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És a nossa Fé!

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Não é possível defender o desporto, a ética, o fairplay, etc, etc, criticando dirigentes populistas e as suas afirmações “incendiárias” e depois reproduzir toda e qualquer patetice (incendiária) que pessoas que apareceram vindas do nada escrevem nas redes sociais.
Ou bem que jornais e televisões estão do lado do chamado interesse público e assumem um papel de mediador, filtrando o que deve ser ecoado, ou bem que assumem a sua sonsice de uma vez por todas. Ter de gramar o moralismo dos seus diretores e opinadores a advogar que o Sporting deve resolver os seus temas, deve procurar a paz, etc e depois verificar que estão de atalaia a todo o post encharcado de gasolina de figuras que não são nada no clube é uma estranha e equívoca forma de estar na profissão que (especulo) juraram honrar e que tem um código deontológico. 
Infelizmente esta dupla identidade do nosso jornalismo não se restringe à bola.

Sobre o jornalismo actual

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Várias equipas de jornalistas estão em Alcochete, ao portão das instalações. Chegam dezenas de encapuzados, não há imagens. "Disseram-nos para baixarmos as cameras e não filmarmos. O que logo fizemos", dizia, até assertivo o jovem da RTP. "Depois entraram e caminharam cerca de 100 a 150 metros até à ala do futebol profissional", e as equipas de reportagem ficaram, cameras baixas, microfones mudos, ali ao portão. "O grupo esteve cerca de 15 minutos nas instalações" E depois há poucas imagens de um grupo já longínquo retirando-se. De tudo o resto? Nada. Veremos, depois, 17 segundos de uma filmagem com telemóvel, de um profissional do clube no balneário. Apenas isso.

 

É fácil falar de fora (e alguns dirão que nunca arrisquei algo, o que não comentarei). Mas um tipo habitua-se a ver, até de espontâneos, imagens de incêndios, atentados, guerras, catástrofes. E também "directos" inopinados, de coisas patetas (o treinador em férias a chegar ao aeroporto, ficou célebre). Não faltou ali qualquer coisa àquela rapaziada toda? E não falo de difíceis condições de trabalho, estágios, recibos verdes, parcas remunerações ...

Só visto, contado ninguém acredita

Passa da uma da manhã e percorro os jornais desportivos online. A Bola consegue não ter uma única, repito, uma única referência ao caso do anteriormente designado por braço direito de Luís Filipe Vieira, depois assessor jurídico do Benfica e agora já mero colaborador do clube ( já faltou mais para não ser de cá, só ter mesmo vindo ver a bola...). Surreal, a tal cabeça na areia ou o estado de negação. Nem nos tempos da ditadura chegamos a tal silêncio ensurdecedor. Até porque nesse tempo a maioria dos jornalistas tinha honra e lutava por, em cada edição, poder relatar fragmentos da realidade então vivida. Agora, nos jornais desportivos, ou têm amos ou têm medo e calam-se. Que vergonha. Só visto, contado ninguém acredita.

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 Entretanto o Record, para que não se diga que faz fora do penico e para não ficar atrás, na versão online apenas publica uma pequena notícia para chamar à história a figura da juíza, referenciando-a como tendo tido entre mãos dois casos que, como este, nada tiveram a ver com o Benfica, o do túnel da luz e da morte de Ficini...

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 Em suma, mau jornalismo, ardiloso e mentiroso, que não merece o desperdício de um único cêntimo na sua compra. 

Octávio Ribeiro, director do Correio da Manhã

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No "Record" Octávio Ribeiro, director do "Correio da Manhã", escreve um texto execrável sobre Gelson. Ou melhor, a propósito de Gelson, pois, de facto, utiliza a situação protagonizada pelo jogador para dissertar, em modo totalmente populista, com requebros de análise sociológica verdadeiramente retirada de uma cloaca mental, de ignorante que é, sobre a escola pública, seus agentes, sobre a sociedade. E, já agora, secundariamente também sobre o Sporting.  

