Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Armas e viscondes assinalados: Três pontos ali mesmo na ponta da chuteira

Sporting 1 - Santa Clara 0

Liga NOS - 31.ª Jornada

10 de Julho de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

O Santa Clara teve três ocasiões flagrantes de golo, chegando a levar a bola a entrar na baliza num golo invalidado por evidente posição irregular, mas os açorianos desterrados deixaram a eficácia na Cidade do Futebol. Sem grandes defesas para executar, Maximiano revelou-se bem melhor no jogo de pés, ao ponto de deixar de ser arriscado atrasar-lhe a bola. Terá certamente mais trabalho na recta final do campeonato, a começar na visita ao FC Porto, e espera-se que dê boa conta de si.

Eduardo Quaresma (3,0)

Retomou a titularidade que se tornou garantida, somando boas acções defensivas e qualidade aliada à precisão na hora de lançar jogo. Há um "golden boy" a nascer em Alvalade.

Coates (3,0)

Além dos cortes e da voz de comando ainda teve ensejo de cabecear com muito perigo num canto, levando a que Idrissa Doumbia encaminhasse a recarga para o fundo das redes já depois de o árbitro assinalar uma falta na área do Santa Clara bem difícil de discernir.

Acuña (3,0)

Interpretou muito bem o papel de terceiro central descaído para a esquerda, mostrando-se intratável no desarme e na posse de bola. Só se esqueceu daquilo que está nas tábuas da lei: qualquer jogador do Sporting que esteja “à calha” em véspera de jogo com o FC Porto ou Benfica verá um cartão amarelo.

Ristovski (3,0)

Sempre muito criticado por não ser um César Prates, um Abel, um Cédric Soares ou sequer um Piccini, muito se esforça quem não tem culpa de que contratações que custaram mais aos cofres leoninos lhe ofereçam a titularidade. Boa recuperação de bola e lançamento de Gonzalo Plata para uma das maiores oportunidades de golo da primeira parte, já agora.

Idrissa Doumbia (2,5)

Chutou para a baliza já depois de o árbitro apitar, impedindo o videoárbitro de esclarecer quem raio fez o quê antes do cabeceamento de Coates. Com o jogo a decorrer não fez melhor, permitindo apenas que o também nada resplandecente Matheus Nunes pudesse repousar.

Wendel (3,5)

Inventou uma nesga de relvado para assistir Jovane Cabral no lance do golo que alimenta as esperanças de manutenção do terceiro lugar. Foi o melhor momento de um jogo de esforço intenso, impondo clarividência no meio-campo e juntando-se sempre que possível ao esforço ofensivo dos extremos endiabrados que jogam à sua frente.

Nuno Mendes  (3,0)

Incansável e inesgotável, voltou a combinar bem com Jovane Cabral, ainda que o ascendente que o novo patrão da equipa exerce sobre o lateral-esquerdo tenha impedido que este rematasse para golo depois de se apoderar da bola na grande área do Santa Clara. O caminho faz-se caminhando.

Jovane Cabral (3,5)

Conquistou os três pontos na raça, ganhando posição na grande área e esticando a perna para desviar a bola para as redes mesmo com a ponta da chuteira. Bastaria para ser o homem do jogo, mas também foi o mais rematador, o mais intenso e o mais capaz de ser ídolo de adeptos cada vez mais órfãos de referências.

Gonzalo Plata (3,0)

Num belo remate no primeiro tempo, bem servido por Ristovski, ficou perto de inaugurar o marcador. No resto do jogo foi mexido, como é de seu timbre, mas não tão desequilibrador como se lhe pede que seja.

Sporar (2.0)

Começou por falhar a emenda de cabeça a um excelente livre indirecto de Jovane Cabral, desviando-a com as costas por cima da barra. E há que reconhecer que o mais perto que esteve de marcar sucedeu quando o guarda-redes do Santa Clara chutou contra as suas pernas, levando a bola a sair caprichosamente ao lado. Muito escasso para quem é titular do Sporting e não saiu propriamente de brinde na compra de um pacote de corn flakes.

Tiago Tomás (2,0)

Tão insuficiente foi o avançado esloveno que Rúben Amorim o substituiu por mais um adolescente, tendo este procurado combinar com os colegas sem consequências particularmente palpáveis.

Matheus Nunes (2,5)

Entrou para retomar o lugar que deverá ser seu nos últimos desafios desta Liga de má memória. Muito do futuro imediato do jovem brasileiro recrutado na Ericeira jogar-se-á no Dragão e na Luz.

Borja (2,5)

Acuña já ficara de fora do jogo seguinte e uma lesão muscular retirou-o também deste. Coube ao internacional colombiano, agora e sempre apavorado como o coiote dos desenhos animados, reocupar o lugar que deixou de ser de Mathieu e deverá passar a pertencer a um marroquino trintão.

Rúben Amorim (3,0)

Mais três pontos para o Sporting, mais uma ou outra experiência, mais uma constatação de que tem graves problemas para resolver no centro do terreno e no centro do ataque. Toda a sua estratégia fica bloqueada pelo fraco desempenho de elementos-chave e as opções no banco são limitadas, por muito que Francisco Geraldes e Pedro Mendes pudessem merecer maior confiança. Certo é que chegou ao fim da fase tranquila do futebol pós-pandemia com vitórias em todos os jogos que não implicaram deslocações ao Minho e sem conhecer a experiência de perder. Caso consiga manter-se assim na visita ao Dragão adiará a festa do FC Porto por uns dias e aumentará as hipóteses de não perder o terceiro lugar que em muito facilitaria, pela entrada directa na fase de grupos da Liga Europa, a preparação da incerta temporada seguinte.

O seu a seu dono

A/C de um certo e manhoso tipo de treinador de bancada

 

É fácil acertar no Totobola às segundas, não é?

Oh... não fiques nesse estado. Respira fundo. Conta até dez e enquanto isso esvazia essa indignação inflamada. Mas, sim, leva lá a bibicleta. Tens razão. Não é às segundas-feiras, pois não. Agora, é a qualquer dia da semana que se pode acertar no Totobola. Afinal, para a Covid-19 ainda não se arranjou treinador à altura, menos ainda de bancada.

Mas, tens razão, toda a razão. Enfim, não nos chateemos por causa disto. Adiante.

Posto isto, diz-me lá, confessa, sff, quantas vezes chamaste nomes ao Wendel? Não te pergunto se o renomeaste, se o rebaptizaste, não quero saber se no decorrer do jogo gritaste qualquer coisa do tipo: "Passa a bola, Wanderlei! Não mastigues o jogo, Wanilson! Não fintes mais, Wanderson!"

Nada disso. Nomes do tipo palavrão é sobre esses que indago. Peço-te que partilhes connosco do alto da cátedra que tiraste no lugar que tens no primeiro ou no segundo anel de Alvalade, no aconchego do teu sofá ou da lamuriosa mesa de um qualquer café com Sporttv que frequentas; diz-nos lá: Quantas vezes chamaste nomes ao Wendel e à mãe dele, já agora? 

Muitas, calculo. Muitas mesmo. Tantas que parecerão ainda mais quando comparadas com as nulas vezes em que vislumbraste no brasileiro o maestro da orquestra que ele é hoje. Mas tu podias lá vislumbrar esse talento. Podias lá fazê-lo quando talento para o futebol só tens o de dizer mal. A mesma estafada maledicência que não reconhece que foi preciso chegar a Alvalade alguém que é mesmo treinador, e que é visto da bancada, para revelar um Wendel de batuta nas botas. 

