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És a nossa Fé!

Torneira fechada

 

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Imagem do blogue Leoninamente

 

Secou a teta. Fechou a torneira. Esgotou-se o biberão.

O fim do vergonhoso tráfico de bilhetes possibilitado por um acordo estabelecido entre o ex-presidente Bruno de Carvalho e as claques, e bem descrito na notícia do Record aqui reproduzida, explica por que  motivo algumas dezenas de energúmenos conotados com a Juve Leo vão pintando paredes, exibindo tarjas e gritando impropérios a Frederico Varandas. O negócio que lhes permitia sacar quase 200 mil euros anuais na candonga de bilhetes - privilégio negado aos sócios que época após época contribuem para as finanças do clube, muitas vezes com sério sacrifício das suas parcas poupanças - chegou ao fim. Varandas suscita o ódio destes javardos. Precisamente porque pôs termo ao escandaloso rendimento de quem diz amar o Sporting para apenas se servir dele.

Bem podem berrar agora: a gente percebe porquê. Mas é inadmissível que o façam durante os jogos, como aconteceu nos mais recentes, quando desataram a assobiar os jogadores logo nos minutos iniciais. E que transformem as assembleias gerais - símbolo máximo da dignidade e do debate democrático num clube que é uma instituição de reconhecida utilidade pública - numa sessão de urros digna da aldeia dos macacos, manchando a imagem e o bom nome do Sporting Clube de Portugal.

Espero que Rogério Alves, presidente da Mesa da Assembleia Geral, nunca mais tolere isto.

Terra queimada

terraqueimada.jpg

Depois do assalto à Academia, cujo julgamento começa em breve com os respectivos líderes no banco dos réus, mais uma vez os "casuals" da JuveLeo (?) se juntaram aos Leais ao Bruno, agora para assaltarem a Assembleia Geral do clube, impedirem qualquer tipo de discussão construtiva do orçamento apresentado, intimidarem e agredirem qualquer um que se atrevesse a ter voz própria, votarem negativamente o referido orçamento, insultarem o presidente e imporem a política de terra queimada no Sporting Clube de Portugal.

Mais uma vez fizeram o barulho que quiseram, mais uma vez foram derrotados, mas com mais 100 ou 200 "camisas negras" angariados nas redes sociais próximas da claque facilmente tinham conseguido ganhar a votação. Porque muito e bom sócio do Sporting não está disposto a sair de casa para participar numa vergonha como aquela que patrocinaram no pavilhão João Rocha e que só a vigilância das autoridades, a começar pelos "spotters", impediu que tivesse outros contornos. Eu mais uma vez fiz o esforço para vir mais cedo do Norte para passar por Alvalade a tempo de votar, mas foi mesmo entrar, ouvir o discurso inicial, votar e sair, e não sei mesmo se foi a última vez, foi tudo mau demais e indigno do nosso clube. Sendo assim, e não havendo uma mudança de postura e de atitude dos órgãos sociais perante este estado de coisas, se Frederico Varandas passou à justa este teste do pavilhão (a AG, porque as modalidades vão muito bem, obrigado) terá de enfrentar semanalmente o teste do relvado, confiando em Silas e numa equipa emagrecida, desequilibrada e desestabilizada por sucessivas mudanças de liderança para não ter em Alvalade o mesmo ambiente que ocorreu ontem no João Rocha.

Trata-se mesmo duma política de terra queimada. Esta coligação de ressabiados não tem qualquer ideia ou política para apresentar em benefício do Sporting, e o clube não se pode dar ao luxo de ter um presidente e uns Órgãos Sociais permanentemente insultados e agredidos por uma minoria violenta e arruaceira, que afasta sócios e adeptos dos estádios e dos pavilhões.

Obviamente muita culpa deste estado de coisas têm os actuais órgãos sociais, pela incapacidade por um lado de unir o clube (a começar pelo tratamento dado a Sousa Cintra e à Comissão de Gestão) trocando o esclarecimento aos sócios pelas mensagens na Comunicação Social amiga, e por outro de fazer respeitar os estatutos e regulamento disciplinar, expulsando boa parte dos arruaceiros da AG e se calhar do clube.  