 

Antes, aqui, já o Francisco Vasconcelos e o Pedro Azevedo aludiram ao texto e o criticaram. O PA salienta, justamente, a bondade do carácter do jogador, notoriamente desafecto ao quadro até demoníaco que o director do CM dele traça, e o quanto isso significa de vergonhoso para o texto e seu autor. E o FV recorda-nos, muito justificadamente, que um texto destes de um jornalista com estas responsabilidades profissionais se articula com o quadro tétrico que o presidente Bruno Carvalho traçou há pouco tempo do estado da comunicação social. E este último aspecto deve ser sublinhado. Pois quando a esta se fazem críticas radicais logo surgem coros (como surgiram há tão pouco tempo) que as dizem inadmissíveis, pois anti-democráticas, adversas à liberdade de informação. E outros "contextualizam" (no sentido de "des-culpam") os constantes desatinos, atribuindo-os às difíceis condições de trabalho, ainda mais nesta era de grandes transformações no mundo da imprensa. E sempre nos recordam a existência de excelência no jornalismo, como se essa fosse capote para a indecência que grassa.

 

Jornalistas boçais e venais sempre houve, como ilustrava Eça de Queirós com o seu Palma Cavalão. Mas o problema é a extraordinária força que hoje tem a comunicação social na construção da opinião pública e o peso que esta tem na vida. Dos clubes, porque estamos aqui no És a Nossa Fé. E no resto todo. E por isso tanto é preciso reforçar a nossa crítica e, quando é o caso, a nossa indignação e o nosso repúdio. Pelos actos pessoais dos jornalistas. E, acima de tudo, pela situação generalizada em que a comunicação social vai indo. Pois não será com a tutela estatal (sempre com um vontadezita censória, diga-se), nem com os morosos e atarefados tribunais que se regula isto: é com a pressão dos clientes, com a recusa, com a denúncia, com o bruáá da rua. Ou seja, com a falta de consumo. Toque-se-lhes nas "bolsas" que eles mudarão de tom.

 

O perverso do texto do director do CM vem também de ele brandir ideias que, bola à parte, muitas pessoas até nem desgostam de ouvir, ou deixam passar, ou até mesmo concordam, nem que seja pela rama: os défices da escola pública, o corporativismo dos professores, a falta de valores das novas gerações, a criminalidade e marginalidade nos subúrbios, a "falta de civilização" (sic) nessas zonas, a qual, ok, não é bem atribuída à raça mas ainda assim deixando implícito que o factor racial não é totalmente alheio, etc., em suma, a inadequação dos pobres. O que pode permitir, até mesmo para os que não gostam do texto (sportinguistas ou não), aquela sensação de que "bem, o homem exagerou, coitado do miúdo, mas até disse algumas coisas acertadas ...".

 

É por isso que boto este postal, na senda dos textos do PA e do FV. Acima de tudo para referir isto: nem todos os pedagogos são democratas e nem os todos democratas são pedagogos. Mas todos os pedagogos (e é à pedagogia que Octávio Ribeiro alude) e todos democratas conscientes confluirão numa reacção diante do abjecto texto do director do "Correio da Manhã". Pois o homem pede um "castigo exemplar" para Gelson. E qualquer pedagogo, bem como qualquer democrata, sabe que um "castigo" nunca deve ser pensado e previsto como "exemplar". Ou seja, um castigo nunca é exemplar. Deve ser adequado ao contexto dos factos, este normalmente pouco ou nada repetível dada a radical imponderabilidade das coisas da vida. Sendo então único, nunca exemplo.

 

Em suma, quando o director do diário que mais vende em Portugal surge a apelar a um "castigo exemplar", e nos pérfidos e preconceituosos termos em que o faz, mostra-nos bem o quão a sua visão do mundo está afastada da democracia e da pedagogia, essa à qual de forma de forma tão canhestra e básica alude. Ribeiro é um mero ignorante "ditatorialista" ("fascista!", clamava-se quando eu era miúdo) .

 

E comprar um jornal com um director destes, consumir os produtos que anunciam num jornal com um director destes, colaborar assim com os lucros de uma empresa com um responsável destes, é, isso sim, ser anti-democrata, em última análise, cúmplice adverso à liberdade de imprensa. E podem estar certos que nenhum político que escreve nos jornais ou é "anunciado  na TV" (como dantes se propagandeavam os piores produtos), nenhum prestigiado académico que escreve nos jornais ou é "anunciado na TV", nenhum jurista que tenha sido director de jornais e que agora só escreva em jornais, que nenhum sindicato de jornalistas, surgirá agora a dizer que este tipo é um populista, adverso à liberdade de imprensa. Para apuparem o Bruno, para isso até deturpando-o, logo surgiram. Agora, entre eles, os que participam na comunicação social, jornalistas ou não, dela vivem, nela se reproduzem? Protegem-se. São, de facto, o Palma Cavalão. Em, imensas, versões clonadas.

