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És a nossa Fé!

Um apelo a Frederico Varandas

Jorge Jesus está livre para assinar por qualquer clube. Não sei qual será o futuro imediato do Sporting, que passa pela recepção ao Benfica na próxima jornada do campeonato, eliminatórias para a taça de Portugal e Liga Europa a partir de Fevereiro. Mas quero lançar aqui um apelo ao presidente Frederico Varandas, haja o que houver, até final da presente época ou mesmo na próxima, se porventura chegar à conclusão que Marcel Keizer terá de ser substituído no comando técnico do Sporting, em qualquer circunstância não considere sequer possível a contratação do mestre da táctica. Bem sei que é seu amigo, esteve na comissão de honra da candidatura, convide-o para sua casa, jantem quando entenderem, mas não pense colocar semelhante personagem no banco. Sei que não sou o único sportinguista a querer J.J. longe de Alvalade. Se precisar de ir ao mercado, não faltam opções, no mínimo de valor idêntico e seguramente a preço inferior.

Que diferença do passado recente...

Hoje, dia em que a liderança de Luís Filipe Vieira está com escrutínio apertado, face à rocambolesca novela em redor do treinador Rui Vitória, que deixou a nú as fragilidades da manifestamente exagerada, aura de competência da estrutura encarnada, fez muita falta ao nosso rival a sempre prestimosa actuação de algum idiota útil, que para alimentação do ego, roubasse a atenção mediática, inventando um qualquer disparate que desviasse para si os holofotes dos serviços noticiosos.

Desconheço se Jorge Jesus será ou não o próximo mister no rival da 2ª circular, mas não creio que possa regressar este ano a Portugal, face ao enorme prejuízo fiscal que tal decisão lhe acarretaria, dividindo com o fisco praticamente metade do salário auferido no último semestre deste ano. Obviamente que irá sempre depender dos resultados, mas Rui Vitória parece estar a prazo, sendo provável que “apareça uma proposta irrecusável” de algum clube estrangeiro no início de Janeiro.

Cada vez gosto mais do estilo de liderança do presidente Frederico Varandas, que não precisa aparecer quando não se justifica. A nossa equipa acaba de esmagar o Qarabag no Afeganistão, já tinha saudades de golos, do protagonismo dos atletas, são eles os naturais ídolos dos adeptos e não os dirigentes…

Após Vitória

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Honestamente? Custa-me a crer que Jorge Jesus volte ao Benfica. Seria inédito. E violentaria o princípio de "não voltar ao sítio onde se foi feliz". Mas o futebol tem esta magia, a das constantes surpresas. 

Honestamente? Gostarei que Jorge Jesus volte ao Benfica. Mergulharei no portal "cheapflights", ou similar, buscarei entre companhias barateiras um voo acessível para Lisboa. Ficarei 2 ou 3 dias em Lisboa, dedicados ao convívio com os meus bons amigos benfiquistas. Lembrando o que deles ouvi há alguns anos, tantos agravos com o homem, tantas declarações da sua imoralidade. Tantos insultos também, desbragados. Tantos vitupérios à sua inadequação ao espírito do Benfica. E tantas declarações sobre a sua radical incompetência como treinador, e inabilidade como gestor de recursos humanos. 

Vão ser dois ou três dias deliciosos, bebericando umas cervejas, uns vinhos tintos, até digestivos. E rindo-me, decerto que até às lágrimas, cruel, do ar atrapalhado desses meus amigos. E gozando com as tropelias retóricas que vão encontrar para justificar e saudar o "novo" treinador do seu clube.

Espero que Vieira não me desiluda, não me estrague esta cómica visita à terra. Que não vá buscar outrem, um qualquer Vítor Pereira, Paulo Sousa ou quejando. 

 

Adenda: que chatice, afinal só vou a Lisboa depois do Natal ...

Hoje giro eu - O amor acontece (Love actually)

O filme começa (prólogo) com a voz do "primeiro ministro" narrando que cada vez que fica deprimido com o estado da nação (lampiânica) pensa no terminal de chegadas do Aeroporto de Lisboa, e no amor com que amigos e familias recebem os seus entes queridos. Enquanto a realização nos dá a vêr excertos avulsos desses reencontros, a narração é entrecortada por "Wouldn`t it be nice" dos Beach Boys.  A fita evolui então para a "história de amor" entre Jorge e Luís.

