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És a nossa Fé!

Boa sorte, Leonel Pontes

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Ver Leonel Pontes no banco foi uma lufada de ar fresco. Interventivo, quando Keizer era passivo. A corrigir constantemente os jogadores, quando Keizer mantinha aquele ar de enfado de quem espera que o jogo termine rápido para ir para casa sentar-se no sofá. Sem aquela teatralidade algo ridícula de Jorge Jesus, mas gritando quando algum jogador não pressionava ou não defendia. O resultado foi mau, mas o Sporting foi claramente a melhor equipa perante um adversário a defender com 10 jogadores e muita agressividade (sempre à beira da agressão). A equipa decisiva, essa foi a do incrível Jorge Sousa, sempre a deixar os jogadores do Boavista varrer ao soco e pontapé Bruno, Wendel e Bolasie. Falou bem Pontes no final. Expulsar Bruno Fernandes daquela forma é um insulto para o melhor jogador da pobre Liga portuguesa e uma falta de respeito para uma instituição como o Sporting Clube de Portugal. Deveria ser secundado pela direcção. Voltando a Pontes, surpreendeu-me pela positiva. Com poucos dias de trabalho, a equipa fez globalmente um bom jogo e melhorou bastante da 1a parte para a 2a. Dificilmente se poderia esperar melhor, dadas as baixas no ataque (e as carências naquela zona do terreno, fruto de um início de época péssimo em termos de planeamento) e as estreias à força. Tendo em conta a trapalhada que Pontes herdou, deixar dois pontos no Bessa num jogo condicionado pela arbitragem é um mal menor. Se conseguir continuar a fazer crescer a equipa, e se os resultados aparecerem, Pontes pode ser uma boa solução. Boa sorte, Leonel Pontes. E viva o Sporting Clube de Portugal.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 
 

Do empate no Bessa (1-1). Mais dois pontos perdidos no campeonato. Já desperdiçámos sete em cinco jornadas: derrota com o Rio Ave em casa, empates fora com o Marítimo e agora com o Boavista. Já perdemos quase tantos como ganhámos (apenas oito). Este é o Sporting ambicioso e com aspirações a vencer títulos que desejamos? Obviamente, não.

 

Do improviso e do amadorismo. Como se só agora estivéssemos a iniciar o campeonato, no Bessa alinhámos com quatro novos titulares (Rosier, Neto, Plata e Bolasie) num jogo que ficou também marcado pela estreia absoluta de Jesé de verde e branco e da entrada em estreia de Rafael Camacho quase à beira do apito final. Uma autêntica manta de retalhos: a equipa está a ser reconstruida com o campeonato em pleno andamento. Algo impensável, algo inaceitável.

 

Das ausências. Bas Dost já não está, Raphinha e Thierry também rumaram a outros campeonatos. Para cúmulo, Luiz Phellype e Vietto - magoados - ficaram impedidos de disputar esta partida. Fechado o mercado de Verão, com as atribulações que bem sabemos, continuamos sem um médio defensivo de raiz (que Idrissa Doumbia manifestamente não é) e sobretudo temos uma chocante carência de goleadores (agravada pela não inscrição de Pedro Mendes na Liga). Tudo isto só poderia gerar maus resultados. O primeiro foi precisamente este empate no Bessa.

 

De Plata. Enfim, estreia a titular na equipa principal oito meses após ter chegado ao Sporting. Não podia ter acontecido num contexto mais difícil e o jovem internacional sub-21 do Equador acusou a pressão. Jogando muito colado à ala direita, teve uma primeira parte desastrosa, falhando sucessivos passes e sendo presa fácil para a sólida defesa do Boavista, liderada pelo veterano Ricardo Costa. Desfavorecido por ter nas suas costas outro jogador em estreia (Rosier), sem automatismos nem rotinas, pareceu sempre um peixe fora de água.

 

De Wendel. Começou a enterrar a equipa logo aos 5', num lance em que estava claramente desconcentrado, tendo provocado uma falta desnecessária em zona perigosa. Dessa falta nasceu o golo do Boavista, apontado de livre. O brasileiro, afectado pelo lance, foi incapaz de criar desequilíbrios no centro do terreno. Além disso, rebentou fisicamente à hora de jogo, tendo saído já tarde de mais, aos 81'. A seu favor, diga-se apenas que o substituto, Eduardo Henrique, conseguiu jogar pior.