E ao Jovane? Ainda a ele não lhe passava pela cabeça descolorá-la e tu o que dizias que ele tinha nela? Nada, não era? Não gritavas tu que a cabeça do caboverdiano era incapaz de ordenar dribles imparáveis ou sprints de bola dominada no pé rumo à baliza adversária? Não sentenciavas tu que a cabeça do Jovane não tinha capacidade para executar rápido a jogada mais improvável ou o remate mais certeiro? Não declaravas tu que ele era mais um brinca-na-areia inconsequente? 

Tenho a certeza que tudo isto que gritavas, às vezes urravas, do alto do teu douto desconhecimento do esférico, o repetias para o Plata. 

Os três já estavam em Alvalade antes de cá chegar Rúben Amorim, não estavam? Mas ninguém os pôs a jogar bem, verdadeiramente bem, pois não? 

No entanto, mesmo que esta tripla encante o verdadeiro adepto de futebol com o belíssimo futebol que nos oferece, tu continuas a dizer mal. Dos três jogadores e de tudo o resto.

Talvez o faças, afinal, roído de inveja. Inferior ao facto de que quem revela os fantásticos dotes futebolísticos dos três craques acima enunciados é um treinador que custou uma fortuna, que tem pouco currículo e ainda uma costela do grande rival. Todos estes rótulos para ti serão sempre mais fortes, relevantes e importantes do que a evidência da qualidade técnica-táctica e de liderança do treinador que chegou ao clube pela mão de um presidente que tu reprovas. E reprovarás sempre, mesmo que o Sporting venha a ser campeão durante o seu mandato. O mesmo presidente que parece estar a acertar o passo e a apostar definitivamente na formação. Essa mina de coisa preciosa achada em Alcochete e que põe ainda em campo craques como Eduardo Quaresma, Matheus Nunes ou Nuno Mendes. 

Já sei, já sei...! Já os conhecias a todos. Pois, olha, humildemente te digo, que eu passei a conhecê-los pela batuta do Rúben Amorim, durante a presidência de Frederico Varandas.

O seu a seu dono.

Pódio: Jovane, Wendel, Eduardo Quaresma

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Santa Clara pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 18

Wendel: 17

Eduardo Quaresma: 15

Acuña: 14

Coates: 14

Luís Maximiano: 14

Nuno Mendes: 14

Plata: 13

Ristovski: 13

Matheus Nunes: 12

Idrissa Doumbia: 12

Borja: 11

Tiago Tomás: 10

Sporar: 10

 

Os três jornais elegeram Jovane como melhor jogador em campo.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De vencer o Santa Clara. Não esteve fácil, mas derrotámos a turma açoriana que "emigrou" há um mês para o continente, instalando-se na chamada Cidade do Futebol. Por um tangencial 1-0 que fixou o resultado desta partida em Alvalade, contra uma equipa que em Junho derrotou Braga e Benfica.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Voltou a valer-nos três pontos ao metê-la lá dentro, dando a melhor sequência a um magnífico passe vertical de Wendel, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo sem a deixar cair no chão. Estavam decorridos 67'. O jovem caboverdiano fez a diferença não apenas neste lance decisivo mas ao longo de todo o desafio, em que foi sempre o mais criativo e o maior desequilibrador. Soma e segue.

 

De Wendel. Outra partida de grande nível do jovem brasileiro, que em boa hora regressou ao onze titular depois de ter ficado no banco contra o Moreirense. Erro que o técnico corrigiu: este é um jogador que deve actuar sempre de início. Ninguém como ele neste Sporting transporta a bola com tanta qualidade nem exibe tanta precisão de passe, como ficou bem evidente na preciosa assistência dele para o golo.

 

De Nuno Mendes. Outro regresso ao onze titular. Menos exuberante do que os seus colegas já mencionados mas nem por isso menos útil na manobra colectiva da equipa, como médio-ala. Foram dele os melhores cruzamentos (superiores aos de Ristovski, na ala oposta) e protagonizou várias tabelinhas com Jovane que levaram sempre perigo ao reduto açoriano. Pena ter desperdiçado uma soberana oportunidade de ampliar a vantagem, de frente para a baliza, aos 75': lateralizou em vez de disparar, como se impunha. De qualquer modo, vai consolidando a presença na equipa principal depois de se ter destacado na Liga Revelação. Não custa vaticinar-lhe um futuro muito promissor.

 

De Plata. Esteve longe de uma exibição perfeita, mas volta a merecer nota muito positiva. Por ser combativo, veloz e criativo, sobretudo nas movimentações da linha para o centro do terreno, baralhando as marcações adversárias: a qualquer momento pode criar perigo e fazer a diferença. Ao minuto 90', foi claramente derrubado à margem das regras dentro da grande área do Santa Clara. Era penálti, que o árbitro não assinalou.

 

Da nossa organização defensiva. Amorim continua a formatar a equipa de acordo com as suas ideias, construindo-a de trás para a frente. É no reduto mais recuado que já mais se nota a intervenção do técnico: o Sporting deixou de ter os desequilíbrios defensivos que antes evidenciava, nomeadamente nos lances de bola parada, que provocavam calafrios nos adeptos (mesmo em dias quentes, como este foi). Os números confirmam: nos últimos oito jogos, sofremos apenas quatro golos. Nos oito anteriores, tínhamos encaixado nove. As actuais exibições podem não ser ainda muito vistosas, mas são bastante mais seguras.

 

Da contínua aposta em jovens. Terminámos o jogo com oito jogadores sub-23: Luís Maximiano, Eduardo Quaresma, Wendel, Nuno Mendes, Jovane Cabral, Gonzalo Plata, Matheus Nunes e Tiago Tomás. Um facto que merece registo: está a nascer o Sporting do futuro.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora dezassete jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses jogos tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista seis vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela, Belenenses SAD, Gil Vicente e Santa Clara) e dois empates (em Guimarães e Moreira de Cónegos). Mantém-se invicto.

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero ao intervalo. O Santa Clara aferrolhou os caminhos para a sua baliza, montando uma dupla linha de três defensores que foi neutralizando os cruzamentos leoninos. Os dois guarda-redes tiveram pouco trabalho durante toda a primeira parte, muito empastelada e com raros momentos de emoção.

 

De Sporar. Quarto jogo consecutivo do internacional esloveno sem marcar. Persiste em estar no local errado à hora errada, sem abrir linhas de passe, incapaz de se libertar das marcações. Como se lhe faltasse instinto goleador. Quando a bola vai ao primeiro poste, ele está junto do segundo - e vice-versa. Parece chegar sempre ligeiramente antes ou ligeiramente depois do preciso instante em que é necessário para a meter lá dentro. E continua sem ganhar lances aéreos, algo pouco recomendável num ponta-de-lança.

