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És a nossa Fé!

A ver o Mundial (9)

Não sei qual é a vossa opinião, mas para mim este Campeonato do Mundo está a ser um dos melhores. Já vi jogos excelentes, muito emotivos e bem disputados. Jogos em que os ataques se sobrepuseram às defesas, em que a ousadia suplantou o calculismo táctico, em que algumas das equipas menos cotadas surpreenderam os habituais coleccionadores de vitórias.

Inglaterra-Itália, Chile-Espanha, Brasil-México e Espanha-Holanda foram alguns desses jogos que perdurarão na memória de milhões de aficionados desta modalidade no mundo inteiro.

Hoje vi mais um para juntar aos restantes: o Inglaterra-Uruguai, disputado no estádio do Corinthians.

Parecia um daqueles desafios de outros tempos, antes de o desporto-rei ser capturado pelos catedráticos da táctica, mestres no "processo defensivo" (como agora se diz), cultores do futebol aferrolhado.

Felizmente quase ninguém tem jogado para o zero no Brasil (o Irão de Carlos Queiroz e a Grécia de Fernando Santos são as excepções mais notórias).

 

Foi um jogo aberto, dinâmico, veloz e virado para o golo.

Um jogo em que as dinâmicas colectivas sobressaíram, mas algumas individualidades fizeram a diferença.

Pelo Uruguai, Luis Suárez (regressado após lesão e já considerado um dos melhores jogadores deste Mundial), Cavani (autor de uma monumental assistência para golo) e Alvaro Pereira, que embora lesionado na cabeça - num choque ocasional com Sterling em que chegou a perder os sentidos - fez questão de permanecer em campo, dando assim uma enorme lição de tenacidade e resistência. De profissionalismo, em suma.

Pela Inglaterra, o jovem Sterling - que prometeu mais do que concretizou nesta sua estreia num Mundial, o guarda-redes Joe Hart (autor de uma defesa quase impossível) e sobretudo Wayne Rooney, o mais inconformado dos ingleses: marcou um golo - o seu primeiro num Campeonato do Mundo - e quase marcou outro, quando a bola embateu na barra.

A emoção durou até ao fim. Também como sucedia quase sempre nos velhos tempos. E até por isso é com mágoa antecipada que nos despedimos da Inglaterra, quase sem hipóteses de seguir em frente após duas derrotas tangenciais consecutivas. Mas ninguém pode acusar os ingleses de não se terem batido com garra, brio e valentia. Perderam, mas nunca viraram a cara à luta. Exemplares também por isso.

 

Inglaterra, 1 - Uruguai, 2

 

Luis Suárez: dois grandes golos

Qual deles será o herói do Euro 2012 ? (1)

 
 

 *    ANDRES INIESTA - ESPANHA    *

 

É mais parecido com uma pessoa afeiçoada aos livros do que um dos melhores médios do mundo. É um génio criativo a conduzir a orquestra mais afinada da actualidade e a sua extraordinária leitura de jogo e invulgar «finesse» na execução de passes para os «tubarões» à espreita da baliza, permite à Espanha jogar o estilo de jogo que adora e que muitos resultados tem produzido. Aos 28 anos, e no topo do seu jogo, os destinos da selecção espanhola dependerão muito do sucesso da sua campanha.

 

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*    ZLATAN IBRAHIMOVIC - SUÉCIA    *
 
Será este Euro 2012 finalmente o seu momento de glória?... Com o seu enorme talento, tem a capacidade para elevar o jogo a um nível que permitirá à selecção sueca o muito desejado sucesso, mas a dúvida, como sempre, reside com a imprevisibilidade da sua «performance». Há justa razão para o apelidar «Ibracadabra», porque quando ele quer, o seu jogo é mágico. Tem tudo para um ponta-de-lança: altura, finesse, força, técnica apurada, poder de remate com os pés e com a cabeça. Ibrahimovic cria espaços e golos, mas o seu eterno problema é a falta de regularidade no palco mundial, neste caso da Europa. Ele está presentemente no topo do seu jogo e é muito possível que este seja o seu momento para brilhar, como nunca.
 
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*    JOE HART - INGLATERRA    *
 
Tudo indica que Joe Hart vai ser o guarda-redes titular inglês. Por muito bom que seja, é de esperar algumas dificuldades pela incerteza da equipa à sua frente. Há dois anos na África do Sul foi Robert Green que teve um enorme lapso perante os E.U.A. e, posteriormente, David James, já no fim de carreira. A Adidas, como é seu costume, vai estrear uma bola nova «Tango 12» e tanto o guardião inglês, como o nosso Rui Patrício e todos os outros, esperam que resulte melhor do que a infame «Jabulani» utilizada no Mundial 2010, detestada pela sua imprevisibilidade. 

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