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És a nossa Fé!

Pine tree

Afinal o gajo sabe.

Afinal se ele quisesse, os gamanços e prejudicanços com que nos brindou ao logo de anos, poderiam ter sido evitados.

Ontem parecia um árbitro inglês, a deixar jogar, a não ir nas fitas dimarianas e rafianas, a ajuizar bem, por incrível que pareça, todos os lances.

Não sei se terá sido por moto próprio, ou se alguém lhe terá dito que o crédito de penaltis manhosos na Luz estava esgotado, mas é certo que não se deixou ludibriar como o seu colega na semana passada. Se foi ludibriado, claro. O colega.

Nunca é tarde para uma alminha se salvar, mas como eu não sou crente não me esqueço nem perdoo, no antanto admito que este Pine é bem vindo. Agora que veja e reveja o que fez ontem e compare com a merda que nos tem mandado à cara. Será um belo acto de contrição e talvez lhe sirva de catarse. O futebol e o Sporting agradecem.

Estamos na final

O Sporting acaba de conquistar o acesso à final da Taça de Portugal, cinco anos depois da nossa anterior presença. Estaremos no Jamor a 26 de Maio.

Objectivo alcançado num jogo de grande intensidade, autêntico hino ao futebol - sobretudo na segunda parte, após empate a zero ao intervalo. Boa réplica da equipa encarnada, anfitriã nesta partida. Fez o que lhe competia.

Empatámos 2-2 na Luz. No desafio da primeira mão desta meia-final, em Alvalade, tínhamos vencido por 2-1.

Nunca tive a menor dúvida de que iríamos superar este difícil obstáculo. Ao contrário de alguns comentadores deste blogue, apoiantes de baixa intensidade.

Falta acrescentar: excelente arbitragem de João Pinheiro, que valorizou o espectáculo.

Depois de apitar o Sporting é tempo de pôr as pantufas

É assim que o apitador João Pinheiro parece encarar o problema, ele aparecer como árbitro ou como VAR em jogos do Sporting é sinónimo de penáltis e expulsões, levado ao colo pela APAF e sempre disposto a disparar primeiro e pensar depois quando o Sporting está envolvido.

Depois, quando confrontado com mais uma actuação lamentável com influência no resultado, mete as pantufas e vai passear o cão para o quintal.

A falta de vergonha desta gente não tem limites.

Mas é só o Pinheiro? Que dizer da dupla Narciso / Nobre, um VAR que se está a lixar para um árbitro que não quer saber do que lhe diz e tem a mania que é o melhor do mundo? Manda-o apitar sozinho, e mais uma vez quem se lixa é o Sporting.

Dizem alguns, nostálgicos daquele que berrava muito só pelo prazer de se ouvir, e que andou a promover o lampião Proença para presidente da Liga, que logo deveria o presidente vir a terreiro denunciar o roubo de Vila do Conde.

Para quê exactamente? Ficou à vista de todos, bem documentado na comunicação social. Dizer o quê?

Se o protesto (que já existiu antes dirigido ao próprio Pinheiro e incluindo uma crítica construtiva ao funcionamento do VAR e aos problemas derivados de árbitros em actividade andarem a fazer de VAR de colegas com os quais competem pelas notas e promoções) servisse para afastar de vez uma geração corrompida pelas máfias do Pinto da Costa e do Vieira, apostar nos mais novos e trazer árbitros estrangeiros para apitar na Liga portuguesa valia a pena.

Assim, mais vale estar calado.

SL

Temos muitas vezes azar com João Pinheiro

Foi o que disse o nosso presidente, e o que disse duma forma elegante e moderada expressa o sentir da nação Sportinguista, seita letal à parte, mas essa não conta.

O jornal A Bola de segunda-feira enumera as principais razões de queixa do Sporting relativamente a João Pinheiro: Sporting-Rio Ave de 19/20 com 3 mergulhos de Taremi, 3 penáltis, expulsão de Coates; Porto-Sporting de 21/22 com expulsão de Coates; final da Taça da Liga de 20/23, expulsão de Paulinho; Sporting-Benfica de 22/23 com falta sobre Coates no 2.º golo adversário; agora um penálti mal assinalado e uma expulsão perdoada no V.Guimarães-Sporting.

Como VAR, expulsão perdoada a Pepe no Sporting-Porto de 20/21. E já agora, acrescento, chamar Hugo Miguel a marcar depois de muito tempo de análise um penálti muito forçado a favor do Braga, no Sporting-Braga de há 2 anos. Ainda esta época, tivemos João Pinheiro em Alvalade, já não me recordo contra quem, a primar pela parcialidade e arrogância.

 

No mesmo jornal, na edição de terça-feira, a crónica do APAF Duarte Gomes reage às críticas do nosso presidente de forma geral, dando conta dos perigos que derivam para qualquer árbitro quando é apontado a dedo por um clube, no que concordo, mas acrescentando que:

"Do lado dos senhores árbitros, a capacidade de não se porem a jeito, evitando erros indesculpáveis em competições que contam com o apoio da videotecnologia. Há análises que são inadmissíveis em alta competição e só podem resultar de enorme desatenção, desconhecimento técnico ou falta de sensibilidade. Qualquer um é proibitivo a este nível."

Quer então o Duarte Gomes dizer que o erro indesculpável que ele reconheceu que aconteceu no V. Guimarães foi causado por um árbitro desatento, tecnicamente incompetente ou insensível.

Já não disse que a causa foi a falta de idoneidade ou premeditação causada por vontade própria ou a mando de terceiros, a troco de vantagens económicas ou de patrocínio para outros voos. Mas isso é coisa que não se pode dizer sem provas.

 

A pergunta que deixo aqui é se concordam com a análise do APAF Duarte Gomes, alguém metido até ao pescoço naquilo que se anda a cozinhar para a arbitragem portuguesa, ou se entendem que existem outras causas para o erro inadmissível em prejuízo do Sporting mais uma vez do apitador de Braga, João Pinheiro.

Já agora ficamos sentados à espera do que lhe vai acontecer, se vai ficar sem apitar, sem 10% do ordenado, fora dos "gratificados" no estrangeiro, etc. E do comunicado do CA sobre o tal erro inadmissível.

SL

A jornada 13 não nos trouxe sorte alguma

V. Guimarães, 3 - Sporting, 2

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Rúben Amorim debaixo de chuva e com ar preocupado em Guimarães: tinha razões para isso

Foto Lusa

 

Segunda derrota do Sporting no campeonato nacional em curso. Tal como a anterior - quando deixámos perder os três pontos em três fatídicos minutos do tempo extra, de modo quase inacreditável - também nesta foram cometidos demasiados erros para fazermos de conta que não existiram.

O primeiro foi do treinador. Vem insistindo em Esgaio como titular quando é cada vez mais óbvio que este não é um jogador que mereça tal distinção. Rúben Amorim faz excessivas mudanças na defesa - neste caso só uma que se impunha pela ausência de Coates por castigo, mas as alterações voltaram a ser mais extensas. E - erro maior - potenciou um buraco enorme no nosso meio-campo quando mandou sair Morten, talvez com receio de o ver amarelado no próximo clássico com o FC Porto em Alvalade, trocando-o por Paulinho, sem capacidade de retenção da bola nem de conter o caudal ofensivo vitoriano.

