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És a nossa Fé!

Anda tudo doido?

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Da capa do jornal A Bola, 27 de Março de 2018

 

1

Como se já não bastasse vermos a Jumentude Leonina transformada em Cobradora de Fraque ao serviço de supostos credores do Sporting Clube de Portugal (acusando o clube de ser «caloteiro», o que deve ter dado imenso gozo ao trolha minhoto), agora até os núcleos entram na dança e começam a disparar para dentro, fazendo coro com empresários, empresas privadas e emblemas rivais do Sporting reclamando pagamentos que em vários casos estão a ser contestados pelo nosso Clube em tribunal. Mas para os núcleos, espantosamente, nem é preciso um veredicto de nenhum juiz: já concluíram que a SAD leonina é culpada.

Segundo leio hoje no Record, os núcleos do Sporting de Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Barcelos, Quinta do Conde e Batalha publicaram «nas respectivas páginas das redes sociais», sob o título "AcordaSporting" (que coincide com a palavra de ordem mais recente da Jumentude), a seguinte frase: «É triste saber que isto é a realidade do Sporting Clube de Portugal. Belenenses SAD: "Sporting ainda não pagou Eduardo"; Sampdoria: "Ainda não pagaram os 10% do Bruno Fernandes"; SC Braga: "Ainda não pagaram a cláusula do Rúben Amorim"; Slovan Bratislava: "Ainda não pagaram Sporar".»

Parece que anda tudo doido. Vemos, assim, núcleos leoninos assumirem-se como paquetes ao serviço da Sampdória, do Bratislava, do Belenenses SAD (difícil descer mais baixo...) e até do Braga, clube liderado por um indivíduo que alimenta um ódio patológico ao Sporting. E que é tão idóneo, em matéria de contas, que consegue estar na mira simultânea da Autoridade Tributária e do Ministério Público.

 

2

Como ontem aqui escrevi, as acusações de falta de pagamento feitas ao Sporting por clubes rivais são recorrentes, vêm de longe e têm particular impacto nesta altura do ano, em que o defeso (agora acrescido da pandemia) impõe severas restrições aos temas a abordar nas colunas jornalísticas.

Ao contrário do que alguns palermas imaginam, nada disto começou no consulado de Varandas. Ainda hoje,  a imprensa faz eco das reclamações de uma empresa denominada Football Capital, S. A., que reclama mais de 600 mil euros, acrescidos de juros, por um suposto pagamento que o Sporting lhe deverá no âmbito da transferência de Piccini para Alvalade, em Maio de 2017.

 

3

Os núcleos de Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Barcelos, Quinta do Conde e Batalha, que andam tão preocupados com dívidas, perderam uma excelente oportunidade para reclamar. Não junto do Sporting, partindo do princípio que ainda têm juba de leão em vez de penas de águia ou escamas de dragão, mas junto de clubes que nos devem dinheiro.

Refiro-me, por exemplo, ao Atlético de Madrid - que tem atrasado o pagamento a que se comprometeu por Gelson Martins. Ou ao Valência - que continua sem honrar o compromisso assumido perante o Sporting relativamente a Thierry Correia. Ou aos brasileiros do Sport Recife, que três anos e meio depois ainda não nos pagaram 1,2 milhões pela contratação de André. Ou ao Zamalek, do Egipto, que cinco anos depois ainda nos deve meio milhão de euros pelo anedótico Shikabala.

 

4

Os tais núcleos não protestam com nada disto. Parecem ao serviço dos inimigos do Sporting, em vez de demonstrarem apoio ao Clube.

É um comportamento execrável, como nunca vi. Espero que os sócios desses núcleos recusem ser cúmplices desta atitude vergonhosa de quem ainda os dirige.

Higiene que já tardava

O Sporting - através do seu Conselho Fiscal e Disciplinar - anunciou a expulsão do anterior "líder" da Juventude Leonina, Fernando Mendes, e 25 outros portadores de cartão de sócio que estiveram ligados ao assalto à Academia de Alcochete, a 15 de Maio de 2018.