Revista de imprensa

Às 15 horas de hoje

 

Manchete do jornal digital Observador:

«Luís Filipe Vieira constituído arguido.»

Manchete da edição diária on line do Expresso:

«Luís Filipe Vieira constituído arguido no caso que envolve Rui Rangel.»

Manchete da edição digital do diário Público:

«Cinco detidos no processo que envolve o juiz Rui Rangel. Luís Filipe Vieira é arguido.»

Manchete da edição digital do Correio da Manhã:

«Luís Filipe Vieira suspeito de tráfico de influências.»

Manchete da edição digital do Record:

«Luís Filipe Vieira constituído arguido.»

Manchete da edição digital do jornal O Jogo:

«Luís Filipe Vieira terá sido constituído arguido por tráfico de influências.»

Manchete da edição digital do jornal A Bola:

«Benfica nega que Vieira tenha sido constituído arguido.»

Amanhã?

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Há jornais que nos habituamos a admirar.

Há jornais nos quais trabalharam pessoas que admiramos e outras que admirámos, destaco aqui o exemplo, o pioneirismo de Manuela Saraiva de Azevedo a primeira mulher portuguesa a ter carteira profissional de jornalismo.

Há jornais que não deviam cometer erros, enfim, errar é humano.

O dérbi não é amanhã... Vitória terá de esperar mas um dia pela Derrota.

 

Última hora! Tudo sobre!

A verdade é que nem Napachacha Sellevava, pelo Rubin Kazan, nem Artur Baptista da Silva, pelo Sporting, negaram a existência de negociações - essa é que é essa...

Todavia, louvado nos meus conhecimentos sobre os meandros da bola e na credibilidade das minhas fontes, ambos nada inferiores ou menos desabonados que as dos papagueadores futeboleiros da TV, estou em condições de assegurar que o Ruiz em causa é o Bryan e não o Alan. Continuemos, pois, a dar a merecida atenção aos orgãos (o intestino grosso é um orgão...) de comunicação social "desportivos."

Jornalismo às avessas

Toda a imprensa desportiva traz hoje na primeira página - mesmo em letras pequeninas - a notícia da detenção de Hermínio Loureiro, ex-presidente da Liga, ex-secretário de Estado do Desporto e actual vice-presidente da Federação Portuguesa de Futebol. Por suspeitas de corrupção.

Toda? Toda não. O inefável jornal A Bola omite o assunto na sua capa. Nada: nem uma linhinha.

Uma autêntica lição de jornalismo, mas às avessas.

Jornalismo ou jornalixo?

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O ódio que a imprensa catalã dedica ao Real Madrid em geral e a Cristiano Ronaldo em particular é tão grande que leva os dois periódicos auto-intitulados "desportivos" lá do sítio a fazer capas como estas, impressas no dia da final da Liga dos Campeões. Ambos a torcerem histericamente pela vitória da turma de Turim.

Tiveram azar, estes imbecis. Não só o Real Madrid venceu: também goleou a Juventus por 4-1. E tiveram mais azar ainda: dois dos quatro golos do campeoníssimo Real foram marcados pelo nosso Ronaldo.

Fica a pergunta aos leitores: entendem que isto é jornalismo ou será mais adequado chamar-lhe jornalixo?

Messi quer vir para o Sporting

Todas as alturas são boas para não ler aquilo que se chamam de "jornais desportivos" (nem são jornalísticos, nem falam de desporto...), mas esta altura é ainda melhor. Começou a "silly season" com "notícias" plantadas pelos "empresários" - são aspas a mais mas isto é tudo o "newspeak" de "1984" em que uma palavra significa o seu contrário.