Houve jogadores que erraram. Gonçalo Inácio perdeu duas vezes a bola em zona proibida. Matheus Reis é parco em cruzamentos e quando arrisca geralmente sai-se mal. Edwards perdeu todos os confrontos individuais. Trincão mal existiu. Adán - intranquilo, lento a reagir - teve fortes responsabilidades no terceiro golo sofrido. Aquele que nos custou a derrota no Estádio D. Afonso Henriques.

Em noite muito chuvosa, sábado passado. Mais para lembrar do que para esquecer.

 

Foi um desafio intenso, quase sem pausas, sem tempos mortos, sem antijogo, sem autocarros estacionados. As duas equipas queriam vencer.

No caso do Sporting, a vontade era tanta que o treinador fez tudo para sair de lá com um triunfo quando podia ter trabalhado para o empate que se registava ao minuto 77. Confirma-se que querer não é sinónimo de poder. Razão tem o povo naquele ditado: mais vale um pássaro na mão do que dois a voar.

Deixámos voar o pássaro. À beira do fim, aos 81', no tal lance em que Adán tremeu. Frente a um Vitória que soube dar sempre luta rija em campo, agora sob a liderança do técnico Álvaro Pacheco, com a sua inconfundível boina.

 

Péssimo na fotografia ficou João Pinheiro, absurdamente considerado "melhor árbitro português". Só se for na playstation: no futebol não é nem nunca o foi.

Voltou a lesar o Sporting no último lance do primeiro tempo ao assinalar um penálti contra nós que só ele viu, por hipotético derrube de Adán a Mangas. Nenhuma imagem o confirma, pelo contrário: o nosso guarda-redes fez tudo para evitar o contacto após uma saída algo atabalhoada. E o vimaranense já ia em queda no momento em que Pinheiro, certamente vítima de alucinação, terá visto a tal grande penalidade que não existiu.

Com esse golo os do Minho ganharam ânimo: ao intervalo havia empate a uma bola. No segundo tempo lutámos, mas sem dar a réplica devida à turma anfitriã. Que teve a sabedoria de secar o nosso maior trunfo: Gyökeres bem tentou, mas quase nada conseguiu fazer no encharcado relvado de Guimarães.

Bem melhor esteve Nuno Santos, lutador incansável enquanto esteve em campo, durante todo o segundo tempo. O nosso melhor Leão à chuva.

 

Em suma: estivemos a ganhar, concedemos o empate, acabámos por perder. Numa partida cheia de emoções fortes. Talvez demasiado fortes para nós.

Para já, continuamos no comando da Liga 2023/2024. Mas valha a verdade: esta jornada 13 não nos trouxe sorte alguma. Melhores dias virão.

 

Breve análise dos jogadores:

Adán - Sofreu três golos, mas só teve culpa evidente num - precisamente aquele que nos fez sair sem qualquer ponto de Guimarães. Grandes defesas aos 73' e aos 88': aqui esteve muito bem.

Esgaio - Surpreendente central pela direita, permitindo adiantar Geny. Esteve longe de render assim. Aos 12' escapou por um triz ao amarelo. Aos 17' foi mesmo amarelado. Saiu ao intervalo.

Diomande - O melhor do reduto defensivo. Também o mais jovem, confirmando ser mesmo reforço. Fez de Coates, no centro da defesa. Protagonizando bons cortes e desarmes impecáveis.

Gonçalo Inácio - Quebrou jejum: marcou o primeiro golo da época, de pé direito (41'). Culminando bom lance colectivo de ataque. Pior lá atrás: perdeu a bola em dois golos sofridos.

Geny - Ala titular pela direita, não conseguiu articular-se com um Edwards quase eclipsado. Evidenciou-se em alguns lances individuais. É ele a iniciar a jogada do nosso segundo golo.

Morten - Boa exibição como médio posicional, formando duplo pivô com Morita. Eficaz para tolher movimentos dos adversários no corredor central. Inexplicável, a sua saída aos 61'.

Morita - Esteve no melhor e no pior. É ele quem disputa a bola que sobra para Gonçalo no golo 1. É ele também quem a desvia, de modo infeliz, no segundo golo do Vitória (73').

Matheus Reis - Muito contido nas manobras de ruptura no corredor esquerdo, que lhe foi confiado. Desgastou-se no confronto com Jota Silva nessa ala. Perdendo alguns duelos decisivos.

Edwards - Tão depressa se mostra em grande nível, cotando-se como melhor em campo, como desaparece por completo, incapaz de vencer um duelo. Foi este segundo Edwards a ir ao Minho.

Pedro Gonçalves - Um dos melhores em jogo ingrato: voltou a fazer mais de uma posição, o que o desfavorece. Lá na frente, quase marcou aos 8', inicia o primeiro golo e assiste no segundo.

Gyökeres - Tentou, mas desta vez sem conseguir. Neutralizado pelo croata Borevkovic (atenção, Hugo Viana!). Falhou duas finalizações: aos 57' (servido por Geny) e aos 61' (por Nuno Santos).

Nuno Santos - Melhor leão em campo. Substituiu Esgaio: fez todo o segundo tempo. Marcou o segundo num grande remate (77'). Construiu golos falhados por Gyökeres (61') e Trincão (71').

Paulinho - Amorim tomou decisão difícil de entender aos 61', quando retirou Morten e mandou entrar o avançado. Criou uma cratera no meio-campo sem compensar na qualidade ofensiva.

Trincão - Em campo desde o minuto 61', por troca com Edwards. Se um nada fez, o outro também praticamente não existiu. Desperdiçou soberana ocasião de golo (71'), depois sumiu-se.

Evidenciar o evidente

Arrefecidas as emoções, dissipada a azia, se calhar é altura de evidenciar o evidente, nomeadamente:

1. Que João Pinheiro, que anda a ser levado ao colo pela APAF, juntou mais um episódio ao já vasto cadastro de roubos ao Sporting, quer como árbitro quer como VAR. A lista de roubos de que A Bola dá notícia hoje peca apenas por defeito.

2. Que Frederico Varandas, ao contrário de intervenções anteriores sobre a arbitragem onde quis dar confiança a um APAF Fontelas Gomes sempre disponível para lhe enfiar uma faca nas costas, esteve muito bem naquilo que agora disse sobre o tema. E é exactamente nesse registo que o Sporting deve continuar, sem "ladrar ao vento" sem quaisquer consequências como fazia Bruno de Carvalho, mas sem deixar de passar em claro, sem calimerices, apontando factos evidentes, a parcialidade deste CA / APAF e o ressabiamento de determinados árbitros e ex-árbitros agora VAR ou comentadores relativamente ao Sporting. Isso inclui denunciar quaisquer tentativas desta gente de montar esquemas potencialmente ainda mais mafiosos do tipo Organismo Autónomo de Arbitragem ou lá o que seja. Frederico Varandas teve o pleno do Sporting com ele, incluindo até aparentemente a JuveLeo, tenha ou não tido mais uma cena canalha e caricata de mandar tochas para a área do Adán com o Sporting a ganhar.

