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És a nossa Fé!

Uma quadra de Aleixo

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No Governo Sombra deste fim-de-semana, quatro benfiquistas falavam acerca de um quinto benfiquista, dizia João Miguel Tavares: "não é por ser populista que é bom, Aleixo é um poeta popular mas não quer dizer que seja um poeta".

Eu gosto de António Aleixo.

Gosto da poesia de António Aleixo.

Gosto de quem coloca o dedo na ferida.

Gostaria que existisse um esclarecimento sobre os telefonemas que Rúben Amorim referiu, ocorreram ou não?

É algo fácil de provar.

Gostaria, também, que a decisão de punir ou não punir João Mário fosse tomada da seguinte forma; não se pune e está tudo bem, é castigado com um jogo que deverá ser cumprido num prazo igual aos jogos já disputados desde o "crime".

Concretizo, o delito de opinião ocorreu no Famalicão vs. Sporting, desde aí o Sporting disputou cinco partidas, pode, portanto, o clube escolher em qual das cinco partidas, após o castigo ser conhecido, a pena será cumprida.

Não houve pressa em castigar não deverá haver pressa no cumprimento do hipotético castigo ou será que está tudo a ser feito para o castigo sair e ter de ser cumprido no jogo com o Benfica?

Estaremos cá para ver.

Racismo em duas rodas

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A actual África do Sul será um país racista?

A equipa de ciclismo sul-africana (na imagem) que se apresentou na Volta à França deste ano não tinha nenhum ciclista negro.

O pelotão inteiro da Volta à França não tinha nenhum ciclista negro (não verifiquei com detalhe). Será racismo?

Na minha opinião nem tudo no desporto é racismo. A propósito do postal de Pedro Correia, eu, também, me lembro das duas selecções alemãs sem jogadores negros, a sociedade alemã dos anos oitenta seria mais racista que a actual?

Os russos são racistas?

Sim, não há um único negro nos onze da selecção que entram em campo para futebolar.

Não, claro que não, nos cinco da selecção que entram no pavilhão para futsalar, muitas vezes, dois são negros.

O racismo é um tema importante na sociedade em geral mas, infelizmente, algumas vezes levado ao exagero no desporto, especialmente, no futebol, o exemplo de Bernardo Silva é paradigmático.

Fazendo um pouco de humor, se João Mário apanhar algum castigo serei o primeiro a vir para rua gritar:

"Racistas! 25 de Abril sempre! Racismo, nunca mais!"

A voz do leitor

«Espero que se o João Mário tiver que se sentar no banco Amorim tenha coragem para uma decisão dessas. Não gostava nada de ver um João Mário, que vem com estatuto de vedeta, com lugar cativo na equipa por esse motivo, e assim tirar o lugar a um dos novos, com mais agressividade e sangue na guelra. Apesar de reconhecer que o João Mário é um tecnicista, joga com pezinhos de veludo e não tem golo. Ora, o nosso meio-campo precisa de gente com intensidade e boa meia distância. É preciso começar a marcar golos fora da área.»

 

AHR, neste texto do Luís Lisboa

Um passeio em Alvalade

Foi uma noite tranquila que tivemos ontem em Alvalade, contra um adversário que se espalhou pelo terreno todo libertando o talento dos nossos jovens, os lances de golo foram-se sucedendo, a falta de pontaria dos nossos e o engenho ou a sorte do guarda-redes deles ditaram o resultado final. A Bola conta 21 remates enquadrados do Sporting contra um do adversário. Tratou-se dum Tondela tenrinho, bem diferente para pior daqueles de Petit, Pepa ou do espanhol do ano passado que nos roubaram pontos preciosos, desde logo com aquele golo a cair do pano em Alvalade no primeiro ano de Jorge Jesus que deu o empate.

Teríamos sido campeões com esses dois pontos.

 

Mas também fizemos por isso. Rúben Amorim acudiu às nossas preces e voltámos a ter ponta de lança.

