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És a nossa Fé!

O futebol é jogo, indústria e negócio

Texto de João Gil

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O dinheiro e a vontade de acumulação de dinheiro determinam a forma como as coisas são feitas e as acções das pessoas e como o edifício se organiza. O Sporting não é uma ilha e tem, como os outros clubes, de saber conviver com esta realidade.

Já não é possível competir ao nível do Sporting ou de qualquer grande clube profissional sem ser dentro das regras e da organização que conhecemos. O que falta é controlo, accountability como dizem os anglo-saxónicos, e escrutínio público apertado sobre a actividade e todas as suas ramificações.

 

Não é por acaso que insistem em chamar ao futebol uma indústria e às escolas de futebol dos clubes “fábricas” de talentos, cujo objectivo não é verdadeiramente alimentar as equipas principais mas exportar jogadores a troco de dinheiro, aplicando ao processo uma lógica remotamente conotada com um processo industrial. Entra “porco”, sai chouriço. Salvo seja, bem entendido. Entra criança ou jovem, sai jogador de bola, vende-se com etiqueta de academia Cristiano Ronaldo, ou Seixal futebol Benfica ou Olival FCP, sei lá. Quanto melhor a etiqueta, mais dinheiro produz.

O artigo também tem de ser razoavelmente bom. Mas não precisa de ser super-bom para dar dinheiro. Os agentes, os Jorge Mendes e demais, são os canais de colocação do “produto” no mercado. Um bom agente coloca um produto assim-assim e fá-lo render muito dinheiro. Pelo caminho enche o bolso. Faz parte. Como em todos os processos industriais, os intermediários ficam com a maior fatia do dinheiro porque de facto são eles que investem no marketing, nas viagens, nos contactos, no apaparicar dos atletas e famílias, portanto são de facto eles que acrescentam valor ao produto que sai da fábrica e lhe dão a roupagem com que o vão “vender” aos interessados, em autênticos roadshow, como se estivessem a angariar fundos para um projecto.

 

Este é o processo, o Jorge Mendes uma inevitabilidade, tal como os advogados, os pais dos Brumas e dos Joelson e dos Rafael Leão, os esquemas que os vários operadores da dita indústria encontram para acumular o seu capital.

O futebol é apenas o jogo que a indústria decidiu meter em cima do negócio, a partir do momento em que se percebeu que o futebol era um verdadeiro negócio da China. Inverteu-se a pirâmide. Antigamente, o futebol e a competição eram o desígnio, agora é o dinheiro o desígnio, é ai que está o poder de manter a paixão acesa.

Menos para nós, comuns adeptos, que gostamos é de ver futebol bem jogado, de glorificar os nossos ídolos, que são os jogadores de futebol. Pelo virtuosismo da sua técnica, pelos seus golos, pelo seu toque de bola, pelas suas defesas impossíveis.

Hoje, limitamo-nos a vê-los por detrás de vidros ultra-fumados de autocarros e dizemos-lhes adeus sem lhes vermos as caras ou sabermos sequer se estão a ligar-nos alguma coisa.

Quando se vão embora, a frase quase universal passou a ser obrigado e desejamos-te os melhores sucessos pessoais e profissionais… como quem diz, “Ciao, venha o próximo”.

Por isso é tão mais importante relativizar vitórias e derrotas, que dependem de muito mais do que do jogador ser bom ou mau a dar chutos na bola ou se o Jorge Mendes manda ou deixa de mandar na maioria dos jogadores do Sporting ou se faz muito ou pouco dinheiro à custa dos jogadores que representa, do Sporting ou de outro clube qualquer.

Portanto, Jorge Mendes? Claro que sim. Tem de ser. Que remédio. Ou então vamos jogar para os amadores.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

O discurso de Varandas

Texto de Sol Carvalho

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O discurso de Varandas foi lido. Logo tem de se assumir que foi algo pensado e não “a quente”. Não acredito que não tenham sido medidas eventuais consequências, nomeadamente as legais.

O discurso de Varandas foi feito quando já se sabia o resultados das competições máximas do futebol. Logo não pode ser acusado de uma qualquer manobra para o jogo seguinte...

O discurso de Varandas é uma pedra no charco na intoxicação que os média fazem aos cidadãos nesta altura do ano atirando-lhes lama e mais lama de boatos e jogadas de empresários sobre o “mercado”.

O discurso despertou imediatamente um coro de comentários dos doutos cronistas alinhando 1) na ideia de que o discurso não alimentava a “pacificação” mas sim “o incêndio”; 2) Que PdC não deve ser criticado por ser o presidente mais titulado de Portugal.

 

Se bem percebo, o argumento defende que é preferivel uma paz podre a uma tentativa de limpeza da podridão. Será? Os mesmo que criticam “o causador de incêndios” afirmam e reafirmam que a violência, a corrupção, as lavagens de dinheiro e a cobertura do crime têm de ser banidas, mas depois, quando chega o momento da acção, já defendem que o melhor é parar e não “criar ondas”. Belo exercicio de coerência!

Mas digam-me ainda: Se não é para denunciar e promover a acção de limpeza agora é para quando?

 

Salazar tambem esteve no poder 40 anos. Então não o deveríamos criticar por isso?

Sobre a democracia, o comentador portista Rudolfo foi claro: «Ai daquele adepto do FCP que cumprimentar Varandas.» O implícito está claro: «Vai levar porrada!» Ora, isso diz tudo sobre os métodos democráticos que usa a actual direcção do Porto.

E depois, Lance Amostrang não deve ser criticado porque ganhou seis Voltas à França, apesar do doping? E a descida de divisão na Itália? E o Bernardo Tapie em França? Foram campeões e por isso não são corruptos ou são corruptos e por isso foram campeões?

 

Duas notas ainda.

Há muitos sportinguistas que apoiam o discurso mas não acreditam na mudança. Discordo e digo. A mentalidade de aceitação do «sou pobre e honesto mas não vale a pena lutar» é cancerosa...

No Porto houve, há e haverá, seguramente, jogadores, treinadores, dirigentes e técnicos que honraram a camisola, a cidade e o clube, que são genuínos portistas e esse têm de saber que não existe nem pode existir qualquer problema em serem respeitados pelos sportinguistas que se revêem na integridade defendida no discurso de Varandas. Por isso desacordo profundamente em muito adjectivos aqui usados para minimizar a instituição ou a cidade e/ou a paixão portista.

Importa claramente separar as águas.

Mas que estamos na presença de um momento histórico, disso não tenho dúvidas.

 

Texto de Sol Carvalho, publicado originalmente aqui.

Daniel Bragança deve ser emprestado

Texto de AHR

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Em determinados jogos há que fazer adaptações em função da natureza desses jogos. O Benfica contra o Sporting jogou com cinco defesas e um bloco defensivo baixo, porque a natureza do jogo assim o exigia.

O problema do Sporting é que joga sempre com cinco defesas (é verdade que às vezes Nuno Santos substitui o defesa esquerdo, mas é raro). Amorim é pouco elástico e adopta sempre o mesmo sistema. As outras equipas já perceberam isso e, se forem astutas, conseguem anular o jogo do Sporting, muito baseado no efeito surpresa e no passe longo.

