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És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Suspeitos do costume superam terceiro escalão

Loures 1-Sporting 2

Taça de Portugal - 3.ª Eliminatória

20 de Outubro de 2018

 

Renan Ribeiro (2,5)

Foi titular pela primeira vez, apesar de Salin estar recomposto do susto de Portimão, e num jogo inteiro sofreu apenas metade dos golos que havia sofrido em pouco mais de metade do anterior. Para tal contribuiu uma boa defesa com os pés perto do final, quando um avançado do Loures, equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, lhe apareceu isolado à frente. Não conseguiu repetir o feito minutos mais tarde, em circunstâncias parecidas. Resta-lhe a esperança, se o francês não voltar ao pré-Algarve ou se Viviano não puder estrear-se frente a uma das suas antigas equipas, de que os avançados do Arsenal sejam menos velozes e eficazes na tarde de quinta-feira.

 

Bruno Gaspar (2,0)

Logo no início da segunda parte protagonizou um lance que, com a equipa de edição de imagem certa, poderia justificar a sua contratação. Pegou na bola e ganhou a linha em velocidade, executando um cruzamento rasteiro para o coração da área que só não deu bingo porque Bruno Fernandes chegou um pouco atrasado. Pena é que no resto do jogo tenha primado pela inconsequência é permitido a mesma liberdade ao ex-Alcochete Luís Eloi que Ristovski outorgou ao ex-Alcochete Wilson Manafá. 

 

André Pinto (2,5)

Promovido a improvável patrão da defesa na ausência de Coates, quase sempre chegou e sobejou para os adversários - de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional -, tendo ainda a sorte de Renan resolver o problema na jogada em que deixou escapar um avançado do Loures. Mas não foi desta vez que chegou ao fim do jogo sem ver uma bola alojada nas suas redes.

 

Marcelo (2,0)

Estreou-se antes de Viviano ter oportunidade de o fazer, aproveitando o descanso concedido a Coates. E sentiu de tal forma a responsabilidade que imitou o uruguaio numa incursão descabelada pelo meio-campo contrário - ainda que com menos suspense, decidindo-se por um lançamento longo para a linha de fundo, o que tem o mérito de impedir contra-ataques perigosos - e num cabeceamento executado de costas ao acorrer a um pontapé de canto - ainda que a bola tenha saído acima da barra e não ao lado do poste. Encaminhava-se para uma noite sossegada, daquelas em que ninguém se recorda do paradeiro de Demiral ou de Domingos Duarte, quando deixou em jogo o marcador do golo tardio do Loures.

 

Jefferson (3,0)

Tão perturbador quanto o dilema “que barulho faz uma árvore a cair na floresta se ninguém lá estiver para ouvir?” só o “para que serve encaminhar a bola em condições para a grande área se lá estiver Castaignos em vez de Bas Dost?”. O brasileiro passou o jogo a fazer belíssimos cruzamentos, os quais chegariam para uma goleada que evitasse assobios e cânticos depreciativos dirigidos à equipa após o apito final. Assim não aconteceu, não por culpa dele.

 

Gudelj (2,5)

Foi um dos poucos mártires de Portimão a repetir a titularidade e, perante uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional, saiu-se relativamente bem. Para o mesmo bem seria necessária pontaria nos recorrentes remates de média e longa distância, certamente poupada para o encontro com o Arsenal.

 

Bruno Fernandes (3,0)

Permitiu que o guarda-redes defendesse o pénalti que teria sossegado os adeptos logo aos 50 minutos de jogo, mas no final da primeira parte conseguiu finalmente acertar nas redes com um dos seus mísseis teleguiados. Recuado no terreno para ajudar a construir jogadas na zona central do meio-campo, acabou o jogo no habitual papel de apoio ao ponta de lança, sendo que neste caso isso tinha o seu quê de missão impossível. Mesmo assim foi um dos suspeitos do costume que impediram Peseiro de explicar aos sportinguistas as vantagens de ficar com o calendário de jogos menos sobrecarregado ainda antes do Natal.