Só para esclarecer de uma vez por todas como se fabricam "notícias":

O "Record" intitula com "Benfica e Sporting atentos a jovem promessa do Santos" uma peça que começa assim: "Benfica e Sporting, através dos seus intermediários no Brasil, já terão sondado os representantes de Guilherme Nunes..." Tradução: os olheiros de ambos os clubes no Brasil fizeram uma ou duas perguntas ao agente do moço, que é para isso que estão avençados. A fonte desta sensacional revelação é o site a.tribuna.com.br. Vamos lá ver o que diz. Sob o título: "Promessa desperta interesse de três times da Europa" a tónica da "notícia" é posta na atenção despertada no Olympique de Marselha acerca da qual, é dito a dado passo: "O estafe do atleta está ciente do desejo desta equipe do Velho Continente."

"Estafe" né? Se calhar diz-se "istafi" no sotaque santista - ou seja o agente do moço. Pronto, ateou-se a bicha de rabiar e os pategos foram atrás. Também, coitados, é preciso encher chouriços. Vai ser assim durante os próximos meses.

Acordem-me, por favor, só quando começar a pré-temporada.

 

PS - Ainda em tempo: "A Bola" [quadrada?] também dá a notícia, podia lá pssar ao lado de tão tremenda caixa... Grande técncia jornalística: picar o que vem em sites. ***bocejo***

O ódio mais rasteiro

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Há jornais assim. Capazes de pôr o ódio clubístico mais rasteiro acima do primeiro mandamento do jornalismo, que é a expressão da verdade sem preconceitos de qualquer espécie. Veja-se a capa de hoje do diário Mundo Deportivo, que se publica em Barcelona. O título mais destacado - espantemo-nos - fica reservado ao prolongamento por um ano do contrato que liga Iniesta ao maior clube catalão. A meia-final madrilena da noite de ontem vem quase escondida, sob um título carregado de indisfarçável aversão ao melhor jogador do mundo: "Cristiano prolonga o pesadelo". E um "destaque" que assinala isto: "Um hat trick do português, iniciado com um fora-de-jogo."

Exemplo de jornalismo - mas pela negativa. Por cá, infelizmente, também há casos destes. Que ajudam a explicar o crescente divórcio entre leitores e jornais.

Jornalismo desportivo: uma disciplina inexacta!

Vamos lá ver se consigo explicar ao que venho.

Sempre que o Sporting tem maus resultados é notícia em letras garrafais em tudo o que é jornais e plataformas virtuais, como se não houvesse mais nenhuma notícia importante para dar.

Ao invés quando outras agremiações apresentam outrossim maus resultados, as notícias vêm quase em nota de rodapé, tentando não dar realce aos desaires.

Esta diferença de tratamento é tão mais visível quanto maior for a diferença de postura dos agentes desportivos. Todos sabemos que BdC e JJ são o alvo preferido da comunicação social, já que ambos se colocam muito a jeito…

Não quero, de todo, uma atitude de preferência para com o Sporting, por parte da comunicação social. Também não pretendo que branqueiem as situações menos correctas no clube. O jornalismo é a arte de informar e divulgar notícias, unicamente.

É certo que quando olhamos para uma garrafa meia, ela pode estar meio cheia ou meio vazia. E em ambas as situações a visão corresponde à realidade.

Todavia nesta mistura explosiva entre jornalismo e clubismo há (ainda) quem consiga ser equidistante e sério, o que é cada vez mais raro, e há aqueles que jamais percebem que, para se ser bom jornalista não é necessário estar mais próximo deste ou daquele clube.

Sinceramente, custa-me entender a filosofia destes novos tempos jornalísticos.

Transcrevo, aplaudo e subscrevo

Ficaria mal com a minha consciência se não transcrevesse aqui, ainda antes de acabar o dia, um trecho desta excelente crónica de Pedro Santos Guerreiro hoje publicada na última página do diário Record.

Muita gente tem o péssimo hábito de medir todos os jornalistas pela mesma bitola. Isto é tão injusto como aplicar o mesmo critério a qualquer outra profissão. Por isso faço questão, sempre que possível, de remar contra a maré.

O Pedro Guerreiro é um daqueles jornalistas que merecem ser apontados como exemplo.

