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És a nossa Fé!

Os jogadores de Varandas (5)

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PLATA

Vai-se tornando consensual, entre os adeptos, que Gonzalo Plata terá sido a melhor contratação da era Varandas. A SAD leonina fechou contrato a 31 de Janeiro de 2019 com o jovem jogador, que dera nas vistas no campeonato sul-americano de sub-23 enquanto membro da selecção do Equador.

Avançado esquerdino, embora actue preferencialmente pelo corredor direito, chegou com apenas 18 anos, tendo assinado contrato válido até 2024, resguardado por uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. Custou-nos 1,1 milhões, mas o Sporting é apenas titular de metade do seu passe.

Alguns viram logo nele, a prazo, o substituto natural de Gelson Martins. Mas com Marcel Keizer ainda ao leme da nossa equipa, Plata foi remetido para a equipa sub-23, sem oportunidade de mostrar o que valia entre os maiores. Fácil de explicar: o holandês contava ainda com Raphinha para essa posição.

Com Silas, e já sem Raphinha no plantel, o equatoriano encontrou enfim o seu espaço entre os "adultos". Começou a 21 de Dezembro, contra o Portimonense para a Taça da Liga, quando se revelou decisivo para virar um resultado de 0-2 para 4-2. Plata só actuou nos 20 minutos finais, mas foi quanto bastou para marcar um golo e fazer assistência para outro, revelando-se o melhor em campo.

A 23 de Fevereiro, desfez as últimas dúvidas com uma exibição de luxo perante o Boavista, em Alvalade, quando o treinador apostou nele como titular. Marcou um golo, assistiu noutro ao cobrar um livre de forma irrepreensível e revelou-se incansável nos 90 minutos, dominando todo o nosso corredor direito e tendo até resistido a uma entrada violenta de Ricardo Costa, que podia tê-lo inviabilizado para a prática do futebol.

«Espero que seja o primeiro de muitos», declarou no final, aludindo a este seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Era o terceiro Leão mais jovem a marcar neste século, depois de Eric Dier e Diego Rubio.

No dia seguinte, sem surpresa, a imprensa desportiva rendia-se ao seu talento, dando-lhe a melhor nota por unanimidade.

Em Setembro, estreara-se na selecção principal do seu país num amigável contra o Peru disputado em Nova Iorque que terminou com a vitória equatoriana. Dias depois, num encontro frente à Bolívia, marcou o primeiro golo ao serviço da selecção A. Vai ficar-lhe certamente na memória.

Veremos o que irá seguir-se. As incógnitas são imensas, dada a pandemia que está a mudar por completo as nossas vidas, mas não custa vaticinar um futuro auspicioso a este ala criativo ainda no início da carreira como futebolista profissional. Assim não lhe falte a sorte, pois talento já tem.

 

Nota: 8

Os jogadores de Varandas (4)

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IDRISSA DOUMBIA

Não foi nada barato, trazê-lo para o Sporting. Idrissa Doumbia chegou a 15 de Janeiro de 2019, com um contrato válido até 2024, a troco de 4,3 milhões de euros, para a posição de médio defensivo. Um lugar que teríamos preenchido com vantagem se soubéssemos reter um profissional que formámos: João Palhinha, que está a brilhar no Braga.

«Tive propostas de outros clubes, mas era boa opção vir para cá», declarou à chegada o jovem jogador, agora com 21 anos. Natural da Costa do Marfim, Idrissa - o nome próprio serve para o diferenciar de Seydou Doumbia, avançado que viera 16 meses antes para Alvalade, onde nunca conseguiu mostrar dotes como goleador, e acabara de partir - ficou garantido com uma inútil cláusula de 60 milhões de euros que clube algum accionará.

Os treinadores, de Keizer a Silas, apostaram nele. Sem Palhinha, e com Battaglia lesionado, o marfinense foi aparecendo como titular no meio-campo leonino. Mostrando-se esforçado, denotando ligeiras melhorias no plano táctico, mas com evidentes lacunas de base - sobretudo no capítulo técnico. Domina mal a bola, por exemplo. Tem dificuldade em fazer passes de ruptura. Revela-se incapaz de marcar golos. E recorre com irritante insistência à falta em zonas problemáticas.

Em vídeo, como costuma suceder com qualquer jogador, parecia melhor do que é: um trinco dotado de alguma competência para recuperar a bola mas depois incapaz de saber o que fazer com ela. Mediano, talvez apropriado para uma equipa sem aspirações a proezas nas competições futebolísticas, mas não serve para o Sporting.

Veio da Rússia, onde competia com a camisola do Akhmat Grozny, e muito provavelmente não permanecerá em Alvalade na época 2020/2021. Resta ver quem quererá ficar com ele. Os tempos, como sabemos, não são nada propícios a quem quer vender. Mais um motivo para que se recomende a máxima precaução no momento de comprar.

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (3)

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BORJA

O que dizer de Cristián Borja? Que é um jogador certinho, sem rasgo, sem fazer a diferença, que joga apenas pelo seguro e se limita a cumprir o mínimo que lhe é exigido. Não compromete, em regra, é certo. Mas também raras vezes consegue empolgar os espectadores.

Parecia ser um investimento seguro quando a SAD leonina o contratou, a 30 de Janeiro de 2019. Colombiano, actuava no Toluca, do Máxico, e vinha para competir com Acuña e Jefferson para a posição de lateral esquerdo.

Destronou o brasileiro, já na recta final da sua passagem por Alvalade, mas foi incapaz de vencer o duelo interno com o argentino, que se manteve titular dominante da posição. Na temporada 2019/2020 regista 15 actuações, correspondentes a 42% do número de jogos do Sporting. Mas só permaneceu em campo do princípio ao fim em sete desses desafios.

Golos marcados? Apenas um, frente ao Marítimo, a 27 de Janeiro. Assistências, nem uma. Números insuficientes, para quem custou ao Sporting 3,1 milhões de euros - por apenas 80% do seu passe. 

Borja veio para suprir uma eventual transferência de Acuña que acabou por não acontecer. E, naquela posição, tapa a ascensão de um jovem da nossa Academia. O promissor Nuno Mendes, por exemplo.