 

Não faço oposição a Amorim, até porque partilho a avaliação que ele faz sobre a qualidade dos jogadores.

Se não fosse ele, ainda teríamos o João Mário no Sporting.

Também eu disse aqui, sujeitando-me a críticas, que o Jovane, por muita admiração que nutra pela sua humildade e entrega ao jogo, não tinha lugar neste Sporting. Curiosamente, pouco depois, o Jovane foi emprestado.

Quanto ao Tiago Tomás, também tenho dito que o achava verde, algo trapalhão, e pouco lúcido na hora da decisão. Curiosamente, o Tiago Tomás também foi emprestado e anda a fazer pela vida lá fora. Anda a ganhar experiência e parece que tem evoluido.

 

O único caso em que não estou de acordo com Amorim é continuar a manter Bragança e não o fazer circular por outras equipas para ganhar traquejo.

Na minha opinião, Bragança ou é emprestado na próxima época ou vai perder-se, como o Jovane.

Isto de fazer subir os jovens ao escalão principal para depois serem mantidos como suplentes, com os anos a passar, é cortar-lhes as pernas. O Jovane deveria ter sido emprestado há mais tempo, o Tiago Tomás talvez se salve, e Bragança parece seguir os passos do Jovane, com tempo de mais a passar no banco e a idade a avançar.

 

O Sporting tem que olhar para a política desportiva do Porto, que parece ser a correcta.

Os jovens, antes de chegarem à equipa principal, vão fazer um tirocínio e, em função dos resultados, assim regressam ou não ao clube.

O Sporting fez isso com Matheus Nunes e o resultado está à vista. Ou se faz o mesmo, e já, com Bragança, ou temos mais um investimento promissor das camadas jovens falhado.

 

Texto de AHR, publicado originalmente aqui.

Que plantel para 2022/2023?

Texto de Pedro Batista

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Claramente teremos que reforçar o ataque: vamos perder Sarabia e também é muito provavel que saia Slimani.

Iremos ver Geny regressar?

Jovane regressa (eu gostava muito de o ver de volta!)?

Skoglund ou Chermiti, Rodrigo e Pedro Marques terão oportunidade de mostrar serviço?

Trincão virá por empréstimo?

 

Na defesa, o regresso de Eduardo Quaresma, integração de Marsà e mais um defesa central deverão ser necessários (creio que Feddal sairá).

Na ala direita estamos bem servidos. Na ala esquerda, Matheus Reis está seguro e podemos contar com ele.

Temos as dúvidas Ruben Vinagre e Nazinho: servem ou não?

Nazinho deve ser emprestado ou não?

Nuno Santos, para mim, é mais útil na frente de ataque.

 

No meio-campo, creio que teremos uma ou duas saídas (Palhinha e Matheus?).

Talvez seja necessário mais um médio, mas também creio que Bragança, Ugarte, Tabata e Dário podem dar conta do recado.

Virá algum novo jogador?

 

Há que resolver alguns casos pendentes de épocas passadas que não contam para Rúben Amorim. Actualmente estão emprestados: Ilori, Eduardo, Luiz Phellype, Pedro Marques, Plata... quase todos difíceis de colocar noutros clubes com mais-valia financeira.

Finalmente, gostaria de ver uma nova aposta nos jogadores da formação.

Mas quem pode subir e fixar-se? Dário? Nazinho? Marsà? Esteves?

 

Haverá dinheiro disponível, mesmo com a ida à Liga dos Campeões e com um ou dois jogadores "vendidos" por um bom valor?

 

Texto do leitor Pedro Batista, publicado originalmente aqui.

Muchas gracias, Pablito!

Texto de Jorge Santos

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Sou um fã incondicional de Pablo Sarabia. É indiscutivelmente um jogador excepcional, que faz a diferença em quase todos os jogos e com uma classe só ao nível de Figo, Ronaldo e de mais uns poucos estrangeiros que passaram pelo nosso Sporting.

Também por isto, é utópico pensar que poderá ser jogador do Sporting na próxima época. Por várias razões:

- Porque acaba contrato com o PSG e passa a ser jogador livre. De resto, já pode assinar por qualquer clube (se calhar, até já se comprometeu e faz muito bem em não divulgar).

- Porque tem um vencimento de 3,5M€ líquidos por época e o Sporting não paga acima de 2M€ a ninguém (se é que algum jogador lá chega, o que duvido). Não acredito que esteja disponível para baixar o ordenado porque não precisa. Sabe que vai conseguir quem lhe pague o mesmo.

- Porque já saíram na imprensa, notícias que davam conta do interesse dos "grandes" de Espanha e de alguns emblemas das principais ligas da Europa.

- Por último, talvez o mais importante dos argumentos... se não é em todas, é em quase todas as vezes em que é entrevistado, Sarabia é questionado se o seu futuro passa pelo Sporting e nunca o ouvi soltar, no mínimo, um "vamos ver". Nunca o ouvi deixar o desejo ou manisfestar uma hipótese de poder tentar chegar a acordo com o Sporting. Bem pelo contrário, acho que dá para perceber perfeitamente que não pensa continuar e que só veio para o Sporting porque precisava de jogar, o que não aconteceria (muito) no PSG, visto que tem 29 anos e estamos em ano de Campeonato do Mundo. Além disto, o Sporting estaria na Liga dos Campeões, o que era aliciante até como montra de promoção.

 

Penso que conseguiu os seus objectivos. Se ainda não assinou por ninguém vai ser muito cobiçado e, repito, vai com toda a certeza jogar num clube com recursos financeiros superiores e que possa pagar aquilo que aufere actualmente.

Resta-nos disfrutar da sua qualidade até ao final da época e agradecer o facto de nos presentear com grandes golos, grandes passes para outros marcarem e ter honrado e respeitado o Sporting.

Parecendo-me que estes dois últimos pontos são indesmentíveis.

 

Da minha parte... MUCHAS GRACIAS, "PABLITO"! Y mucha suerte para el futuro!

 

Texto do leitor Jorge Santos, publicado originalmente aqui.

Devem ser as claques a pagar as multas

Texto de João Gil

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Uma medida acertada seria a direcção do Sporting endereçar às claques a indemnização de mais de 300 mil € ao SLB pelos danos provocados na bancada do estádio da Luz no derby de 2011, em que o SCP acaba de ser condenado por um tribunal superior.

As claques do Sporting são tão amigas do Sporting que todas as semanas custam milhares e milhares de euros em multas ao clube.

Essas multas, o que lhes acontece?

Quem afinal é que está a pagar isto?

Pois é fácil de responder. São os outros sócios que não destroem nem custam dinheiro ao clube.

Isto é como os impostos. Pagam sempre os mesmos.

Está errado.

Quando os sócios pagantes perceberem que o dinheiro lhes sai do bolso a eles e não aos prevaricadores, mudam a atitude e agem em conformidade.

Enquanto não perceberem isso, apoiam por estupidez e sem responsabilizar quem tem de ser responsabilizado.

