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És a nossa Fé!

Os melhores jogadores da época passada

Balanço dos jogadores do Sporting que mais se destacaram em cada desafio do campeonato 2019/2020:

 

Bruno Fernandes: 6 (Marítimo-Sporting; Sporting-Rio Ave; Paços de Ferreira-Sporting; Tondela-Sporting; Gil Vicente-Sporting; V. Setúbal-Sporting)

Jovane: 4 (Sporting-Paços de Ferreira; Sporting-Tondela; Belenenses SAD-Sporting; Sporting-Santa Clara)

Coates: 4 (Famalicão-Sporting; Moreirense-Sporting; FC Porto-Sporting; Sporting-V. Setúbal)

Bolasie: 3 (Boavista-Sporting; Aves-Sporting; Santa Clara-Sporting)

Mathieu: 3 (Sporting-V. Guimarães: Sporting-Moreirense; Sporting-Portimonense)

Vietto: 2 (Sporting-Famalicão; Sporting-Belenenses SAD)

Luís Maximiano: 2 (Braga-Sporting; Rio Ave-Sporting)

Plata: 2 (Sporting-Boavista; Sporting-Gil Vicente)

Acuña: 2 (Sporting-FC Porto: Sporting-Aves)

Raphinha: 1 (Portimonense-Sporting)

Tiago Tomás: 1 (Benfica-Sporting)

Rafael Camacho: 1 (Sporting-Benfica)

Sporar: 1 (V. Guimarães-Sporting)

Renan: 1 (Sporting-Braga)

Borja: 1 (Sporting-Marítimo)

 

Na época 2014/15, os melhores jogadores foram Nani, William Carvalho e Montero.

Na época 2015/16, os melhores jogadores foram Slimani, Adrien e João Mário.

Na época 2016/17, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bas Dost e Adrien.

Na época 2017/18, os melhores jogadores foram Gelson Martins, Bruno Fernandes e Rui Patrício.

Na época 2018/19, os melhores jogadores foram Bruno Fernandes, Raphinha e Nani.

Balanço (38)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2018/2019, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

27 de Janeiro (Sporting, 1 - Marítimo, 0): BORJA

«O lateral colombiano regressou à titularidade, aproveitando a ausência de Acuña, afastado por acumulação de cartões. Cumpriu com distinção a incumbência, não apenas no plano defensivo, com boas acções de cobertura, mas sobretudo nas movimentações ofensivas que culminaram com a sua estreia a marcar esta época ao serviço do Sporting, correspondendo da melhor maneira a um cruzamento de Jovane.»

 

2 de Fevereiro (Braga, 1 - Sporting, 0): LUÍS MAXIMIANO

«O jovem guarda-redes formado na Academia leonina foi o nosso melhor em campo. Seguro e atento, sem qualquer responsabilidade no golo sofrido, fez três grandes defesas - aos 55', 60' e 63' - retardando o mais possível os três pontos que o Braga acabaria por conquistar.»

 

9 de Fevereiro (Sporting, 2 - Portimonense, 1): MATHIEU

«É, aos 36 anos, o maior baluarte do onze leonino, como ontem voltou a confirmar-se em campo. Sobretudo pelo grande golo que marcou - de livre directo, com o seu potente pé esquerdo, num remate muito bem colocado e totalmente indefensável - e ajudou a desbloquear a partida, aos 32', recolocando o empate no marcador e abrindo caminho ao triunfo. Mas também pela forma como comandou o nosso reduto.»

 

15 de Fevereiro (Rio Ave, 1 - Sporting, 1): LUÍS MAXIMIANO

«Outra partida muito positiva do nosso guarda-redes. Sem culpa no golo, quase à queima-roupa, e com defesas dignas de registo aos 16' e aos 90'.»

 

23 de Fevereiro (Sporting, 2 - Boavista, 0): PLATA

«O jovem equatoriano respondeu da melhor maneira, destacando-se como figura do jogo. Foi dele a assistência para o primeiro golo, aos 13', na marcação irrepreensível de um livre directo, e encarregou-se ele próprio de marcar o segundo, aos 42', dando a melhor sequência a uma boa jogada colectiva iniciada por Jovane que tocou para Borja na ala esquerda e este cruzou para a área onde Plata apareceu, livre de marcação, rematando de primeira com o pé esquerdo.»

 

3 de Março (Famalicão, 3 - Sporting, 1): COATES

«Pareceu-me o menos mal dos sportinguistas. Por ter marcado o nosso golo solitário, aos 45'+1. E por ter feito preciosos cortes e desarmes aos 32', 60' e 63', evitando danos maiores.»

 

8 de Março (Sporting, 2 - Aves, 0): ACUÑA

«O primeiro grande cruzamento partiu dos pés dele, logo aos 7'. Aos 45'+3, constrói o lance que culmina no tiro de Vietto à trave. E é também o argentino que inicia a jogada que dá origem ao primeiro golo, colocando a bola em Wendel, que depois a centra para o esloveno.»

 

4 de Junho (V. Guimarães, 2 - Sporting, 2): SPORAR

«Temos artilheiro: já regista cinco golos. Ontem, mais dois. Aproveitando da melhor maneira duas das três oportunidades de que dispôs: a primeira aos 18', aproveitando uma fífia incrível do experiente guardião vitoriano Douglas; a segunda aos 52', dando a melhor sequência a um excelente passe de Jovane a rasgar a defesa adversária.»

 

12 de Junho (Sporting, 2 - Paços de Ferreira, 0): JOVANE

«Marcou um golão, de livre directo, aos 65': a bola embateu na barra, cheia de colocação e força, entrando de seguida. No último minuto do tempo extra (97') esteve quase a repetir a proeza, mas em lance corrido. No entanto a bola, caprichosamente, voltou a embater na trave, agora sem entrar. Ainda (48') ofereceu um golo a Sporar que o esloveno desperdiçou.»

 

18 de Junho (Sporting, 2 - Tondela, 0): JOVANE

«Segundo jogo consecutivo a marcar, segundo jogo a apontar o golo de livre directo, com uma bomba indefensável que contornou a barreira adversária e se foi anichar ao fundo das redes, deixando o guardião de pés no solo. Dos nossos quatro golos de livre registados neste campeonato, metade têm já a assinatura do jovem caboverdiano.»

 

26 de Junho (Belenenses SAD, 1 - Sporting, 3): JOVANE

«Novamente o melhor, decisivo ao ponto de ter marcado dois golos - o segundo e o terceiro. E talvez não ficasse por aqui se tivesse permanecido em campo durante a segunda parte. Rúben Amorim mandou-o sair ao intervalo, por precaução, verificando que o jovem caboverdiano acusava um problema muscular. A missão dele estava cumprida, uma vez mais com.»

 

1 de Julho (Sporting, 2 - Gil Vicente, 1): PLATA

«Destacou-se nesta partida, em que teve o melhor desempenho desde a chegada do novo técnico. É dele a assistência para o primeiro golo, com um cruzamento atrasado para a grande área, e é ele quem consegue os três pontos ao apontar o segundo, aproveitando muito bem um atraso disparatado de um defesa adversário, batendo em velocidade os seus opositores.»

 

6 de Julho (Moreirense, 0 - Sporting, 0): COATES

«Foi o mais perigoso lá à frente, nas bolas paradas. Venceu um lance aéreo aos 37', cabeceando por cima, e viu-se impedido de disputar uma bola ao ser ostensivamente agarrado dentro da grande área, mesmo no fim da partida, num lance que o árbitro ignorou. Num jogo em que quase todos os seus colegas estiveram abaixo do nível que nos habituaram, foi dos raros que se mantiveram em bom estilo e grande classe.»

 

10 de Julho (Sporting, 1 - Santa Clara, 0): JOVANE

«Voltou a valer-nos três pontos ao metê-la lá dentro, dando a melhor sequência a um magnífico passe vertical de Wendel, empurrando a bola para a baliza com o pé esquerdo sem a deixar cair no chão. Estavam decorridos 67'. O jovem caboverdiano fez a diferença não apenas neste lance decisivo mas ao longo de todo o desafio, em que foi sempre o mais criativo e o maior desequilibrador.»