3. Que Rúben Amorim tem de medir muito bem o risco antes de ir atrás da vitória num jogo desfavorável em vez de segurar o empate. O campeonato é longo e todos os pontos contam, é pela segurança do controlo do jogo e não pelo risco do descontrolo que o Sporting lá irá, quem não gostar de ver o Sporting a jogar por vezes para trás e para os lados que mude de canal para o campeonato inglês. E a equipa ter isso bem presente também. Sim, mas o Sporting foi campeão a arriscar no final dos jogos e a apostar na anarquia criativa? Realmente foi mas duvido que volte a ser. Se for ao casino, arriscar e sair de lá rico, o melhor que tenho a fazer é jogar com calma na próxima vez que lá voltar.

4. Que Hugo Viana, de acordo com Amorim, precisa de reforçar o plantel no mercado de Inverno a começar pela linha média. Pretender que nesta época  St. Juste seria um Diomande, Bragança um Matheus Nunes e Essugo um Ugarte, se calhar foi mesmo sonhar acordado. Pretender que Trincão seria um novo Sarabia também. Em vez de dois altos e louros, deviam ter vindo três ou quatro. O melhor onze do Sporting continua a ser o melhor onze da 1.ª Liga. O problema é quando deixa de poder estar em campo.

 

PS : Comentários de papagaios azuis, assumidos ou travestidos de sportinguistas ou tasqueiros, seguem directamente para a ETAR.

SL

Rescaldo do jogo de hoje

 

Não gostei

 

De perder. Há cinco anos que o V. Guimarães não vencia uma equipa grande no campeonato português. Interrompeu hoje o jejum derrotando o Sporting por 3-2 no seu estádio, perante mais de 20 mil espectadores. Com 1-1 ao intervalo, num desafio desenrolado sempre debaixo de chuva. Custou ainda mais porque estivemos a vencer, com um golo aos 41'. Mas a vantagem durou escassos minutos, só até aos 45'+7. No segundo tempo a turma minhota marcou aos 73' e aos 80'. Nós ainda reduzimos aos 77', mas fomos incapazes de segurar ao menos o empate. Segunda derrota leonina nesta Liga 2023/2024. São jogos destes que podem custar a perda de campeonatos.

 

De Gonçalo Inácio. É certo que foi do central esquerdino o nosso golo inaugural, em lance corrido: estreou-se como artilheiro nesta temporada marcando não de cabeça mas com o pé, ainda por cima o direito. Mas a jogada que culmina no penálti (e consequente golo do Vitória) começa com uma perda de bola dele, o mesmo sucedendo no lance do segundo que sofremos. E no terceiro peca por notória falha de marcação em zona que lhe competia vigiar. Anda há várias jornadas muito abaixo do nível a que nos habituou.

 

De Esgaio. Rúben Amorim apostou nele como central à direita, num sistema híbrido em que se desdobrava como lateral desenhando-se uma linha de quatro defensores. Pouco rotinado nesta manobra, e sem um ala pronto a ir-lhe às dobras, claudicou logo nos primeiros embates. Foi poupado ao cartão numa falta que lhe podia ter valido o amarelo aos 12', mas a sua falta de pedalada era óbvia. Cinco minutos depois, volta a travar o adversário com imprudência: amarelado, jogou condicionado a partir daí. Já não regressou do intervalo, sem deixar saudades.

 

De Adán. Em estrito rigor, só parece ter responsabilidade num dos golos. No primeiro, é castigado por penálti que não cometeu. No segundo, foi traído por um involuntário desvio da bola em Morita. Mas no terceiro - o que nos custou a derrota - foi mal batido por Dani Silva, que remata com pouco espaço: o guardião espanhol, hoje capitão da equipa, nem o ângulo cobriu. Valha a verdade que protagonizou duas grandes defesas (73' e 88'), mas voltou a aparentar intranquilidade, contagiando os colegas. E continua incapaz de defender um penálti. 

 

De Trincão. Perdeu o estatuto de titular, mas ao que parece nem para suplente vai servindo. Entrou aos 61', com o jogo ainda empatado 1-1: Amorim apostou nele como criativo para romper a muralha vitoriana, algo que Edwards tinha sido incapaz de fazer enquanto Gyökeres permanecia manietado pelos centrais. O ex-Braga foi incapaz de corresponder: presa fácil da turma adversária, sem conseguir ligação com os colegas, voltando a abusar do individualismo. Muito bem servido por Nuno Santos, aos 71', permitiu a defesa de Bruno Varela - o melhor do Vitória - tal como já tinha acontecido com Pedro Gonçalves aos 8'. Falhada esta finalização, voltou a desaparecer: mal se deu por ele. 

 

De Paulinho. É mais fácil marcar três ao Dumiense, último classificado do quarto escalão do futebol português, do que criar um só lance de perigo frente à equipa que segue em quinto na Liga 1. Em campo desde o minuto 61', substituindo Morten, mal rondou a baliza e nem chegou a estar perto do golo. Mais de meia hora de inútil presença em campo, o que não constitui novidade. Amorim abdicou do melhor médio de contenção sem ganhar eficácia na linha avançada. O Sporting ficou mais exposto ao contra-ataque, facilitando a tarefa à equipa orientada por Álvaro Pacheco.

 

Da ausência de Coates. Afastado deste embate em Guimarães por cumprir castigo, devido à acumulação de amarelos, o internacional uruguaio fez falta. Mesmo lento, algo pesado e um pouco preso de movimentos, continua a ser o patrão indiscutível da defesa leonina. Não restam dúvidas: a equipa fica mais frágil sem ele. 

 

Do penálti inexistente. O árbitro João Pinheiro, sem surpresa, teve influência no resultado. Ao assinalar uma grande penalidade que só ele parece ter visto. Adán, saindo algo inseguro dos postes aos 45'+3, fez uma travagem brusca, ajoelhando para evitar o choque com o portador da bola, Mangas, aliás já em queda não provocada. Nenhuma imagem confirma que tenha havido contacto físico entre os jogadores. Momentos antes haviam sido lançadas tochas para o relvado e permanecia ali muito fumo, dificultando a visão de todos. O VAR Hugo Miguel devia ter sugerido a Pinheiro, pelo menos, que observasse as imagens no monitor. Mas nem isso aconteceu. Assim nasceu a grande penalidade que permitiu ao Vitória empatar no último lance da primeira parte. Sem ter criado verdadeiramente uma situação de golo iminente até esse momento.

