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És a nossa Fé!

Os jogadores de Varandas (12)

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JESÉ

No gabinete de Frederico Varandas em Alvalade devia haver uma frase emoldurada avisando-o para nunca proferir declarações públicas sobre as características deste ou daquele jogador. Sobretudo dos jogadores que manifestamente desconhece. Evitaria assim o erro cometido há nove meses, numa entrevista à Sporting TV que acabou por dar muito que falar embora não pelos motivos que o presidente leonino esperaria.

«O Jesé é um avançado que está identificado há muito tempo. Finalmente encontra-se comprometido com a sua profissão. Se me perguntarem se gostaria de ter o Jesé de há três anos eu digo que não. E disse isso mesmo ao jogador. Mas agora é diferente, recolhi informações com pessoas que partilharam o balneário com ele e hoje sei da vida dele dentro e fora de campo. Saiu o Bas Dost, mas o Jesé é também um avançado-centro.»

Assim falou Varandas nessa entrevista, referindo-se a Jesé Rodríguez, que nada tem de "avançado-centro", sendo antes um ala. Embora, em boa verdade, mal nos tenhamos apercebido disso pois o espanhol - que chegou ao Sporting a 2 de Setembro, por empréstimo do Paris Saint-Germain - raras vezes deu um ar da sua graça, tanto no relvado de Alvalade como em qualquer outro estádio do País.

Noutros tempos, Jesé chegou a ser muito promissor. Oriundo das escolinhas do Real Madrid, ascendeu à equipa principal aos 18 anos, pela mão de José Mourinho, e figurou no plantel campeão dos madrilenos em 2011/2012. Mas não voltou a ser o mesmo desde que contraiu uma grave lesão, em 2014. Em Paris também não vingou, acabando por saltar de empréstimo em empréstimo.

No Sporting, para não destoar, deixa um rasto paupérrimo. Um mês depois de ter chegado, já se dava como certo que seria devolvido. Actuou apenas 522 minutos no campeonato nacional, quase sempre como suplente utilizado, e limitou-se a marcar um golo. Ao V. Guimarães, em Outubro. Mas mesmo aí conseguiu dar mais nas vistas pela forma insólita como celebrou no balneário do que pela exibição em campo. 

Não viria a repetir a graça. Fez o último jogo pelo Sporting, a 27 de Janeiro, na tangencial vitória leonina em casa sobre o Marítimo. Silas ainda apostou nele como titular, mas ao fim de uma hora, com o resultado em branco, trocou-o por Plata - e fez bem. O espanhol não gostou de ser substituído mas com ele em campo talvez não tivéssemos alcançado os três pontos.

Rúben Amorim, mal chegou, comunicou aos responsáveis da SAD que não contaria com ele. No final de Abril, com as competições paradas devido à pandemia, o Sporting comunicou ao PSG a intenção de dispensar o jogador antes do prazo previsto para o termo do empréstimo. Rejeitando, obviamente, accionar a cláusula de opção a que tinha direito: sete milhões de euros, cifra delirante, que o espanhol de forma alguma justifica. 

Resta acrescentar que Jesé nunca cumpriu 90 minutos de um jogo ao serviço do Sporting e recebia um salário bruto de seis milhões de euros por época. Compará-lo a Bas Dost não é só um disparate: é quase uma heresia.

 

Nota: 1

Os jogadores de Varandas (11)

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FERNANDO

Vários dos 14 jogadores contratados desde o início de funções de Frederico Varandas como presidente da SAD leonina foram inequívocos fiascos. Mas nenhum conseguiu ser um fracasso tão absoluto como o brasileiro Fernando - talvez aquele por quem o sucessor de Sousa Cintra na gestão do Sporting mais se atravessou, atribuindo-lhe méritos que o rapaz jamais conseguiu demonstrar nos meses em que esteve assalariado em Alvalade.

Fernando dos Santos Pedro, então com 20 anos, chegou a 2 de Setembro, oriundo da Ucrânia, por empréstimo do Shakhtar Donetsk. «Quero ajudar a equipa com títulos e bastantes golos», atreveu-se a dizer à chegada.

As estatísticas do jogador na época 2018/2019 estavam longe de ser famosas: alinhara em 22 partidas e só marcara dois golos. Mas conseguiu ser pior no Sporting: chegou lesionado e em vez de ser de imediato devolvido à Ucrânia continuou por cá. Dois meses depois ainda não tinha calçado. «De Fernando, um jovem cheio de tatuagens, resta-nos uma fotografia. Até agora é tudo quanto realmente sabemos dele», escrevi aqui a 2 de Novembro. 

Acabou por estrear-se a 22 desse mês. Num jogo-treino, o que bastou para ser notícia. Contra o Vilafranquense, da Liga 2. Alinhou no quarto de hora final dessa partida a feijões, disputada na Academia de Alcochete. A 13 de Dezembro, já no seu quarto mês em Alvalade, marcou enfim um golito. Na Liga Revelação, integrado na equipa sub-23, em desafio contra o Famalicão. Que o Sporting perdeu. 

