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És a nossa Fé!

Trabalho de treinador

É impressionante o que Adrien e Slimani ganham com o modelo de jogo de Jesus. Todos ganham, mas estes dois são os mais beneficiados.

 

Parecem jogadores completamente diferentes, para melhor, mas na verdade não o são. Ou melhor, ambos mostram evolução, mas a grande diferença tem que ver com o modelo de jogo actual do Sporting e o trabalho desenvolvido por Jorge Jesus, que os favorece bastante.

 

Para Adrien as decisões ficam mais fáceis, o posicionamento em campo é mais focado, as opções de passe são muitas, a probabilidade de ter que tomar opções de difícil execução são menores, logo erra muito menos. E tudo o que faz passa a parecer muito melhor.

 

Para Slimani as situações de finalização acontecem muito mais vezes, com muito mais gente na área, em posições muito mais vantajosas, as movimentações são recorrentes, o posicionamento na área é trabalhado. E tudo isto se materializa em golos. Em metade da época já leva o mesmo número de golos que na época passada na Liga.

 

E é isto que é o trabalho de um treinador: facilitar a vida aos jogadores, parecendo que os torna muito melhores.

A probabilidade de ganhar

Discute-se muito futebol, mas é importante perceber que o futebol será sempre um jogo de probabilidades e não de lances fortuitos, apesar destes também garantirem vitórias. Uma equipa que domine a grande maioria dos jogos, que crie muitas oportunidades de golo estará sempre mais perto de ganhar que aquela que se limita a reagir e que esporadicamente tem uma/duas oportunidades de golo. Obviamente que essa equipa pode perfeitamente ganhar um jogo à equipa que domina e não marca. Mas isso acontecerá por mero acaso e não por concepção estratégica e qualidade de jogo. Também é preciso perceber que equipas que na maioria dos seus jogos são favoritas e jogam em domínio e posse sobre o seu adversário necessitam que todos os sectores contribuam para a qualidade de jogo, que o colectivo reduza a importância da individualidade. É preciso que os laterais se envolvam, dêem linhas de passe no interior do meio campo adversário e profundidade ofensiva, é preciso que os centrais tenham saída de bola e capacidade de controlar a profundidade, é preciso que o guarda-redes tenha a capacidade de jogar com os pés e de ter sentido posicional para dar cobertura às costas da defesa. Tal como é precisa muita qualidade técnica para jogar em posse e dominar o jogo. Isto para além do natural cumprimento das funções básicas de cada sector.

 

Resumir a actual época às falhas na finalização é redutor. Prefiro dizer que o que tem falhado é a qualidade técnica dos intérpretes na altura da decisão, seja em momento ofensivo, defensivo ou de construção. E esse não é um problema do treinador. Ou pelo menos, não o é agora, e pode-se discutir a influência que teve na construção do plantel, mas esse exercício é inócuo neste momento. Se quisermos ser sérios na análise, facilmente se constata que dominámos todos os adversários com que jogámos, com excepção de 10 (1ª parte) + 25 (2ª parte) minutos no jogo com o Benfica e dos últimos 10 minutos do jogo com a Académica em que jogávamos em inferioridade numérica. De resto, tivemos sempre domínio dos jogos, o que não invalida a criação de jogadas de perigo e de até de golo por parte dos adversários. Isto, ao contrário do que muita gente pensa, é uma enorme melhoria em relação à época anterior. No entanto, o estigma da elevada pontuação alcançada anteriormente vai continuar a pairar e as comparações são inevitáveis, mesmo que para isso, se esqueça completamente a fraca qualidade de jogo que apresentámos em 2/3 do campeonato e que a qualidade dos jogadores (centrais, principalmente) era muito melhor. Saíram os dois melhores centrais do plantel, ficou aquele que já era o pior e os contratados deixam muito a desejar. No entanto, é irrelevante, nesta fase, discutir os jogadores que constituem o plantel. Mas não é irrelevante perceber que os erros individuais são o principal contributo para o facto de não termos alcançado os resultados que queríamos. Colectivamente a equipa apresenta-se muito bem, os princípios de jogo são bons, mas Marco Silva não controla os golos que se falham, a falta de qualidade dos centrais a sair com bola (para não falar do completo desconhecimento de noções de jogo), entre outras.