 

Daquele desespero final. Últimos dez minutos de pressão contínua mas desordenada e muito caótica da nossa equipa contra a baliza vimaranense, mais com o coração do que com a cabeça, parecendo obedecer ao "sistema táctico" tudo ao molho e fé em Deus. Com estrelinha, talvez resultasse. Mas - talvez por causa da chuva intensa - desta vez ela andou ausente. E, valha a verdade, o Vitória foi sempre uma equipa bem arrumada, bem organizada, tenaz e batalhadora. Com elementos em grande nível, como Varela, Händel, André Silva e Tomás Silva. Num jogo que não merecíamos ganhar.

 

De termos perdido a vantagem. Deixámos de estar isolados no topo do campeonato e fomos incapazes de ampliar a distância face ao Benfica, que empatou em casa com o Farense. Os encarnados estão agora um ponto atrás de nós, o Braga com menos dois e o FCP igualou-nos na pontuação ao vencer o Casa Pia no Dragão por 3-1, resultado insuficiente para nos destronar do comando. Um triunfo em Guimarães deixar-nos-ia com mais quatro do que o SLB e três acima dos portistas imediatamente antes do clássico. Parecemos optar sempre pela via mais difícil.

 

 

Gostei

 

De Diomande. Com Coates ausente, fez ele de patrão da nossa defesa. E cumpriu no essencial, embora não isento de reparos. Perante um Esgaio longe de cumprir os mínimos e um Gonçalo que tem fases de inexplicável desconcentração, foi ele - sendo o mais novo dos centrais - a fazer de adulto naquela zona do terreno. Desarmes perfeitos aos 23' e aos 34'. Grandes cortes aos 63' e aos 70'. Ganhou praticamente todos os duelos neste duro e difícil confronto em Guimarães.

 

De Nuno Santos. Voto nele como o nosso melhor em campo. Não apenas pelo golo que marcou, com assistência de Pedro Gonçalves, mas sobretudo por ter dado sempre mostras de ser o mais inconformado do onze leonino. Fez tudo para empurrar a equipa para a frente, com fibra de lutador. Se há jogador que não merecia esta derrota, é ele.

 

De podermos defrontar o FC Porto sem jogadores castigados. Coates "limpou" os cartões neste V. Guimarães-Sporting. E os três colegas que estavam à bica, quase tapados com amarelos, não foram admoestados por João Pinheiro. Edwards, Morten e Gonçalo Inácio poderão assim integrar o onze titular que defrontará a turma portista em Alvalade no próximo dia 18.

A canção do bandido

Na noite de 17 de Setembro de 2022 o Sporting perdeu com Boavista devido a um penalty ao minuto 83. Esgaio levanta o pé na área em disputa da bola e toca com a unha do pé no joanete de um jogador axadrezado que acto contínuo colapsa como se tivesse pisado uma mina. Vejam as imagens e digam lá se em mais algum lugar do universo conhecido isto seria falta.

Seis meses depois, na noite de 12 de Março de 2023, estando o Sporting a vencer tranquilamente o Boavista por 2x0, Trincão leva dentro da grande-área uma forte cotovelada nas costas que o projecta para a frente. Nada foi assinalado. Vejam as imagens e digam lá se é isto não era penalty em qualquer campo de futebol.

O denominador comum entre estes dois episódios é João Pinheiro, alegadamente árbitro de futebol. Que mais seria preciso para demonstrar que se trata de um canalha, com premeditadas más-intenções em relação ao Sporting?

O dia seguinte

A esta hora em que posso escrever já muito se disse da partida de ontem em Alvalade, pelo que me vou resumir a comentar o desempenho dos actores mais relevantes no que se assistiu.

Mas antes vou dizer uma coisa que cada vez mais me parece relevante. Muitos dos que comentam e opinam não vão aos jogos e assim não conseguem perceber muito do que se passou em campo. Funcionam apenas pelo que a TV mostra e outros dizem relativamente ao assunto. Isso explica muita opinião descabida e muitos ódios de estimação que alguns têm com um ou outro jogador. Não indo não fazem nem ideia do que o jogador realmente vale, porque muito do que ele faz dentro do campo não passa na TV, sendo que quem lá vai e os segue muitas vezes se surpreende com os que eles afinal conseguem fazer ou não.

 

Mas vou então entrar no comentário do tal desempenho:

1. Treinador Rúben Amorim. Entre a teimosia e a determinação vai uma pequena distância, no fundo são os resultados que decidem. E o 3-4-3 de Amorim mais uma vez demonstrou a sua valia em termos de controlo do jogo, de criação de oportunidades sem as consentir ao adversário. Mas também o pivot ofensivo de referência mostrou que o ataque móvel não interessa ao Sporting: ataca mais e marca menos e defende muito pior. A conclusão que eu tiro é que entre as ilusões de uns e os maus desempenhos doutros o Sporting hipotecou muito do que tinha a ganhar esta época.

2. Equipa. Do onze inicial àquele que finalizou a partida notou-se uma grande cumplicidade e entreajuda dentro do campo, sem baratas tontas descomprometidas com o resultado que não percebem o que andam ali a fazer, ou em crise de identidade. E com os mais novos Israel, Diomande, Ugarte, Tanlongo e Chermiti a demonstrarem que aquilo afinal não é assim tão complicado para quem quiser lá chegar. E há outros no banco e na B com imenso potencial a aguardar oportunidade. E uma grande evolução de quase todos ao longo da época.

3. Jogadores. Nuno Santos é um caso à parte, entre o génio e o louco. Ontem marcou o golo da sua carreira, e sendo assim o que ficou por marcar em Arouca fica definitivamente esquecido. Diomande é um caso à parte e não digo mais nada, n´A Bola fala-se em substituir o (vou poupar os adjectivos) Pepe depois de naturalizado na Selecção Nacional. Esgaio é o tal pé frio que tem de ir a Fátima. Se aquela bola baixasse mais um nadinha, mais a assistência para o golo, competiria com o Nuno Santos para o melhor em campo. O adiantamento de Pedro Gonçalves, além de golos e assistências, possibilita um triângulo móvel no miolo com Morita e Ugarte que muito valoriza o modelo de jogo da equipa.

4. Árbitro. Não sei se recebe e quanto pelo coração pelo Benfica e pelos favores pelo Porto, ou outra coisa qualquer, mas a verdade é que já não falando doutras épocas e dos três penaltis de Coates sobre Taremi, João Pinheiro foi determinante no ano passado para a vitória do campeonato pelo Porto, ao convencer o árbitro Hugo Miguel (e ele levou quase 5 minutos a convencer-se) a assinalar penálti favoravel ao Braga em Alvalade a abrir a 2.ª parte, quando o Sporting vencia por 1-0, e a expulsar Coates no clássico do Dragão. Ontem a sua arbitragem foi mais uma vez um nojo, mostrando amarelos pelos gritos teatrais dos jogadores do Boavista e fazendo vista grossa a uma carga para penálti e expulsão mais que evidente sobre Trincão. Aqui estou completamente contra a política do nosso presidente e do diálogo construtivo com Fontelas Gomes, acho que é mesmo caso para um pedido de veto a João Pinheiro acompanhado dum relatório exaustivo das decisões erradas que nos custaram pontos e títulos. Não tem condições para apitar o Sporting, isso é evidente. Na Grécia e na Europa parece que só fez porcaria ultimamente. Que vá apitar os Benfica-Porto que há muitos, iniciados incluidos.