Foi o primeiro e último. Em Janeiro, discretamente, recebeu enfim guia de marcha, sendo devolvido ao Shakhtar sem ter actuado um só minuto na equipa principal. Mistério absoluto: ainda hoje estamos para saber o que terá passado pela cabeça de Varandas ao fazer-lhe rasgados elogios a 4 de Setembro, em entrevista à Sporting TV: «O Fernando é um extremo que foi considerado dos melhores do campeonato brasileiro em 2016/17 e 2017/18. Foi uma revelação do campeonato brasileiro.»

Palavras do presidente sem a menor correspondência com os factos. E que deviam fazê-lo ponderar muito da próxima vez em que se dispuser a trazer outro perna-de-pau.

 

Nota: 0

Os jogadores de Varandas (10)

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EDUARDO

Um dos erros mais recorrentes no Sporting é haver quem não resista a contratar um jogador que faça um brilharete ocasional contra nós. Ou, pior ainda, contratá-lo porque se destacou num determinado jogo contra o Benfica - cenário ainda mais absurdo. Há vários exemplos clássicos. No primeiro caso, basta lembrar Rúben Ribeiro, que fez uma exibição de grande nível enfrentando o Sporting ao serviço do Rio Ave na época 2016/2017: ficou logo "sinalizado" pela prospecção leonina - com as consequências que sabemos.

Um expoente do segundo caso é Eduardo Henrique, ex-internacional sub-20 brasileiro, contratado por cinco épocas ao Internacional de Porto Alegre poucos meses após ter-se destacado como melhor em campo numa rara vitória do Belenenses (onde actuava por empréstimo) frente ao Benfica. A 2 de Julho, era anunciado como reforço em Alvalade, a troco de nada módicos 3,5 milhões de euros a pagar ao clube gaúcho.

Prometia dar solidez e criatividade ao meio-campo leonino, oscilando entre as posições 6 e e 8, mais como distribuidor de jogo do que como transportador da bola. Afinal acabou por não revelar utilidade em qualquer missão no campo, apesar de contar com o apreço público e notório de Silas, que tudo fez para o fixar no onze-tipo do Sporting. Sem sucesso. Faltou sempre a Eduardo a solidez de um Battaglia e a técnica de um Wendel, por exemplo. Acabou por cumprir apenas onze partidas como titular. 

Com 25 anos recém-completados, Eduardo integrará provavelmente as próximas listas de elementos a dispensar do plantel, embora pareça ser mero sonho (ou delírio) os anunciados sete milhões de euros que alguma imprensa tem associado a uma possível venda deste jogador que no Sporting jamais conseguiu transpor o patamar da mediania, roçando a mediocridade. Apático, sem fibra nem garra. Como se tivesse esgotado quase todas as energias naquela vitória contra os encarnados em Outubro de 2018.

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (9)

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ROSIER

Desde a saída de Cédric Soares para Inglaterra, 13 meses antes de se sagrar campeão europeu de futebol ao serviço da selecção nacional, a posição de lateral direito tem sido uma espécie de calcanhar de Aquiles no Sporting. Com muitos titulares, a girarem ali como carrossel, mas nenhum deles indiscutível. O que mais se aproximou disso foi Piccini, na temporada 2017/2018. Despachado este, foi-se evidenciando a espaços Ristovski, enquanto Bruno Gaspar se revelava mais uma contratação falhada. 

Chegou então Valentin Rosier, de 22 anos. Vinha do Dijon e não foi nada barato: custou 5,3 milhões de euros mais a cedência do passe do extremo luso-guineense Mama Baldé, formado na Academia leonina. Valeria a pena tamanho esforço financeiro e a cedência de um miúdo com potencial, que na época seguinte viria a cumprir 24 jogos e a marcar seis golos na Ligue 1?

«Estou muito orgulhoso em representar o Sporting Clube de Portugal, estas cores e todos os seus adeptos. Farei o máximo para trazer todos os títulos possíveis», declarou o lateral francês recorrendo às habituais palavras pré-formatadas quando assinou um contrato válido por cinco temporadas, a 27 de Junho de 2019

Vinha com peso a mais e preso de movimentos: uma lesão logo o forçou a manter-se fora das quatro linhas. Nada de novo, no currículo dele: passara 465 dias lesionado nas três épocas anteriores. Na temporada 2018/2019 apenas jogara dez minutos em Fevereiro. Ao contrário do que sucedera com Boateng, Lucas Silva e Sturaro, todos rejeitados, o clube liderado pelo nosso ex-director clínico revelou-se desta vez bem mais tolerante.