As coisas não são nada complicadas de resolver.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

O regresso de Slimani ao Sporting

Texto de Filipe Santos

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Julgo que [o regresso de Slimani ao Sporting] deveria ter acontecido há mais tempo, até porque fizemos esforços, e preparamo-nos por fazer, por outros futebolistas que em termos de rendimento têm ficado bastante aquém para o investimento.

Mas dou por mim, nestes dois anos de Amorim/Viana, a ficar contente por cada janela de transferência, e a constatar que ficamos, regral geral, sempre mais fortes.

E isso é um grande sinal.

Tanto para dentro do grupo, como para o adepto.

É sinal de que as químicas funcionam, que há um alinhamento estratégico e um planeamento cuidado para que, se não formos campeões todos os anos, o seremos, com certeza, mais vezes que nos últimos 20 ou 30 anos.

E isso dá alento. Moral, confiança. Afinal, tudo aquilo que um adepto de futebol quer.

 

Quanto às "opiniões" que, regularmente, o Pedro aqui apresenta, vindos de outros fóruns, blogs e afins, são os mesmos que vão vaiar os sócios, órgãos sociais na assembleias, que atiram tochas aos nossos jogadores, que intimidam jogadores nas garagens e aeroportos.

Felizmente, minorias. De revoltados com tudo e com todos, orfãos de alguém que lhes dava, como Nero, algo que incendiar.

É algo que existe em todo o lado: "dizer mal por dizer mal". O gangue do teclado.

Eu, como eterno adepto do Sporting, estou feliz. Poderia estar mais se estivesse em primeiro.

 

Texto do leitor Filipe Santos, publicado originalmente aqui.

Falta cultura de vitória na formação

Texto de João Gil

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As equipas B, de Juvenis e também a de Juniores têm alguns bons jogadores. Nem todos serão uns craques, mas há vários jogadores interessantes. São miúdos a jogar contra graúdos, na maior parte das partidas. A inconstância dos onze que os treinadores vão fazendo alinhar em cada jogo não ajuda aos resultados e a sedimentar as equipas.

O tema da cultura de vitória na formação, que merecia reflexão, quando colocado a Frederico Varandas no debate na Sporting TV por um dos candidatos, mereceu uma resposta seca e curta do actual presidente, do tipo, “o modelo centrado no jogador recebeu um prémio…” e “estamos a formar jogadores para a primeira equipa do Sporting”.

Qualquer pessoa de inteligência média percebe a tese e se vê os jogos das nossas equipas entende, mas a questão da cultura de vitória na formação também merece debate. Porque isto de preparar jogadores jovens para fazerem parte dos quadros de honra lá da escola mas que não se habituam a outro resultado que não seja perder jogos com o Benfica não é muito convincente para o comum adepto sportinguista, que não lhe passa pela cabeça estar sempre a levar na touca do eterno rival. Nem a feijões, quanto mais no futebol.

 

A manta não estica. Ou se aumenta a manta ou se encolhe a cama.

No outro dia, num jogo qualquer da formação, o repórter da Sporting TV referia que na academia havia alguns 70 jogadores a rodar por estas equipas, entre juniores, B e sub-23. Assim não há como fazer uma equipa e ganhar um jogo. A equipa B vai marcar passo na liga 3, quando os B do Benfica, para dar o exemplo que interessa, comandam a segunda liga e têm uma mão-cheia de jogadores que, se estivessem no Sporting a ser treinados e vistos por Rúben Amorim, estariam possivelmente a bater com força à porta da equipa principal.

No banco, contra o Marítimo, tínhamos o Dário Essugo, com 17 anos.

Portanto, a pergunta que eu faria sobre este tópico específico no debate entre os candidatos era: “para quando”?

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

E que tal instalar pórticos de segurança?

Texto de Maria Oliveira

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Eu estava, como desde há 16 anos, no A26. Quando a selvajaria dos ataques com as tochas aumentou, parei os apupos contra a Curva Sul, que toda a minha bancada fazia, e dirigi-me ao Steward, perguntando onde estava a polícia, tendo como resposta que, provavelmente, teria aquela medo de ir à bancada sul. Claro que repliquei que, quem tem medo, compra um cão e que os polícias já os têm e não precisam de os comprar, mas, ao contrário de outros jogos, não se via nenhum - cão, polícias eram alguns, mas muito menos do que o habitual.

Posto isso, dirigi-me ao corredor interior, à procura de polícias. Vi uns seis, alguns com escudos e bastões, e perguntei por alma de quem tomavam posições numa entrada para uma bancada pacífica e não se via nenhuma acção punitiva contra os vândalos da Curva Sul, cujas acções violavam vários artigos do Código Penal e das leis contra a violência no Desporto. Responderam, em tom de absoluta calma, que tinham colegas nessa área - colegas que não eram visíveis, nem actuantes, pois a gandulagem habitual continuava com a chuva de tochas. E sugeriram-me que tivesse eu calma visto o sossego, na minha bancada, ser total.

Acresce a isto que não houve revista de espécie nenhuma nem na porta 4 nem na porta 5, coisa que muito admirou as pessoas da minha bancada - portanto, assim, também não pode ser.

 

Essa tropa fandanga, que se julga adepta do Sporting (só a cantoria, não lhes dá esse direito), é profundamente lesiva do clube que lá vai arcar com mais uma multa pesada. Então, com tanta multa, pergunto: não seria de colocar pórticos de segurança, como há nos aeroportos, que indiquem, num terminal de imagem, que tipo de objectos se tenta introduzir no estádio, seja na Curva Sul seja noutra área, nomeadamente na da equipa adversária, onde foram rebentados petardos após o seu segundo golo?

Os sportinguistas não podem tolerar este tipo de comportamentos de gente que se diz adepta do clube. Para o ser, não o prejudicamos, obrigando-o ao pagamento de multas cujo valor aumenta a cada desmando.

Já muitos percebemos o simbolismo destas parvoiçadas, há eleições no próximo sábado [amanhã] e há que gerar pressão - espero, portanto, que os sportinguistas a sério se lembrem, na hora de votar, se querem espectáculos apaixonados ou se querem imitações foleiras de distúrbios de hooliganismo, com claro prejuízo económico e reputacional para o clube.

 

Texto da leitora Maria Oliveira, publicado originalmente aqui.

É melhor vaiar ou apoiar?

Texto de Ulisses Oliveira

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O verdadeiro Mourinho é o actual. Há uns anos o verdadeiro Mourinho era esse, o de há uns anos. As pessoas mudam, umas vezes para melhor, outras para pior. Mourinho piorou. Contrataria hoje em dia o Mourinho para treinar o Sporting? Eu não.

O City foi o verdadeiro City e teve também sorte. Mas se precisasse de marcar mais, marcava com ou sem sorte, por ser o verdadeiro.

 

Qual é o verdadeiro Rúben? Essa é mais difícil... parece ser alguém com muito talento na sua profissão e que é paciente / teimoso no seu processo, na sua certeza (a teimosia quando não em excesso é uma virtude, na minha opinião – ainda se está para ver quão teimoso Rúben é, ou se é simplesmente paciente).