 

15 de Julho (FC Porto, 2 - Sporting, 0): COATES

«Fez impor a sua presença nos lances aéreos, não apenas no sector defensivo (bons cortes aos 16' e 22') mas também junto à baliza adversária, nas bolas paradas. Aos 19', anulou as marcações na trincheira portista, embora cabeceando por cima. Muito eficaz no controlo da profundidade excepto nos minutos finais, em que já estava mais à frente por indicação técnica, na fase do tudo-por-tudo.»

 

21 de Julho (Sporting, 0 - V. Setúbal, 0): COATES

«Não cometeu nenhum erro grave e pareceu sempre um dos raros jogadores incoformados com o empate a zero. Merece por isso ser destacado como o melhor Leão numa partida em que passou os últimos dez minutos a jogar sobretudo à frente, como reforço improvisado da nossa linha atacante.»

 

25 de Julho (Benfica, 2 - Sporting, 1): TIAGO TOMÁS

«Esteve nos dois melhores momentos da prestação leonina: aos 65', numa rápida incursão na grande área aproveitando um monumental lapso defensivo de Jardel, atirou a bola ao poste de um ângulo muito apertado; aos 69', fez um soberbo passe que funcionou como assistência para o golo de Sporar.»

 

(Conclusão do balanço iniciado ontem)

Balanço (37)

Antes do arranque do campeonato nacional de futebol 2019/2020, relembro os meus apontamentos da época passada. Para recordar os jogadores que se evidenciaram mais em cada desafio.

 

11 de Agosto (Marítimo, 1 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Foi dele o primeiro grande passe em profundidade, isolando Raphinha logo aos 2'. Foi dele também o primeiro remate do Sporting que levava selo de golo: uma bomba disparada aos 28', travada pelo guardião adversário com a defesa da noite. Foi ainda ele que cruzou para o golo de Coates, parecendo com vontade de voltar a ser na nova época o rei das assistências da nossa equipa.»

 

18 de Agosto (Sporting, 2 - Braga, 1): RENAN

«Foi decisivo nesta conquista dos três pontos para o Sporting em várias defesas que confirmaram a sua classe e os seus reflexos. Destaque para um voo que impediu Pablo de marcar, aos 30', e o golo "cantado" que travou in extremis a Hassan, aos 40'.»

 

25 de Agosto (Portimonense, 1 - Sporting, 3): RAPHINHA

«Voto nele como o melhor em campo. Por ter bisado, desde logo, sendo a partir de agora o marcador mais destacado da nossa equipa. Mas sobretudo pela qualidade dos golos que marcou. Merece especial destaque o primeiro, com um remate muito forte desferido do bico da área, em arco, sem defesa possível para o guardião adversário. O segundo também justifica aplauso, pela impecável recepção a um passe longo de Bruno Fernandes, metendo-a lá dentro sem a deixar bater no chão - ainda por cima com o seu pior pé, que é o direito.»

 

31 de Agosto (Sporting, 2 - Rio Ave, 3): BRUNO FERNANDES

«Voltou a ser o melhor dos nossos jogadores em campo - atributo bem reflectido no nosso primeiro golo, aos 20', que começa a ser desenhado nos pés dele e é concluído também por ele, com um remate forte e bem colocado, a passe de Acuña, enquanto Luiz Phellype se movimentava bem sem bola, arrastando metade da defesa adversária. Foi o 50.º golo oficial de Bruno Fernandes com a camisola do Sporting. Desejamos que marque muitos mais.»

 

15 de Setembro (Boavista, 1 - Sporting, 1): BOLASIE

«Foi dele a única oportunidade do Sporting na primeira parte, aos 27', forçando o guarda-redes Bracali a uma defesa muito apertada. Desviado para a ala esquerda no segundo tempo, continuou a criar desequilíbrios. Aos 70', conduziu um rápido contra-ataque e disparou fortíssimo, em arco, fazendo a bola roçar a barra. Impressionante a imagem dele junto à linha final, incentivando o aplauso dos adeptos.»

 

23 de Setembro (Sporting, 1 - Famalicão, 2): VIETTO

«Melhor sportinguista em campo - um dos raros que merecem nota positiva. Na ausência de Bruno Fernandes, foi ele o único a causar desequilíbrios e a fazer passes de ruptura lá na frente. De um desses movimentos, em que recuperou a bola, nasce o nosso golo - o primeiro golo dele de verde e branco.»

 

30 de Setembro (Aves, 0 - Sporting, 1): BOLASIE

«Mesmo com ocasionais lapsos de ordem técnica, mostrou-se sempre muito activo. Podia ter marcado por três vezes (aos 53', 59' e 73'). E é ele quem conquista a grande penalidade que viríamos a transformar em golo, com uma oportuna desmarcação aos 81'.»

 

27 de Outubro (Sporting, 3 - V. Guimarães, 1): MATHIEU

«Um esteio na organização defensiva do Sporting, que conferiu equilíbrio e confiança ao conjunto. Teve uma exibição irrepreensível, cortando tudo quanto havia para cortar, impondo-se designadamente nos lances aéreos.»

 

31 de Outubro (Paços de Ferreira, 1 - Sporting, 2): BRUNO FERNANDES

«É dele a assistência para o golo de Luiz Phellype, com um remate cruzado de longa distância. Serviu também da melhor maneira o brasileiro aos 68', num lance que poderia ter terminado igualmente em golo, como já havia acontecido logo aos 3'. E foi ainda ele a apontar de modo impecável a grande penalidade que nos assegurou os três pontos, estavam decorridos 79'.»

 

3 de Novembro (Tondela, 1 - Sporting, 0): BRUNO FERNANDES

«O nosso jogador menos mau.»

 

10 de Novembro (Sporting, 2 - Belenenses SAD, 0): VIETTO

«Aos 75', é ele quem inicia o lance mais decisivo, com um soberbo passe longo esticando o jogo para a ala direita. E é ele quem finaliza essa jogada com um pontapé acrobático, sem deixar a bola cair ao chão, na sequência de um ressalto dentro da grande área. Um golo que fez levantar o estádio e encheu de alegria os verdadeiros adeptos, que já desesperavam de ver futebol a sério nesta noite fria em Alvalade.»

 

1 de Dezembro (Gil Vicente, 3 - Sporting, 1): BRUNO FERNANDES

«Limitou-se a ser o menos mau neste primeiro jogo da Liga em que não fez qualquer remate à baliza nem ensaiou um só tiro de meia-distância.»

 

8 de Dezembro (Sporting, 1 - Moreirense, 0): MATHIEU

«O mais maduro, o mais eficaz,  o mais acutilante: aos 36 anos, é um excelente exemplo para jogadores com metade da idade dele.»

 

16 de Dezembro (Santa Clara, 0 - Sporting, 4): BOLASIE

«Grande partida do ala franco-congolês, que revelou atitude, compromisso com a equipa e entrega ao jogo. Destacou-se logo aos 3', confundindo as marcações no corredor direito. Aos 22', foi ceifado em falta noutra ofensiva perigosa. Falhou o cabeceamento aos 35' e aos 50',  mas redimiu-se aos 54', apontando o melhor golo da noite, na sequência de um canto, ao saltar quase de costas, dirigindo a bola para o canto superior esquerdo da baliza.»

 

5 de Janeiro (Sporting, 1 - FC Porto, 2): ACUÑA

«Se alguém não merecia perder este jogo, foi ele. Autor do solitário golo do Sporting, aos 44', fuzilando Marchesin num remate indefensável, de um ângulo muito difícil, após assistência de Vietto. A recuperação de bola, neste lance, foi dele também. Tal como dos pés dele nasceram os cruzamentos mais perigosos da nossa equipa.»

 

11 de Janeiro (V. Setúbal, 1 - Sporting, 3): BRUNO FERNANDES

«Não há volta a dar: é um jogador de excepção, um dos mais categorizados que vestiram desde sempre a camisola verde e branca. Os três pontos que trazemos de Setúbal devem-se essencialmente a ele: marcou o segundo golo, de grande penalidade, aos 34'; e fechou o resultado já no tempo extra, culminando a melhor jogada colectiva do Sporting nesta partida.»