 

De Borja. Somam-se as oportunidades, mas o colombiano continua a desperdiçá-las. Hoje voltou a ser uma nulidade como lateral esquerdo - fazendo-nos ter cada vez mais saudades de um Fábio Coentrão. A tal ponto que o treinador se viu forçado a deixá-lo no balneário ao intervalo, reformulando a ala esquerda ao fazer recuar Acuña enquanto Bolasie alternava com Jesé nas transições do eixo para a ala no segundo tempo.

 

De Jesé. Outra estreia: o espanhol entrou na segunda parte. Alternando entre "avançado-centro", a posição no terreno em que Frederico Varandas garante que ele prefere jogar, e a ala esquerda, onde parece sentir-se mais à vontade, mostrou dois ou três bons apontamentos, embora insuficientes para a fama de que gozou noutros tempos, quando chegou a ser uma das promessas da cantera do Real Madrid. Inadmissível foi ter-se apresentado em Alvalade com quilos a mais, como ficou bem à vista.

 

Da primeira parte. Nos 45 minutos iniciais, só construímos uma oportunidade de golo. Fomos para o intervalo a perder 0-1, sem surpresa para quem acompanhou o jogo. Com um onze em campo lento, previsível, desligado, sem criatividade nem capacidade para abrir linhas de passe nos últimos 30 metros.

 

Da última substituição. Fazer sair Plata aos 88', trocando-o pelo estreante Rafael Camacho, foi algo tão inexplicável como a troca de Acuña por Plata aos 90'+1 frente ao Rio Ave - última decisão em campo de Marcel Keizer como técnico do Sporting. Não era a altura de queimar tempo, antes pelo contrário, nem tal troca podia ser justificada para "refrescar a equipa", tendo ocorrido no momento em que ocorreu. Camacho - que mal tocou na bola - merecia ser lançado no onze leonino noutra ocasião.

 

Das nossas redes, uma vez mais tocadas. Continuamos a sofrer golos, jogo após jogo. Já levamos doze sofridos, em seis partidas oficiais nesta temporada. Mais três do que aqueles que marcámos (nove). 

 

Da estreia de Leonel Pontes. O novo treinador interino do Sporting (o quarto da era Varandas) é o menos culpado deste desaire. Porque recebeu a equipa esfrangalhada e sem rotinas competitivas, como se estivesse só agora na pré-temporada. Mesmo assim, como dizia Napoleão dos seus generais, nestas ocasiões faz sempre falta haver um treinador com sorte. Pontes não a teve neste seu regresso ao banco de treino da equipa principal por onde já passara - também esporadicamente - vai fazer dez anos.

 

Do árbitro. Jorge Sousa, ao contrário do que alguns garantem, é um dos piores profissionais do apito que se arrastam nos relvados portugueses. Hoje voltou a inclinar o campo, claramente, contra o Sporting. Amarelando e condicionando Wendel logo aos 5', por uma falta banal, enquanto deixava Ackah dar sarrafada a Bruno Fernandes, a torto e a direito, sem ser admoestado. Não contente com isso, exibiu o cartão amarelo ao nosso capitão por protestos (mais que legítimos) e à beira do fim da partida expulsou-o por uma falta ofensiva, idêntica a muitas cometidas por jogadores axadrezados sem terem recebido qualquer sanção. Vamos jogar sem Bruno no próximo desafio, frente ao Famalicão: irá fazer-nos muita falta. Árbitros como Jorge Sousa prejudicam o espectáculo desportivo e são nocivos ao futebol.

 

Da classificação. Há duas jornadas, chegámos ao primeiro posto. De repente, tudo parece ter ruído. Caímos agora para a quinta posição. Atrás do Famalicão (com mais cinco pontos), Benfica, FC Porto (com mais quatro) e que o próprio Boavista (com mais um). E o panorama que vai seguir-se não parece ser mais favorável, pois entramos num ciclo de dois jogos por semana.