Rosier calçou dois meses depois, no final de Agosto, e ao serviço da equipa sub-23, na Liga Revelação. Ristovski tomara posse do lugar, embora sem nunca convencer por completo. Só em Setembro o francês seria chamado à equipa principal, sempre com carácter intermitente, cedendo espaço ao macedónio. Sem nunca se firmar como titular da posição: até ao momento, cumpriu apenas nove jogos no campeonato, correspondentes a 714 minutos de actuação no relvado.

O próprio jogador reconhece ter falhado nesta época que parece interminável. «A temporada está a ser complicada para mim», admitiu a 9 de Maio numa conta de Instragram ligada ao seu antigo clube. Bem pode dizê-lo. E a culpa, neste caso, não é da pandemia.

Tem-lhe faltado condição física. Falta-lhe também ousadia ofensiva e capacidade para arriscar o centro lá à frente, a partir da linha. Num campeonato tão assimétrico como o português, compensa pouco ter um lateral com características tão posicionais e de reduzida mobilidade como Rosier. O preço que custou exige muito mais que isso. 

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (8)

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VIETTO

Se há jogadores que não enganam, no conjunto das características exibidas nos relvados, um deles é Luciano Vietto. Estamos perante um profissional acima da mediania, que tem superado em Alvalade as apagadas exibições de épocas anteriores no Valência e Fulham (por empréstimo do Atlético de Madrid). Mas sem um percurso fácil: este argentino de 26 anos suportou forte concorrência no balneário leonino e foi conquistando espaço aos poucos, ganhando confiança e ultrapassando legítimas dúvidas dos adeptos.

Ainda com Marcel Keizer, o Sporting actuava em regra com um ponta-de-lança fixo servido por dois extremos clássicos. Era uma opção táctica que potenciava as características de Bas Dost e honrava a melhor tradição do futebol de ataque leonino. Vietto chegou a ser experimentado sobretudo na ala esquerda, mas rende muito menos encostado à linha: a sua manobra preferida é rumar em diagonal para o corredor central, transportando a bola mas sem perder a noção do colectivo. A qualquer momento faz um passe de ruptura. 

Em vários jogos, o n.º 10 dos Leões foi decisivo. Com destaque para o Sporting-V. Guimarães, o Sporting-Belenenses SAD e o Sporting-Basaksehir (Liga Europa). Contra os azuis da Cruz de Cristo em Alvalade, a 10 de Novembro, teve uma exibição de sonho: rompeu a apatia e o desalento do onze então orientado por Silas e, num estádio onde se escutavam indignados e generalizados assobios, marcou dois golos de rajada, garantindo os três pontos. Parecia levar sozinho a equipa às costas.

Com notável capacidade de jogar entrelinhas e muito influente no último passe, este avançado móvel que o Sporting contratou a 14 de Maio de 2019, por 7,5 milhões de euros, ao Atlético de Madrid no âmbito do acordo entre os dois clubes em torno da saída de Gelson Martins, rendeu até agora oito golos, alcançados em 31 jogos oficiais. Nesta insólita temporada que parece não ter fim, é o terceiro marcador da equipa, após Bruno Fernandes (que já saiu) e Luiz Phellype (afastado por lesão muito prolongada). Rúben Amorim vai seguramente contar com ele para os jogos que ainda faltam.

Se conseguir superar algumas fragilidades de ordem física e uma certa intranquilidade emocional que por vezes parece perturbá-lo perto da linha de golo, Vietto irá confirmar-se como um dos maiores activos do actual Sporting. Só há um problema: o clube apenas dispõe de metade do passe do jogador. O Atlético de Madrid mantém-se titular de 50% dos seus direitos económicos.

 

Nota: 7

Os jogadores de Varandas (7)

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RAFAEL CAMACHO

Desafiou uma maldição com mais de um quarto de século em Alvalade, aceitando jogar com o n.º 7 estampado nas costas. Um algarismo que pouca ou nenhuma sorte deu a anteriores titulares. Basta recordar, por exemplo, Pongolle, Vukcevic, Izmailov, Bojinov, Jeffrén, Magrão, Shikabala, Alan Ruiz, Campbell ou Rúben Ribeiro. 

Rafael Camacho chegou no Verão passado, vindo do Liverpool, onde chegou a actuar no plantel principal e recebeu palavras elogiosas do treinador Jürgen Klopp. Para este jovem que anteontem festejou o 20.º aniversário, tratava-se de um regresso às origens: natural de Lisboa, nasceu para o futebol na Academia de Alcochete. E gosta até de recordar que se estreou no Sporting como apanha-bolas. Rumou na adolescência ao Reino Unido acompanhando os pais, emigrantes. Em três épocas, cumpriu 70 jogos na equipa sub-23 do Liverpool, marcando 25 golos.

Este regresso munido de um contrato por cinco épocas, anunciado a 27 de Junho, custou 5,6 milhões de euros aos cofres leoninos e resultou de uma "aposta pessoal" de Frederico Varandas, conforme garantiu à época a imprensa mais conotada com a liderança leonina. Marcel Keizer não parece ter ficado muito impressionado, remetendo o jovem reforço para a equipa sub-23. Depois Rafael sofreu uma lesão prolongada, mantendo-se fora dos relvados.

