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És a nossa Fé!

A maior anedota

Verifico agora que, no onze ideal do Campeonato do Mundo elaborado por uns supostos "técnicos" da FIFA, figura aquele que foi um dos mais desastrados defesas centrais do certame, responsável directo por vários golos sofridos pela selecção brasileira: David Luiz.

Uma autêntica anedota que cobre ainda mais de ridículo o organismo máximo do futebol à escala mundial. Ainda por cima neste onze não figura aquele que para a FIFA - e só para ela - foi o melhor jogador do Mundial: o apático e apagado Lionel Messi, vulgarizado nas decisivas partidas contra a Holanda e a Alemanha.

Para tornar tudo ainda mais risível, o próprio Blatter vem agora manifestar estranheza pelo troféu concedido ao argentino pela própria instituição a que preside. Uma genuína palhaçada. Compreendo muito bem a reacção de Thomas Müller quando lhe pediram um comentário a esta ridícula "Bola de Ouro" (reproduzo aqui na versão espanhola): «No me importa esa mierda. Somos campeones del Mundo, usted puede meterse el Balón de Oro en el culo."

Cristiano de Ouro - O Rei sucede ao Rei!

Se dúvidas houvesse aí está o prémio mais que merecido para Cristiano Ronaldo,

 

E até eu, que nunca fui grande apreciador dele, ergo a minha taça em sua honra.

 

Parabéns Cristiano!

 

Só que no dia 31 de Outubro do ano passado escrevia aqui um texto em que previa, desde logo, a conquista do troféu de melhor jogador do mundo pelo atleta madeirense.

 

Não, não me considero vidente, mas a postura profundamente patética a que Joseph Blatter se sujeitou publicamente só estragou aqueles que votariam em Lionel Messi transferindo para CR7 as suas escolhas, já que Frank Ribéry sempre me pareceu o elo mais fraco dos três, sem prejuízo dos troféus conquistados pelo Bayern de Munique.

 

Eis um Cristiano coroado uma vez mais Rei do Futebol, precisamente uma semana após o funeral do Rei Eusébio.

 

Também pode ler-se aqui

Plagiando Pessoa

Ó Blatter, Blatter,

quantas das tuas lágrimas afinal

São gargalhadas de Portugal!

Para te tramarmos, quantos golos marcámos,

Quantos filhos da mãe derrotámos!

E quantos golos ficaram por marcar afinal,

Para que não fossemos ao Mundial!

 

Valeu a pena?

Tudo vale a pena

Se o Ronaldite não é pequena.

Quem quer passar além do Brasil

Tem que passar além do ardil.

Cristiano ao mar, o perigo e a FIFA deu,

Mas ele é que ganhou o céu.

O que dizem eles

 

« Os penáltis são uma tragédia, porque escapam à essência do futebol. Torna-se um contra um. Vamos aguardar pelo que a comissão presidida por Beckenbauer pode desenvolver ». 

 

-    Joseph Sepp Blatter    -

 

Observação: Declaração do presidente da FIFA pela vitória do Chelsea, através das grandes penalidades, na final da Liga dos Campeões. O exacto mesmo aconteceu na meia-final entre o Real Madrid e o Bayern Munique e, mais recente, obviamente, no Euro 2012. Não dá para imaginar uma qualquer recomendação que a referida comissão possa apresentar como alternativa plausível. A antiga Liga Norte-Americana de Futebol (NASL) utilizava as grandes penalidades mas de modo diferente. O rematador assumia posse da bola à distância de 30 metros e tinha 5 segundos para rematar. Era permitido ao guarda-redes mover-se dentro da grande área e assim que tocava na bola, o lance terminava. Neste modelo, a vantagem era toda do guarda-redes. O jogador ou remata imediatamente ou tenta fintar, mas se a finta for morosa nunca chega a rematar, especialmente com o guarda-redes, por norma, a vir ao seu encontro. A FIFA, a exemplo de outras inovações implementadas por esta liga, nunca gostou do processo. Um outro cenário que já foi discutido, algures, é reduzir o número de elementos em campo no prolongamento. Em vez de onze, nove, oito ou sete. A «morte súbita» ou «golo de ouro», em que a primeira equipa que marca vence o jogo, durante os mesmos 30 minutos de prolongamento, já foi utilizada e não agradou. Uma hipótese que me ocorreu há muito, teria o número de remates certeiros como factor determinante. Ou seja, jogar-se-iam os 120 minutos como actualmente se faz e a equipa vencedora seria a que mais vezes acertou na baliza durante esse período. O aspecto que mais agrada desta fórmula, é que os jogadores teriam consciência da necessidade de atacar e rematar durante o jogo, caso venha a ser necessário o desempate. Penso que também reduziria imenso as táticas ultra-defensivas.  Admitindo que a FIFA não pretende regressar aos tempos da «moeda ao ar», outras alternativas viáveis iludem completamente. 

O que dizem eles

 

«A tecnologia sobre a linha de golo não é mais uma possibilidade mas sim uma necessidade. O lance demonstrou que o juiz extra não chega para ver tudo».

-    Joseph Blatter    -

 

Observação: Esta declaração do presidente da FIFA vem a propósito do golo que não foi validado à Ucrânia frente à Inglaterra, apesar da bola ter atravessado completamente a linha de golo. Os argumentos para a introdução de tecnologia no futebol são muitos e, de certo modo, válidos, no que à linha de golo concerne, mas não explica como é que o quinto juiz posicionado a escassos metros da baliza, com essa primacial função, não verificou o trajecto da bola. 

 

 

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