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És a nossa Fé!

Não é respigar, é respirar, Lucas Pires

2019-04-05 (3)

Muito mais importante que respigar, é respirar.

Como diz Jacinto Lucas Pires, o Benfica respiga.

Passo a citar: « "Respigar". É uma palavra bonita não concordam? Ensina o dicionário Houaiss que tanto quer dizer "apanhar no campo" [...]como "recolher". Mas se calhar estou a filosofar demasiado.» [fim de citação]

O que me ri.

Um benfiquista a escrever para benfiquistas e que n' um Jogo de palavras (o título da crónica) consegue encaixar duas  com mais de três sílabas (desconsiderando o público-alvo); mais que a forma, o conteúdo.

Respigar, apanhar no campo, confere, o Benfica apanhou no campo com um golaço e recolheu, recolheu-se da Taça de Portugal. 

O Benfica respigou e o Sporting respirou, respirou fundo e afundou ou melhor entoupeirou as águias (ou serão toupeiras?)

Que raio de alianças

O último presidente do Sporting parece que vai editar um livro, onde versa sobre os últimos conturbados meses da sua presidência (haverá outros episódios, mas os mais "quentes" serão estes, creio que concordarão).

Nada a apontar, cada um edita os livros que quer, sujeitando-se depois ao escrutíneo de quem tenha pachorra para os comprar e ler.

O que me deixa um pouco baralhado é o senhor ter recorrido a um conhecido lampião (benfiquista é para gente decente) para a co-autoria do dito livro, lampião esse que foi um dos mais ferozes atacantes da sua gestão e um confesso e reles anti-sportinguista (não confundir com adversário leal que professa outras "doutrinas"), que foi publicando ao longos dos tempos tanta verborreia anti-Sporting que até doi (se quiserem ter alguma sensação de nausea e vómito, pesquisem as suas publicações no facebook e entenderão).

Luis Aguilar, é de quem falo, foi agora escolhido por Bruno de Carvalho para escrever um livro sobre o seu mandato.

Bela merda! Ou melhor, BARDAMERDA!

O confidente de Carvalho

É impressão minha ou o ex-presidente Bruno de Carvalho escolheu um fanático benfiquista para lhe escrever o seu livro de memórias, que será lançado a 15 de Fevereiro? Luís Aguilar, o anunciado "co-autor", chegou a ser incluído entre os alegados "jumentos" do estado lampiânico pelo blogue Mister do Café.

De membro da putativa "máquina de comunicação e propaganda do Benfica" a escriba confidente de Carvalho: uma cambalhota monumental. Ficarei à espera de ver quem vai bater palminhas.

Agressões a polícias e jornalistas

O IPDJ - tutelado pelo secretário de Estado do Desporto - continua a fazer orelhas moucas à lei da selva que vigora na Luz. Desta vez foram "só" seis polícias feridos pelo bando de grunhos que conta com o apoio da firma Vieira, Gonçalves & Guerra, Lda. Essas bestas recorreram aos vidrões das redondezas para agredirem os agentes da autoridade com garrafas de todos os tamanhos e feitios.

Furiosos com a  derrota em campo, sem conseguirem intimidar a equipa de arbitragem, os lampiões "sem nome" viraram-se também contra os repórteres ali presentes. Do mal, o menos: o Sindicato dos Jornalistas emitiu um vigoroso comunicado de  condenação das inadmissíveis agressões de que foram alvo os profissionais da informação que faziam o seu trabalho no local onde se desenrolou o Benfica-Porto.

Pelo menos desta vez a culpa não foi das "declarações antidemocráticas" de Bruno de Carvalho...

Os canalhas

Leio no Record que durante o jogo Benfica-Sporting em futsal feminino realizado sábado, no pavilhão 2 da Luz, vários lampiões ali presentes insultaram duas jogadoras encarnadas quando a nossa capitã, Débora Queiroz, se lesionou com gravidade, na segunda parte, acabando por ter de sair de maca.

Os insultos dirigiram-se inicialmente à capitã da equipa encarnada, Inês Fernandes, que é médica de formação, por ter sido a primeira a assistir a adversária caída no terreno de jogo. "Deixa-a morrer, ela é lagarta!", gritaram os canalhas. A chinfrineira simiesca aumentou quando a guarda-redes do Benfica, Ana Catarina Pereira, procurou acalmar essa falange de fanáticos, acabando ela própria por ser insultada.

"Vivi um dos momentos mais tristes enquanto atleta e benfiquista", viria a desabafar Ana Catarina no twitter. A ela e à Inês Fernandes, verdadeiras desportistas, a minha vénia enquanto sportinguista que jamais confunde um rival com um inimigo.

