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És a nossa Fé!

Assédio aos nossos jogadores

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Uma coisa é Palhinha sair: já estamos conformados a esta ideia, até por sabermos que corresponde à vontade expressa do jogador, prestes a fazer 27 anos. Outra é vermos Jovane partir, tendo sido já tornado público que o jovem avançado não faz parte dos planos do treinador para a próxima temporada. 

Muito diferente é o assédio que começa a ser feito a outros futebolistas leoninos, como uma tenaz em torno deles: Matheus Nunes, como é sabido, Porro, Nuno Santos, Matheus Reis e agora também Gonçalo Inácio.

Há limites para tudo. Não podemos assistir impávidos a este assalto aos nossos melhores talentos. Sob pena de a equipa ficar quase irreconhecível na época que aí vem.

O imprescindível

Nesta fase em que são avaliados mais que nunca os futebolistas, tanto aqueles que poderão estar na porta de saída como aqueles que se preparam para chegar, lanço um repto aos leitores: que jogador do Sporting consideram imprescindível para a temporada 2022/2023 que se avizinha?

Aquele que em caso desejariam ver fora do nosso clube no próximo campeonato?

Aguardo com curiosidade as vossas respostas.

Gestão de activos

Estamos quase a chegar ao fim da temporada, as coisas estão mais ou menos definidas. O Sporting conquista o segundo lugar da Liga com acesso directo à Champions, a Supertaça, a Taça da Liga, ultrapassa a fase de grupos da Champions, e projectou dois ou três jogadores que podem render muitos milhões de euros. 

Foi uma temporada com Covid a rondar, muitas lesões e castigos. Vários jogadores não conseguiram reproduzir a grande época do ano passado, como aconteceu com Porro e Pedro Gonçalves. Mas que permitiu a explosão de outros, como Matheus Nunes e Matheus Reis.

Foi uma temporada em que os dois reforços de Inverno deviam ter chegado no Verão, com tempo para se ajustarem às ideias e à liderança de Amorim.

Foi uma temporada com várias derrotas e duas bem pesadas para a Champions. Nunca vi Rúben Amorim levar um banho táctico de ninguém, o que vi foi um Sporting dentro do seu sistema táctico a ser impotente para travar a superioridade individual ou a eficácia ou a intensidade física ou a concentração defensiva do adversário. E a arriscar demasiado no final de alguns jogos para conseguir a vitória mas acabando por transformar empates em derrotas.

 

Aqui podemos questionar porque não recorre mais Rúben Amorim ao 3-5-2, colocando uma unidade adicional no meio-campo e deixando dois elementos soltos no ataque. Até porque existem elementos no plantel adequados ao papel de médio ofensivo, o tal 10. Daniel Bragança, Pedro Gonçalves, Tabata, até Paulinho. A verdade é que na época passada Amorim experimentou isso algumas vezes e as coisas não correram bem, parece que ficou vacinado e desistiu da ideia.

A verdade é que insistindo nos dois médios, Matheus Nunes vai com 3623 minutos de jogo, Palhinha com 2575, Ugarte com 1755, Daniel Bragança com 1136, Tabata com 929, Essugo com 55. Ou seja, enquanto Palhinha e Ugarte dividiram o tempo na posição 6, e hoje não sei qual rende mais, Bragança e Tabata não demonstraram argumentos a Amorim para rodar com Matheus Nunes na posição 8. E se para mim Bragança não tem físico nem intensidade defensiva para a posição, Tabata poderia fazer de Matheus Nunes mais vezes.

Outra coisa que me faz confusão é porque deixou transformar Paulinho dum interessante pivot ofensivo num inútil ponta de lança plantado lá na frente. Deixou de ser influente na construção e não passou a marcar mais golos.

 

Além do palco, convém dar atenção aos bastidores. Uma equipa B com um desempenho que deixou muito a desejar e não conseguiu a promoção à 2ª Liga. E um conjunto de jogadores emprestados / encostados que dariam para formar outro plantel e que na maior parte dos casos pouco rendimento tiveram nos clubes de empréstimo:

GR: Anthony Walker, Renan Ribeiro.