5. Claque, no caso Juveleo. Desculpem lá, mas com o Sporting em luta com Porto e Braga pelo segundo lugar, trocarem os cânticos pelo Sporting pelos cânticos contra o Benfica, e fecharem os olhos ao lance para penálti que ocorreu à vossa frente continuando nas cantorias e no espectáculo piroténico como se nada fosse (ao contrário do jogo com o Arsenal), só demonstram que andam a correr em pista própria, sem qualquer respeito pelos interesses do clube a que pertencem.

 

E assim, comparando com a primeira volta, vamos com mais 8 pontos, e é por aí que temos mesmo de ir. Ganhando todos os jogos até ao final o terceiro lugar é quase certo e o segundo se calhar também. E com isso o acesso directo à Champions do próximo ano.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

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Nuno Santos, figura do jogo, marcou aos 17' um belíssimo golo que fez levantar o estádio

Foto: Manuel de Almeida / Lusa

 

Gostei

 

Da nossa quarta vitória consecutiva. Triunfo claro, categórico, indiscutível, do Sporting em casa frente ao Boavista: 3-0. Com golos aos 17', 43' (autogolo de Salvador Agra) e 90'+3. Foi também o terceiro desafio seguido na Liga sem sofrermos golos. E não perdemos há cinco jogos em mais do que uma competição. Merece registo: estamos na melhor fase da época.

 

De Nuno Santos. O homem do jogo. Marcou um golaço, daqueles de levantar um estádio. Golo de letra, a merecer nota artística e a ovação da noite. Um dos melhores golos que tenho visto em Alvalade desde sempre. Foi ele a iniciar a vitória, valendo-nos os três pontos. É ele a "assistir" Agra no autogolo que ampliou a nossa vantagem mesmo à beira do intervalo. Aos 10', já tinha dado o aviso com um belo passe de trivela a isolar Esgaio, que permitiu a intervenção do guarda-redes Bracalli. Infatigável, ainda fez um excelente centro aos 90'. 

 

De Ugarte. Regressou ao onze após um jogo de castigo e fez uma partida quase perfeita, recuperando tudo quanto havia para recuperar (26', 38', 54'). Corte providencial aos 61', quando a bola se dirigia para a baliza após perda de Gonçalo Inácio. Tem uma intuição rara na ocupação do espaço do nosso meio-campo defensivo. Dá a impressão de crescer de jogo para jogo.

 

De Morita. O japonês teve fôlego para o desafio inteiro: grande capacidade física do princípio ao fim, como médio de transição em parceria exemplar com Ugarte. Aos 89' ainda tentou o golo num remate rasteiro a sair bem perto do poste. Muito forte também nas recuperações (20', 24', 54'). As dúvidas de alguns adeptos já foram dissipadas: é um dos nossos grandes reforços desta época.

 

De Esgaio. Fez um dos melhores jogos desde que regressou ao Sporting. Muito activo no corredor direito, com propensão atacante enquanto Diomande lhe garantia as dobras defensivas, teve a baliza à sua mercê aos 10' quando surgiu com perigo no segundo poste. Aos 52', culminou um excelente lance individual com forte remate que fez a bola embater na barra. É dele a assistência para o nosso terceiro, marcado por Paulinho no penúltimo minuto do tempo extra.

 

De Diomande. Voltou ao onze inicial, actuando como central à direita na ausência de St. Juste. Missão cumprida. Transmite a sensação de já jogar há muito no Sporting: nem parece ter chegado só neste mercado de Inverno nem ser tão jovem: apenas 19 anos. Transmite segurança e confiança à equipa.

 

De Paulinho. Entrou apenas aos 72', substituindo Chermiti, e voltou a fazer o gosto ao pé encostando após centro milimétrico de Esgaio para fixar o resultado. Apenas o seu quarto golo no campeonato 2022/2023, mas a verdade é que marca há três jogos seguidos. Teremos goleador enfim?

 

Da nossa capacidade física. Nem parecia que tínhamos jogado três dias antes, também em casa, contra o Arsenal. Primeira parte muito intensa, em velocidade acelerada, transições muito rápidas, quase todo esse período disputado no meio-campo do Boavista. Nos 15 minutos iniciais já havíamos registado três oportunidades claras (duas por Chermiti, uma por Esgaio). Atitude forte, níveis de movimentação elevados. A merecer aplauso dos adeptos.

 

De termos mais oito pontos do que na primeira volta em jogos com as mesmas equipas. É caso para dar razão ao Pedro Boucherie Mendes: desta vez fomos, em boa parte, vítimas dos caprichos do calendário.

 

 

Não gostei

 

Da ausência de Adán. Pela primeira vez num desafio deste campeonato, o nosso guarda-redes titular esteve ausente. Poupado por queixas musculares. Resta ver se recupera a tempo do Arsenal-Sporting. Mas Franco Israel - na sua estreia como titular da nossa baliza em desafios do campeonato - pareceu sempre bem entre os postes, embora com pouco trabalho: raras vezes a equipa adversária o incomodou. 

 

Do árbitro João Pinheiro. Nunca desilude: é sempre muito mau. Desta vez, aos 59', fez vista grossa a um claro derrube de Trincão em falta para penálti, dentro da área, poupando Malheiro, do Boavista, ao correspondente cartão vermelho nessa jogada promissora para golo quando o nosso avançado só tinha o guarda-redes pela frente.

 

Do Boavista. Nenhuma oportunidade de golo, nem um remate digno desse nome: a turma treinada por Petit parece ter pedido emprestado o "nome de guerra" do técnico. Há oito épocas consecutivas que não nos marca um só golo para o campeonato em Alvalade. Só custa perceber como perdemos com esta equipa na primeira volta, no estádio do Bessa.

 

De só haver 27.353 espectadores em Alvalade. Os horários, associados aos preços dos bilhetes, continuam a afugentar público do nosso estádio - mesmo havendo qualidade do espectáculo garantida, como sucedeu nestes dois mais recentes desafios. Temos sido claramente penalizados na marcação dos jogos no confronto com os nossos maiores rivais. Não faz sentido isto continuar assim.

 

De não termos encurtado distâncias. Como as equipas situadas à nossa frente também venceram, continuamos 15 pontos abaixo do Benfica, sete pontos abaixo do FC Porto e cinco pontos abaixo do Braga à 24.ª jornada.

O dia seguinte

Foi um jogo do qual consegui ver a 1.ª parte em directo e a 2.ª já pela noite dentro, também só agora tenho disponibilidade para escrever estas linhas, depois da leitura do meu jornal de sempre e dos posts dos meus colegas de blogue e respectivos comentários. Vou-me ficar então pelo essencial:

1. O Sporting perdeu a final da Taça da Liga. E com isso um dos objectivos da época. Isso é um facto. Se a época não estava a correr bem, pior ficou. Ficam apenas o acesso à Champions e a chegada a fases avançadas da Liga Europa para alcançar.

