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És a nossa Fé!

O egomaníaco e alguns epígonos

Alguns pequenos e médios epígonos de Bruno de Carvalho, estimulados pela recente aversão que o presidente parece sentir pelo plantel leonino, desataram nos últimos dias a chamar "funcionários" aos jogadores nas mais variadas e desvairadas caixas de comentários, incluindo neste blogue.
Nunca vi nada assim.
Os tais que agora disparam contra quem enverga a nobre camisola verde e branca no momento em que o Sporting discute em campo o acesso à Liga dos Campeões 2018/2019 e a conquista da Taça de Portugal esquecem uma verdade elementar que, num louvável parêntesis ao sopro de manicómio que vai varrendo este consulado, foi há dias recordada por Jorge Jesus: «Quem faz crescer os clubes são os jogadores.»

Se a SAD leonina prescindisse destes "funcionários", como lhe chama a mais fanática falange presidencialista, ficaria com quem para marcar golos, empolgar os adeptos, encher os estádios e gerar receitas?
Num triste cenário desses, talvez algum egomaníaco, esquecido de que o futebol é um desporto colectivo, descesse solitário ao relvado e marcasse mil golos fantasmáticos em tardes de pseudo-glória contra rivais imaginários...

Hoje giro eu - Assim, não!!!

Acabei de chegar a Lisboa depois de uma cansativa viagem de 1200 Km, por estrada, entre as capitais ibéricas. Sim, na companhia dos Antónios, do Gonçalo e do Tiago fui a Madrid ver o nosso Sporting. Como outros sportinguistas vivi uma jornada de militância leonina. Depois de um jogo frustrante, com um resultado final que não expressou minimamente o que se passou no terreno, foi a esse sentimento de vitalidade do leão que me agarrei ontem à noite antes de adormecer. Vi um produto da nossa Formação (Paulo Futre), mais uma descoberta do nosso Aurélio Pereira, ser engolido à entrada do estádio por uma enorme mole humana de adeptos do Atlético, ao som de "es lo mejor", ouvi os cânticos dos adeptos madrilenos serem ofuscados pelas vozes saídas da alma indomável de 3500 sportinguistas, observei os nossos jogadores equivalerem-se aos milionários "colchoneros", assisti à serenidade irrepreensível com que as nossas claques e adeptos comuns aguentaram os 45 minutos de reclusão na caixa de segurança pós-jogo. Antes, a caminho da capital espanhola, haviamo-nos entretido com um animado "quiz" sobre a história do clube e dos seus jogadores. Tudo razões para atenuar a enorme azia que se apoderou de mim à medida que o jogo se encaminhava para um desfecho desolador. Afinal havia esperança e muitas coisas boas a merecerem o devido relevo.

 

Hoje, ao acordar, tudo se desmoronou. Um compincha de viagem, enquanto preparávamos o regresso a casa, informou os restantes que Bruno de Carvalho tinha usado o Facebook para criticas individualizadas a jogadores. Não queria acreditar! O presidente não é o provedor dos sócios, é o homem que dirige o clube, que foi eleito e é pago para resolver os problemas. Para encontrar soluções, não para ser, em si mesmo, um problema adicional. 

 

Um grupo de trabalho tem regras. É suposto estar blindado. O presidente tem todo o direito de ir ao balneário, de se dirigir aos jogadores e de lhes dar conta da sua frustração. Que será equivalente à de todos os que estiveram no Wanda Metropolitano, à daqueles que, não podendo ir, assistiram pela televisão e, pormenor a não desprezar, à dos próprios jogadores. Mas podendo, não deve em momento algum desvirtuar a relação tácita de confiança entre as partes e tornar público os seus queixumes. Isso caberá ao adepto comum. Até porque ao criticar desta forma os jogadores pode sempre ser acusado de desviar as atenções para outrem. E um presidente deve sempre assumir as suas responsabilidades. Todos nós assistimos a uma noite de terror de Coates, a um erro grave de Mathieu, a falhanços de Dost, Gelson ou Montero. Claro que os jogadores se esforçaram, que queriam e quiseram ganhar, mas isso faz parte de ser profissional, é o mínimo que se lhes deve exigir e nem devia fazer parte do lema de qualquer clube com pretensões. Lema, aliás, que deve urgentemente ser revisto, independentemente da disponibilidade demonstrada por quem entrou em campo, algo que não discuto. Esforço, dedicação, devoção? Substituam-nos por exigência, excelência e superação. Com esses valores bem incutidos, aí sim, teremos um clube temido e respeitado pelos seus adversários.