 

O primeiro acto aborda a aposta arriscada que Luís fez em Jorge há 10 anos atrás, o "big break" da carreira do veterano treinador até aí sempre afastado dos grandes palcos. Preparando o novo enlace e a data previsível para tal acontecer, a cena é acompanhada pela audição de "Christmas is all around", um "cover" canastrão de Love is all around dos Wet, Wet, Wet.

 

O segundo acto narra o "casamento" entre Jorge e Bruno e os ciúmes sentidos por Luís durante esse período. O divórcio esteve para ser litigioso, mas no fim um acordo acabou por ser selado. Um pungente "Bye bye baby (baby goodbye)", tocado pelos Bay City Rollers, acompanha o enredo.

 

O terceiro acto centra-se em Luís e Rui e como o primeiro voltou a ser feliz, apesar de um primeiro encontro que não pareceu muito prometedor. Dois anos de extrema alegria, esfusiantemente passados para o ecran ao som de "All you need is love". No entanto, ao terceiro ano a relação começa a ter os seus percalços e a ameaça de adultério ou divórcio paira no ar. O realizador ilustra esse momento com o soberbo "Both sides now" de Joni Mitchell.

 

Epílogo: a acção foca-se na época de Natal. Jorge Jesus regressa a Portugal, por entre anteriores juras de amor do tipo "o bom filho a casa torna", terminado o seu exílio forçado nas arábias, e tem um reencontro emotivo no Aeroporto de Lisboa com Luís Filipe Vieira. Ao longe, em ruído de fundo, os Beach Boys tocam "God only knows"...

Jorge-Jesus-e-Luis-Filipe-Vieira2.jpg

 

 

De Jorge a José, os factos

No futebol como na vida há alturas que temos de olhar para factos.

Comparar.

Jorge Jesus vs. José Peseiro, que comecem os jogos.

Taça de Portugal: último resultado de Jorge Jesus, derrota com o Aves; último resultado de José Peseiro, vitória com o Loures.

Taça da Liga: último resultado de Jorge Jesus, empate com o Vitória Futebol Clube (Setúbal) [venceria em penaltys 5-4 um jogo que estivera a perder desde os quatro minutos e que seria empatado num penalty convertido por Dost aos oitenta minutos]; último resultado de José Peseiro, vitória com o Marítimo.

Liga Europa:  dois últimos resultados de Jorge Jesus, uma vitória e uma derrota; dois últimos resultados de José Peseiro, duas vitórias 

Campeonato Nacional (Liga NOS): comparando os últimos sete jogos de Jorge Jesus com os primeiros sete de José Peseiro estão, precisamente, iguais, duas derrotas e um empate, com a diferença de que Peseiro foi empatar com o Benfica à Luz e Jesus deixou-se empatar em Alvalade.

"Contra factos não há argumentos", diz-se mas eu gostava que argumentassem... queremos mesmo mudar de treinador?

Avivar memórias

A memória dos adeptos costuma ser curta. Mas convém não abusar.

Anda agora por aí muito boa gente a rasgar as vestes porque o Sporting perdeu em Portimão. Gente já completamente esquecida de outra derrota, ocorrida em Janeiro de 2016, era Jorge Jesus o treinador leonino. Fomos a Portimão, para a Taça da Liga, e saímos de lá afastados da competição num jogo em que sofremos dois golos e não marcámos nenhum. Apesar de contarmos com dois jogadores que daí a seis meses se sagrariam campeões europeus: Willliam Carvalho e João Mário.

Faço notar que na noite deste domingo jogámos com uma equipa remendada, em grande parte formada por suplentes da época anterior. Salin (suplente de Rui Patrício), Ristovski (suplente de Piccini), André Pinto (suplente de Mathieu), Battaglia (suplente de William Carvalho) e Montero (suplente de Bas Dost).

Dadas as circunstâncias, é inútil esperar milagres. Tudo leva o seu tempo a ser construído. Quem não perceber isto, não percebe quase nada.

Assuntos internos

 

Piccini a caminho do Valência por dez milhões de euros após só uma temporada em Alvalade.

 

Ainda não foi fechado acordo entre o Sporting e o Atlético de Madrid por Gelson Martins.

 

Sousa Cintra anula cláusula de confidencialidade que mantinha Jorge Jesus em silêncio.

 

Limpeza no ataque leonino: Doumbia e Castaignos vão ser dispensados por Peseiro.

 

Engraçade

Tanto que ele tinha para dizer dos tempos áureos que passou do lado de lá. Fechou-se em copas e não se conhece que tivesse algum impedimento legal.