 

De Idrissa Doumbia. O técnico deixou desta vez Battaglia no banco, voltando a dar talvez a última oportunidade ao marfinense, que não soube aproveitá-la. Pareceu um elemento estranho à dinâmica da equipa, congelando os lances quando devia acelerá-los. Incapaz de transportar a bola ou de ligar o meio-campo às zonas mais adiantadas, prefere lateralizar as jogadas ou abusar dos atrasos, como voltou a acontecer. Continua a exibir evidentes deficiências técnicas, nomeadamente no posicionamento defensivo. É um sério candidato a abandonar o Sporting no final da época.

 

Do amarelo exibido a Acuña. O internacional argentino, que estava tapado com cartões, falhará o decisivo jogo da próxima semana contra o FC Porto: foi amarelado aos 64', num lance dividido, nesta partida em que actuou como improvisado central esquerdino até ser rendido por Borja, aos 84'. Vai fazer-nos falta no Dragão.

 

Do árbitro. Chama-se António Nobre: apesar de ter nome de poeta, jamais o imaginaríamos a escrever um soneto de amor ao Sporting. Muito pelo contrário, teve um duplo critério no plano disciplinar, contemporizando com o jogo faltoso da turma visitante, e errou em toda a linha ao perdoar um penálti ao Santa Clara por derrube de Plata no minuto 90. Foi a terceira grande penalidade favorável ao Sporting que ficou por assinalar em dois jogos consecutivos. Só por manifesta ingenuidade alguém acreditará que é mera coincidência.

Armas e viscondes assinalados: Em equipa que mexe não se ganha

Moreirense 0 - Sporting 0

Liga NOS - 30.ª Jornada

7 de Julho de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

A principal intervenção do jovem guarda-redes consistiu em resolver um atraso mal calculado de Gonzalo Plata que o apanhou em contramão. Houve momentos de maior perigo, devido à inquietante superioridade aérea do Moreirense na grande área do Sporting, mas nesses lances Maximiano pouco ou nada poderia fazer e coube à sorte que ninguém dirigisse a bola para o fundo das redes, limitando-se numa ocasião a acertar nas redes laterais.

Neto (3,0)

Resgatado do esquecimento a que foi votado enquanto suplente de Coates, aproveitou a necessidade imperiosa de fazer descansar um fatigado adolescente para voltar a jogar. Sem a desenvoltura na saída com bola demonstrada por Eduardo Quaresma, há que reconhecer que o veterano internacional português esteve bastante acertado no passe longo, nada catastrófico na construção de jogo e razoavelmente eficiente nas tarefas defensivas.

Coates (3,0)

Mais uns excelentes cortes e desarmes para a exposição permanente do Museu Sebástian Coates de Cortes e Desarmes, com posicionamento irrepreensível e serenidade quase irritante. Referência número 1 para os cruzamentos e bolas paradas, venceu nas alturas mas não nas trajetórias de cabeceamento, não conseguindo melhor contributo para o ataque leonino do que ser pública e notoriamente agarrado pela camisola na pequena área da equipa da casa em tempos de desconto. O videoárbitro Jorge Sousa chamou a atenção para o facto e o apitador Tiago Martins encarregou-se de ignorar a falta para grande penalidade que poderia valer os três pontos que manteriam o sonho do segundo lugar durante uns dias mais.

Borja (2,5)

Além do pânico que irradia quando tem a bola sob a custódia das chuteiras, pouco de errado fez durante os longos minutos que permaneceu no relvado. Não foi pelo colombiano que ficaram mais dois pontos esquecidos no Minho.

Ristovski (2,5)

Menos incisivo e eficaz no apoio ao ataque do que nos últimos jogos, o macedónio também esteve longe de ser a muralha capaz de conter um Moreirense que esteve melhor do que o Sporting em partes significativas do encontro. Quando foi substituído nem ele pareceu capaz de apresentar recurso da decisão para uma instância superior.

Matheus Nunes (2,0)

Faltou-lhe um terceiro remate em zona frontal para conseguir levar a bola a sair do estádio em vez de ficar nas últimas filas da bancada vazia. E na manobra do meio-campo também ficou longe de ser brilhante, reforçando a impressão de que as notícias acerca da futura venda que pagará a cláusula de rescisão de Ruben Amorim talvez sejam manifestamente exageradas.

Battaglia (2,0)

Mais um jogo excessivamente faltoso e desinspirado, demonstrando que o elenco do miolo do terreno é um calcanhar de Amorim no sistema táctico em implementação.

Acuña (3,0)

Regressou ao onze titular sem a disponibilidade física do adolescente que o substituiu nos últimos jogos, mas com a qualidade técnica e combatividade que lhe foram cozidas à pele. Não deixa de ser curioso que nos últimos minutos tenha sido mais útil à equipa enquanto terceiro central descaído para a esquerda. Ainda estamos a tempo, antes de o argentino ser vendido a preço de amigo, na sequência da notícia sobre o “apertão” que deu a Jovane Cabral, de experimentar o que valerá enquanto ponta de lança.

Jovane Cabral (3,0)

Pode muito bem padecer de excesso de individualismo, como tende a acontecer aos futebolistas que fazem muitos golos, assistências e são eleitos jogadores do mês, mas o regresso do extremo que aprecia flectir para o centro foi uma lufada de ar fresco no futebol do Sporting. Derrubado na grande área do Moreirense logo ao início, provavelmente quando o videoárbitro ainda degustava uma francesinha, procurou levar a equipa consigo, mas não raras vezes pareceu ressentir-se das ausências de Nuno Mendes e de Wendel. Quando um e outro saíram do banco de suplentes melhorou de rendimento, ainda que sem repetir a precisão nos livres directos, e mesmo depois do segundo pénalti sonegado ao Sporting ficou muito perto de desfazer a empate a zero no remate em arco que encerrou o jogo.

Gonzalo Plata (2,5)

A mesma velocidade que lhe permitiu marcar ao Gil Vicente em Alvalade forçou Halliche a derrubá-lo e a ver o cartão vermelho após perder a bola em zona proibida. Mago das fintas ainda com défice de pragmatismo, o jovem equatoriano acabaria por terminar o jogo como uma espécie de lateral-direito, funções nas quais não se distinguiu por aí além.

Sporar (2,5)

Ficou em posição em remate uma vez ao longo do jogo, disparando de ângulo complicado para defesa do guarda-redes caseiro. Sendo admissível que o sistema não privilegie quem ocupa a sua posição, é impossível não exigir mais a quem trabalha para a equipa e demais chavões.

Wendel (2,5)

Entrou tarde e não conseguiu impor completamente o seu jogo, mas a maior presença do Sporting no meio-campo contrário teve a ver, em partes iguais, com a superioridade numérica depois da expulsão de Halliche e com a influência do jovem-mas-já-não-tão-jovem brasileiro.

Nuno Mendes (3,0)

Foi um regalo ver entrar o recém-chegado à maioridade que joga como se pertencesse ao plantel principal há uns quantos anos, que centra como mais nenhum dos colegas – o que faria o Bas Dost pré-invasão com aqueles cruzamentos... – e que combina inteligência táctica e disponibilidade física. Com tantas lacunas no plantel é de pensar se Acuña não poderá ser aproveitado noutra posição.

Joelson Fernandes (2,0)

Alguns fogachos de quem poderá ter muito futuro e deverá ser gerido com cuidado, entrando sobretudo em jogos em que os três pontos já estejam no cofre.