 

Entenderam os jogadores emitir um Comunicado. Na minha opinião, também não estiveram bem. E não estiveram bem porque acabaram por, também eles, tornar pública uma posição, violando assim as tais regras que enunciei acima e perdendo toda a razão que justamente lhes assistia.

 

Estamos assim perante um impasse e é difícil entender como desta crise se pode extrair algo de positivo para o futuro próximo do clube. As partes, não cedendo, estarão a prestar um péssimo serviço ao Sporting Clube de Portugal. Se o presidente se vê como o provedor dos sócios é bom que perceba que os sócios não querem isto. Um clube falado na Comunicação Social pelos piores motivos, vexado e gozado pelos rivais é um atentado à história de um enorme clube e à memória de todos aqueles que tiveram a honra de alguma forma o servirem, como dirigentes, atletas, sócios, adeptos ou meros simpatizantes e, paradoxalmente, destrói inequivocamente todo o reconhecido trabalho de recuperação do clube executado por Bruno de Carvalho e sua direcção. Por outro lado, os jogadores têm de perceber que estão ao serviço do clube e que isso significa estar ao serviço dos sócios durante o tempo que estiverem no clube. É a paixão destes que estimula patrocinadores e permite gerar receitas que vão alimentar os seus salários. Assim, o interesse comum, o do "nós", sócios, deveria ter prevalecido, por muito que os jogadores, que tinham razões para se sentirem indignados, tivessem de cerrar os dentes.

 

Em todo este processo, as partes, treinador incluido, pretendem influenciar a opinião pública, em vez de assumirem as suas responsabilidades e estabelecerem os devidos compromissos entre si e com o clube, no recato dos gabinetes e do balneário. Por isso, a todos me dirigindo, termino desta maneira: meus senhores, isto não é um "Beauty Contest", não queremos saber quem é mais simpático ou mais fotogénico. O que nós queremos, aliás, nós exigimos é que se entendam, trabalhem juntos, tenham RESPEITO pelo clube e guardem as vossas lamentações para vós próprios. Não só não estamos em Jerusalém, como também não ficaremos em cima do muro a assistir a este definhar do clube que amamos. A continuarem neste registo, a história vos julgará. A TODOS!!!

 

#savingprivateryan

E vão 29 jogadores neste campeonato

Jorge Jesus estreou ontem Wendel no onze principal leonino.

Foi o 29.º jogador utilizado pelo treinador nas 27 partidas do campeonato já disputadas desde o início da época.

Destes 29, doze são portugueses (oito dos quais formados na Academia de Alcochete).

 

Eis a lista, por ordem de entrada em cena:

Rui Patrício

Piccini

Coates

Mathieu

Fábio Coentrão

William Carvalho

Adrien

Gelson Martins

Acuña

Bruno Fernandes

Bas Dost

Podence

Battaglia

Jonathan Silva

Bruno César

Doumbia

Iuri Medeiros

André Pinto

Alan Ruiz

Petrovic

Ristovski

Bryan Ruiz

Rúben Ribeiro

Montero

Lumor

Rafael Leão

Misic

Palhinha

Wendel

 

Na vossa opinião, quais são os cinco melhores e os cinco piores desta lista tão vasta, com mais de uma estreia por jogo em termos médios?

Os melhores: Bruno, Rui Patrício, Bas Dost

O prometido é devido: aqui fica o resultado do inquérito que lancei há dias no És a Nossa Fé, junto dos leitores e dos meus colegas de blogue, para apurar quem são os três jogadores mais valorizados do nosso plantel, numa altura em que estão decorridos três quartos do campeonato nacional 2017/18.

Dou assim sequência a uma iniciativa semelhante, concretizada no termo da oitava jornada, ao cumprir-se um quarto do total dos jogos desta prova, e prosseguida quando chegámos a meio desta Liga.

