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És a nossa Fé!

Crónica do anunciado

Não é uma "morte", termo demasiado. Mas é uma demissão anunciada. Desde a sua ... excêntrica contratação. O Sporting tem uma "chicotada psicológica" após a 4.ª jornada, demitindo um treinador que estava em funções há quase um ano. Isto é uma derrota estrondosa de quem fizera, porque julgando-se iluminado, tão ... excêntrica contratação. Já o botei aqui, há meses, naquela convulsa altura Varandas deveria ter sido prudente, a isso o obrigava a situação do clube, a situação do plantel, a situação financeira. Quis inventar, quis "mostrar-se". Espalhou-se ao comprido, e bem. A  soberba tem destes problemas, impede de ver o óbvio. 

Agora trata-se de não se pensar que "a cadeia de comando é sagrada". Pelo contrário, aconselhar-se (e parece que Jorge Mendes irá ter uma palavra nisto, fica óbvio nestas maquinações de "mercado") com quem sabe. Posto de outra forma? Que tenha juízo o nosso doutor.

O princípio da maior "inFélixidade"

Há sempre imponderáveis numa aquisição, não há filosofia que nos ajude.

Compramos uma máquina de lavar loiça e encrava o compartimento da pastilha.

Compramos um ar condicionado e da primeira vez que se liga cai um fio de água no interior da casa, uma pequena cascata.

Compramos uma torradeira e temos de a virar ao contrário para sair o pão.

Compramos um jogador por 127 milhões e passados 27 minutos ele manca.

(não se preocupem com os meus electrodomésticos, estavam todos na garantia, troquei-os, comprei produtos de melhor qualidade)

Mais uma ficha, mais uma volta

Está por horas, parece, a maior venda de um jogador português. Os tão falados 120 milhões que o Atlético Madrid vai depositar para levar João Felix, vão bater, por larga margem, o valor pago pelo Bayern Munique por Renato Sanches. Muitos questionam-se sobre esta venda, e outras anteriores, patrocinadas sempre e em exclusivo por Jorge Mendes, o denominado super agente e os clubes que orbitam à sua volta. Invariavelmente uma venda por estes montantes poderia levar a que se questionassem outras compras, que não estando directamente ligadas, deviam levar alguém a tentar entender o porquê das mesmas serem uma reação à primeira venda.

O negócio de um agente assenta na rotatividade dos jogadores que representa. Porém Jorge Mendes, fruto do seu poderio financeiro e da vontade de investidores mundiais em ter acesso ao apetitoso mercado europeu de venda e compra de jogadores, atingiu um patamar onde aliou, a rotatividade de jogadores com o controlo efectivo sobre a política de compra e venda de jogadores de alguns clubes europeus. Presumo que Jorge Mendes, num determinado momento da sua profícua carreira de agente, percebeu que seria mais rentável ter um conjunto de clubes europeus que pudessem participar na montagem desta nova forma de transacionar passes de jogadores. Desta forma Jorge Mendes poderia assegurar aos clubes interessados o acesso, quase em exclusivo, a um conjunto de jogadores, fossem ou não agenciados por ele. Há, claro, um preço a pagar: os passes dos diversos jogadores foram inflacionados, tanto na compra como na venda, o que permite ao empresário não só um quase monopólio nos maiores negócios entre clubes, como também arrecadar avultadas comissões pelas transacções efectuadas. Negócios são negócios e cada um tenta sempre obter o melhor proveito, neste caso financeiro e desportivo. Mas não deixa de ser curioso que a Uefa acompanhe de certa forma este novo modelo de negócio, incentivando-o até. Desde a época anterior os prémios da liga dos campeões aumentaram de forma substancial. Ao promover este enorme buraco entre os clubes que participm na liga dos campeões e os que são relegados para a liga europa, a Uefa cava um fosso de proporções gigantescas entre clubes. Embora o futebol sejam sempre 11 contra 11 e orçamentos não ganhem por si jogos, torna-se evidente que com este modelo da Uefa vai ser cada vez mais difícil aos clubes que não participem de forma regular na Liga dos Campeões competir com aqueles que o fazem regularmente. A opção imediata consiste em associarem-se a modelos de compra e venda de passes de jogadores como o descrito de Jorge Mendes. Esta divisão que a Uefa fomenta origina que os grandes clubes europeus consolidem ainda mais o seu estatuto e dificulta enormemente que clubes médios possam almejar ser uma presença assídua na maior competição europeia de clubes a nível mundial.

