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És a nossa Fé!

Amanhã à noite em Alvalade

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O Sporting encerra amanhã a época do futebol masculino com a recepção ao Santa Clara, o 2.º lugar está assegurado e a revalidação do título perdido devido a muita coisa, incluindo um senhor João Pinheiro que no Jamor como VAR no Sporting-Braga e no Benfica-Porto e no Dragão como árbitro no Porto-Sporting fez um trabalho profissional, com muito mérito, merece de facto o Dragão de Ouro. Nem que seja uma miniatura de 2 cms.

Rúben Amorim estragou-me um pouco esta rubrica. Anunciou já o onze e através dele percebe-se a intenção de, não comprometendo o modelo de jogo da equipa, pôr a jogar quem passou um pouco ao lado da temporada ou quem talvez pise pela última vez o relvado de Alvalade com a camisola do Sporting.

O problema é que do outro lado estará a equipa que, conjuntamente com o tal senhor João Pinheiro, se calhar futuro Dragão de Ouro e especialista de arbitragem d´O Jogo, talvez até dirigente do CA ao lado daquele ex-árbitro do Porto do tempo do Apito Dourado, irmão do árbitro Rui Costa, já me perdi... pois, o Santa Clara, que naquele jogo apitado por... Rui Costa? O mesmo? Não acredito...  que conseguiu expulsar o Daniel Bragança por vermelho directo, o que deve ter acontecido pela primeira vez na carreira do hiper-correcto rapaz, agora já me perdi completamente...

Bom, o Santa Clara que nos impôs a primeira derrota no campeonato desta época, no início de Janeiro, e que depois conseguimos derrotar com esforço na "Final Four" da Taça da Liga. Uma equipa que vale muito pelo seu contra-ataque rápido e objectivo, e pelas bolas paradas a cargo de Lincoln.

 

O onze anunciado por Rúben Amorim é o seguinte:

Virgínia; Neto, Coates e Gonçalo Inácio; Porro, Palhinha, Daniel Bragança e Nuno Santos; Sarabia, Tabata e Pedro Gonçalves

 

Virgínia vai ter a sua oportunidade de mostrar que poderá ser o sucessor de Adán na baliza do Sporting, coisa que até agora não conseguiu, nem sequer fazendo esquecer Luis Maximiano.

Daniel Bragança e Tabata vão também ter mais uma oportunidade de entrarem no onze inicial, foram muito poucas ao longo da temporada, e demonstrar que mereciam outras oportunidades.

Palhinha e Sarabia se calhar é mesmo para as despedidas, e com certeza quererão sair em grande.

Fico então a aguardar os vossos comentários relativamente ao jogo, e a sugestão de voltarem a amanhã a Alvalade para um último aplauso nesta época ao grande treinador Rúben Amorim, ao grande capitão Sebastián Coates e aos jogadores, alguns deles se calhar pela última vez com a camisola do Sporting.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver a nossa equipa bater-se contra doze. Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12 (!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.

 

De começar o clássico com eficácia máxima. Duas ocasiões de golo, ambas concretizadas antes do minuto 35. Em ataque rápido, muito bem organizado, com a bola de pé para pé, perante o descalabro da defensiva portista, que nos concedeu imenso espaço. Nós aproveitámos da melhor maneira. Balanço final: quatro remates, dois golos. Difícil conseguir melhor.

 

Dos nossos dois golos. Jogadas magistrais, que merecem ser revistas. O primeiro, aos 8', começa a ser construído com um magnífico passe longo de Esgaio lá atrás, junto à linha direita, cruzando para Matheus Reis no flanco oposto. O nosso ala esquerdo progride com ela e faz um cruzamento perfeito para a cabeça de Paulinho, que muito bem colocado, à ponta-de-lança, dispara de cabeça para o fundo das redes, inutilizando o esforço de Diogo Costa para a deter. O segundo, aos 34', merece ser inscrito em compêndios e revela como é competente o treino de Rúben Amorim nas sessões de trabalho em Alcochete: 42 segundos de puro futebol, com a bola a transitar de baliza a baliza sempre ao primeiro toque, com toda a equipa envolvida (14 toques no total). O desfecho foi assim: Matheus Nunes coloca-a em Matheus Reis (novamente ele), que a leva a sobrevoar a área portista para Sarabia, atento ao segundo poste, cruzar recuado e ali surgir Nuno Santos a encostar sem contemplações. Tudo bem feito. 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-1 em casa do adversário. E convencíamos nesta partida em que nos colocámos em vantagem logo aos 8'. Quando os jogadores se dirigiam para o balneário tinham reduzido em três pontos a diferença face à equipa anfitriã, líder do campeonato.

 

De Adán. Uma vez mais, imprescindível. Se saímos com um ponto do Dragão, neste desafio de dez contra doze, em boa parte se deve ao nosso guarda-redes. Sem responsabilidade nos golos sofridos aos 38' e 78', fez uma defesa magistral a uma cabeçada de Grujic num dos últimos lances da partida, aos 90'+10, impedindo a vitória portista que seria totalmente injusta.