 

17 de Janeiro (Sporting, 0 - Benfica, 2): RAFAEL CAMACHO

«Desta vez actuou como titular e fez jus à prova de confiança que o técnico nele manifestou. Imperou no corredor direito, sobretudo na primeira parte, destacando-se igualmente em tarefas defensivas. Foi protagonista das duas únicas ocasiões de golo do Sporting: aos 13', levou a melhor no duelo com Ferro e rematou com força, levando a bola a embater no poste; aos 33', cabecou como mandam as regras à boca da baliza, forçando Vlachodimos a uma grande defesa.»

 

(Conclui amanhã)

Lista de dispensas

Guarda-Redes

Renan Ribeiro

É um jogador com valor e que demonstrou enorme qualidade na defesa de grandes penalidades. Podia ser a solução para o banco, mas entendo que não deve ser porque necessitamos de um guarda-redes que faça concorrência direta a Max. Acho que devia ser vendido e não contava com ele para a próxima temporada.

Luís Maximiano

É o atual melhor guarda-redes da Liga e a prova que juventude não é sinonimo de inexperiência. Pode vir a falhar no futuro, mas tem o meu incondicional apoio porque já demonstrou ter o caracter e garra de Leão. No futuro, será o titular indiscutível da baliza da Seleção Nacional porque tem qualidade. Depois de Damas e Patrício, Max é um guarda-redes que me enche de orgulho. O Sporting só tem futuro se contar com jogadores como Max e como é logico, deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Diogo Sousa

Não consigo fazer uma análise objetiva à qualidade do jogador porque assisti a poucos jogos onde este tenha jogado.

Defesa

Tiago Ilori

Decide abandonar o Clube para tentar a sua sorte, mas lamentavelmente não conseguiu e face ao exposto, volta à casa que o fez nascer para o futebol. Ou seja, morde a mão que lhe deu de comer e posteriormente volta porque não conseguiu sucesso. Posso estar a ser injusto e é lógico que o jogador terá as suas razões, mas este comportamento não reflete os princípios do Sporting Clube de Portugal. Em campo, é inconstante e raramente consegue realizar mais do que dois jogos seguidos com alguma qualidade.  Sinto que está a ocupar o espaço de alguém mais jovem e que podia acrescentar ao clube mais alma e amor. Assim sendo, não deveria fazer parte do plantel da próxima temporada.

Sebastián Coates

Confesso que, para mim, a chegada de Amorim trouxe o Coates que necessitávamos, sendo que hoje temos o patrão da defesa. Este Coates merece jogar e usar a braçadeira de capitão.  Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Stefan Ristovski

Não é o melhor defesa direito do mundo, mas não compromete no atual cenário. Quando penso neste jogador, é impossível esquecer a cumplicidade que tinha com Bruno Fernandes e as boas exibições que fez. É um jogador útil em qualquer plantel e devia ter alguém forte para lhe fazer concorrência. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Luís Neto

É um jogador com palmarés internacional e experiência, algo que faz falta ao atual Sporting. Esta época sofreu com algumas lesões, mas entendo que tem qualidade suficiente para permanecer no plantel da próxima temporada.

Val Rosier

Chegou lesionado e nunca encantou. Nunca compreendi a razão de ter vindo para o Sporting e muito menos o processo que envolveu a troca de um jogador que até podia acrescentar algo ao nosso Clube (Mama Baldé).  É um jogador intermitente e que não consegue fazer mais do que um jogo em condições. Assim sendo, está a ocupar um espaço que não é dele. Não deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Cristian Borja

Tem 27 anos e é internacional pela Colômbia. Entendo que é um jogador que não compromete e à semelhança de Ristovski é útil em qualquer plantel, sendo que devia ter alguém forte para lhe fazer concorrência. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Nuno Mendes

Aqui está a concorrência que Borja necessita. Jovem, sportinguista, com qualidade e vontade. Este deve ser preservado e valorizado. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Gonçalo Inácio

À semelhança de Diogo Sousa, não consigo fazer uma análise objetiva à qualidade do jogador.

Eduardo Quaresma

Para mim é a grande revelação. Fico impressionado com a qualidade e maturidade deste jovem jogador. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

 

MÉDIOS

Eduardo

Outro jogador que não consigo compreender a razão da contratação. Temos vários jogadores no plantel e na formação que garantem mais qualidade do que Eduardo. Não deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Marcos Acuña

Só por razões financeiras é que posso equacionar a venda deste jogador porque é um dos melhores do plantel. Confesso que às vezes me deixa um pouco irritado porque nunca sei quando acabamos os jogos com 10 jogadores. Mesmos assim, merece que o clube faça um esforço para o manter no plantel.  Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Rodrigo Battaglia

Antes da lesão era um dos melhores jogadores do plantel na posição dele. Depois da lesão, falta rotina de jogo para garantir lugar na equipa principal. Tem qualidade, sentido posicional e raça. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Francisco Geraldes

O mal-amado menino da formação... Tem talento, mestria, mas falta-lhe intensidade. O que ainda não compreenderam é que estamos perante um jogador cerebral e provavelmente, depois da saída de Bruno Fernandes, um dos poucos do plantel com estas características. Dizem que já teve oportunidades no clube, mas esquecem que não contam 10 ou 15 minutos num jogo. Fez uma segunda parte completa e deslumbrou. Ou seja, deram tempo e ele apareceu. É delicioso observar este jogador sem bola, nomeadamente a forma como se movimenta e dá instruções aos colegas. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada e jamais permitir que reforce qualquer equipa em Portugal.

Miguel Luís

Um jogador intermitente e que já demonstrou ter qualidade, mas demora a aparecer. Ainda dava oportunidade para representar o clube na próxima temporada pois seria sempre uma solução alternativa.  Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Wendel

Se assumir a responsabilidade e souber concentrar-se no futebol, tem qualidade para jogar no Sporting Clube de Portugal. É um jogador que está no limite de se tornar um grande jogador ou uma promessa. A falta de acompanhamento fora de campo é o maior risco e penso que devíamos prestar mais atenção a este tema. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Matheus Nunes

Mais uma promessa que não engana e que será um dos nossos magníficos. Espero que continue de uma forma humilde e esforçada. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Mattheus Oliveira

É um jogador sem espaço no atual plantel e que, à semelhança de Eduardo, não acrescenta a qualidade necessária para preterir qualquer jogador proveniente da formação. Não deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Idrissa Doumbia

É esforçado, mas entendo que não chega para fazer parte do plantel. Mesmo assim, até posso ter alguma tolerância e aguardar mais um ano para decidir o que fazer com o jogador. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

 

AVANÇADOS

Rafael Camacho

É um jogador da formação e tem alguma qualidade. No entanto, não podemos estar dependentes deste jovem jogador e devemos permitir que cresça. Se o fizermos sem pressão, podemos assistir ao melhor Rafael que existe. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Luciano Vietto

É um dos jogadores cerebrais do plantel. Parece que não consegue assumir o peso da responsabilidade e com isso torna-o instável, impedindo-o de manter a regularidade que necessitávamos. Mesmo assim, não deixa de ser um dos melhores jogadores do plantel. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Gonzalo Plata

É jovem, irreverente e tem qualidade. Falta-lhe o mesmo que Wendel (acompanhamento) e o destino deste, apenas depende dele. Pode ser um dos melhores. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Luiz Phelyppe

Tem qualidade para jogar no Sporting Clube de Portugal, mas não podemos esquecer que jamais poderá ser o titular. Necessita de concorrência para torna-lo mais competitivo e tirar pressão. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Tiago Tomás

Outra jovem promessa que tem qualidade, mas que necessita tempo para demonstrar. Temos que ter paciência para deixa-lo crescer. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Pedro Mendes

Outro mal-amado…. Honestamente, não consigo compreender a razão de não fazer parte dos planos de Amorim. Quem foi o melhor marcador da equipa de Leonel Pontes? Quem tinha a média de um golo por jogo? Quem marca na Liga Europa um grande golo? Criticámos a falha de inscrição deste jogador durante meses. Desaprendeu? Acho que não. Penso que o treinador não conta com ele por razões que desconhecemos. Mesmo assim, entendo que tem espaço no plantel. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Jovane Cabral

Tem o ADN do Sporting e ficar por cá mais alguns anos. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Sporar

Replico tudo o que disse em relação a Luiz Phelyppe e deve ser com este o suplente. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Joelson Fernandes

Mais uma jovem promessa com qualidade para jogar no Clube. Espero que tenha o acompanhamento necessário para decidir o melhor para ele. Neste momento, devia renovar com o Sporting, assumir-se e o futuro iria sorrir. A pressa é inimiga da perfeição. Deverá fazer parte do plantel da próxima temporada.