O colombiano, agora com 27 anos, é internacional pelo seu país. Integrou a turma olímpica em 2016, e chegou à selecção A em Setembro de 2018, embora com reduzida utilização. O principal jogo em que participou foi em Junho de 2019, contra o Paraguai, na fase de grupos da Copa América, já sob o comando de Carlos Queiroz.

Vale a pena continuar a apostar nele? Catorze meses depois, são escassos os admiradores que mantém em Alvalade. E subsistem muitas incógnitas quanto à sua margem de progressão.

 

Nota: 5

Os jogadores de Varandas (2)

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ILORI

A 29 de Janeiro de 2019, Tiago Ilori era anunciado como reforço, com a intenção declarada de robustecer o debilitado sector defensivo leonino. Vinha do Reading, sem nunca ter conseguido afirmar-se no futebol inglês. E custou 2,6 milhões de euros por 60% do passe.

Tratava-se de um regresso. O central teve formação na Academia de Alcochete e estreou-se como titular no campeonato nacional pelo Sporting (e logo a marcar um golo) quando tinha apenas 18 anos, em Novembro de 2011. Lançado por Domingos Paciência quando se avizinhava a pior época de sempre do Sporting.

Chegou a dar nas vistas nessa malfadada época, a de 2012/2013. Mas viria a portar-se mal, fazendo birra, ao procurar forçar uma transferência para o estrangeiro quando ainda se encontrava com vínculo prolongado ao plantel leonino. E acabou mesmo por sair, vendido por 7,5 milhões de euros ao Liverpool, em Setembro de 2013. Sonhava com uma carreira na Premier League que nunca conseguiu tornar realidade.

«Foi aqui que fui mais feliz na minha carreira», declarou Ilori ao voltar, mais de cinco anos depois. Muito mais humilde do que quando saiu. Mas a sorte não lhe sorriu neste regresso. Começou da pior maneira, e logo num clássico: o Benfica-Sporting de 6 de Fevereiro, em que viu um cartão amarelo aos 2' e marcou um autogolo aos 64'. 

Era uma espécie de vingança do destino. Intranquilo, com falhas posicionais, sem maturidade competitiva, Ilori revelou-se um fiasco. Foi sendo relegado para o banco, por vezes até para a bancada, e desceu para quarto na hierarquia dos centrais - actuando apenas nos casos de lesões ou castigos dos colegas.

Aposta falhada. Deve sair no final da época. Deve estar mil vezes arrependido de um dia, quando decidiu bater o pé, ter dito estas palavras de profunda ingratidão para o clube que o formou: «Estava preparado para ficar dois anos sem jogar no Sporting.» E Frederico Varandas deve estar muito arrependido de o ter ido buscar. As segundas oportunidades não são para todos.

 

Nota: 3

Os jogadores de Varandas (1)

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LUIZ PHELLYPE

Na véspera de Natal de 2018, a gerência de Frederico Varandas anunciou a aquisição do seu primeiro reforço: o avançado Luiz Phellype, que jogava no Paços de Ferreira e se distinguira como melhor marcador da Segunda Liga. 

«Foi o melhor passo que dei até agora e a decisão mais acertada», pronunciou-se de imediato o jogador, que vinha com o propósito declarado de ser o suplente de Bas Dost, então o goleador titular do Sporting.

O brasileiro, hoje com 26 anos, acabou por revelar-se útil logo no primeiro semestre equipado de verde e branco: marcou oito golos em 14 jogos na Liga (836 minutos), aproveitando as oportunidades que lhe foram surgindo quando era chamado a substituir o holandês. À média de 0,57 golos por jogo.

Esta época correu-lhe pior, apesar de actuar como ponta-de-lança titular desde a saída de Dost. Levava nove golos marcados em todas as competições (média de 0,35 por jogo) quando se viu afastado dos relvados durante o resto da temporada devido a uma grave lesão no joelho, a 27 de Janeiro, durante o Sporting-Marítimo.

Em 2019/2020 marcou ao Rio Ave, Portimonense (2), Paços de Ferreira, Santa Clara (2) e Moreirense, nas provas internas, e ao Lask Linz e ao PSV na Liga Europa.

Na relação qualidade/preço, a sua aquisição foi vantajosa: ficou-se pelos 500 mil euros, acrescidos dos empréstimos de Rafael Barbosa e Elves Baldé ao Paços. Valorizou-se seguramente em Alvalade, apesar da lesão, e poderá gerar lucro à SAD leonina quando soar o momento de nova transferência.

 

Nota: 7

Foi mesmo o Sporting ou foi o Celtic?

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E o adversário das duas finais equipava de azul, foi o Belenenses?  Não, foi o Porto.

E os das meias-finais, um equipava de vermelho, o outro de vermelho também... Terão sido Benfica e Braga?

E foi há muito tempo ou logo depois da debandada de jogadores de topo como Rui Patrício, William, Gelson, Podence e Rafael Leão, provocada pelo destituído?

É que, ouvindo o Vítor Oliveira, o Silas e mais uns quantos, fica-se um pouco baralhado da cabeça... 

 

PS: Algum jogador de topo nas fotos?

SL

 

It's the football, stupid

Havia uma frase assim sobre economia que ficou famosa na campanha de 1992 de Bill Clinton.

E parece-me muito apropriada para descrever o momento actual do Sporting. Ninguém quer saber dos resultados das modalidades, da situação financeira, das responsabilidades de quadros e dirigentes do Sporting no assalto ao próprio clube, da guerra com as claques desmamadas. Apenas querem saber de mais uma derrota para a Liga, algures no Minho. 

É o poder do futebol. E Varandas bem o sabe, porque colocou o futebol no centro da sua campanha. Então, não se pode queixar das críticas quando o futebol não vai bem.

E para ter sucesso no futebol é preciso massa crítica, um conjunto de competências espalhadas pela estrutura e pelo plantel que tornem os objectivos possíveis de serem alcançados.

