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És a nossa Fé!

Terra Queimada (2º Capítulo)

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Ontem em Alvalade, mais uma vez (em 11/09/2020 já me tinha referido ao assunto), a coligação comandada pela claque que assaltou Alcochete e que se viu desprovida das suas fontes de rendimento conseguidas à custa do clube conseguiu transformar um dia e um fim de semana que foi de sucesso em todas frentes - com vitórias nas quatro modalidades de pavilhão e a reconquista do terceiro posto na Liga de Futebol - numa jornada de protesto nas ruas, de desprezo pelo sucesso desportivo do clube e pelos jogadores que o representam no estádio e até duma reportada agressão cobarde a dirigentes e uma filha menor à porta dum elevador.

O caricato é que, camuflados pelo discurso da indignação relativa à incompetência e falta de união provocada pelos dirigentes legitimamente eleitos pelos sócios, aparentemente conseguiram mesmo agredir aquele dirigente que tem o pelouro das tais modalidades que muito ganharam no ano passado e estão a ganhar de novo, que estão no primeiro ou nos primeiros lugares dos respectivos campeonatos e com passagens a fases seguintes nas competições europeias, isso imediatamente a seguir duma vitória retumbante no futsal perante o rival de sempre, o Benfica.

Ficou assim mais uma vez demonstrado que o que os move é apenas e só a guerra para voltarem a tomar conta do Sporting, incapazes de aceitar o julgamento de Alcochete, incapazes de aceitar a perda de regalias, incapazes de aceitar a destituição e expulsão do ex-presidente, incapazes de aceitar a decisão do processo eleitoral, incapazes de aceitar as derrotas em todas as AGs realizadas desde então, incapazes de se mostrarem dignos do Sporting.

Gritam "O Sporting somos nós". O que estão a fazer é tentar destruir o clube, para que das cinzas nasça algum clube controlado por eles, e à custa de todos os outros.

 

O Sporting é dos sócios, não deste presidente, não do outro, não das claques, não desta ou daquela seita. De todos os Sócios, cujas decisões maioritárias têm de ser respeitadas. Ontem mais uma vez, no estádio, a grande maioria dos sócios presentes assobiou e vaiou aqueles que em vez de estarem a apoiar a equipa se entretinham a insultar o presidente. Aqueles que cada vez são menos e cada vez se ouvem menos na curva Sul.

Os candidatos a presidente, aqueles que foram derrotados nas últimas eleições e aqueles que têm ambições a lá chegar, deviam reflectir um pouco e pensar qual é o clube que quererão receber, em termos de governabilidade, urbanidade, tranquilidade para a realização de objectivos e autoridade perante seitas internas e inimigos externos. Ou que Sporting quererão para levar os seus filhos e netos ao estádio e pavilhão e fazer deles novos Sportinguistas. E vir a público condenar vivamente e sem reservas o que se passou. 

Amanhã vamos saber se vamos ter ou não uma AG. A existir (não tenho formação jurídica nem conheço a fundo os estatutos, limito-me a achar que alegada incompetência não é motivo para destituição) será mais uma jornada em que uma minoria ruidosa e arruaceira vai tentar intimidar, insultar, perseguir e agredir quem se atrever a defender a não destituição destes orgãos sociais. Mas a existir temos de lá ir todos, mais uma vez surdos e mudos, mais uma vez para derrotar esta seita.

Falando em arruaceiros, também existem os arruaceiros das redes sociais, os "stalkers", os "bullys", temos também aqui de sofrer com a sua presença, mas não contribuir para lhes dar a importância que não têm e estragarem este espaço de pluralidade e amor Sportinguista.

No meu caso assim farei.

SL

A "escola" de Alcochete

Uma claque que tem como missão apoiar o clube insulta, agride, cospe, esmurra, pontapeia. À rédea solta, em obediência ao presidiário que a lidera.

Essa claque já não poupa sequer menores indefesas, como hoje sucedeu com a filha adolescente de Miguel Afonso, vogal do Conselho Directivo com o pelouro das modalidades. O que revela bem a cobardia destes energúmenos, incapazes de conter os instintos predadores perante uma miúda de 16 anos.

É a "escola" de Alcochete. A mesma que foi responsável pela página mais negra da história do Sporting ao invadir e destruir o nosso centro de estágio e formação. Com efeitos reputacionais para o clube que demorarão anos a dissipar-se.

Haverá adeptos que apoiam e até aplaudem isto. Tenham paciência, mas eu estou na margem oposta.