D: Eduardo Quaresma, Tiago Ilori, Rodrigo Rêgo.

M: Carlos Jatobá, Marco Túlio, Eduardo Henrique, Filipe Chaby, Bruno Paz, Rodrigo Battaglia, Idrissa Doumbia.

A: Pedro Mendes, Pedro Marques, Andraž Šporar, Rafael Camacho, Luiz Phellyppe, Joelson Fernandes, Gonzalo Plata, Bruno Tavares, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Geny Catamo.

Qual destes todos é titular indiscutível no clube de empréstimo? Eduardo Henrique... 

Quantos não calçam? Muitos...

Aqui há realmente muito trabalho a fazer.

 

Desde logo importa reajustar o plantel principal de acordo com as saídas previstas, e disso deu conta o Pedro Correia no post de ontem. Sempre numa óptica de ter dois jogadores de valor aproximado por posição, de forma a promover a competitividade interna e equilibrar a utilização.

Depois, fazer diminuir drasticamente esta lista de emprestados, da qual muito poucos terão futuro em Alvalade, vendendo ou libertando, assegurando algum ganho no futuro. 

Depois ainda, parece-me que a equipa B tem de ser repensada. Mais que um espaço de crescimento de jovens em rodízio com outras equipas da formação (que a equipa sub23 pode muito bem continuar a fazer), importaria fazer da mesma a reserva da equipa principal, jogar no mesmo sistema táctico, partilhar jogadores, conseguir ser competitiva na 2.ª Liga. E com isso ser um espaço de evolução muito mais atractivo para os jogadores/empresários do que na actual 3.ª Liga.

Não vou dizer nomes, mas não faz sentido ter na equipa B jogadores medianos sem qualquer hipótese de algum dia entrarem em campo pela equipa A. 

 

Temos o mais importante. Um grande treinador, um grande capitão, uma cadeia de comando sólida, uma estrutura consolidada.

Falta afinar os detalhes para que a próxima temporada seja ainda melhor que a deste ano e a do ano passado. Que de facto foram as melhores desde há muito, graças a Rúben Amorim.

 

PS: A gestão de activos tem como principal objectivo acompanhar o ciclo de vida dos activos na organização, desde o momento da sua entrada até ao do seu abandono, procurando extrair o maior valor dos mesmos de acordo com a missão e os objectivos da organização. No caso da SAD do Sporting estamos basicamente a falar dos jogadores profissionais sob contrato, provenientes da formação ou contratados externamente.

 

#JogoAJogo

SL

Os melhores, de Sarabia a Jovane

Sarabia: 25

Pedro Gonçalves: 14

Matheus Nunes: 13

Porro: 13

Coates: 10

Paulinho: 9

Tabata: 7

Matheus Reis: 7

Nuno Santos: 7

Palhinha: 6

Adán: 5

Tiago Tomás: 5

Daniel Bragança: 4

Neto: 4

Slimani: 4

Ugarte: 4

Gonçalo Inácio: 2

Edwards: 1

Jovane: 1

 

Estes são os futebolistas do Sporting apontados como melhores em campo pelos três jornais diários desportivos nos 47 jogos oficiais já efectuados pela nossa equipa na temporada 2021/2022.

Vale a pena ponderar naqueles que mais se vêm destacando, segundo o critério da imprensa. É uma forma de compreendermos com maior nitidez o desempenho individual e colectivo do plantel orientado por Rúben Amorim. 

E talvez isto nos ajude também a desenhar o onze-base ideal da nossa equipa nesta época ainda em curso.

Lembro que Tiago Tomás e Jovane já não estão no Sporting. O primeiro foi emprestado ao Estugarda, o segundo à Lazio. Talvez regressem, talvez não.

Quem foi o mais influente?

Chegou o momento, nesta insólita fase de "pausa para selecções", de questionar os leitores do És a Nossa Fé sobre aquele que consideram ter sido o nosso jogador mais influente e decisivo no primeiro trimestre de 2022 agora prestes a terminar. 