2. O proclamado melhor árbitro português João Pinheiro fez mais uma vez uma arbitragem tendenciosa e vergonhosa (nota 3 segundo o ressabiado Duarte Gomes) que prejudicou inegavelmente o Sporting, de olhos completamente tapados às simulações, agarrões e agressões dos jogadores do Porto, completamente abertos aos desarmes e aos contactos dos cotovelos com as cabeças baixas dos adversários dos jogadores do Sporting. Se calhar eram contas para saldar com Pinto da Costa pelo Porto-Benfica no Dragão, mas se era isso que saldasse as contas com fruta e chocolate. Mas não era só isso, o que esse senhor tem feito de mal ao Sporting como árbitro e como VAR dava para um bom livro.

2. O rufia Otávio, além de ter conseguido cavar faltas e amarelos, quase rebentou com o joelho de Porro naquele jeito dos jogadores do Porto de se atirarem para cima do adversário mais próximo e se rebolarem no chão. Como é que um rufia daqueles chegou a internacional por Portugal? Como é que o Macaco foi líder da claque de Portugal? Como é que um Sérgio Conceição consegue inventar um misto de futebol com wrestling que dá resultados? Como é que o secretário de estado aparece colado a Pinto da Costa? 

3. Rúben Amorim, depois da expulsão de Paulinho, fechou a loja. E fez bem, o jogo tinha ali terminado. Logo saíram Coates, Ugarte, Morita e Edwards a pensar no jogo de quarta-feira. A alternativa era mesmo sair toda a equipa e o Porto que jogasse sozinho, que metesse os suplentes e os árbitros do outro lado, que não faltasse nada ao Pinto da Costa e ao ajudante de campo.

4. Frederico Varandas depois do jogo veio falar mas falhou no essencial, pôr nomes aos bois. Claro que o Pinto da Costa vai cair da cadeira um dia destes, o Soares Dias e o João Pinheiro chegarão ao limite de idade para roubar, mas depois deles outros virão e alguns deles, como o 4.º árbitro Cláudio Pereira, não são exactamente melhores. Não, a arbitragem não está nada muito melhor, nem o Sporting está a ser mais respeitado, como ele afirmou. Apenas estão mais vigiados, mas isso só aguça o engenho dos vigaristas de sempre, com Pinto da Costa à cabeça.

5. No que respeita ao plantel, por um lado o jogo evidenciou as suas carências amplificadas pelas condições em que Ugarte e Morita regressaram do Catar, por outro mais uma vez falharam e clamorosamente alguns dos mais experientes, Adán, Paulinho e Nuno Santos. Assim não há hipótese para o resto da temporada.

6. No que respeita às duas maiores claques do clube, o seu comportamento no estádio e no pavilhão é cada vez mais um atentado aos interesses do clube, e ou se alcança um acordo bom para todos que altere comportamentos ou então se pune exemplarmente, ao nível do clube, quem pratica tais actos. Quantas expulsões de sócios existiram depois das de Bruno de Carvalho? Zero? Como é que querem o estádio e o pavilhão cheios neste ambiente de programada javardice? Ontem pelos vistos cairam tochas na bancada onde estavam muitos sócios do clube.

E agora? Agora há que vencer o Braga na quarta-feira, e eu vou lá estar.

SL

Prognósticos antes do jogo

Primeiro clássico da temporada. É neste sábado, às 20.30, no estádio do Dragão. O Sporting, como visitante, vai tentar superar a turma anfitriã, que na ronda anterior venceu com inegável dificuldade o Vizela, quase à beira do apito final. 

Na época passada registou-se um empate a duas bolas no FCP-Sporting - jogo em que os portistas foram vergonhosamente levados ao colo pelo árbitro João Pinheiro, que tudo fez para lhes assegurar o pontito em casa. 

E agora, como será? Aguardo os vossos prognósticos.

Amanhã à noite em Alvalade

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O Sporting encerra amanhã a época do futebol masculino com a recepção ao Santa Clara, o 2.º lugar está assegurado e a revalidação do título perdido devido a muita coisa, incluindo um senhor João Pinheiro que no Jamor como VAR no Sporting-Braga e no Benfica-Porto e no Dragão como árbitro no Porto-Sporting fez um trabalho profissional, com muito mérito, merece de facto o Dragão de Ouro. Nem que seja uma miniatura de 2 cms.

Rúben Amorim estragou-me um pouco esta rubrica. Anunciou já o onze e através dele percebe-se a intenção de, não comprometendo o modelo de jogo da equipa, pôr a jogar quem passou um pouco ao lado da temporada ou quem talvez pise pela última vez o relvado de Alvalade com a camisola do Sporting.

O problema é que do outro lado estará a equipa que, conjuntamente com o tal senhor João Pinheiro, se calhar futuro Dragão de Ouro e especialista de arbitragem d´O Jogo, talvez até dirigente do CA ao lado daquele ex-árbitro do Porto do tempo do Apito Dourado, irmão do árbitro Rui Costa, já me perdi... pois, o Santa Clara, que naquele jogo apitado por... Rui Costa? O mesmo? Não acredito...  que conseguiu expulsar o Daniel Bragança por vermelho directo, o que deve ter acontecido pela primeira vez na carreira do hiper-correcto rapaz, agora já me perdi completamente...

Bom, o Santa Clara que nos impôs a primeira derrota no campeonato desta época, no início de Janeiro, e que depois conseguimos derrotar com esforço na "Final Four" da Taça da Liga. Uma equipa que vale muito pelo seu contra-ataque rápido e objectivo, e pelas bolas paradas a cargo de Lincoln.

 

O onze anunciado por Rúben Amorim é o seguinte:

Virgínia; Neto, Coates e Gonçalo Inácio; Porro, Palhinha, Daniel Bragança e Nuno Santos; Sarabia, Tabata e Pedro Gonçalves

 

Virgínia vai ter a sua oportunidade de mostrar que poderá ser o sucessor de Adán na baliza do Sporting, coisa que até agora não conseguiu, nem sequer fazendo esquecer Luis Maximiano.

Daniel Bragança e Tabata vão também ter mais uma oportunidade de entrarem no onze inicial, foram muito poucas ao longo da temporada, e demonstrar que mereciam outras oportunidades.

Palhinha e Sarabia se calhar é mesmo para as despedidas, e com certeza quererão sair em grande.

Fico então a aguardar os vossos comentários relativamente ao jogo, e a sugestão de voltarem a amanhã a Alvalade para um último aplauso nesta época ao grande treinador Rúben Amorim, ao grande capitão Sebastián Coates e aos jogadores, alguns deles se calhar pela última vez com a camisola do Sporting.