Numa simulação Sporar começou por dar o golo a marcar a Pedro Gonçalves que falhou na cara do guarda-redes, esteve no seu sítio no 1.º golo, se calhar teria sido penálti se o Pedro não tivesse marcado, assistiu para o 2.º, marcou o 4.º. Ainda falhou um golo que não devia falhar, mas lutou muito e foi a referência atacante que faltava. João Mário voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate), Tiago Tomás foi um operário muito útil na faixa direita, e Pedro Gonçalves (a melhor aquisição do Sporting depois de Bruno Fernandes?) mais uma vez fez a diferença.

 

Todos os outros estiveram mais ou menos bem, Porro e Palhinha mesmo muito bem, e os três defesas cumpriram a sua missão,  Coates conseguiu mesmo provocar o fora de jogo que evitou o golo contra.

Até nas bolas paradas estivemos bem, criando perigo nessas situações com Coates a falhar o alvo por muito pouco numa delas. Onde continuamos a não estar bem é nos remates de longe, ou por falta de sorte, ou de treino, ou de jeito ou doutra coisa qualquer.

Uma palavra para a arbitragem, sóbria e competente, nos antípodas dos artistas de apito na boca que sempre nos enviam. Nada a dizer sobre os amarelos. Completamente escusados nos casos de Matheus Nunes e Nuno Santos.

 

Enfim, há dias assim, têm sido é muito poucos. Aproveitemos o momento, mas não nos esqueçamos que o caminho é longo e difícil, a começar pelo Guimarães. E o Braga continua próximo.

2.ª feira, 2 de Novembro de 2020: o Sporting a liderar  a 1.ª Liga. Quem diria?

SL

Soube a pouco

Desculpem lá mas este resultado contra o Tondela foi escandaloso. Podia e devia ter sido 8 ou 9 a zero, pelo menos. 

Sporar, que foi maravilhoso nas 3 assistências que fez a Pedro Gonçalves, a primeira bastando abrir as pernas deixando-lhe a bola limpa e a baliza escancarada para Pote falhar, não pode desperdiçar tantas oportunidades e até o golo que acabou por marcar foi às 3 pancadas. João Mário, formidável de lucidez e visão como maestro, não pode atirar tantos remates para a cadeira 17 da fila 21 do topo norte.

O Tondela, fosse por uma táctica aparvalhada fosse por desmembramento provocado pelo carrossel sportinguista, ficou tão escachado como um peru de Natal - fizemos o que nos apeteceu dele. Aquilo por volta do minuto 60' já não era futebol, era matrecos, com tiro atrás de tiro ao boneco. Lembrava o BrasilxAlemanha do mundial de 2014.

Este é o melhor Sporting dos últimos 5 anos, mesmo com jogadores que aparentemente chegaram ao limite das suas capacidades como Jovane ou Matheus (comparável à homeopatia: gosta-se dele por crença não por prova) e um TT que ainda está aquém da média do colectivo (mas a este tudo se perdoa, pois se não jogar não evoluirá como promete.)

A diferença que um Palhinha faz: por ali não passa nada, ali tudo começa. E a surpresa que Nuno Santos é: parecia ter vindo para ser suplente e conquistou o lugar de maneira indiscutível, mesmo que só jogue 20'.

Por fim comprova-se que ser sportinguista é mesmo maldição: agora que daria tanto gozo ir aos jogos é quando não podemos.

Bem-vindo, João Mário

Foi a melhor notícia para os sportinguistas nesta recta final do mercado de transferências: João Mário regressa ao Sporting. Vem por empréstimo do Inter, que lhe pagará parte do salário até ao final da temporada. 

«Quis sempre voltar onde me sinto bem e onde fui feliz e onde quero voltar a ser. É uma grande honra voltar a esta casa», disse o jogador à Sporting TV, logo após a formalização do seu ingresso no plantel leonino.

 

Aproveito para lembrar o que aqui escrevi sobre ele quando vestia de verde-e-branco, em dois inesquecíveis clássicos que vencemos e em que convencemos - o primeiro na Luz, o segundo no Dragão.