Entradas e saídas: breve antevisão

Começa a ser evidente quais serão os jogadores a dispensar pelo Sporting logo após o fim do mais longo campeonato nacional de que há memória, daqui a poucas semanas. Basta medir o tempo de utilização de cada um.

A lista dos 25 jogadores que já calçaram sob a orientação do actual técnico - ontem divulgada pelo jornal A Bola, acrescida dos minutos em que cada um esteve em campo - fornece resposta à maior parte das dúvidas.

Revela-nos, desde logo, que houve apenas dois titulares nestas sete partidas: Maximiano e Coates. Ambos jogaram 630 minutos. Logo seguidos de Sporar, que esteve 628 minutos em campo. Seguem-se cinco jovens oriundos da Academia de Alcochete ou que aqui vieram completar a sua formação futebolística: Plata, Jovane, Matheus Nunes, Wendel e Eduardo Quaresma.

 

Inversamente, Renan nunca foi utilizado por Amorim. Tal como o apagado Miguel Luís e um tal Mattheus Oliveira, que já mal recordo quem é. O mesmo ocorreu com Luiz Phellype, mas neste caso por estar ainda a recuperar de uma gravíssima lesão contraída antes da chegada do sucessor de Silas.

Esta hierarquia negativa inclui Pedro Mendes (só jogou dois minutos), Rosier (12), Eduardo (17), Idrissa Doumbia (68) e Ilori (113). É fácil concluir que o treinador não contará com eles para a próxima temporada.

Ilori, que saíra em litígio com o Sporting seis anos antes, nunca devia ter regressado. Rosier e Eduardo foram rotundos fiascos. O jovem Idrissa prometia alguma coisa, mas ofereceu quase nada. Todos eles deverão abandonar Alvalade em definitivo, rendendo algum encaixe financeiro à SAD.

Pedro Mendes, cujo real valor ainda constitui uma incógnita, vai certamente actuar noutro clube da I Liga a título de empréstimo.

 

Presumindo-se que o central Gonçalo Inácio - também da formação leonina e ainda não estreado na equipa principal - fará igualmente parte do plantel para 2020/2021 e que o jovem André Paulo, recém-contratado para a equipa B por indicação de Amorim, será o terceiro guarda-redes na hierarquia leonina, abrem-se ainda assim três ou quatro vagas.

Uma delas, em princípio, será preenchida pelo central marroquino Feddal, de 30 anos e há três épocas no Bétis de Sevilha.

Na vossa perspectiva, que outras posições devem ser reforçadas com urgência?

Reforços precisam-se

O jogo de ontem, onde o Moreirense teve um desempenho muito competente, alguns jovens estiveram em noite desinspirada e o árbitro recusou ver o que estava à vista de todos, veio por a nu as debilidades deste Sporting sob o comando de Rúben Amorim.

Quando nos recordamos do desempenho do Braga contra o Sporting e vemos este Sporting jogar, no mesmo modelo táctico e com as mesmas ideias de jogo, há coisas que o Braga tinha e não vemos neste Sporting.

Desde logo um ponta de lança com capacidade de jogo aéreo, Paulinho, bem solicitado por centros teleguiados, e com médios altos a entrar para confundir marcações. 

Depois, capacidade de meia distância, com circulação de bola de lado a lado para confundir marcações e centros atrasados a solicitar o remate à entrada da área.

São dois elementos essenciais para ultrapassar defesas acantonadas e a jogar de frente para a bola, como aconteceu ontem depois da expulsão.

E assim, para mim é óbvio que precisamos de reforços, não para sentar o Plata e vir um Fernando qualquer, mas para irmos buscar o que não temos, e que muito nos faz falta.

 

Para mim as prioridades são as seguintes:

1. Ponta de lança forte no jogo aéreo, o tal "pinheiro", "poste", ou lá o que seja, um novo Bas Dost, Jardel, o que quiserem. Sporar é superior a LP29 fora da área, mas ainda inferior a ele dentro dela no jogo aéreo. Pedro Mendes, Tiago Tomás, Gelson Dala, Ruiz: nenhum deles tem essas características.

2. Um médio centro possante e com meia distância, mais de passe e controlo do que de transporte de bola, já sei que muitos não irão gostar do exemplo que vou dar, um novo Gudelj para melhor. Battaglia, Matheus Nunes, Palhinha, Wendel, Doumbia: nenhum é isso. Bragança ou Geraldes, menos ainda.

3. Um lateral direito experiente que ponha a bola onde põe os olhos. Aqui o exemplo mora no Porto, embora no caso seja esquerdino, Alex Telles. No Sporting não há bons exemplos para dar desde há décadas. Risto já não vai lá. Rosier um flop, na formação ou emprestados não há ninguém de que me lembre em condições.

4. Um novo Mathieu. Fala-se no marroquino do Betis, se calhar outro Neto. Borja não passa daquilo que é: muito pouco e muitas vezes assusta. Ontem uma novidade, Acuña a dar uma capacidade de construção desde trás nunca antes vista. Para repetir a aposta? Nuno Mendes é bom de mais para ficar no banco. Mas Acuña, mesmo na má forma actual, é de longe o melhor jogador do plantel actual e não pode ficar de fora.

 

Entretanto, e pondo de fora os mais jovens, enquanto há jogadores que muito cresceram com Rúben Amorim, Coates e Wendel à cabeça, outros não estão a conseguir. Battaglia (este para mim uma grande desilusão), Borja, Ilori, Rosier, Eduardo serão para tentar vender ao melhor preço. Renan e o LP29 deverão ir pelo mesmo caminho. No conjunto custaram quase 20M€. Que davam muito jeito ao Sporting.

Enfim, os poucos jogos que faltam e muito particularmente os embates com os rivais, vão clarificar muita coisa, mas duvido que se afastem muito destas minhas ideias.

E as vossas quais são?

SL

A selecção nacional (III República)

Alguns dos leitores do És a Nossa Fé! que têm conta no facebook já terão reparado na simpática corrente que ali decorre, com os utentes convidando os seus amigos para apresentarem os 10 (ou 15, depende) jogadores que influenciaram o seu gosto pelo futebol. Durante o confinamento, antes da festa do 25 de Abril e do festival do 1º de Maio em Lisboa, eu respondera a esse desafio. Agora fui de novo, e por um insigne co-bloguista desta sede, convidado para apresentar esse rol. Mas estando ele feito lembrei-me de um velho postal que aqui havia deixado em 2012 (o tempo voa, dizem os velhos quando já não batem as asas). E por  tudo isto, José Navarro de Andrade, repito o postal, pois estes jogadores nacionais muito marcaram o meu gosto pelo futebol (a corrente no FB serve para inserir os jogadores estrangeiros, e isso é outra conversa):

*****

Estava ao sol na praia e lembrei-me disto - uma inutilidade bem digna da inutilidade veraneante -, como se o tempo fosse homogéneo. Não é uma declaração política. Mas o primeiro jogo que vi ao vivo foi em 1975, o meu pai levou-me à central de "Alvalade" e ainda nos estávamos a sentar e já era "golo!!" e ainda me lembro do sorriso dele (afutebolístico que é) com a minha alegria, foi um glorioso Sporting-Olhanense (7-0), marcava muito o Chirola. E a primeira equipa de que me lembro é a que foi campeã em 1973-1974 [ainda a sei de cor: Damas, Manaca, Bastos, Alhinho, Carlos Pereira, Vagner, Nelson, Baltazar, Marinho, Yazalde, Dinis]. E o primeiro Mundial de que lembro é o de 1974 [vi a final, lembro-me do golo a seco, logo no início, da Alemanha; e lembro-me do sururu provocado por Luís Pereira, defesa do Brasil expulso num jogo anterior]. Daí que a minha selecção nacional só pode mesmo ser a da III República, pós-1974. Aqui ficam os 23, seleccionados para o campeonato do mundo do apocalipse. À antiga, os números das camisolas indicam a titularidade, claro, que é como deve ser.