Sim, continuam.

É a minha resposta à pergunta colocada pela “Juventude Leonina 1976 - JUVE LEO”: «Continuamos a ser nós, que vamos a todo o lado, o problema?», colocada no seu último comunicado.

Não só, mas também, respondo eu.

 

Gostávamos de ver uma Juventude Leonina no genuíno apoio às equipas das várias modalidades do clube, tal como o fez no passado. Temos saudades disso. Gostávamos que os nossos atletas, os nossos futebolistas, olhassem para vocês e dissessem, com orgulho, aquilo que outros disseram no passado: Temos a melhor claque da Europa

Esta Juventude Leonina não o é assim. Tem uma agenda e "nas assembleias-gerais ameaçam as pessoas e fizeram isso com o Acuña e a sua mulher. Há pessoas que têm medo da JuveLeo" (…).», disse Fraguitonossa antiga glória.

Esta Juventude Leonina está relacionada com a página mais negra da história do clube. E disso os sócios, os adeptos, jamais se esquecem.

 

O Sporting não precisa de vós!

O gang da bancada Sul

A Juventude Leonina fundada na segunda metade da década de 70 pelos irmãos Rocha, com o propósito de apoiar as equipas do Sporting Clube de Portugal, há muito que deixou de existir, pelo menos com o espírito e valores dos fundadores. É certo que as organizações ganham dinâmica, evoluem ao longo dos anos, mas um rápido olhar é suficiente para se perceber que hoje não existe uma claque, mas um gang. Basta ver quem são os cabecilhas e quem lhes disputou ou aspira a liderar o bando, para constatarmos que a subida na hierarquia é conseguida mediante o cadastro que se tem para apresentar.

Podem argumentar que as claques são necessárias, pelo colorido que oferecem nos estádios, pelo apoio às diversas equipas, nomeadamente nos jogos fora, mas a verdade é que caem frequentemente em episódios pouco dignos, que mancham o clube. Fumos tóxicos, tochas, com frequência bandeiras impedindo a visibilidade de quem pagou bilhete para ver um jogo de futebol e não quer aturar uma turba de costas voltadas para o relvado, com frequência debitando insultos, agressões verbais e até por vezes físicas.

O problema vai muito além do Sporting, mas se fomos pioneiros na criação de claques, também o deveremos ser na extinção da cáfila parasita que transformou o apoio organizado em lucrativo negócio, explorando financeiramente o genuíno apoio clubístico oferecido pela maioria dos seus membros, para conseguir financiar alguns líderes do gang.

É verdade que Frederico Varandas resolveu agora enfrentar a corja da bancada Sul, mas pelas piores razões, em reação aos insultos de que vinha sendo alvo. Não deixa de ter razão, caramba, será legítimo ou sequer razoável, insultar alguém ao domingo e pedir-lhe dinheiro na segunda-feira? Para imbecis a resposta provavelmente é afirmativa. São os mesmos que dizendo amar o clube e apoiar as equipas, se julgam no direito de agredir atletas de forma cobarde, infame, como aconteceu em Alcochete. E poderá novamente acontecer algures, se não colocarmos um ponto final na seita.

Sou crítico de Frederico Varandas, tenho reiteradamente apelado à antecipação de eleições, mas estou completamente ao seu lado nesta questão. Mais, nas próximas eleições, sejam antecipadas ou no final do mandato da actual direcção, não votarei em qualquer candidato que mostre dúvidas ou incertezas nesta questão. Para ter o meu voto, não poderão existir apoios financeiros a claques.

Letais ao Sporting

Os energúmenos conotados com a Jumentude Leonina continuam a demonstrar que são neste momento os maiores inimigos do Sporting. Há poucas horas, receberam a equipa verde e branca em Ponta Delgada gritando "Alcochete sempre!".

Não é tempo para ambiguidades nem para ficar a meio da ponte: enquanto fizer frente a esta camarilha letal ao Sporting, Frederico Varandas continuará a contar com o meu apoio.

O amiguinho da claque

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Esta foi uma das revelações mais significativas, até agora, no julgamento de Alcochete: o modo carinhoso como os jagunços da Juve Leo trataram um jogador, em contraste total com os restantes. O privilegiado foi Rafael Leão, como assegurou o secretário técnico Vasco Fernandes no banco das testemunhas.

«Ele estava à entrada do balneário e até o cumprimentaram. Disseram-lhe: "A ti não fazemos nada, não te preocupes".» Só faltou servirem-lhe chá e torradinhas.

