses jogadores, agora todos querem fazer o mesmo. Nisto quem se lixa, mais uma vez, é o jogador nacional.

 

Os escalões de formação são um deserto: fora dos três grandes e de uma ou outra equipa média (Boavista no passado, Braga e Guimarães hoje), quase não surgem jogadores que alimentem as suas equipas principais.

Serão assim tão fracos?

Os escalões de formação dos três grandes, que ficam com os jovens prometedores de todo o país, secam tudo à volta?

Preferem ir buscar brasileiros da quinta divisão, sacando umas comissões?

A Liga não acha que existem estrangeiros a mais, a tapar a evolução do jogador português?

Enquanto se forem ganhando Europeus graças a duas ou três Academias que fazem bem o seu trabalho, e não à existência de um projecto para o futebol português bem estruturado, está tudo bem?

 

Texto do leitor Vítor Hugo Vieira, publicado originalmente aqui.

O Benfica pode ajoelhar

Texto de Rautha

transferir.jpg

 

1

Percebo o alarido à volta do Benfica, de Jesus e dos milhões que se falam há dois meses.

Mas continuo a ver a mesma equipa que fez "meia dúzia de pontos" pós-paragem Covid-19, salvo um defesa central de qualidade e uma Cebolinha.

Cavanis, milhões para gastar, mas, objectivamente, estão na mesma. Com um treinador que conhece os cantos à casa mas a quem ainda não deram os "mundos e fundos" que pede sempre.

Agora é um Suárez, mas não é o Suárez. É um uruguaio mas não é um Cavani, embora pareça que vem a peso de ouro da segunda divisão espanhola.

O tal nome sonante tarda em aparecer. E Jesus pouco demora a ficar enervado. E quando Jesus se enerva... David Luiz acaba a lateral esquerdo.

Mas Jesus sabe "como o Benfica ganha", dizia ele no primeiro mês no Sporting. Acredito que saiba. E LFV também.

Acredito que o Benfica continue forte. Poderá até vir a ser a melhor equipa do campeonato. Mas também pode "ajoelhar" em alguns campos. E perder tudo ao "otxenta y otxo".

Porque Pizzi, Gabriel e André Almeida, os supostos "carrascos" de Vitória e Lage, continuam lá. E o campeonato português parece, para já, mais equilibrado. Pelo menos em contratações de qualidade.

 

2

Quanto ao pior inimigo do Sporting:

- O Sporting. Autofágico. A direcção que teima em vender Acuña em saldo. Entre outras pérolas deste mercado;

- Os árbitros (se não vem Cavani, sobra dinheiro... vêm João Pinheiro, Fábio Veríssimo e afins, "limpinho limpinho");

- A ausência de público (inimigo do Sporting e da sustentabilidade do futebol português).

 

O maior amigo do Sporting:

- A ausência de público (menor cobrança durante os jogos, menos apupos, ausência de tochas em cima do guarda-redes).


Acho que é isto.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

No futebol não deve valer tudo

Texto de João Gil

image.jpg

 

Temos de perguntar a Frederico Varandas e a Rúben Amorim porque dispensaram Palhinha e onde é que para eles será mais útil ao Sporting.

Porque se não houver uma razão desportiva e o jogador é imprescindível nesta equipa por não ter quem faça o seu lugar natural e o treinador o quer(ia), há uma razão económica de certeza. O jogador tem contrato com o Sporting, não faz propriamente o que lhe apetece nem está em roda livre. Se for por uma questão desportiva podemos queixar-nos da opção de dispensar Palhinha como de dispensar qualquer dos outros. O treinador acha que ele não serve e ele é que treina e escolhe os jogadores. Se a razão for económica, é uma questão que transcende o treinador e se situa puramente no plano de negócio e de dinheiro.

Sendo, não faz sentido deixar de fora da possível resolução do problema com o Braga um jogador que o Braga quer(ia) e pelo qual o Sporting estabeleceu um contrato de empréstimo com um modelo que amarrava os dois clubes um ao outro no destino futuro do jogador. Indignidade, nestas coisas, é não pagar atempadamente os contratos.

 

Por mim vai dar ao mesmo se venderem hoje o jogador e amanhã transferirem o que devem para a conta do Braga, uma vez que desportivamente acham que não é útil. Acharia preferível, até. Mas isso não vai acontecer, presumivelmente e a julgar por declarações de gente afecta ao Sporting e que comenta nas tv e que acha que o Sporting pagará quando quiser e nos seus termos...