A grande questão continua a ser a mesma, problemática que não angustiará os mais-novos, ainda imberbes nas coisas do futebol: o Oliveira e o Alves cabem na mesma equipa? Na minha opinião, de treinador de sofá, tenho que meter o Sousa para segurar aquilo. 

1.

Vítor Damas (guardião)

2.

Artur Correia (lateral-direito)

3.

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Humberto Coelho (defesa-central)

4.

Ricardo Carvalho (defesa-central)

5.

Fábio Coentrão (lateral-esquerdo)

6.

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Paulo Sousa (trinco)

7.

Luís Figo (médio direito)

8.

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António Oliveira (médio ofensivo)

9.

Rui Manuel Trindade Jordão (ponta-de-lança)

10.

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António Sousa (médio central)

11.

Paulo Futre (extremo-esquerdo)

12.

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Vítor Baía (guarda-redes)

13.

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António Veloso (lateral-direito)

14.

Jorge Andrade (defesa-central)

15.

Fernando Couto (defesa-central)

16.

Alberto (defesa-esquerdo)

17.

Sheu Han (trinco)

18.

Rui Costa (médio ofensivo)

19.

Cristiano Ronaldo (extremo-direito)

20.

João Alves (médio ofensivo)

21.

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Fernando Gomes (ponta-de-lança)

22.

Fernando Chalana (extremo-esquerdo)

23.

Jaime Pacheco (médio central)

+1

Manuel Fernandes (avançado)

Treinador

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Eriksson (treinador)

Adepto

Arquétipo

Os jogadores de Varandas (balanço)

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Luiz Phellype: Dezembro de 2018. Nota 7.

Ilori: Janeiro de 2019. Nota 3.

Borja: Janeiro de 2019. Nota 5.

Idrissa Doumbia: Janeiro de 2019. Nota 4.

Plata: Janeiro de 2019. Nota 8.

Luís Neto: Março de 2019. Nota 6.

Vietto: Maio de 2019. Nota 7.

Rafael Camacho: Junho de 2019. Nota 6.

Rosier: Junho de 2019. Nota 4.

Eduardo: Julho de 2019: Nota 4.

Fernando: Setembro de 2019. Nota 0.

Jesé: Setembro de 2019: Nota 1.

Bolasie: Setembro de 2019. Nota 4.

Sporar: Janeiro de 2020. Nota 7.

 

Média: 4,7

Os jogadores de Varandas (14)

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SPORAR

Foi o último a desembarcar: a sua contratação, por seis milhões de euros, foi anunciada a 23 de Janeiro. Veio já no mercado de Inverno, quando a pandemia iniciava a sua expansão a partir da China para o resto do mundo, seis semanas antes do prolongado "apagão" que se abateu no futebol devido ao novo coronavírus, agora prestes a ser retomado, num momento em que se registam cerca de 120 mil novas infecções diárias à escala global.

Andraz Sporar é esloveno mas jogava na Eslováquia, onde foi eleito jogador do ano em 2019. Enquanto outros chegavam com "cadastro", ele chegou mesmo com currículo, trazendo boa fama como exímio marcador de golos. Ao serviço do Sporar Bratislava marcou 34 na temporada 2018/2019. Quando saiu do clube, trocando a capital eslovaca por Lisboa, já levava 21 nesta atribulada época - incluindo 12 no campeonato, liderando a lista dos melhores marcadores. E, com seis golos apontados, mantém-se no topo dos artilheiros da Liga Europa, partilhando esta posição com Visca (Basaksehir), Morelos (Rangers), Jota (Wolverhampton) e Bruno Fernandes (Sporting e Manchester United).

Agora com 26 anos, Sporar colmatou uma inaceitável lacuna no plantel leonino. Com a saída de Bas Dost e a não-inscrição de Pedro Mendes nas competições nacionais, um Sporting em manifesta crise de golos actuou quase meia temporada sem ponta-de-lança alternativo: só havia Luiz Phellype para esta posição.

Mais depressa chegasse, mais depressa jogava. A 27 de Janeiro, o brasileiro lesionou-se gravemente, no início de uma partida em Alvalade frente ao Marítimo, ficando fora da competição para o resto da temporada. Estavam decorridos 15 minutos, Sporar teve de equipar-se e entrar de imediato em campo. Mas só marcou quase um mês depois, a 20 de Fevereiro, na vitória caseira contra os turcos do Basaksehir, para a Liga Europa. Teve ainda tempo para fazer o gosto ao pé mais duas vezes, marcando contra Boavista e Aves - neste já sob o comando de Rúben Amorim, mesmo antes da suspensão do campeonato.

Move-se bem dentro da área, baralhando as marcações, revela faro de golo e evidencia bons dotes técnicos. Se Bas Dost tinha direito a música própria em Alvalade, Sporar pode seguir-lhe o exemplo quando o nosso estádio voltar aos dias grandes, enchendo-se de público. Ele já provou merecer. E nós também.

 

Nota: 7

Os jogadores de Varandas (13)

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BOLASIE

Algo de muito grave se passou nos bastidores da SAD leonina no final de Agosto do ano passado, quando se segurou in extremis Bruno Fernandes por mais quatro meses sem que ninguém percebesse porquê. Com manifesto prejuízo para a qualidade e o equilíbrio do plantel, esta absurda indecisão conduziu à saída em cascata do nosso principal goleador, Bas Dost, do nosso maior desequilibrador nas alas, Raphinha, e de um promissor lateral direito formado na nossa Academia e então recém-lançado no onze titular por manifesta falta de alternativas para a posição: Thierry Correia.

Para compensar, vieram três extremos de uma assentada: Fernando e Jesé (já analisados aqui) e o franco-congolês Yannick Bolasie, oficializado a 3 de Setembro, dia do fecho do mercado de transferências. Chegou de Inglaterra, cedido pelo Everton a título de empréstimo, e trazia um preocupante historial de lesões. A época em que mais jogara e marcara fora a de 2015/2016, ao cumprir 30 jogos e apontar 13 golos com a camisola do Crystal Palace

Ao contrário dos outros membros deste triste trio de fracassados mosqueteiros, o último a chegar ainda foi mostrando alguma qualidade individual no Sporting, actuando sobretudo na ala direita, num estilo esforçado embora longe dos mais exigentes patamares técnicos. Revelou-se jogador de drible fácil e muito frequente, ao ponto de por vezes se driblar a si próprio, e meteu duas vezes a bola no fundo das redes. Marcando ao Ronsenborg, para a Liga Europa (24 de Outubro), e ao Santa Clara (16 de Dezembro). Ficou-se por aí, muito longe da meta de dez golos que ele mesmo traçara a 12 de Setembro, em entrevista ao Record. É justo assinalar, no entanto, que deixa também um registo de cinco assistências, tendo participado em 25 jogos e sofrido duas expulsões, uma das quais manifestamente injusta.

Colheu aplausos pontuais nas bancadas. Mas não convenceu. Aos poucos, foi perdendo terreno naquela posição para colegas mais jovens, como Jovane, Camacho e Plata. Confirmando-se a inutilidade deste empréstimo precisamente para uma das posições em que o Sporting se encontra mais fornecido.

Em Abril, discretamente, o extremo agora com 31 anos foi devolvido a Inglaterra. O futebol parara devido à expansão do novo coronavírus e não fazia sentido mantê-lo na folha salarial - pagando-lhe metade do que auferia - quando não contava com o aval do novo técnico, Rúben Amorim, nem havia intenção de accionar a cláusula de compra ao Everton, avaliada em 4,5 milhões de euros. Foi mais uma experiência falhada da era Varandas. 