 

Ora, neste momento o futebol do Sporting tem músculo a menos e gordura a mais. E custa demasiado para o que rende. Existem Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Coates e... Paulinho. Depois existem... os outros, uns melhores, outros piores, e alguns que metem dó. Na quinta-feira contra o PSV, Bruno assistiu para o primeiro, marcou o segundo, assistiu para o terceiro de Mathieu, marcou o penálti conquistado por Acuña. Ontem mais uma vez assistiu para o golo.

Abre-se o jornal e lê-se que Bruno Fernandes, Acuña e Coates estão na porta de saída para... o Sporting poder reforçar o plantel!!! Está tudo doido!

Temos um dos piores plantéis de sempre? Nem por isso, para além dos quatro magníficos, titulares de Portugal, Argentina, Uruguai e ex-titular de França, temos mais alguns jogadores interessantes que frequentam diferentes selecções, inclusive a do Brasil. Lembro-me de bem pior.

Mas... temos uma das piores equipas técnicas de sempre. Não falando dos últimos que por aqui passaram, pensar que um dia tivemos Bobby Robson, Mourinho, M. Fernandes e Roger Spry, e agora temos Silas e o seu grupo de amigos mais um fisioterapeuta promovido a preparador físico. E Nelson Pereira na prateleira dá-me a volta ao estômago.

 

Bruno Fernandes anda a pregar no deserto. Enquanto ele se queixa de falta de atitude, de meter o pé e ganhar as divididas, de falta de intensidade, de entrarem amorfos nos jogos, Silas queixa-se de falta de paciência, dos jogadores andarem a jogar por si, de falta de maturidade e que... a equipa não precisa de heróis.

E depois temos os responsáveis por tudo isto: Hugo Viana, Beto... e obviamente o próprio presidente. Uma solução seria (como aqui vários defenderam e continuarão a defender) que ele se demita e convoque eleições. E ficarem lá os incompetentes a dar cabo do que resta da temporada.

 

Outra solução, para mim bem mais simples, é o presidente exigir responsabilidades e correr com quem não demonstra competência para servir o Sporting. Aqui vai uma lista do que eu faria ou tentava fazer se estivesse no lugar dele:

1. Contratar um director desportivo qualificado e pôr Hugo Viana nas Relações Internacionais (com os países árabes ou algo assim).

2. Convidar um homem da casa, da velha guarda, para secretário técnico. Um novo Manolo Vidal. Pôr Beto noutras funções quaisquer onde possa demonstrar alguma utilidade.

3. Contratar um treinador experiente e inspirador, com olho para os jovens, como já tivemos vários, de preferência inglês (digo eu), que nas conferências de imprensa se resuma ao "no comments" e um preparador físico de topo. Completar a equipa técnica com um adjunto ex-capitão tipo Oceano e o emprateleirado Nelson Pereira.

4. Manter Bruno Fernandes, Coates, Acuña, Mathieu e Wendel a todo o custo até ao final da época e devolver o Acuña à posição de extremo esquerdo.

5. Mandar Ilori, Eduardo e Borja fazer companhia a Matheus Oliveira, juntar os três emprestados e despachá-los a todos na primeira oportunidade. 

6. Emprestar Battaglia, Jovane e Miguel Luís para poderem recuperar e/ou evoluir e serem úteis na próxima época num contexto mais favoravel. Deixar os emprestados onde estão a jogar e a evoluir também.

7. Completar o plantel com os melhores dos sub-23 que estão em plena actividade, em particular, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes, e dar verdadeiras oportunidades a Camacho e a Plata. Doumbia, Wendel e Rosier são também sub-23 e têm muito por onde evoluir. Ristovski pode ser útil a médio direito, mas a defesa já se viu que é incapaz.

 

E com isto fazer mais uma ou duas eliminatórias da Liga Europa, conseguir chegar no fim ao 3.º lugar da Liga e deixar construída a base da equipa do próximo ano.

Enfim... digo eu... no dia de hoje. 

Vamos ver o que o futuro nos dará.

SL

A importância de falar claro

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«O plantel do Sporting fica muito longe do plantel do Benfica e do Porto. Muito longe. Tem alguns bons jogadores, mas não tem muitos bons jogadores. Tudo aquilo que aconteceu na Academia vai demorar dois, três anos a recompor-se. Foi muito grave o que aconteceu na Academia. Com poucos resultados, esta situação ainda se agrava mais. Mas devemos constatar que este plantel do Sporting não é tão bom (ou perto disso sequer) como o do Benfica e o do Porto. Daí a diferença pontual que já existe relativamente a essas duas equipas e esta irregularidade que o Sporting vem demonstrando. Jogadores de top, o Sporting tem muito poucos. O Sporting, para ter melhores resultados, precisa de melhores jogadores. Pode andar a mudar de treinador, a mudar de presidente, mas aquilo de que precisa é de um plantel mais reforçado.»

 

Vítor Oliveira, na conferência de imprensa após o Gil Vicente-Sporting

Outono

Ficaram provadas várias coisas. No estado em que isto está talvez nem um Klopp conseguiria melhor. Borja não sabe o que faz nem o que fazer com a bola; Doumbia nem o corpo consegue equilibrar; Eduardo, que é feito do Eduardo do Belenenses?; Miguel Luís e Ilori não existem. Ou seja são jogadores abaixo do nível de um Alverca da 3.a divisão. Jesé foi bom há 10 quilos atrás; Filipe das consoantes caiu numa estranha apatia e Rosier já deve ter sido melhor. 

Em resumo, o Sporting deve ter o pior meio-campo da sua história. Há portanto que pedir responsabilidades a quem, ó Teresa, montou esta traquitana que nada tem a ver com uma equipa, chame-se Varandas ou Hugo Viana.

Tudo isto no ano em que aumentou o preço dos lugares e em que a administração aumentou os seus vencimentos. 

E agora? Agora não há outro remédio senão dar tempo a Silas e aguentar. Lá para Março será tempo de acertar as contas com os bandalhos que nos puseram nesta situação, a nós sócios, ao pobre do treinador e até alguns dos jogadores. Este veneno bebe-lo-emos ao fim.