Este é o tema que eu mais gosto de debater, como alguns já devem ter percebido. Porque são eles - os jogadores - as verdadeiras estrelas do espectáculo. Nem presidentes nem directores desportivos nem sequer treinadores. E muito menos figuras estranhas ao emblema leonino, incluindo árbitros e comentadores. 

Quem quiser, pode mencionar até três jogadores, de preferência por ordem decrescente de importância. Depois faremos o balanço, que também será alvo de escrutínio. Ficando desde já o aviso: este é um debate circunscrito a sportinguistas. Adeptos de outros clubes escusam de aparecer.

As compras de Hugo Viana

Para o Sporting Clube de Portugal ter sucesso desportivo e financeiro é fundamental vender bem mas comprar melhor. Porque são as compras conjuntamente com a formação que compensam as obrigatórias vendas mantendo ou aumentando o nível competitivo do plantel, permitindo títulos e bons desempenhos, e alavancando vendas por melhores valores.

O que é então uma boa compra? É aquela que proporciona um valor superior ao custo, e enquanto o custo pode ser mais ou menos facilmente calculado pelo valor de aquisição, salários, prémios, etc, já o valor é bem difícil de determinar.

Imaginem que o Sporting chega à última jornada em igualdade pontual com o Porto e com vantagem no desempate, eles estão a ganhar o seu jogo, nós empatados, e no último minuto o Vinagre centra em diagonal e o golo acontece. Somos bicampeões. Qual é agora o valor do Vinagre e qual passaria a ser?

O valor dum jogador depende de muita coisa. Da sorte também, dele e da equipa.

 

Falei no Vinagre apenas porque é agora o saco de pancada dos mais exigentes, como já foi Paulinho, como já foi o próprio Amorim, como já foram Vietto e muitos outros antes. Mas o futebol é assim mesmo. Muitas vezes ouvi alguém ao meu lado na bancada passar o tempo a achincalhar determinado jogador para depois esse mesmo jogador fazer qualquer coisa de extraordinário e ele ter de engolir tudo o que disse...

Comprar jogadores não é uma ciência exacta. As más compras vão forçosamente acontecer por diversas razões -- inadaptações, infortúnios, erros de casting -, importa é que não aconteçam por incompetência ou gestão danosa.

Quando se compra um jogador que depois não tem oportunidades de jogo ou se arrasta de lesão em lesão, é de desconfiar de quem foi o responsável.

 

No mandato de Frederico Varandas que agora terminou, sempre com Hugo Viana como director desportivo, foram comprados (incluo também os empréstimos) os seguintes jogadores, que coloco, considerando também o custo envolvido, em 5 escalões:

A - Excelentes  (10)

    1. Adán (Atl. Madrid)
    2. Porro (Man. City)
    3. Matheus Reis (Rio Ave)
    4. Matheus Nunes (Estoril)
    5. Pedro Gonçalves (Famalicão)
    6. Ugarte (Famalicão)
    7. Sarabia (PSG)
    8. Slimani (Lyon)
    9. Gonçalo Esteves (Porto)

B - Boas / úteis  (20)

  1. Paulinho (Braga)
  2. Esgaio (Braga)
  3. Feddal (Betis)
  4. Neto (Zenit)
  5. Vando Felix (Leixões)
  6. João Mário (Inter)
  7. Nuno Santos (Rio Ave)
  8. Edwards (Guimarães)
  9. Vietto (At. Madrid)
  10. Plata (Independiente Equador)
  11. Antunes (Getafe)
  12. João Pereira (Trabzonspor)
  13. Tabata (Portimonense)
  14. André Paulo (Massamá)
  15. Marsà (Barcelona)
  16. Issahaku (Gana)
  17. Jallow (Zâmbia)
  18. Kiko Felix (Leixões)
  19. Etienne Catena (Roma)
  20. Geny Catamo (Amora)

C - Duvidosas (7)

  1. Vinagre (Wolves)
  2. Virgínia (Everton)
  3. Bolasie (Everton)
  4. Sporar (Slovan Bratislava)
  5. Doumbia (Grozny) 
  6. Rosier (Dijon)
  7. Eduardo Henrique (BSad)

D - Flops / Erros de casting (5)

  1. Ilori (Reading)
  2. Camacho (Liverpool)
  3. Jesé Rodriguez (PSG)
  4. Fernando (Shakthar Donetz)
  5. Borja (Toluca)

 

Foram então, pelas minhas contas, 42 as compras de Hugo Viana.