«É um extremo com 120 jogos na Premier League. Na última época, no Anderlecht, fez oito golos, oito assistências e 38 jogos. Está habituado a campeonatos de alta intensidade», dissera dele o presidente do Sporting, em entrevista à televisão do clube, em jeito de cartão de apresentação com dados incorrectos. O retrato que lhe haviam pintado de Bolasie era lisonjeiro em excesso. E ele, tão desconfiado noutras coisas, neste assunto tão relevante acabou por confiar em quem não devia.

O resultado ficou à vista: três vindas por empréstimo, três tiros na água. Início de época para esquecer.

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (12)

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JESÉ

No gabinete de Frederico Varandas em Alvalade devia haver uma frase emoldurada avisando-o para nunca proferir declarações públicas sobre as características deste ou daquele jogador. Sobretudo dos jogadores que manifestamente desconhece. Evitaria assim o erro cometido há nove meses, numa entrevista à Sporting TV que acabou por dar muito que falar embora não pelos motivos que o presidente leonino esperaria.

«O Jesé é um avançado que está identificado há muito tempo. Finalmente encontra-se comprometido com a sua profissão. Se me perguntarem se gostaria de ter o Jesé de há três anos eu digo que não. E disse isso mesmo ao jogador. Mas agora é diferente, recolhi informações com pessoas que partilharam o balneário com ele e hoje sei da vida dele dentro e fora de campo. Saiu o Bas Dost, mas o Jesé é também um avançado-centro.»

Assim falou Varandas nessa entrevista, referindo-se a Jesé Rodríguez, que nada tem de "avançado-centro", sendo antes um ala. Embora, em boa verdade, mal nos tenhamos apercebido disso pois o espanhol - que chegou ao Sporting a 2 de Setembro, por empréstimo do Paris Saint-Germain - raras vezes deu um ar da sua graça, tanto no relvado de Alvalade como em qualquer outro estádio do País.

Noutros tempos, Jesé chegou a ser muito promissor. Oriundo das escolinhas do Real Madrid, ascendeu à equipa principal aos 18 anos, pela mão de José Mourinho, e figurou no plantel campeão dos madrilenos em 2011/2012. Mas não voltou a ser o mesmo desde que contraiu uma grave lesão, em 2014. Em Paris também não vingou, acabando por saltar de empréstimo em empréstimo.

No Sporting, para não destoar, deixa um rasto paupérrimo. Um mês depois de ter chegado, já se dava como certo que seria devolvido. Actuou apenas 522 minutos no campeonato nacional, quase sempre como suplente utilizado, e limitou-se a marcar um golo. Ao V. Guimarães, em Outubro. Mas mesmo aí conseguiu dar mais nas vistas pela forma insólita como celebrou no balneário do que pela exibição em campo. 

Não viria a repetir a graça. Fez o último jogo pelo Sporting, a 27 de Janeiro, na tangencial vitória leonina em casa sobre o Marítimo. Silas ainda apostou nele como titular, mas ao fim de uma hora, com o resultado em branco, trocou-o por Plata - e fez bem. O espanhol não gostou de ser substituído mas com ele em campo talvez não tivéssemos alcançado os três pontos.

Rúben Amorim, mal chegou, comunicou aos responsáveis da SAD que não contaria com ele. No final de Abril, com as competições paradas devido à pandemia, o Sporting comunicou ao PSG a intenção de dispensar o jogador antes do prazo previsto para o termo do empréstimo. Rejeitando, obviamente, accionar a cláusula de opção a que tinha direito: sete milhões de euros, cifra delirante, que o espanhol de forma alguma justifica. 

Resta acrescentar que Jesé nunca cumpriu 90 minutos de um jogo ao serviço do Sporting e recebia um salário bruto de seis milhões de euros por época. Compará-lo a Bas Dost não é só um disparate: é quase uma heresia.

 

Nota: 1

Os jogadores de Varandas (11)

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FERNANDO

Vários dos 14 jogadores contratados desde o início de funções de Frederico Varandas como presidente da SAD leonina foram inequívocos fiascos. Mas nenhum conseguiu ser um fracasso tão absoluto como o brasileiro Fernando - talvez aquele por quem o sucessor de Sousa Cintra na gestão do Sporting mais se atravessou, atribuindo-lhe méritos que o rapaz jamais conseguiu demonstrar nos meses em que esteve assalariado em Alvalade.

Fernando dos Santos Pedro, então com 20 anos, chegou a 2 de Setembro, oriundo da Ucrânia, por empréstimo do Shakhtar Donetsk. «Quero ajudar a equipa com títulos e bastantes golos», atreveu-se a dizer à chegada.

As estatísticas do jogador na época 2018/2019 estavam longe de ser famosas: alinhara em 22 partidas e só marcara dois golos. Mas conseguiu ser pior no Sporting: chegou lesionado e em vez de ser de imediato devolvido à Ucrânia continuou por cá. Dois meses depois ainda não tinha calçado. «De Fernando, um jovem cheio de tatuagens, resta-nos uma fotografia. Até agora é tudo quanto realmente sabemos dele», escrevi aqui a 2 de Novembro. 

Acabou por estrear-se a 22 desse mês. Num jogo-treino, o que bastou para ser notícia. Contra o Vilafranquense, da Liga 2. Alinhou no quarto de hora final dessa partida a feijões, disputada na Academia de Alcochete. A 13 de Dezembro, já no seu quarto mês em Alvalade, marcou enfim um golito. Na Liga Revelação, integrado na equipa sub-23, em desafio contra o Famalicão. Que o Sporting perdeu. 

Foi o primeiro e último. Em Janeiro, discretamente, recebeu enfim guia de marcha, sendo devolvido ao Shakhtar sem ter actuado um só minuto na equipa principal. Mistério absoluto: ainda hoje estamos para saber o que terá passado pela cabeça de Varandas ao fazer-lhe rasgados elogios a 4 de Setembro, em entrevista à Sporting TV: «O Fernando é um extremo que foi considerado dos melhores do campeonato brasileiro em 2016/17 e 2017/18. Foi uma revelação do campeonato brasileiro.»

Palavras do presidente sem a menor correspondência com os factos. E que deviam fazê-lo ponderar muito da próxima vez em que se dispuser a trazer outro perna-de-pau.

 

Nota: 0

Os jogadores de Varandas (10)

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EDUARDO

Um dos erros mais recorrentes no Sporting é haver quem não resista a contratar um jogador que faça um brilharete ocasional contra nós. Ou, pior ainda, contratá-lo porque se destacou num determinado jogo contra o Benfica - cenário ainda mais absurdo. Há vários exemplos clássicos. No primeiro caso, basta lembrar Rúben Ribeiro, que fez uma exibição de grande nível enfrentando o Sporting ao serviço do Rio Ave na época 2016/2017: ficou logo "sinalizado" pela prospecção leonina - com as consequências que sabemos.

Um expoente do segundo caso é Eduardo Henrique, ex-internacional sub-20 brasileiro, contratado por cinco épocas ao Internacional de Porto Alegre poucos meses após ter-se destacado como melhor em campo numa rara vitória do Belenenses (onde actuava por empréstimo) frente ao Benfica. A 2 de Julho, era anunciado como reforço em Alvalade, a troco de nada módicos 3,5 milhões de euros a pagar ao clube gaúcho.

Prometia dar solidez e criatividade ao meio-campo leonino, oscilando entre as posições 6 e e 8, mais como distribuidor de jogo do que como transportador da bola. Afinal acabou por não revelar utilidade em qualquer missão no campo, apesar de contar com o apreço público e notório de Silas, que tudo fez para o fixar no onze-tipo do Sporting. Sem sucesso. Faltou sempre a Eduardo a solidez de um Battaglia e a técnica de um Wendel, por exemplo. Acabou por cumprir apenas onze partidas como titular. 

Com 25 anos recém-completados, Eduardo integrará provavelmente as próximas listas de elementos a dispensar do plantel, embora pareça ser mero sonho (ou delírio) os anunciados sete milhões de euros que alguma imprensa tem associado a uma possível venda deste jogador que no Sporting jamais conseguiu transpor o patamar da mediania, roçando a mediocridade. Apático, sem fibra nem garra. Como se tivesse esgotado quase todas as energias naquela vitória contra os encarnados em Outubro de 2018.