Ontem e hoje é discorrer. Sobre quem? Sobre o Sporting, claro está, que é tão fácil bater em nós.

Se há uma cláusula de confidencialidade, um processo em cima!  Se for levantada, exijo a imediata demissão da Comissão de Gestão, sem "mas nem meio mas"!

O que está em causa é o Sporting, não Bruno de Carvalho, e o Sporting já levou porrada que chegasse nestes últimos tempos, para vir agora um treinador que a esmagadora maioria dos sócios e adeptos considera responsável pelos inêxitos e pelo futebol miserável praticado pela equipa, botar abaixo o clube. Haja decore...

O que disse Jorge Jesus

 

«Não tenho nenhumas razões de queixa dos adeptos do Sporting. Pelo contrário, sempre me acarinharam. Foram fantásticos.»

 

«Recuperámos o Sporting em termos de mística, de orgulho. Fizemos o Sporting ser uma equipa novamente competitiva, a disputar o título. Em três anos, disputei o título duas vezes até ao limite das jornadas.»

 

«Eu sabia que não podia continuar no Sporting face ao que aconteceu, não só nas últimas semanas mas nos últimos meses.»

 

«É verdade que o presidente do Sporting queria afastar o Octávio Machado. Eu disse ao presidente do Sporting que, se mandasse embora o Octávio, teria que me mandar embora também a mim. O Octávio só saiu depois porque quis.»

 

«Sentimentalmente, a final da Taça de Portugal doeu-me muito mais [do que o ataque a Alcochete]. Senti que os adeptos do Sporting e os jogadores do Sporting não mereciam tudo aquilo que se passou e que fez que a equipa não estivesse em condições de poder disputar aquela final. Senti-me um pouco culpado. Não devíamos ter jogado naquele dia a final.»

 

«É verdade que os jogadores do Sporting não estavam em condições de efectuar aquela final.»

 

«Depois da final, senti-me um treinador impotente. Os jogadores estavam lá mas não ouviam.»

 

«Os jogadores passaram por momentos que vocês não imaginam naqueles cinco minutos naquele balneário. Aquilo parecia um filme de terror. Aquilo parecia as imagens que eu via do Daesh, no Líbano. Com palavras como "Vamos matar-vos a todos!".»

 

«Quando os vi [membros da claque] correrem para os balneários, fui a correr atrás e meti-me no meio daquele desespero todo.»

 

«Espero que as claques portuguesas percebam que ter paixão pelo clube não é esses actos [Alcochete]. Não intimidam ninguém. Os jogadores não vão correr mais nem menos para ganhar porque os adeptos vão às academias.»

 

«Os jogadores estão a tomar outras decisões - e ainda bem. Dou os parabéns ao presidente do Sporting [Sousa Cintra] pelo trabalho espectacular que está a fazer na recuperação da imagem do Sporting.»

 

«Falei com alguns jogadores antes de tomarem as decisões e disse-lhes: "Se o teu coração é esse, se a tua felicidade é essa, não hesites e regressa".»

 

«Já pedi ao presidente Sousa Cintra para anular a minha cláusula de confidencialidade.»

 

«O meu grande objectivo era ser campeão nacional no Sporting, como é óbvio. Pensava que em três anos conseguia ser campeão nacional. [Mas] sinto que, com a ajuda de toda a gente, deixei no Sporting uima estrutura espectacular em relação ao futebol.»

 

Esta noite, rompendo o silêncio, em entrevista à CMTV

"Pé-gelado"

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José Peseiro, contratado por Sousa Cintra para treinador da equipa principal do Sporting - decisão que já mereceu a concordância de Frederico Varandas, candidato à presidência - é um "pé-frio". Assim decretam sócios, adeptos e simpatizantes do clube. Em tom categórico.

Não irei desmenti-los. Mas se Peseiro é "pé frio" por ter perdido a única final europeia em que o Sporting - conduzido por ele - marcou presença nos últimos 53 anos, o que dizer de Jorge Jesus, que perdeu duas finais de Taças de Portugal (uma das quais para o V. Guimarães treinado por Rui Vitória) e duas finais da Liga Europa?

Em comparação, no mínimo, será um "pé-gelado".

Oportunidade para mudar de vida...