Desta vez houve bastante menos adesão à iniciativa do que nas duas ocasiões anteriores. Se no primeiro inquérito obtive 56 respostas e no segundo o número aumentou para 60, desta vez caiu para 28. O que reflecte seguramente algum desânimo pelo desempenho da equipa ao longo das semanas mais recentes.

Como de costume, pedi-vos para indicarem os nomes dos três jogadores do Sporting que mais valorizam, por ordem decrescente.

Atribuí três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

mw-860[1].jpg

 

 

A classificação, desta vez, ficou assim estabelecida:

 

Bruno Fernandes:    25 pontos

Rui Patrício:               19 pontos

Bas Dost                     14 pontos

Gelson Martins:          9 pontos

Fábio Coentrão           3 pontos

Mathieu:                       2 pontos 

 

Breves comentários:

  • À oitava jornada, estiveram dez jogadores entre os preferidos pelos adeptos leoninos que frequentam este blogue. A lista reduziu-se em Janeiro para oito e desta vez abrangeu só seis.
  • Bruno Fernandes, terceiro em Outubro, manteve  o primeiro posto já alcançado em Janeiro.
  • Embora baixando (de 44 para 19 pontos, entre Outubro e Março), Rui Patrício segura o segundo lugar no pódio da votação anterior.
  • Bas Dost mantém-se como terceiro mais votado. Na primeira votação da época, curiosamente, tinha ficado quase esquecido.
  • Gelson oscila: recebeu 4 votos na primeira votação, subiu para 20 na segunda e cai agora, obtendo apenas 9.
  • Dos seis agora mencionados, metade são reforços desta época: Bruno, Fábio e Mathieu. Mas o francês, que fora o segundo com mais votos em Outubro, caiu a pique de então para cá, baixando de 35 para 2 pontos.
  • William Carvalho e Piccini desaparecem pela primeira vez da lista dos preferidos.
  • Battaglia e Acuña, mencionados em Outubro, ficaram esquecidos em Janeiro e continuam de fora.
  • Coates parece um mal-amado: é o único jogador do onze-tipo do Sporting nesta época que nunca mereceu uma referência.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

A dez jornadas do fim do campeonato, e superados portanto dois terços da prova, venho perguntar-vos pela terceira vez quais consideram ser os três melhores jogadores deste Sporting 2017/2018.

Por ordem decrescente e com apenas três nomes, para não ser demasiado fácil.

Recordo que comecei por fazer esta pergunta aqui no blogue a 9 de Outubro e voltei a fazê-la a 12 de Janeiro. No final será interessante verificar a oscilação de opiniões que foram sendo registadas ao longo da época.

Os melhores: Bruno, Rui Patrício, Bas Dost

Conforme prometido, divulgo hoje o resultado do inquérito promovido aqui há três dias, junto dos nossos leitores e dos meus colegas de blogue, sobre os melhores jogadores do Sporting nesta época 2017/2018, quando já decorreu metade do campeonato. Dando sequência a uma iniciativa semelhante, concretizada no termo da oitava jornada, ao cumprir-se um quarto do total dos jogos desta prova.

Houve novamente muitas respostas. Correspondendo ao meu pedido para a indicação de três nomes por ordem decrescente.

Decidi atribuir três pontos ao jogador mencionado em primeiro lugar, dois ao que figurava em segundo e apenas um ao que ficou em terceiro.

 

image[1].jpg

 

 

A classificação ficou assim estabelecida:

 

 

Bruno Fernandes:    49 pontos

Rui Patrício:               29 pontos

Bas Dost                     21 pontos

Gelson Martins:        20 pontos

Mathieu:                    19 pontos

William Carvalho:      5 pontos

Piccini:                          3 pontos

Fábio Coentrão           1 ponto

 

 

Breves comentários:

  • À oitava jornada, estiveram dez jogadores entre os preferidos pelos adeptos leoninos que frequentam este blogue. A lista reduz-se agora para oito.
  • Bruno Fernandes, terceiro em Outubro, sobe desta vez para primeiro. A larga distância dos restantes.
  • Embora baixando (de 44 para 29 pontos, do primeiro para o segundo posto), Rui Patrício continua a ser visto como imprescindível.
  • Bas Dost tinha ficado praticamente esquecido na votação anterior. Destaca-se desta vez, subindo para o pódio.
  • Entre os cinco primeiros, só dois reforços desta época: Bruno e Mathieu.
  • William Carvalho baixa muito: há três meses recolheu 28 pontos, ficando-se agora pelos 5.
  • Inversamente, Gelson Martins sobe bastante: de 4 para 20.
  • Battaglia e Acuña, mencionados há três meses, não constam desta lista. Omissão mais significativa no caso do primeiro, que em Outubro fora o quinto mais votado.
  • Coates, ausente há três meses e ausente desta vez também. O uruguaio parece ser um mal-amado entre os adeptos.
  • Coentrão tinha ficado esquecido no final do primeiro quarto do campeonato. Aparece desta vez, embora com votação residual.