É uma medida que só peca por tardia. Mas que está formalmente respaldada pelo acórdão do colectivo do Tribunal de Monsanto que a 28 de Maio condenou 41 dos 44 arguidos no chamado "processo de Alcochete" - incluindo os elementos agora expulsos, vários dos quais pertencentes à estrutura central daquela claque.

Há ainda quatro penas de suspensão aplicadas a outros envolvidos naquele vergonhoso episódio, podendo todas elas ser alvo de recurso para a Assembleia Geral leonina, nos termos dos estatutos do clube.

É um acto de elementar higiene pública. E que serve de aviso a outros putativos "heróis" que pretendam servir-se da condição de sócios do Sporting para cometerem crimes.

Esquizofrenia e falta de paciência

Texto de Rui Miguel

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O problema do comportamento esquizofrénico de alguns adeptos leoninos tem uma razão muito profunda nestes mesmos adeptos, mais emocionais, nervosos e ruidosos, ao não permitirem um elemento fundamental na maturação de jovens atletas e na criação de uma equipa competitiva onde a principal base é a formação.

Esse elemento tem um nome: paciência.

 

Em Alvalade, a falta de títulos e o desejo de sermos finalmente campeões - e, diria também, a falta de controlo emocional ao vermos os rivais à frente de nós - tem feito com que, em vez de definirmos uma estratégia bem pensada e irmos dando os passos certos para sermos competitivos (veja-se a recente entrevista do Bruno Fernandes ao canal 11 em que diz esperar "que o Sporting venha a crescer e a estar mais perto daquilo que é a dimensão do clube, a estar perto de títulos a nível nacional, e que consiga lutar com os rivais para ser campeão"), andamos todos os anos em continuadas ilusões (tipo gestão à Sousa Cintra, que achava que era campeão depois da hecatombe de Alcochete) e num profundo desespero nos adeptos (à primeira falha de um jovem jogador, ou até mesmo de um jogador mais consagrado, o "tribunal" de Alvalade não tolera e rapidamente passa ao assobio e até ao insulto).

Com isto, não dá para fazê-los crescer. As direcções, ao gerirem para a bancada tentando dar cenouras para os adeptos se entreterem, procuram novos "craques de atacado" que ofuscam o crescimento dos mais jovens.

Com isto, é mais um ano que passa sem ganhar nem solidificar uma estratégia a médio / longo prazo.

 

Por isto, na minha óptica, esta pandemia do Covid-19 está a ser benéfica para o clube.

Jogar sem adeptos - que, convenhamos, por vezes atrapalham mais do que ajudam - permite ao Sporting mais tranquilidade, o que seria de todo impossível nos jogos com equipas matreiras, como Paços de Ferreira e Tondela.

 

Texto do nosso leitor Rui Miguel, publicado originalmente aqui.

A claque em guerra com o clube

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O Sporting teima em ser original em vários aspectos. E também neste: alberga uma claque que tem como principal desígnio, assumidamente, denegrir e depor o presidente eleito livremente pelos sócios, no escrutínio mais participado de sempre.

Quem ainda tivesse dúvidas, já as desfez ao tomar conhecimento das mais recentes declarações proferidas por um tal Nuno Mendes, mais conhecido por Mustafá. É ele quem hoje encabeça aquele que foi o primeiro grupo organizado de adeptos, fundado em 1976 pelos filhos do então presidente João Rocha. Nessa altura as claques no Sporting apoiavam o clube: não há sequer outro motivo para que devam existir. Agora não: existem para derrubar presidentes. 

Mustafá, que tem mais protagonismo mediático do que muitos jogadores do Sporting, veio há dias declarar, num canal youtube, que «os protestos contra a Direcção vão continuar, claro que sim», mesmo em tempo de pandemia e de severas restrições impostas pelas autoridades sanitárias.

 

«Temos de dar um murro na mesa e acabar com isto uma vez por todas.» Vejam só o nível desta expressão, contida na mesma entrevista, e que - na prática - equipara o que resta da referida claque a um gangue de marginais. O que não admira, pois vários dos seus membros foram condenados pelos crimes cometidos em Alcochete e muitos outros estiveram cá fora, mostrando-se solidários com os invasores da Academia leonina e agressores de jogadores e de membros da equipa técnica.