Foi só com Silas que calçou enfim, mostrando os seus dotes como ala direito. Com notável exibição no Portimonense-Sporting que a 21 de Dezembro permitiu ao Sporting, contra todos os prognósticos, rumar à meia-final da Taça da Liga. Foi dele o segundo golo, operando a reviravolta quando tínhamos um jogador a menos e havíamos encaixado duas bolas na meia-hora inicial. Um golo extraordinário, que vale a pena ver e rever. O Jogo destacou-o como melhor em campo. E com razão, pois Camacho evidenciou-se não apenas no plano ofensivo mas na cobertura defensiva. Revelando capacidade de desequilíbrio e bom domínio da bola. Não foi por acaso que chegou a treinar com Firmino, Mané e Salah...

No final de 2019, elegi-o aqui como promessa do ano. Espero não me enganar: seria um inequívoco sinal de que a maldição estava quebrada. Compete-lhe agora demonstrar aos adeptos que consegue muito mais que isso.

 

Nota: 6

Os jogadores de Varandas (6)

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NETO

Não é sportinguista desde pequenino, longe disso, mas soube cativar os adeptos com afirmações de indiscutível profissionalismo em defesa do grupo de trabalho e do emblema que defende em campo desde o Verão passado. Ao assinar pelos Leões por três épocas, em Março de 2019, confessou-se «grato e feliz por representar o Sporting». Não foram meras declarações de circunstância: percebiam-se que eram sentidas. 

Luís Neto veio do Zenit, onde cumpriu as obrigações contratuais até ao fim, e foi apresentado em Alvalade como primeiro reforço da temporada 2019/2020, ainda com Marcel Keizer ao comando técnico da equipa. Feitas as contas, representou um investimento de 800 mil euros - preço mais que módico por um defesa central com lugar na selecção nacional: Fernando Santos convocou-o várias vezes para os desafios da equipa das quinas. Neto tem 19 internacionalizações do primeiro escalão no seu currículo - a mais recente ocorreu em Outubro de 2018, num confronto na Escócia em que vencemos a selecção anfitriã (1-3).

A sua estreia de verde e branco foi pouco auspiciosa: integrou o onze titular no desafio da Supertaça, que terminou com goleada do SLB. Mas aos poucos este central de 31 anos foi-se impondo como terceiro central mais utilizado, aproveitando castigos ou lesões de Coates ou Mathieu, e configura-se como substituto natural do francês caso este decida pendurar as chuteiras no Verão.

É um jogador posicional, dotado de grande disciplina táctica e que aprendeu a fazer da experiência uma virtude embora ainda falhe por vezes o tempo ideal de corte. Falta-lhe o arrojo técnico de Mathieu, capaz de iniciar lances ofensivos com passes de ruptura e excelente visão de jogo, mas é daqueles profissionais que costumam transmitir confiança a qualquer equipa técnica. E revela espírito combativo: em Dezembro contraiu até uma lesão em campo, na recepção ao Moreirense, sofrendo fractura na grelha costal com pneumotórax associado num choque dentro da grande área leonina, o que o levou a ser evacuado aos 27', entre aplausos dos adeptos. Permaneceu mais de um mês fora dos relvados. Agora, inactivo por outros motivos, já confessa ter muita vontade de jogar. «Começo a pensar que quero esticar a carreira um par de anos», revelou esta semana em entrevista à Sporting TV.

Aposta-se muito nele como titular absoluto do Sporting na nova época que há-de vir. A aposta é bem capaz de se revelar segura.

 

Nota: 6

Os jogadores de Varandas (5)

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PLATA

Vai-se tornando consensual, entre os adeptos, que Gonzalo Plata terá sido a melhor contratação da era Varandas. A SAD leonina fechou contrato a 31 de Janeiro de 2019 com o jovem jogador, que dera nas vistas no campeonato sul-americano de sub-23 enquanto membro da selecção do Equador.

Avançado esquerdino, embora actue preferencialmente pelo corredor direito, chegou com apenas 18 anos, tendo assinado contrato válido até 2024, resguardado por uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. Custou-nos 1,1 milhões, mas o Sporting é apenas titular de metade do seu passe.

Alguns viram logo nele, a prazo, o substituto natural de Gelson Martins. Mas com Marcel Keizer ainda ao leme da nossa equipa, Plata foi remetido para a equipa sub-23, sem oportunidade de mostrar o que valia entre os maiores. Fácil de explicar: o holandês contava ainda com Raphinha para essa posição.

Com Silas, e já sem Raphinha no plantel, o equatoriano encontrou enfim o seu espaço entre os "adultos". Começou a 21 de Dezembro, contra o Portimonense para a Taça da Liga, quando se revelou decisivo para virar um resultado de 0-2 para 4-2. Plata só actuou nos 20 minutos finais, mas foi quanto bastou para marcar um golo e fazer assistência para outro, revelando-se o melhor em campo.

