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És a nossa Fé!

Da idolatria

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Reparem no que acaba de acontecer no Brasil: em dois dias consecutivos o Flamengo conquistou a Taça Libertadores e sagrou-se vencedor do campeonato desse país. Em ambos os casos pondo fim a jejuns muito prolongados.

Na hora de celebrar estes triunfos, quem foi vitoriado e aplaudido com toda a energia do mundo pela massa adepta? Os jogadores do Fla, como Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta, Diego Alves, Arão e Rafinha. E, claro, o treinador Jorge Jesus.

Viram alguém andar com o presidente do clube ao colo? Claro que não: os dirigentes, nestes momentos, ficam sempre em segundo plano. As estrelas não são eles, mas os artistas do relvado e quem os orienta nos treinos e nos jogos.

É uma anomalia haver quem pense e aja de maneira diferente, idolatrando presidentes e relegando os jogadores para o fim da fila. Só vejo disso em Portugal.

Dum Jorge a outro

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Em pouco mais de um ano e com quatro treinadores de permeio (um deles vencedor de duas taças), o futebol do Sporting passou do comando do Jorge da esquerda para o Jorge da direita, um Jorge naturalmente menos experiente, menos credenciado, bem mais barato, e também menos habilitado para a função, não cumprindo sequer os mínimos exigíveis.

Pelo que se sabe, e profissionalismo à parte, são adeptos do Sporting desde há muito, que vieram bater à porta do clube para integrar as camadas de formação, o mais velho até integrou a primeira equipa, depois fizeram a carreira em clubes menores, o mais novo chegou à selecção nacional.

Dizem que Jesus quando começou a treinar tinha Cruijff como grande referência, não faço ideia qual é a referência de Silas. Tendo tido Jesus como treinador, e para além das diferentes personalidades e estilos de liderança, seria natural encontrar pontos comuns no trabalho dos dois, filosofia de jogo e consequentemente reflexo nas exibições e resultados alcançados.

Muito estranhamente, pelo menos para mim, quanto mais vejo este Sporting de Silas e me recordo do Sporting de Jesus, mais concluo que quase nada há de semelhante. 

Muito ao contrário de Jesus, Silas:

1. Não tem modelo de jogo nem onze base definido, é sempre uma surpresa saber como e com quem o Sporting vai jogar. Parece que nos poucos jogos que Silas tem à frente do clube já conseguiu apresentar oito sistemas tácticos distintos, e já tiveram minutos quase todos os jogadores do plantel mais uns quantos da equipa sub-23. É a formação "on-the-job" levada ao extremo, mas Silas fala em aumento da competitividade do plantel. Com Jesus o sistema era aquele e o núcleo duro jogava sempre ou quase sempre.

2. Não valoriza a função de ponta de lança, prefere avançados móveis, o único de que dispõe no plantel é substituido mesmo quando tem de ganhar o jogo. Com Jesus os pontas de lança jogam sempre e valorizam-se inacreditavelmente (Cardozo, Slimani, Bas Dost, Gabigol).

3. Não valoriza os craques do plantel e não os responsabiliza pelos resultados, antes prefere o colectivo e o respeito pela estratégia de jogo que vai na sua cabeça. Vide as declarações depois da derrota de Alverca.

4. Enquanto Jesus chegou ao clube, impôs um peso-pesado para controlar as "primas-donas" do balneário, mas respeitou a competência do Nelson como treinador de guarda-redes, Silas chega e traz a sua "corte", tanto ou mais inexperiente como ele e que deverá sair em bloco no mesmo dia, Beto fica onde está mas coloca Nelson de parte. Renan chega assim ao seu terceiro treinador em pouco mais dum ano... Magnífico para a sua evolução. Como não se conseguiu livrar de Gonçalo Álvaro, parece que contamos agora com dois preparadores físicos (!!!).

5. Chama aos trabalhos muitos jovens dos sub-23 e dá minutos a alguns, sem se perceber se está a resolver os problemas do presente ou a preparar o futuro. Ou a queimar os jovens num momento em que a equipa não tem condições de os ajudar (vide Rodrigo no jogo com o Belenenses). Jesus escolhia previamente a quem queria dar atenção, e os outros era melhor irem tratar da vida para outro lado (Dizem que terá dito qualquer coisa parecida como se Francisco Geraldes andava a estudar, que tirasse o curso primeiro e depois que viesse jogar à bola), poucas ou nenhumas oportunidades decentes dispunham. 