Esse é o caminho errado, penso eu. Porque esse é o que cria inimigos e mete toda a gente contra o Sporting. Como se o Sporting precisasse de mais inimigos e já tivesse poucos. No futebol não deve valer tudo. Costuma dizer-se que as boas contas fazem os bons amigos. O Sporting não precisa de ser amigo do Braga, precisa é de manter o Braga no seu lugar natural.

 

Ser devedor do Braga e depender de favores do Braga é que me parece uma inversão perigosa daquilo que são os interesses superiores do nosso SCP.

Se Palhinha porventura servir para devolver a ordem natural à posição e à relação entre o Sporting e o Braga (que tem uma direcção histórica, um ascendente e um descendente), não veria nisso necessariamente um mal. Jogador por jogador, pessoalmente prefiro Matheus Nunes e Daniel Bragança, embora menos tarimbados.

Não seria pacífico ver Palhinha pagar Amorim, isso admito, mas ilógico não seria.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Varandas, Amorim e uma dúvida

Texto de Carlos Correia

img_920x518$2020_05_06_21_55_34_1696133[1].jpg

 

Varandas cumpriu o objectivo da união. Uniu todos os sportinguistas num único pensamento: ninguem acredita no sucesso desportivo no futebol. Gestão desportiva atroz, desperdício de milhões em contratação falhadas (não era preciso saber muito de futebol para o perceber). Toda a dança de treinadores e o facto de não se ter sabido rodear de quem perceba da poda foram outros factores negativos.

No entanto este defeso está-me a surpreender pela positiva: globalmente contratações com critério e aparentemente acertadas, tendo em conta as limitações financeiras. Desta vez não pode haver desculpas, apesar da disparidade orçamental para os nossos concorrentes: Amorim, pelo preço que custou e pelo tempo que teve para planear a época, terá de nos levar a resultados desportivos.

Fico com uma dúvida, no entanto, sobre as reais intenções de vários sócios. Querem Varandas fora e, vindo outro presidente, dar-lhe-ão a tranquilidade e paz para governar? ou só calarão a contestação se o novo presidente for exactamente aquele que sabemos?

 

Texto do leitor Carlos Correia, publicado originalmente aqui.

Acuña: abaixo de 20 milhões é má venda

Texto de Pedro Sousa

acuna-1500802702-11240.jpg

 

Gosto do Acuña, como gosto de ver bons jogadores com o leão rampante ao peito. Mas perder o argentino para o mercado é algo natural e até necessário, seja pelo encaixe financeiro, seja pela última oportunidade de conseguir um bom valor por um jogador de quase 29 anos, ou para fazer face aos desejos e expectativas do atleta que tão bem nos representou em três anos.

O Sporting tem um histórico de mau timing para fazer o melhor negócio. Rui Patrício e William Carvalho foram os últimos exemplos: acabaram por forçar a saída num momento que que os capitães teriam que se assumir como tal. Provavelmente o ataque a Alcochete, com a braçadeira de capitão em Coates, resultaria em zero rescisões.

 

Aceito a saída do Acuña, mas tenho dificuldade em compreender porque é afastado do grupo. Ou só faltam pormenores na negociação,ou é mais um tiro no pé, pois estamos a informar os potenciais compradores que queremos mesmo vender, desvalorizando assim o activo.

Enquanto não está nada fechado, deveria continuar integrado no plantel.

Se um Pote vale 13 milhões, quanto valerá um internacional argentino?

Abaixo de 20 milhões é má venda.

 

A saída de Acunã é a prova de que Nuno Mendes está preparado, vai ser o dono indiscutivel do lugar.

O valor do Nuno é tanto que cedo irá ser resgatado pelos tubarões. Antunes não deveria ter assinado pelo Sporting: daqui a um ano, outro jogador terá de assumir o lugar.

Assim, para o ano, lá anda o clube a procurar mais um titular para o lado esquerdo do campo, sem nunca antecipar o futuro.

 

Os clubes portugueses precisam de vender, não é um exclusivo do Sporting. Perder um bom atleta não significa necessariamente ficar mais fraco. Quando vendemos o capitão Adrien fomos buscar o fabuloso Bruno Fernandes.

A regra é aproveitar para vender no momento certo pelo valor mais alto possível e ser rigoroso na escolha do novo jogador. De preferência, negociado por valores realistas e sem mendilhões. Porque tudo se paga e são sempre os mesmos a ganhar.

A vender, os clubes estão mais pobres que nunca.

 

Texto do leitor Pedro Sousa, publicado originalmente aqui.

Para quê convocar Moutinho?