Aqui fica um excerto da crónica assinada no Record pelo director do semanário Expresso:

«De cada vez que falamos do que supostamente se passa na casa de alguém, expomos esse alguém à indiscrição generalizada e ao julgamento ignorante. Não é por esse alguém ser figura pública que ganhamos o direito a ter as chaves da sua vida privada. Até porque não é só a sua privacidade que invadimos: expomos também a da sua família. Incluindo filhos menores que são gozados nas escolas, amigos e amigas que são xingados nos supermercados, cônjuges que são olhados de lado e pelas costas. Não é uma generalização: isto aconteceu. E nós, se comentamos, se partilhamos, se olhamos, estamos a participar no ataque ao ponto mais vulnerável que qualquer pessoa tem, seja um jogador ou um presidente.»

Transcrevo, aplaudo e subscrevo.

A fábrica das mentiras

Já repararam com toda a certeza que desde o início da época existe uma cadência de "notícias", nitidamente plantadas, sobre o contínuo interesse de diversos clubes europeus, normalmente os chamados colossos, sobre alguns jogadores do Benfica. A avidez de os colocar sob os holofotes é tanta, finanças a isso obrigam, que se prestam ao ridículo ao indicarem que atrás de um miúdo de 17 anos, que por manifesta necessidade, por não ter quaisquer outras alternativas, Rui Vitória teve que lançar por breves minutos, andam esses tais colossos interessados.

Mas atentem na forma ignóbil como se processa e fabrica uma notícia deste tipo; Nas capas dos desportivos lisboetas fez manchete que Pep Guardiola se tinha deslocado ao estádio da luz para observar Grimaldo, seu antigo jogador no Barcelona. Estas capas surgiram depois de José Marinho, um jornalista português e acérrimo defensor do Benfica, ter na sua página do facebook, aberta a todos e de fácil consulta, deixado "cair" essa novidade. Logo depois os desportivos, sem sequer confirmar, tomaram um simples post de um ferrenho adepto do Benfica como credível e deram a dimensão, que o próprio José Marinho queria, a uma putativa presença de Pep Guardiola na Luz. Hoje as notícias correm rápido e esta notícia é desmentida, podem ler aqui

O objectivo inicial foi alcançado, para a história fica que Guardiola quer levar mais uma pérola da formação do Benfica (sim, ele não foi formado no seixal, mas claro que no fim é isso que os benfiquistas vão afirmar, tal como o fazem com Semedo, Éderson, André Gomes, Oblak).

Esta rede nos diversos órgãos de comunicação social é o que permite ao Benfica e aos seus actuais dirigentes passar incólumes a todos os escândalos da sua gestão. Ninguém lhes pergunta pelos estranhos e pouco transparentes negócios que envolvem a "venda" de jogadores, nenhum jornalista questiona que raio estava a fazer Luís Filipe Vieira no estádio de um desconhecido clube da segunda divisão inglesa usando o seu, desse clube, traje oficial. Nenhum jornalista lhe pergunta porque raio manteve um treinador durante 6 (seis) longas épocas e só depois de ele sair é que verificou que não era o treinador indicado para um projecto a longo prazo (bastava uma questão: o que significa para si um projecto a longo prazo no futebol?). Nenhum jornalista, tenho a certeza, o vai importunar sobre afinal que valores é que o Bayern pagou ou não pelo passe de Renato Sanches, o Artista do Dia levanta aqui a lebre.

Hoje o Benfica e a sua actual direcção estão numa redoma, protegidos por jornalistas coniventes com tudo o que se passa ali. Empolam miúdos, fazendo deles uns pseudo craques e que depois acabam perdidos em divisões secundárias, são tratados como lixo portanto. Ninguém quer saber. Como disseram alguns jornalistas questionados no estrangeiro sobre os negócios pouco claros entre benfica/Valência/Atlético /Jorge Mendes: É pá não nos compliquem a vida.

São assim os jornalistas desportivos de hoje; sempre de boina na mão, curvados e com a cabeça bem enfiada nas orelhas, deles. E quando os lemos e ouvimos a destilar um ódio primário contra Bruno de Carvalho percebemos que o nosso presidente os assusta de facto. A recuperação, financeira e desportiva, que trouxe ao Sporting em apenas três anos, deixou-os muito apreensivos. Estavam convictos que o Sporting jamais se reergueria. 

É lidar meus senhores, é lidar.

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