Além disso ou em consequência disso tudo, a verdade é que Jesus chega aos clubes e põe no imediato as equipas a jogar bom futebol: aconteceu isso no Sporting e revolucionou em quatro meses o Flamengo. Silas chegou e pôs o Sporting a jogar sistematicamente mal, nalguns momentos horrivelmente mal. De alguma forma os resultados, apesar da eliminação na Taça, com algumas vitórias conseguidas sabe Deus como contra equipas menores, têm vindo a mascarar esta realidade.

Silas lamenta-se com a falta de tempo para treinar e para pôr a equipa a jogar à sua maneira. Mas... qual é a sua maneira ? Não faço a mínima ideia. Se alguém souber que me diga.

Concluindo, pensava eu que tinha vindo para o Sporting um Jorge mais novo, menos teimoso, mais flexivel nas relações com os jogadores, mais inspirador, mais comprometido com o clube, e veio... Jorge Silas.

Obviamente este é o momento mais alto da carreira de Jorge Jesus (Mais uma vez parabéns, Jesus), o momento mais baixo se calhar foi a desgraçada final do Jamor perdida pelo Sporting, e é fácil endeusá-lo (como fizeram com a imagem do Redentor) esquecendo os seus defeitos e o que foi o seu percurso no Sporting. Para o Sporting, Jesus é passado. Mas quando quisermos discutir o presente e perspectivar o futuro, inevitavelmente nos iremos lembrar do último treinador que nos fez sonhar quase até ao fim com a conquista do título. Só que Bryan Ruiz não fez como o Gabigol.

 

PS: Não sei o que aconteceu à outra versão, esta saiu assim sem grandes acabamentos, espero que gostem e conto desde já com os vossos comentários.

SL

Cheira-me que vive os dias mais felizes da sua vida.

Jorge Jesus é uma bela súmula do que é ser o português ferrabrás. Alma até Almeida, coração enorme, mas também fezada, improviso, mania das grandezas, alguma arrogância até e soberba provocatória a disfarçar a fragilidade ou (como se diz agora) autoestima lá em baixo. Português, o maior, mas mortal ainda assim.
Jorge Jesus é obcecado com o que faz, meticuloso e em constante auto-melhoramento. Sendo de geração diferente da de Mourinho, é mais da rua, da fábrica, do café, da sueca, da chicla e da caneta Parker que do Moleskine ou da Montblanc.
JJ será ainda muito persuasivo e impositivo, em especial junto daqueles que são emocionalmente frágeis como ele, como os jogadores de futebol portugueses, sul-americanos e latinos e alguns dirigentes. É aí que é Mister: Comes as sandes de courato que quiseres mas fazes como eu quero e se é para chegar todos os dias às 6 da manhã é porque é mesmo para chegar todos os dias às 6 da manhã. É homem do calduço mas também da festinha. Seria um fantástico pastor evangélico no Sul dos EUA, como seria um magnífico senador no Brasil ou um líder de agricultores em França. É um personagem com poucas dúvidas e que raramente se engana.
Como qualquer um de nós, JJ quer ser amado e admirado, e, muito à portuguesa, numa dinâmica que parece ser perpétua, vê na teimosia e na casmurrice qualidades superiores.
Fiquei muito contente com a dupla conquista brasileira de JJ porque o amadorense – homem com defeitos e qualidades – me parece ser muito grato e disponível para aqueles que o aplaudem. Ora isso é uma enorme qualidade e bastante rara. Jesus é um genuíno e entusiasta protagonista numa atividade (o futebol ao mais alto nível) que consumimos com a avidez de crianças. Não se esconde e fala, gesticula, explica, partilhando connosco o que lhe vai acontecendo. Acho esse pacto que fez connosco, os adeptos, uma coisa fantástica e por isso muitos vibramos com uma vitória que lhe caiu do céu (mas essa parte não é para dizer).
JJ é uma espécie de ator de um filme que ele próprio tem criado na carreira, desde que subiu lá acima, quando foi para o Benfica. Habilíssimo na relação com jornalistas e influencers (os mais velhos, malta do Solar dos Presuntos), passou a fase do amealhar dinheiro e aspira agora à admiração, à glória e à imortalidade. Sempre com fezada. Cheira-me que vive os dias mais felizes da sua vida.  Parabéns!