 

De Matheus Reis. Elejo-o como melhor em campo. Não apenas por ter intervenção directa - e fundamental - na construção dos nossos golos, e por ter sido competentíssimo nas duas posições em que actuou (foi lateral e central). Mas sobretudo pela garra e pelo brio revelados num dos estádios mais difíceis do País, sem se deixar condicionar pelos 45 mil espectadores que puxavam pela equipa da casa, nem pelas provocações do banco adversário, nem sequer pelo tendencioso desempenho do senhor de apito que inclinou o campo. Quando foi preciso cerrar fileiras e defender em desequilíbrio de forças, ele valeu por dois.

 

De Ugarte. Amorim apostou nele como médio de contenção em vez de Palhinha, desta vez fora do onze titular. Aposta ganha: o jovem internacional uruguaio bateu-se como um verdadeiro Leão no relvado portista. Vencendo vários duelos, recuperando a bola, nunca dando um lance por perdido. Já com Palhinha em jogo, a partir do minuto 55, formou com ele uma parede eficaz contra o ímpeto ofensivo do adversário que beneficiava de vantagem numérica. Saiu só aos 90'+2, exausto, dando lugar a Tabata. Dever cumprido.

 

De Matheus Nunes. Trabalho mais discreto do luso-brasileiro, mas não menos eficaz na elaboração da teia leonina no corredor central, sobrepondo-se com frequência aos adversários directos naquela zona do terreno. Fundamental no início da construção do segundo golo, obra-prima de organização colectiva.

 

De termos disputado o 27.º jogo seguido sempre a marcar. A última partida em que ficámos em branco foi o Borussia-Sporting, para a Liga dos Campeões, em 28 de Setembro.

 

De termos anulado a vantagem do FCP. Após este 2-2, o desempate será a nosso favor em caso de igualdade pontual no fim da Liga 2021/2022. No jogo da primeira mão, a turma azul e branca foi empatar 1-1 a Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. João Pinheiro inaugurou novo método de apitar os jogos: primeiro exibe o cartão amarelo sem qualquer justificação, depois pede desculpa aos amarelados talvez para aliviar a má consciência. Teve influência directa não apenas no desfecho da partida como no caos disciplinar subsequente, num espectáculo lamentável que todo o País presenciou pelas imagens televisivas. Aos 27' mostrou amarelo a Coates na disputa de uma bola com Taremi em que o agredido foi o nosso capitão leonino, vítima de um pisão do iraniano, que escapou sem castigo. Sabendo que errara (e após pedir desculpa, sem retirar o cartão), Pinheiro volta a exibir o cartão ao uruguaio, expulsando-o aos 49'. Manifesta injustiça, delito de lesa-futebol. Viria também a amarelar Palhinha por falta inexistente, aos 71'. Se houvesse um mecanismo justo e sério de avaliação dos árbitros, este não voltava a apitar desafios da Liga principal até ao fim da época.

 

De termos jogado só com dez durante mais de metade do clássico. Devido à injustíssima expulsão de Coates, Amorim teve de organizar a equipa num 5-3-1 de emergência, fazendo sair Sarabia e reforçando o meio-campo defensivo com a inclusão de Palhinha. Aos 66', Neto substituiu Nuno Santos, regressando Matheus Reis à lateral esquerda. Do mal, o menos: deu para minimizar os estragos.

 

Do empate. Os portistas só por duas vezes conseguiram furar a nossa muralha defensiva. Infelizmente para nós, foi quanto bastou para perdermos dois pontos no Dragão. E mantermos assim a distância de seis face à turma anfitriã. Estamos agora dependentes de duas derrotas - ou de três empates - do FCP para conquistarmos o bicampeonato. Não é impossível, mas tornou-se mais difícil. E não podemos voltar a ter percalços, como aconteceu com as derrotas sofridas contra Santa Clara e Braga.

 

De não termos contado com Porro e Pedro Gonçalves. Ficaram preservados para o próximo embate do campeonato, a recepção ao Estoril. Males que vieram por bem. E há que reconhecer: Esgaio e Nuno Santos foram substitutos à altura, dando boa conta do recado.

 

De vermos mais de meia equipa excluída do próximo desafio. Coates, Tabata e Palhinha por expulsões (os médios já no sururu que se seguiu ao jogo), Esgaio por ter visto o quinto amarelo e provavelmente Nuno Santos e Matheus Reis por alegado "comportamento antidesportivo" (um disse um palavrão e outro fez um gesto obsceno, coisas jamais vistas em estádios de futebol). Pelo menos estes. Falta saber como estarão os restantes jogadores no capítulo físico. 

 

Do péssimo final do jogo. Simplesmente vergonhoso. E totalmente inaceitável, até com agressões de elementos da estrutura portista a jogadores do Sporting. O "dragão" no seu pior: merecia ser interditado se houvesse coragem para enfrentar esta gente ao nível da justiça desportiva portuguesa. Mas não há, como bem disse Frederico Varandas nas desassombradas palavras que proferiu depois do jogo, sujeitando-se ele próprio a ser agredido por aquela turba sempre impune.