A seguir ao jogo, muitos de nós lamentámos o facto de não ter fechado aquele meio-campo, de jogar com o Esgaio à esquerda, de insistir no Pedro Gonçalves, etc... Ele manteve-se fiel ao plano e desta vez correu mal. Mas… e se tivesse corrido bem? Vamos aprendendo, infelizmente mais lentamente que o que desejaríamos.

Se calhar falta um plano B para estas ocasiões.

 

Os jogadores sentem-se melhores que o que são, ainda que ontem [terça-feira] tivessem levado um banho de humildade.

O Sporting tem sido uma verdadeira equipa e o todo tem sido muito maior que as partes individuais somadas. Portanto, acho que os jogadores sentem-se melhores que o que são (Matheus Nunes, então esse, depois das palavras de Guardiola, deve sentir-se mesmo top). Mais a sério, talvez tenham caído à terra.

Às vezes faz bem. Custa, mas faz bem. Muitos de nós, adeptos, também caímos.

 

Os nossos três grandes são efectivamente muito piores que os colossos europeus, não apenas pelos orçamentos díspares, mas também - diria que essencialmente - pela diferença de competitividade dos campeonatos dos colossos versus a competitividade do nosso.

Em Inglaterra o City tem de jogar sempre a top, caso contrário é derrotado pelo último da tabela ou eliminado por uma equipa de terceira na taça.

Cá, de muito difícil, temos só os jogos entre os grandes. Os outros, salvo algum descuido, são sempre favas contadas, jogos de um só sentido, sempre contra equipas que fazem do ferrolho a sua principal arma. Essas equipas pelo menos são espertas. Fecham-se quando jogam com os colossos cá do burgo.

Se calhar também devíamos ser mais espertos quando jogamos com os colossos da Europa... só que não está no nosso ADN (expressão irritante, mas dá jeito...).

 

A mais difícil de todas: o que é melhor? Vaiar ou apoiar? Os adeptos tiveram razão nos aplausos ou foram levados pela emoção?

Confesso que me emociona ver o apoio após uma goleada contra. Mas isto só aconteceu porque foi com o City. Acredito que se fosse com uma equipa média da Europa ou pior, com algum rival português, jamais teríamos apoiado naqueles minutos finais, pelo menos da forma como foi. Enfim, ninguém estava efectivamente contente, mas neste caso as claques tiveram um papel pedagógico (quem diria... as claques...) e fizeram o que tinha de ser feito. Creio que foram elas a puxar pelo estádio em peso e como que deitaram gasolina na chama da emoção dos sportinguistas.

Acho que as claques tiveram a razão do seu lado e o resto do estádio foi levado pela emoção.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Muitos equívocos e algumas certezas

Texto de Francisco Gonçalves

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Noite de muitos equívocos e de algumas certezas.

 

Primeiro equívoco: ao contrário do que é habitual, Rúben Amorim não esteve muito bem, na antevisão do jogo contra os ingleses [Sporting-Manchester City]. A forma como ele se referiu à equipa adversária e, principalmente, ao seu treinador, pecou por excesso, naquilo que é uma apreciação positiva do seu adversário.

Rúben Amorim poderia, quiçá, transportar essa apreciação para o plano da admiração, não necessitando, contudo, de enveredar por um discurso que esteve muito próximo da vassalagem.

 

Segundo equívoco: a forma como Rúben Amorim reconheceu as abissais diferenças entre a qualidade das duas equipas e dos próprios treinadores não teve reflexo na planificação das dinâmicas da equipa para o jogo.

Se, na opinião do nosso jovem treinador, o Manchester City é assim tão superior ao Sporting Clube de Portugal, competir-lhe-ia armar a equipa para esse cenário. Ao invés, o que se viu foi o conjunto leonino a jogar como se do outro lado estivesse uma equipa da sua igualha.

 

Terceiro equívoco: as adaptações de jogadores a posições que não são as suas. Na Liga portuguesa, ou em situações de ausência de outras soluções, percebe-se que o treinador proceda às adaptações julgadas plausíveis para enfrentar um compromisso.

Ontem [terça-feira], em Alvalade, jogava-se a Liga dos Campeões, havia soluções para preencher, naturalmente, todas as posições e, por conseguinte, não havia necessidade de inventar – Ricardo Esgaio é um excelente jogador, é polivalente, mas essa circunstância de ser adaptável não pode prevalecer se estiver no banco quem, vocacionalmente, desempenha bem a posição.

 

Quarto equívoco: não utilizar o banco de suplentes quando o resultado já é, escandalosamente, mau: Rúben Amorim deveria ter procedido a algumas alterações que pudessem tentar inverter o sentido das coisas. O intervalo teria sido o momento ideal para fazer alguns ajustes e introduzir novos artistas para os segundos 45 minutos.

Merece destaque especial a forma como Pedro Gonçalves não esteve no jogo e, ainda assim, regressou para a segunda parte.

 

Primeira certeza: o Sporting Clube de Portugal não tem, ainda, pedalada para esta fase da competição. É verdade que está muito mais próximo de atingir essa capacidade do que estava há um ano, mas continua longe do valor médio das equipas que, por norma, estão neste patamar.

Seria necessário que, por sorte, o sorteio indicasse uma daquelas equipas outsiders, com menor qualidade, para que os leões pudessem ambicionar os quartos-de-final.

 

Segunda certeza: Matheus Nunes é um jogador fantástico e nem sequer repara contra quem está a jogar.

Para ele, são todos iguais. Foca-se no seu jogo e quem estiver por perto que saia da frente. Fabuloso.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

A urgência está no imediato

Texto de Rui Silva

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O desafio imediato passa por repensar o principio de só trazer reforços que possam ser solução de médio/longo prazo, com a obrigatoriedade de nos classificarmos nos dois primeiros lugares que garantem cerca de 20 milhões de prémio de presença na Liga dos Campeões.

Muitos dos pressupostos da pré-temporada sobre o plantel não se materializaram. Falta de evolução dos "BB" apontados à equipa principal e de jogadores como TT, Quaresma, Jovane, Vinagre e Virginia; recuperação prolongada de lesões e covid de Feddal, Porro e Pote; e baixas de forma acentuadas de Palhinha, Coates, Inácio.

 

Continuo a pensar que o médio-longo prazo está garantido com muitos dos miúdos de 16-18 anos, cuja evolução e integração nos "AA" urge repensar e acelerar, mas temos oito meses até ao início da próxima temporada.

A urgência está no imediato. É um facto que não há disponibilidade financeira, mas nos tempos que correm, com a diminuição brutal de receitas devido às restrições sanitárias, os empréstimos são cada vez mais a solução encontrada pelos clubes para suprir lacunas nos plantéis e colmatar dificuldades de tesouraria.

Seria mais que ajuizado garantir o empréstimo de um avançado com golo e um defesa central experiente por seis meses. No mercado encontram-se alternativas por valores razoáveis. Não serão certamente atletas de topo europeu, mas mais do que suficientes para o nosso campeonato. Exige-se que Viana e Zenha tenham a capacidade de identificar, negociar e criar a engenharia financeira necessária a garantir essas contratações de curto prazo.