Mustafá - que não foi eleito para coisa nenhuma nem jamais revela se é sócio do clube, com as quotas em dia - insurge-se contra o presidente, porque «está a acabar com o Sporting». E também com o treinador, soltando isto: «Quando o Sporting assinou com o Rúben Amorim foi como se levássemos um murro no estômago. Mas está tudo maluco? O Rúben Amorim? A nossa estrutura? Aquilo é o quê? Onde vamos parar?»

 

É a minha vez de perguntar, usando as palavras do entrevistado: Está tudo maluco? Onde vamos parar, com uma putativa claque que assume estar na linha da frente do combate ao presidente e ao treinador do próprio clube?

Espero que os filhos de João Rocha e outros fundadores da legítima Juventude Leonina - não desta contrafacção espúria que lhe tomou o nome enquanto lhe renega o espírito - se demarquem de tudo isto, vindo a público declarar que uma claque, quando se declara em guerra permanente aos dirigentes que os sócios escolhem, não serve para nada. Excepto para favorecer os inimigos do Sporting.

O que alguns vão dizendo

Disse Dias Ferreira n´"A Bola" de Sábado:

"Há muito que tinha percebido, e não deixei de o escrever, que era difícil dar o salto de uma afirmação façam o que quiserem para uma acusação moral dos crimes praticados em Alcochete naquela fatídica tarde. Foi uma afirmação irresponsável e leviana, que poderia redundar - e redundou - num acto criminoso. A responsabilização criminal, porém, é mais exigente, e não pode haver dúvidas entre causa e efeito, entre uma afirmação irresponsável e uma responsabilidade pela autoria moral. Mas o ex-presidente e ex-sócio do Sporting devia perceber que nem toda a gente gosta de atitudes e comportamentos destes. Devia ter percebido que a legitimidade de 90% dos votos não implica dizer para uns sócios façam o que quiserem e, para outros, eu faço que quero. A maioria não aceitou nem que uns façam ou fizessem o que queriam, nem que que o presidente fizesse o que lhe apetecia. Por isso o destituiu e depois o expulsou".

Disse Ricardo Quaresma  n´"A Bola" de hoje:

"...Depois claro, clubes e dirigentes que criaram um monstro que lhes escapou ao controlo e que têm de continuar a alimentar para não se virar contra eles. Pense, caro leitor: quem foi o único presidente que sofreu por parte das claques o tratamento violento que dedicam a jogadores e treinadores quando as coisas correm mal? Frederico Varandas. Porque foi o único, até agora, com coragem para os enfrentar a sério, tirando-lhes privilégios absurdos e até, questionáveis. E é no fundo essa a grande questão a que temos de responder antes de tudo o resto: as claques interessam a quem?"

Disse a Juveleo depois do empate em Guimarães onde entrámos em campo com cinco jovens da formação, dois em estreia absoluta:

"Resumindo o jogo de ontem, temos mais do mesmo, uma equipa, sem vontade, sem garra, sem alma e sem perspectiva de melhorias."

Já Bruno de Carvalho disse muita coisa numa entrevista via Net a um rapaz qualquer que vive na Holanda, nomeadamente mais ou menos o seguinte:

"1. Que o acordo do Jesus com o Vieira no final de 2017 lhe tirou o sono por muito tempo, não o despediu a seguir, do que muito se arrepende, e foi tudo uma guerra surda a partir daí. A pior decisão da vida dele foi ter ido contratar o Jorge Jesus.

2. Que a seguir ao jogo com o Paços de Ferreira não queria por os pés em Alvalade de novo, foi forçado e forçou-se a si mesmo a voltar. O estádio tinha deixado de ser a casa dele. 