A 23 de Fevereiro, desfez as últimas dúvidas com uma exibição de luxo perante o Boavista, em Alvalade, quando o treinador apostou nele como titular. Marcou um golo, assistiu noutro ao cobrar um livre de forma irrepreensível e revelou-se incansável nos 90 minutos, dominando todo o nosso corredor direito e tendo até resistido a uma entrada violenta de Ricardo Costa, que podia tê-lo inviabilizado para a prática do futebol.

«Espero que seja o primeiro de muitos», declarou no final, aludindo a este seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Era o terceiro Leão mais jovem a marcar neste século, depois de Eric Dier e Diego Rubio.

No dia seguinte, sem surpresa, a imprensa desportiva rendia-se ao seu talento, dando-lhe a melhor nota por unanimidade.

Em Setembro, estreara-se na selecção principal do seu país num amigável contra o Peru disputado em Nova Iorque que terminou com a vitória equatoriana. Dias depois, num encontro frente à Bolívia, marcou o primeiro golo ao serviço da selecção A. Vai ficar-lhe certamente na memória.

Veremos o que irá seguir-se. As incógnitas são imensas, dada a pandemia que está a mudar por completo as nossas vidas, mas não custa vaticinar um futuro auspicioso a este ala criativo ainda no início da carreira como futebolista profissional. Assim não lhe falte a sorte, pois talento já tem.

 

Nota: 8

Os jogadores de Varandas (4)

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IDRISSA DOUMBIA

Não foi nada barato, trazê-lo para o Sporting. Idrissa Doumbia chegou a 15 de Janeiro de 2019, com um contrato válido até 2024, a troco de 4,3 milhões de euros, para a posição de médio defensivo. Um lugar que teríamos preenchido com vantagem se soubéssemos reter um profissional que formámos: João Palhinha, que está a brilhar no Braga.

«Tive propostas de outros clubes, mas era boa opção vir para cá», declarou à chegada o jovem jogador, agora com 21 anos. Natural da Costa do Marfim, Idrissa - o nome próprio serve para o diferenciar de Seydou Doumbia, avançado que viera 16 meses antes para Alvalade, onde nunca conseguiu mostrar dotes como goleador, e acabara de partir - ficou garantido com uma inútil cláusula de 60 milhões de euros que clube algum accionará.

Os treinadores, de Keizer a Silas, apostaram nele. Sem Palhinha, e com Battaglia lesionado, o marfinense foi aparecendo como titular no meio-campo leonino. Mostrando-se esforçado, denotando ligeiras melhorias no plano táctico, mas com evidentes lacunas de base - sobretudo no capítulo técnico. Domina mal a bola, por exemplo. Tem dificuldade em fazer passes de ruptura. Revela-se incapaz de marcar golos. E recorre com irritante insistência à falta em zonas problemáticas.

Em vídeo, como costuma suceder com qualquer jogador, parecia melhor do que é: um trinco dotado de alguma competência para recuperar a bola mas depois incapaz de saber o que fazer com ela. Mediano, talvez apropriado para uma equipa sem aspirações a proezas nas competições futebolísticas, mas não serve para o Sporting.

Veio da Rússia, onde competia com a camisola do Akhmat Grozny, e muito provavelmente não permanecerá em Alvalade na época 2020/2021. Resta ver quem quererá ficar com ele. Os tempos, como sabemos, não são nada propícios a quem quer vender. Mais um motivo para que se recomende a máxima precaução no momento de comprar.

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (3)

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BORJA

O que dizer de Cristián Borja? Que é um jogador certinho, sem rasgo, sem fazer a diferença, que joga apenas pelo seguro e se limita a cumprir o mínimo que lhe é exigido. Não compromete, em regra, é certo. Mas também raras vezes consegue empolgar os espectadores.

Parecia ser um investimento seguro quando a SAD leonina o contratou, a 30 de Janeiro de 2019. Colombiano, actuava no Toluca, do Máxico, e vinha para competir com Acuña e Jefferson para a posição de lateral esquerdo.

Destronou o brasileiro, já na recta final da sua passagem por Alvalade, mas foi incapaz de vencer o duelo interno com o argentino, que se manteve titular dominante da posição. Na temporada 2019/2020 regista 15 actuações, correspondentes a 42% do número de jogos do Sporting. Mas só permaneceu em campo do princípio ao fim em sete desses desafios.

Golos marcados? Apenas um, frente ao Marítimo, a 27 de Janeiro. Assistências, nem uma. Números insuficientes, para quem custou ao Sporting 3,1 milhões de euros - por apenas 80% do seu passe. 

Borja veio para suprir uma eventual transferência de Acuña que acabou por não acontecer. E, naquela posição, tapa a ascensão de um jovem da nossa Academia. O promissor Nuno Mendes, por exemplo.