Texto de AHR

naom_514c43c3e33d3[1].jpg

 

Permita-me um desabafo sobre a convocatória do Fernando Santos para a equipa principal. Como é possível continuar a convocar o João Moutinho (depois da forma como abandonou o Sporting, não o reconheço como antigo jogador do clube) para a selecção principal?

Só pode ser por amizade.

Não haverá actualmente no futebol português jogadores com melhor desempenho do que o João Moutinho? Continuar a convocar o João Moutinho nesta fase da carreira, em que pouco mais faz do que bater livres, pontapés de cantos e lançamentos de linha lateral, é uma afronta para os novos jogadores portugueses que agora despontam, e que vêem o seu lugar tapado por argumentos do seleccionador do tipo "optei por seleccionar jogadores que já conheçam os processos da equipa".

Falei no João Moutinho mas poderia falar do André Gomes ou do Renato Sanches. Será que não há jogadores melhores que eles? Convoca-se apenas porque jogam no estrangeiro, nem que passem a maior parte do tempo no banco?

Aqui vai um exemplo de um injustiçado: Ricardo Horta. Será que o Ricardo Horta ficou de fora por não conhecer os processos da equipa? O ridículo não tem limites.

 

Texto do leitor AHR, publicado originalmente aqui.

Reforçar e solidificar a defesa

Texto de Ambrósio Geraldes

transferir.jpg

Internacional marroquino Feddal, já de verde e branco

 

Tenho gostado deste mercado. Até agora parece-me bastante acertado, há uma linha condutora, há uma ideia, não se contratam jogadores aleatórios.

 

A minha maior dúvida é Antunes: será que vem a tempo de nos ajudar a ser melhores? De qualquer das maneiras vai trazer experiência, balneário e será certamente um mentor para o promissor Nuno Mendes, algo muito positivo.

Pedro Porro é um excelente negócio: se render fica por uma cláusula muito acessível e fecha uma posição em que temos tido problemas, caso contrário retorna ao clube-mãe sem custos adicionais.

Feddal tem as características pretendidas: é alto, tem bom jogo aéreo, é esquerdino, sabe jogar numa defesa a três, é experiente e sabe sair a jogar (Não é o Mathieu, mas não há Jérémys todos os anos e este parece-me uma ótima aposta).

Por último, Pote, ao que sei, é um jogadorzaço, pena que só tenhamos adquirido metade do passe... Espero que tenhamos uma opção que permita comprarmos o restante por um preço semelhante, nesse caso seria um excelente negócio!

Fala-se ainda em Lyanco, que eu gostava que viesse, confesso.

 

Gostava de destacar que, a contar com este último, há quatro reforços para a defesa, sendo que três deles passaram por Itália (onde é muito utilizado o modelo adoptado por Rúben Amorim). Isto augura que sabem jogar no nosso sistema. O quarto, Porro, vem numa oportunidade de negócio devido ao nosso protocolo com o Manchester City, sendo um lateral mais talhado para uma defesa a cinco (a nossa) do que uma defesa a quatro.

Vê-se que há um critério, o que é sempre bom.

 

Texto do leitor Ambrósio Geraldes, publicado originalmente aqui.

Primeira análise às novidades leoninas

Texto de Diogo Xavier

img_920x518$2020_08_15_19_43_18_1740821.jpg

Pedro Porro e Vitorino Antunes, já de verde e branco

 

Se são reforços ou não, o tempo o dirá. Como várias vezes se diz, são como os melões.

Antunes - Tendencialmente será melhor que Borja em qualquer dinâmica de jogo e tem boa definição. Fez uma boa carreira nos clubes por onde passou e até à lesão estava a ser um dos destaques da La Liga. No entanto coloco as seguintes questões: 33 anos, histórico de lesões recentes e sempre foi um lateral. Vem jogar no Sporting para ala (não lateral), num esquema de grande disponibilidade física. Será um upgrade? O que vamos fazer a Borja? Será que vamos ter um Antunes por vezes a fazer o papel de terceiro central (saída de bola)?

Feddal – Claro downgrade relativamente a Mathieu (também era praticamente impossível). Mais um defesa para o lado esquerdo, com histórico recente de lesão grave. Era um defesa regular na La Liga, com saída de bola razoável (nomeadamente no passe longo), relativamente rápido, mas com uma impetuosidade no desarme complicada para o nosso campeonato e em especial para o Sporting. Após lesão diminuiu o seu nível. Ou refreia os seus ímpetos ou terá (teremos) alguns dissabores com cartões.