3. Que tinha posto as claques na ordem. O Sporting pagava e as multas eram debitadas às claques."

Disse Nuno Saraiva ontem aqui no blogue:

"...Ou seja, isto é que é a falta de militância que sempre existiu no nosso Clube, e sobre a qual tantas vezes falei enquanto servi o Sporting. Este comportamento é a contradição absoluta dos que passam a vida a encher a boca com o chavão da militância no Clube, mas que depois são militantes de tudo menos do Sporting Clube de Portugal.

Isto é o paradoxo completo dos que passam a vida a encher a boca com os chavões da “defesa dos superiores interesses do Sporting” ou de que “ninguém está acima do Sporting”, mas que depois colocam agendas pessoais e individuais acima do Sporting Clube de Portugal."

Enfim muita coisa para ler e reflectir.

SL

Terra Queimada (2º Capítulo)

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Ontem em Alvalade, mais uma vez (em 11/09/2020 já me tinha referido ao assunto), a coligação comandada pela claque que assaltou Alcochete e que se viu desprovida das suas fontes de rendimento conseguidas à custa do clube conseguiu transformar um dia e um fim de semana que foi de sucesso em todas frentes - com vitórias nas quatro modalidades de pavilhão e a reconquista do terceiro posto na Liga de Futebol - numa jornada de protesto nas ruas, de desprezo pelo sucesso desportivo do clube e pelos jogadores que o representam no estádio e até duma reportada agressão cobarde a dirigentes e uma filha menor à porta dum elevador.

O caricato é que, camuflados pelo discurso da indignação relativa à incompetência e falta de união provocada pelos dirigentes legitimamente eleitos pelos sócios, aparentemente conseguiram mesmo agredir aquele dirigente que tem o pelouro das tais modalidades que muito ganharam no ano passado e estão a ganhar de novo, que estão no primeiro ou nos primeiros lugares dos respectivos campeonatos e com passagens a fases seguintes nas competições europeias, isso imediatamente a seguir duma vitória retumbante no futsal perante o rival de sempre, o Benfica.

Ficou assim mais uma vez demonstrado que o que os move é apenas e só a guerra para voltarem a tomar conta do Sporting, incapazes de aceitar o julgamento de Alcochete, incapazes de aceitar a perda de regalias, incapazes de aceitar a destituição e expulsão do ex-presidente, incapazes de aceitar a decisão do processo eleitoral, incapazes de aceitar as derrotas em todas as AGs realizadas desde então, incapazes de se mostrarem dignos do Sporting.

Gritam "O Sporting somos nós". O que estão a fazer é tentar destruir o clube, para que das cinzas nasça algum clube controlado por eles, e à custa de todos os outros.

 

O Sporting é dos sócios, não deste presidente, não do outro, não das claques, não desta ou daquela seita. De todos os Sócios, cujas decisões maioritárias têm de ser respeitadas. Ontem mais uma vez, no estádio, a grande maioria dos sócios presentes assobiou e vaiou aqueles que em vez de estarem a apoiar a equipa se entretinham a insultar o presidente. Aqueles que cada vez são menos e cada vez se ouvem menos na curva Sul.

Os candidatos a presidente, aqueles que foram derrotados nas últimas eleições e aqueles que têm ambições a lá chegar, deviam reflectir um pouco e pensar qual é o clube que quererão receber, em termos de governabilidade, urbanidade, tranquilidade para a realização de objectivos e autoridade perante seitas internas e inimigos externos. Ou que Sporting quererão para levar os seus filhos e netos ao estádio e pavilhão e fazer deles novos Sportinguistas. E vir a público condenar vivamente e sem reservas o que se passou. 

Amanhã vamos saber se vamos ter ou não uma AG. A existir (não tenho formação jurídica nem conheço a fundo os estatutos, limito-me a achar que alegada incompetência não é motivo para destituição) será mais uma jornada em que uma minoria ruidosa e arruaceira vai tentar intimidar, insultar, perseguir e agredir quem se atrever a defender a não destituição destes orgãos sociais. Mas a existir temos de lá ir todos, mais uma vez surdos e mudos, mais uma vez para derrotar esta seita.

