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És a nossa Fé!

Os melhores golos do Sporting (58)

Golo de JORDÃO

Southampton - Sporting, 2-4

21 de Outubro de 1981, Southampton, Taça UEFA

 

Um golo à Jordão, num belo mergulho, colocando a cabeça onde o defesa tem os pés, na sequência de um belo centro de Oliveira.

Há ainda dois belos golos de Manuel Fernandes, que poderiam figurar nesta colectânea dos melhores do Sporting.

Algumas curiosidades sobre este jogo:

A distância entre o público e os guarda-redes era tão escassa, que até deu para Meszaros trocar uns piropos com os ingleses que queriam que se despachasse a repor a bola. Ainda no que aos guarda-redes diz respeito, estes ainda podiam receber a bola do pé do companheiro e segurá-la com as mãos e alternar entre mãos e pés.

A obtenção do segundo golo dos ingleses veio demonstrar que Jesus muitos anos mais tarde tem toda a razão ao afirmar que "o fair-play é uma treta", já que um dos nossos está há imenso tempo no chão, lesionado, dentro da grande área e os homens do país precisamente do fair-play fazem tábua rasa da coisa e vai de continuar a jogada até conseguirem o golo.

A maior curiosidade é a de que este é o primeiro jogo em que uma equipa portuguesa vence em Inglaterra para as competições da UEFA. Na segunda mão em Lisboa o resultado seria um empate a zero, com o Sporting a controlar o jogo.

 

 

Os melhores golos do Sporting (3)

Golo de JORDÃO

Sporting-FC Porto 

30 de Janeiro de 1983, Estádio José Alvalade

 

Jordão fazia parte dos meus quatro ídolos de infância (junto com Damas, Yazalde e Inácio). E o meu golo de eleição tinha de ser de calcanhar (vamos já ver porquê), por isso, não hesitei em pegar na sugestão do nosso leitor/comentador polik, neste texto de Pedro Correia.

 

Sou nortenha, morei em Gaia desde os quatro anos, tirei o curso na Universidade do Porto e nem 23 anos de Alemanha conseguiram apagar-me a pronúncia do Norte. Nada me é mais familiar do que a paisagem sobre o Douro, vista da Serra do Pilar, local da igreja onde frequentei a catequese: a ponte Dom Luís, a Ribeira, as caves do Vinho do Porto (por acaso, em Gaia). Uma das minhas passagens preferidas d’ O Leão da Estrela é a travessia da ponte Dom Luís. Morava ali ao lado, paredes meias com o Quartel do RASP, onde João Paulo II aterrou de helicóptero, vindo de Braga, a 15 de Maio de 1982. Eu fazia parte da multidão que o recebeu, assim como vivi de perto as convulsões de Outubro de 1975, ouvi as rajadas de G3 disparadas contra as forças do brigadeiro Pires Veloso, tinha eu dez anos. Se o Verão de 1975 foi Quente, o mês de Outubro, no Porto, passou-se a ferver!

 

E depois veio 1987. Não nego que gostei de ver uma equipa portuguesa a ganhar a Taça dos Campeões Europeus. Até saí à rua! Com 23 anos, não se desprezam festejos pela noite fora. Claro que não agitei cachecol nem bandeira, muito menos gritei “Bib’ó Puârto”. E pensei que, terminada a festa, conseguia sossego. Mas algo me perseguiu durante semanas, desconfio que até anos: o golo de Madjer! Quantas vezes tive de ouvir falar nesse golo, ouvir elogiar esse golo… Nada havia que se lhe comparasse, diziam eles! Até parecia que o Madjer tinha inventado o golo de calcanhar…

 

Só para quem não conhece o golo de Jordão, precisamente contra o F. C. Porto, na época de 1982/83. Que subtileza, que classe!

 

É o meu golo de eleição, que dedico a todos os portistas!

E nem precisam de agradecer, eu é que agradeço ao polik. E ao meu ídolo, o grande Jordão!