 

Dos insultos ao presidente. Em casa alheia, o que é ainda mais grave, Frederico Varandas foi injuriado por algumas dezenas de energúmenos que se dizem do Sporting. É o mesmo caldo de cultura que em 2018 originou o lançamento de tochas incendiárias a Rui Patrício num Sporting-Benfica, agressões verbais aos jogadores no aeroporto do Funchal e na garagem de Alvalade, e o miserável assalto à Academia de Alcochete. Estes energúmenos não têm emenda.

 

 

Gostei

 

Do nosso golo. Marcado pelo inevitável Bruno Fernandes, na marcação de um livre, iam decorridos 62'. Tempo mais do que suficiente para conquistarmos os três pontos no Bessa, até porque toda a segunda parte foi de sentido único, com pressão constante sobre a equipa axadrezada, remetida ao seu reduto defensivo. Infelizmente este fluxo atacante não se materializou no tão ansiado segundo golo.

 

De Bolasie. Estreia absoluta do reforço congolês, colocado na posição mais avançada para compensar a ausência de um ponta-de-lança. Bolasie causou muito boa impressão neste primeiro jogo de Leão ao peito. Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos. Começa bem: foi o melhor do Sporting.

 

De Rosier. Outro estreante, o francês causou igualmente boa impressão: é fácil augurar-lhe a titularidade como lateral direito com projecção ofensiva e capacidade de cruzamento. Falta-lhe apurar a forma física: ontem quebrou a meio da segunda parte.

 

Do apoio incessante nas bancadas. Os adeptos leoninos, incansáveis, apoiaram a nossa equipa do princípio ao fim. Refiro-me aos verdadeiros adeptos, que eram a larga maioria, não aos "letais" que só lá foram para lançar impropérios ao presidente do Sporting.

O melhor da jornada

Grande jornada do lexicólogo Jorge de Sousa, portista de gema. Na sexta ajudou a roubar ao Vitória de Setúbal um golo de bola dois palmos dentro da baliza, em benefício de um jogo de sofás da capital do móvel. No Domingo, alto lá que o Rio Ave saía da casca e foi preciso mandar um dos centrais para o balneário mais cedo. Sempre na brecha.

Um abraço ao Stojkovic

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Meu caro Vladimir:

Venho dar-te os parabéns. Foste um enorme profissional, digno da Academia que te formou como atleta - uma das melhores da Europa. Porque evitaste a provocação da besta que ontem se portou contigo abaixo de qualquer nível aceitável por padrões de pessoas civilizadas. Foste contido, resiste à tentação de lhe responder à letra, soubeste portar-te como um cavalheiro perante aquele labrego com idade para ser teu pai e sem categoria para ter insígnias FIFA.

Felicito-te porque, com apenas 20 anos, revelaste uma impressionante maturidade. Eu, no teu lugar, não teria mantido o sangue-frio: o mais provável era devolver ao grosseirão as palavras que lhe saíram da boca com manifesta intenção injuriosa. Claro que receberia logo o cartão vermelho por "linguagem imprópria em recinto desportivo". Ao contrário dele, que ficará impune.

Quero mandar-te um caloroso abraço de apreço e admiração, meu caro. Demonstraste em campo - e o País inteiro comprovou - que és não apenas um desportista com valor mas também um cidadão digno. E se o desporto não serve também para formar excelentes cidadãos falha no essencial da sua missão. Nenhum apito na boca disfarça a ausência de princípios e de classe.

Ética - a linguagem de Jorge Sousa

A linguagem empregue hoje pelo árbitro Jorge Sousa para com o jogador Vladimir Stojkovic, durante o Real Massamá - Sporting B, deveria merecer por parte do Conselho de Arbitragem da FPF um conjunto de acções de formação destinadas a criar um padrão de comportamento dos árbitros no seu relacionamento com os jogadores de futebol.

O caso é ainda mais grave porque Jorge Sousa foi eleito o melhor árbitro da temporada 16/17, tem as insígnias da FIFA e, no dealbar da referida partida expulsou um jogador da equipa leonina, Abdu Conté, por motivos que os comentadores SportTV não conseguiram descortinar e que, tanto quanto se vai lendo, se prenderiam com "palavras".

É certo que Jorge Sousa, segunda o mesma Estação, já se terá retratado das palavras usadas, em telefonema feito a Luis Martins (treinador do Sporting B), o que certamente será uma atenuante no julgamento que se poderia fazer sobre o seu carácter, mas a verdade é que errou e, tal como o jogador leonino expulso, deveria ser penalizado pela Justiça desportiva.