Só uma palavra de compreeensão para a contenção de Neto, senti que na pele dele eu teria desatado à chapada a tudo que me aparecesse à frente. 

Sem desculpas

Dos 14 jogadores que ontem alinharam pelo Sporting no estádio do Bessa, a esmagadora maioria já chegou durante o mandato do actual presidente.

Fica o inventário.

 

Contratados por Frederico Varandas: 9 (Bolasie, Borja, Camacho, Eduardo, Idrissa, Jesé, Neto, Plata, Rosier)

Contratados por Bruno de Carvalho: 4 (Acuña, Bruno Fernandes, Mathieu, Wendel)

Contratado por Sousa Cintra: 1 (Renan)

 

Isto significa que, também neste domínio, esta administração da SAD leonina deixou de ter desculpas.

Balanço provisório

 

Precisávamos de um ponta-de-lança. Não veio nenhum ponta-de-lança.

 

Precisávamos de reforçar a defesa. Não veio nenhum reforço para a defesa.

 

Precisávamos de um médio defensivo de raiz. Não veio nenhum médio, muito menos com características defensivas.

 

Temos portanto mais três alas. Quando já tínhamos/temos Jovane, Plata e Camacho nessas posições, além de Acuña.
Falta-nos um médio defensivo de raiz
Falta-nos, com manifesta urgência, reforçar a defesa.
Falta-nos, acima de tudo, um ponta-de-lança que concorra com Luiz Phellype.

 

Sobre isto, nada de novo.
Temos um dos plantéis mais desequilibrados de que há memória.
E só um português no onze titular - nem sequer formado no Sporting

Tatuagens & penteados

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Levantou-se há dias um clamor nas redes sociais devido a uma declaração de Pep Guardiola que critica certos jogadores por andarem mais preocupados com penteados e tatuagens, dando assim a entender que prefere os outros, como Rodri, novo reforço do Manchester City. «Vai ser um jogador incrível para nós. Não tem brincos nem tatuagens e o cabelo é de um médio. Um médio defensivo deve ser assim e não pensar no resto», afirmou o treinador catalão, sem recear ser politicamente incorrecto.

Visados? Todos aqueles que abrilhantam cada treino com novo "visual", isto é, com um penteado ainda mais esquisito do que o anterior, mais uma tatuagem do que na véspera e tantos piercings que podiam abrir uma loja de ferragens. Se treinassem tanto como cuidam da maquilhagem, só poderiam beneficiar as equipas onde jogam.

O que faz falta?

Temos o melhor guarda-redes da Liga portuguesa, Renan Ribeiro.

Temos o melhor defesa central do nosso campeonato, Jérémy Mathieu.

Temos um ala esquerdo que é titular da selecção da Argentina, Marcos Acuña.

Temos aquele que é o mais eficaz ponta-de-lança do futebol nacional, Bas Dost.

Temos um capitão de equipa, médio criativo, que é de longe o melhor profissional a actuar nos relvados portugueses, Bruno Fernandes.

Com todos estes atributos individuais, continua a faltar-nos uma equipa que empolgue os adeptos e atemorize os adversários.

Se não é por falta de qualidade dos jogadores, qual será o problema?

Os melhores jogadores da época passada (3)

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2018/2019:

 

Bruno Fernandes: 10 (Moreirense-Sporting; Rio Ave-Sporting; Sporting-Aves; Sporting-Benfica; Feirense-Sporting; Sporting-Braga; Boavista-Sporting; Chaves-Sporting; Aves-Sporting; Belenenses SAD-Sporting)

Raphinha: 6 (Braga-Sporting; Tondela-Sporting; Marítimo-Sporting; Sporting-Portimonense; Sporting-Santa Clara; Sporting-V. Guimarães)

Nani: 3 (Sporting-V. Setúbal; Portimonense-Sporting; Sporting-Boavista)

Acuña: 3 (Santa Clara-Sporting; Sporting-Moreirense; Nacional-Sporting)

Mathieu: 3 (Sporting-FC Porto; Sporting-Tondela; FC Porto-Sporting)

Bas Dost: 2 (Sporting-Chaves; Sporting-Nacional)

Salin: 1 (Benfica-Sporting)

Jovane: 1 (Sporting-Feirense)

Montero: 1 (Sporting-Marítimo)

Renan: 1 (V. Guimarães-Sporting)

Miguel Luís: 1 (Sporting-Belenenses SAD)

Coates: 1 (FC Porto-Sporting)

Wendel: 1 (Sporting-Rio Ave)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Os melhores jogadores da época passada (2)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

19 de Janeiro (Sporting, 2 - Moreirense, 1): ACUÑA

«Foi dele a assistência para o nosso golo inicial, ao cobrar muito bem um canto. Grandes cruzamentos aos 26' e 47'. Lutou sempre muito, disputou bolas, causou desequilíbrios na sua ala, nunca desistiu de um lance.»

 

30 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 1): COATES

«Sem Mathieu e André Pinto (ambos lesionados), seus habituais parceiros no eixo da defesa, actuando com um improvisado central a seu lado e tendo à sua frente um médio defensivo em estreia absoluta pelo Sporting, foi um gigante neste sector.»

 

3 de Fevereiro (Sporting, 2 - Benfica, 4): BRUNO FERNANDES

«Nani [desenhou] uma bela diagonal do centro para a direita enquanto Bas Dost fazia a manobra inversa à sua frente, arrastando dois defesas e ampliando terreno para o pé-canhão de Bruno Fernandes. Um golaço, infelizmente sem sequência.»

 

10 de Fevereiro (Feirense, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Keizer apostou nele, sem o poupar para o desafio de quinta-feira da Liga Europa frente ao Villarreal, e a verdade é que sem o n.º 8 provavelmente não teríamos saído com três pontos do estádio do Feirense.»

 

17 de Fevereiro (Sporting, 3 - Braga, 0): BRUNO FERNANDES

«Outra grande exibição do capitão leonino, comandante do onze em campo. Foi ele a abrir o marcador, aos 34', marcando um livre directo de forma perfeita com um forte remate, muito bem colocado, ao canto superior esquerdo da baliza braguista. Foi também ele a fazer a assistência para o terceiro golo, com uma assistência em diagonal a partir da linha de fundo, servindo na perfeição Bas Dost.»