 

Dir-me-ão que uma equipa que perceba e controle os vários domínios do jogo mas que não marque golos não vale de nada. Eu acredito que as probabilidades de ganhar jogos, marcar golos e não sofrer são muito maiores nas equipas que jogam como o Sporting. Não obstante, teremos que viver com os jogadores que temos e com as suas limitações. Cabe a Marco Silva ter a coragem para colocar em campo os que melhor compreendem o jogo e não os que mais estatuto têm. De resto, manter a crença no trabalho desenvolvido e continuar a desenvolver o modelo de jogo.

 

P.s. Recuso-me completamente a alinhar na ideia de que William está em baixo de forma ou a jogar menos que no ano anterior. Basta analisar a quantidade de decisões que tem que tomar por jogo e ver quantas vezes toma a certa ou a errada. Aviso já que a conclusão será surpreendentemente positiva.

Pouco emocionante

Saio de Alvalade frustrado (eu também, finalmente!). O jogo foi demasiado tranquilo. Não digo isto porque tenha dúvidas sobre as potencialidades da nossa equipa. Não. Bem pelo contrário. Mas, para um jogo amigável, mesmo se com uma taça a conquistar, foi pouco emocionante. Ninguém deu uma peitada no árbitro. 

Prioridade UM

Encher Alvalade hoje. Prioridade dois: encher Alvalade hoje. Quem tem gamebox: convidar um amigo (amiga) sportinguista, um familiar, um adepto conhecido e usufruir da campanha. Quem conhece malta com gamebox: ligar aos conhecidos e lembrar que podem convidar um outro(a) sportinguista. Toda a gente levar um cachecol e/ou peça verde. Apoiar sempre a equipa, mesmo sabendo que será um jogo muito difícil - «you'll never walk alone». Prioridade um, dois e três: encher Alvalade e gritar Sporting allez! Verde que te quero verde. 

Informação

O Sporting acabou de lançar uma campanha para o jogo com o Man City.

Cito:

"Como possui título valido de Sócio para o jogo de amanhã, levante nas bilheteiras do estádio, a partir das 9h, um bilhete grátis e duplique o apoio à equipa "

 

Vamos encher Alvalade!

A revolta de Olhão

O jogo de amanhã contra o Olhanense pode e deve ser um momento de viragem, depois de uma série de maus resultados e de alguns 'casos' que abalaram os alicerces do Sporting 2011/12. A única coisa que a equipa comandada por Domingos tem que fazer em Olhão é ganhar, como se estivesse a expulsar os invasores, que neste caso são os três clubes que estão acima do Sporting na tabela classificativa. O resto é conversa.

 

Agora vamos ao Algarve sem Elias, que está castigado, mais uma má notícia depois da vaga de lesões que tem assolado o plantel, mas é bom que se diga desde já que temos equipa mais do que o suficiente para derrotar o clube agora treinado por Sérgio Conceição. Demos um 'baile' à Lázio sem Elias, pelo que não vejo a dificuldade em pôr os jogadores de Conceição em sentido. Domingos conheceu-o o como jogador, espero que tenha estudado bem a lição do que o homem vale como treinador. Não esperamos mais surpresas, muito menos queremos que o jogo de amanhã seja o despontar de uma qualquer carreira para o novo técnico. À custa do Sporting não. Precisamos é disto: cabeça fria, um capitão de corpo inteiro em campo, um onze equilibrado e... golos. Sem golos não há futebol e sem eles não há vitórias. Se não há Wolfswinkel, caçamos com Ribas ou Rubio. Bojinov? Não sei quem é.

Esta fome que nos alimenta

Temos fome. Fome de alegria. Fome de felicidade. Fome de justiça. Fome de respeito. Fome de bola. Fome de vitórias. Fome de títulos. Temos treinador, temos equipa e temos fome. É esta fome de anos que nos dá a base para o sucesso. Os nossos defesas centrais são melhores que os do Porto? É discutível. Mas, é esta fome que sentimos, esta necessidade de devorar o sucesso, este ardor no estômago provocado por um jejum de anos, imputável a erros nossos, a erros dos outros e à má fortuna que eles lá dentro têm de sentir tal como nós sentimos cá fora. O leão só é rei da selva quando tem fome. Nessas alturas, é implacável com as presas. Depois de saciado, qualquer chicote o domestica. Pois nós temos fome. Uma fome incontrolável, uma necessidade indomável de comer. O reencontro com a história começa amanhã. Temos fome e temos a presa ao nosso alcance, na nossa própria casa. Acredito que amanhã vamos comer.

{ Blog fundado em 2012. }

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