Ruben Amorim (2,0)

Saberá melhor do que os observadores externos o motivo profundo para mexer tanto na equipa titular, retirando quem jogou mal e quem jogou bem, mas dificilmente poderá questionar que o resultado não foi brilhante. O regresso de Jovane Cabral até poderia ter garantido tranquilidade desde cedo, em vez do crescente domínio da equipa da casa, motivado pela superioridade numérica no meio-campo e desinspiração dos poucos que por lá andavam. Sem a inteligência do suplente Wendel ou dos lesionados Francisco Geraldes e Vietto, dependeu demasiado do individualismo dos extremos e nem ver-se com mais um em campo melhorou por aí além o desempenho da equipa. Nota final para o facto de só ter realizado 60% das substituições permitidas, o que diz bastante acerca da confiança que deposita num plantel construído de forma desastrosa e que foi perdendo pelo caminho alguns dos melhores (Bruno Fernandes, Raphinha e até o período azul de Bas Dost) e ainda está a criar alternativas. Certo é que, com ajuda do árbitro Tiago Martins e da saída de Bruno Lage do Benfica, o sonho do acesso à Champions esfumou-se e o Sporting de Braga ficou mais parte de recuperar o lugar no pódio que já foi seu.

Armas e viscondes assinalados: Três pontos e dois golos com “lay-off” a 50%

Belenenses SAD 1 - Sporting 3

Liga NOS - 28.ª Jornada

26 de Junho de 2020

 

Luís Maximiano (3,0)

Sofreu um golo a seco, sem que Licá tenha colocado primeiro uma musiquinha ou atenuado a iluminação - muito pelo contrário, o jovem guarda-redes teve o sol a fustigar-lhe os olhos na primeira parte -, mas esse dissabor serviu de aviso e ficou atento a outros desvarios de uma linha defensiva que se ressentiu do infeliz pendurar de chuteiras de Mathieu. Conseguiu evitar piores sarilhos sempre que o Belenenses SAD avançava pelo terreno, contribuindo para a tranquilidade pós-reviravolta. Estima-se que aproveite os tempos livres para consultar todos os compêndios que encontre acerca da nobre arte de executar alívios com os pés.

Eduardo Quaresma (2,0)

Quando foi substituído terá sentido um alívio tão grande quanto o dos adeptos - engano ledo e cego desses últimos, como a entrada de Tiago Ilori se apresentou a demonstrar -, pois o prodigioso adolescente viveu uma final de tarde de pesadelo na Cidade do Futebol. Co-autor moral do golo da Belenenses SAD, pois não só colocou atabalhoadamente a bola nos pés de Nilton Varela como deixou Licá em posição regular, sentiu o peso do erro e não mais se reencontrou. Mesmo os cortes oportunos saíram imperfeitos e as tentativas de saída com bola não resultaram. Melhores dias virão, certamente.

Coates (3,5)

Faltaram-lhe asas para impedir o golo do adversário, mas elevou-se nos céus para fazer o empate de cabeça e prestar homenagem ao francês que começou por ser colega e acabou por tornar-se amigo. Imperial como último reduto de uma defesa em dia não, o uruguaio ficou perto de bisar na segunda parte e assumiu como poucos seriam capazes a braçadeira de capitão e o estatuto de resistente, após as transferências de Bruno Fernandes e Bas Dost, o fim da carreira de Mathieu e a lesão de Acuña. Assim de repente, do alto dos seus 29 anos, agora é ele o “velhinho” do plantel.

Borja (1,5)

O adeus de Mathieu levou muitos (alguns dos quais nem sequer seus empresários) a reclamar a titularidade, o jovem central esquerdino com idade de júnior que poucos viram jogar, mas Ruben Amorim foi conservador e atribuiu um lugar no onze a Borja. Foi mais uma oportunidade de observar a falta de clarividência na abordagem dos lances, a escassez de critério com bola e as falhas escusadas de um profissional esforçado que não consegue fazer melhor. E que mais uma vez foi salvo pelo videoárbitro, o qual detectou fora de jogo antes de Borja ter cometido falta para grande penalidade.

Ristovski (3,0)

Muito sofreu no arranque do jogo, soterrado numa avalancha ofensiva da equipa da casa emprestada, mas logrou avançar no terreno e deixar marca no resultado. O cruzamento que permitiu a Jovane Cabral rematar de forma acrobática demonstra que o macedónio é bem melhor do que lhe dão crédito, repetindo a assistência na segunda parte, desta vez num cruzamento rente à relva para os pés de Francisco Geraldes, que quase elevou o resultado para 1-4.

Nuno Mendes (3,0)

Manteve a velocidade, maturidade e consistência que ameaçam fazer de si uma figura do futebol português. Mesmo afectado pela saída precoce de Jovane Cabral manteve-se em excelente ritmo, aproveitando a janela aberta pela lesão de Acuña.

Matheus Nunes (3,0)

Teve muito trabalho no arranque do jogo e reviengou por entre adversários como se nada fosse. Começa a ser claro que tem capacidade de sobreviver à hipérbole presidencial com que foi presenteado.

Wendel (3,0)

Voltou a ser maestro na construção de jogo, melhorando bastante depois do intervalo. Convém que assuma o estatuto de veterano prematuro do plantel, assumindo ter voz de comando.

Jovane Cabral (4,0)

Assume-se como o melhor jogador da Liga NOS no desconfinamento, acumulando exibições que estão longe de se explicar apenas com a boa condição física. Acelerador das partículas de futebol leonino, Jovane Cabral rematou de forma acrobática e espectacular no golo que selou a reviravolta e urdiu na perfeição a troca de bola com Sporar que resultou no pénalti marcado à segunda tentativa. Problemas físicos levaram a que fosse substituído ao intervalo (tal como farão com que fique de fora da recepção ao Gil Vicente), comprovando que se consegue ser muitíssimo produtivo mesmo estando em “lay-off” a 50%. Resta saber se o peso da sua ausência será tão sentido quanto a da sua presença.

Gonzalo Plata (3,0)

Fez por assumir mais o jogo após a saída de Jovane Cabral, mas ainda lhe falta objectividade e, no limite, golo nos pés. Já arriscou bastante, mas tem de arriscar mais para subir mais alguns degraus.

Sporar (3,0)

Surpreendentemente decisivo para um avançado que ficou em branco, o esloveno não só “sacou” um pénalti como desviou as atenções da defesa, permitindo a Jovane acorrer sossegado ao cruzamento de Ristovski. Mesmo quando se viu mais sozinho deu luta aos centrais da Belenenses SAD e fez sempre pela vida, abrindo espaços para os colegas.

Francisco Geraldes (3,0)

Teve direito a meio jogo e tirou partido do voto parcial de confiança, mostrando-se rematador e empenhado em deixar marca. Encontrou pela frente um excelente guarda-redes, o que impediu maior glória a recompensar o esforço, dedicação e devoção. Mas fez a pré-candidatura ao onze titular e à permanência no plantel na próxima temporada, curiosamente pouco depois de ter dado uma entrevista em que confessou ver o seu potencial demasiado irrealizado.

Tiago Ilori (1,5)

Regressou à equipa para salvar Eduardo Quaresma de si próprio, mas nada de melhor conseguiu fazer do que o adolescente no relvado, recordando os adeptos daqueles tempos infaustos em que era visto com maior frequência de leão ao peito. Salvo pelo videoárbitro num lance de contra-ataque da Belenenses SAD, mostrou que a porta de saída deveria ser serventia da casa.