 

Duas notas em relação a recentes rumores de mercado:

Edwards - Suponho que a ideia de Amorim é usá-lo num sistema de três avançados móveis, a exemplo do City, falhada que foi a adaptação de Jovane a essa posição. Pelos valores mencionados na imprensa, acho exagerado pagar cerca de 8 milhões por 50% do passe. Uma contratação a rever no Verão.

Palhinha - Só pode ser brincadeira de mau gosto a noticia que está no mercado e ainda por cima pela ridícula quantia de 30 milhões. É certo que atravessa um momento de menos fulgor, mas é um jogador fantástico e um dos melhores 6 da Europa.

 

Texto do leitor Rui Silva, publicado originalmente aqui.

Pelo regresso ao Sporting de Tiago Djaló, Pedro Marques e Domingos Duarte

Texto de Ulisses Oliveira

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Tiago Djaló

 

O plantel do Sporting precisa de mais um avançado. Caso Paulinho falhe, Tiago Tomás tem mostrado que não é ponta-de-lança e o seu jogo nessa posição fixa é facilmente anulável pelos adversários. TT pode ser um excelente jogador, mas a partir das alas para o meio, como aliás o fez em boa parte da época passada.

Em termos de perfil, não acho necessário um "pinheiro". Para isso temos Coates e os demais defesas centrais, bem como Palhinha. Quando é preciso eles estão lá.

Seria interessante ter um jogador que se movimente bem, com golo (com último toque), com boa relação com a bola (capacidade técnica) e rápido. Se não pudermos investir forte, recomendaria o regresso de Pedro Marques.

É top? Até agora não podemos dizer que o seja. Mas há aqui um ponto muito importante que é a gestão de expectativas do jogador que vier. É que, para vir alguém, provavelmente será para substituir Paulinho e/ou TT apenas a espaços. Ora Pedro Marques, neste momento, creio que preferia ser suplente no Sporting, mesmo que com pouca utilização, do que sê-lo no Famalicão (ainda assim, não deixa de marcar uns golitos).

Portanto, para avançado votaria em Pedro Marques. No entanto, caso houvesse dinheiro para investir, as últimas exibições de Vitinha do Braga têm dado a conhecer um avançado aparentemente com muito potencial. Só que o Salvador iria abrir a boca com um valor proibitivo para nós.

 

Precisamos também de um defesa central, ainda que aqui sinta que as adaptações estão a correr muito bem e que só mesmo pelo Covid e pelo desgaste da época possa ser necessário pensar em algo. Falam muito bem de Marsà como central do lado esquerdo (o que obrigaria Inácio a permanecer na direita), mas não o conheço.

Quem gostaria de ver seria Domingos Duarte, ou Tiago Djaló (este, mais difícil, creio, mas com maior margem de progressão e de valorização). No caso de não termos capacidade para investir, outra possibilidade -- mais velho, mas polivalente -- seria Daniel Carriço (33 anos).

Imagino que provavelmente esta opinião não terá o apoio de quase ninguém, mas seria como veio João Pereira, como esteve Antunes e, ainda que com outra utilização, como está Neto. Não sei em que forma está, nem sei se está lesionado, se está em boas condições físicas, mas é experiente e sportinguista.

 

Em suma: regresso de Pedro Marques e de Domingos Duarte ou de Tiago Djaló. Se não puder ser, então que venha o Carriço.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Glória no futebol e nas modalidades

Texto de Salgas

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Quando estamos a poucos meses das eleições, é tempo de se fazerem reflexões.
Alguns pontos merecem destaque.

 

Em primeiro lugar, recordo-me muito bem do dia do ataque a Alcochete, das ameaças de rescisão de contratos que se seguiram e posteriormente se concretizaram.

Nesse momento, sabia que se seguiriam tempos conturbados para o nosso clube e a esperança de que voltássemos a conquistar algo de relevante no curto prazo era ténue.

Pior ainda, a própria sustentabilidade financeira do clube estava ameaçada face ao processo de rescisões que se iniciava, pois ninguém sabia realmente apontar qual o desfecho.

Por isso, quem assumisse [a liderança] nesse momento conturbado teria pela frente uma missão hercúlea para restaurar os danos causados pelo impacto desta situação.

 

Contra todas as expectativas, aquele grupo de rapazes, sob a batuta de Bruno Fernandes, foi capaz de conquistar dois troféus: Taça da Liga e Taça de Portugal. Neste último tive o prazer de assistir no Jamor.

Nesse momento disse para mim que o Sporting podia estar ferido, no entanto a sua grandeza, representada na fé da sua massa adepta, não o deixaria cair.


Realço que já nessa altura a aposta em Marcel Keizer, o primeiro treinador contratado por Frederico Varandas, revelava um perfil virado para a formação, o ADN que se queria recuperar para o nosso clube.

Apesar de ficar ligado aos troféus conquistados, acabou por sair mais cedo que o previsto no contrato, o que conduziu a nova travessia para encontrar o timoneiro certo para o projecto orientado para a formação. No fundo, alguém que pudesse ser uma espécie de Nuno Dias (treinador de futsal) do futebol. Isto depois de também vermos sair o capitão Bruno Fernandes, que gerou a maior venda alguma vez realizada pelo Sporting.

 

E eis que surge Rúben Amorim. Uma aposta de risco face ao investimento e que colocou em xeque o Presidente. Não gerou consenso, poucos ou nenhuns realmente apoiaram ou acreditaram que esta decisão fosse a mais correcta. Como li ontem nos jornais desportivos, nas palavras do treinador, Frederico Varandas e Hugo Viana eram "os maluquinhos dos dez milhões".

Crédito total para esta dupla, por em boa hora apostar no homem que nos devolveu o título de campeão nacional de futebol 19 anos depois.

 

[Amorim] fez mais que isso, naturalmente. Tornou-se o rosto do projecto idealizado por Varandas, assente na formação, e demonstrou como operacionalizar tudo isto de forma harmoniosa, sem abdicar da ambição de vencer cada partida.

Assim, às duas Taças conquistadas por Keizer, juntaram-se mais uma Taça da Liga, o campeonato já mencionado e mais recentemente a Supertaça. São cinco troféus no futebol no total deste mandato, pecúlio que pode aumentar até ao final da época desportiva em curso, dado que continuamos em todas as provas.

 

Uma nota ainda para o encaixe financeiro já realizado graças à Liga dos Campeões. São cerca de 45 milhões de euros só em prémios. A acreditar nos rumores, o PSG vai activar a cláusula de compra de Nuno Mendes, que considero o jogador-bandeira do projecto, pelo que podemos ver entrar cerca de 45 milhões de euros por um único jogador. São 90 milhões de euros em época e meia, a que se podem juntar mais 25/30 milhões de euros caso terminemos nos dois primeiros lugares no campeonato. O que por sua vez pode gerar valorização de activos para fazer novo encaixe no mercado de Verão.