O dia seguinte

Uma autêntica vergonha o que se passou no Dragão, um Sporting que se preocupou em jogar futebol, marcou dois golos e foi superior ao Porto em 11 contra 11, um Porto que misturou futebol com cenas canalhas, jogadores e banco, sempre a tentar cavar faltas e amarelos, e um árbitro comprometido que teve uma actuação incompetente e cobarde e que inclinou o campo a favor da equipa da casa.

Tudo começou no amarelo mal mostrado a Matheus Reis apenas pela berraria do banco do Porto ali ao lado, continuou pelo amarelo a Coates num lance em que o Taremi se atira para cima dele, como se atirou para cima de Feddal no segundo golo.

Ao intervalo o Sporting estava justamente a ganhar por 2-1 (duas grandes jogadas do lado do Sporting, um grande pontapé do lado do Porto) mas adivinhava-se o que aconteceu logo a seguir. Num lance duvidoso em que o avançado do Porto desiste da jogada e deixa-se cair, o árbitro mostra o segundo amarelo e expulsa Coates. Completamente cobarde a actuação de João Pinheiro, que pelos vistos andou a pedir desculpa ao intervalo pelo primeiro amarelo (lance em que o VAR não pode intervir) e expulsa Coates por segundo amarelo (em que o VAR também não pode intervir).

Em 11 contra 10, enfim, o Porto foi superior ao Sporting, empurrando a nossa equipa para trás e criando confusões sucessivas junto à nossa área. Dum grande centro do melhor jogador do Porto nasceu o segundo golo do Porto (já anularam um golo a Coates por muito menos do que fez o Taremi), no pressing final foi preciso um grande Sporting e um grande Adán para manter o empate.

Depois foi a canalhice final. Escumalha credenciada pelo Porto dentro do campo a tentar e mesmo a agredir jogadores do Sporting. Com um árbitro completamente perdido, um alheamento completo das forças policiais, e jogadores do Porto como Otávio, Pepe e Marchesin completamente descontrolados.

 

O nosso presidente Frederico Varandas fez muitíssimo bem em dizer o que disse, e só pecou por defeito. Parece que depois disso, de acordo com a CMTV, foi emboscado por Vítor Baía e Rui Cerqueira, viu o telemóvel a voar das mãos e teve de sair escoltado do Dragão. 

Não sei que onze vamos poder fazer alinhar no próximo jogo da Liga, mas sei que Porto e árbitro fizeram de tudo e não conseguiram derrotar-nos. Seguimos com 6 pontos a menos, mas seguimos bem mais fortes. 

Grande jogo de todos mas muito em particular de Adán e Ugarte.  

 

#JogoAJogo

SL

 

... E dizem que é o melhor árbitro português...

Um desafio exemplar

A arbitragem de João Pinheiro foi excelente. Deu uma imagem perfeita do que é o futebol português e do que é disputar um jogo nas Antas. As imagens são explícitas e indesmentíveis. Pinheiro, sintomaticamente avaliado como o melhor árbitro português, merece comenda no 10 de Junho pela patriótica franqueza demonstrada durante o desafio, pois nunca escondeu ao que ia nem se resguardou em meias tintas e com diligente sentido de responsabilidade acatou a pressão a que foi sujeito, não só no estádio como nas secretarias.

A merecer crítica só a Segurança Social ou a Polícia Judiciária que permitem um comprovado psicopata como Pepe andar sem restrição em público em vez de o restringirem e acompanharem clinicamente. 

Quanto aos jogadores do Sporting há felizmente a registar que saíram de campo com todos os dentes e sem ossos quebrados o que, dada a provação sofrida, não é um mau resultado.

O clássico assassinado

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O jogo Paços de Ferreira-Braga contou com um ingrediente inédito: foi arbitrado por um francês, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Federação Portuguesa de Futebol e a sua congénere gaulesa.

Willy Delajod: assim se chama o chefe da equipa de arbitragem desse desafio, que terminou empatado a zero.

Ao abrigo do mesmo protocolo, a FPF enviou para França o árbitro Luís Godinho. Que apitou o Bordéus-Lens (1-2), com videoarbitragem de Bruno Esteves. Um desafio que terminou envolto em polémica: os adeptos da equipa visitada acusam Godinho de ter inventado o penálti que permitiu a vitória dos visitantes.

É absolutamente incompreensível a escolha do juiz francês para o irrelevante jogo em Paços de Ferreira na mesma jornada em que se disputou o primeiro dos seis clássicos da Liga 2021/2022. Com miserável arbitragem de Nuno Almeida, um apitador que já devia estar reformado pois atingiu a data limite para o exercício da actividade na temporada anterior mas acabou repescado para esta época.

A pergunta tem de ser feita: por que motivo não foi escolhido o árbitro francês para apitar o Sporting-FC Porto?