Idrissa Doumbia (2,5)

Descomplicado e despretensioso, refrescou o meio-campo defensivo com pouco brilho e muito razoável eficiência. Talvez possa ser útil ao plantel, talvez possa evoluir, mas manter João Palhinha nos quadros do Sporting seria melhor ideia.

Rafael Camacho (1,5)

Conseguiu-se fintar-se a si próprio nas tentativas de envolvimento na manobra ofensiva. Ristovski poderá não ser um Zambrotta, mas Rafael Camacho não é, definitivamente, a aposta mais segura para pôr termo à maldição da camisola 7.

Battaglia (2,0)

Poucos minutos em campo, sem cometer erros graves ou justificar o estatuto de que goza no plantel desde o resgate pós-rescisão.

Ruben Amorim (3,5)

Resistiu a arriscar em Gonçalo Inácio e também não deu a estreia a Joelson Fernandes que muitos sportinguistas esperavam, preferindo jogar pelo seguro com a entrada do tecnicista Francisco Geraldes após Jovane Cabral dar sinal de problemas físicos. Aceita-se o conservadorismo do treinador, claramente insatisfeito com a forma como a equipa se deixou pressionar no arranque do jogo, tal como se deve salientar a estrelinha da sorte que o leva a observar o descalabro dos rivais directos, a jusante e a montante, ao ponto de uma vitória na recepção ao Gil Vicente (sem Mathieu, Acuña, Vietto e Jovane Cabral...) poder colocar o Sporting a nove pontos do Benfica e com cinco de vantagem sobre o Sporting de Braga.

Pódio: Jovane, Geraldes, Coates

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Belenenses SAD-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 20

Francisco Geraldes: 17

Coates: 17

Ristovski: 16

Wendel: 16

Plata: 15

Luís Maximiano: 14

Sporar: 14

Matheus Nunes: 13

Borja: 13

Nuno Mendes: 13

Idrissa Doumbia: 12

Ilori: 12

Rafael Camacho: 11

Eduardo Quaresma: 11

Battaglia: 6

 

Os três jornais elegeram Jovane como melhor jogador em campo.

Jovane, o MVP do desconfinamento

Tive o prazer de assistir ao vivo a esta obra de arte de Jovane, há mais de um ano em Vila do Conde. 

Apesar de não ter sido uma aposta constante com Keizer e Silas, não parou de crescer. 

Neste desconfinamento do futebol, está a ser o nosso MVP (jogador mais valioso). Creio que mesmo da Liga.

Está em quase todos os golos do Sporting desde que o campeonato retomou. Ontem, esta nos 3 golos. 

Um jogador raçudo, sempre à procura da bola e a melhorar no momento da decisão. 

Venham mais golos destes Jovane. Muitos mais. 

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

De mais uma vitória, desta vez contra o falso Belenenses. Triunfo incontestado do Sporting por 3-1 nesta partida, desenrolada na chamada Cidade do Futebol, pouco depois das 19 horas, o que forçou a primeira parte a desenrolar-se com o sol já muito baixo, dificultando a visão em parte do terreno. Outros três pontos amealhados, confirmando a nossa equipa como a mais bem-sucedida nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020, agora na quarta ronda. Apesar de termos actuado hoje sem quatro jogadores que há cinco meses eram considerados nucleares: Bruno Fernandes (entretanto transferido para o Manchester United), Acuña, Vietto e Mathieu (todos lesionados).

 

De Jovane. Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com distinção: o golo que marcou aos 36', em remate acrobático, foi espectacular. Fechou a conta com um penálti indefensável, aos 45'+2. Soma e segue.

 

De Coates. Capitão da equipa, patrão incontestado da defesa - e também, aos 29 anos, o mais velho do onze titular leonino. Seguro, confiante, determinado, foi ele a iniciar a reviravolta, erguendo-se mais alto do que toda a defensiva azul aos 22', marcando de cabeça um golo na sequência de um canto, como recomendam todos os manuais do futebol. Esteve quase a repetir a dose aos 63', forçando Koffi à defesa da tarde.

 

De Ristovski. Primeira actuação como titular, desde o reinício do campeonato. Passou na prova, globalmente, destacando-se sobretudo nas acções ofensivas. Teve o melhor momento num cruzamento a que Jovane deu sequência perfeita, tornando-se assim numa assistência para o segundo golo. Voltou a cruzar muito bem, aos 53' e aos 56'. Ao ser substituído por aparente fadiga (79'), saiu certamente satisfeito. Pode manter-se como titular na posição de lateral direito, quase médio-ala, crucial no sistema táctico de Amorim.

 

Da manutenção de Nuno Mendes a titular. O jovem lateral esquerdo voltou a ser aposta do treinador como protagonista na ala esquerda e deu boa conta do recado. Foi determinante num lance ofensivo, iniciado com um passe longo de Matheus Nunes e prosseguido com rápidas tabelinhas entre ele, Sporar e Jovane, até culminar na grande penalidade cometida pelo Belenenses SAD. Revela disciplina táctica e excelente condição física.

 

De Francisco Geraldes. Teve finalmente uma oportunidade digna desse nome, jogando toda a segunda parte, no lugar de Jovane, e aproveitou para mostrar os seus dotes de organizador e desequilibrador, abrindo linhas de passe e apostando no remate de meia-distância. Levou velocidade e perigo em três ocasiões à baliza azul: aos 53', aos 74' e aos 77', pondo à prova o instinto e os reflexos do guardião adversário. Capacidade técnica acima da média, como já sabíamos. Merece novas oportunidades. 

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar quatro jogadores oriundos da Academia leonina no onze inicial (Max, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes e Jovane), mais três sub-23 que têm completado a formação em Alvalade (Matheus Nunes, Wendel e Plata). Na segunda parte entraram mais três da cantera leonina: Geraldes (46'), Ilori (67') e Camacho (73'). Como sempre digo, o caminho faz-se caminhando.

 

De termos apresentado o nosso onze mais jovem da época. Com apenas 22,8 anos de idade média entre os titulares, este foi também o segundo mais jovem de todas as equipas que disputam este campeonato.

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo na sequência de um canto, outro de penálti: continuamos com evolução muito positiva neste aspecto. Ainda não há muito, éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Da homenagem a Mathieu. O internacional francês - um dos melhores centrais que já vestiram de verde e branco - deixou de poder jogar, devido a uma lesão que lhe abreviou o fim da carreira. Deixa uma excelente lembrança não apenas entre os adeptos mas também junto dos colegas, que hoje actuaram com o seu nome impresso nas camisolas. E Coates dedicou-lhe o golo que abriu caminho à vitória leonina na Cidade do Futebol. Golo marcado aos 22 minutos - precisamente o número que Mathieu usou ao serviço do Sporting.

 

De somarmos três jogos seguidos a ganhar. E uns inéditos (nesta temporada) cinco jogos consecutivos sem perder. Indício evidente de que estamos no bom caminho.

 

De consolidarmos o terceiro posto. Mantemos dois pontos de avanço em relação ao Braga e encurtamos a distância face ao Benfica, que nesta ronda perdeu em casa (3-4) com o Santa Clara.