Jesus

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Como ontem Jesus disse, e repetidas vezes, a final da Libertadores é um acontecimento mundial, "transmitida em 176 países". E mais disse, que esta final foi em termos "tácticos e técnicos"  melhor do que a última final da Liga dos Campeões. Ou seja, não só catapultou o enorme Flamengo como faz por catapultar o contexto futebolístico em que está, é ele que "faz peito" à supremacia da imagem do futebol europeu. Não é só o Flamengo que lhe deve estar agradecido, é todo o mundo do futebol sul-americano que lhe deve, dívida de gratidão por tanta firmeza, até arrogância.

Nos últimos dias todos à minha volta, mais ou menos do futebol, estiveram com Jesus. Os benfiquistas - que o abominaram aquando da passagem para o Sporting, que lhe negaram as qualidades técnicas e a decência de carácter. Os sportinguistas - que o abominaram aquando do pérfido "lhimpinho, lhimpinho" e depois tanto nos cansámos de um projecto assente em opções demasiadamente dispendiosas para o clube, sem que chegassem os títulos (certo, esteve por uma "unha negra" mas isso não conta, como bem Jesus diz, pois o que interessa são os títulos). E todos os outros. A vitória de Jesus foi um pouco a vitória de quase todos nós (excepto os do fel mais empedernido). E acredito que foi excepcional para todos os nossos patrícios emigrados no Brasil (e na América Latina).

O que gosto em Jesus, para além desta magnífica foto - noto que é absolutamente inusitado que um treinador de futebol faça isto, contrariamente ao que fazem os jogadores. Será que, nos últimos anos, Klopp, Zidane, Di Mateo por exemplo, o fizeram quando ganharam a Liga dos Campeões em clubes de países que lhes são estrangeiros? Gosto de JJ porque é um "gajo da bola", fala como nós, tropeça na conjugação, engana-se. Ou seja, não tem valor facial, vale pela sua enorme competência e não pelo que (a)parece.

E gosto de outra coisa, desta óbvia arrogância que a tantos incomoda. Ainda ontem num zapping via um comentador qualquer apoucá-lo e vi vários notarem que "não gosto do estilo". Os portugueses (e isso nota-se nos comentários na internet) continuam presos ao ideal do "respeitinho", do "chapéu na mão", da "humildadezinha". Quando se fala das grandes figuras do desporto que têm sucesso no estrangeiro logo chovem impropérios, a eterna inveja face ao sucesso alheio - e que mais fluída se nota nos constantes dichotes com os emigrantes (com os "avéques", como se goza agora com todos os que foram para países francófonos), num povo em que todas as famílias têm ou tiveram emigrados, nota máxima da inconsciente mediocridade da mentalidade nacional.

Ou seja, não é apenas essa inveja, generalizada, contra quem parte para melhorar algo. É a raiva mesmo contra quem não é "humildezinho", não se desfaz em mesuras diante do "destino", "Deus Nosso Senhor" (mesmo sendo católico fervoroso), "o senhor doutor" ou o "senhor morgado", etc. Gente que imenso triunfa e sabe que o deve ao seu trabalho e competência e o proclama, que não pede licença para ter sucesso? JJ, Mourinho, Ronaldo, Queirós? Muitos de nós, os sãos, rejubilamos com os seus percursos. E há outros, mas tantos também, que somam os deslizes, os erros, as falhas desses vencedores. Para assim, apoucando-os nos momentos de grandes triunfos ou no mero quotidiano, se sentirem gente. Sobreviverem à comparação, que pobremente sentem necessidade de estabelecer.

Jesus  não ganhou no Sporting? E depois ...? Grande triunfo agora, grande momento, grande episódio, épico na história do futebol. É arrogante? (É? será isso que esta foto mostra?) Que seja. Pode sê-lo.

Obrigado, míster.

Digno de Leão

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É empolgante vermos um sportinguista assumido como Jorge Jesus, sócio n.º 3.289 do Sporting Clube de Portugal, vencer a Taça Libertadores, como treinador do Flamengo, pondo fim a um jejum de 38 anos do clube carioca na conquista do maior troféu da América do Sul e a 13 anos consecutivos de eliminações neste torneio.

