No tempo de José Roquette, quando o Sporting ganhou o campeonato, ninguém queria saber quem era o presidente. Os jogadores é que foram aplaudidos e celebrados.
No tempo de Dias da Cunha, quando o Sporting ganhou o campeonato, ninguém queria saber quem era o presidente. Os jogadores é que foram aplaudidos e celebrados.
Bons tempos, em que tínhamos presidentes campeões. E que apesar disso nunca se punham em bicos dos pés querendo ficar em primeiro lugar na fotografia.
Tempos depois houve quem não ganhasse nada e mesmo assim fizesse tudo por aparecer. Até comparações imbecis com o Cristiano Ronaldo serviam para ser notícia, à falta de golos.
Este, que foi o pai da SAD e que quando as acções estavam em alta se pirou de accionista e cuidou de vender todas as acções que detinha; Este, que abandonou a presidência do Clube porque não estava "para se chatear"; Este, que viu construir um estádio sem a porra dum pavilhão para as modalidades e olimpicamente esteve silencioso; Este, que esteve de boca calada quando Soares Franco delapidou o património não desportivo do Clube; Este, que viu o presidente cooptado por Dias da Cunha transformar um clube dos sócios num clube de clientes e esteve de acordo; Este, que viu entrarem e sairem treinadores e jogadores às carradas durante vinte anos e nem abriu pio; Este, que nem tugiu nem mugiu quando o Sporting foi intervencionado pela banca em consequência dos reinados ruinosos de Bettencourt e Godinho, que quase levaram o Sporting à falência e ao desaparecimento, este, vem agora chamar o "senhor Carvalho" de vigarista e admite até um movimento para o retirar da presidência. Vai lá. Vai lá e não leves a manta, logo vês o que te acontece. Realmente, estamos mesmo muito bem servidos de notáveis...