 

Fica aberta a partir de agora a discussão sobre estas escolhas na caixa de comentários.

Quem são os três melhores?

Concluída a primeira volta do campeonato, eis-me novamente a questionar os nossos leitores sobre quem consideram ser os melhores jogadores do plantel leonino. Por ordem decrescente e mencionando apenas três, se não se importam.

Estou curioso por saber as vossas opiniões. E desde já prometo que voltarei a fazer um teste semelhante quando estiverem cumpridos dois terços da Liga 2017/2018. Para irmos comparando umas apreciações com outras: julgo que valerá a pena.

Olheiro de Bancada - XVI

Não vi o jogo! Andei a ler...

Porém tenho uma aplicação no telemóvel que dá sinal nos jogos do Sporting.

Deu aos 19 minutos.

Deu ao intervalo.

Eu continuei a ler blogues e a escrever ... coisas.

Após muito tempo novo toque. Pensei que era o fim do jogo. Mas não.

Empate. Bolas!

E agora digam-me lá, após este empate que me soube amargamente a derrota, quem foi o melhor do Sporting, lá para os lados do pré-fabricado..

Olheiro de Bancada - XV

O Portimonense deslocou-se a Lisboa como a 5ª equipa com mais golos marcados. Treinado por Vítor Oliveira, um homem que conhece o futebol como muito poucos em Portugal.

Temi que este jogo fosse mais um daqueles em que o sofrimento leonino seria uma constante.

Bom, mas cedo o Sporting colocou-se em vantagem para na segunda parte aumentar para o que seria o resultado final. Todavia não sei se foi do asteróide ou da chuva de estrelas, o certo é que esta noite em Alvalade assisti também a uma chuva... mas de golos perdidos.

Pronto, após esta mui breve resenha pretendo saber, dos meus caríssimos sportinguistas, qual foi para vocês o melhor jogador em campo?

Entretanto, e se não nos lermos até lá, desejo a todos, sportinguistas ou não, um Santo e Feliz Natal.

 

PS - Chegamos ao Natal e estamos em primeiro.

Análise dos suplentes

O Sporting alinhou ontem de início com nove dos habituais suplentes. Aproveitaram ou desperdiçaram a oportunidade?

Aqui fica uma análise sucinta de cada um.

 

Aproveitaram

André Pinto. Seguro a defender, eficaz nas dobras e nos cortes. Ainda foi à frente cabecear com perigo nas bolas paradas.

Ristovski. Já tinha causado boa impressão em jogos anteriores. Confirmou isso no desafio de Alvalade frente ao Vilaverdense. Dinâmico e com capacidade de cruzamento na ala direita.

Doumbia. Não é preciso trazer novo ponta-de-lança em Janeiro. Já temos um no banco. Ontem marcou três golos e fez assistência para o quarto.

 

Desperdiçaram

Petrovic. Não justifica estar no plantel leonino. Na primeira parte foi incapaz de conter o contra-ataque adversário. E é pouco vocacionado para a construção ofensiva.

Iuri Medeiros. Muito aquém do que se esperava dele: é uma promessa que tarda em materializar-se. Raros pormenores de boa técnica não fazem um bom jogador.

Alan Ruiz. Péssimo. Não tem atitude competitiva, incapaz de interagir com os colegas, dá sempre a ideia de estar a fazer um frete em campo.

 

Incógnitas

Salin. Pouco solicitado, pareceu atento nos lances em que foi chamado a intervir. Precisa de testes mais exigentes para mostrar o que vale.

Tobias Figueiredo. Ontem foi capitão. E, à frente, até cabeceou à barra. Mas atrapalhou-se aos 44', sem necessidade, num lance que poderia ter gerado penálti. Ou golo.