O colombiano, agora com 27 anos, é internacional pelo seu país. Integrou a turma olímpica em 2016, e chegou à selecção A em Setembro de 2018, embora com reduzida utilização. O principal jogo em que participou foi em Junho de 2019, contra o Paraguai, na fase de grupos da Copa América, já sob o comando de Carlos Queiroz.

Vale a pena continuar a apostar nele? Catorze meses depois, são escassos os admiradores que mantém em Alvalade. E subsistem muitas incógnitas quanto à sua margem de progressão.

 

Nota: 5

Os jogadores de Varandas (2)

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ILORI

A 29 de Janeiro de 2019, Tiago Ilori era anunciado como reforço, com a intenção declarada de robustecer o debilitado sector defensivo leonino. Vinha do Reading, sem nunca ter conseguido afirmar-se no futebol inglês. E custou 2,6 milhões de euros por 60% do passe.

Tratava-se de um regresso. O central teve formação na Academia de Alcochete e estreou-se como titular no campeonato nacional pelo Sporting (e logo a marcar um golo) quando tinha apenas 18 anos, em Novembro de 2011. Lançado por Domingos Paciência quando se avizinhava a pior época de sempre do Sporting.

Chegou a dar nas vistas nessa malfadada época, a de 2012/2013. Mas viria a portar-se mal, fazendo birra, ao procurar forçar uma transferência para o estrangeiro quando ainda se encontrava com vínculo prolongado ao plantel leonino. E acabou mesmo por sair, vendido por 7,5 milhões de euros ao Liverpool, em Setembro de 2013. Sonhava com uma carreira na Premier League que nunca conseguiu tornar realidade.

«Foi aqui que fui mais feliz na minha carreira», declarou Ilori ao voltar, mais de cinco anos depois. Muito mais humilde do que quando saiu. Mas a sorte não lhe sorriu neste regresso. Começou da pior maneira, e logo num clássico: o Benfica-Sporting de 6 de Fevereiro, em que viu um cartão amarelo aos 2' e marcou um autogolo aos 64'. 

Era uma espécie de vingança do destino. Intranquilo, com falhas posicionais, sem maturidade competitiva, Ilori revelou-se um fiasco. Foi sendo relegado para o banco, por vezes até para a bancada, e desceu para quarto na hierarquia dos centrais - actuando apenas nos casos de lesões ou castigos dos colegas.

Aposta falhada. Deve sair no final da época. Deve estar mil vezes arrependido de um dia, quando decidiu bater o pé, ter dito estas palavras de profunda ingratidão para o clube que o formou: «Estava preparado para ficar dois anos sem jogar no Sporting.» E Frederico Varandas deve estar muito arrependido de o ter ido buscar. As segundas oportunidades não são para todos.

 

Nota: 3

Os jogadores de Varandas (1)

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LUIZ PHELLYPE

Na véspera de Natal de 2018, a gerência de Frederico Varandas anunciou a aquisição do seu primeiro reforço: o avançado Luiz Phellype, que jogava no Paços de Ferreira e se distinguira como melhor marcador da Segunda Liga. 

«Foi o melhor passo que dei até agora e a decisão mais acertada», pronunciou-se de imediato o jogador, que vinha com o propósito declarado de ser o suplente de Bas Dost, então o goleador titular do Sporting.

O brasileiro, hoje com 26 anos, acabou por revelar-se útil logo no primeiro semestre equipado de verde e branco: marcou oito golos em 14 jogos na Liga (836 minutos), aproveitando as oportunidades que lhe foram surgindo quando era chamado a substituir o holandês. À média de 0,57 golos por jogo.

Esta época correu-lhe pior, apesar de actuar como ponta-de-lança titular desde a saída de Dost. Levava nove golos marcados em todas as competições (média de 0,35 por jogo) quando se viu afastado dos relvados durante o resto da temporada devido a uma grave lesão no joelho, a 27 de Janeiro, durante o Sporting-Marítimo.

Em 2019/2020 marcou ao Rio Ave, Portimonense (2), Paços de Ferreira, Santa Clara (2) e Moreirense, nas provas internas, e ao Lask Linz e ao PSV na Liga Europa.

Na relação qualidade/preço, a sua aquisição foi vantajosa: ficou-se pelos 500 mil euros, acrescidos dos empréstimos de Rafael Barbosa e Elves Baldé ao Paços. Valorizou-se seguramente em Alvalade, apesar da lesão, e poderá gerar lucro à SAD leonina quando soar o momento de nova transferência.

 

Nota: 7

Foi mesmo o Sporting ou foi o Celtic?

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E o adversário das duas finais equipava de azul, foi o Belenenses?  Não, foi o Porto.

E os das meias-finais, um equipava de vermelho, o outro de vermelho também... Terão sido Benfica e Braga?

