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És a nossa Fé!

Desculpem lá, mas hoje eu sinto-me mesmo assim

 

Começou a caminho do estádio. Em cima da hora para o jogo, cruzava apressado o campus da Faculdade de Ciências quando me apercebi de um homem - vestido à Sporting, mas isso é o menos importante - a cambalear e a sentir-se mal. Procurei ajuda e felizmente consegui alertar para a situação um grupo de polícias que se encontravam nas redondezas, certamente por ser um local de afluência ao estádio num dia de jogo. Os polícias dirigiram-se prontamente para o local onde o adepto se encontrava, e com certeza terão prestado a melhor ajuda possível.
Tinha levado uma contribuição em géneros alimentícios, modesta mas de boa vontade, para o povo de Moçambique, conforme havia sido solicitado pelo clube. Num passado recente já havia participado noutras ações de solidariedade como esta, da iniciativa do Sporting, nomeadamente de auxílio aos bombeiros. À volta do estádio, procurei pontos de recolha, como das outras vezes. Não encontrei nenhum. Dada a enorme fila de adeptos para entrar, acabei por me colocar na mesma, decidido a procurar os pontos de recolha no fim do jogo. Afinal, pensei ingenuamente, talvez até houvesse pontos de recolha no interior do estádio.
Aqui faço um parêntesis na minha história, para lamentar profundamente toda a desorganização envolvida nesta operação de recolha de auxílio para o povo de Moçambique, quando comparada com a organização de eventos semelhantes anteriores. Compreendo que talvez fosse difícil, se não mesmo impossível, compatibilizar uma organização eficiente com os requisitos de segurança de um jogo como o de hoje. Talvez fosse melhor, por isso, esta campanha ter sido feita num jogo previsivelmente mais tranquilo como o do próximo fim de semana. O que não faz sentido foi fazer sportinguistas que responderam ao apelo do clube passarem pela situação que eu e muitos outros passámos.
Voltando à história. Estava eu na fila para entrar quando, finalmente, ao chegar a minha vez de ser inspecionado, o segurança me diz que não posso entrar com nenhum tipo de comida no estádio. Nem mesmo para o auxílio a Moçambique. Esta deve ser uma regra geral e justificável, mas que não me passou pela cabeça. Perguntei-lhe onde era a recolha de géneros, e ele disse-me que era só na Porta 1, do outro lado do estádio. Perguntei-lhe se ele ou os colegas não poderiam guardar o que eu trazia, nem que fosse até ao fim do jogo e depois eu levá-la-ia à porta 1. O segurança repetiu que eu não poderia entrar assim. Quanto muito poderia abandonar os géneros que tinha trazido à porta do estádio, mas ninguém se poderia responsabilizar por eles. Faltando pouco tempo para o início do jogo, ainda pensei em abandonar ali a modesta contribuição que tinha trazido, mas desistir nunca foi comigo. Dirigi-me a correr à porta 1 do Estádio. Procurei por algum ponto de recolha e não encontrei nenhum. Perguntei a outro segurança que disse que não sabia e não tinha nada a ver com isso. Em desespero de causa, perguntei a uma senhora junto do bengaleiro ao lado da entrada VIP, que me informou que afinal a recolha era, não na porta 1, mas junto ao Pavilhão João Rocha. Já mesmo sem tempo para lá ir, perguntei-lhe se ela própria não poderia responsabilizar-se por recolher a doação. Ela respondeu-me que excecionalmente poderia aceitar, e que já tinha feito o mesmo a pedido de outros adeptos.
Neste ponto da história volto a fazer outro parêntesis: por respeito pelos adeptos que aderem a estes apelos, estas iniciativas, a serem feitas, devem ter um mínimo de organização. A organização desta iniciativa, desta vez, foi uma vergonha, e o que mais me entristeceu esta noite.
Voltei a correr para a minha porta de entrada, sujeitei-me mais uma vez à fila de adeptos (felizmente já bem mais pequena). Não encontrei o segurança da primeira vez, ou ter-lhe-ia dito que espero que ele nunca venha a estar numa situação como aquela em que se encontra o povo da Beira. Consegui entrar mesmo a tempo do início do jogo, e com a agradável sensação de que tinha feito tudo o que deveria. E quando é assim nada mais se pode exigir. Em campo, a equipa do Sporting hoje também fez tudo o que deveria fazer. E quando é assim é mais fácil conseguir-se o que se quer. Mesmo como se tem a sensação, que eu tive hoje, de que deve ter sido com a colaboração de algum anjo. Talvez chamado Bruno.