Porro - Não é bem um lateral direito, mas sim um jogador de fazer o corredor todo, não sendo muito forte na parte defensiva. Numa equipa como o Valladolid que defendia numa linha de quatro e em bloco baixo, Porro não dá. No sistema de Rúben Amorim, Porro poderá ter algum destaque, uma vez que é forte ofensivamente (ainda que no aspecto da decisão necessite ser muito afinado), tecnicamente é dotado e com uma linha de três terá, regra geral, alguém para o dobrar. Creio que o formato de contratação foi o adequado. Tenho alguma expectativa de que seja um upgrade. Infelizmente também o tinha relativamente a Rosier... O que será feito de Rosier, Camacho e Ristovski?

Pedro Gonçalves – O nosso novo “Bruno Fernandes”. Muita expectativa para ver se este jogador se adapta ao Sporting. Gostei bastante dele no Famalicão, no entanto, tenho sempre algumas dúvidas quando os jogadores não são aproveitados nos outros clubes e os deixam sair. Neste caso, por que razão Nuno Espírito Santo o deixou sair dos Wolves? Será por ser um jogador 100% Mendes e, como tal, à livre disposição do mesmo?

 

Texto do leitor Diogo Xavier, publicado originalmente aqui.

Questões a resolver no plantel leonino

Texto de Rautha

Sporting-CP.jpg

 

No estado actual do Sporting, com mais de quatro treinadores numa época (entre interinos e efectivos), estabilidade e conforto são coisas que não têm existido.

Acredito que alguns destes jogadores, com as devidas condições, sem um cabaz de saídas e entradas, sem 20 esquemas tácticos diferentes e filosofias diferentes, poderão render muito mais do que agora.

Obviamente, é a minha opinião o que descrevo abaixo. Nada mais que isso.

 

Neto é jogador de selecção. Líder da defesa de um campeão russo. Vê vários amarelos, por descontrolo emocional. Porque até um tipo com 32 anos e largos anos de experiência se descontrola. Não deveria mas com tudo o que se tem passado no Sporting ultimamente... até eu, que por norma sou bastante comedido.

Borja é jogador de selecção. Não que queira dizer muito, foi lá parar porque calçava no Sporting e Queirós achou que era seleccionável. Não sendo um jogador de quem eu goste - e parece-me que o Sporting precisa de muito mais do que alguém que "não compromete" - julgo que em melhores condições, com um pouco de confiança, poderá ser um suplente adequado a Nuno Mendes na esquerda.

Até porque Antunes, previsível reforço, tem um historial tremendo de lesões. E tem 34 anos. Parece-me mais uma reforma dourada a um amigo do Viana, infelizmente.

 

Ristovski - Mais um jogador de selecção. Não que ser seleccionável pela Macedónia seja um feito inalcançável. É esforçado. Não dá um lance por perdido. Seria um bom suplente. Talvez com concorrência à altura (esperemos que Porro assim o seja), consiga melhorar. Não é com Rosier e Camacho que o fará.

Luiz Phellype - Mais possante que Sporar, mais estático. Joga melhor de costas para a baliza. Marcou golos importantes. Se voltar recuperado da grave lesão, poderá ser bastante útil, mesmo como suplente.

 

Quanto aos restantes, não são material para o Sporting. E ainda acrescentaria Bruno Paulista, Misic (cuja cláusula deverá ser accionada, julgo), Alan Ruiz (parece que ainda é nosso).

Talvez tentasse introduzir Leonardo Ruiz na pré-época, embora me pareça similar a Tiago Tomás.

 

Quanto a compras, acho irreal pensar-se em jogadores de ligas alemãs, MLS ou afins. São salários incomportáveis para a nossa realidade. Com um tecto habitual de 2 milhões por ano, é praticamente impossível almejar contratar alguém destas ligas.

Falar em Adrien, Quaresmas, até Beto, só fará sentido se aceitarem baixar consideravelmente os salários.

Até porque, com todo o entulho adquirido nos últimos dois anos, com salários demasiadamente altos, e com a pandemia ainda em avanço significativo, com a respectiva crise económica adjacente, o tecto disponível para salários deverá baixar drasticamente, uma vez que não temos receitas para o manter.

 

Mas continuamos a comprar jogadores com salários chorudos para a reforma dourada. Adán não será nada barato, Antunes também não. Feddal não virá a ganhar menos de um milhão por época, com certeza.

E, sejamos honestos, não pagar o treinador, múltiplas queixas de falta de pagamento, inclusive de clubes estrangeiros, não abona em nada se pensarmos adquirir um Taremi ou um Nuno Santos.

A julgar pelo falatório, não me admirava que, até ao final da janela de transferências, fôssemos buscar alguém ao Braga, a pagar com um lote de jogadores.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D