E foi há muito tempo ou logo depois da debandada de jogadores de topo como Rui Patrício, William, Gelson, Podence e Rafael Leão, provocada pelo destituído?

É que, ouvindo o Vítor Oliveira, o Silas e mais uns quantos, fica-se um pouco baralhado da cabeça... 

 

PS: Algum jogador de topo nas fotos?

SL

 

It's the football, stupid

Havia uma frase assim sobre economia que ficou famosa na campanha de 1992 de Bill Clinton.

E parece-me muito apropriada para descrever o momento actual do Sporting. Ninguém quer saber dos resultados das modalidades, da situação financeira, das responsabilidades de quadros e dirigentes do Sporting no assalto ao próprio clube, da guerra com as claques desmamadas. Apenas querem saber de mais uma derrota para a Liga, algures no Minho. 

É o poder do futebol. E Varandas bem o sabe, porque colocou o futebol no centro da sua campanha. Então, não se pode queixar das críticas quando o futebol não vai bem.

E para ter sucesso no futebol é preciso massa crítica, um conjunto de competências espalhadas pela estrutura e pelo plantel que tornem os objectivos possíveis de serem alcançados.

 

Ora, neste momento o futebol do Sporting tem músculo a menos e gordura a mais. E custa demasiado para o que rende. Existem Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Coates e... Paulinho. Depois existem... os outros, uns melhores, outros piores, e alguns que metem dó. Na quinta-feira contra o PSV, Bruno assistiu para o primeiro, marcou o segundo, assistiu para o terceiro de Mathieu, marcou o penálti conquistado por Acuña. Ontem mais uma vez assistiu para o golo.

Abre-se o jornal e lê-se que Bruno Fernandes, Acuña e Coates estão na porta de saída para... o Sporting poder reforçar o plantel!!! Está tudo doido!

Temos um dos piores plantéis de sempre? Nem por isso, para além dos quatro magníficos, titulares de Portugal, Argentina, Uruguai e ex-titular de França, temos mais alguns jogadores interessantes que frequentam diferentes selecções, inclusive a do Brasil. Lembro-me de bem pior.

Mas... temos uma das piores equipas técnicas de sempre. Não falando dos últimos que por aqui passaram, pensar que um dia tivemos Bobby Robson, Mourinho, M. Fernandes e Roger Spry, e agora temos Silas e o seu grupo de amigos mais um fisioterapeuta promovido a preparador físico. E Nelson Pereira na prateleira dá-me a volta ao estômago.

 

Bruno Fernandes anda a pregar no deserto. Enquanto ele se queixa de falta de atitude, de meter o pé e ganhar as divididas, de falta de intensidade, de entrarem amorfos nos jogos, Silas queixa-se de falta de paciência, dos jogadores andarem a jogar por si, de falta de maturidade e que... a equipa não precisa de heróis.

E depois temos os responsáveis por tudo isto: Hugo Viana, Beto... e obviamente o próprio presidente. Uma solução seria (como aqui vários defenderam e continuarão a defender) que ele se demita e convoque eleições. E ficarem lá os incompetentes a dar cabo do que resta da temporada.

 

Outra solução, para mim bem mais simples, é o presidente exigir responsabilidades e correr com quem não demonstra competência para servir o Sporting. Aqui vai uma lista do que eu faria ou tentava fazer se estivesse no lugar dele:

1. Contratar um director desportivo qualificado e pôr Hugo Viana nas Relações Internacionais (com os países árabes ou algo assim).

2. Convidar um homem da casa, da velha guarda, para secretário técnico. Um novo Manolo Vidal. Pôr Beto noutras funções quaisquer onde possa demonstrar alguma utilidade.

3. Contratar um treinador experiente e inspirador, com olho para os jovens, como já tivemos vários, de preferência inglês (digo eu), que nas conferências de imprensa se resuma ao "no comments" e um preparador físico de topo. Completar a equipa técnica com um adjunto ex-capitão tipo Oceano e o emprateleirado Nelson Pereira.

4. Manter Bruno Fernandes, Coates, Acuña, Mathieu e Wendel a todo o custo até ao final da época e devolver o Acuña à posição de extremo esquerdo.

5. Mandar Ilori, Eduardo e Borja fazer companhia a Matheus Oliveira, juntar os três emprestados e despachá-los a todos na primeira oportunidade. 

6. Emprestar Battaglia, Jovane e Miguel Luís para poderem recuperar e/ou evoluir e serem úteis na próxima época num contexto mais favoravel. Deixar os emprestados onde estão a jogar e a evoluir também.

7. Completar o plantel com os melhores dos sub-23 que estão em plena actividade, em particular, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes, e dar verdadeiras oportunidades a Camacho e a Plata. Doumbia, Wendel e Rosier são também sub-23 e têm muito por onde evoluir. Ristovski pode ser útil a médio direito, mas a defesa já se viu que é incapaz.