Bryan Ruiz. Muito longe do fulgor demonstrado na época 2015/16. Procura acertar e tem inegável capacidade técnica. Falta-lhe um suplemento de ânimo.

Olheiro de Bancada - XIII

Eu sei que este fim de tarde e início de noite esteve muito frio. Todavia quando aos 12 minutos Bas Dost fez aquilo que sabe fazer melhor, sempre pensei que íamos ter uma noite de muito calor de golos. Puro engano!

A equipa arrefeceu como a noite e reconheço que cheguei a ter os pés gelados, tal a pouca exuberância dos nossos atletas. É verdade que um golo chegou, mas podiam ter-se esforçado mais um bocadinho pois o Belenenses nunca foi uma equipa perigosa.

Posto este intróito digam lá de vossa justiça quem foi o melhor em campo do Sporting.

Cheira-me que desta vez não vai haver unanimidade.

Olheiro de Bancada - XII

Após uma jornada europeia fantástica, este jogo previa-se complicado, tanto mais que as equipas de Petit costumam ser muito aguerridas. Especialmente contra o Sporting...

Portanto esta vitória soube muuuuuuuuuuito bem. No entanto, falta saber quem, para os meus caríssimos leitores, foi o melhor jogador em campo na Mata Real.

"Botem" aí os vossos comentários, "faxavor"!

Os nossos jogadores, um a um

Missão cumprida. Trouxemos três pontos de Paços de Ferreira, com uma vitória por 2-1 alcançada num dos mais difíceis estádios das competições nacionais de futebol. Com dois golos marcados em quatro oportunidades - revelando assim 50% de aproveitamento, o que é de assinalar - e o golo sofrido já no tempo extra da segunda parte, confirmando-se uma tendência deste Sporting 2017/18 para facilitar a vida aos adversários mesmo à beira do fim.

Esta vitória não valeu apenas pelos três pontos. Valeu também por nos ter feito aproximar do líder do campeonato, o FC Porto, que ontem empatou no reduto do Aves. Estamos portanto separados por apenas dois pontos: isto significa que voltamos a depender só de nós para nos sagrarmos campeões nacionais.

O desafio desta noite assinalou dois regressos: o de Acuña, enfim recuperado da lesão embora longe da desenvoltura física anteriormente revelada, e o de Bryan Ruiz, após uma paragem de seis meses. Nem o argentino, substituído aos 56', nem o costarriquenho, em campo desde o minuto 72, deslumbraram. Mas contaremos certamente com eles na melhor forma em próximas jornadas.

A figura do jogo, indiscutivelmente, foi Gelson Martins. Devemos-lhe o golo da vitória e os pontos que agora nos permitem voltar a sonhar de forma ainda mais intensa com o título.

 

............................................................................

 

RUI PATRÍCIO (6). Duas boas defesas. A primeira logo aos 6', a segunda no minuto 90'+1'. Neste último lance já não foi capaz de evitar a recarga, sofrendo assim um golo solitário. Recebeu o primeiro cartão amarelo por queimar tempo.

PICCINI (6). Continua quase intransponível como guardião da nossa ala direita defensiva e vai ganhando ousadia em terrenos mais avançados. Teve um corte decisivo, em lance muito perigoso, aos 67'.

COATES (7).  É um elemento pendular do onze leonino, impondo-se pela disciplina táctica e pelo sentido posicional. Vital a sua intervenção para pôr fim a um ataque adversário no minuto 82.

MATHIEU (8). É um prazer vê-lo jogar. E ele também parece ter muito prazer em jogar, como se estivesse em início de carreira. Cortes preciosos aos 32' e aos 63'. Peça basilar deste Sporting 2017/18 que ambiciona ser campeão.

COENTRÃO (7). Terceiro jogo consecutivo a aguentar 90 minutos, indiciando boa condição física. Enfrentou com êxito Mabil, talvez o melhor adversário. Bons cruzamentos à frente - um deles serviu de assistência para o segundo golo.

WILLIAM (6). Mostrou-se aquém do William a que estamos habituados, parecendo um pouco preso de movimentos. Sólido na missão defensiva, teve algum défice no capítulo do passe longo - uma das suas inegáveis mais-valias.