Entretanto, aguardo que o Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol actue com mão pesada contra os canalhas, indignos de frequentarem recintos desportivos, e que o presidente do etéreo  Instituto Português do Desporto e Juventude se atreva a proferir uma palavrinha sobre o assunto.

Aguardo sentado, como é evidente.

Lagartos e lampiões (reprise)

 

(Em 28.4.2012 coloquei aqui este postal. As estatísticas do blog mostram que continua a ser muito visitado, através dos sistemas de busca informática. É uma boa razão para replicar esta curiosidade histórica, uma versão da origem das alcunhas dos adeptos dos grandes clubes lisboetas. Algo que pensara fazer, até por proposta do Pedro Correia. Hoje, ao ver estas gravíssimas notícias aqui relatadas, não pude deixar de pensar que é o momento adequado).

 

No seu mural de facebook o meu querido amigo Miguel Valle de Figueiredo, sportinguista imenso, dá a conhecer esta preciosidade, acompanhada da explicação:

 

"Daqui vem o nome "Lagartos", assim apelidados os títulos da subscrição para a construção do estádio "José Alvalade."

 

Aí mesmo um seu amigo, Jorge Roza de Oliveira, esclarece ainda:

 

"Lampiões nada tem a ver com as luzinhas atrás nos comboios, como se diz por aí. Nos anos 30, começo de 40, os sportinguistas começaram a chamar aos benfiquistas de lampiões, porque Lampião era nessa altura um famoso ladrão e bandido do nordeste brasileiro. E os sportinguistas achavam que o Benfica era muito beneficiado pelos árbitros e começaram a aplicar assim o termo lampião."

 

Irmanados nas alcunhas. No convívio da bola, por mais que tantos não o queiram assim.

Os mesmos

 

Atiram-se agora a João Capela os mesmos que beneficiaram de três penáltis inventados por este árbitro num Benfica-Sporting de péssima memória.

No mínimo, são ingratos.

 

Atiram-se agora aos 8 minutos de tempo extra concedidos no Tondela-Sporting os mesmos que há três semanas festejaram um golo de Jonas aos 90'+7' que permitiu ao Benfica amealhar um pontinho de emergência no Restelo.

No mínimo, são imbecis.

 

Ficaram em estado de choque

«A exibição do Benfica não teve ponta por onde lhe pegar. O Benfica foi enxovalhado pelo Basileia.»

Joaquim Rita, SIC N

 

«Foi escrita, no estádio St. Jakob-Park, uma das páginas mais negras na história do Benfica.»

Nuno Farinha, Record

 

«É uma vergonha. O Benfica podia ter perdido por sete ou oito!»

Diamantino Miranda, TVI 24

 

«Foi uma humilhação. O Benfica teve erros defensivos primários.»

Álvaro Magalhães, CMTV

 

«O Benfica não tem meio-campo. O Fejsa é uma peça que não resolve os jogos, o Pizzi desapareceu de circulação.»

Fernando Guerra, SIC N

 

«Foi uma das mais humilhantes páginas da história europeia do Benfica.»

José Manuel Delgado, A Bola

 

«Noite negra para os encarnados na Suíça. Somaram a derrota mais pesada da história do clube na Champions.»

Mário Figueiredo, Correio da Manhã

 

«É um pesadelo. É uma das páginas mais negras da história europeia do Benfica.»

Rui Pedro Brás, TVI 24

Já só lhes falta queimar cachecóis

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Bastaram duas derrotas seguidas para bolçarem cobras e lagartos dos jogadores, do treinador e da estrutura directiva, cheios de indisfarçáveis indirectas ao presidente. É vê-los e ouvi-los nas diversas televisões que lhes dão guarida durante horas intermináveis e nas colunas dos jornais onde se acoitam: falam como se o abismo estivesse a um passo de distância e rasgam as vestes entoando sofridas odes ao penta que lhes acena cada vez mais à distância.

Dizem-se adeptos. Mas ao menor desaire, à menor sopradela de vento adverso, tratam de dar à sola, esvoaçando para longe, como se nunca tivessem entoado hossanas aos mesmos que agora criticam com azedume. Se vier uma terceira derrota, alguns são capazes de rasgar cartões de sócio - admitindo que o sejam - e de queimar cachecóis, como tantos fizeram, nas bancadas de Alvalade, naquele inesquecível dia em que o Sporting os goleou por 7-1 e o Manuel Fernandes se elevou à galeria dos heróis eternos a quem prestamos tributo.

Adeptos somos nós. Que ano após ano continuamos a apoiar sem desfalecimentos a nossa equipa - jogue com quem jogar, tenha os resultados que tiver. Que nunca apagamos as palavras "dedicação" e "devoção" do nosso lema. Que adoramos vencer mas jamais a qualquer preço. Porque sabemos que mais vale perder com honra do que ganhar com batota.

Ao contrário deles.

{ Blog fundado em 2012. }

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