Digno de Leão. Com juba verdadeira.

É despachá-lo para o Flamengo

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Parece que o Alan Ruiz, após ano e meio de férias na Argentina, acaba de recusar um empréstimo a um clube turco, alegando que não está ao nível dele. 

Sabendo que este matreco não conta para o técnico do Sporting, como aliás se compreende, faria bem a Direcção leonina em remetê-lo ao Flamengo. É lá que está o treinador que exigiu trazê-lo para o Sporting.

Parabéns ao vencedor

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Como vários de nós, exprimi aqui críticas a Marcel Keizer, que tomou conta da equipa profissional do Sporting quando seguíamos a dois pontos do Benfica no campeonato nacional após termos ido empatar à Luz sob o comando de José Peseiro. Não sendo adepto das chamadas "chicotadas psicológicas", pareceu-me mal que Frederico Varandas tivesse despachado Peseiro a 31 de Outubro - sobretudo no contexto em que ocorreu, após uma derrota para a Taça da Liga em que o técnico apostara deliberadamente num onze de segundas linhas e vira esvoaçar dezenas de lenços brancos nas bancadas.

Depois, naquela semana negra do início de Fevereiro, fiquei francamente decepcionado com o holandês ao perdermos duas vezes com o Benfica em dois jogos consecutivos - primeiro 2-4 em casa, para o campeonato, depois 1-2 na Luz, na primeira mão da meia-final da Taça.

 

Virou-se a página. Em tempo de balanços, neste defeso, é o momento de dar os parabéns formais ao sucessor de Peseiro - e, cumulativamente, ao presidente que o contratou. Em seis meses, com ele ao leme da nossa equipa principal de futebol, o Sporting venceu dois dos três troféus em competição - a Taça de Portugal (que não vencíamos desde 2015) e a Taça da Liga. Graças a ele também, qualificámo-nos para a Supertaça, pela primeira vez em quatro anos.

Nesses seis meses, portanto, Varandas conseguiu tantos títulos em provas de continuidade no futebol português como Bruno de Carvalho em mais de cinco anos como presidente. E Keizer superou o milionário antecessor: nas três épocas em que prestou serviço em Alvalade, Jorge Jesus apenas foi capaz de conseguir uma Taça da Liga - batendo o V. Setúbal, numa final sem vitória em campo, só conseguida na marcação de penáltis.

 

Keizer está longe de ser um prodígio na comunicação. Mas não foi para isso que Varandas o contratou. A verdade é que o holandês, num momento difícil da vida do Sporting, soube granjear o respeito dos jogadores e dos adeptos. Deve ser felicitado também por isso.

 

 

ADENDA: O Benfica sagrou-se campeão nacional de futebol. Manda o mais elementar desportivismo que saibamos dar os parabéns ao clube vencedor. Como sempre fiz aqui.

Auditoria forense (2)

Durante as três temporadas em que orientou o Sporting, Jorge Jesus tornou-se o terceiro treinador de futebol mais bem pago do mundo na proporção do peso do seu salário (mais de 20 milhões de euros) face ao total das receitas da SAD.

Jesus recebia 6% das verbas disponíveis na SAD, sendo ultrapassado apenas por Diego Simeone no Atlético de Madrid e por Carlo Ancelotti no Nápoles (ambos com percentagens de 8%).

Por contraste, o peso dos salários de Rui Vitória no Benfica e de Sérgio Conceição no FC Porto, relativamente às receitas das respectivas sociedades anónimas desportivas, não ultrapassava 1%.

Auditoria forense (1)

Durante a sua passagem pelo Sporting, entre 2015 e 2018, Jorge Jesus embolsou mais de 20 milhões de euros. No último ano, recebeu quase o dobro do que Sérgio Conceição e Rui Vitória juntos - sem ter conseguido sagrar-se campeão nacional de futebol, ao contrário destes seus colegas de profissão. 

Jesus e a sua equipa técnica custaram, nas três épocas em que permaneceram sob contrato com a SAD leonina, cerca de 25 milhões de euros. Muito acima do que haviam custado Leonardo Jardim e os respectivos adjuntos, que auferiram 844 mil euros em Alvalade na época 2013/2014, ou Marco Silva e a sua técnica, que receberam conjuntamente 872 mil euros pelo desempenho na época 2014/2015. 