No meu discutível entender - e naquilo que vimos até agora, para alguns amanhã pode ser diferente - dez excelentes, 19 boas/úteis, sete duvidosas e cinco flops.

A taxa de acerto é de 30/42 = 71%.

Basta olhar para os rivais para perceber que a deles é bem inferior.

 

Mas vamos olhar para os flops. Dois emprestados por poucos meses, três comprados.

Fernando vinha com um problema de saúde que não conseguiu resolver em tempo útil.

Ilori e Camacho vieram por uma boa ideia, formação no Sporting, passagem pelo Liverpool e por outras equipas do futebol inglês, rapazes conhecidos do presidente então médico em Alcochete, tinham tudo para triunfar. Mas... 

Jesé Rodriguez fez um percurso semelhante a Sarabia, dum grande espanhol para o PSG. Perdeu-se por lá entre o social e o desportivo. Precisava de jogar para voltar ao que tinha sido. Mas...

Borja, lateral atacante colombiano, passada larga, capacidade de centro, Carlos Queiroz viu nele qualidade para a selecção A. Mas...

Mas... a cabeça de cada um deles não ajudou. Falta-lhes aquilo que um Neto tem de sobra. Resiliência, capacidade de sacrifício, concentração, humildade, muita coisa.

Erros de casting. Ou então de boas intenções.

SL

Os melhores, um a um

Sarabia 7

Pedro Gonçalves 5

Coates 4

Matheus Nunes 4

Matheus Reis 4

Nuno Santos 3

Palhinha 2

Tiago Tomás 2

Tabata 2

Porro 2

Adán 2

Jovane 1

Paulinho 1

Daniel Bragança 1

 

Estes são os futebolistas do Sporting apontados como melhores em campo nos 40 jogos oficiais já efectuados pela nossa equipa na temporada 2021/2022.

Vale a pena ponderar em quem mais se vem destacando. E também nas omissões nesta lista. É uma forma de compreendermos melhor o desempenho individual e colectivo do plantel orientado por Rúben Amorim.

Lembro que Tiago Tomás e Jovane já não estão no Sporting.

disto ninguém fala e não deixa de ser estranho.

O Sporting-campeão e este que luta pela revalidação do título, passou aos oitavos da Champions, está na taça e na taça da liga, tem uma característica singular que vejo muito pouco referida.
Temos muito poucos jogadores no plantel com longevidade. Só Coates (desde 2015), Jovane (2017) e Neto (desde 2019) sobram dos tempos duros de Keizer e Silas (Matheus Nunes também, de certa forma).
Isto contradiz completamente o dogma "é preciso jogaodores que sintam a mística" e mais não sei quê. 
Outra Amorinice ou mistura de acasos com decisões? 

Quebra de rendimento

Não adianta iludir a questão: há jogadores com nítida quebra de rendimento no Sporting. O que ajuda a explicar a nossa primeira derrota no campeonato, frente ao Santa Clara, e os cinco golos que sofremos nas duas mais recentes jornadas (tantos como os sofridos nas 15 rondas anteriores).

Nestes casos, impõe-se a regra básica: quem não funciona, encosta.

Na vossa opinião, isto deve aplicar-se a quem?

2021 em balanço (6)

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DESPEDIDA DO ANO: NUNO MENDES

Alguns de nós, devido à pandemia, nunca chegámos a vê-lo jogar ao vivo no Sporting. Mas Nuno Mendes foi essencial na conquista do título, em Maio de 2021. O primeiro campeonato ganho pelo Sporting desde 2002. 