Mais uma vez se insiste: a maior parte dos problemas resultam da falta de regras e procedimentos. A quem interessa isso? Não acredito que o CA da FPF fique contente com o que aconteceu, considero até elogiável o esforço que têm feito de divulgação do protocolo do Vídeo-árbitro e a justificação das decisões tomadas após as jornadas, mas impõe-se uma explicação de Fontelas Gomes sobre esta matéria.

E o nosso auditório, o que pensa destes acontecimentos?

 

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A suta, o trabalho, um ângulo de análise

Convido-os a analisar, detalhadamente, este vídeo.

As pessoas menos habituadas à subtileza da língua portuguesa vão ouvir ali uns palavrões.

Jorge Sousa manda o guarda-redes para a baliza, "vai p´ra suta da baliza" (a suta é um instrumento que mede os ângulos) diz ainda: "estou a brincar com quem? Trabalho! A brincar com quem? Trabalho!" repete com convicção.

A arbitragem é um trabalho.

Mais à frente, neste jogo, Jorge Sousa expulsa o lateral esquerdo do Sporting com um vermelho directo... por palavras.

Vai p' ó trabalho, Jorge; apesar de tudo o Sporting derrotou os fingidores de Massamá (1-2).

Nuno, Pizzi, Jonas e Xistra

O celebrado árbitro Carlos Xistra - convocado para o Benfica-FCP de ontem porque Jorge Sousa, putativo "segundo melhor árbitro português", voltou a lesionar-se - honrou as melhores tradições dos seus pares, deixando Jonas e Pizzi por sancionar com cartões mais que merecidos.

O caso de Jonas é particularmente escandaloso, porque abalroou ostensivamente o treinador do FC Porto na sua área técnica, numa agressão grosseira que todo o país desportivo devia condenar. Nuno Espírito Santo, há que reconhecer, não possui os dotes histriónicos do seu colega Lito Vidigal, que ao mais leve encosto se teria atirado para o chão simulando uma síncope cardíaca ou lesões gravíssimas na caixa craniana. Forçaria assim Xistra a expulsar Jonas, que ontem fazia anos. Seria uma enorme chatice.

Assim só faltou o árbitro cantar-lhe os parabéns a você e ajudá-lo a soprar a vela.

 

Pérolas de Rui Oliveira e Costa (27)

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«Os sportinguistas que me desculpem, mas eu se fosse árbitro não marcava grande penalidade [no lance em que Nelson Semedo desvia a bola com o braço na grande área benfiquista]. Eu se fosse árbitro não marcava. Não assinalava. O árbitro só pode marcar se houve intencionalidade!»

Ontem, na RTP 3, analisando um lance em que até vários benfiquistas e portistas consideram ter havido falta que merecia ter sido punida com castigo máximo

Os penáltis que só o árbitro Sousa não viu

Rescaldo do Benfica-Sporting, esta noite na TV:

 

Alexandre Pais (comentador, Record)

«Assim se conclui que o Sporting não merecia ter perdido e que tem motivos de queixa do árbitro? Sem dúvida.»

Bernardino Barros (comentador, TVI 24)

«Duas grandes penalidades por assinalar. O primeiro lance foi ainda mais grave porque penalizou duplamente o Sporting: foi na sequência desse lance que surgiu o golo do Benfica em contra-ataque. Má arbitragem de Jorge Sousa, que adulterou o resultado.»

Dani (comentador, TVI 24)

«Pizzi tocou na bola com o braço. (...) Nelson Semedo pôs o braço na bola. Foram grandes penalidades.»

David Borges (comentador, SIC Notícias)

«Parece que a mão direita de Pizzi toca na bola. (...) O braço de Nelson Semedo alarga-se, pode haver grande penalidade.»

Duarte Gomes (ex-árbitro, SIC Notícias)

«Não é normal o mesmo jogador, na mesma jogada, tocar na bola duas vezes. Num segundo momento, Pizzi parece controlar a bola com o braço direito num movimento deliberado. Pareceu-me penálti. Depois o Nelson Semedo usa o braço para cortar a bola. Outro penálti por marcar.»