 

#JogoAJogo

SL

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De ver a nossa equipa bater-se contra doze. Fomos ao Dragão arrancar o empate mais difícil e suado deste campeonato. Não por causa do poder de fogo do adversário - que perdeu ontem os primeiros dois pontos em casa - ou da sua superioridade técnica ou táctica, mas porque ficámos reduzidos a dez durante mais de 45 minutos, quase toda a segunda parte acrescida de 12 (!) minutos de tempo complementar. E enfrentámos doze: não apenas o onze portista, que se manteve incólume até ao apito final, como seria de esperar sobretudo em casa, mas também o inefável João Pinheiro, um dos mais incapazes e incompetentes árbitros portugueses.

 

De começar o clássico com eficácia máxima. Duas ocasiões de golo, ambas concretizadas antes do minuto 35. Em ataque rápido, muito bem organizado, com a bola de pé para pé, perante o descalabro da defensiva portista, que nos concedeu imenso espaço. Nós aproveitámos da melhor maneira. Balanço final: quatro remates, dois golos. Difícil conseguir melhor.

 

Dos nossos dois golos. Jogadas magistrais, que merecem ser revistas. O primeiro, aos 8', começa a ser construído com um magnífico passe longo de Esgaio lá atrás, junto à linha direita, cruzando para Matheus Reis no flanco oposto. O nosso ala esquerdo progride com ela e faz um cruzamento perfeito para a cabeça de Paulinho, que muito bem colocado, à ponta-de-lança, dispara de cabeça para o fundo das redes, inutilizando o esforço de Diogo Costa para a deter. O segundo, aos 34', merece ser inscrito em compêndios e revela como é competente o treino de Rúben Amorim nas sessões de trabalho em Alcochete: 42 segundos de puro futebol, com a bola a transitar de baliza a baliza sempre ao primeiro toque, com toda a equipa envolvida (14 toques no total). O desfecho foi assim: Matheus Nunes coloca-a em Matheus Reis (novamente ele), que a leva a sobrevoar a área portista para Sarabia, atento ao segundo poste, cruzar recuado e ali surgir Nuno Santos a encostar sem contemplações. Tudo bem feito. 

 

Do resultado ao intervalo. Vencíamos por 2-1 em casa do adversário. E convencíamos nesta partida em que nos colocámos em vantagem logo aos 8'. Quando os jogadores se dirigiam para o balneário tinham reduzido em três pontos a diferença face à equipa anfitriã, líder do campeonato.

 

De Adán. Uma vez mais, imprescindível. Se saímos com um ponto do Dragão, neste desafio de dez contra doze, em boa parte se deve ao nosso guarda-redes. Sem responsabilidade nos golos sofridos aos 38' e 78', fez uma defesa magistral a uma cabeçada de Grujic num dos últimos lances da partida, aos 90'+10, impedindo a vitória portista que seria totalmente injusta.

 

De Matheus Reis. Elejo-o como melhor em campo. Não apenas por ter intervenção directa - e fundamental - na construção dos nossos golos, e por ter sido competentíssimo nas duas posições em que actuou (foi lateral e central). Mas sobretudo pela garra e pelo brio revelados num dos estádios mais difíceis do País, sem se deixar condicionar pelos 45 mil espectadores que puxavam pela equipa da casa, nem pelas provocações do banco adversário, nem sequer pelo tendencioso desempenho do senhor de apito que inclinou o campo. Quando foi preciso cerrar fileiras e defender em desequilíbrio de forças, ele valeu por dois.

 

De Ugarte. Amorim apostou nele como médio de contenção em vez de Palhinha, desta vez fora do onze titular. Aposta ganha: o jovem internacional uruguaio bateu-se como um verdadeiro Leão no relvado portista. Vencendo vários duelos, recuperando a bola, nunca dando um lance por perdido. Já com Palhinha em jogo, a partir do minuto 55, formou com ele uma parede eficaz contra o ímpeto ofensivo do adversário que beneficiava de vantagem numérica. Saiu só aos 90'+2, exausto, dando lugar a Tabata. Dever cumprido.

 

De Matheus Nunes. Trabalho mais discreto do luso-brasileiro, mas não menos eficaz na elaboração da teia leonina no corredor central, sobrepondo-se com frequência aos adversários directos naquela zona do terreno. Fundamental no início da construção do segundo golo, obra-prima de organização colectiva.

 

De termos disputado o 27.º jogo seguido sempre a marcar. A última partida em que ficámos em branco foi o Borussia-Sporting, para a Liga dos Campeões, em 28 de Setembro.

 

De termos anulado a vantagem do FCP. Após este 2-2, o desempate será a nosso favor em caso de igualdade pontual no fim da Liga 2021/2022. No jogo da primeira mão, a turma azul e branca foi empatar 1-1 a Alvalade.

 

 

Não gostei

 

Do árbitro. João Pinheiro inaugurou novo método de apitar os jogos: primeiro exibe o cartão amarelo sem qualquer justificação, depois pede desculpa aos amarelados talvez para aliviar a má consciência. Teve influência directa não apenas no desfecho da partida como no caos disciplinar subsequente, num espectáculo lamentável que todo o País presenciou pelas imagens televisivas. Aos 27' mostrou amarelo a Coates na disputa de uma bola com Taremi em que o agredido foi o nosso capitão leonino, vítima de um pisão do iraniano, que escapou sem castigo. Sabendo que errara (e após pedir desculpa, sem retirar o cartão), Pinheiro volta a exibir o cartão ao uruguaio, expulsando-o aos 49'. Manifesta injustiça, delito de lesa-futebol. Viria também a amarelar Palhinha por falta inexistente, aos 71'. Se houvesse um mecanismo justo e sério de avaliação dos árbitros, este não voltava a apitar desafios da Liga principal até ao fim da época.

 

De termos jogado só com dez durante mais de metade do clássico. Devido à injustíssima expulsão de Coates, Amorim teve de organizar a equipa num 5-3-1 de emergência, fazendo sair Sarabia e reforçando o meio-campo defensivo com a inclusão de Palhinha. Aos 66', Neto substituiu Nuno Santos, regressando Matheus Reis à lateral esquerda. Do mal, o menos: deu para minimizar os estragos.

 

Do empate. Os portistas só por duas vezes conseguiram furar a nossa muralha defensiva. Infelizmente para nós, foi quanto bastou para perdermos dois pontos no Dragão. E mantermos assim a distância de seis face à turma anfitriã. Estamos agora dependentes de duas derrotas - ou de três empates - do FCP para conquistarmos o bicampeonato. Não é impossível, mas tornou-se mais difícil. E não podemos voltar a ter percalços, como aconteceu com as derrotas sofridas contra Santa Clara e Braga.

 

De não termos contado com Porro e Pedro Gonçalves. Ficaram preservados para o próximo embate do campeonato, a recepção ao Estoril. Males que vieram por bem. E há que reconhecer: Esgaio e Nuno Santos foram substitutos à altura, dando boa conta do recado.

 

De vermos mais de meia equipa excluída do próximo desafio. Coates, Tabata e Palhinha por expulsões (os médios já no sururu que se seguiu ao jogo), Esgaio por ter visto o quinto amarelo e provavelmente Nuno Santos e Matheus Reis por alegado "comportamento antidesportivo" (um disse um palavrão e outro fez um gesto obsceno, coisas jamais vistas em estádios de futebol). Pelo menos estes. Falta saber como estarão os restantes jogadores no capítulo físico. 