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora catorze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses catorze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista quatro vitórias (Aves, Paços de Ferreira, Tondela e Belenenses SAD) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do golo inicial do Belenenses SAD. Aos 9', perdíamos 0-1: golo de Licá, após erro colectivo do flanco direito da nossa defesa. Felizmente os "camisas azuis" ficaram por aí. Treze minutos depois, Coates empatou e a partir daí o comando das operações - e do resultado - foi nosso até ao fim.

 

Que não tivéssemos marcado na segunda parte. O resultado ficou feito ao intervalo e nos 45 minutos finais limitámo-nos a gerir a confortável vantagem, sem nunca perdermos o domínio do jogo. O ponta-de-lança, Sporar, desta vez ficou em branco apesar de se ter mantido em campo do princípio ao fim.

 

De Borja. Aos 28', entregou a bola à equipa adversária em terrenos fronteiros à baliza. Aos 30', sem nenhum adversário por perto, cedeu um canto absolutamente desnecessário. Aos 42', cometeu falta em zona perigosa que só não teve más consequências por Licá estar deslocado. Como de costume, revelou défice de protagonismo com bola no início do processo de construção ofensiva. Parece mal entrosado no sistema de três centrais implantado pelo novo técnico e teve um desempenho muito inferior ao de Mathieu, anterior titular da posição.

Pódio: Jovane, Nuno Mendes, Mathieu

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Tondela pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 19

Nuno Mendes: 17

Mathieu: 15

Plata: 15

Sporar: 15

Coates: 15

Eduardo Quaresma: 15

Matheus Nunes: 15

Rafael Camacho: 14

Wendel: 14

Luís Maximiano: 14

Battaglia: 12

Francisco Geraldes: 12

Borja: 11

Ristovski: 11

Pedro Mendes: 1

 

Os três jornais elegeram Jovane como melhor jogador em campo.

Impressionante

Simplesmente impressionante a transformação que sofreu o futebol do Sporting com a substituição de Jorge Silas por Rúben Amorim. Qualquer semelhança entre a equipa confusa e desconfiada de si mesmo que perdeu em Famalicão e esta equipa confortável no seu modelo de jogo e atrevida nos duelos individuais é mera coincidência.

Ontem viu-se uma equipa que pressiona alto apenas quando precisa, que sabe estar confortável a defender a vantagem circulando a bola e desgastando o adversário, que promove variações de flanco por passes longos que encontram jogadores desmarcados, que finalmente consegue aproveitar lances de bola parada.

Finalmente também aquilo que tanto desejávamos está a acontecer, uma equipa composta por uma base de jovens da formação e alguns jogadores de classe experientes, um ambiente interno saudável que se viu bem no lance do golo do Jovane (todos estavam convencidos que o Mathieu ia marcar o livre, incluindo o guarda-redes do Tondela), uma equipa com ADN Sporting.

A transformação de alguns jogadores com Rúben Amorim é também colossal. Jovane Cabral, Coates e Wendel, simplesmente irreconhecíveis para melhor. Coates encontrou enfim a sua verdadeira posição e esteve imperial. Agora sim, "El patron".

Tem esta equipa condições para lutar pelo título? Ainda não. O modelo de jogo e treinador estão encontrados. A base de jovens também e basta apenas deixá-los jogar. Falta agora garantir que os melhores jogadores continuam e encontrar três ou quatro novos Mathieus (se este terminar a carreira), Bas Dosts, Slimanis e Gudeljs que façam a diferença e tragam coisas diferentes à equipa, especialmente jogo aéreo no ataque e poder de choque no meio-campo. Obviamente que para isso terá de se começar pelo óbvio: receber dos devedores, pagar aos credores, garantir verbas por vendas de excedentários e jogadores não essenciais, pôr as contas em pratos limpos, assegurar que vamos ter uma equipa mais barata, mas mais competitiva.

Estamos no bom caminho. Agora é ter sorte e não estragar o que custou muito a conseguir.

SL

Boa noite, Sofia

transferir.jpg

 

Esta semana, no Canal 11, Sofia Oliveira e seus pares tentaram ridicularizar Jovane Cabral enquanto faziam declarações de amor a Adel Taarabt.

Não houve posts de reação, não houve uma palavra que fosse na conferência de imprensa para isso. Houve, sim, um grande jogo e mais um grande golo.

A melhor maneira de calar os idiotas não é com palavras idiotas, é com trabalho e talento. E isso Jovane tem de sobra.

Boa digestão.

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Dos três pontos conquistados esta noite. Vitória incontestável do Sporting no Estádio José Alvalade frente ao Tondela, que há duas semanas tinha encostado o Benfica às cordas na Luz. Ganhámos por 2-0, resultado construído ainda nos 45 minutos iniciais, totalmente dominados pela nossa equipa, sempre com boa circulação de bola. Primeira parte de grande intensidade, com pressão alta e posse em progressão; segunda parte de gestão competente do esforço. Confirmando que o Leão é, entre os três grandes do futebol português, o emblema que surge em melhor forma nesta "terceira volta" da Liga 2019/2020.

 

De Jovane. Novamente o melhor em campo. Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano, que ontem colocou o Sporting a vencer logo aos 13' - algo que não acontecia há oito meses. Primoroso pormenor técnico, servindo Nuno Mendes de calcanhar dentro da área (29'). Derrubado várias vezes em falta, fez amarelar dois jogadores do Tondela.

 

De Sporar. Voltou a fazer o gosto ao pé, apontando mais um golo. Desta vez de grande penalidade, com irrepreensível frieza, aos 31'. Já leva três marcados nos últimos três jogos. E agora esteve quase a carimbar mais um na sequência de um slalom com a bola dominada, partindo os rins à muralha defensiva adversária, aos 60': só lhe faltou melhor pontaria no momento do remate.

 

De Max. Outra exibição muito positiva, conferindo tranquilidade à equipa. Não falhou uma saída de bola com os pés, demonstrando que continua a aproveitar da melhor maneira as sessões de treino. Muito concentrado, saiu bem aos 51', neutralizando um ataque do Tondela. Defesa segura entre os postes, aos 63'. Aos 84', desviou um tiro disparado de fora da área com um pormenor técnico que comprova a sua classe. 

 

De Eduardo Quaresma. Terceira partida completa deste central, ainda júnior mas que não se atemoriza por integrar um trio defensivo com um colega que tem o dobro da idade dele (Mathieu, com 36). Impecável no passe, na dobra, no desarme - sem nunca recorrer à falta. Impressiona a maturidade do jovem que há poucos meses dava nas vistas só na Liga Revelação. Em boa hora foi promovido à equipa principal, contribuindo para a nossa boa organização no bloco mais recuado.

 

Da estreia de Nuno Mendes a titular. O lateral esquerdo, que hoje festeja 18 anos e se prepara para ver reforçado o seu vínculo contratual ao Sporting, actuou desta vez desde o início e cumpriu a missão, cabendo-lhe a pesada responsabilidade de substituir o lesionado Acuña. Não se resguardou em terrenos recuados: foi acutilante na pressão ofensiva no seu corredor. E chegou até a levar perigo à grande área do Tondela, numa excelente tabelinha com Jovane da qual nasceu o penálti que originou o nosso segundo golo. Exibição muito positiva.