E Benedito e Ricciardi que não se iludam sobre o que irão encontrar na eventualidade de algum dia sucederem ao actual presidente.

SL

Um festival de javardice

Por mais erros que cometa - e tem cometido bastantes - Frederico Varandas terá condições para se manter na presidência do Sporting enquanto continuar a ser insultado grosseiramente pelos órfãos do consulado carvalhista, furibundos por já não poderem fazer fortuna recorrendo ao tráfico de bilhetes. Esta ruidosa minoria, ligada em larga medida a uma claque, voltou a transformar uma assembleia geral do Sporting num festival de javardice, insultando o presidente leonino do primeiro ao último minuto - e proporcionando assim uma triste e chocante imagem do nosso clube à generalidade dos portugueses.

Esta é a pior face do futebol - a que gera ódios tribais dentro das próprias agremiações desportivas. Na reunião magna de ontem, que devia ter decorrido em clima de civilidade e com respeito integral pelas opiniões alheias, nenhum debate foi possível, nenhum esclarecimento conseguiu ser transmitido.

O relatório financeiro saiu aprovado por margem mínima (53% a favor, 47% contra) num escrutínio que teve participação residual (apenas 1352 sócios votaram). Sobraram insultos e gritos e chocantes atentados à liberdade de expressão. Nem o próprio ex-presidente Sousa Cintra conseguiu falar nos três minutos que lhe estavam reservados: qualquer tentativa de palavra sua era abafada por uma torrente de impropérios.

O Sporting não pode continuar assim, à mercê de uma turba de arruaceiros que pratica o culto da terra queimada. Varandas não perderá uma votação enquanto for contestado por esta cáfila que acaba por lhe dar involuntárias doses de oxigénio. Se for preciso, os sócios voltarão a mobilizar-se em grande número para que seja restabelecida a normalidade democrática no clube. Contra a intimidação e a arruaça. Contra a insultuosa gritaria dos marginais.

Juventude Leonina

« (…) “Alvalade sempre teve ambientes apaixonados, mas isto era outra coisa», diz Carlos Xavier (…). “A Juventude Leonina era na altura uma claque com grande influência brasileira (nr). Havia muitos batuques, um ritmo de samba. Estávamos lá em baixo a ouvir aquilo e queríamos comer o adversário. Até entravamos arrepiados.”

“Tínhamos a melhor claque da Europa, acrescenta o extremo-esquerdo Mário Jorge. “Tive momentos na minha carreira em que estava no relvado e olhava embasbacado para as bancadas a dizer para mim próprio: ‘Isto é inimaginável!’ Allison explorou esse calor do público com grande imaginação. Anos mais tarde, numa eliminatória com o Feyenord, a Juventude Leonina utilizou pela primeira vez raios laser. Os jogadores holandeses no relvado viravam-se para nós e diziam: ‘Isto nem num concerto do Bruce Springsten.’”

(nr) – Herança da escola de samba Vapores do Rego, que influenciara o modo como o público interagia com o futebol em meados da década de 1970, incutindo ritmo brasileiro ao apoio. Na sua tese de doutoramento, José Maurício Conrado Moreira da Silva [p. 308] conta que o grupo de apoio era informalmente constituído por alunos brasileiros das universidades portuguesas (…).» (*)

É a recriação deste ambiente que os sócios e adeptos pretendem da Juventude Leonina e das outras claques. Somente isso. «A Juventude Leonina tem sete mil pessoas, é muito poder. Nas assembleias-gerais ameaçam as pessoas e fizeram isso com o Acuña e a sua mulher. Há pessoas que têm medo da JuveLeo", admite o antigo médio dos leões (…).», diz Fraguito, nossa antiga glória.

Isto, não. Isto não é apoio... e isso não queremos!