De salientar que tanto Sérgio Conceição, no FC Porto, como Rui Vitória, no Benfica, não ultrapassaram 2 milhões de euros por temporada. Apesar de ambos se terem sagrado campeões nacionais, enquanto Jorge Jesus apenas conquistou uma Supertaça e uma Taça da Liga nas três épocas em que orientou o Sporting.

 

Dados hoje divulgados pelo jornal Record, que agora, sob a direcção de Bernardo Ribeiro, revela crescente dinamismo e capacidade de superar a concorrência.

Pois eu nem me importaria nada de ver Jesus em Alvalade

Um ponto prévio: sou por princípio contra mudanças no decurso da época, a não ser em casos que o justifiquem e que devem ser verdadeiramente excecionais. Portanto não estou de forma nenhuma a defender a saída de Marcel Keizer. Estou só a especular e a falar academicamente.

Um esclarecimento ao ponto prévio: um desses casos excecionais que justificam o despedimento a qualquer altura, sem mais justificação, é o de José Peseiro, que deveria ter saído logo no final da época de 2005 e nunca mais deveria ter entrado no Sporting.

Dito isto, eu não me importaria nada de um dia voltar a ver Jorge Jesus no Sporting. Jesus cometeu muitos erros, mas se tivesse tido um mínimo de estabilidade no final da época passada teria lutado pelo título até ao fim e, sem dúvida, conquistado o acesso à Liga dos Campeões e ganhado a Taça de Portugal. Eu não exijo aos jogadores e equipas técnicas ganhar sempre: exijo-lhes lutar sempre para ganhar até ao fim e obterem resultados consentâneos com a sua valia e a dos seus adversários. (Às direções exijo que contratem jogadores e treinadores ambiciosos e com valor para ganhar.) Tendo em conta este critério, o trabalho de jogadores e equipa na época passada pareceu-me bastante aceitável e com tendência para melhorar. Se houvesse estabilidade, aquele grupo acabaria por ser campeão. Pensava eu e pensavam muitos sportinguistas.
Na mesma linha de raciocínio, gostaria de ver no Sporting muitos dos jogadores que partiram (dos que rescindirame  voltaram nem vale a pena falar, não acham?). Gostaria muitíssimo de ver o Fábio Coentrão e o Adrien. Gostaria de ver o Sporting a convencer o Simeone de que ele não sabe escolher bem jogadores, e a devolver o Gelson. Desde que fosse um negócio com o Sporting a propor ao Atlético que aceitaria o Gelson pelo mesmo dinheiro que o Atletico pagou por ele, e nem mais um cêntimo - o passe, e não um empréstimo. Nestas condições - mas só nestas - aceitaria bem o Gelson, em vez de o ver a demonstrar o seu talento com o Leonardo Jardim, como estou certo de que vai ocorrer. Também não me importaria nada de voltar a ver o Rúben Semedo de leão ao peito - preferi-lo-ia ao Ilori. Cu bo ti fim de mundo. Nunca fui defensor da máxima "orgulhosamente sós" que infelizmente tantos sportinguistas parecem defender. E agora, como diria um ex-membro deste blogue na sua coluna regular na imprensa, chamem-me o que quiserem.

Um apelo a Frederico Varandas

Jorge Jesus está livre para assinar por qualquer clube. Não sei qual será o futuro imediato do Sporting, que passa pela recepção ao Benfica na próxima jornada do campeonato, eliminatórias para a taça de Portugal e Liga Europa a partir de Fevereiro. Mas quero lançar aqui um apelo ao presidente Frederico Varandas, haja o que houver, até final da presente época ou mesmo na próxima, se porventura chegar à conclusão que Marcel Keizer terá de ser substituído no comando técnico do Sporting, em qualquer circunstância não considere sequer possível a contratação do mestre da táctica. Bem sei que é seu amigo, esteve na comissão de honra da candidatura, convide-o para sua casa, jantem quando entenderem, mas não pense colocar semelhante personagem no banco. Sei que não sou o único sportinguista a querer J.J. longe de Alvalade. Se precisar de ir ao mercado, não faltam opções, no mínimo de valor idêntico e seguramente a preço inferior.

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

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