Creio que por aqui se perceberá como é que a sustentabilidade financeira do Sporting pode ficar garantida com este projecto.

 

Última nota para a excelência das nossas modalidades. São o orgulho dos Sportinguistas: a glória das conquistas europeias marca uma página de ouro da nossa centenária história.

Por tudo que enumerei, parece-me da mais elementar justiça que Frederico Varandas e a equipa que reuniu dêem continuidade ao excelente trabalho realizado por mais quatro anos.

É minha forte convicção que ganhará por larga margem a próxima eleição.

 

Texto do leitor Salgas, publicado originalmente aqui.

Formação leva anos a produzir resultados

Texto de João Gil

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Não tenho má impressão genericamente dos treinadores dos escalões de formação do Sporting. Talvez haja um número razoável de jogadores de qualidade insuficiente para as exigências e expectativas que hoje pomos à equipa principal. A política de aceleração da formação dos melhores pondo-os a competir em escalões acima da sua condição técnica, física e idade tem os seus quês. Correr o risco de deixar cair a equipa B e fazer regredir jogadores poderia ser fatal para os próximos anos. Acho que o Sporting deve ter muito cuidado com isso. Talvez repensar o investimento nos sub-23 fizesse sentido. Esta competição é um beco sem saída desportiva para os clubes e serve para empregar em quantidade.

Vejo vários bons jogadores nos juniores e na equipa B, tal como nos juvenis. Nem todos vão chegar à equipa principal, mas vários têm condições para isso. Com uma década de formação no Sporting e que chegaram à equipa A com regularidade e solidez competitiva desde Rúben Amorim, temos Palhinha, Bragança, Inácio, Nazinho e Nuno Mendes. É alguma coisa e há mais na calha, como Essugo e um bom punhado de juniores que estão aí a começar a bater à porta da equipa A.

 

Um aspecto que no Sporting talvez seja menos projectado que noutros clubes europeus é a compleição física dos atletas. Hoje, uma equipa de franzinos e baixinhos tem pouca chance de ganhar em competição a doer. Mas também já não há tantos assim nos escalões inferiores. A menos que sejam todos do calibre de Messi (que apesar de baixo é um touro, fisicamente) e no Sporting não se vislumbra um Messi. Ou talvez sim. Por acaso até há um pequenino Messi no Algarve, que se chama Bernardo Bussatori, tem 10 anos e já devia ter um contrato vitalício com o SCP com apoio total aos pais, para que não fuja para mais lado nenhum nos próximos 20 anos.

Temos de esperar para ver e confiar nas pessoas, nas decisões e na política que está a ser seguida.

O trabalho de fundo demora anos a produzir resultados.


PS: Não sei se as equipas secundárias deviam jogar no mesmo modelo da equipa principal. Este varia com o treinador. Hoje está Rúben Amorim e joga-se em 3-4-3, amanhã está outro e o sistema de jogo muda. Não acho isso crítico. Crítico mesmo é perceber qual o modelo de jogador que se procura ter e a detecção, desenvolvimento e fixação dos talentos e dos melhores. Seria bom para o Sporting que Amorim pudesse manter-se no clube pelo menos durante todo o próximo mandato directivo. Porque um jogador a sério é mais que um tipo que sabe dar uns chutos na bola e Amorim sabe tirar-lhes a pinta e enquadrá-los.

 

Texto do leitor João Gil, publicado originalmente aqui.

Furacão Amorim no futebol português

Texto de Carlos Falcão

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Tenho 63 anos e dos que acompanhei Rúben Amorim é o melhor treinador de todos.

Melhor que ele só fez Mário Lino em 1973-1974: ganhou campeonato e Taça de Portugal e foi às meias-finais da Taça das Taças, mas o trabalho não teve continuidade porque João Rocha despediu-o, já nem sei porquê, e tinha...Yazalde!

 

Malcolm Allison fez a dobrinha em 1981-1982, mas no estágio de pré-época do ano seguinte, creio que na Bulgária, meteu uma menina no quarto, além dos problemas que já apresentava com a bebida, e João Rocha despediu-o. Na época em que foi campeão apresentava os mesmos sintomas, aquelas conferências de imprensa "entremeladas" com Magos (um vinho péssimo que se vendia nos anos 80) já eram um sinal mais que evidente que o Big Mal era um homem fora da caixa. Tinha Oliveira, Manuel Fernandes e Jordão e um jovem lateral chamado Mário Jorge on fire (que saudades!).

Bobby Robson era um treinador de mão-cheia, que tinha feito óptimo trabalho por todos os sítios por onde tinha passado. Na primeira volta do campeonato de 1993-1994 íamos à frente, mas uma eliminação na Taça UEFA às mãos de uma equipa austríaca, creio que o Casino Salzburgo, levou Sousa Cintra a despedi-lo em pleno voo de regresso e a contratar o seu treinador fetiche, Carlos Queiroz. Resultado: levámos 6-3 do Benfica em Alvalade, ficámos em terceiro e perdemos a Taça de Portugal para o Porto de... Bobby Robson! Que nos dois anos a seguir começou a construir o penta do Porto e foi contratado pelo Barcelona.

 

Rodrigues Dias, Inácio e Laszlo Bölöni foram campeões, mas não deixaram mais qualquer marca no clube, além desse facto importante.

 

Menções honrosas para Fernando Vaz (campeão em 1969-1970) e Paulo Bento.

 

Rúben Amorim foi campeão sem vedetas: oito dos 16 mais utilizados tinham menos de 23 anos! No segundo ano continua a desenvolver um trabalho magnífico, sempre fiel às suas ideias.

O director-adjunto do Record, Sérgio Krithinas, escreveu após o derby da Luz o que muita gente pensa, mas não se atreve a dizer em voz alta: o furacão Amorim vai ter o mesmo efeito no futebol português que Mourinho teve há 20 anos. E acho que ele tem razão.

 

Texto do leitor Carlos Falcão, publicado originalmente aqui.

O Kadafi dos pneus e o amigo do Norte

Texto de Francisco Gonçalves

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Depois das décadas de sessenta e de setenta do século passado, em que o génio de Eusébio e de Oliveira Salazar – este último substituído, em tempo útil, por Marcelo Caetano – conferiram a hegemonia do futebol lusitano ao SL Benfica, a década de oitenta trouxe à evidência outra realidade, revelando novos tempos, em vez daqueles tempos passados de hegemonia encarnada.

Emergindo lá dos lados do Bulhão, apareceu um parolo que haveria de revolucionar os processos de conquista de títulos. Nada voltaria a ser como antes. Começou a valer tudo e, principalmente, promoveu-se o consumo do chocolate e da fruta, com patrocínio de viagens a lugares exóticos e para os mais desafortunados da vida foi inaugurada uma consultoria de aconselhamento matrimonial. A quem não gostava ou reclamava com maior ênfase, o guarda Abel dava uma justificação. Se a justificação se revelasse infrutífera, o Bobi e o Tareco completariam a tarefa de trazer à realidade os mais obstinados.