 

(*) In.: ROSA, Gonçalo Pereira - Big Mal & Companhia : a histórica época de 1981-1982, em que o Sporting de Malcolm Allison conquistou a Taça e o Campeonato. 1ª ed. Lisboa : Planeta, 2018. pp. 16,17

Uma cena já vista

Amanhã vamos defrontar, no Estádio do Algarve, a melhor equipa da Liga no ano passado, que tem um grande treinador português a comandar.

Por difícil que pareça a tarefa, a essa mesma equipa, então com o puto maravilha, e sob o comando do mesmo Marcel Keizer, ganhámos o acesso ao Jamor.

É mais uma vez incrível verificar que vamos ter dum lado o Sporting e os Sportinguistas, que vão encher o estádio ou, como eu, a sofrer bem longe, e do outro, além do adversário, os ressabiados, os arruaceiros das AGs, os que deixaram de pagar quotas ou que nunca as pagaram, o lixo Letal ao Sporting que o agora desgraçado aprendiz de ditador deixou no clube.

Keizer pode ter todos os defeitos, a equipa também, mas amanhã somos Nós todos que estaremos com eles a torcer pela conquista dum caneco que de pouco vale mas que neste contexto, para Nós, vale muito.

Viva o Sporting !!!

 

PS: A guerra civil na Juve Leo foi declarada. Talvez agora se perceba o que realmente aconteceu em Alcochete. O pacto de silêncio que escondeu mandantes e organizadores e que condenou alguns jovens imbecis, sem cadastro e que pouco ou nada fizeram, a 15 meses de prisão não vai durar para sempre.

SL

15 de Maio, o dia da infâmia na História do Sporting Clube de Portugal

Bas Dost.jpgFaz hoje um ano que o país ficou estupefacto com o bárbaro e infame assalto à nossa academia em Alcochete, protagonizado por uma ralé de grunhos desordeiros, a pior escumalha que gravita à volta do futebol, mentalidade ultra, dirão alguns, para mim é imbecilidade levada ao extremo. Sentado na cadeira que considerava de sonho, para ele, porque nós já vínhamos a viver um pesadelo há alguns meses, desde chantagem em AG ou estados de alma delirantes nas redes sociais, o ogre que presidia ao clube limitou-se a afirmar, “é chato”, prosseguindo no seu quadro demencial qual Nero tocando harpa, contemplando Roma a arder.

Um ano decorrido da página mais negra da nossa história centenária, ainda estão por apurar grande parte das responsabilidades, mas importa aprender com os erros e impedir que se repita uma conjectura como a que então se vivia, porque foi na total ausência de valores, dignidade e sentido de responsabilidade no exercício de funções, que o grupo de bandalhos se inspirou para praticar semelhante vil e cobarde acto.

Insultos a sócios do clube, quem não está comigo é sportingado ou serve interesses terceiros, chantagem tipo, “votam massivamente ou demito-me”, facilidade no acesso de jagunços da guarda pretoriana, vulgo claques, a área reservada do estádio, local de estacionamento dos jogadores, sucessivas e ridículas publicações nas redes sociais, apoiadas por uma minoria ainda hoje activa, que funciona numa lógica de seita fundamentalista para quem aprendiz de Napoleão é um guru, eram sinais evidentes que algo não estava bem no reino do leão.

Após o triste episódio a maioria dos sócios despertou do encantamento e resgatou o clube a 23 de Junho. As feridas continuam abertas, não faltam órfãos e viúvas letais ao clube, servos saudosos do destituído que não desistem de tentar fazer o clube regressar aos tempos tenebrosos. Uma breve passagem pelas redes sociais permite perceber que vários membros da seita apoiante do lunático relativizam o episódio, justificando o injustificável com a menor prestação dos jogadores, como estando na raiz do triste e lamentável episódio. Outros chegam mesmo a avançar com delirantes teorias conspirativas, num guião capaz de fazer inveja a muito bom argumentista em Hollywood. Suspeito que se fossem agredidos no seu local de trabalho mudariam de opinião. Importa pois que a maioria dos sócios não permita que uma minoria, por muito ruidosa e frequentemente mal-educada, não passa de minoria, volte a tomar o clube de assalto. Sob pena de um dia deixar de existir clube. Por agora estamos no rumo certo, como provam os resultados, com várias conquistas europeias que irão perdurar na galeria de troféus do clube. Após o estilhaçar da equipa de futebol, muitos auguravam um futuro negro, mas a direcção conseguiu estabilizar, no mínimo realizámos uma época idêntica à anterior, existe ainda a possibilidade de conquistar a taça de Portugal, a próxima época está a ser planificada dentro da tranquilidade possível. Podem ter a certeza que há um ano o leão ficou ferido, mas recuperou, está bem vivo e continua a rugir. Força Sporting!