Minuto ideal

Hoje, em conversa de café com alguns colegas adeptos de outros clubes, foi atirado para o ar a ideia de que o Sporting só marcou o golo aos 83 minutos. Como se o jogo não tivesse 90 minutos mais os descontos.

É certo que todos estes minutos levaram as minhas unhas e mais houvesse. Ao meu redor alguns adeptos barafustavam, assobiavam, ralhavam, enfim manifestavam-se de todas as formas e feitios, tentando com essa postura levar a equipa a marcar golo, como veio a acontecer.

Mas, regressando ao momento da marcação do golo, sempre considerei que todos os minutos são importantes. Seja no princípio ou no fim…

Acrescento que, se uma equipa adversária marcar por exemplo nos descontos e empatar o jogo, logo leremos nos jornais do dia seguinte a “fabulástica” ideia de que a equipa X acreditou sempre.

Entretanto só nós é que não podemos acreditar.

Para mim golo é sempre golo, seja ao minuto 1 ou 91, pois o que realmente interessa é ganhar e alcançar os três pontos.

Um mouro no castelo

Um amigo vimaranense convidou-me a ir lá acima ver o Sporting. Já sabia que no D. Afonso Henriques se passavam coisas singulares, mas não estava preparado para o que assisti. Não me surpreendeu a bancada nascente à cunha de arreganhados adeptos locais, ao arrepio do lastimável espectáculo televisivo proporcionados pelas bancadas nascentes de todos os outros clubes que não são “grandes”.

Durante 70’ sentei-me hirto e calado como a estátua da Mumadona, no meio dos sócios vitorianos, um pouco estranhado com a crescente inquietação mais do que resignação, à medida que o Sporting marcava e falhava golos óbvios, e até com a voz atrás de mim que se queixou de Gelson: “este [substantivo interjectivo regional] é um Messi, [substantivo interjectivo regional]!” O ambiente era de compostura e persistência, como quem aguarda um milagre sem cepticismo.

O terceiro golo do Sporting foi um frango por depenar, mas da bancada só se exclamaram uns resmungos, não mais pungentes do que o habitual linguajar nortenho. O meu amigo informou-me que aquele mal-estar deve-se ao facto de Douglas, o titular, não ser muito apreciado, já que o suplente é um miúdo de 21 anos natural da cidade e das escolas do clube que brilhou no fim da época passada, além de ter o hábito de cantar com as claques do Vitória.

Tranquilo com o resultado e o relógio, distraí-me com devaneios antropológicos: como reagiria esta mole ansiosa se o Vitória marcasse um golo? William Carvalho fez o favor de desencadear a experiência. Do penalti em diante soaram incessantemente as trompetas de Jericó e a voltagem gerada na bancada electrizou os rapazes de branco, até então muito amorfos. Desde que me lembro que vou ao futebol, mas nunca me fora dado ver uma bancada marcar dois golos por intermédio dos jogadores.

Claro que o meu espírito positivista encontra explicação menos mística para o que me foi dado ver: Pedro Martins percebeu onde o Sporting era mole e com um par de substituições abriu uma cratera no nosso meio-campo. O problema tem nome, mas como é tão impronunciável como o do demónio, temo estar a ver a obra do diabo por todo o lado.

O grande jogo de ontem

Valeu a pena apostar num futebol de ataque. Apesar da boa réplica da turma antagonista, ficou ontem bem claro que só uma equipa merecia ter vencido o jogo. Precisamente a que acabou por triunfar.

Antes do encontro, vários comentadores haviam antecipado que as hipóteses eram repartidas para ambos os lados. Essa antevisão não encontrou correspondência na realidade. A melhor equipa cedo deixou claro que tinha entrado em campo para sair vencedora e não admitia outro resultado.

Houve momentos emocionantes, reconheço. Mas em instante algum chegou sequer a suscitar-se a questão sobre o melhor onze em campo. Que foi precisamente aquele que viu a sua exibição coroada com um triunfo, aplaudido por portugueses de todas as regiões do País e residentes no estrangeiro.

Parabéns, pois, a quem venceu: a selecção olímpica portuguesa. Depois da Argentina, as Honduras. Isto promete.

Não esquecer

Pois, isto de ganhar ao Grupo Desportivo do Centro Comercial Colombo (GDCCC) é muito giro, a gente ri-se um bocado e tudo, mas agora vêm os jogos difíceis. Como aquele com equipa C do GDCCC, já na 2ª feira. No estado em que as coisas estão, nem imagino o prémio de jogo.