Falando em arruaceiros, também existem os arruaceiros das redes sociais, os "stalkers", os "bullys", temos também aqui de sofrer com a sua presença, mas não contribuir para lhes dar a importância que não têm e estragarem este espaço de pluralidade e amor Sportinguista.

No meu caso assim farei.

SL

A "escola" de Alcochete

Uma claque que tem como missão apoiar o clube insulta, agride, cospe, esmurra, pontapeia. À rédea solta, em obediência ao presidiário que a lidera.

Essa claque já não poupa sequer menores indefesas, como hoje sucedeu com a filha adolescente de Miguel Afonso, vogal do Conselho Directivo com o pelouro das modalidades. O que revela bem a cobardia destes energúmenos, incapazes de conter os instintos predadores perante uma miúda de 16 anos.

É a "escola" de Alcochete. A mesma que foi responsável pela página mais negra da história do Sporting ao invadir e destruir o nosso centro de estágio e formação. Com efeitos reputacionais para o clube que demorarão anos a dissipar-se.

Haverá adeptos que apoiam e até aplaudem isto. Tenham paciência, mas eu estou na margem oposta.

Sim, continuam.

É a minha resposta à pergunta colocada pela “Juventude Leonina 1976 - JUVE LEO”: «Continuamos a ser nós, que vamos a todo o lado, o problema?», colocada no seu último comunicado.

Não só, mas também, respondo eu.

 

Gostávamos de ver uma Juventude Leonina no genuíno apoio às equipas das várias modalidades do clube, tal como o fez no passado. Temos saudades disso. Gostávamos que os nossos atletas, os nossos futebolistas, olhassem para vocês e dissessem, com orgulho, aquilo que outros disseram no passado: Temos a melhor claque da Europa

Esta Juventude Leonina não o é assim. Tem uma agenda e "nas assembleias-gerais ameaçam as pessoas e fizeram isso com o Acuña e a sua mulher. Há pessoas que têm medo da JuveLeo" (…).», disse Fraguitonossa antiga glória.

Esta Juventude Leonina está relacionada com a página mais negra da história do clube. E disso os sócios, os adeptos, jamais se esquecem.

 

O Sporting não precisa de vós!

O gang da bancada Sul

A Juventude Leonina fundada na segunda metade da década de 70 pelos irmãos Rocha, com o propósito de apoiar as equipas do Sporting Clube de Portugal, há muito que deixou de existir, pelo menos com o espírito e valores dos fundadores. É certo que as organizações ganham dinâmica, evoluem ao longo dos anos, mas um rápido olhar é suficiente para se perceber que hoje não existe uma claque, mas um gang. Basta ver quem são os cabecilhas e quem lhes disputou ou aspira a liderar o bando, para constatarmos que a subida na hierarquia é conseguida mediante o cadastro que se tem para apresentar.

Podem argumentar que as claques são necessárias, pelo colorido que oferecem nos estádios, pelo apoio às diversas equipas, nomeadamente nos jogos fora, mas a verdade é que caem frequentemente em episódios pouco dignos, que mancham o clube. Fumos tóxicos, tochas, com frequência bandeiras impedindo a visibilidade de quem pagou bilhete para ver um jogo de futebol e não quer aturar uma turba de costas voltadas para o relvado, com frequência debitando insultos, agressões verbais e até por vezes físicas.

O problema vai muito além do Sporting, mas se fomos pioneiros na criação de claques, também o deveremos ser na extinção da cáfila parasita que transformou o apoio organizado em lucrativo negócio, explorando financeiramente o genuíno apoio clubístico oferecido pela maioria dos seus membros, para conseguir financiar alguns líderes do gang.

É verdade que Frederico Varandas resolveu agora enfrentar a corja da bancada Sul, mas pelas piores razões, em reação aos insultos de que vinha sendo alvo. Não deixa de ter razão, caramba, será legítimo ou sequer razoável, insultar alguém ao domingo e pedir-lhe dinheiro na segunda-feira? Para imbecis a resposta provavelmente é afirmativa. São os mesmos que dizendo amar o clube e apoiar as equipas, se julgam no direito de agredir atletas de forma cobarde, infame, como aconteceu em Alcochete. E poderá novamente acontecer algures, se não colocarmos um ponto final na seita.