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (9)

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ROSIER

Desde a saída de Cédric Soares para Inglaterra, 13 meses antes de se sagrar campeão europeu de futebol ao serviço da selecção nacional, a posição de lateral direito tem sido uma espécie de calcanhar de Aquiles no Sporting. Com muitos titulares, a girarem ali como carrossel, mas nenhum deles indiscutível. O que mais se aproximou disso foi Piccini, na temporada 2017/2018. Despachado este, foi-se evidenciando a espaços Ristovski, enquanto Bruno Gaspar se revelava mais uma contratação falhada. 

Chegou então Valentin Rosier, de 22 anos. Vinha do Dijon e não foi nada barato: custou 5,3 milhões de euros mais a cedência do passe do extremo luso-guineense Mama Baldé, formado na Academia leonina. Valeria a pena tamanho esforço financeiro e a cedência de um miúdo com potencial, que na época seguinte viria a cumprir 24 jogos e a marcar seis golos na Ligue 1?

«Estou muito orgulhoso em representar o Sporting Clube de Portugal, estas cores e todos os seus adeptos. Farei o máximo para trazer todos os títulos possíveis», declarou o lateral francês recorrendo às habituais palavras pré-formatadas quando assinou um contrato válido por cinco temporadas, a 27 de Junho de 2019

Vinha com peso a mais e preso de movimentos: uma lesão logo o forçou a manter-se fora das quatro linhas. Nada de novo, no currículo dele: passara 465 dias lesionado nas três épocas anteriores. Na temporada 2018/2019 apenas jogara dez minutos em Fevereiro. Ao contrário do que sucedera com Boateng, Lucas Silva e Sturaro, todos rejeitados, o clube liderado pelo nosso ex-director clínico revelou-se desta vez bem mais tolerante.

Rosier calçou dois meses depois, no final de Agosto, e ao serviço da equipa sub-23, na Liga Revelação. Ristovski tomara posse do lugar, embora sem nunca convencer por completo. Só em Setembro o francês seria chamado à equipa principal, sempre com carácter intermitente, cedendo espaço ao macedónio. Sem nunca se firmar como titular da posição: até ao momento, cumpriu apenas nove jogos no campeonato, correspondentes a 714 minutos de actuação no relvado.

O próprio jogador reconhece ter falhado nesta época que parece interminável. «A temporada está a ser complicada para mim», admitiu a 9 de Maio numa conta de Instragram ligada ao seu antigo clube. Bem pode dizê-lo. E a culpa, neste caso, não é da pandemia.

Tem-lhe faltado condição física. Falta-lhe também ousadia ofensiva e capacidade para arriscar o centro lá à frente, a partir da linha. Num campeonato tão assimétrico como o português, compensa pouco ter um lateral com características tão posicionais e de reduzida mobilidade como Rosier. O preço que custou exige muito mais que isso. 

 

Nota: 4

Os jogadores de Varandas (8)

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VIETTO

Se há jogadores que não enganam, no conjunto das características exibidas nos relvados, um deles é Luciano Vietto. Estamos perante um profissional acima da mediania, que tem superado em Alvalade as apagadas exibições de épocas anteriores no Valência e Fulham (por empréstimo do Atlético de Madrid). Mas sem um percurso fácil: este argentino de 26 anos suportou forte concorrência no balneário leonino e foi conquistando espaço aos poucos, ganhando confiança e ultrapassando legítimas dúvidas dos adeptos.

Ainda com Marcel Keizer, o Sporting actuava em regra com um ponta-de-lança fixo servido por dois extremos clássicos. Era uma opção táctica que potenciava as características de Bas Dost e honrava a melhor tradição do futebol de ataque leonino. Vietto chegou a ser experimentado sobretudo na ala esquerda, mas rende muito menos encostado à linha: a sua manobra preferida é rumar em diagonal para o corredor central, transportando a bola mas sem perder a noção do colectivo. A qualquer momento faz um passe de ruptura. 

Em vários jogos, o n.º 10 dos Leões foi decisivo. Com destaque para o Sporting-V. Guimarães, o Sporting-Belenenses SAD e o Sporting-Basaksehir (Liga Europa). Contra os azuis da Cruz de Cristo em Alvalade, a 10 de Novembro, teve uma exibição de sonho: rompeu a apatia e o desalento do onze então orientado por Silas e, num estádio onde se escutavam indignados e generalizados assobios, marcou dois golos de rajada, garantindo os três pontos. Parecia levar sozinho a equipa às costas.

Com notável capacidade de jogar entrelinhas e muito influente no último passe, este avançado móvel que o Sporting contratou a 14 de Maio de 2019, por 7,5 milhões de euros, ao Atlético de Madrid no âmbito do acordo entre os dois clubes em torno da saída de Gelson Martins, rendeu até agora oito golos, alcançados em 31 jogos oficiais. Nesta insólita temporada que parece não ter fim, é o terceiro marcador da equipa, após Bruno Fernandes (que já saiu) e Luiz Phellype (afastado por lesão muito prolongada). Rúben Amorim vai seguramente contar com ele para os jogos que ainda faltam.

Se conseguir superar algumas fragilidades de ordem física e uma certa intranquilidade emocional que por vezes parece perturbá-lo perto da linha de golo, Vietto irá confirmar-se como um dos maiores activos do actual Sporting. Só há um problema: o clube apenas dispõe de metade do passe do jogador. O Atlético de Madrid mantém-se titular de 50% dos seus direitos económicos.

 

Nota: 7

Os jogadores de Varandas (7)

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RAFAEL CAMACHO

Desafiou uma maldição com mais de um quarto de século em Alvalade, aceitando jogar com o n.º 7 estampado nas costas. Um algarismo que pouca ou nenhuma sorte deu a anteriores titulares. Basta recordar, por exemplo, Pongolle, Vukcevic, Izmailov, Bojinov, Jeffrén, Magrão, Shikabala, Alan Ruiz, Campbell ou Rúben Ribeiro. 

Rafael Camacho chegou no Verão passado, vindo do Liverpool, onde chegou a actuar no plantel principal e recebeu palavras elogiosas do treinador Jürgen Klopp. Para este jovem que anteontem festejou o 20.º aniversário, tratava-se de um regresso às origens: natural de Lisboa, nasceu para o futebol na Academia de Alcochete. E gosta até de recordar que se estreou no Sporting como apanha-bolas. Rumou na adolescência ao Reino Unido acompanhando os pais, emigrantes. Em três épocas, cumpriu 70 jogos na equipa sub-23 do Liverpool, marcando 25 golos.

Este regresso munido de um contrato por cinco épocas, anunciado a 27 de Junho, custou 5,6 milhões de euros aos cofres leoninos e resultou de uma "aposta pessoal" de Frederico Varandas, conforme garantiu à época a imprensa mais conotada com a liderança leonina. Marcel Keizer não parece ter ficado muito impressionado, remetendo o jovem reforço para a equipa sub-23. Depois Rafael sofreu uma lesão prolongada, mantendo-se fora dos relvados.

Foi só com Silas que calçou enfim, mostrando os seus dotes como ala direito. Com notável exibição no Portimonense-Sporting que a 21 de Dezembro permitiu ao Sporting, contra todos os prognósticos, rumar à meia-final da Taça da Liga. Foi dele o segundo golo, operando a reviravolta quando tínhamos um jogador a menos e havíamos encaixado duas bolas na meia-hora inicial. Um golo extraordinário, que vale a pena ver e rever. O Jogo destacou-o como melhor em campo. E com razão, pois Camacho evidenciou-se não apenas no plano ofensivo mas na cobertura defensiva. Revelando capacidade de desequilíbrio e bom domínio da bola. Não foi por acaso que chegou a treinar com Firmino, Mané e Salah...

No final de 2019, elegi-o aqui como promessa do ano. Espero não me enganar: seria um inequívoco sinal de que a maldição estava quebrada. Compete-lhe agora demonstrar aos adeptos que consegue muito mais que isso.

 

Nota: 6

Imagine-se...