 

25 de Outubro de 2015 (Benfica, 0 - Sporting, 3): 

«Boa parte do êxito do Sporting tem a ver com o desempenho deste jovem médio, que Jesus voltou a colocar na posição em que mais rende: junto à ala direita, como falso extremo, apoiando o ataque com sucessivas incursões para o eixo do terreno. Pondo a render a sua qualidade técnica, manteve a defesa encarnada continuamente em sentido com estes movimentos rápidos. Para mim foi o melhor em campo.»

 

30 de Abril de 2016 (FC Porto, 1 - Sporting, 3):

«Exibição superlativa, coroada com duas assistências para golo - aos 23', servindo Slimani com um cruzamento perfeito, e aos 85', lançando Bruno César com sucesso. Podia ter marcado logo aos 5'. Próximo da perfeição.»

 

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Aos 27 anos, João Mário regressa a um lugar onde já foi feliz. E em que soube fazer-nos felizes enquanto adeptos do excelente futebol a que nos habituou.

Vem na idade certa. Para incutir experiência num plantel muito jovem e constituir uma evidente mais-valia no onze titular ao serviço de um emblema que bem conhece, na casa onde nasceu para o futebol. Aureolado com o título de campeão europeu da modalidade, conquistado na histórica campanha de 2016 em França, mas com a modéstia que sempre lhe conhecemos, sem deslumbramentos de qualquer espécie.

 

Bem-vindo de volta, caríssimo João Mário.

Todos esperamos que se concretize o teu sonho: mereces ser feliz no clube que nunca deixou de estar no teu coração.

Adrien, Cédric, João Mário, Slimani, Veloso

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A SAD do Sporting, segundo notícias credíveis, está apostada em trazer de regresso a Alvalade pelo menos dois deste grupo de cinco jogadores: Adrien, Cédric, João Mário, Miguel Veloso e Slimani. Três dos quais, como sabemos, são campeões europeus em título.

Gostava de saber o que pensam destes eventuais regressos.

João Mário e Bruno Fernandes em foco

Bruno Fernandes deu na noite de ontem o primeiro passo para chegar ao Mundial de 2018 na Rússia: teve uma estreia promissora na selecção nacional A, num jogo em Viseu em que derrotámos a Arábia Saudita por 3-0. Nada que admire: surge na sequência das suas boas prestações na selecção sub-21, em que chegou a ser capitão.

Destaque também, neste desafio particular de ontem, para as exibições do regressado Manuel Fernandes (marcador do primeiro golo e também presença muito provável no próximo Mundial), Ricardo Pereira, Gonçalo Guedes e sobretudo do "nosso" João Mário, autor do mais espectacular golo desta vitória, o terceiro, fuzilando a baliza saudita com um forte pontapé de meia-distância, com assistência de Gelson Martins. E ainda mandou uma bola ao poste neste jogo, em que se estreou como capitão do onze nacional.

Ao observá-lo ontem no Fontelo senti saudades do João Mário vestido de verde e branco. Gostava muito de voltar a vê-lo no Sporting.

Rapidamente e em força

A conversa da arbitragem é areia para os olhos. Não estavam habituados à normalidade de o Sporting ganhar clássicos. Pois é melhor habituarem-se. Rui Vitória, Nuno Espírito Santo, Casillas são verdadeiros gentlemen, na conversa habitual do comentário desportivo. Mas a verdade é que mal perdem (ou empatam) um jogo transformam-se em versões bem-falantes de José Mota, jorrando culpas para cima do árbitro. À terceira jornada, já vai um chinfrim sobre os árbitros que não acaba. E os calimeros somos nós.

 

O Porto perdeu porque não dá para mais. Começaram melhor, mas porque usaram uma táctica que ninguém aguenta 90 minutos contra equipas grandes: a pressão alta (altíssima). Toda a gente fala dos passes falhados do Sporting nessa altura. Não foram falhados. Foram interceptados pelos jogadores do Porto, que não deixavam o Sporting jogar. Pois, a pressão alta é muito gira, mas dá cabo do corpinho. Foi uma táctica tão boa no curto-prazo quanto péssima no longo-prazo. À meia hora de jogo estavam rebentados, tanto mais que já tinham feito uma coisa do género contra a Roma na terça-feira. Tal como no jogo com a Roma, ao fim de 20 minutos começaram a defender cá atrás e o Sporting começou a mandar. O Sporting joga melhor, tem mais rotinas. O Porto não tem. Os golos foram naturais e podiam ter sido mais, sobretudo na segunda parte. Na segunda parte, aliás, os jogadores do Porto não podiam com uma gata pelo rabo. Foi por causa disto, e duns jeitinhos que o Jesus deu no meio-campo, que perderam. Não foi por causa do árbitro.