Rúben Amorim, dotado de olho clínico, não hesitou em promovê-lo de júnior à equipa principal. Aposta plenamente justificada: este habilidoso lateral foi titular indiscutível na Liga 2020/2021. Imperou no flanco esquerdo com notável domínio da bola, precisão nos cruzamentos, capacidade de recuperar posições. Acelerou o jogo leonino em momentos cruciais com níveis de concentração muito acima da média e uma maturidade competitiva nada vulgar num pós-adolescente.

De Leão ao peito, na temporada anterior, Nuno Alexandre Tavares Mendes cumpriu 35 jogos (num total de 2855 minutos), marcou um golo e fez duas assistências. A 24 de Março, estreou-se na selecção A, alinhando no onze inicial contra o Azerbaijão (vitória lusa, 1-0). Com apenas 18 anos. 

A 31 de Agosto, disse adeus ao Sporting. Ou, pelo menos, um até à vista. Rumou a Paris, emprestado ao PSG, onde não tardou a ser titular. Já cumpriu 19 jogos pela equipa campeã gaulesa. E rendeu de imediato 7 milhões de euros aos cofres leoninos, por taxa de empréstimo. Em França, garantem que o clube irá accionar a cláusula de compra opcional, pagando 40 milhões pela aquisição do passe do jogador formado em Alcochete. 

Nuno Mendes tem tudo para ser feliz em França. Ou seja onde for, desde que faça aquilo que mais sabe: jogar futebol. É um talento nato.

 

Despedida do ano em 2012: Polga

 Despedida do ano em 2013: Wolfswinkel

Despedida do ano em 2014: Leonardo Jardim

Despedida do ano em 2015: Marco Silva

Despedida do ano em 2016: Slimani

Despedida do ano em 2017: Adrien

Despedida do ano em 2018: Jorge Jesus

Despedida do ano em 2019: Bas Dost

Despedida do ano em 2020: Bruno Fernandes

2021 em balanço (5)

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 DECEPÇÃO DO ANO: PLATA

Ainda vai muito a tempo de construir uma carreira fulgurante. Mas, para isso, precisa de mudar de atitude. Dentro e fora de campo. Gonzalo Jordy Plata Jiménez, equatoriano de 21 anos, participou na conquista do título leonino em 2020/2021 jogando a espaços mas marcando alguns golos de belo efeito, confirmando os seus dotes técnicos. Um deles, destaquei-o até como um dos nossos melhores de toda a temporada: o que apontou contra o Marítimo, na última jornada desse campeonato.

Na euforia da celebração do título, Plata aproximou-se de um microfone e exigiu ao treinador que apostasse nele com regularidade. Disse-o em tom de brincadeira, mas Rúben Amorim não deve ter apreciado o atrevimento. A verdade é que deu luz verde ao empréstimo do extremo, que a 31 de Agosto rumou ao país vizinho, passando a jogar por empréstimo no Valladolid, da segunda divisão espanhola.

Números do seu desempenho ao serviço deste clube: 13 jogos, quatro golos, 830 minutos em campo. Razoáveis para um futebolista médio, insuficientes para alguém com as suas potencialidades.

 

No critério de Amorim, que põe a equipa a jogar em permanente transição sobretudo nos corredores laterais, Plata peca por falta de comparência no processo defensivo. Falta-lhe cultura táctica. E alguma disciplina mental - também fora do rectângulo de jogo. Em Dezembro, protagonizou um acidente rodoviário, felizmente sem consequências graves, mas a polícia descobriu que conduzia embriagado

O caso provocou celeuma entre os adeptos do clube castelhano, que de imediato instaurou medidas de punição disciplinar ao jogador. Não falta em Valladolid quem exija a devolução imediata de Plata ao Sporting. Fora de causa estará a opção de compra por 70% do seu passe, quantia avaliada em 10 milhões de euros

Em entrevista recente, o futebolista confessou-se arrependido e prometeu ganhar juízo. Bem precisa dele para não desperdiçar o capital desportivo que já alcançou, também ao serviço da selecção do seu país, nomeadamente na Copa América.