... cada um de vós, presidente do Sporting.

Constatam que há um ou dois, ou quiçá mais, jogadores em que se projecta um enorme potencial. Porém o Sporting não é dono de 100% do seu passe.

Como presidente do Sporting como havemos de proceder?

 

1 – Não fazer muito alarido e tentar comprar o que resta do ‘passe’ deste jogador, pela melhor verba possível, junto do clube que detém o remanescente desse ‘passe’?

 

ou

 

2 – Anunciar a ‘sete ventos’ que esse jogador é um craque, é uma maravilha, que o Sporting irá fazer fortunas com a futura venda do seu ‘passe’ e depois ir negociar a compra do que resta do ‘passe’, junto do clube que detém o remanescente desse ‘passe’?

Os jogadores de Varandas (6)

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NETO

Não é sportinguista desde pequenino, longe disso, mas soube cativar os adeptos com afirmações de indiscutível profissionalismo em defesa do grupo de trabalho e do emblema que defende em campo desde o Verão passado. Ao assinar pelos Leões por três épocas, em Março de 2019, confessou-se «grato e feliz por representar o Sporting». Não foram meras declarações de circunstância: percebiam-se que eram sentidas. 

Luís Neto veio do Zenit, onde cumpriu as obrigações contratuais até ao fim, e foi apresentado em Alvalade como primeiro reforço da temporada 2019/2020, ainda com Marcel Keizer ao comando técnico da equipa. Feitas as contas, representou um investimento de 800 mil euros - preço mais que módico por um defesa central com lugar na selecção nacional: Fernando Santos convocou-o várias vezes para os desafios da equipa das quinas. Neto tem 19 internacionalizações do primeiro escalão no seu currículo - a mais recente ocorreu em Outubro de 2018, num confronto na Escócia em que vencemos a selecção anfitriã (1-3).

A sua estreia de verde e branco foi pouco auspiciosa: integrou o onze titular no desafio da Supertaça, que terminou com goleada do SLB. Mas aos poucos este central de 31 anos foi-se impondo como terceiro central mais utilizado, aproveitando castigos ou lesões de Coates ou Mathieu, e configura-se como substituto natural do francês caso este decida pendurar as chuteiras no Verão.

É um jogador posicional, dotado de grande disciplina táctica e que aprendeu a fazer da experiência uma virtude embora ainda falhe por vezes o tempo ideal de corte. Falta-lhe o arrojo técnico de Mathieu, capaz de iniciar lances ofensivos com passes de ruptura e excelente visão de jogo, mas é daqueles profissionais que costumam transmitir confiança a qualquer equipa técnica. E revela espírito combativo: em Dezembro contraiu até uma lesão em campo, na recepção ao Moreirense, sofrendo fractura na grelha costal com pneumotórax associado num choque dentro da grande área leonina, o que o levou a ser evacuado aos 27', entre aplausos dos adeptos. Permaneceu mais de um mês fora dos relvados. Agora, inactivo por outros motivos, já confessa ter muita vontade de jogar. «Começo a pensar que quero esticar a carreira um par de anos», revelou esta semana em entrevista à Sporting TV.

Aposta-se muito nele como titular absoluto do Sporting na nova época que há-de vir. A aposta é bem capaz de se revelar segura.

 

Nota: 6

Os jogadores de Varandas (5)

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PLATA

Vai-se tornando consensual, entre os adeptos, que Gonzalo Plata terá sido a melhor contratação da era Varandas. A SAD leonina fechou contrato a 31 de Janeiro de 2019 com o jovem jogador, que dera nas vistas no campeonato sul-americano de sub-23 enquanto membro da selecção do Equador.

Avançado esquerdino, embora actue preferencialmente pelo corredor direito, chegou com apenas 18 anos, tendo assinado contrato válido até 2024, resguardado por uma cláusula de rescisão de 60 milhões de euros. Custou-nos 1,1 milhões, mas o Sporting é apenas titular de metade do seu passe.

Alguns viram logo nele, a prazo, o substituto natural de Gelson Martins. Mas com Marcel Keizer ainda ao leme da nossa equipa, Plata foi remetido para a equipa sub-23, sem oportunidade de mostrar o que valia entre os maiores. Fácil de explicar: o holandês contava ainda com Raphinha para essa posição.

Com Silas, e já sem Raphinha no plantel, o equatoriano encontrou enfim o seu espaço entre os "adultos". Começou a 21 de Dezembro, contra o Portimonense para a Taça da Liga, quando se revelou decisivo para virar um resultado de 0-2 para 4-2. Plata só actuou nos 20 minutos finais, mas foi quanto bastou para marcar um golo e fazer assistência para outro, revelando-se o melhor em campo.

A 23 de Fevereiro, desfez as últimas dúvidas com uma exibição de luxo perante o Boavista, em Alvalade, quando o treinador apostou nele como titular. Marcou um golo, assistiu noutro ao cobrar um livre de forma irrepreensível e revelou-se incansável nos 90 minutos, dominando todo o nosso corredor direito e tendo até resistido a uma entrada violenta de Ricardo Costa, que podia tê-lo inviabilizado para a prática do futebol.

«Espero que seja o primeiro de muitos», declarou no final, aludindo a este seu golo de estreia pelo Sporting no campeonato. Era o terceiro Leão mais jovem a marcar neste século, depois de Eric Dier e Diego Rubio.

No dia seguinte, sem surpresa, a imprensa desportiva rendia-se ao seu talento, dando-lhe a melhor nota por unanimidade.

Em Setembro, estreara-se na selecção principal do seu país num amigável contra o Peru disputado em Nova Iorque que terminou com a vitória equatoriana. Dias depois, num encontro frente à Bolívia, marcou o primeiro golo ao serviço da selecção A. Vai ficar-lhe certamente na memória.

Veremos o que irá seguir-se. As incógnitas são imensas, dada a pandemia que está a mudar por completo as nossas vidas, mas não custa vaticinar um futuro auspicioso a este ala criativo ainda no início da carreira como futebolista profissional. Assim não lhe falte a sorte, pois talento já tem.

 

Nota: 8

Os jogadores de Varandas (4)

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IDRISSA DOUMBIA

Não foi nada barato, trazê-lo para o Sporting. Idrissa Doumbia chegou a 15 de Janeiro de 2019, com um contrato válido até 2024, a troco de 4,3 milhões de euros, para a posição de médio defensivo. Um lugar que teríamos preenchido com vantagem se soubéssemos reter um profissional que formámos: João Palhinha, que está a brilhar no Braga.

«Tive propostas de outros clubes, mas era boa opção vir para cá», declarou à chegada o jovem jogador, agora com 21 anos. Natural da Costa do Marfim, Idrissa - o nome próprio serve para o diferenciar de Seydou Doumbia, avançado que viera 16 meses antes para Alvalade, onde nunca conseguiu mostrar dotes como goleador, e acabara de partir - ficou garantido com uma inútil cláusula de 60 milhões de euros que clube algum accionará.

Os treinadores, de Keizer a Silas, apostaram nele. Sem Palhinha, e com Battaglia lesionado, o marfinense foi aparecendo como titular no meio-campo leonino. Mostrando-se esforçado, denotando ligeiras melhorias no plano táctico, mas com evidentes lacunas de base - sobretudo no capítulo técnico. Domina mal a bola, por exemplo. Tem dificuldade em fazer passes de ruptura. Revela-se incapaz de marcar golos. E recorre com irritante insistência à falta em zonas problemáticas.

Em vídeo, como costuma suceder com qualquer jogador, parecia melhor do que é: um trinco dotado de alguma competência para recuperar a bola mas depois incapaz de saber o que fazer com ela. Mediano, talvez apropriado para uma equipa sem aspirações a proezas nas competições futebolísticas, mas não serve para o Sporting.

Veio da Rússia, onde competia com a camisola do Akhmat Grozny, e muito provavelmente não permanecerá em Alvalade na época 2020/2021. Resta ver quem quererá ficar com ele. Os tempos, como sabemos, não são nada propícios a quem quer vender. Mais um motivo para que se recomende a máxima precaução no momento de comprar.

 

Nota: 4

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