 

Os nossos ídolos (14): Jordão

Se, nos anos 40, a geração do meu pai teve os 5 violinos – Jesus Correia, Vasques, Albano, Peyroteo e Travassos - a minha geração teve o trio de cordas (esta designação foi acabadinha de inventar, pode ser que pegue) que maravilhou adeptos: Manuel Fernandes, António Oliveira e Jordão.

Confesso-vos que me é muito difícil escolher entre estes três jogadores que, nos anos 80, formaram uma linha avançada inesquecível, mas pelo percurso, pela garra, pela tenacidade, pelas vitórias e pelo sportinguismo, inclino-me para o Jordão.

 

Falar de Rui Manuel Trindade Jordão é evocar tempos de glória que coincidem com o início do meu sportinguismo. Foi com Jordão na Equipa que celebrei o meu primeiro campeonato do Sporting, a minha primeira Taça e a minha primeira Super Taça (a época irrepetível de 1981/82). Natural de Angola, começa a sua carreira pelo Sporting de Benguela e desperta o interesse quer do slb quer do Sporting. Mas na Luz são mais assertivos e Jordão, apesar de Sportinguista de coração, joga pelos encarnados de 1971/72 a 1975/76. O sucesso alcançado no clube rival leva-o a uma curta experiência, mal sucedida, em Espanha (Zaragoza), para, finalmente, se estrear com a camisola do clube do seu coração (e nosso) na época de 1977/78, ficando em Alvalade durante nove épocas, até 1985/86 com a camisola nº 11. Como se em si mesmo, encerrasse, toda a Equipa.

 

Do baú das memórias de infância e adolescência recordo alguns jogos memoráveis em que Jordão fez a diferença: os 3-1 ao slb (três tentos de Jordão), o penálty marcado à Selecção da URSS que carimbou a entrada de Portugal no Euro 84 em França, os 2 golos na meia final deste campeonato europeu, em que Portugal perde com a França por 3-2 no prolongamento. Ou a festa do título frente ao Rio Ave em Alvalade, na época 1981/82, onde Jordão marcou cinco dos sete golos (7-1). Ou as muitas assistências feitas a Oliveira e Manuel Fernandes que permitiram ao Sporting ser grande.

 

Jordão foi muito mais do que um jogador do Sporting. Sofreu pelo Clube, era massacrado pelos adversários que não perdiam uma oportunidade para o deixar fora de campo. No Armazém Leonino desenterrei estas declarações de Jordão a falar das suas lesões: «A primeira foi em 1974, num Benfica-F. C. Porto, no Estádio da Luz, num lance disputado com o Gabriel: tropecei no calcanhar dele, caí desamparado, de tal forma que fiquei com a perna dobrada para trás. Meniscos, ligamentos cruzados, tudo fracturado. Apenas se safaram o ligamento anterior e a rótula. Levei mais de um ano a tentar recuperar. Em vão. Em Portugal não se fizera o diagnóstico exacto da lesão, tive de ir à Bélgica para se perceber que não sofrera apenas fractura de menisco! Fui operado de imediato, recuperei. Tinha 22 anos. Três anos passados, de novo no Estádio da Luz, aquele famoso lance com o Alberto, ao interceptar-me de forma violenta, acertando-me no pé de apoio, fracturando-me a tíbia da perna direita. Mais uma época de estaleiro. Depois de uma longa recuperação, reapareceria num jogo nocturno entre o Sporting e o Famalicão, e o José Eduardo, com uma entrada pelas costas, partiu-me o perónio da perna esquerda e os ligamentos da tibiotársica. Foram três lesões muito graves que, obviamente, me impediram de fazer coisas ainda mais bonitas no futebol...».

 

Nos dez anos com a camisola do Sporting, Jordão marcou 141 golos em 207 jogos! Por influência de Eurico e Manuel Fernandes acabaria a sua carreira no Vitória de Setúbal. E quando todos pensavam que estaria acabado, ainda foi chamado, uma última vez, para a Selecção das Quinas.

Afastou-se dos palcos e da ribalta do futebol. Dedicou-se à pintura com o empenho e a garra que se lhe conhece e que nunca abandonou. Dizem que pinta bem. Gostava muito de ter um quadro dele...

{ Blog fundado em 2012. }

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