Moura Guedes?

O canal de televisão SIC tem na sua programação durante o telejornal das oito de segunda-feira, o comentário de Manuela Moura Guedes. Não vem ao caso se concordo ou não com as apreciações que vai entendendo por bem fazer sobre tudo e mais um par de botas (para que conste, em regra não), o que vem ao caso é que a senhora tem naquele espaço o epíteto de "A Procuradora", onde zurze a seu bel-prazer em quem bem entende, sem o incómodo do contraditório.  Ora vem Moura Guedes e a sua rúbrica a propósito de umas imagens que por aí andam a circular sobre um interrogatório (?) feito pela Procuradora Cândida Vilar a Fernando Mendes, ex-líder da JuveLeo, na sequência do ataque à academia de Alcochete.

Quem me lê sabe o que penso das claques e por maioria de razão da JuveLeo e do seu modus operandi dos últimos largos anos, portanto dispensêmo-nos de questionar a minha condenação aos actos praticados naquele dia, nos dias anteriores e nos posteriores.

O que quero aqui trazer, mais uma vez, à discussão é a forma como é tratado um suspeito num processo, em interrogatório. Não gostei de ouvir a forma prepotente como Cândida Vilar interroga(?) Fernando Mendes, fazendo a pergunta, dando ela própria a resposta e fazendo, logo ali a acusação. Não encontrei o vídeo (encontrei, está aqui)  para o poder apresentar aqui, para poderem apreciar o estilo pidesco em que é feito o interrogatório. Não, não quero que uma procuradora da República se desfaça em salamaleques perante um suspeito de um crime, seja ele qual for, mas também quero que quem representa o Estado, garanta que um qualquer indiciado seja tratado com civilidade e respeito. A justiça não pode funcionar na base do olho por olho, ao comportarmo-nos como um criminoso (num interrogatório ou noutra qualquer situação), não estamos a aplicar a justiça, estamos, outrossim, a proceder da mesma forma que quem está do outro lado, ainda que, e sempre, presumivelmente inocente.

A seguir a prisões estuporadas, o conhecimento deste interrogatório deverá fazer que pensar aqueles que se preocupam com a justiça neste país. Não vale tudo! Cândida Vilar não pode ser a Moura Guedes da justiça. A justiça não é um espectáculo televisivo!

Basta

Um milhão de euros de dívidas ao clube.

Tráfico de droga, cadonga de bilhetes, actividades ilícitas de diverso tipo, em flagrante contradição com os códigos de conduta desportivos.

O líder e o ex-líder da principal claque detidos por fortes indícios de ameaça agravada, sequestro, dano com violência e ofensas à integridade física, entre outros crimes.

Basta. O Sporting de Frederico Varandas tem de traçar uma linha inflexível de separação entre o clube e as práticas criminosas cometidas por estes putativos adeptos, muitos dos quais nem sequer são sócios, que agiram durante anos com total impunidade ao constituírem-se como uma espécie de poder interno dentro do clube, manchando a imagem desta digna instituição de reconhecida e comprovada utilidade pública, com uma história grandiosa que temos o dever de honrar.

Se existe tema que não permite vacilações, é este. Há que agir sem mais demora.

Sporting Sempre!

Não vou aqui fazer qualquer avaliação de cariz jurídico sobre o que aconteceu este domingo. Os elementos que temos ao nosso dispor não são suficientes para esclarecer quem nos lê e que tem dúvidas sobre a legitimidade/legalidade das detenções nas condições que se verificavam no dia de ontem.