 

25 de Fevereiro (Marítimo, 0 - Sporting, 0): RAPHINHA

«Alterou o cariz do jogo, tornando a nossa equipa mais acutilante e determinada nos lances ofensivos. Foi dele a jogada mais perigosa do encontro, travada in extremis, aos 76', por uma excelente intervenção do guarda-redes Charles, naquela que foi a defesa da noite.»

 

3 de Março (Sporting, 3 - Portimonense, 1): RAPHINHA

«O melhor em campo. Sobretudo pelo que fez na primeira parte, conduzindo três jogadas muito perigosas nos primeiros 11 minutos - a última das quais concluída com êxito por ele próprio, num belo golo (com o pé direito) que fez levantar o estádio.»

 

9 de Março (Boavista, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«Foi ele a marcar o penálti decisivo, de forma impecável. Também ele quem puxou sempre a equipa para diante e fez a diferença num meio-campo que nunca foi capaz de se impor categoricamente frente à equipa adversária.»

 

15 de Março (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): RAPHINHA

«Causou vários desequilíbrios nas suas constantes incursões a partir da ala direita para o centro. Sempre o mais inconformado dos leões, foi ele o autor do nosso solitário golo, aos 59'. Estreou-se assim a marcar neste campeonato, valendo os três pontos à nossa equipa.»

 

30 de Março (Chaves, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Mesmo vindo de lesão, o que aliás condicionou a sua actuação em campo, foi o melhor jogador desta partida. Marcou um grande golo, aos 80', com um disparo fortíssimo fora da grande área. Foi o golo que nos valeu os três pontos - e também o melhor do jogo. Já tinha participado na construção do primeiro.»

 

7 de Abril (Sporting, 3 - Rio Ave, 0): WENDEL

«Primeiro golo do jovem brasileiro nesta Liga 2018/2019. Mais que merecidos, os fortes aplausos que recebeu enquanto apontava para o emblema do Sporting na sua camisola. É o jogador que mais tem evoluído sob a orientação de Marcel Keizer.»

 

13 de Abril (Aves, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Esteve nos três golos leoninos. Primeiro aos 24', com o lançamento lateral e uma tabelinha com Acuña antes de o argentino cruzar. Depois aos 44': foi ele a marcar o livre directo de que resultou o golo apontado por Mathieu. Finalmente, aos 84', quando marcou o terceiro, a passe de Ristovski.»

 

19 de Abril (Nacional, 0 - Sporting, 1): ACUÑA

«Mesmo amarelado logo aos 7', não se deixou condicionar, comandando todas as operações ofensivas do nosso flanco esquerdo apesar de ter alinhado desta vez como lateral. Revelou-se incansável durante toda a partida, criando constantes desequilíbrios. E dos pés dele saíram sucessivos cruzamentos perigosos, infelizmente desaproveitados.»

 

27 de Abril (Sporting, 2 - V. Guimarães, 0): RAPHINHA

«Marcou um grande golo aos 39', revelando um domínio técnico da bola só ao alcance de uma minoria de profissionais do futebol. E foi dele a assistência para o segundo, num soberbo centro aos 51'. Aos 18', já tinha acertado com estrondo na barra. Vai-se mostrando cada vez mais influente na equipa leonina.»

 

5 de Maio (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 8): BRUNO FERNANDES

«Tarde de sonho para o capitão do Sporting: três golos marcados. O que o torna no melhor marcador de sempre do futebol europeu para um jogador que actua na sua posição. Leva já 31 golos marcados nesta temporada - 19 no campeonato, onde também já fez 17 assistências.»

 

11 de Maio (Sporting, 1 - Tondela, 1): MATHIEU

«Exibição superlativa do central francês, o melhor em campo. Autor de cortes que mereceram palmas, aos 29' e aos 67', apontou um livre teleguiado aos 12' que esteve a escassos centímetros de furar as redes do Tondela. Passes de ruptura aos 22' e aos 24' como só ele e Bruno Fernandes sabem fazer. E esteve quase a marcar, de forma acrobática, aos 66', suscitando a defesa da noite do guardião do Tondela, Cláudio Ramos.»

 

18 de Maio (FC Porto, 2 - Sporting, 1): MATHIEU

«Exibição impecável do central francês, novamente o melhor Leão em campo. Patrão incontestado da nossa defesa, cortou tudo quanto havia para cortar (30', 59', 65', 70', 71'). Aos 85', salvou um golo na linha de baliza, num salto providencial que lhe permitiu travar de cabeça uma bola que se encaminhava para o canto superior esquerdo das nossa redes.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Os destaques: Bruno, Wendel, Mathieu

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Foi uma tarde-noite (madrugada em Portugal) de estreias. Primeiro embate alguma vez ocorrido entre o Sporting e o Liverpool, primeira exibição da nossa equipa no mítico Yankee Stadium, em Nova Iorque. Primeira exibição realmente convincente da pré-temporada, traduzida no resultado: 2-2.

Talvez não por acaso, também a primeira vez em que Marcel Keizer dispôs a equipa em 4-4-2, durante o primeiro tempo. Com Bruno Fernandes encostado à ala esquerda, Raphinha mantendo-se como extremo-direito e Vietto enfim deslocado para o corredor central, atrás do ponta-de-lança, desta vez Luiz Phellype.

O Sporting dificilmente poderia ter começado melhor num estádio com dimensões estranhas para os nossos padrões, com as linhas do relvado mais estreitas do que estamos habituados, e perante umas bancadas muito bem compostas de público, incluindo alguns milhares de sportinguistas, bem visíveis com adereços do nosso clube.