BATTAGLIA (7). Pode não ter movimentos muito estéticos, mas é um dos elementos mais eficazes do onze. Estreou-se a marcar aos 20' - prémio à determinação deste jogador que nunca vira a cara à luta. Saiu magoado, aos 72'.

GELSON MARTINS (8). O melhor em campo. Correu, lutou, atacou, defendeu, quebrou os rins à defesa do Paços, serviu os colegas e sobretudo marcou um grande golo. Trouxemos os três pontos de Paços de Ferreira graças a ele.

ACUÑA (5). Recebeu um amarelo, por protestos, logo aos 2' e pareceu muito condicionado por essa sanção. Esforçou-se bastante, mas raras vezes com real eficácia. Denota ainda algumas limitações físicas. Substituído aos 56'.

BRUNO FERNANDES (5). Andou desaparecido durante quase todo o jogo numa posição que não tira o melhor da sua capacidade. De meia distância, disparou uma bola ao poste (65'). Foi o melhor que fez. Substituído já no tempo extra.

BAS DOST (4). A um ponta-de-lança exige-se que marque. O holandês tem cumprido bem essa missão, de Leão ao peito. Mas hoje não esteve nos seus dias. Falhou o golo de baliza aberta aos 18' e foi incapaz de uma recarga aos 20'.

BRUNO CÉSAR (5).  Confirma-se: é sempre o primeiro reforço a saltar do banco. Aconteceu desta vez aos 56', entrando para o lugar de Acuña. Sem revelar maior brilhantismo do que o argentino. Recebeu mais um cartão amarelo.

BRYAN RUIZ (5).  Regressou à equipa seis meses depois, iam decorridos 72', rendendo Battaglia. A posição de médio de construção, na ala central, não é a que mais potencia as suas qualidades. Mas ganhou dinâmica: pode vir a ser útil.

ANDRÉ PINTO (-). Substituiu Bruno Fernandes ao minuto 90'+1'. Ajudou a queimar tempo e a fechar o caminho para a nossa baliza, garantindo a conquista dos três pontos.

Olheiro de Bancada - XI

Sei que estou ligeiramente atrasado neste rubrica. Todavia ontem à noite estava longe de Lisboa, vi o jogo pela televisão mas sem qualquer acesso à Interb«neet. Desde já as minhas desculpas aos leitores.

Mas pronto... após este empate, que para mim soube a derrota, se bem que o ano passado tívessemos perdido em casa com esta mesma equipa, venho mui humildemente perguntar a todos os sportinguistas qual foi o melhor jogador leonino na partida de ontem à noite?

Aguardo com expectativa as vossas respostas.

Hoje giro eu - O onze sombra

Uma equipa de futebol não são apenas os onze que habitualmente são titulares. Os restantes jogadores valem por aquilo que mostram quando têm a oportunidade e, não jogando, pelo desejávelmente bom ambiente que criam no balneário. Jogadores há que funcionam como verdadeiros talismãs quando provenientes do banco de suplentes. Este tipo de armas-secretas habitualmente produzem mais quando chamados a intervir durante o jogo. Desse rol, quem não se lembra do brasileiro do FC Porto, Juary, marcador do golo da vitória na final de Viena e, no ano anterior, autor de um "hat-trick" contra o todo poderoso Barcelona, sempre saído do banco?

O treinador tem um papel essencial na manutenção de um ambiente saudável no grupo de trabalho e no garantir que todos os jogadores se mantêm focados no objectivo. Ser um catalizador, não um inibidor, aglutinar em vez de dispersar. Reparem que não toquei propositadamente no tema da motivação (étimo "moto") porque esta é intrínseca (como a própria palavra indica), cabe a cada futebolista ter uma personalidade capaz de absorver as contrariedades do dia-a-dia e transformá-las em oportunidades.

Assim sendo, precisamos de um "shadow eleven" empenhado, focado, motivado e comprometido com o clube. Nesse sentido, o treinador não deve dramatizar quando lhe falta algum dos titulares, de forma a que quem entra se sinta importante. Se um jogador pressente que o treinador desconfia dele, vai render menos.

E o Leitor, o que pensa disto? Em quem, dos habituais não titulares, os nossos Leitores depositam FÉ em vir a constituir-se como uma surpresa positiva?

 

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