 

O senhor Almeida, "coadjuvado" pelo inefável João Pinheiro na vídeo-arbitragem, assassinou o clássico desde o apito inicial. Com três cartões exibidos em menos de quatro minutos e 40 faltas assinaladas ao longo de toda a partida. Em total antítese com os critérios adoptados no recente Campeonato da Europa e contrariando as próprias recomendações dos responsáveis da arbitragem portuguesa, aconselhando menos interrupções de jogo no nosso campeonato, o oitavo com mais faltas em 35 Ligas europeias.

Como assinalava ontem Daniel Sá no Record, «raramente conseguimos assistir a mais de um minuto de futebol contínuo» neste primeiro clássico da temporada. O que só acelera o desinteresse das novas gerações pela modalidade: em vez de um jogo, há meio-jogo.

«Os 90 minutos de futebol de 40 faltas serão cada vez menos apelativos para o público em geral», acentuando a tendência para só ver resumos em vez da transmissões integrais das partidas. Com a queda de receitas daí decorrente.

 

Árbitros como Nuno Almeida conseguem o inimaginável noutras épocas, não muito recuadas: hoje o tempo de jogo médio na Liga portuguesa resume-se a 49 minutos. Com mais um terço de faltas do que na Premier League. 

Temos o pior campeonato em tempo útil, faltas, paragens - e golos. E um lamentável recorde: ninguém apita mais faltas na Europa do que o nosso conhecido Fábio Veríssimo.

Puseram o senhor francês a apitar o Paços de Ferreira-Braga para quê?

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

De perder dois pontos em Moreira de Cónegos. Empate 1-1 perante uma equipa habitualmente difícil nos confrontos que ali travamos. Nas últimas quatro épocas só vencemos uma vez o Moreirense no seu terreno.

 

De termos sofrido o empate mesmo ao cair do pano. A celebrada "estrelinha", desta vez, funcionou a nosso desfavor. Com o golo da equipa anfitriã marcado por Walterson ao minuto 90. E também nos terrenos onde os nossos principais adversários actuaram nesta jornada: o FC Porto venceu 2-1 o Santa Clara, no Dragão, com o golo que lhes valeu três pontos apontado no minuto final do tempo extra. E o Benfica viu-se aflito para derrotar o Marítimo na Luz, por 1-0, com um penálti mais que duvidoso e outro evidente perdoado à turma da Luz. Que já anda a ser levada ao colo para aceder aos milhões da Champions.

 

Da atitude da equipa na segunda parte. Começámos cedo a ganhar vantagem, podíamos ter marcado o segundo (e marcámos mesmo) aos 45', e após o intervalo adquirimos a convicção de que bastaria gerir o resultado para virmos do Minho com os três pontos. Nos 20 minutos finais, a equipa usou e abusou das trocas de bola entre os centrais e dos atrasos ao guarda-redes, atitude imprópria de um emblema que sonha ser campeão nacional. Tentar segurar 1-0 com tão estéril "posse de bola" conta apenas para as estatísticas. E basta um deslize para correr mal. Foi precisamente o que aconteceu.

 

De Feddal. Nem estava a fazer má exibição, apesar de não lhe saírem bem os passes verticais a queimar linhas, mas no mesmo minuto falha o 2-0 ao cabecear para fora na sequência de um canto e acaba por oferecer o golo ao Moreirense com um alívio mal concretizado na nossa grande área. A pausa para jogos de selecção parece ter sido prejudicial ao internacional marroquino.

 

Do árbitro João Pinheiro. Este nosso velho conhecido, oriundo da Associação de Braga mas adepto confesso do Benfica, deixou passar incólume uma entrada assassina sobre Nuno Mendes que lesionou o jovem jogador e poderia tê-lo inutilizado para a prática do futebol. Forçando Rúben Amorim a queimar uma substituição logo aos 39', trocando-o por Matheus Reis. O jogador do Moreirense, um tal Gonçalo Franco, devia ter visto vermelho directo, mas nem amarelo recebeu por esta conduta lesa-desporto. Com a chancela do mesmo árbitro que no recentíssimo Braga-Benfica expulsou Fransérgio aos 39' por acumulação de amarelos, sancionando por duas vezes o jogador braguista em lances de gravidade muito inferior a este.

 

De ver dois golos anulados ao Sporting. O primeiro, marcado por Paulinho ainda na primeira parte, por alegada deslocação de Pedro Gonçalves que ninguém conseguiu ver nas imagens da Sport TV: seria o 2-0 num momento crucial do jogo, acabando praticamente por decidir o destino da partida. O segundo, por suposta deslocação ao mesmo jogador, autor do golo, que o VAR Bruno Esteves considerou estar 2 cm - dois centímetros! - fora de jogo. Estes árbitros e estes vídeo-árbitros andam a fazer tudo para matar o futebol em Portugal.

 

De ver o FC Porto menos distante. A turma azul-e-branca, segunda classificada da Liga, tem agora menos oito pontos que o Sporting. Quando faltam cumprir nove jornadas.