 

Para os lados de Carnide, as preocupações foram aumentando e a década de noventa agravou, de forma exasperada, a busca de um salvador. Arranjar outro Eusébio era muito difícil. Os ditadores já não podiam ajudar. Começou a florescer um novo sonho dos lampiões: arranjar um Pinto da Costa, parolo ou não, que conseguisse, fosse qual fosse a metodologia utilizada, ganhar os títulos que, agora, escasseavam.

Gil y Gil estava ocupado. Bernard Tapie, também. Das trevas surgiu, então, a primeira tentativa de um Pinto da Costa que salvasse os lampiões daquele calvário que era a seca de títulos.

Foram a votos e ganhou Pinto da Costa, perdão, Vale e Azevedo. Agora é que ia ser. Aterrou em Carnide um temerário que haveria de dar conta do parolo do norte, à mesma velocidade com que rasgava contratos do clube com outras instituições.

 

Afinal, não. Este parolo andava a roubar o clube. Foi necessário arranjar outro. E eis que, por sugestão de Ricardo Salgado, surge o Midas dos tempos modernos. Primeiro, com mais prudência e, depois, com desfaçatez absoluta, o rei dos pneus, condenado na Justiça, toma as rédeas do clube de Eusébio e transforma tudo aquilo numa sala de visitas da PJ.

O Kadafi dos pneus coloca o clube no mapa do país. A ideia é ganhar a dianteira ao parolo lá de cima. Pelo menos, em casos judiciais conseguiu. Com dificuldade, mas conseguiu.

A Porta 18 é, agora, a porta mais conhecida do país. A marca Benfica é internacionalizada e ao facto, em jeito de comemoração, associam-se uns colombianos que vão entrando e saindo, num corropio que faz lembrar outras noites, essas sim, de glória europeia do clube.

 

O clube vai-se reforçando com qualidade e para isso não hesita em recrutar valores dos rivais. Um tal Paulo Gonçalves assume o estatuto de estrelato. Com experiência no FC Porto e no Baovista FC, a nova coqueluche vai espalhando magia nos bastidores. Nada morre com ele e até faz resssucitar palavras-passe em coma induzido.

O resto, a SIC vai mostrando com a preciosa ajuda de alguns políticos que integraram a Comissão Parlamentar de Inquérito ao Novo Banco.

"Fértil como a terra preta é a mente do vilão."

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui.

Falta renovação urgente na selecção

Texto de Ulisses Oliveira

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Temo que a mentalidade "pobrezinha" que temos apresentado nos venha a tramar. Itália seria um adversário péssimo para nós. Mas mesmo Polónia, Áustria, Suécia ou Rep. Checa, são difíceis.

Contudo, mais preocupante que a qualificação para o Mundial é o facto da selecção ter quase estagnado. Parou, mesmo. Continuamos a ter convocatórias com jogadores que neste momento já não acrescentam nada a uma selecção que se pretende ganhadora, lutadora e irreverente.

Sem querer ser muito injusto, jogadores como William, Danilo, Fonte ou Moutinho não deviam pertencer ao lote de convocáveis (muito menos, titulares). É que depois juntam-se a outros como Patrício, Ronaldo, Pepe, mesmo João Mário, que, sendo importantes, não podem olhar para o lado e ver jogadores que estão em fim de carreira.

Falta uma renovação, que devia ter sido feita paulatinamente logo após o último Euro (até antes). É que agora, a renovar, vai ser de forma mais radical.

 

Outra coisa que me faz alguma espécie (talvez por ser sportinguista) é que da equipa campeã do ano passado as apostas feitas foram-no quase por favor.

Nuno Mendes tinha meio mundo atrás até ser chamado, Palhinha foi a medo (nada comparado com Danilo ou William quando foram lançados), Matheus precisou do empurrão do Brasil (comparemos com Renato Sanches quando foi lançado). Outros, como Pedro Gonçalves (só o melhor marcador do campeonato) e Gonçalo Inácio, ainda não calçaram, ainda que tenham sido convocados.

Jogamos actualmente com Danilo a central (!!!), fazendo parelha com Fonte (e/ou Pepe), quando o futuro dos centrais da selecção pode estar aqui à mão de semear, seja com Inácio, seja com Domingos Duarte e outros. E haveria muitos mais exemplos.

Comenta-se à boca cheia que esta seleção é dos amigos de Fernando Santos…

 

Não podemos portanto admirar-nos que jogadores de topo mundial nos seus clubes cheguem à selecção e pareçam outros. Ronaldo lá tira um coelho de vez em quando da cartola, Bernardo Silva tem muitas dificuldades e Bruno Fernandes chega ao ponto de ficar no banco em alguns jogos... damo-nos ao luxo de pôr o Bruno Fernandes no banco!!!

Uma selecção que conta com Nuno Mendes, Cancelo (segundo FS, o melhor lateral do mundo... só para rir, certo?), Rúben Dias, Pepe, Bernardo Silva, Bruno Fernandes, Ronaldo - e outros que, sendo segundas linhas, são altamente cobiçados, como Palhinha, Matheus, André Silva, Renato, Otávio, Leão, etc - não pode ter a mentalidade pequenina que tem demonstrado.

 

Espanha é um bom exemplo. Deixou de lado algumas vacas sagradas e aparentemente tem conseguido evoluir bem.

Por isso, acho que Rui Jorge poderia ser um bom seleccionador. Parece-me que não tem o síndrome da clubite aguda e que que também não deve nada a empresários, caso contrário já estaria noutras paragens. Já FS tenho muitas dúvidas que não esteja numa espécie de dança do ventre promíscua (peço desculpa pela imagem, se calhar vívida demais), flexível a tudo e a todos, a ir para onde sopra o vento, sem pensar apenas e só por si.

Isto, claro, sem esquecer que foi com ele que ganhámos troféus importantes. Terá sempre o meu agradecimento. Mas tudo tem um fim… e a perpetuação das coisas leva a mais desgaste e a menor lucidez.

 

Texto do leitor Ulisses Oliveira, publicado originalmente aqui.

Dá gosto ver

Texto de Rui Silva

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Esta equipa tem ganho quase tudo o que há para ganhar mas faltava-lhe um grande resultado numa noite europeia em casa.

O jogo de ontem [anteontem] foi como aquelas pomadas excepcionais. Degustam-se, apreciam-se, recordam-se, sem necessidade de muitas palavras.

 

Permita-me realçar dois pontos: os adeptos e a organização da equipa.

 

Desde a inauguração do estádio tenho Lugar de Leão, cativo durante 20 anos, e não me recordo de um apoio tão sustentado e sonoro durante todo o jogo. E não foi apenas ontem [anteontem]. Alvalade, com excepção das curvas, nunca foi particularmente ruidoso em matéria de decibéis, mas este ano vejo companheiros de sector, que durante anos e anos eram recatados e parcimoniosos na demonstração do seu apoio, a entoar cânticos.

Provavelmente um dos momentos mais marcantes deste jogo [Sporting-Besiktas] aconteceu logo aos 8 minutos quando Paulinho rematou ao poste. Em vez dos habituais ohhhhh e impropérios, ouviu-se um altíssimo e longo aplauso que galvanizou os jogadores e todo o estádio, e estendeu-se até ao apito final.