Sou crítico de Frederico Varandas, tenho reiteradamente apelado à antecipação de eleições, mas estou completamente ao seu lado nesta questão. Mais, nas próximas eleições, sejam antecipadas ou no final do mandato da actual direcção, não votarei em qualquer candidato que mostre dúvidas ou incertezas nesta questão. Para ter o meu voto, não poderão existir apoios financeiros a claques.

Letais ao Sporting

Os energúmenos conotados com a Jumentude Leonina continuam a demonstrar que são neste momento os maiores inimigos do Sporting. Há poucas horas, receberam a equipa verde e branca em Ponta Delgada gritando "Alcochete sempre!".

Não é tempo para ambiguidades nem para ficar a meio da ponte: enquanto fizer frente a esta camarilha letal ao Sporting, Frederico Varandas continuará a contar com o meu apoio.

O amiguinho da claque

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Esta foi uma das revelações mais significativas, até agora, no julgamento de Alcochete: o modo carinhoso como os jagunços da Juve Leo trataram um jogador, em contraste total com os restantes. O privilegiado foi Rafael Leão, como assegurou o secretário técnico Vasco Fernandes no banco das testemunhas.

«Ele estava à entrada do balneário e até o cumprimentaram. Disseram-lhe: "A ti não fazemos nada, não te preocupes".» Só faltou servirem-lhe chá e torradinhas.

De nada valeu o tratamento de excepção concedido pelos trogloditas àquele leão sem juba que tanto admiravam: mal se apanhou a jeito, o amiguinho da claque aproveitou a confusão e deu um par de coices no clube que o formou. Vegeta agora no Milan, onde só marcou um golito esta época.

Faz muito bem a administração da SAD leonina em manter a participação contra este artolas no Tribunal Arbitral do Desporto, exigindo-lhe os 45 milhões de euros a que tem direito, a título de indemnização, por quebra unilateral do contrato de trabalho. Ao contrário de vários outros, o rapaz Rafael não teve qualquer motivo para alegar justa causa. Como agora ficou confirmado sem o menor rasto de dúvida, enquanto os comparsas dele metem a viola no saco.

Eles

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Diziam «amar» o clube mas recebiam vantagens financeiras que permitiam a alguns deles viver à grande em troca desse «amor».

 

Chamavam «apoio» às ameaças de morte, aos empurrões, às agressões verbais e físicas.

 

Costumam andar encapuzados e escondem-se atrás de pseudónimos nas redes sociais, como se tivessem vergonha sabe-se lá de quê.

 

Torcem pelas derrotas, não pelas vitórias. Só aparecem à luz do dia quando há um fracasso.

 

No estádio e no pavilhão, fazem coro com os adversários nos assobios e até nos insultos à própria equipa.

 

Chamam «traidores» a quem joga de emblema leonino ao peito e atravessam o País espalhando faixas contra o presidente, para gozo de todos os rivais.

 

Idolatram não os jogadores, mas um antigo dirigente, vivendo em permanente orfandade. Deve ser caso único no mundo do futebol.

 

«Se quiseres, levo mais para vender»

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«Um e-mail enviado por uma funcionária do Sporting a dois dirigentes da então direcção de Bruno de Carvalho dava o sinal de alerta: "Pelas claques passam milhões e passam muitos criminosos do mundo da noite. Tráfico de droga, prostituição..."

O documento, enviado três dias depois da invasão de elementos da Juventude Leonina à academia leonina, está a ser investigado pelo Ministério Público e faz parte do extenso processo de Alcochete, que se encontra nas mãos da juíza Sílvia Rosa Pires, a que o Expresso teve acesso.

A referência ao tráfico e consumo de cocaína por elementos da principal claque do Sporting está longe de se resumir aos 15 gramas confiscados no sótão da sede da Juve Leo no Estádio José Alvalade, atribuídos ao líder da claque, Nuno "Mustafá" Mendes, e no apartamento de dois dos acusados, em rusgas realizadas pela GNR em Novembro do ano passado.