 

Nani (3,0)

Desviado das alas para o centro do terreno, lutou muito, fez o passe que Bruno Fernandes aproveitou para inaugurar o marcador e, já na segunda parte, aproveitou a defesa incompleta a um remate de Jovane Cabral para, numa recarga com elevada nota artística, marcar o 2-0. O capitão ainda esteve perto, numa jogada tão confusa quanto tudo aquilo que tenha toque de Castaignos, de marcar um segundo golo, certamente poupado para o encontro com o Arsenal.

 

Carlos Mané (1,5)

Numa semana em que muito se falou do regresso do Sporting ao basquetebol é impossível não reparar que o extremo fez a sua terceira falta ofensiva antes da meia hora, o que no desporto das tabelas e dos cestos o deixaria bem perto da exclusão. Muita falta de ritmo e de confiança impediram Mané de ter uma boa noite em tudo o que não envolveu passar a bola a Jovane Cabral para este ser derrubado na grande área do Loures. Foi o primeiro sair, cedendo o lugar a Petrovic.

 

Jovane Cabral (3,0)

Demorou a engrenar, como tende a suceder quando lhe fazem a maldade de pôr a jogar de início, mas no habitat natural a que chamam segunda parte conquistou o pénalti falhado por Bruno Fernandes e fez o remate que permitiu a Nani subir a parada para 2-0. É o acelerador por excelência do futebol leonino na ausência de Raphinha, o que permite perdoar os habituais disparates: desta vez foi um corte disfarçado de assistência para um avançado do Loures.

 

Castaignos (0,5)

Caberá aos arqueólogos do século XXV encontrar o registo do famoso jogo de treino realizado há poucos dias em que o avançado holandês que não se chama Dost marcou quatro golos. Lançado como titular para poupar Montero para o encontro com o Arsenal, Castaignos passou mais de 90 minutos, decerto tão penosos para ele quanto para os sportinguistas, como a personificação do gato de Schrödinger, pois tal como o felino podia estar vivo ou morto, também o avançado podia estar ausente ou presente no relvado. Bem vistas as coisas, melhor foi quando deixou a equipa a jogar com dez, fruto de movimentações indecifráveis, pois todos os momentos de contacto com a bola foram bastante mais aterradores. Menos do que péssima só uma desmarcação oportuna culminada com remate ao lado.

 

Petrovic (1,5)

Entrou para segurar o resultado favorável contra o poderoso Loures. E o certo é que esses minutos coincidiram com algum domínio por parte de uma equipa não muito pontuada do terceiro escalão do futebol nacional. Eis um caso extremo de culpa por associação.

 

Miguel Luís (-)

Teve direito a estrear-se pela equipa principal do Sporting ao minuto 90. Logo a seguir o Loures reduziu. Melhores dias virão, decerto, até porque mesmo o terror dos jovens da formação utilizou Jovane, Rafael Leão e Demiral contra o Oleiros.

 

José Peseiro (2,0)

Poupou Coates, Acuña, Battaglia e Montero, recuou Bruno Fernandes e ficou à espera de que algo de bom acontecesse. Demorou a ver luz ao fundo do túnel, mas logo conseguiu vislumbrá-la e, talvez encadeado pela claridade, voltou a investir no duplo pivot defensivo que começa a revelar-se o primo maléfico do losango de Paulo Bento. Sem os suspeitos do costume - Bruno Fernandes e Nani, mas também Jovane Cabral e também Jefferson -  e com mais alguns minutos de tempo de compensação era bem capaz de ser tão histórico em Alverca quanto foi em Portimão.

 

Armas e viscondes assinalados: Mandaram a liderança abaixo em Braga

Sporting de Braga 1 - Sporting 0

Liga NOS - 5.ª Jornada

24 de Setembro de 2018

 

Salin (3,0)

Consciente de que a sua titularidade está indexada às vitórias em todos os outros jogos e empates em casa de adversários directos, o guarda-redes que não custou três milhões de euros, não foi uma aposta da comissão de gestão para substituir esse último e não é uma das maiores promessas de Alcochete fez tudo o que estava ao alcance para garantir pelo menos o segundo objectivo. Se no próximo jogo ficar sentado no banco a recordar os tempos passados no mesmo local, empenhado em mediar a comunicação entre Jorge Jesus e Doumbia, poderá agradecê-lo a Dyego Sousa, inclemente no desvio de bola que deu golo. Até então, e depois disso, Salin mostrou-se à altura das exibições anteriores, com boas defesas e ainda maior eficácia a desviar uma bola rematada por João Novais, logo na primeira parte, recorrendo apenas ao poder da mente.