 

Aos 5' vencíamos, com golo do inevitável Bruno Fernandes: disparo forte de meia distância, com a bola a tomar efeito e o guarda-redes adversário a colaborar com um frango (que mais pareceu peru) de Mignolet, substituto de Alisson, guardião titular da selecção brasileira recém-vencedora da Copa América. O Liverpool apresentou-se neste desafio ainda desfalcado de Salah, Mané e Firmino. Mas também o Sporting entrou em campo sem quatro titulares: Acuña e Ristovski (que não calçaram), Coates e Bas Dost (que só surgiriam no segundo tempo). E o onze inglês actuou com figuras de respeito: Alexander-Arnold, Matip, Fabinho, Henderson, Wijnaldum, Milner e Origi. Além de Van Dijk, considerado o melhor central do mundo e proto-candidato à Bola de Ouro 2019.

Foi sem temor perante os campeões europeus em título que o Sporting cedeu iniciativa ao Liverpool perante uma muralha defensiva liderada por um Mathieu próximo da excelência - e na qual só destoou Ilori, uma vez mais desastrado como lateral direito adaptado - e contra-ataques protagonizados por Wendel e Bruno, perante um Vietto muito apático e um Raphinha "ausente" durante todo o primeiro tempo.

Soava a injustiça o 1-2 registado ao intervalo, com o Liverpool a marcar aos 20' e aos 44'. E se é certo que Renan - único do Sporting que permaneceu em campo durante os 90 minutos - fez uma enorme defesa aos 18', também é verdade que Wendel foi autor de um excelente remate que levou a bola a bater no poste, iam decorridos 35'.

 

A segunda parte começou com Thierry substituindo Borja como lateral esquerdo. Boa exibição do nosso campeão europeu sub-19, mesmo na ala oposta àquela em que costuma jogar. Vários jogadores subiram de produção neste segundo tempo: Raphinha apareceu enfim, Vietto mostrou bons pormenores pontuais e Idrissa Doumbia perdeu o nervosismo inicial, soltando-se para uma exibição positiva. 

O golo do empate surgiu aos 54', naquela que terá sido a nossa melhor jogada colectiva ao longo de toda a pré-temporada. Lance iniciado com recuperação de bola por Idrissa, envolvimento de Mathieu com Thierry, que endossou a Wendel, seguindo-se tabelinha com Bruno, que a conduziu pelo flanco esquerdo, libertou-se de marcação, temporizou e devolveu ao brasileiro num centro bem medido: Wendel não se fez rogado, alvejando a baliza inglesa. Estava feito o justo empate que perdurou até ao apito final.

 

O Sporting soube segurar este resultado, já disposto em campo num 4-2-3-1, com Bruno de regresso ao corredor central: continuamos sem vencer, mas desta vez a equipa convenceu. A partir dos 61', quando começou o habitual carrossel de substituições, Keizer confirmou que dispõe de boas segundas linhas. Se as trocas de Luiz Phellype por Bas Dost e de Idrissa por Miguel Luís não resultaram, merecem destaque as exibições de Nuno Mendes (substituto de Mathieu), Eduardo Quaresma (no lugar de Ilori, novamente o pior do Sporting) e Plata (que rendeu Raphinha).

O melhor em campo - e muito cumprimentado pelo treinador do Liverpool, Jürgen Klopp - voltou a ser Bruno Fernandes: um golo, uma assistência.

Ainda está de Leão ao peito e já começamos a sentir saudades dele.

 

............................................................................................

 

Os jogadores, um a um:

 

Renan (29 anos).

Mais: grande defesa aos 18' e golo adiado aos 20': só não pôde evitar a recarga à queima-roupa.

Menos: é sempre ingrato sofrer dois golos, embora sem culpa própria.

Nota: 6

 

Ilori (26 anos).

Mais: bom corte aos 41'.

Menos: falhou a intercepção nos lances dos dois golos ingleses.

Nota: 3

 

Neto (31 anos).

Mais: transmite segurança no eixo defensivo: é um bom reforço.

Menos: livrou-se à justa de um segundo cartão, quando já estava amarelado desde os 30'.

Nota: 6

 

Mathieu (35 anos).

Mais: grande patrão da defesa leonina, intransponível, e sempre atento às dobras a Borja na ala esquerda.

Menos: ainda falta criar automatismos com Neto.

Nota: 7

 

Borja (26 anos).

Mais: estreia do colombiano nesta pré-temporada: procurou jogar sempre pelo seguro.

Menos: raras vezes arriscou incursões no seu flanco, cedeu um canto disparatado aos 17'. Já não voltou do intervalo.

Nota: 5

 

Idrissa Doumbia (21 anos).

Mais: melhorou muito no segundo tempo, nomeadamente no capítulo da recuperação de bolas.

Menos: começou muito nervoso, mostrando-se incapaz de fazer passes a mais de dois metros.

Nota: 5

 

Wendel (21 anos).

Mais: vai mostrando a sua veia goleadora. Hoje marcou o segundo do Sporting e esteve quase a marcar aos 35', com um grande remate que foi embater no poste.

Menos: falta-lhe alguma robustez física para os embates no meio-campo.

Nota: 7

 

Bruno Fernandes (24 anos).

Mais: um golo, logo aos 5', e uma excelente assistência para o golo de Wendel, aos 54'. Ainda salvou uma bola muito perigosa, aos 45', mostrando a Ilori como devia ter feito.

Menos: desta vez não foi feliz na marcação de livres.

Nota: 8

 

Raphinha (22 anos).

Mais: quase marcou, aos 70': Mignolet evitou o golo in extremis.

Menos: primeira parte quase irreconhecível do brasileiro, falhando passes, demasiado preso à bola.

Nota: 5

 

Vietto (26 anos).

Mais: conduziu com eficácia um contra-ataque no primeiro minuto do tempo extra da primeira parte.

Menos: falhou dois golos à boca da baliza - um de cabeça, outro com o pé direito - no segundo tempo. 

Nota: 4

 

Luiz Phellype (25 anos).

Mais: só um bom remate: aos 27', ligeiramente ao lado da baliza.

Menos: lento de reflexos e na decisão. Veio de férias com peso a mais: precisa de perder um bom par de quilos.

Nota: 4

 

Thierry (20 anos).

Mais: jogou com destemor como lateral esquerdo, rendendo Borja no segundo tempo, e participou no excelente lance colectivo que resultou no nosso golo do empate. Aos 83', passou a jogar na ala direita.