De nada valeu o tratamento de excepção concedido pelos trogloditas àquele leão sem juba que tanto admiravam: mal se apanhou a jeito, o amiguinho da claque aproveitou a confusão e deu um par de coices no clube que o formou. Vegeta agora no Milan, onde só marcou um golito esta época.

Faz muito bem a administração da SAD leonina em manter a participação contra este artolas no Tribunal Arbitral do Desporto, exigindo-lhe os 45 milhões de euros a que tem direito, a título de indemnização, por quebra unilateral do contrato de trabalho. Ao contrário de vários outros, o rapaz Rafael não teve qualquer motivo para alegar justa causa. Como agora ficou confirmado sem o menor rasto de dúvida, enquanto os comparsas dele metem a viola no saco.

Eles

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Diziam «amar» o clube mas recebiam vantagens financeiras que permitiam a alguns deles viver à grande em troca desse «amor».

 

Chamavam «apoio» às ameaças de morte, aos empurrões, às agressões verbais e físicas.

 

Costumam andar encapuzados e escondem-se atrás de pseudónimos nas redes sociais, como se tivessem vergonha sabe-se lá de quê.

 

Torcem pelas derrotas, não pelas vitórias. Só aparecem à luz do dia quando há um fracasso.

 

No estádio e no pavilhão, fazem coro com os adversários nos assobios e até nos insultos à própria equipa.

 

Chamam «traidores» a quem joga de emblema leonino ao peito e atravessam o País espalhando faixas contra o presidente, para gozo de todos os rivais.

 

Idolatram não os jogadores, mas um antigo dirigente, vivendo em permanente orfandade. Deve ser caso único no mundo do futebol.

 

«Se quiseres, levo mais para vender»

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«Um e-mail enviado por uma funcionária do Sporting a dois dirigentes da então direcção de Bruno de Carvalho dava o sinal de alerta: "Pelas claques passam milhões e passam muitos criminosos do mundo da noite. Tráfico de droga, prostituição..."

O documento, enviado três dias depois da invasão de elementos da Juventude Leonina à academia leonina, está a ser investigado pelo Ministério Público e faz parte do extenso processo de Alcochete, que se encontra nas mãos da juíza Sílvia Rosa Pires, a que o Expresso teve acesso.

A referência ao tráfico e consumo de cocaína por elementos da principal claque do Sporting está longe de se resumir aos 15 gramas confiscados no sótão da sede da Juve Leo no Estádio José Alvalade, atribuídos ao líder da claque, Nuno "Mustafá" Mendes, e no apartamento de dois dos acusados, em rusgas realizadas pela GNR em Novembro do ano passado.

As trocas de mensagens através do WhatsApp entre arguidos do caso, todos eles ligados à Juventude Leonina, permitiu à GNR perceber os preparativos do ataque realizado contra jogadores e equipa técnica na tarde de 15 de Maio de 2018, mas também como funcionava o circuito de compra e venda de cocaína e haxixe entre os suspeitos.

Na semana que antecedeu a final entre o Sporting e o Desportivo das Aves, no Estádio Nacional, em Maio desse ano, as combinações multiplicaram-se. "Quero quatro gramas para mim. Se quiseres, levo mais para vender. Vou fazer a encomenda hoje, para o Jamor", escreveu um elemento da claque.

Outro adepto lamentava: "Só me sai sangue das narinas. Já bebi três minis e dois traços. Estou com vontade de dar, mas o fornecedor foi dentro."

Antes do jogo contra o Atlético de Madrid na capital espanhola, em Abril desse ano, um outro arguido dava directrizes: "Confirma as encomendas, Mano, quando puderes, 58 euros, 35 capeta, NIB 002..."

Juntamente com a frase foi enviada uma fotografia com um saco de cocaína e um ficheiro de áudio onde se ouve alguém a snifar algo. "Capeta" é um nome de código, muito repetido durante as conversas, sempre que alguém se refere à cocaína. Mas também há quem refira a mesma droga como "falupa".

O envio de números de identificação bancária via WhatsApp era recorrente entre os diversos grupos que contactavam entre si por telemóvel.

"Mandas-me o NIB para te transferir o dinheiro ou preferes que te dê em mão em Madrid?", pergunta outro membro da claque. (...)

A leitura das centenas de mensagens revela que o consumo e tráfico de cocaína parece uma banalidade entre estes adeptos. Um deles, que se encontrava numa festa de aniversário da afilhada, mostrou surpresa por nenhum dos 50 jovens convidados de 18 anos "dar na falupa".