 

Ristovski (2,5)

A frequência com que os ataques bracarenses se desenrolaram literalmente nas suas costas e a falta de coordenação com Coates contribuíram para que a noite lhe fosse menos memorável do que para Jefferson, que não só ficou isento de culpas, na condição de suplente não-utilizado, como ainda reviu os amigos que fez no ano em que foi emprestado aos minhotos.

 

Coates (2,5)

Terminou o jogo plantado no ataque, à espera de um milagre, como aquando da fase terminal de Jesus no Sporting, mas não estava escrito que um golpe de cabeça certeiro traria a redenção por permitir o cruzamento que resultou no único golo do jogo. Tirando isso voltou a ser imperial nos duelos aéreos com os avançados e, mantendo a tradição, incorreu numa arrancada pelo meio-campo adversário, cuja única consequência foi um lançamento de linha lateral a beneficiar a equipa da casa.

 

André Pinto (3,0)

Assobiado por milhares sempre que tocava na bola, o central português portou-se maravilhosamente bem para quem é o ‘understudy’ de Mathieu. Seguro em quase toda a partida, tirando a ocasião em que Dyego Sousa passou por si, entrou na grande área e rematou para as mãos de Salin, não merecia sair derrotado de Braga após um enxovalho público tão atroz que o árbitro Artur Soares Dias se apiedou e limitou o tempo de compensação a apenas três minutos. Como escreveu o italiano Cesare Pavese, nada é mais inabitável do que um estádio de onde saímos após recusar a renovação de contrato e sem render um cêntimo ao clube que nos empregava.

 

Acuña (3,0)

Voltou a desempenhar funções de lateral-esquerdo, empenhando-se nessa missão com a costumeira garra, acompanhada desta vez por alguns erros de posicionamento e cortes deficientes. Manteve, no entanto, a vantagem de saber o que fazer com a bola e ser o melhor do plantel a fazer passes longos agora que William Carvalho vive em Sevilha e Mathieu recebe demasiadas visitas de médico.

 

Gudelj (2,0)

O facto de o aguerrido sérvio só ter sido amarelado aos 83 minutos, não obstante a constante prática de artes marciais mistas na disputa de bola, pode fazer com que alguns questionem a razão de ser da interminável guerra entre o Sporting e os árbitros portugueses. Quando saiu de campo, para a entrada de Diaby, ninguém teria ficado demasiado surpreendido se um escolta militar o tivesse levado para o Tribunal Penal Internacional de Haia.

 

Battaglia (2,5)

Regressou a Braga com a vontade de transformar o caos em cosmos que lhe é reconhecida, mas não era noite para isso. Lutou como um leão depois do intervalo, sem evitar o progressivo domínio da equipa da casa, e terá percebido mais depressa do que muitos que amanhã seria um novo dia. Assinala-se a forma como pediu desculpa a Dyego Sousa, no lance em que viu o cartão amarelo, na senda de outro latino-americano, também natural da Argentina, para quem também era importante ser um duro sem nunca perder a ternura.

 

Bruno Fernandes (2,5)

Na peugada da luta pela introdução do videoárbitro, levada a cabo pela anterior gerência, urge que os actuais dirigentes leoninos pugnem pela alteração nas regras do jogo que permita a equivalência a golo a todos os remates dirigidos ao ponto imaginário, mesmo ao lado do poste direito, para onde Bruno Fernandes esteve a fazer pontaria toda a noite. Talvez a culpa seja das chuteiras descalibradas.