Joaquim Rita (comentador, SIC Notícias)

«O movimento de Nelson Semedo amplia a zona de impedimento de progressão da bola. Do meu ponto de vista é penálti, claramente. Também no outro lance [de Pizzi] houve uma grande penalidade por marcar contra o Benfica.»

Jorge Faustino (ex-árbitro, TVI 24)

«É inequívoco que é penálti [de Pizzi] e o árbitro não podia ter deixado de ter visto o lance.»

José Guilherme Aguiar (comentador, SIC Notícias)

«Ficaram dois pontapés de penálti por assinalar. O árbitro teve influência no resultado devido a estes dois erros graves que aconteceram.»

Luís Pedro Sousa (jornalista, Record)

«O Sporting não teve a sorte do jogo e foi penalizado pelas decisões mais importantes de Jorge Sousa.»

Manuel Fernandes (comentador, SIC Notícias)

«Tanto o Benfica como o Sporting não mereciam uma arbitragem desta natureza. No lance do Pizzi, ele [Jorge Sousa] está de frente; no lance do Nelson Semedo ele está no enfiamento, sem ninguém à frente. Os penáltis são flagrantes.»

Marco Ferreira (ex-árbitro, Record)

«Nelson Semedo cortou a bola com o braço direito, dentro da área do Benfica. Apesar de ter o braço junto ao corpo, o lateral direito dos encarnados fez o movimento deliberado em direcção á bola, quando procurou impedi-la de chegar à baliza.»

Miguel Guedes (comentador, RTP 3)

«O Sporting foi prejudicado neste jogo. (...) No primeiro lance parece-me evidente que Pizzi está a olhar para a bola e se não ajeita da primeira vez com o braço ajeita da segunda vez com a mão.»

Pedro Sousa (comentador, TVI 24)

«As grandes penalidades são evidentes. Claro que tiveram influência no resultado.»

Rodolfo Reis (comentador, SIC Notícias)

«É um grande penálti! [Pizzi] tem as mãos abertas, faz volume, a bola bate-lhe, ele domina-a, é penálti.»

Rui Pedro Brás (comentador, TVI 24)

«É penálti claríssimo [de Nelson Semedo], sem espinhas. Erro grosseiro da equipa de arbitragem.»

Rui Santos (comentador, SIC Notícias)

«O segundo lance é indiscutível: há um abrir do braço do Nelson Semedo e, portanto, há claramente a intenção de jogar a bola com a mão.»

Vítor Serpa (jornalista, A Bola)

«Há dois lances para penalty na grande área do Benfica. E se, no primeiro, de Pizzi, ainda se admite a interpretação, embora errada, do árbitro, no segundo, de Nelson Semedo, não há lugar a qualquer dúvida.»

Texto actualizado

O dia dos Jorges em 5 pontos

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1- Jorge Sousa rouba o Sporting em 2 penalties, sendo que um deles dá inicio à jogada do primeiro golo do Benfica.

2 - Rui Chorão Pinho curiosamente hoje não quer falar de anti jogo e do árbitro.

3 - Parece que André Ventura sempre sabia alguma coisa, o que lhe dava tanta confiança.

4 - O Sporting teve uma primeira parte pobrezinha e uma ineficácia preocupante

5 - Jorge Jesus mexe mal na equipa ao tirar Bruno César e  Bas Dost e precisa claramente de 2 laterais como deve ser.

A caixa de pandora

Não acham que ao pedir a Jorge Sousa para reapitar o jogo Sporting vs Benfica, a FPF está a abrir um precedente muito perigoso, ou sou só eu?

Dúvida 1: Se um clube reclamar sobre um penalti não marcado a seu favor e o árbitro for chamado a reapitar o jogo e considerar que se enganou, repete-se o lance ou é de imediato considerado golo a favor do reclamante? Se por consequência desta decisão o resultado se alterar, será este validado?

Dúvida 2: Se um jogador que não foi admoestado for considerado infractor pelo árbitro nesta reapitação do jogo e merecer a expulsão, a equipa do putativo infractor perde por falta técnica, já que deveria ter jogado o resto do jogo com menos um elemento, ou repete-se o restante tempo nesta nova situação?

Dúvida 3: Perante esta salgalhada toda, não seria de avançar, rápido e em força, para as novas tecnologias, em socorro dos árbitros?

Se tiverem mais dúvidas, força!