 

O segundo aspecto é a forma inteligente como Amorim gere o trabalho da equipa técnica, um pouco à semelhança do que acontece no futebol americano, salvo as devidas distâncias.

Em vez de “adjuntos” temos três treinadores, cada um responsável por todos os aspectos do jogo ofensivo, defensivo e situações especiais, supervisionados e coordenados por um treinador principal.

Os frutos deste modelo estão à vista: em movimentações cada vez mais criativas e interligadas, nas bolas paradas, corridas e na sincronização defensiva.

Dá gosto ver, por exemplo, o alinhamento a régua e esquadro da linha defensiva a 5, que joga de olhos fechados, e invariavelmente coloca os atacantes adversários em fora de jogo. Ou jogadas estudadas, como a do golo anulado a Pote no último jogo contra o Guimarães, das mais espectaculares que Alvalade já viu em muito tempo, entre Matheus Reis, Sarabia, Paulinho e Pote.

 

Os mestres da táctica (plural) moram em Alvalade.

 

Texto do leitor Rui Silva, publicado originalmente aqui.

Superlativo, único, inimitável

Texto de Francisco Gonçalves

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Luanda, 19 de Novembro de 2013.

 

Tinha acabado, há poucos minutos, aquela que, para mim, foi a melhor exibição de Cristiano Ronaldo ao serviço da seleção nacional.

Na Friends Arena, nos arredores de Estocolmo, na Suécia, a selecção portuguesa acabara de vencer os suecos, por 3-2, e dessa forma, acabara de carimbar a passagem para a fase final do Mundial que iria realizar-se no ano seguinte, no Brasil.

Cristiano Ronaldo rubricou uma exibição épica e, por três vezes, disse ao estádio inteiro que estava ali para mostrar ao mundo que nem só de Descobrimentos vive a História de Portugal.

Aquele hat-trick foi, porventura, a melhor obra-prima que vi ser cinzelada, diante dos meus olhos. Como um cirurgião que maneja, habilmente, o bisturi, como um pintor que escolhe, criteriosamente, as cores que embelezam a sua tela, Cristiano Ronaldo emprestou àquele jogo toda a sua classe ímpar e encheu de orgulho todos os protugueses que, lá no Estádio em Estocolmo, ou no mundo inteiro, através da televisão, puderam confirmar a destreza única daquele que, hoje, é o melhor marcador mundial ao nível de selecções e o jogador europeu com mais internacionalizações.

 

Cristiano Ronaldo é superlativo. Cristiano é único. Cristiano Ronaldo é inimitável.

 

Assisti a esse momento inolvidável, via televisão, em Angola, com meia dúzia de amigos portugueses. O final do jogo trouxe uma euforia geral que foi aumentando à medida que as Cucas – muitas saudades da cerveja Cuca – iam encontrando aconchego nas gargantas de todos aqueles que não se pouparam a esforços para, ao seu jeito, apoiarem os nossos jogadores.

E o inevitável aconteceu: os constantes elogios ao nosso craque, nos quais vinham à baila a sua escola de formação, levou a que alguns benfiquistas, ali presentes, entendessem que havia espaço para comparações. Comparações estéreis, já se vê. Não havia necessidade, era um momento de festa, mas, diga-se, o despropósito da conversa não encontra culpas exclusivas naqueles benfiquistas.

Um dos benfiquistas presentes – amigo de longa data e do qual guardo momentos de indesmentível amizade – lembrou-nos o jogo da Coreia do Norte, do Mundial de 66, para enaltecer a qualidade de Eusébio e eu afiancei-lhe que o momento Coreia, de Cristiano Ronaldo, tinha acabado de acontecer.

As comparações iam-se acentuando e, no calor da conversa, são chamados à colação o número de golos de Eusébio, na selecção nacional (41 golos) – nessa noite de Estocolmo, Cristiano Ronaldo tinha acabado de igualar Pauleta, com 47 golos –, e as internacionalizações de Rui Costa (94 vezes internacional).

 

A argumentação e a contra-argumentação iam surgindo à mesma velocidade que a cerveja ia arrefecendo o calor daquela inofensiva refrega.

– O Rui Costa é dos jogadores portugueses mais internacionais! - asseverava o meu amigo benfiquista, todo entusiasmado com tal façanha e exigindo respeito pela singularidade daquele feito.

– Caro amigo, o Cristiano Ronaldo há de duplicar isso! – respondi-lhe, com a convicção de quem não tem certeza de nada, mas quer dar ênfase ao jogador formado em Alvalade.

– O Eusébio marcou 41 golos. Foi uma marca muito importante para o futebol português, ou não foi? – insistia o meu amigo benfiquista, numa tentativa de inverter o entusiasmo que pairava nos sportinguistas.

– O Cristiano Ronaldo há de triplicar isso! – arremessei eu, com a mesma convicção da resposta acerca das internacionalizações de Rui Costa.

 

E foi nesse momento que a coisa se deu. O meu amigo benfiquista olhou-me nos olhos, meio incrédulo, meio abananado, os olhos arregalados e os cantos da boca com uma ligeira baba que atribuí ao destempero da conversa. Cheguei a recear uma síncope, o que não vinha nada a propósito, dado tratar-se de um excelente amigo.

Os seus olhos foram franzindo como quem não está a enxergar bem e, após um momento de acalmia, disparou, muito baixinho, mas com muita convicção:

– O Cristiano Ronaldo vai duplicar as internacionalizões do Rui Costa e triplicar os golos de Eusébio?

– Podes ter a certeza. – retorqui, para não dar parte de fraco e, afinal, correndo bem, na manhã seguinte, ninguém se lembraria dos pormenores da conversa.

– E quanto queres apostar? – O tom de voz transportava, agora, uma carga formal, como se naquela proposta de aposta tivesse a prova – sim ou não – da genialidade de Cristiano Ronaldo.

A pergunta apanhou-me de surpresa, mas o momento não recomendava recuos e como, à época, Cristiano Ronaldo ainda tinha muitos anos pela frente, para marcar golos pela selecção – a confirmação do vencedor da aposta ainda iria demorar alguns anos –, respondi com toda a convicção possível para aquele momento de surpresa.

– Aposto o que tu quiseres, caro amigo.

– Fica apostado um jantar, em Lisboa. Quem ganhar escolhe o restaurante e não há constrangimentos na despesa! – impôs o meu amigo benfiquista.

Selámos a aposta com um aperto de mão e como bons amigos que éramos – continuamos a ser, obviamente –, continuámos a refrescar as gargantas, mantendo aquelas conversas que caracterizam os amigos divergentes nas opções clubísticas e que o tema selecção bem poderia dispensar.

 

Faltam seis jogos e oito golos.

Ai, vou jantar, vou. E quando chegar o menu, irei lembrar-me de que não há constrangimentos na despesa.

 

Texto do leitor Francisco Gonçalves, publicado originalmente aqui e aqui.

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