 

Nani (2,5)

Desviou de cabeça um livre superiormente cobrado por Bruno Fernandes, no que foi a principal ocasião de perigo do Sporting na primeira parte. Pena é que o lance só tenha servido para a afirmação do jovem guarda-redes Tiago Sá, a quem caiu a titularidade ao colo no Braga pelos mesmos motivos (lesão do titular e desânimo do suplente) que poderão ainda fazer de Luís Maximiano o próximo Rui Patrício... Mesmo antes do intervalo distinguiu-se no modo como travou um contra-ataque leonino, contemplando o defesa que tinha pela frente como se estivessem num filme europeu, pelo menos até ao momento em que decidiu por um atraso e deu ensejo a Soares Dias para apontar o caminho para os balneários. E o pior é que isso foi um prenúncio do que seria a sua intervenção no relvado até ceder o lugar a Jovane Cabral.

 

Raphinha (3,0)

Rematou muito, construiu muitas jogadas, ganhou muitos duelos graças à velocidade e ao jeito natural para a coisa. Mas os remates teimaram em sair ligeiramente desenquadrados, quase sempre acima da barra, pelo que à luz da exibição em Braga estará mais próximo de ser convocado para a selecção brasileira de râguebi do que para a de futebol.

 

Montero (3,0)

O remate, de muito longe e muito à figura de Tiago Sá, executado pelo colombiano no final da primeira parte, fez lembrar os convites para jantares e saídas nocturnas que alguns homens ainda trancados no interior de móveis do Ikea fazem a mulheres. É possível que Montero tente disfarçar o desinteresse em procurar o golo, mesmo sendo certo que faz tudo o que está ao alcance para ajudar os colegas a agitarem as redes. Assim fez na segunda parte, protagonizando uma arrancada épica pela direita, na qual ultrapassou uns quantos adversários até conseguir cruzar, com conta, peso e medida, para Bruno Fernandes. Coube a este, em vez de passar ao também isolado Raphinha, culminar o lance com um remate para o ponto imaginário mesmo ao lado do poste direito - e a recompensa que Montero recebeu pelo esforço, dedicação e devoção inglória consistiu em ser substituído por Castaignos.

 

Jovane Cabral (3,0)

O talismã do Sporting entrou em campo com a equipa em desvantagem, mas como o jogo só ia no minuto 72 havia tempo mais do que suficiente para a reviravolta, talvez mesmo para a goleada. Assim pensaram os adeptos ao vê-lo tomar a bola nos pés, ultrapassar meia-dúzia de adversários tomados pelo pânico, ganhar posição na grande área bracarense e fazer um magnífico remate. Só que o inopinado Tiago Sá resolveu evitar o que seria o golo do empate, e os colegas de Jovane, muitos dos quais cristãos devotos ao ponto de temerem falsos ídolos, evitaram passar-lhe o esférico durante os minutos que faltavam para o apito final. E da vez em que voltou a conseguir apossar-se da bola, ludibriando os outros 21 jogadores em campo, fez um daqueles seus remates para a bancada que até agora compensavam as intervenções decisivas.

 

Castaignos (1,5)

Chamado a jogo com a missão de garantir a presença de um avançado mais fixo, assim como aquele seu compatriota mais velho, mais alto e mais marcador de golos, falhou miseravelmente. Teme-se que um segredo ultra-secreto de Fátima, ainda por revelar, seja a verdadeira razão para Castaignos ter ficado no plantel do Sporting enquanto Gelson Dala e Leonardo Ruiz partiam para novos empréstimos.

 

Diaby (1,5)

Teve direito a menos de dez minutos para demonstrar o faro para o golo e a velocidade estonteante que justificaram a sua contratação por mais do que meia-dúzia de tostões. Talvez consiga demonstrar uma e a outra numa próxima ocasião.

 

José Peseiro (2,0)

Mathieu impediu-o de repetir o mesmo onze que apresentou contra a Qarabag e o Sporting de Braga impediu-o de obter o mesmo resultado que conseguiu na quinta-feira passada. Muito solicitado no regresso a um estádio que talvez lhe seja habitável por não ter sido especialmente feliz no Minho, reagiu tarde e a más horas às alterações tácticas feitas por Abel na segunda parte. Quando resolveu reagir estava em desvantagem, tinha pela frente vários jogadores esgotados e opções algo duvidosas no banco. Perdeu a liderança e a única compensação é que não fez pior na Pedreira do que o antecessor, então longe de imaginar que seria o novo Lawrence das Arábias, na época transacta.

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