Menos: nem sempre o passe lhe saiu com precisão, o que não afecta a nota positiva.

Nota: 6

 

Bas Dost (30 anos).

Mais: rendendo Luiz Phellype aos 61', fez duas tabelinhas e procurou pressionar à frente.

Menos: desligado do jogo, perdido num sistema táctico que não o servia, foi incapaz de se libertar das marcações.

Nota: 3

 

Coates (28 anos).

Mais: substituiu Neto aos 61', introduziu frescura e tranquilidade na linha defensiva.

Menos: só agora pudemos contar com ele: acabou de gozar merecidas férias após a Copa América.

Nota: 6

 

Jovane (21 anos).

Mais: em campo desde os 61', substituindo Vietto, mostrou-se mais em jogo do que o argentino.

Menos: dele costumamos esperar um golo ou um grande passe de ruptura: desta vez não aconteceu.

Nota: 5

 

Nuno Mendes (17 anos).

Mais: descomplexado a jogar, ocupou aos 76' a lateral esquerda (por troca com Mathieu, passando então Ilori a central e Thierry a lateral direito) como se fosse titular. Bom corte aos 80'.

Menos: teve poucos minutos de jogo: merecia mais.

Nota: 6

 

Miguel Luís (20 anos).

Mais: substituiu Idrissa aos 76', boa recuperação de bola aos 87'.

Menos: muito apático, perdeu a bola em zona perigosa aos 81': dá a sensação de que está a falhar a pré-temporada.

Nota: 4

 

Eduardo (24 anos).

Mais: entrou só aos 83', para o lugar do exausto Wendel: iniciou um bom lance de ataque aos 90'.

Menos: falta-lhe jogar mais para ganhar entrosamento com os colegas.

Nota: 5

 

Eduardo Quaresma (17 anos).

Mais: entrou aos 83', rendendo o desastrado Ilori: mostrou vontade de cumprir.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Daniel Bragança (20 anos).

Mais: coube-lhe substituir Bruno Fernandes, aos 83': não acusou o peso da responsabilidade.

Menos: nada a registar.

Nota: 5

 

Plata (18 anos).

Mais: em campo só aos 83', por troca com Raphinha, mostrou-se muito dinâmico e com vontade de acelerar o jogo.

Menos: algo individualista: um aspecto a corrigir.

Nota: 6

Os melhores jogadores da época passada (1)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

12 de Agosto (Moreirense, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Foi sempre o nosso jogador mais dinâmico e esclarecido. Vital para termos saído de Moreira de Cónegos com um resultado muito positivo. Coube-lhe o golo inaugural do Sporting nesta temporada oficial, marcado aos 16' num bom lance de área em que fez tudo bem: recepção, colocação e remate. E fez a assistência para o terceiro, num excelente passe de ruptura que isolou Bas Dost.»

 

18 de Agosto (Sporting, 2 - V. Setúbal, 1): NANI

«Exibição muito positiva do capitão da nossa equipa, coroada com dois belos golos e uma merecida ovação dos adeptos ao ser substituído, aos 85'. O primeiro logo aos 9', com um remate seco, traçando uma diagonal perfeita a partir da esquerda, quase no bico da área. O segundo de cabeça, bem colocado frente à baliza, dando a melhor direcção a um cruzamento de Jovane quando iam decorridos 66'. Foi, desde sempre, o primeiro bis do campeão europeu ao serviço do Sporting, agora na sua terceira etapa de verde e branco.»

 

25 de Agosto (Benfica, 1 - Sporting, 1): SALIN

«De longe o melhor em campo nesta sua estreia em clássicos do futebol português. Actuação superlativa do guarda-redes francês, que assinou seguramente uma das mais conseguidas exibições da sua carreira.»

 

1 de Setembro (Sporting, 1 - Feirense, 0): JOVANE

«Esticou o jogo, deu-lhe intensidade e comprimento, criou desequilíbrios, trazendo mais acutilância ofensiva ao onze leonino. E foi também ele a destacar-se ao marcar o golo que nos valeu três pontos. Golo mais que merecido face à exibição da equipa em geral e do jovem caboverdiano em particular.»

 

24 de Setembro (Braga, 1 - Sporting, 0): RAPHINHA

«Não marcou, mas esteve muito próximo. Com dois disparos que rasaram o poste, aos 73' e aos 82'. Fez um excelente cruzamento aos 76' que Coates desperdiçou. E poderia ter marcado mesmo se Bruno Fernandes, em vez de ter optado por fazer tudo sozinho, lhe tivesse endossado a bola aos 75': Raphinha estava em posição frontal para a baliza e dificilmente falharia.»

 

29 de Setembro (Sporting, 2 - Marítimo, 0): MONTERO

«Foi sempre um quebra-cabeças para a defesa adversária, que várias vezes o travou em falta. E marcou o nosso único golo de bola corrida, na sequência de um canto, à ponta-de-lança. Já tínhamos saudades do Montero goleador.»

 

7 de Outubro (Portimonense, 4 - Sporting, 2): NANI

«Foi o menos mau dos jogadores leoninos. Estranhamente, Peseiro deixou-o fora do onze inicial, vendo-se forçado a lançá-lo em campo no segundo tempo, por lesão de Raphinha. O campeão europeu correspondeu: dos pés dele saíram as assistências para os nossos dois golos, marcados por Montero aos 63' e Coates aos 88'.»

 

28 de Outubro (Sporting, 3 - Boavista, 0): NANI

«O campeão europeu formado em Alcochete festejou o primeiro golo à moda antiga, com um salto mortal; no segundo, beijou o emblema do nosso clube. Um enorme Leão, de corpo e alma. O melhor em campo.»

 

4 de Novembro (Santa Clara, 1 - Sporting, 2): ACUÑA

«É um desperdício ter o internacional argentino recuado na lateral. Quando surge à frente, com a sua dinâmica e a sua combatividade, rende muito mais à equipa. Hoje foi o melhor em campo, protagonista de bons cruzamentos e sobretudo do nosso golo da vitória, marcado de cabeça, a partir da ala direita.»