 

Siga para bingo, que o pior está para vir: João Mário foi-se, Slimani foi-se e diz que Adrien também está a caminho. Jesus, agora é que é preciso mostrares o que vales: terás de montar um meio-campo novinho. Rapidamente e em força.

A mais valiosa transferência de sempre

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Já confirmado oficialmente: João Mário vai ser jogador do Inter, com um contrato de cinco anos. Consuma-se assim a mais valiosa transferência de sempre de um jogador português a actuar no nosso campeonato. João Mário Eduardo, um dos indiscutíveis valores forjados na Academia leonina, campeão europeu de futebol, transfere-se aos 23 anos para o histórico clube italiano por 45 milhões de euros - incluindo cinco milhões por objectivos.

Deixando a grande distância aquela que era até agora a mais proveitosa venda do Sporting: a de Nani, em 2007, por 26,5 milhões.

 

Gostaria que João Mário - que permaneceu 14 anos de verde e branco, desde as nossas escolinhas infantis - tivesse continuado em Alvalade. Mas reconheço que esta transferência ocorre nas melhores circunstâncias para as duas partes - jogador e clube. Terminou o tempo em que a Academia leonina formava jogadores e via-os partir demasiado cedo, quase sempre por tuta e meia, sem lucrar com eles nem no plano financeiro nem no plano desportivo.

Enfim, um monumental golo marcado por Bruno de Carvalho, que continua a defender com profissionalismo e competência os interesses do Sporting Clube de Portugal. Ao invés da gestão de Godinho Lopes, que em 2012 vendeu irresponsavelmente 25% do passe de João Mário por 400 mil euros a um fundo de investimento. A troco de tão modesta quantia, e sem nada ter feito de relevante pelo jogador, esse fundo prepara-se agora para empochar 11,25 milhões - como se lhe saísse o totoloto e o euromilhões ao mesmo tempo, graças aos préstimos da anterior direcção, que tanto fez para afundar o Sporting.

 

Boa sorte, João Mário: bem a mereces. Continuarás a ser Leão de corpo e alma.

As pérolas vão, a Academia fica.

Hoje termina o percurso do João Mário de Leão ao peito. Na época 2013/2014, esteve emprestado ao Vitória de Setúbal. em boa hora fiz notar no dia 9 de Março de 2014 que "além de observar os nossos onze leões e torcer por eles, vou estar atento a uma pérola da Academia, o nosso João Mário. Dotado de uma técnica de passe impressionante, uma capacidade de temporizar o jogo, de pensá-lo, está alí um futuro patrão do meio campo ofensivo." Não estava enganado.

Depois desta época, seguiram-se duas de pura magia nos nossos relvados. E sempre, sempre com um garra inquestionável. E claro, a classe que está no seu ADN de jogador. Não minto, vou ter saudades. Ainda hoje, junto de um amigo, recordei aquela recepção magnifica que deu o primeiro golo do Sporting no Estádio do Dragão a época passada. E como esse podia recordar tantos pormenores que teve em Alvalade, fazendo levantar-me e comentar para o lado num típico "viste aquilo que ele acabou de fazer" - completamente eufórico. Saudade, é o último sentimento que o João Mário vai deixar em mim. Mais uma pérola da nossa Academia que parte para outro campeonato, para despertar em outros adeptos aquilo que fez connosco. Mais um exemplo que deve ficar afixado, numa imagem bem grande, nas paredes da nossa Academia. Respeitou sempre os adeptos, o clube, a instituição. Não deixou de treinar, não deixou de jogar. Chama-se formar Homens jogadores, tantas vezes na linguagem do Aurélio Pereira - como o tipo de jogador que o Sporting procura e quer fazer.