Não ficarei triste com a eventual saída de Jorge Jesus. Em rigor não fiquei satisfeito com o despedimento de Marco Silva e contratação do mestre da táctica. Tenho para mim que perdemos o campeonato 2015/2016 muito pelo acicatar do rival, para o qual muito contribuíram presidente e treinador. Completamente desnecessária aquela frase parola “se quisesse agora deixava Rui Vitória bem pequenino”, na conferência de imprensa no Estádio da Luz, após a nossa vitória 0-3 no campo do rival. Com um pouco mais de humildade provavelmente teríamos sido campeões, tenho essa convicção, jamais será uma certeza como é óbvio.

Já durante a presente época por várias vezes critiquei J.J., embora tenha que reconhecer que foi capaz de atenuar um pouco a paupérrima imagem que o clube estava a adquirir quando Bruno de Carvalho entrou em inenarrável e inexplicável desnorte. A instituição acaba por forçosamente ficar grata ao treinador, porque afinal até poderia ter sido muito pior, face à alucinação em que o Conselho Directivo mergulhou.

Dificilmente a próxima época será um sucesso, mas talvez seja tempo de regressar à aposta na formação, tenho expectativas altas em Francisco Geraldes, pode vir a ser uma aposta e finalmente confirme o talento que inegavelmente possui.

Mas ainda que possamos não estar à altura dos rivais e com todos os problemas que estamos a viver, dificilmente estaremos, é importante arrumar a casa e varrer o lixo, não direi para o esquecimento ou para baixo do tapete, mas para o baú das memórias, para que os sócios não esqueçam tão depressa o pesadelo e evitem por muitos anos cair novamente na demagogia e populismo de qualquer déspota que se perfile com promessas reluzentes, mas ocas.

Quem não tem vergonha nem emenda são os grunhos da bancada Sul, que andam a publicar fotos e tarjas de solidariedade para com os 23 animais que atacaram a Academia. Em vez da honra e liberdade que apregoam para esses energúmenos, a resposta do clube e qualquer associado só pode ser uma, não estão 23 jagunços detidos a mais mas pelo menos 15 a menos e mais alguns mandantes e até quiçá outros, os instigadores não viria mal ao mundo se lhes fossem fazer companhia. Por mim, os apoios às claques não existiriam para a próxima época e quem quisesse assistir aos jogos, teria de comprar bilhete como qualquer outro associado. Sempre fomos um clube diferente, nunca nos revimos na postura dos rivais, talvez fosse mais um bom exemplo a seguir se mostrássemos ao país que não nos revemos no hooliganismo.

Punir o êxito, premiar o fracasso

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Critiquei muitas vezes Jorge Jesus pelas opções técnicas.

Critiquei a Direcção leonina pelo despedimento de Marco Silva (desde ontem no Everton), na sequência imediata da conquista da Taça de Portugal - a maior proeza que Bruno de Carvalho pode exibir nestes mais de cinco anos no futebol profissional.

Com isto, o sucessor de Godinho Lopes transmitiu um sinal profundamente errado a quem vestia as cores leoninas: quem vencia era corrido.

No ano seguinte, transmitiu outro sinal errado: Jesus, entretanto contratado, nada ganhou. Mesmo assim, foi contemplado com revisão de contrato e aumento salarial.

O princípio da degradação do consulado do ex-futuro presidente do CD do Sporting ficou traçado aqui. Nestes dois sinais equívocos que transmitiu à massa adepta e ao grupo de trabalho. Punindo o êxito e premiando o fracasso.

 

Dito isto, tenho de prestar a minha homenagem a Jorge Jesus caso as mais recentes notícias se confirmem e ele abandone o Sporting sem exigir a quantia adicional que lhe era devida pela letra do contrato que o ligava à SAD leonina.

E agradecer-lhe por isso.

Curvas e contracurvas

Há três anos, Bruno de Carvalho afastou Augusto Inácio do cargo de director desportivo para abrir caminho a Jorge Jesus.

Agora, age às avessas: traz Inácio para afastar Jesus.

Assisto a isto e questiono-me se é maneira séria e credível de gerir um clube.


Como em quase tudo o resto (desistir ou prosseguir no facebook, sentar ou não no banco, apoiar ou não as claques, defender ou atacar os jogadores, cortar relações ou reatá-las com o Porto, convidar e desconvidar Octávio para o casamento, aproximar-se e afastar-se de Ricciardi, garantir que não quer despedir treinadores que acaba por afastar...), o ainda presidente é capaz de tudo e do seu contrário. Desde que lhe dê jeito para se mantar agarrado com unhas e dentes ao umbral da porta.

 

O equivalente àqueles ministros que, contra todas as evidências, insistem em manter-se num Governo quando já não reúnem condições mínimas para continuarem em funções.

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