Ia-me dando uma coisa

Que durante a primeira parte o nosso meio-campo não tenha conseguido articular três passes seguidos, que os laterais passassem a bola precisamente para onde não está o extremo, que os defesas centrais nos deixassem com o credo na boca ao cortarem sempre in extremis os sucessivos remates para o éter daquele rapaz com esgares do Becker do Marretas; com tudo isto sabemos viver, pela força do hábito.

Agora que em três tiros marquemos três golos, com uma proficiência letal e cirúrgica, isto é coisa inaudita e quase me provocou um treco no coração.

A segunda parte foi triste. Há que respeitar o adversário e continuar a aplicar intensidade no jogo como se ele fosse digno do esforço e é feio obrigá-lo a expor as suas insuficiências. Só foi pena que o astuto remate de Luisão não tenha entrado.

Xanax

O campeonato português é um deserto dos tártaros em que uns dromedários, tipo Nacional e coisas assim, só andam ali para atrasar a vida de quem quer ganhá-la. Um jogo às 9 da noite de segunda-feira arrisca assim a tornar-se um poderoso soporífero; sobretudo se ao Sporting lhe der para absorver os princípios tácticos do Leeds United dos anos 70: corrida para a linha de fundo e biqueiro para a área a ver se te avias – foi o que a noite passada Jeferson praticou vezes sem fim. Lembrei-me do glorioso Marinho, que corria tresloucado pela ala direita até chocar contra o colchão do salto à vara – às vezes centrava e era golo certo.

Sei que aos 86 minutos houve um golo porque vi, mas tive de acordar os meus parceiros de bancada que já tinham adormecido e não acreditaram. E vi a pirraça do costume: o Mané arrasta-se ociosamente em campo, tenta uns berloques quando recebe a bola para perdê-la com arte, ou corre com ela por entre os pinos dos adversários até que um estica a perna e rouba-lha, eu começo a insultá-lo cá de cima e ele acaba por me calar com um toque, um toquezinho apenas, que resolve a coisa. Idem para o Montero, a quem só falta reclinar-se na relva quando a bola é trocada noutro quadrante. Os outros fazem o que sabem e agora há muito mais toques no meio-campo a trocar o jogo para cá e para lá, até criar uma sensação de enjoo com tanto balancé. Ou foi isto ou foi o jantar que lhes caiu mal, porque da brasileirada do Nacional de cinco em cinco minutos havia um que se espojava no chão com tremores de moribundo. Só arrebitaram com o golo do Sporting e puseram-se a correr como ainda não os víramos – há-de ter sido uma mézinha lá da Madeira que o vintém do treinador deles lhes deve dar.

E pronto. Vá lá que não estava uma noite fria.

Os nossos quatro melhores jogos

De há um ano para cá, o Sporting fez quatro jogos inesquecíveis - dois dos quais nos valeram troféus.

Vale a pena recapitulá-los. E lembrar quem actuou nesses desafios, sem esquecer os marcadores dos golos.

Seguem, por ordem cronológica.

 

FC PORTO, 1 - SPORTING, 3

18 de Outubro de 2014 (eliminatória da Taça de Portugal)

Rui Patrício; Cédric, Paulo Oliveira, Maurício, Jonathan Silva; William Carvalho, Adrien, João Mário (Rosell); Capel (Carrillo), Nani, Montero (Slimani).

Golos: autogolo de Marcano, Nani, Carrillo.

Rui Patrício defendeu um penálti.

Melhor em campo: William Carvalho.

 

SPORTING, 4 - SCHALKE 04, 2

5 de Novembro de 2014 (eliminatória da Liga dos Campeões)

Rui Patrício; Cédric, Paulo Oliveira, Sarr, Jefferson; William Carvalho, Adrien, João Mário (Rosell); Carlos Mané (Carrillo), Nani (Capel), Slimani.

Golos: Sarr, Jefferson, Nani, Slimani.

Rui Patrício fez uma defesa do outro mundo aos 66'.

Melhor em campo: Nani.

 

SPORTING, 2 - BRAGA, 2

31 de Maio de 2015 (final da Taça de Portugal)

Rui Patrício; Cédric, Paulo Oliveira, Ewerton, Jefferson; William Carvalho, Adrien, João Mário (Miguel Lopes, depois Montero); Carrillo (Carlos Mané), Nani, Slimani.