Importa pois saber se o Sporting aceita entrar neste carrocel. A notícia da vinda de um jogador chinês por empréstimo do Wolverhampton para a equipa sub-23 leva-nos a concluir que entrámos. Só assim se explica que este jogador chegue ao nosso clube. Por muito que seja tentador conseguir efectuar vendas de jogadores por valores claramente inflacionados, convém que esta direcção esteja consciente que há sempre o reverso, isto é, seremos sempre obrigados a comprar também jogadores, independentemente da sua valia desportiva, por valores também eles inflacionados. Veja-se aliás o caso do Benfica: ainda não vendeu João Félix, mas já adquiriu o passe de dois desconhecidos por 20 milhões de euros. Jogadores esses que tinham sido vendidos pelo Sporting de Braga por cerca de 26 milhões de euros, num negócio que apenas se justifica, não pelo valor desportivo dos jogadores, mas sim como consequência de outros negócios. Certeza só há uma: quem ganha sempre é Jorge Mendes.

É este modelo de gestão desportiva e financeira que queremos para o Sporting?

Tolerância zero

Não "toco" de assobio, mas alguém chamou a atenção para o negócio Gelson Martins.

Gostava que todos quantos aqui vêm e todos os sportinguistas, já agora, analizassem este negócio e retirassem as ilações que dele há a retirar e que o comparassem com anteriores negócios de outros jogadores, "saídos e entrados". Com percentagens de passes e com valores envolvidos, etc.

Não conheço os termos do acordado, mas pelo que leio na imprensa, parece-me um mau negócio, ou se quiserem um negócio por verbas abaixo do valor de um atleta (Gelson) e muito acima do valor de outro (Vietto), que recordo, veio apenas, passe a imagem, com uma perna (50% do passe). Gostava sinceramente, para bem da transparência, que se conhecessem todos os contornos deste acordo, recordando que Sousa Cintra recusou no Verão passado 22 milhões por uma percentagem de entre 60 a 70% do passe, mais 10 milhões por objectivos. Pergunta para queijinho: Em quanto foi valorizado Vietto neste negócio e o que terá mudado desde que o presidente do Sporting bateu com a porta e exigiu 105 milhões pelo jogador?

 

Nota: Apenas comparações com negócios semelhantes, não venham com flops e outros que tais e conversa fiada. Exemplos concretos por favor e semelhantes.

Leituras

 

«A caça desenfreada ao Leão

Peço agora ao leitor que percorra a lista dos jogadores em cujos direitos o QFI investe. Irá descobrir que são quase todos do Sporting. Alguns destes nomes já surgiram nas páginas dedicadas ao Sporting Portugal Fund e, por isso, trata-se de jogadores que num determinado momento da sua carreira estiverem sob o controlo de três operadores diferentes: Sporting Portugal SAD, SPF e QFI. Os jogadores são: Filipe Chaby, Fabián Rinaudo, Ricky Van Wolfswinkel e Diego Rubio. Além destes, também existem jogadores em quem apenas o QFI investe: Tobias Figueiredo (o mesmo que foi mandado para o Reus), Marco Torsiglieri, João Mário, Cristian Ponde, Stijn Schaars e Eric Dier. Tudo isto acontece quando o Sporting já é não a cabeça-de-ponte para a conquista de Lisboa no quadro de uma guerra contra o Benfica e José Veiga. Neste momento, Veiga já foi abatido e o Benfica conquistado. Entre 2010 e 2013, o Sporting é só mais um clube que não faz qualquer oposição às vontades de Jorge Mendes. E vê o seu património técnico e económico reduzir-se cada vez mais. Contudo, há dois momentos de mudança: a confusão gerada pela transferência de Elias Mendes Trindade, médio brasileiro; e a eleição de Bruno de Carvalho, personagem completamente hostil a fundos e a terceiros, como presidente do clube leonino. Estamos em Março de 2013 e, naquele momento, inicia-se a viragem de cento e oitenta graus na atitude do Sporting nas relações com Mendes.»

 

In: RUSSO, Pippo - A orgia do poder : a história não contada de Jorge Mendes, o patrão do futebol mundial. 1ª ed. Lisboa : Planeta, 2017. pp. 346

O príncipe do nada

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Não é a primeira vez que me refiro neste "blog" ao desempenho de Renato Sanches, faço-o para desmontar uma máquina de propaganda que começou em Portugal mas que, neste momento, vai estendendo os seus tentáculos até à Alemanha. O Bayern tenta livrar-se do barrete que enfiou e este folclore, estes prémios fazem parte.

Antes de continuar, esclareço que o título do "post" está relacionado com um poema de Sérgio Godinho, chamado Maré Alta, concretamente, com o verso: "aprende a nadar, companheiro".

Vejamos então se Renato sabe nadar e para isso recuemos à época anterior.

Na época passada representou duas equipas: o Benfica B e o Benfica, o primeiro esteve quase a descer de divisão (só não desceu devido a mais uma golpada de secretaria, desta vez envolvendo o Farense. Desportivamente, com os resultados conseguidos dentro das quatro linhas, descia de divisão) o segundo venceu a Liga da forma como sabemos, sem praticar o melhor futebol, sem ser superior, nem ao Sporting, nem ao Porto, nos confrontos directos. A vitória nessa Liga está a ser investigada pela Polícia Judiciária.

Na selecção nacional não participou em nenhum jogo da fase de apuramento mas foi passear a França, onde o seu grande momento é no jogo da final, foi substituído para entrar Éder.