Saiu Homem. Saiu um grande jogador de futebol e campeão Europeu.

Desejo o maior dos sucessos desportivos ao João Mário. Que volte quando achar ser altura de reencontrar-nos. E nessa altura espero que também ele tenha uma fotografia do lado do Figo e do Ronaldo.

 

Mais uma pérola que vai. A Academia, essa fica. Sempre pronta a revelar novos talentos ao mundo do Futebol!

(Importa ainda dizer que o Presidente Bruno de Carvalho cumpriu o prometido. Deixou o jogador sair pelo seu valor. Tantos outros que saíram pela porta do cavalo por meia dúzia de tostões. Aqui nota-se a diferença de gestão, é apenas mais um detalhe.) 

William insatisfeito e João Mário a aprender italiano?

Hoje de manhã, ao ver as imagens publicadas na página oficial de Facebook do Sporting, referentes ao primeiro treino do nosso mais recente reforço, Joel Campbell, fiquei bastante preocupado por 2 motivos. E muito sinceramente até estranho os jornais não terem pegado nisto.

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Ora vejam só o ar de poucos amigos de William Carvalho. Pelas caras fechadas que se vêem na fotografia, o ambiente não deve ser o melhor.

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Estará João Mário já a preparar a sua ida para o Inter, aprendendo italiano com Schelotto?

PS: Peço desculpa por este estúpido exercício de recreação, mas foi só para saber o que sentem alguns jornalistas, quando inventam determinadas notícias que podemos encontrar em certos jornais ou programas televisivos.

Loja dos trezentos

Vinte e cinco por cento do passe de João Mário  pertence a um fundo de investimento, pomposamente intitulado Quality Football Ireland Limited (QFIL). Esta percentagem foi alienada em 2012, durante o mandato de Godinho Lopes à frente do Sporting, pela módica quantia de 400 mil euros - avaliando portanto um dos mais promissores talentos da formação leonina num montante totalmente dissociado do seu valor real, como os factos não tardaram a demonstrar: 1,6 milhões de euros. Num tempo em que o nosso clube era visto como uma espécie de loja dos trezentos: as cláusulas de rescisão estavam fixadas em valores ridículos e até jogadores dos escalões da formação já tinham os respectivos passes em poder de entidades alheias ao Sporting.

Garantem alguns saudosistas do croquete que isto não era gestão danosa. Não sei então que nome lhe chamar.

Cada vez mais longe do abismo

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 Foto A Bola

 

O chamado  "caso" João Mário - primeira telenovela da estação pateta do nosso jornalismo futebolístico, que vai abrir caminho a várias outras - acaba por constituir uma homenagem involuntária ao espírito combativo de Bruno de Carvalho por parte dos seus detractores.

Ao assumir a liderança do Sporting, em Março de 2013, o actual presidente leonino cortou radicalmente com péssimos hábitos instalados no clube - sobretudo ao nível da gestão dos seus principais activos, que são os jogadores.

Antes dele foi possível que um dos melhores defesas da nossa formação, Daniel Carriço, acabasse transferido por meros 750 mil euros, quando já era capitão da equipa. Hoje é um profissional cotado no campeonato espanhol, com duas Ligas Europas no seu currículo.

Antes dele foi possível outro grande defesa formado no Sporting, Eric Dier, ter um contrato de tal maneira lesivo para os interesses do nosso clube que encorajava qualquer agremiação inglesa a resgatá-lo por meros cinco milhões de euros. Assim sucedeu, com o Tottenham: Dier é hoje titular da selecção inglesa.

O Sporting, que foi sempre um clube formador por excelência, raras vezes colheu os frutos devidos dessa formação. Nenhum de nós esquece o que aconteceu com a venda de Cristiano Ronaldo, em 2003: aquele que viria a ser o melhor jogador do mundo foi despachado com apenas 18 anos, rendendo só  8,2 milhões de euros aos cofres leoninos. A pressa em vê-lo longe de Alvalade, por parte dos dirigentes da altura, foi imperdoável. Quase criminosa.