 

 

Gostei

 

De Paulinho. Merece ser designado como melhor em campo. Pelos dois golos que marcou, aos 21' e aos 45', embora só o primeiro tivesse sido validado. O segundo, anulado pelo VAR por motivos que ninguém entendeu, foi um prodígio de requinte técnico, ao picar a bola no momento crucial quando o guarda-redes Pasinato já lhe havia reduzido margem de manobra. Quebrou enfim um jejum de nove jogos oficiais sem marcar, ainda pelo Braga e já pelo Sporting, e estreou-se como artilheiro de Leão ao peito. Faço votos para que tenha sido o primeiro de muitos.

 

De João Mário. O campeão europeu cumpriu com a eficácia habitual, assegurando a ligação entre o meio-campo e o ataque. Todas as acções ofensivas passaram pelos pés deste jogador, o terceiro maior recuperador e quarto médio da Liga portuguesa em eficácia de passe. Transmite segurança à equipa no transporte de bola, que nos pés dele nunca é desperdiçada. Muito bom também na marcação de cantos.

 

De Daniel Bragança. Enquanto teve pernas, foi um dos nossos melhores em campo. Não precisa de correr com a bola: a sua melhor arma é colocá-la no sítio certo. Assim foi na primorosa assistência para o golo leonino, num passe longo com precisão cirúrgica para o coração da grande área, onde estava Paulinho. Como se jogassem juntos há muito tempo. Este jovem oriundo da nossa formação merece figurar no onze titular, mesmo que isto implique alterar o sistema habitual de Rúben Amorim de 3-4-3 para 3-5-2, como ontem aconteceu. Com missão cumprida mas já desgastado fisicamente, Daniel deu lugar a Tiago Tomás aos 60', voltando a equipa ao molde clássico embora sem vantagem aparente para a eficácia colectiva.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Concluimos a 25.ª jornada sem derrotas. Somos a equipa com melhor registo defensivo não apenas de toda a história leonina mas também ao nível do futebol europeu actual: apenas 12 golos encaixados nas nossas redes. Balanço até ao momento: 20 vitórias e cinco empates. 

 

Dos 65 pontos já somados. Oito de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, 11 ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

Muita atenção a este senhor

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Qual o "cadastro" deste senhor vestido de azul, que apitará o clássico de sábado?

Enumero apenas três casos, um deles bem recente.

 

- Inventou um penálti contra nós num Sporting-Rio Ave (Setembro de 2019), validando um mergulho de Taremi - agora no FC Porto - sem sequer visualizar as imagens. Um jogo em que marcou três castigos máximos a favor dos visitantes, aos 4', 83' e 86'. Justificando a pergunta: algum árbitro português se atreveria a marcar três penáltis ao Benfica na Luz ou ao FC Porto no Dragão? Neste mesmo desafio, fez vista grossa a um derrube de Raphinha, empurrado pelas costas na grande área leonina: grande penalidade que ficou por assinalar.

 

- Expulsou Bolasie por um alegado estalo que nunca existiu, forçando a nossa equipa a jogar toda a segunda parte só com dez jogadores num Portimonense-Sporting para a Taça da Liga (Dezembro de 2019). Nesta mesma partida, fingiu não ter visto duas agressões à bofetada contra Coates e Bruno Fernandes ocorridas dentro da grande área da turma da casa.

 

- No Sporting-Braga deste campeonato (Janeiro de 2021), tendo à sua disposição - enquanto vídeo-árbitro - todos os ecrãs disponíveis na chamada "cidade do futebol", não viu um empurrão de Rolando a Feddal, uma mão na bola de Fransérgio e um derrube de Tiago Tomás, sem bola, na grande área braguista. Três penáltis que ficaram por assinalar - dois dos quais, o primeiro e o terceiro, sem qualquer margem para dúvida.

 

Chama-se João Pinheiro.

Um nome que já foi mencionado em abundantes notícias de jornais.

Um nome que convém não esquecer.

Rescaldo do jogo de hoje

Gostei

 

Do triunfo do Sporting sobre o Braga. Vitória leonina em Alvalade, por 2-0, contra um dos nossos mais temíveis adversários na Liga 2020/2021. Não esqueçamos que os vermelhos do Minho, há cerca de dois meses, venceram o Benfica na Luz (2-3). Superado este obstáculo, estamos agora oito pontos acima dos braguistas, que na época passada ficaram um lugar à nossa frente. 

 

De Porro. Melhor em campo: o jovem internacional espanhol superou com distinção o confronto individual com Galeno. Distinguiu-se nos desarmes, nas acções ofensivas pela ala direita, nos cruzamentos lá à frente. E com uma condição física invejável. É, naquele corredor, o melhor lateral do Sporting neste século. E nunca dá um lance por perdido. Quase no fim do jogo, celebrou com um punho no ar quando ganhou uma bola dividida que resultou em lançamento. Mal soou o apito final, foi exuberante e contagiante a sua alegria. À Leão.

 

De Adán. Grande exibição do nosso guarda-redes, que foi decisivo para bloquear o fluxo atacante do Braga nos momentos mais complicados da partida, nos últimos 15 minutos da primeira parte e no início da segunda. Duas enormes defesas, aos 32' e aos 63'. É um dos pilares desta equipa, que se apresenta em campo cada vez mais coesa e motivada.