 

11 de Novembro (Sporting, 2 - Chaves, 1): BAS DOST

«Resolveu a partida, com dois golos. Aos 23', de cabeça, correspondendo da melhor maneira a um excelente cruzamento de Acuña na primeira oportunidade de que dispôs. E aos 86', concretizando uma grande penalidade que se seguiu ao golo do empate flaviense. Mas não teve uma actuação muito positiva só por isto: envolveu-se da melhor maneira nas movimentações colectivas, ganhou quase todos os lances de cabeça e arrastou a defesa adversária quando eram companheiros de equipa a transportar a bola.»

 

3 de Dezembro (Rio Ave, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Foi o homem do jogo, tendo sido peça essencial no meio-campo leonino e autor da assistência para o terceiro golo. É um dos jogadores que mais têm subido de forma desde a chegada de Keizer a Alvalade.»

 

9 de Dezembro (Sporting, 4 - Aves, 1): BRUNO FERNANDES

«O nosso médio de ligação em boa hora regressado a Alvalade no final de um dos defesos mais complicados de que há memória está também de volta à excelente forma a que habituou os adeptos na época passada. Hoje foi extremamente influente na vitória leonina, com assistências para os três golos marcados em lances de bola corrida.»

 

16 de Dezembro (Sporting, 5 - Nacional, 2): BAS DOST

«Eficácia a toda a prova, uma vez mais. Com a equipa correndo o risco de se desorganizar, perdendo por 0-2, o holandês voltou a ser um elemento crucial no onze leonino. Ao conquistar uma grande penalidade e ao convertê-la ele mesmo, aos 36'. Repetiria a façanha aos 84', elevando a conta para 4-2 novamente de cabeça fria, sem dar hipóteses ao guardião adversário.»

 

23 de Dezembro (V. Guimarães, 1 - Sporting, 0): RENAN

«Evitou por cinco vezes o golo vimaranense, com grandes defesas, numa demonstração clara de que a baliza leonina está bem entregue. Sem estas intervenções dele (15', 48', 62', 65', 90') teríamos sido goleados. No mesmo estádio onde há um ano goleámos o Vitória por 5-0. A vida tem destas coisas. E o futebol também.»

 

3 de Janeiro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 1): MIGUEL LUÍS

«Assegurou a ligação entre sectores, no miolo do terreno, e cumpriu com zelo a missão. Recuperou bolas, fez passes bem medidos, foi sempre muito combativo - e sobretudo marcou um grande golo, aos 80'. O golo do 2-1, que nos valeu os três pontos, com um disparo fortíssimo à entrada da área, sem hipóteses para o guarda-redes »

 

7 de Janeiro (Tondela, 2 - Sporting, 1): RAPHINHA

«Excelente cruzamento, logo aos 8', servindo Bruno Fernandes, que falhou o golo. Aos 37', inverteram-se os papéis: Bruno serviu-o da ala direita e o brasileiro cabeceou com muita colocação para o ângulo superior da baliza, com o guarda-redes Cláudio Ramos a impedir-lhe in extremis o golo fazendo a defesa da noite.»

 

12 de Janeiro (Sporting, 0 - FC Porto, 0): MATHIEU

«Neutralizou Marega e Soares, ganhou todos lances aéreos, fez vários cortes providenciais e ainda foi o mais lúcido no início da construção ofensiva do Sporting. Um elemento indispensável no onze leonino.»

 

(Conclui amanhã)

Aproveitar ou desperdiçar oportunidades

Há entre os sportinguistas quem conteste que estes jogos da pré-temporada, ainda com o plantel a ser alvo de experiências várias dentro do campo, sejam transmitidos em directo nas televisões (Sporting TV incluída). Não é o meu caso: gosto que isso aconteça. Nós, adeptos, matamos saudades da equipa nestas transmissões, que nos permitem observar atentamente os reforços entretanto contratados e os miúdos que andaram a rodar noutras paragens.
O que contesto nestes jogos é a falta de empenho de certos jogadores. Sabendo que as partidas são televisionadas, isso deveria constituir um factor motivacional acrescido para eles. Acontece que nem todos aproveitam: alguns mostram-se apáticos, desconcentrados, descomprometidos. Lamento que desperdicem excelentes oportunidades nestes desafios ditos de preparação. Que são mais importantes do que muitos imaginam.

"Megacraques" do antigamente

Vamos na quinta contratação neste defeso. Vietto e Luís Neto estavam assegurados há meses, Rafael Camacho e Rosier chegaram há dias. E ontem foi a vez de Eduardo Henrique, ex-Belenenses, ser apresentado aos adeptos.

O Sporting é claramente a equipa - entre as três maiores do campeonato português - que está a apetrechar-se com mais antecedência, fruto de um trabalho que nada deve ao improviso, proporcionando assim as melhores condições ao técnico Marcel Keizer para o arranque da pré-temporada.

Mesmo assim, tenho ouvido por aí críticas muito azedas à pretensa «falta de qualidade» dos novos reforços. Da parte da gente do costume, apostada em garantir que Frederico Varandas «nada percebe de futebol».

A esses críticos mais exaltados, que não escondem saudades do antigamente, limito-me a recordar a lista de "megacraques" contratados durante os cinco anos do consulado anterior. Uma lista certamente muito incompleta, que poderá ser ainda mais preenchida com o inestimável contributo dos nossos leitores.

Ei-la. Não por ordem de entrada em cena, mas por ordem alfabética.

 

Alan Ruiz
André Balada
André Geraldes
Aquilani
Azbe Jug
Barcos
Bruno Gaspar
Bruno Paulista
Castaignos
Ciani
Cissé
Douglas
Dramé
Enoh
Elias
Ewerton
Federico Ruiz
Heldon
Jatobá
Leonardo Ruiz

Lumor
Magrão
Marcelo
Markovic
Marvin
Matías Pérez
Mattheus Oliveira
Maurício
Meli
Misic
Naby Sarr
Naldo
Petrovic
Piris
Rabia
Rosell
Rúben Ribeiro
Ryan Gauld
Sacko
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Shikabala
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Vítor Silva
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