No final da conversa, um sugere: "Temos de passar para o cavalo [heroína]", logo corroborado por outro: "Temos de passar de nível." (...)

Um dos apensos do processo [de Alcochete] é dedicado a elencar o número de crimes de que o grupo de arguidos foi já acusado ou condenado. Quase metade dos acusados tem historial com a polícia, os outros são primários e podem, por isso, ser beneficiados pela juíza, que irá ter em conta a idade precoce de alguns deles. Os crimes de que já foram indiciados são sobretudo de ameaça agravada, furto qualificado e tráfico de droga.»

 

Excerto de notícia do semanário Expresso de hoje

Nunca esqueceremos

 

Estavam decorridos 20 segundos de jogo num Sporting-Benfica quando, da zona do estádio onde se concentravam os ultras da Juventude Leonina, começaram a chover tochas incendiárias dirigidas a Rui Patrício.

Uma cena miserável e canalha, decorrida quando ainda quase todos cantávamos O Mundo Sabe Que com entusiasmo nas bancadas.

Nunca a esqueceremos: aconteceu a 5 de Maio de 2018 e foi um dos momentos mais vergonhosos de que me recordo como adepto e sócio do Sporting. Hei-de lembrá-lo sempre que alguém se atrever a branquear e desculpar o comportamento incendiário de tais meninos.

Mourinho no Tottenham

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Um dos megatreinadores de futebol do nosso tempo, que chegou a ser eleito por quatro vezes (2004, 2005, 2010 e 2012) melhor técnico da modalidade à escala mundial e em 2017 a UEFA distinguiu como o nono melhor de sempre, vai treinar o Tottenham, que segue num modesto 14.º lugar na Liga inglesa. O último título deste clube londrino foi ganho em 2008 - a Taça da Liga. E desde 1961 que não vence um campeonato.

Refiro-me a José Mourinho. O mesmo que só chegou a ser simbolicamente nosso treinador durante duas horas, em Dezembro de 2000, mas não chegou a estrear-se devido aos inflamados protestos da Juve Leo que fizeram Luís Duque dar o dito por não dito.

Já nessa altura eles eram letais ao Sporting.

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Terra queimada

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Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

Juventude Leonina

« (…) “Alvalade sempre teve ambientes apaixonados, mas isto era outra coisa», diz Carlos Xavier (…). “A Juventude Leonina era na altura uma claque com grande influência brasileira (nr). Havia muitos batuques, um ritmo de samba. Estávamos lá em baixo a ouvir aquilo e queríamos comer o adversário. Até entravamos arrepiados.”

“Tínhamos a melhor claque da Europa, acrescenta o extremo-esquerdo Mário Jorge. “Tive momentos na minha carreira em que estava no relvado e olhava embasbacado para as bancadas a dizer para mim próprio: ‘Isto é inimaginável!’ Allison explorou esse calor do público com grande imaginação. Anos mais tarde, numa eliminatória com o Feyenord, a Juventude Leonina utilizou pela primeira vez raios laser. Os jogadores holandeses no relvado viravam-se para nós e diziam: ‘Isto nem num concerto do Bruce Springsten.’”

(nr) – Herança da escola de samba Vapores do Rego, que influenciara o modo como o público interagia com o futebol em meados da década de 1970, incutindo ritmo brasileiro ao apoio. Na sua tese de doutoramento, José Maurício Conrado Moreira da Silva [p. 308] conta que o grupo de apoio era informalmente constituído por alunos brasileiros das universidades portuguesas (…).» (*)

É a recriação deste ambiente que os sócios e adeptos pretendem da Juventude Leonina e das outras claques. Somente isso. «A Juventude Leonina tem sete mil pessoas, é muito poder. Nas assembleias-gerais ameaçam as pessoas e fizeram isso com o Acuña e a sua mulher. Há pessoas que têm medo da JuveLeo", admite o antigo médio dos leões (…).», diz Fraguito, nossa antiga glória.

Isto, não. Isto não é apoio... e isso não queremos!

 

(*) In.: ROSA, Gonçalo Pereira - Big Mal & Companhia : a histórica época de 1981-1982, em que o Sporting de Malcolm Allison conquistou a Taça e o Campeonato. 1ª ed. Lisboa : Planeta, 2018. pp. 16,17

Uma cena já vista

Amanhã vamos defrontar, no Estádio do Algarve, a melhor equipa da Liga no ano passado, que tem um grande treinador português a comandar.