No entanto, existe opinião para além da legalidade e do Direito. E, sobre Bruno de Carvalho e Mustafá, sobre a Juventude Leonina e os dramáticos acontecimentos de Alcochete, não há sportinguista que não tenha já formado a sua. Apesar disso é evidente que eu - à semelhança da generalidade dos sócios do Sporting - não tenho a certeza de nada. O que temos é um processo judicial de onde, de quando em vez saem informações de deveriam estar em segredo de justiça, e actos processuais que são do conhecimento público. Não obstante, tenho, em relação a esta questão, uma convicção, por um lado, e uma esperança, por outro. A esperança é que o ex-presidente do Sporting não seja, de forma nenhuma, responsável pelo que aconteceu. A convicção é de que é. É claro que toda a minha convicção se alicerça em elementos profundamente subjectivos. No seu comportamento errante, nas suas afirmações absurdas, na expressão pública da sua personalidade. Posso estar errado e assim o espero. Mas não por Bruno de Carvalho que deixei de respeitar há muito tempo, antes pelo meu Sporting que se perpetuará nas memórias pessoal e colectiva muito para além de figuras individuais!

A derrocada de Bruno de Carvalho provocou um abalo enorme entre os sportinguistas. É bom recordar que o antigo presidente ganhou duas eleições e na segunda vez com um resultado esmagador. O seu estilo (controverso, agressivo, maniqueísta) granjeou-lhe seguidores fiéis que o colocam/colocaram acima do próprio clube. Criou uma ilusão: de que ele era o messias que nos ia guiar à glória. Há demasiada gente que perdeu o seu salvador, que se sente órfã, desprotegida, abandonada. Foi isso que colocou tantos sportinguistas uns contra os outros e que nos está, pouco a pouco a derrotar!

Que fique claro: o Sporting não pode ser um clube manso e de mansos! Não podemos ser um clube sem paixão, neutro, unidimensional. Mas o Sporting tem/pode ser uma potência sem que a sua grandeza se manifeste através de discursos de ódio. Se vacilarmos entre estas duas opções, estamos condenados! 

O Mustafismo (2)

Deixei o postal "Mustafismo" no dia 15 de Maio. Eu nem tinha fontes de informação privilegiadas nem sou mais inteligente do que o sportinguista do lado. Há seis meses, no dia do assalto terrorista, isto que hoje a PGR executa era evidente, pelo menos sob o ponto de vista moral. Convém lembrar as enormes perdas, económicas e de prestígio (reputacionais, diz-se agora), que o clube teve devido a este mustafismo. Que não teria tido se meia dúzia de indivíduos desqualificados, que passado uns meses ainda tentaram ir a eleições, já sem o mustafa sénior na lista,  não se tivessem recusado a aceitar o evidente, que o descalabro moral e associativo tinha acontecido, e se tenham alapado aos lugares de direcção, com suas recompensas sociais e económicas. E, também, por haver um enorme mole de auto-excluídos sociais, marginais ou proto-marginais, que do clube fazem o único trampolim de afirmação. O brunismo morreu, e hoje foi cremado. Mas esta marginalidade popular mantém-se, e será preciso extirpá-la, enfrentando os monstros pérfidos que são as claques. Pérfidos e inúteis. Inúteis para o clube e produtores de inutilidade social - a que propósito é que uma instituição de utilidade pública acoita organizações que promovem que adultos dediquem o seu tempo livre "a ir à bola"? 

 

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade? - II

A detenção do líder da Juve Leo, acompanhada pela detenção do seu líder espiritual e antigo presidente do clube, no âmbito do processo de Alcochete, vêm reforçar a urgência em tomar medidas relativamente aos apoios às claques, como defendi há 2 dias em post anterior.