 

De João Mário. Pura classe: fez o melhor jogo desde que regressou ao Sporting, imperando no meio-campo - tanto na construção ofensiva como no apoio à manobra defensiva. Superiorizou-se nos duelos com Musrati, incapaz de lhe travar o passo. Atravessa um excelente período também do ponto de vista físico: chegou ao fim do jogo sem acusar cansaço.

 

De Matheus Nunes. É um dos mais combativos jogadores leoninos, o que voltou a confirmar-se nesta partida. Entrou aos 72' para reforçar o nosso meio-campo e desta vez foi ainda mais eficaz do que já nos habituou: seis minutos depois, marcava o segundo golo, aparecendo com muita oportunidade em posição frontal. Ganhou o ressalto após excelente lance individual protagonizado por Sporar no corredor esquerdo e meteu-a lá dentro. Merecida estreia como goleador pela nossa equipa principal.

 

De mais um golo de Pedro Gonçalves. O médio ofensivo, alvo de marcação cerrada, teve uma primeira parte apagadíssima. Mas bastou-lhe uma oportunidade para aproveitá-la da melhor maneira, metendo a bola na baliza - o que já não sucedia há três jogos. Foi aos 54', convertendo em golo uma bola que vinha dos pés de Nuno Santos, já em desequilíbrio. Com este, já leva 11 marcados. Reforça assim a liderança na lista dos goleadores da Liga.

 

Do nosso bloco defensivo. Funcionou em sincronia perfeita, deixando os jogadores adversários em constante fora-de-jogo e neutralizando Paulinho, principal artilheiro do Braga. Qualquer dos centrais - Coates, Feddal e Neto - fez cortes providenciais e cirúrgicos. Não é por acaso que o Sporting mantém a melhor defesa da Liga: apenas oito golos sofridos em 12 jogos. Também não é por acaso que somos a única equipa invicta no campeonato nacional de futebol. 

 

Da nossa eficácia. Tivemos três oportunidades de golo, convertemos duas. Equipa com fome de títulos é mesmo assim: aproveita o que houver, sem desperdícios.

 

Da nossa sorte. Rúben Amorim costuma dizer que é um técnico "com estrelinha". Voltou a acontecer neste jogo: aos 40', na jornada mais perigosa do Braga, Musrati fez a bola embater no poste. Se entrasse, a história deste desafio teria sido diferente.

 

Da forma como Amorim mexeu na equipa. Mal marcámos o primeiro golo, o treinador trocou um desgastado Tiago Tomás por Sporar e Nuno Santos por Tabata aos 57'. A mudança produziu efeito, dando consistência à equipa: o Sporting passou a assumir o controlo definitivo do jogo, o que ainda mais se acentuou com a troca de Pedro Gonçalves por Matheus Nunes aos 72'.

 

De saber que nenhum dos jogadores tapados com cartões viu o amarelo. Coates, Feddal, Neto, Nuno Santos e Palhinha vão poder jogar contra o Nacional.

 

De ver sete portugueses no nosso onze titular. De início alinharam Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Pedro Gonçalves, Nuno Santos e Tiago Tomás. Em nítido contraste com Benfica e FC Porto, que têm entrado em campo com equipas quase só compostas por jogadores estrangeiros.

 

De ver a liderança reforçada. Somamos já 32 pontos, em 36 possíveis. Cumprimos a quinta vitória consecutiva, há 15 jogos que não perdemos em casa para a Liga. Vencemos dez dos últimos 11 jogos do campeonato. Estamos há seis jornadas consecutivas no primeiro posto. E continuamos a marcar em todas as partidas já cumpridas desde o início da temporada. 

 

 

Não gostei
 

 

Da nossa primeira parte. Entrámos bem, com aparente intenção de resolver cedo o desafio, mas por volta dos 20 minutos deixámos o Braga avançar no terreno e assumir o domínio do jogo, o que nos provocou alguns calafrios. Foi o período menos bem conseguido do Sporting. Ao intervalo, registava-se um empate a zero que castigava sobretudo o nosso desempenho, só com dois remates nesse período da partida - e nenhum deles enquadrado com a baliza. 

 

Da arbitragem. Fábio Veríssimo foi complacente e conivente com o comportamento antidesportivo de jogadores como Raul Silva (que fez várias faltas duríssimas mas só viu o amarelo aos 59'), Galeno (que rasgou propositadamente a sua camisola, quando já estava amarelado, e regressou ao campo vestindo a camisola de um colega, provocando duas paragens consecutivas no jogo sem receber sanção disciplinar) e o guarda-redes Matheus (que devia ter recebido vermelho directo quando entrou de sola às pernas de Sporar, junto à linha lateral, pondo em risco a integridade física do esloveno). 

 

Da vídeo-arbitragem. João Pinheiro, com os ecrãs à sua frente na chamada "cidade do futebol", não viu um empurrão de Rolando a Feddal, uma mão na bola de Fransérgio e um derrube de Tiago Tomás, sem bola, na grande área braguista. Três penáltis que ficaram por assinalar - dois dos quais, o primeiro e o terceiro, sem qualquer margem para dúvida. O VAR volta a inclinar o campo contra o Sporting. Já começamos a estar habituados.