 

E com isto fazer mais uma ou duas eliminatórias da Liga Europa, conseguir chegar no fim ao 3.º lugar da Liga e deixar construída a base da equipa do próximo ano.

Enfim... digo eu... no dia de hoje. 

Vamos ver o que o futuro nos dará.

SL

A importância de falar claro

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«O plantel do Sporting fica muito longe do plantel do Benfica e do Porto. Muito longe. Tem alguns bons jogadores, mas não tem muitos bons jogadores. Tudo aquilo que aconteceu na Academia vai demorar dois, três anos a recompor-se. Foi muito grave o que aconteceu na Academia. Com poucos resultados, esta situação ainda se agrava mais. Mas devemos constatar que este plantel do Sporting não é tão bom (ou perto disso sequer) como o do Benfica e o do Porto. Daí a diferença pontual que já existe relativamente a essas duas equipas e esta irregularidade que o Sporting vem demonstrando. Jogadores de top, o Sporting tem muito poucos. O Sporting, para ter melhores resultados, precisa de melhores jogadores. Pode andar a mudar de treinador, a mudar de presidente, mas aquilo de que precisa é de um plantel mais reforçado.»

 

Vítor Oliveira, na conferência de imprensa após o Gil Vicente-Sporting

Outono

Ficaram provadas várias coisas. No estado em que isto está talvez nem um Klopp conseguiria melhor. Borja não sabe o que faz nem o que fazer com a bola; Doumbia nem o corpo consegue equilibrar; Eduardo, que é feito do Eduardo do Belenenses?; Miguel Luís e Ilori não existem. Ou seja são jogadores abaixo do nível de um Alverca da 3.a divisão. Jesé foi bom há 10 quilos atrás; Filipe das consoantes caiu numa estranha apatia e Rosier já deve ter sido melhor. 

Em resumo, o Sporting deve ter o pior meio-campo da sua história. Há portanto que pedir responsabilidades a quem, ó Teresa, montou esta traquitana que nada tem a ver com uma equipa, chame-se Varandas ou Hugo Viana.

Tudo isto no ano em que aumentou o preço dos lugares e em que a administração aumentou os seus vencimentos. 

E agora? Agora não há outro remédio senão dar tempo a Silas e aguentar. Lá para Março será tempo de acertar as contas com os bandalhos que nos puseram nesta situação, a nós sócios, ao pobre do treinador e até alguns dos jogadores. Este veneno bebe-lo-emos ao fim.

Só uma palavra de compreeensão para a contenção de Neto, senti que na pele dele eu teria desatado à chapada a tudo que me aparecesse à frente. 

Sem desculpas

Dos 14 jogadores que ontem alinharam pelo Sporting no estádio do Bessa, a esmagadora maioria já chegou durante o mandato do actual presidente.

Fica o inventário.

 

Contratados por Frederico Varandas: 9 (Bolasie, Borja, Camacho, Eduardo, Idrissa, Jesé, Neto, Plata, Rosier)

Contratados por Bruno de Carvalho: 4 (Acuña, Bruno Fernandes, Mathieu, Wendel)

Contratado por Sousa Cintra: 1 (Renan)

 

Isto significa que, também neste domínio, esta administração da SAD leonina deixou de ter desculpas.

Balanço provisório

 

Precisávamos de um ponta-de-lança. Não veio nenhum ponta-de-lança.

 

Precisávamos de reforçar a defesa. Não veio nenhum reforço para a defesa.

 

Precisávamos de um médio defensivo de raiz. Não veio nenhum médio, muito menos com características defensivas.

 

Temos portanto mais três alas. Quando já tínhamos/temos Jovane, Plata e Camacho nessas posições, além de Acuña.
Falta-nos um médio defensivo de raiz
Falta-nos, com manifesta urgência, reforçar a defesa.
Falta-nos, acima de tudo, um ponta-de-lança que concorra com Luiz Phellype.

 

Sobre isto, nada de novo.
Temos um dos plantéis mais desequilibrados de que há memória.
E só um português no onze titular - nem sequer formado no Sporting

Tatuagens & penteados

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Levantou-se há dias um clamor nas redes sociais devido a uma declaração de Pep Guardiola que critica certos jogadores por andarem mais preocupados com penteados e tatuagens, dando assim a entender que prefere os outros, como Rodri, novo reforço do Manchester City. «Vai ser um jogador incrível para nós. Não tem brincos nem tatuagens e o cabelo é de um médio. Um médio defensivo deve ser assim e não pensar no resto», afirmou o treinador catalão, sem recear ser politicamente incorrecto.

Visados? Todos aqueles que abrilhantam cada treino com novo "visual", isto é, com um penteado ainda mais esquisito do que o anterior, mais uma tatuagem do que na véspera e tantos piercings que podiam abrir uma loja de ferragens. Se treinassem tanto como cuidam da maquilhagem, só poderiam beneficiar as equipas onde jogam.

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