 

Da aposta na formação. Rúben Amorim fez alinhar oito jogadores sub-23 no onze titular (só Mathieu, Coates e Sporar destoaram). Confirmando assim que, enquanto alguns dos seus antecessores em Alvalade prometiam sem cumprir nesta matéria, ele vai cumprindo sem necessidade de grandes promessas. É preferível assim: o caminho faz-se caminhando, não se faz com proclamações retóricas. 

 

Do bom aproveitamento das bolas paradas. Um golo de livre, outro de penálti. Ainda nos lembramos do tempo, aliás muito recente, em que éramos incapazes de aproveitar estes cruciais momentos de cada jogo.

 

Que o Sporting tivesse somado a sexta vitória consecutiva em casa. E este foi também o quarto jogo seguido sem sofrermos um golo para o campeonato no nosso estádio. Fica o registo: triunfos sobre o Marítimo (1-0), Portimonense (2-1), Boavista (2-0), Aves (2-0), Paços de Ferreira (1-0) e agora Tondela (2-0). Os três primeiros ainda sob o comando de Silas, os mais recentes já com Amorim na liderança técnica. Dez golos marcados e apenas um sofrido. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora treze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses treze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista três vitórias (Aves, Paços de Ferreira e Tondela) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Da ausência de espectadores. Num estádio como o nosso, com capacidade para cerca de 50 mil espectadores, não pode haver qualquer motivo de estrita ordem sanitária que impeça a ocupação de um quinto destes lugares, todos ao ar livre. Os adeptos do futebol continuam a receber um tratamento discriminatório em relação aos cidadãos que usufruem outros espectáculos no mesmo país e na mesma capital que se preparam para receber, já no próximo mês, a "final a oito" da Liga dos Campeões. É inaceitável.

 

Do "caso Mathieu", que afinal não era caso algum. Alguns jornais e certos canais de televisão passaram toda a semana a intoxicar leitores e espectadores com "notícias" sobre um alegado conflito entre o internacional francês e o treinador, não faltando até quem especulasse que o defesa central não voltaria a calçar no Sporting. Afinal não só regressou, na condição de titular, como fez uma partida ao seu nível e até demonstrou boa forma física durante mais de uma hora (deu lugar a Borja aos 75').

 

Do árbitro Manuel Oliveira. Tem nome de cineasta, mas não faz filmes. Só fitas. E fífias. Prejudicando com frequência o Sporting. Hoje deixou por apitar dois penáltis claros: o primeiro sobre Jovane, tocado no pé de apoio em zona proibida logo aos 2' quando fazia uma incursão perigosa no reduto adversário; o segundo sobre Coates, agarrado e derrubado em falta, aos 49', na grande área do Tondela.

Eu sou

No último jogo, frente ao Paços de Ferreira, todos os jogadores se apresentaram com a inscrição «Eu sou» nas camisolas.

Por certo este «eu sou» seria o início de uma frase que terá ficado, propositadamente, incompleta:

“Eu sou o sucessor de Bruno Fernandes.”

Para que a frase ficasse preenchida cada o jogador teria que merecer em campo o restante.

 

Será Jovane Cabral merecedor desse título: o sucessor de Bruno Fernandes?

Pódio: Jovane, Maximiano, Wendel

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Paços de Ferreira pelos três diários desportivos:

 

Jovane: 19

Luís Maximiano: 18

Wendel: 16

Coates: 15

Eduardo Quaresma: 15

Vietto: 14

Acuña: 14

Matheus Nunes: 14

Borja: 13

Rafael Camacho: 13

Nuno Mendes: 12

Plata: 12

Sporar: 12

Eduardo: 11

Francisco Geraldes: 6

 

Os três jornais elegeram Jovane como melhor jogador em campo.

Bruno Fernandes continua a ser importante

Socorro-me das palavras de Jovane, ontem, no final do jogo contra o Paços de Ferreira, em que marcou um golaço e a trave ficou a dever-lhe outro, ambos remates muito fortes:

«Saiu-me bem. Tenho treinado estes lances, tive a oportunida-de neste jogo e foi golo. Estou feliz por isso. Bruno Fernandes? É um exemplo. Ele falou comigo antes do jogo, motivou-me e esta vitória também é para ele. Ensinou-me muita coisa durante os treinos. O meu obrigado».

Bonito, gostei. De ambos, pois Bruno Fernandes também enalteceu o mérito de Jovane nas redes sociais, em comentários que demonstram que acompanha, a par e passo, o Sporting.

Agora segue-se o Tondela, equipa bastante difícil e num estádio silencioso, onde espero Bruno Fernandes continue a estar atento e a incentivar os miúdos que, finalmente, começam a aparecer e a ganhar músculo.

Acabemos bem está época mas, sobretudo, pensemos na próxima limpando o balneário e apostando na formação. É que, para não sermos campeões, ao menos que rentabilizemos os nosso ativos mais promissores. E dinheiro é bem escasso por estas bandas (e nas outras também).

Naturalidade

img_900x508$2020_06_12_23_35_46_948710.jpg

 

As bolas no poste vão dando lugar a golos. Os maus jogadores vão dando lugar aos bons, os velhos vão abrindo espaço para os mais novos. Os assobios vão dando lugar a esperança nesta nova fornada. Os maus resultados vão dando lugar às vitórias.

Tudo natural. Tão natural como tem que ser para o Sporting somar três pontos, por muito que isso custe a quem não gosta de nos ver a ter sucesso.

O barato sai caro

Não há dúvida que, depois duma aposta completamente falhada, o Sporting acertou e foi contratar um jovem treinador de grande potencial. 

Isso é visível no discurso claro e assertivo, na aposta num modelo de jogo estável e coerente, no trabalho visível nos lances de bola parada, na coragem de apostar nos jovens e de sentar os mais velhos quando acha que não estão a render, e na transformação do desempenho de um ou outro.

Quanto ao modelo de jogo, o Sporting está a transformar-se aos poucos numa equipa que conjuga mecanização com imprevisibilidade, que sabe sair a jogar acelerando o jogo pelo centro ou pelas alas, que rapidamente transforma uma recuperação defensiva numa bola em profundidade a solicitar o ponta de lança, que cria perigo nos lances de bola parada. Falta ainda traduzir isso em boas decisões no passe e no remate.

Vemos por exemplo agora um Coates "patrão" na posição central dos três defesas sem ser obrigado a dobras no limite e sem aquelas investidas suicidas pelo campo fora, um Acuña ainda à procura da melhor forma mas que joga concentrado e não vê amarelos, um Wendel a demonstrar uma inteligência de jogo nunca vista e Jovane com espaço a dinamitar a defesa contrária (embora continuando mal no último passe). 

No que respeita aos jovens, e para além de Wendel e Jovane, Max, Quaresma e Matheus Nunes já agarraram a oportunidade e está ali matéria para Fernando Santos a seu tempo se debruçar (imagino que Matheus tenha os requisitos necessários). Camacho luta ainda consigo próprio pela adaptação ao lugar e Nuno Mendes está na calha. Plata perdeu um pouco a embalagem com o confinamento e está a demorar um pouco mais.

Obviamente está tudo ainda em construção, falta ainda ali muita coisa, apostar na juventude tem custos e vamos ter um dia destes o Max, o Camacho ou outro qualquer de novo a falhar e a comprometer o resultado, mas estamos no bom caminho.