 

Bruno de Carvalho pôs fim a esta negligência lesiva dos nossos interesses. Actualizou salários, readquiriu passes dos jogadores, renovou contratos (o de João Mário teve a primeira actualização logo em Julho de 2013, quatro meses após a posse do presidente), subiu cláusulas de rescisão. Não voltará a repetir-se uma situação como a que nos levou a ficar privados do talento de Eric Dier após termos investido nele onze anos de formação.

Lembro-me bem do gozo generalizado de que foi alvo o presidente ao elevar as cláusulas a cada revisão contratual. Hoje os nossos principais rivais praticammesma política, sem que haja ninguém a gozá-los. Percebe-se porquê: isto defende os interesses de qualquer clube, por mais que possa desagradar a determinados empresários e a uma certa camada de agentes intermédios, pertencentes a uma clique parasitária que ambiciona enriquecer à custa do suor alheio.

 

Com João Mário, tal como sucedeu com outros jogadores de inegável valia, Bruno de Carvalho agiu com astúcia negocial mas de forma transparente, procurando acima de tudo defender o interesse do Sporting.

Antevendo as boas prestações do jogador na Liga 2015/16 e no Campeonato da Europa, o presidente actualizou o salário do nosso médio criativo e propôs-lhe a celebração de um novo contrato, prontamente aceite há menos de um ano. Um contrato que vincula até 2020 João Mário ao clube que o formou e fixa uma cláusula de rescisão inteiramente adequada ao seu valor. Nada mais natural, tratando-se daquele que é talvez o melhor activo do futebol leonino.

Na altura isto não suscitou o menor protesto por parte das virgens ofendidas que agora pululam por aí.

 

Dizem as notícias mais recentes que o empresário de João Mário terá recebido propostas de aquisição do jogador por parte de quatro dos maiores clubes europeus, oscilando entre 35 milhões e 40 milhões de euros. Sem perceberem, estes jornais vão prestando tributo à gestão de um presidente que tem conseguido valorizar como nunca os jogadores. Basta lembrar que há dois anos, sem acesso à equipa principal e pouco utilizado na equipa B, João Mário jogava por empréstimo no Vitória de Setúbal. Hoje é conhecido na elite do futebol europeu.

De que outro profissional do Sporting se podia dizer o mesmo antes de Março de 2013, quando seguíamos em décimo lugar no campeonato, não ganhávamos um só título interno desde 2008, havia cinco anos que permanecíamos fora do acesso à Liga dos Campeões e vendíamos jogadores ao desbarato - de  Matías FernándezRicky von Wolfswinkel - para cumprir elementares operações de tesouraria?

 

Hoje, apesar de continuarmos a honrar a pesada dívida que as gestões anteriores contraíram perante a banca, temos liquidez suficiente para recusar novas saídas de jogadores a preço de saldo, por mais que isso nos mantivesse nas boas graças dos empresários que só ambicionam somar milhões às suas contas bancárias.

Deixámos de estar com a corda na garganta, deixámos de agir em função do desespero de circunstância. A larga maioria dos passes dos nossos jogadores regressou à titularidade do Sporting. As renovações contratuais voltaram a defender os interesses do clube, sublinhando a nossa capacidade formadora, e beneficiaram igualmente os profissionais do futebol que servem da melhor maneira a instituição.

 

Hoje temos quatro futebolistas titulares da selecção que acaba de conquistar o cobiçado título de campeã da Europa.

Óptima notícia para os jogadores, cada vez mais valorizados - os “aurélios”, como orgulhosamente lhes chamamos em justa homenagem a esse grande descobridor de talentos que é o nosso Aurélio Pereira.

Óptima notícia para o Sporting, que vê reconhecida como nunca a sua excelência formadora e enriquecido o seu magnífico património humano.

Óptima notícia para todos nós, sócios e adeptos. Por vermos o clube bem gerido, a formação a produzir mais e melhores frutos e os patamares de exigência elevados como nunca.

 

Esperamos que seja uma via sem retorno. Para tornar cada vez mais distante aquele passado recente que nos deixou à beira do abismo.

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