Desde essa substituição não voltaria a calçar na selecção.

Vejamos, agora, qual tem sido o percurso de Renato Sanches no Bayern München (BM).

Parece claro que nos jogos mais complicados, Renato não joga, foi assim com o Werder Bremen, com o Hertha e com o Atlético de Madrid, nesses jogos o BM marcou dez golos e não sofreu nenhum.

Nos outros seis jogos do campeonato alemão e nos restantes dois da "Champions", Renato jogou mas sempre como titular substituído ou como suplente utilizado, Ancelotti não confia nele para os 90' e os números dão razão ao treinador.

Nestes oito jogos em que participou (exceptuando um que referirei mais à frente) o desempenho do BM foi sempre pior ou igual com Renato em campo. Há jogos, por exemplo, com o Hamburger SV que Sanches é substituído aos 61' com o resultado em 0-0, o futebol do BM melhora com a entrada de Vidal e vence o jogo.

Importa realçar que o melhor jogador europeu sub-21 da Europa em oito jogos (incompletos, é certo) não marcou nenhum golo, nem fez nenhuma assistência; o que nos leva ao tal jogo (o único) em que o futebol do BM melhorou com a entrada do "golden boy", foi no Allianz Arena, no dia 13 de Setembro, o BM recebia os russos do Rostov.

Renato entra aos 71', ainda a tempo de ver Juan Bernat ampliar a vantagem de 4 para 5-0.

Era o jogo ideal para Renato Sanches brilhar, mais uma vez ficou a ver os colegas brilharem, nesse dia foi o defesa esquerdo espanhol, um desconhecido para a maior parte de nós que saiu do banco para fazer uma assistência (para o 4-0 de Kimmich) e marcar o quinto a passe de Ribéry.

Conclusão, A Bola pode fazer as capas que desejar, chamar-lhe "Príncipe" na capa e "Menino de Ouro" na pág. 2, pode atirar pedras ao Record (pág. 3) Renato foi primeiro para 20 das 30 referidas publicações e só quatro deixaram-no de fora [sic]: Sport Foot Magazine (Bélgica), Komanda (Ucrânia), Fanatik (Turquia) e Record (Portugal)" que isso não vai mudar para melhor o desempenho do jogador.

Quanto a Renato Sanches desejo que consiga provar em campo as imerecidas honrarias que tem conquistado fora dele; aprende a nadar, companheiro.

O derby do Mendes

No sorteio do play-of de acesso à fase de grupos da liga dos campeões, deu-se o curioso facto de duas equipas pertencentes suportadas apoiadas por Jorge Mendes defrontarem-se entre si. Mónaco e Valência, titulares de cheques pré-datados de 15 milhões de euros, têm que decidir quem pode este ano aceder aos milhões da Liga dos Campeões. O prémio será poderem entregar mais um cheque a quem Mendes ordenar, porque dívidas são sempre para ser pagas.

 

PS: Chega-me agora a informação que Jorge Mendes, interrompendo, contrariado, a sua lua-de-mel, ordenou à Uefa, e cito, "que por sua decisão soberana, de rei, Mónaco e Valência sejam ambos, os dois, apurados para a fase seguinte."

Cumpra-se.

A podridão

Bem haja Manuel Cajuda, por não ter papas na língua e explicar como se manobram os bastidores na FPF .

Um vice-presidente perguntou-me se eu conhecia alguém importante no Espírito Santo, depois perguntou-me se eu era amigo de um determinado empresário e se tinha alguma coisa com uma marca de equipamentos. Disseram-me que em princípio não seria o seleccionador nacional"

 

Negociatas (2)

Por vezes surgem notícias que nos deixam, no mínimo, com a pulga atrás da orelha.

De acordo com o site oficial do Mónaco, o Rio Ave, sim o Rio Ave, emprestou-lhes um jogador. O Mónaco, clube que este ano, entre outros, comprou os passes de João Moutinho, James e Falcão, investimentos de muitos milhões, veio pedir por empréstimo o jogador Fabinho ao Rio Ave, sim ao Rio Ave.

Curiosamente, ou talvez não, este mesmo jogador já tinha sido o ano passado emprestado ao Real Madrid, sim ao Real Madrid, pelo... isso, pelo Rio Ave. Além de parecer inverosímil que um clube da dimensão e com o actual poderio do Mónaco ande por Portugal a pedir jogadores emprestados, mais estranho é o Rio Ave ter no seu plantel um jogador pretendido por grandes clubes europeus e que não parece ter muito a dizer na gestão da sua carreira. A Uefa, tão ciosa do seu poder e das suas regras de fair play, não estaria interessada em perceber este tipo de negociatas? Pode começar pelo mais fácil: Falar com Jorge Mendes, agente deste até agora desconhecido mas promissor jogador. Estas negociatas fazem-se a troco de quê? E o Rio Ave, que papel tem nisto tudo?

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