Quanto valia o plantel com Silas e quanto vai valer no final da temporada ? Realmente, o barato sai caro.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

Deste regresso da nossa equipa a casa. Mais de três meses depois (o jogo anterior tinha sido a 8 de Março, vitória por 2-0 contra o Aves), o Sporting voltou ao seu estádio, com relvado impecável. Infelizmente sem público: apesar de ser um espectáculo ao ar livre, as autoridades sanitárias e o poder político insistem em manter os portugueses longe dos recintos desportivos. Enquanto nos chamam para teatros, cinemas, salas de concerto, museus, restaurantes, centros comerciais e casinos - tudo à porta fechada. Alguém entende isto? Eu não.

 

Dos três pontos conquistados. Vitória leonina por 1-0, frente ao Paços de Ferreira agora treinado por Pepa - um técnico que costuma mostrar uma animosidade muito especial sempre que defronta o Sporting, vá lá saber-se porquê. Vitória sem contestação da que foi a melhor equipa em campo. Com uma exibição ao nível da conseguida na jornada anterior, em Guimarães (2-2). Vale a pena registar: este foi o nosso sexto triunfo consecutivo em Alvalade.

 

De Jovane. Já tinha sido crucial na jornada anterior, com uma assistência para golo e ao sofrer uma falta que fez expulsar um adversário. Desta vez não teve rival em campo: foi mesmo ele o melhor, fazendo a diferença. Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida. No último minuto do tempo extra (97') esteve quase a repetir a proeza, mas em lance corrido. No entanto a bola, caprichosamente, voltou a embater na trave, agora sem entrar. Ainda (48') ofereceu um golo a Sporar que o esloveno desperdiçou.

 

De Max. Redimiu-se da pálida exibição em Guimarães com uma actuação de grande nível, impedindo o Paços de pontuar. Destaque para quatro grandes defesas, todas na segunda parte: aos 67'; duas vezes aos 79', na marcação de um livre e respectiva recarga; e aos 86'. Impecável, desta vez, a jogar com os pés.

 

De Eduardo Quaresma. Segunda partida de grande nível do benjamim da equipa, o mais jovem central titular de sempre no Sporting. Impecável no desarme, sempre atento e concentrado, resolveu vários lances sem nunca recorrer à falta e demonstrou capacidade também na construção de lances ofensivos pelo corredor direito. Rúben Amorim só pode estar satisfeito com a prestação deste jovem: ainda júnior, Eduardo integra-se bem no sistema de três centrais, ombreando com o veterano Coates (Borja foi desta vez o terceiro elemento, por ausência de Mathieu).

 

De Wendel. Longe ainda da melhor forma, neste seu regresso à equipa após lesão, fez uma dupla bem mais consistente com o jovem Matheus Nunes do que a anterior parceria Battaglia-Matheus (o argentino nem chegou a ser convocado para esta partida). Desequilibra, constrói jogo e abre contínuas linhas de passe no corredor central. Numa destas arrancadas, aos 63', foi ceifado em falta - e da cobrança do livre nasceu o nosso golo. Esteve em campo até ao minuto 83', quando cedeu lugar a Francisco Geraldes.

 

Da aposta na formação. Parece consistente e promete dar bons frutos. Rúben Amorim - ao contrário de técnicos anteriores, que apregoavam as virtudes da formação mas não demonstravam confiar nos jovens - fez desta vez alinhar oito sub-23. Seis de início: Max, Eduardo Quaresma, Matheus Nunes, Wendel, Rafael Camacho e Jovane. E mais dois como suplentes utilizados: Plata (que rendeu o lesionado Vietto aos 43') e o júnior Nuno Mendes, em estreia absoluta na equipa principal (aos 73', e logo com a responsabilidade de substituir Acuña. O caminho faz-se caminhando. Isto é, jogando.

 

Do vídeo-árbitro. Aos 67', o árbitro Rui Costa assinalou uma grande penalidade inexistente favorável ao Paços de Ferreira por alegada falta que Borja não cometeu. Alertado pelo VAR, foi ver as imagens do lance e reconheceu que se tinha equivocado. Sem este recuo ter-se-ia cometido uma enorme injustiça em Alvalade, distorcendo a verdade desportiva. 

 

Da "estrelinha" do treinador. Rúben Amorim, técnico com fama de sortudo, soma agora doze jogos sem perder no campeonato. Só é pena que nove desses doze tenham sido ao serviço do Braga. No Sporting, regista duas vitórias (Aves e Paços) e um empate (em Guimarães).

 

 

Não gostei
 
 

Do empate a zero ao intervalo. Os jogadores recolheram aos balneários deixando uma impressão geral de falta de intensidade, falta de velocidade e falta de perícia no último passe. Desenvolvendo um jogo mastigado, com muita "posse de bola" mas longe da baliza. A pausa fez-lhes bem: o melhor período do Sporting foram os 20 minutos iniciais da segunda parte, coroados no golo de Jovane.

 

De ver a equipa recuar após o 1-0. Em vez de prosseguir o ímpeto ofensivo, procurando de imediato ampliar a vantagem, o Sporting concedeu a iniciativa de jogo ao adversário, que a partir daí se instalou no nosso meio-campo, procurando o empate. Que só foi impedido pela boa actuação de Max. 

 

Da lesão de Vietto.  O argentino saiu aos 42', com fortes dores numa clavícula, após ter sido derrubado em falta num lance em que o árbitro deixou o cartão por mostrar e nem sequer sancionou com livre. Momentos antes, o avançado leonino protagonizara um excelente lance, com um passe a rasgar a defesa, oferecendo de bandeja a Sporar um golo que este desperdiçou.

 

De Sporar  Do oito para o oitenta: de uma eficácia extrema em Guimarães, passou ao lado deste desafio. E nem sequer pode queixar-se de não lhe terem feito chegar a bola em condições. Vietto encarregou-se disso aos 37', Jovane fez o mesmo aos 48' e a seguir foi Acuña a centrar para ele. Esforço escusado: o esloveno parecia não estar lá.

 

Das exibições apagadas de Camacho e Plata.  O primeiro, actuando como um lateral avançado no corredor direito neste sistema posto em prática por Amorim, parece ainda desconfortável nas missões defensivas e ontem foi demasiado trapalhão na metade dianteira do terreno. O segundo entrou desconcentrado e com falta de atitude competitiva, parecendo em má forma física. Passaram ambos ao lado do jogo.

 

De Eduardo. Suplente utilizado, em campo desde o minuto 73', ocupou o lugar de Matheus Nunes, que já tinha visto um cartão (por falta inexistente). Revelou-se uma autêntica nulidade: foi amarelado mal entrou em jogo e distinguiu-se apenas pelos passes errados, que nele são uma espécie de marca autoral. Confirma-se: não tem qualidade mínima para jogar no Sporting.

 

Da ausência de público. Futebol sem assistência ao vivo não chega a ser espectáculo. É uma espécie de atentado ao futebol. De positivo, desta vez, só encontro isto: ao menos não se ouviram assobios aos nossos jogadores num período nada entusiasmante da partida. Se houvesse adeptos nas bancadas, as vaias eram garantidas. Dirigidas sobretudo aos jogadores mais jovens, cumprindo assim uma lamentável tradição em Alvalade. Se assobios ajudassem a vencer jogos, o Sporting era campeão todos os anos.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D