Tribunal unânime: penálti perdoado ao Braga

Os especialistas em arbitragem do diário O Jogo não têm dúvidas: ficou um penálti por marcar ontem no Sporting-Braga, aos 64', quando o braço do bracarense Ricardo Ferreira desviou a trajectória da bola.

Eis as opiniões:

Jorge Coroado: «Motivo bastante para penálti. Ricardo Ferreira jogou a bola com o antebraço direito, ficando com ela dominada. Penálti mais evidente que o assinalado [aos 57'].»

Pedro Henriques: «Embora o árbitro considere que o remate foi a curta distância, Ricardo Ferreira é deliberado a movimentar o braço. Infracção passível de penálti.»

José Leirós: «Lance duvidoso, num movimento de braço direito a rodopiar, impedindo que a bola seguisse a sua trajectória, dominando-a e jogando-a. Grande penalidade por assinalar.»

 

Mas não foi só O Jogo a considerar que o árbitro Jorge Sousa perdoou um penálti limpinho ao Sporting. Outro diário desportivo, A Bola, é da mesma opinião:

Hugo Forte: «Ricardo Ferreira tem o braço afastado do corpo quando toca a bola dentro da área, por isso havia razão para a marcação da grande penalidade. Decisão errada.»

Miguel Cardoso Pereira: «Fica por assinalar um penálti a favor do Sporting, por mão na bola de Ricardo Ferreira (65') - se se mantivesse o critério que terá sustentado o primeiro penálti, portanto.»

 

E como não há dois sem três, igualmente o Record não tem dúvidas: Jorge Sousa prejudicou a nossa equipa ao deixar por marcar aquela falta dentro da grande área bracarense.

António Magalhães: «Ricardo Ferreira tem o braço aberto e é com ele que impede o passe de Montero para Ruiz. Jorge Sousa entende como fortuito e não aplica o critério do lance anterior.»

Inadmissíveis

«Jorge Sousa não esteve bem na sua deslocação à Madeira para dirigir o encontro entre o Nacional e o FC Porto, usurpando dois castigos máximos à equipa de Manuel Machado: um por mão de Marcano e outro por falta clara deste jogador sobre João Aurélio, erros inadmissíveis para um árbitro internacional.»

Joaquim Campos, ex-árbitro internacional, no Record de hoje

Admissão de culpa

O árbitro do jogo Sporting-benfica, Jorge Sousa teve nota negativa. Não posso estar mais de acordo. Os lances em que errou fora tantos e tão graves que é certeira a avaliação que o observador realizou. Dois penalties claros por assinalar a favor do Sporting, agressões de jogadores do benfica não sancionadas a jogadores e ao treinador adjunto do Sporting, mancham de forma clara a actuação de Jorge Sousa neste jogo onde o Sporting eliminou de forma justa o benfica apesar destes erros de arbitragem.

Quem os viu e quem os vê

A estratégia do Benfica, após seis derrotas em jogos oficiais quando ainda estamos em Novembro, girou 180 graus. Como é bem patente nas intervenções de representantes encarnados nos debates televisivos.

No rescaldo do Sporting-Benfica isso ficou mais evidente que nunca: os mesmos que ainda há pouco não desperdiçavam uma ocasião para enaltecer a competência dos árbitros portugueses estão agora na primeira linha dos queixumes contra a arbitragem.

E fazem-no em total sintonia, sem discrepância de qualquer espécie. Como se percebe nestas transcrições inflamadas contra os homens do apito:

 

João Gobern (Trio d' Ataque, RTP 3): «Um dia destes vamos ter que criar uma medalha, um prémio, uma distinção, umas férias pagas em qualquer lado, ao primeiro árbitro que marcar um penálti contra o Sporting. Até agora, nada. (...) Nos três jogos com o Sporting o Benfica foi sonegado de três grandes penalidades!»

Rui Gomes da Silva (O Dia Seguinte, SIC Notícias): «O escândalo que foi esta arbitragem! (...) Jorge Sousa teve má fé.»

Pedro Guerra (Prolongamento, TVI 24): «Todo o País já percebeu que o Sporting está a ser beneficiado por decisões de arbitragem e conseguiu passar a eliminatória da Taça de Portugal graças a decisões de arbitragem. (...) É preciso dar um murro na mesa!»

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