 

De ver o nosso estádio sem público. Este Sporting-Braga merecia assistência ao vivo em Alvalade. Nem que fosse apenas 10% ou 20% da lotação habitual das bancadas. Lamentavelmente, as autoridades sanitárias que continuam a autorizar todo o género de espectáculos mantêm em quarentena sine die o futebol. É algo cada vez mais inaceitável.

Pinheiro de Natal?

Há por aqui mais alguma coisa. Infelizmente temos que chegar a essa conclusão, depois do castigo aplicado a Bolasie com um jogo de suspensão, impedindo assim o jogador de poder enfrentar o Porto na próxima jornada. Todos aqueles que viram o jogo com o Portimonense, e repito, todos os que viram o jogo, não tiveram qualquer dúvida em perceber que tinha havido um erro grosseiro do árbitro ao expulsar o jogador. O sr. Pinheiro equivocou-se, enganou-se, não analisou bem o lance, estava distraído, não gosta do verde, não gosta do Bolasie, eu sei lá, pode-se dizer o que se quiser, agora o que toda a gente viu, e ele também viu, foi que Bolasie não agrediu o jogador do Portimonense. Mas admitamos que um "erro de paralaxe" o equivocou. Os auxiliares também não viram? Também se equivocaram? Não deviam ter dito ao seu chefe de equipa que estava a cometer um erro?

Enfim... quanto ao lance fiquemos por aqui. Passemos agora ao relatório do jogo. Seria tão difícil dizer quando escreveu o tal relatório que, apesar da expulsão, verificou que efetivamente se tinha equivocado? O sr. Pinheiro seria mais homenzinho se tivesse reposto a verdade no final do jogo  quando escrevia o relatório sentado no seu balneário e depois do duche retemperador. E tinha espaço para isso no seu relatório... era só querer. Mas não quis, manteve e só assim se explica a punição de um jogo aplicado pelo Conselho de Disciplina.

O sr. Pinheiro podia-se ter tornado um bom pinheiro de Natal se tivesse feito uma boa ação, mas não quis emendar e assim continua a ser um pinheiro raquítico, que não dá pinhas, e qualquer dia há de vir uma ventania forte que o há de levar para muito longe.

O que o árbitro não viu

O incompetente Pinheiro de Natal ontem plantado no estádio de Portimão "viu" uma bofetada que Bolasie não deu a um tal Willyan, expulsando o nosso jogador e forçando o Sporting a disputar toda a segunda parte só com dez.

O mesmo apitador não viu outras bofetadas, essas sim bem reais, aplicadas na segunda parte por jogadores da equipa da casa a Coates e Bruno Fernandes - esta com a agravante de ter ocorrido dentro da grande área do Portimonense.

Recordo que este senhor foi o mesmo que marcou três penáltis contra o Sporting no mesmo jogo, quando seguíamos em primeiro no campeonato.

Árbitros deste calibre são letais ao futebol português. Merecem ir para a jarra a título definitivo.

Rescaldo do jogo de ontem

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Não gostei

 
 

Da derrota em casa frente ao Rio Ave. À quarta jornada, cinco pontos perdidos: dois contra o Marítimo no Funchal e agora mais três, perante a equipa vilacondense, muito bem organizada e treinada por Carlos Carvalhal. Uma derrota por 2-3 que acontece quando seguíamos em primeiro na Liga (já fomos ultrapassdos pelo Famalicão e até pelo Boavista) e quando vencíamos por 2-1 a sete minutos do fim do tempo regulamentar. Um verdadeiro balde de água gelada testemunhado ao vivo pelos 37.942 adeptos que nos deslocámos a Alvalade. Pormenor a reter: não perdíamos em casa com o Rio Ave desde a temporada 2012/2013, de péssima e ultrajante memória.

 

De Coates. Noite de pesadelo para o central uruguaio: jamais esquecerá este desafio, que não deveria ter jogado. É ele quem está na origem dos três golos do Rio Ave - todos marcados de grandes penalidades, assinaladas aos 4', 83' e 86'; todos originados em faltas ou supostas faltas cometidas por ele próprio. Expulso aos 89', saiu de campo com a noção de ter provocado o naufrágio da equipa. É verdade, em boa parte. Mas a culpa principal nem sequer é dele.

 

Do nosso processo defensivo. Em cinco jogos, 11 golos sofridos. Motivo mais do que suficiente para que se acendam todas as luzes de alarme em Alvalade. Na linha do que já sucedera na pré-temporada. Sem que se tivessem registado melhorias de então para cá.

 

De Wendel. Pela segunda partida consecutiva, voltou a revelar-se um dos piores em campo - imitando a paupérrima exibição de Portimão. Recuado no terreno, cobrindo a ala esquerda do nosso meio-campo defensivo, desposicionou-se a todo o momento, contribuindo para franquear o caminho aos velozes adversários, que devido à falta de oposição do brasileiro (e também de Idrissa, seu parceiro na dupla de pivôs defensivos) colocavam com toda a facilidade a bola nas costas dos nossos defesas. Wendel não tem talento nem vocação para médio defensivo, como é evidente. Um erro de casting tão clamoroso que custa a entender por que motivo Keizer insiste nele para essa função e também porque não o deixou no balneário ao intervalo.