Golos: Slimani, Montero.

No desempate por penáltis: Adrien, Nani, Slimani.

Rui Patrício defendeu um penálti.

Cédric foi expulso.

Melhor em campo: Rui Patrício.

 

SPORTING, 1 - BENFICA, 0

9 de Agosto de 2015 (Supertaça)

Rui Patrício; João Pereira, Paulo Oliveira, Naldo, Jefferson; Adrien, João Mário, Bryan Ruiz (Ruben Semedo), Carrillo (Gelson Martins); Teo Gutiérrez (Carlos Mané), Slimani.

Golo: Teo Gutiérrez.

Melhor em campo: João Mário.

 

Totalistas destes jogos:

Rui Patrício

Paulo Oliveira

Adrien

João Mário

Carrillo

Slimani

 

Melhores marcadores:

Slimani: 2 (+ 1 penálti)

Nani: 2 (+ 1 penálti)

Futebol em Marte

Ver o jogo pela transmissão da Sky traz à evidência como são marcianas as arbitragens portuguesas.

Aos 7’ Casemiro derruba Adrien pelas costas e os comentadores dizem que deve ter escapado às câmaras a amostragem do cartão. Depois ficam intrigados.

18’: Pseudo falta de William Carvalho na grande-área do Porto. Comentadores admirados.

23’, 38’ 39’: Casemiro espanca sistematicamente Nani: “he will see a yellow card some point in this game”.

53’: Primeiro amarelo do jogo para Jonathan. Comentário: “em que foi diferente de Casemiro?”

55’: Nani agredido por Alex Sandro – “that is for me deliberate. Should be red card.”

62’: Cartão amarelo para Nani (!!!): “That’s heightening his senses of injustice.”

68’: Cartão amarelo para Cedric – “But Porto has played more physically.”

Já agora:

83’ Cedric derruba jogador do FCP para cartão amarelo. Como o primeiro tinha sido ridículo o árbitro coibiu-se de mostrar este.

Durante todo o jogo Nani não conseguiu ter a bola mais de cinco segundos sem ser agredido. Claro que Porto dominou e quase esmagou - “Porto: four chances three goals” - depois de o jogo ter sido habilidosamente formatado assim, pior seria que não conseguisse.

Quanto ao Sporting só há a referir que Tobias poderá vir a ser um grande jogador. Hoje foi uma calamidade que, sozinho, deitou tudo a perder.

Quero mais jogos a meio da tarde

Quero mais jogos a meio da tarde e porque quero, hoje levo os Leões do futuro comigo. Bom, pelo menos parte deles :-)
Rumo a Alvalade no dia dos núcleos e das famílias com um adversário que já vai sendo habitual encontrarmos neste dia.

O jogo e o que se passa em torno dele pode acompanhar-se também no twitter com as hashtags: #DiadeSporting #SportingCP

Bom jogo!

A melhor série de jogos do Sporting

17 de Dezembro:

Vizela, 2 - Sporting, 3

(golos: André Martins, Paulo Oliveira, Carlos Mané)

 

21 de Dezembro:

Nacional, 0 - Sporting, 1

(golo: Carlos Mané)

 

29 de Dezembro:

V. Guimarães, 0 - Sporting, 2

(golos: Heldon, Dramé)

 

3 de Janeiro:

Sporting, 3 - Estoril, 0

(golos: Adrien, Slimani, Adrien)

 

7 de Janeiro:

Sporting, 4 - Famalicão, 0

(golos: Carrillo, João Mário, Paulo Oliveira, Montero)

 

11 de Janeiro:

Braga, 0 - Sporting, 1

(golo: Tanaka)

 

14 de Janeiro:

Sporting, 1 - Boavista, 0

(golo: Tanaka)

 

18 de Janeiro:

Sporting, 4 - Rio Ave, 2

(golos: Nani, Montero, João Mário, Tanaka)

 

Oito vitórias, 19 golos marcados e quatro sofridos.