As trocas de mensagens através do WhatsApp entre arguidos do caso, todos eles ligados à Juventude Leonina, permitiu à GNR perceber os preparativos do ataque realizado contra jogadores e equipa técnica na tarde de 15 de Maio de 2018, mas também como funcionava o circuito de compra e venda de cocaína e haxixe entre os suspeitos.

Na semana que antecedeu a final entre o Sporting e o Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, em Maio desse ano, as combinações multiplicaram-se. "Quero quatro gramas para mim. Se quiseres, levo mais para vender. Vou fazer a encomenda hoje, para o Jamor", escreveu um elemento da claque.

Outro adepto lamentava: "Só me sai sangue das narinas. Já bebi três minis e dois traços. Estou com vontade de dar, mas o fornecedor foi dentro."

Antes do jogo contra o Atlético de Madrid na capital espanhola, em Abril desse ano, um outro arguido dava directrizes: "Confirma as encomendas, Mano, quando puderes, 58 euros, 35 capeta, NIB 002..."

Juntamente com a frase foi enviada uma fotografia com um saco de cocaína e um ficheiro de áudio onde se ouve alguém a snifar algo. "Capeta" é um nome de código, muito repetido durante as conversas, sempre que alguém se refere à cocaína. Mas também há quem refira a mesma droga como "falupa".

O envio de números de identificação bancária via WhatsApp era recorrente entre os diversos grupos que contactavam entre si por telemóvel.

"Mandas-me o NIB para te transferir o dinheiro ou preferes que te dê em mão em Madrid?", pergunta outro membro da claque. (...)

A leitura das centenas de mensagens revela que o consumo e tráfico de cocaína parece uma banalidade entre estes adeptos. Um deles, que se encontrava numa festa de aniversário da afilhada, mostrou surpresa por nenhum dos 50 jovens convidados de 18 anos "dar na falupa".

No final da conversa, um sugere: "Temos de passar para o cavalo [heroína]", logo corroborado por outro: "Temos de passar de nível." (...)

Um dos apensos do processo [de Alcochete] é dedicado a elencar o número de crimes de que o grupo de arguidos foi já acusado ou condenado. Quase metade dos acusados tem historial com a polícia, os outros são primários e podem, por isso, ser beneficiados pela juíza, que irá ter em conta a idade precoce de alguns deles. Os crimes de que já foram indiciados são sobretudo de ameaça agravada, furto qualificado e tráfico de droga.»

 

Excerto de notícia do semanário Expresso de hoje

Nunca esqueceremos

 

Estavam decorridos 20 segundos de jogo num Sporting-Benfica quando, da zona do estádio onde se concentravam os ultras da Juventude Leonina, começaram a chover tochas incendiárias dirigidas a Rui Patrício.

Uma cena miserável e canalha, decorrida quando ainda quase todos cantávamos O Mundo Sabe Que com entusiasmo nas bancadas.

Nunca a esqueceremos: aconteceu a 5 de Maio de 2018 e foi um dos momentos mais vergonhosos de que me recordo como adepto e sócio do Sporting. Hei-de lembrá-lo sempre que alguém se atrever a branquear e desculpar o comportamento incendiário de tais meninos.

Mourinho no Tottenham

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Um dos megatreinadores de futebol do nosso tempo, que chegou a ser eleito por quatro vezes (2004, 2005, 2010 e 2012) melhor técnico da modalidade à escala mundial e em 2017 a UEFA distinguiu como o nono melhor de sempre, vai treinar o Tottenham, que segue num modesto 14.º lugar na Liga inglesa. O último título deste clube londrino foi ganho em 2008 - a Taça da Liga. E desde 1961 que não vence um campeonato.

Refiro-me a José Mourinho. O mesmo que só chegou a ser simbolicamente nosso treinador durante duas horas, em Dezembro de 2000, mas não chegou a estrear-se devido aos inflamados protestos da Juve Leo que fizeram Luís Duque dar o dito por não dito.

Já nessa altura eles eram letais ao Sporting.

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

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