Um regresso para jogar no Sporting, quatro meses após ter partido, parece ainda mais problemático. Plata, que várias vezes nos deslumbrou com o seu futebol de rua, não pode queixar-se do treinador nem dos colegas: só pode queixar-se de si próprio.

 

Decepção do ano em 2012: Elias

Decepção do ano em 2013: Bruma

Decepção do ano em 2014: Eric Dier

Decepção do ano em 2015: Carrillo

Decepção do ano em 2016: Elias

  Decepção do ano em 2017: Alan Ruiz

Decepção do ano em 2018: Rafael Leão

Decepção do ano em 2019: Miguel Luís

Decepção do ano em 2020: Vietto

Quatro portugueses

Bernardo Silva, Cristiano Ronaldo, José Fonte e Pedro Gonçalves: quatro compatriotas que mereceram destaque da UEFA como homens do jogo nas partidas da Liga dos Campeões em que intervieram. Com a vantagem acrescida, para Pedro Gonçalves, de ter sido eleito também o melhor futebolista desta semana europeia.

Fazem-nos sentir ainda mais orgulhosos do futebol português.

Ídolos

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Os ídolos da massa adepta voltaram a ser os heróis do relvado, das pistas e dos pavilhões. Até nisto o Sporting mudou para melhor.

Acabou o tempo em que o primeiro lugar da fotografia estava sempre reservado ao presidente, que fazia tudo para roubar protagonismo a jogadores e atletas.

O Clube foi devolvido à normalidade que já tardava. Nisto também.

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2020/2021:

 

Pedro Gonçalves: 11 (Sporting-FC Porto; Santa Clara-Sporting; Sorting-Tondela; V. Guimarães-Sporting; Sporting-Moreirense; Nacional-Sporting; Sporting-Rio Ave; Marítimo-Sporting; Sporting-Famalicão; Benfica-Sporting; Sporting-Marítimo)

Coates: 6 (Paços de Ferreira-Sporting; Gil Vicente-Sporting; FC Porto-Sporting; Sporting-Santa Clara; Sporting-Belenenses SAD; Braga-Sporting)

Palhinha: 4 (Sporting-Paços de Ferreira; Sporting-Portimonense; Sporting- V. Guimarães; Sporting-Boavista)

Porro: 3 (Famalicão-Sporting; Sporting-Braga; Boavista-Sporting)

Nuno Mendes: 2 (Portimonense-Sporting; Tondela-Sporting)

Adán: 2 (Belenenses SAD-Sporting; Farense-Sporting)

Sporar: 1 (Sporting-Gil Vicente)

Tabata: 1 (Sporting-Farense)

Matheus Nunes: 1 (Sporting-Benfica)

João Mário: 1 (Moreirense-Sporting)

Jovane: 1 (Sporting-Nacional)

Paulinho: 1 (Rio Ave-Sporting)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Na época 2019/20, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Jovane e Coates.

Quem joga até ao fim do campeonato?

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Até agora, Ruben Amorim utilizou, no campeonato português os guarda-redes Adán e Maximiano; os defesas centrais, Neto, Inácio, Coates, Feddal e Quaresma; os laterais, Porro, Pereira, Borja, Reis, Antunes e Mendes; os médios-centro, Palhinha, Essugo, Nunes, João Mário, Wendel e Bragança e os avançados Gonçalves, Santos, Jovane, Tabata, Tomás, Paulinho, Plata, Vietto e Sporar.

Que jogadores gostariam de ver serem lançados ainda esta época, para serem, provavelmente (mas ainda não é certo e todas as cautelas são poucas) campeões? Um terceiro guarda-redes como André Paulo? Um homem mais experiente e que já deu um contributo válido no passado como Luiz Phellype? Os mais experientes dos jovens como Diogo Brás, Bernardo Sousa, Tomás Silva, Elves Baldé ou Mitrovski)?