A melhor série de jogos do Sporting

17 de Dezembro:

Vizela, 2 - Sporting, 3

(golos: André Martins, Paulo Oliveira, Carlos Mané)

 

21 de Dezembro:

Nacional, 0 - Sporting, 1

(golo: Carlos Mané)

 

29 de Dezembro:

V. Guimarães, 0 - Sporting, 2

(golos: Heldon, Dramé)

 

3 de Janeiro:

Sporting, 3 - Estoril, 0

(golos: Adrien, Slimani, Adrien)

 

7 de Janeiro:

Sporting, 4 - Famalicão, 0

(golos: Carrillo, João Mário, Paulo Oliveira, Montero)

 

11 de Janeiro:

Braga, 0 - Sporting, 1

(golo: Tanaka)

 

14 de Janeiro:

Sporting, 1 - Boavista, 0

(golo: Tanaka)

 

Sete vitórias, 15 golos marcados e só dois sofridos. Seis jogos sem sofrer golos.

A melhor série de jogos do Sporting

17 de Dezembro:

Vizela, 2 - Sporting, 3

(golos: André Martins, Paulo Oliveira, Carlos Mané)

 

21 de Dezembro:

Nacional, 0 - Sporting, 1

(golo: Carlos Mané)

 

29 de Dezembro:

V. Guimarães, 0 - Sporting, 2

(golos: Heldon, Dramé)

 

3 de Janeiro:

Sporting, 3 - Estoril, 0

(golos: Adrien, Slimani, Adrien)

 

7 de Janeiro:

Sporting, 4 - Famalicão, 0

(golos: Carrillo, João Mário, Paulo Oliveira, Montero)

 

11 de Janeiro:

Braga, 0 - Sporting, 1

(golo: Tanaka)

A melhor série de jogos do Sporting

17 de Dezembro:

Vizela, 2 - Sporting, 3

(golos: André Martins, Paulo Oliveira, Carlos Mané)

 

21 de Dezembro:

Nacional, 0 - Sporting, 1

(golo: Carlos Mané)

 

29 de Dezembro:

V. Guimarães, 0 - Sporting, 2

(golos: Heldon, Dramé)

 

3 de Janeiro:

Sporting, 3 - Estoril, 0

(golos: Adrien, Slimani, Adrien)

 

7 de Janeiro:

Sporting, 4 - Famalicão, 0

(golos: Carrillo, João Mário, Paulo Oliveira, Montero)

Portugueses não entram

É dia de "jogo grande", apregoam os arautos de serviço. Outros, ainda mais entusiasmados, anunciam-no como o "jogo do ano" em Portugal. Falta pouco para lhe chamarem "jogo do século".

Consulto o jornal para verificar quantos jogadores portugueses constam como titulares deste desafio, marcado para logo no estádio do Dragão. Do lado da equipa visitante, apenas um: André Almeida. Do lado da equipa anfitriã, nem um para amostra.

Nada que me surpreenda, devo dizer. 

A bancada solidária

Não vi o jogo entre os 7 e os 17 minutos.

Ali próximo de mim, uma jovem adepta chamou a atenção do vizinho do lado para um adepto que estava sentado com a cabeça descaída sobre o peito: "este senhor não deve estar a sentir-se bem", foi o que disse ou próximo disto.

Houve gente que se apercebeu do mesmo e de imediato se verificou que o nosso consócio fora vítima de uma paragem cardio-respiratória.

O meu amigo e colega Pedro Vieira (irmão dum antigo massagista do futebol do Sporting e Chefe dos Bombeiros Voluntários de Loures) foi dos que primeiro acudiu e também um consócio médico e vários socorristas. De imediato lhe foram ministradas as manobras de reanimação indicadas, enquanto a bancada inteira fazia sinais para os bombeiros (sim, aqueles que estão junto ao relvado). Para quem chama por socorro, um minuto é uma eternidade, mas cerca duma dúzia de bombeiros chegaram ao sector B14 em quatro minutos, com material necessário ao recobro, incluindo disfibrilhadores. Entretanto o consócio, médico, com o nome Paulo ... nas costas da camisola listada, continuava com as manobras de reanimação enquanto outros com experiência nestes casos criaram as condições de evacuação e todos os que estavam no caminho ou subiram ou desceram, criando um corredor por onde acederam os bombeiros.

Graças à intervenção de vários associados, este outro talvez continue vivo (pelo menos a informação era de que estava estabilizado, ainda no estádio).

 

O resultado de um jogo de futebol, comparado com este gesto de solidariedade e altruísmo, é a coisa menos importante do mundo! 

 

 

(até que chegou a polícia e actuou de forma despropositada, prepotente, descabida e completamente fora do contexto, a empurar pessoas, as que estavam a coordenar a actuação junto da vítima, crianças, mulheres, como se estivessem a carregar sobre um bando de malfeitores. Uma tristeza, à atenção do Conselho Directivo)

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