 

Do péssimo final do jogo. Simplesmente vergonhoso. E totalmente inaceitável, até com agressões de elementos da estrutura portista a jogadores do Sporting. O "dragão" no seu pior: merecia ser interditado se houvesse coragem para enfrentar esta gente ao nível da justiça desportiva portuguesa. Mas não há, como bem disse Frederico Varandas nas desassombradas palavras que proferiu depois do jogo, sujeitando-se ele próprio a ser agredido por aquela turba sempre impune.

O dia seguinte

Uma autêntica vergonha o que se passou no Dragão, um Sporting que se preocupou em jogar futebol, marcou dois golos e foi superior ao Porto em 11 contra 11, um Porto que misturou futebol com cenas canalhas, jogadores e banco, sempre a tentar cavar faltas e amarelos, e um árbitro comprometido que teve uma actuação incompetente e cobarde e que inclinou o campo a favor da equipa da casa.

Tudo começou no amarelo mal mostrado a Matheus Reis apenas pela berraria do banco do Porto ali ao lado, continuou pelo amarelo a Coates num lance em que o Taremi se atira para cima dele, como se atirou para cima de Feddal no segundo golo.

Ao intervalo o Sporting estava justamente a ganhar por 2-1 (duas grandes jogadas do lado do Sporting, um grande pontapé do lado do Porto) mas adivinhava-se o que aconteceu logo a seguir. Num lance duvidoso em que o avançado do Porto desiste da jogada e deixa-se cair, o árbitro mostra o segundo amarelo e expulsa Coates. Completamente cobarde a actuação de João Pinheiro, que pelos vistos andou a pedir desculpa ao intervalo pelo primeiro amarelo (lance em que o VAR não pode intervir) e expulsa Coates por segundo amarelo (em que o VAR também não pode intervir).

Em 11 contra 10, enfim, o Porto foi superior ao Sporting, empurrando a nossa equipa para trás e criando confusões sucessivas junto à nossa área. Dum grande centro do melhor jogador do Porto nasceu o segundo golo do Porto (já anularam um golo a Coates por muito menos do que fez o Taremi), no pressing final foi preciso um grande Sporting e um grande Adán para manter o empate.

Depois foi a canalhice final. Escumalha credenciada pelo Porto dentro do campo a tentar e mesmo a agredir jogadores do Sporting. Com um árbitro completamente perdido, um alheamento completo das forças policiais, e jogadores do Porto como Otávio, Pepe e Marchesin completamente descontrolados.

 

O nosso presidente Frederico Varandas fez muitíssimo bem em dizer o que disse, e só pecou por defeito. Parece que depois disso, de acordo com a CMTV, foi emboscado por Vítor Baía e Rui Cerqueira, viu o telemóvel a voar das mãos e teve de sair escoltado do Dragão. 

Não sei que onze vamos poder fazer alinhar no próximo jogo da Liga, mas sei que Porto e árbitro fizeram de tudo e não conseguiram derrotar-nos. Seguimos com 6 pontos a menos, mas seguimos bem mais fortes. 

Grande jogo de todos mas muito em particular de Adán e Ugarte.  

 

#JogoAJogo

SL

 

... E dizem que é o melhor árbitro português...

Um desafio exemplar

A arbitragem de João Pinheiro foi excelente. Deu uma imagem perfeita do que é o futebol português e do que é disputar um jogo nas Antas. As imagens são explícitas e indesmentíveis. Pinheiro, sintomaticamente avaliado como o melhor árbitro português, merece comenda no 10 de Junho pela patriótica franqueza demonstrada durante o desafio, pois nunca escondeu ao que ia nem se resguardou em meias tintas e com diligente sentido de responsabilidade acatou a pressão a que foi sujeito, não só no estádio como nas secretarias.

A merecer crítica só a Segurança Social ou a Polícia Judiciária que permitem um comprovado psicopata como Pepe andar sem restrição em público em vez de o restringirem e acompanharem clinicamente. 

Quanto aos jogadores do Sporting há felizmente a registar que saíram de campo com todos os dentes e sem ossos quebrados o que, dada a provação sofrida, não é um mau resultado.

O clássico assassinado

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O jogo Paços de Ferreira-Braga contou com um ingrediente inédito: foi arbitrado por um francês, no âmbito de um protocolo estabelecido entre a Federação Portuguesa de Futebol e a sua congénere gaulesa.

Willy Delajod: assim se chama o chefe da equipa de arbitragem desse desafio, que terminou empatado a zero.

Ao abrigo do mesmo protocolo, a FPF enviou para França o árbitro Luís Godinho. Que apitou o Bordéus-Lens (1-2), com videoarbitragem de Bruno Esteves. Um desafio que terminou envolto em polémica: os adeptos da equipa visitada acusam Godinho de ter inventado o penálti que permitiu a vitória dos visitantes.

É absolutamente incompreensível a escolha do juiz francês para o irrelevante jogo em Paços de Ferreira na mesma jornada em que se disputou o primeiro dos seis clássicos da Liga 2021/2022. Com miserável arbitragem de Nuno Almeida, um apitador que já devia estar reformado pois atingiu a data limite para o exercício da actividade na temporada anterior mas acabou repescado para esta época.

A pergunta tem de ser feita: por que motivo não foi escolhido o árbitro francês para apitar o Sporting-FC Porto?

 

O senhor Almeida, "coadjuvado" pelo inefável João Pinheiro na vídeo-arbitragem, assassinou o clássico desde o apito inicial. Com três cartões exibidos em menos de quatro minutos e 40 faltas assinaladas ao longo de toda a partida. Em total antítese com os critérios adoptados no recente Campeonato da Europa e contrariando as próprias recomendações dos responsáveis da arbitragem portuguesa, aconselhando menos interrupções de jogo no nosso campeonato, o oitavo com mais faltas em 35 Ligas europeias.

Como assinalava ontem Daniel Sá no Record, «raramente conseguimos assistir a mais de um minuto de futebol contínuo» neste primeiro clássico da temporada. O que só acelera o desinteresse das novas gerações pela modalidade: em vez de um jogo, há meio-jogo.

«Os 90 minutos de futebol de 40 faltas serão cada vez menos apelativos para o público em geral», acentuando a tendência para só ver resumos em vez da transmissões integrais das partidas. Com a queda de receitas daí decorrente.

 

Árbitros como Nuno Almeida conseguem o inimaginável noutras épocas, não muito recuadas: hoje o tempo de jogo médio na Liga portuguesa resume-se a 49 minutos. Com mais um terço de faltas do que na Premier League. 

Temos o pior campeonato em tempo útil, faltas, paragens - e golos. E um lamentável recorde: ninguém apita mais faltas na Europa do que o nosso conhecido Fábio Veríssimo.

Puseram o senhor francês a apitar o Paços de Ferreira-Braga para quê?

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