Fez bem Frederico Varandas em conseguir acordo pela transferência de Rui Patrício, tal como havia estado bem Sousa Cintra no acordo com William Carvalho e regressos de Bruno Fernandes, Bas Dost e Battaglia. Porque a verificar-se o que nenhum sportinguista quer acreditar, que tenha existido algum grau de envolvimento por parte de dirigentes, o clube correria o risco de ver alguns jogadores conseguirem justa causa.

É tempo de pararem com a conversa dos mansos, golpadas e outras teorias, cada dia que passa se torna mais evidente que em boa hora nos livrámos de quem nos prejudicou e resgatámos o clube para os seus legítimos donos, os sócios.

O princípio do fim do hooliganismo em Alvalade?

Frederico Varandas mudou as regras de financiamento das claques do Sporting, nomeadamente da principal, a Juve Leo, cortando com benesses que eram anualmente negociadas entre o anterior presidente, Bruno de Carvalho, e as chefias das claques – só a Juve chegava a embolsar 14 mil euros por cada jogo em casa, na venda de bilhetes concedidos pela direção.

Caso se confirme notícia avançada pelo CM, que o presidente Frederico Varandas decidiu enfrentar os obscuros interesses instalados na bancada Sul e que acabaram as benesses para o bando organizado de arruaceiros, o meu apoio enquanto sócio é total nesta matéria. É tempo de desparasitar e higienizar Alvalade, permitindo que famílias e amantes do futebol possam voltar a apreciar um espectáculo desportivo, sem ficarem incomodados por quem pretende descarregar frustrações nos outros, provocando conflitos. A que propósito viajavam os principais dirigentes das claques no avião que transporta o plantel nas deslocações ao estrangeiro? Qual a justificação para a candonga de bilhetes que todos sabemos existir?

Seguramente que os membros das claques, pessoas de bem, que se deslocam aos jogos por amor ao clube, sim, também os há, irão continuar. Os outros, os jagunços, estão a mais...

O que os jagunços disseram

 

«Malta o melhor é academia!!! Chegar, carregar no treino e acabou... Invadimos aquilo.»

 

«Levem o esticador. Eu levo o canhão. Nunca mais se levantam.»

 

«Quem tiver tochas traga-me.»

 

«Aquilo são 2/3 seguranças na porta não nos conseguem travar... Quando a polícia chegar já nos fomos embora.»

 

«Eu quero bater neles e no Jesus também, parecia que 'tava na praia deitado.»

 

«William, essa... já nem tenho palavras para esse gajo, só me apetece espancá-lo.»

 

«Comecem já a ver com quem ficam... O JJ é meu, Mini capo com o Podence... Mathieu é para o Guerra, Bruno César é para o Paulo... Moita é o Rúben Ribeiro.»

 

«... então bate a sério no William por favor, a sério!»

 

«Levam todos, até o Paulinho. Para bater no Paulinho é preciso quantos?»

 

«F***** e quem é que fica com o Coates? E o Bas Dost?»

 

Excertos de mensagens de WhatsApp dos agressores de Alcochete interceptadas pela Polícia Judiciária e reproduzidas nos mandados de detenção. Deixando evidente a organização e premeditação do ataque que motivou nove rescisões de jogadores alegando justa causa

A perlenga

Duas horas de perlenga, atacando os jogadores e afagando as claques quatro dias após aquelas indescritíveis cenas em Alcochete: foi das coisas mais obscenas que tenho ouvido desde sempre no Sporting.

Esperei todo o tempo que ele dissesse qualquer coisa como isto: «Se vier a provar-se que membros da Juventude Leonina participaram nas agressões aos jogadores e na vandalização do nosso centro de estágio, vamos rever os apoios que concedemos a essa claque e tomar duras medidas punitivas contra os autores materiais e morais destes actos de lesa-desporto, em tudo contrários à ética leonina.»

Naturalmente, esperei em vão.

E a Juve Leo?

Pelo menos o Sporting já comunicou que proporá a expulsão de sócio dos animais que invadiram a Academia.

 

E a Juve Leo fará o mesmo? Já o comunicou? Ou assumirá que no seio dos seus "7 mil sócios" se manterão os criminosos que protagonizaram o pior momento da história do Sporting?

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