Por difícil que pareça a tarefa, a essa mesma equipa, então com o puto maravilha, e sob o comando do mesmo Marcel Keizer, ganhámos o acesso ao Jamor.

É mais uma vez incrível verificar que vamos ter dum lado o Sporting e os Sportinguistas, que vão encher o estádio ou, como eu, a sofrer bem longe, e do outro, além do adversário, os ressabiados, os arruaceiros das AGs, os que deixaram de pagar quotas ou que nunca as pagaram, o lixo Letal ao Sporting que o agora desgraçado aprendiz de ditador deixou no clube.

Keizer pode ter todos os defeitos, a equipa também, mas amanhã somos Nós todos que estaremos com eles a torcer pela conquista dum caneco que de pouco vale mas que neste contexto, para Nós, vale muito.

Viva o Sporting !!!

 

PS: A guerra civil na Juve Leo foi declarada. Talvez agora se perceba o que realmente aconteceu em Alcochete. O pacto de silêncio que escondeu mandantes e organizadores e que condenou alguns jovens imbecis, sem cadastro e que pouco ou nada fizeram, a 15 meses de prisão não vai durar para sempre.

SL

15 de Maio, o dia da infâmia na História do Sporting Clube de Portugal

Bas Dost.jpgFaz hoje um ano que o país ficou estupefacto com o bárbaro e infame assalto à nossa academia em Alcochete, protagonizado por uma ralé de grunhos desordeiros, a pior escumalha que gravita à volta do futebol, mentalidade ultra, dirão alguns, para mim é imbecilidade levada ao extremo. Sentado na cadeira que considerava de sonho, para ele, porque nós já vínhamos a viver um pesadelo há alguns meses, desde chantagem em AG ou estados de alma delirantes nas redes sociais, o ogre que presidia ao clube limitou-se a afirmar, “é chato”, prosseguindo no seu quadro demencial qual Nero tocando harpa, contemplando Roma a arder.

Um ano decorrido da página mais negra da nossa história centenária, ainda estão por apurar grande parte das responsabilidades, mas importa aprender com os erros e impedir que se repita uma conjectura como a que então se vivia, porque foi na total ausência de valores, dignidade e sentido de responsabilidade no exercício de funções, que o grupo de bandalhos se inspirou para praticar semelhante vil e cobarde acto.

Insultos a sócios do clube, quem não está comigo é sportingado ou serve interesses terceiros, chantagem tipo, “votam massivamente ou demito-me”, facilidade no acesso de jagunços da guarda pretoriana, vulgo claques, a área reservada do estádio, local de estacionamento dos jogadores, sucessivas e ridículas publicações nas redes sociais, apoiadas por uma minoria ainda hoje activa, que funciona numa lógica de seita fundamentalista para quem aprendiz de Napoleão é um guru, eram sinais evidentes que algo não estava bem no reino do leão.

Após o triste episódio a maioria dos sócios despertou do encantamento e resgatou o clube a 23 de Junho. As feridas continuam abertas, não faltam órfãos e viúvas letais ao clube, servos saudosos do destituído que não desistem de tentar fazer o clube regressar aos tempos tenebrosos. Uma breve passagem pelas redes sociais permite perceber que vários membros da seita apoiante do lunático relativizam o episódio, justificando o injustificável com a menor prestação dos jogadores, como estando na raiz do triste e lamentável episódio. Outros chegam mesmo a avançar com delirantes teorias conspirativas, num guião capaz de fazer inveja a muito bom argumentista em Hollywood. Suspeito que se fossem agredidos no seu local de trabalho mudariam de opinião. Importa pois que a maioria dos sócios não permita que uma minoria, por muito ruidosa e frequentemente mal-educada, não passa de minoria, volte a tomar o clube de assalto. Sob pena de um dia deixar de existir clube. Por agora estamos no rumo certo, como provam os resultados, com várias conquistas europeias que irão perdurar na galeria de troféus do clube. Após o estilhaçar da equipa de futebol, muitos auguravam um futuro negro, mas a direcção conseguiu estabilizar, no mínimo realizámos uma época idêntica à anterior, existe ainda a possibilidade de conquistar a taça de Portugal, a próxima época está a ser planificada dentro da tranquilidade possível. Podem ter a certeza que há um ano o leão ficou ferido, mas recuperou, está bem vivo e continua a rugir. Força Sporting!

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