As minhas apostas seriam Bruno Paz, capitão dos B e promessa adiada pelas lesões; Flávio Nazinho, médio/extremo esquerdo que pode render Mendes num futuro próximo; Joelson Fernandes, próximo grande extremo da equipa e Rodrigo Fernandes, médio centro que não explodiu tão rápido como seria de prever, mas que vai a tempo de ser uma grande ajuda. Se não for pedir muito, ainda punha nas contas o Haaland de Alcochete (com as devidas distâncias), Nicolai Skoglund.

Quais seriam as vossas escolhas?

Ordem de Mérito Liga (30ª jornada)

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Concluídas as primeiras trinta jornadas da Liga, com base nas apreciações dos três jornais desportivos diários que o Pedro Correia aqui nos traz, e se não me enganei a transcrever alguma pontuação, podemos então estabelecer a seguinte ordem de mérito:

1. Pontuação Total:

Coates455
Pedro Gonçalves447
Porro444
Adan440
Palhinha421
Tiago Tomás392
Nuno Santos388
Nuno Mendes381
Feddal378
10 João Mário351
11 Matheus Nunes335
12 Neto278
13 Jovane248
14 Daniel Bragança221
15 Tabata203
16 Inácio189
17 Sporar167
18 Matheus Reis145
19 Paulinho132
20 Antunes79
21 Plata77
22 Vietto44
23 Wendel29
24 Eduardo Quaresma23
24 Max17
25 Borja15
26 Dário Essugo11
27 João Pereira10

 

2. Desempenho Médio:

Max17,0
Pedro Gonçalves16,0
Coates15,7
Porro15,3
Adan15,2
Palhinha15,0
Vietto14,7
Nuno Mendes14,7
Feddal14,5
10 Wendel14,5
11 João Mário14,0
12 Neto13,9
13 Nuno Santos13,9
14 Tiago Tomás13,5
15 Inácio13,5
16 Paulinho13,2
17 Daniel Bragança13,0
18 Matheus Nunes12,9
19 Sporar12,8
20 Tabata12,7
21 Jovane12,4
22 Matheus Reis12,1
23 Eduardo Quaresma11,5
24 Antunes11,3
25 Plata11,0
26 Dário Essugo11,0
27 João Pereira10,0
27 Borja7,5

 

3. Número de vezes os Melhores em campo :

Pedro Gonçalves10
Coates 6
Porro4
Palhinha4
Adán3
Nuno Mendes2
Matheus Nunes2
Jovane2
Wendel1
10 Tabata1
11 Nuno Santos1
12 Feddal1

 

Os números não mentem. Coates está a fazer a melhor época de sempre ao serviço do Sporting, e as contratações de Verão - com Pedro Gonçalves, Porro e Adán à cabeça - conseguem uma regularidade de alto desempenho completamente extraordinária para quem tinha acabado de chegar ao clube. Depois vem a malta da casa: Palhinha, Nuno Mendes, Tiago Tomás, João Mário e outros, também eles fundamentais neste Sporting.

Se considerarmos os 20 melhores na pontuação total, Coates consegue também ser o único "sobrevivente" dos finalistas das Taças de Portugal de 2018 e 2019. Todos os outros foram à sua vida, uns duma forma, outros doutra. A transformação do plantel foi radical.

Fica aqui aberta a discussão sobre estas pontuações.

SL

Quem são os novos cinco violinos?

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Nada é tão emblemático, na iconografia leonina, como os históricos Cinco Violinos que dominaram os relvados no final da década de 40, conquistando vários títulos para o Sporting. Refiro-me a Fernando Peyroteo (que jogou de verde e branco entre 1937 e 1949, com seis campeonatos ganhos), Albano Pereira (1943-1957, oito campeonatos), António Jesus Correia (1944-1952, sete campeonatos), Manuel Vasques (1946-1959, oito campeonatos) e José Travassos (1947-1958, oito campeonatos).

Os tempos são outros, mas a memória dessa época tão brilhante persiste. Aqui lanço um repto aos leitores, extensivo aos meus colegas de blogue: quem são hoje os nossos Cinco Violinos?

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