 

Da escandalosa perdida de Acuña. O internacional argentino, que começou a lateral e avançou para ala aos 79', quando Vietto deu lugar a Borja, até teve intervenção preciosa no nosso primeiro golo, ao fazer um notável sprint que lhe permitiu evitar que a bola saísse pela linha final e cruzar para a grande área, possibilitando o pontapé de meia distância disparado por Bruno Fernandes. Mas aos 88', com a baliza à sua mercê, não conseguiu melhor do que cabecear ao poste direito da baliza do Rio Ave. Se a bola entrasse, ficaríamos a ganhar 3-2 e o desfecho do jogo teria sido bem diferente.

 

Do árbitro João Pinheiro. Este apitador, que já não devia ter lugar nos relvados portugueses, inventou o segundo penálti, validando o mergulho do avançado iraniano Taremi, sem sequer se dar ao incómodo de visualizar as imagens do lance, que estavam à sua disposição. Em vez de lhe exibir o amarelo por simulação, apontou para a marca dos 11 metros. Ninguém duvida: nenhum árbitro português se atreveria a marcar três penáltis ao Benfica na Luz ou ao FC Porto no Dragão. Mais vergonhoso ainda foi verificar que esta decisão manifestamente errada, no segundo lance, passou sem uma correcção do vídeo-árbitro. Tal como ficou impune um claro derrube de Raphinha, empurrado pelas costas na grande area, aos 25', por um adversário que usou as duas mãos para o efeito. Pinheiro teve clara influência no resultado, sonegando dois pontos ao Sporting. Espantosamente, o ainda treinador da nossa equipa deixou passar isto em claro, por manifesta falta de coragem, na conferência de imprensa. Valeu-nos o corajoso protesto de Bruno Fernandes, em declarações à Sport TV, logo após o desafio.

 

De Marcel Keizer. Só uma conclusão é possível: este treinador não serve para o Sporting. Inapto no aproveitamento dos jogadores (preferiu Diaby a Vietto nas primeiras partidas), recorrendo a um discurso sem a menor capacidade de motivar ninguém, revelando deficiente interpretação de jogo em que tivemos menos posse de bola, lento a reagir, incapaz de assumir riscos, o holandês levou um banho táctico de Carlos Carvalhal. Repetindo-se o que já sucedera frente a Bruno Lage na Supertaça, Nuno Manta Santos no Funchal e até com Sá Pinto em Alvalade, durante a segunda parte do Sporting-Braga, que só por manifesta infelicidade da equipa braguista não terminou empatado. Keizer parece encarar o Sporting como uma equipa pequena. Ontem, a ganhar por 2-1, pôs a aquecer dois defesas, Neto e Borja. Mexeu tarde e a más horas, e com as opções erradas: aos 79', mandou sair o eficiente Vietto, trocando-o pelo lateral colombiano; aos 90'+2, já com o Sporting a perder 2-3 e com apenas dez dos nossos em campo, faz entrar enfim Plata, em estreia absoluta: substituição inútil, queimando desnecessariamente o jovem jogador equatoriano numa espécie de lance desesperado. Outro pormenor incompreensível: pelo segundo jogo consecutivo, Keizer optou por não esgotar as substituições. Ninguém tenha dúvidas: o principal responsável por esta derrota é ele.

 

 

Gostei

 

De ter estado a ganhar durante mais de meia hora. Entre o nosso segundo golo, apontado por Luiz Phellype aos 53', e a conversão da segunda grande penalidade pelo Rio Ave, aos 86'. Parecia que iríamos conservar o primeiro lugar na Liga. Infelizmente, não foi assim.

 

De Vietto. Embora mais marcado do que no confronto anterior, em Portimão, voltou a revelar apontamentos de grande qualidade na leitura do jogo, na capacidade de passe, na qualidade dos dribles e até no apoio a situações defensivas. Parece render mais quando joga em apoio directo ao ponta-de-lança, embora nesta partida tenha actuado preferencialmente nas movimentações entre a ala esquerda e o corredor central.

 

De Bruno Fernandes. Culminando uma semana em que o seu nome continuou a dominar todas as notícias, numa espécie de leilão permanente em torno da sua suposta transferência do Sporting, admira como toda esta intranquilidade não afecta o essencial do seu rendimento. Voltou a ser o melhor dos nossos jogadores em campo - atributo bem reflectido no nosso primeiro golo, aos 20', que começa a ser desenhado nos pés dele e é concluído também por ele, com um remate forte e bem colocado, a passe de Acuña, enquanto Luiz Phellype se movimentava bem sem bola, arrastando metade da defesa adversária. Foi o 50.º golo oficial de Bruno Fernandes com a camisola do Sporting. Desejamos que marque muitos mais.

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