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És a nossa Fé!

Matheus Nunes, Daniel Bragança, Tabata

Texto de David Rodrigues

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Posso estar enganado, mas a posição do jogador que irá jogar ao lado do Palhinha não é bem a do tradicional 8. Será uma mistura de 8 com 10.

Um verdadeiro box-to-box com golo. Que ligue a equipa, o maestro da equipa.

 

Nem Palhinha é um verdadeiro 6 neste sistema de jogo. A posição 6 começa a ser feita pelo defesa central do meio.

Palhinha também tem liberdade para ligar a equipa e tentar o golo.

Ou seja, neste sistema de jogo cada posição é feita por dois jogadores. Ou, visto outra forma, cada jogador faz mais do que uma posição dentro do campo de jogo. A razão da preferência de jogadores polivalentes por Rúben Amorim.

 

Na época 2015/16 tínhamos:
6 - William Carvalho
8 - Adrien Silva
10 - João Mário

O meio-campo da seleção campeã da europa.

 

João Mário foi um excelente jogador na época passada. Só tinha um problema: não tinha velocidade nas pernas para fazer o papel de 8. Mas tem pantufas e inteligência para perfumar o futebol paciente. E tinha a sorte de ter Palhinha que fazia, também, a parte das funções dele libertando-o.

Na sua nova equipa, ou o reforço francês permite-lhe ter a mesma capacidade no sistema de três centrais, ou caso contrário, Jorge Jesus comprou lenha para se queimar, pois tem que jogar em 4-4-2, e apenas neste sistema táctico, para tirar o máximo rendimento do jogador.

 

Daniel Bragança é um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8.

Rúben Amorim tentou variar o sistema tático, usando um 3-5-2, com Daniel Bragança a 10. O resultado não foi muito famoso.

Daniel Bragança vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.

 

Palhinha não tem substituto no Sporting.

Ugarte é um misto de 6 e 8 raçudo e bom tecnicamente. A ser contratado, permite dar fôlego e descanso a Palhinha; e nos jogos com adversários fortes fazer dupla com ele.

Matheus Nunes, se se libertar ainda mais, será um box-to-box de altíssimo quilate com golo nos pés. Não pode falhar tantos passes, como em alguns jogos o fez.

Tabata é um bocado incógnita. Tem muito golo nos pés e é tecnicamente desinibido também. Terá a raça e o poder de choque do Matheus Nunes?

 

O tempo responderá e é nos treinos, em função das características do adversário, das lesões, da forma, e dos castigos, que será dada resposta.

 

Texto do leitor David Rodrigues, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Neste momento o valor económico do João Mário está ajustado ao seu valor desportivo. O mercado regulou. O João Mário vale 7 milhões e nunca 40 milhões. Por isso, este foi o maior negócio da história do Sporting. Posto isto, e admitindo que o João Mário vale de facto 7 milhões, impunha—se ao Sporting decidir se valeria a pena avançar para o João Mário. Pelo que disse, acho que não. Acho que o Sporting tem jogadores jovens que podem desempenhar o papel do João Mário, para melhor. Por esta razão dou os meus parabéns à Direcção pela coragem desta decisão. Deixou-se de sentimentalismos e tomou a decisão certa quanto a mim — não avançar para o João Mário.»

 

AHR, neste texto do Francisco Almeida Leite

Prefiro assim

Sou absolutamente contra a introdução de cláusulas anti-rivais nos contratos de profissionais de futebol. Algo de que agora novamente tanto se fala a propósito da ida de João Mário do Inter para o Benfica. 

Explico porquê. Se estas cláusulas vigorassem, não teríamos contado com vários jogadores que actuaram no Benfica e no FC Porto antes de se sagrarem campeões no Sporting. Lembro alguns: Rui Jordão, Artur Correia, Eurico Gomes, João Vieira Pinto, Rui Jorge, Mário Jardel, Paulo Bento, Nuno Santos.

Não sei qual é a vossa opinião, mas eu prefiro assim. 

A voz do leitor

«Ninguém deve nada a ninguém. Sempre fui um admirador do João Mário e não é agora que deixarei de ser. Felicidades, nos treinos e nos jogos amigáveis. Uma coisa é certa: o SCP não mexeu uma palha para ficar com o jogador. O que me leva a crer que não seria uma prioridade para Rúben Amorim e será uma oportunidade para Daniel Bragança crescer ainda mais. Os jogadores passam, só o leão será eterno.»

 

Romão, neste meu texto

Mural das indignações

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Abro este espaço aos leitores. Para dizerem tudo quanto pensam sobre João Mário. Uma espécie de mural das lamentações. Ou das indignações.

Sintam-se à vontade: todas as opiniões serão permitidas. Desde que não contenham expressões injuriosas ou difamatórias, como é de regra aqui.

Reservo-me naturalmente no direito de também participar no debate, se assim o entender.

Diz-me com quem andas…

… dir-te-ei quem és!, diz, sabiamente, o povo.

 

Eis uma frase que, olhando para o que se passa no clube nosso rival, podemos aplicar ao jogador João Mário, que assinou contrato com esse clube.

Que faça boa viagem, é o meu desjo, sabendo que, pelas palavras de um ilustre benfiquista, será na companhia de uma pessoa que é uma destas três coisas, duas ou, quiçá, a totalidade das três:

Cúmplice, conivente ou totó. Pode um totó dirigir o Benfica? Não recomendo Rui Costa e toda a direção que esteve ao lado de Vieira

"As atitudes ficam com quem as pratica", e nós, sportinguistas, não as esquecemos!

 

Boa viagem e muito obrigado pelo contributo em podermos ser novamente campeões.

Proscrito

Cereja no topo do bolo? Apresentar-se aos adeptos do seu actual clube sem uma palavra de despedida para os do Sporting Clube de Portugal. Como se nós, os adeptos, fossemos a Direcção e não lhe merecessemos um tratamento diferenciado.

Que de cada vez que se cruze em campo com os jogadores do Sporting Clube de Portugal, a qualidade de jogo e o brio irrepreensível destes últimos aniquilem por completo as suas jogadas. Sem colinho, frutas, vouchers, jogadas no subsolo ou algo mais que não seja: jogar limpo e ter orgulho nisso.

Não é, claramente, para todos. 

Fraude

O "caso João Mário" é um exemplo acabado de fraude. A direção de Varandas tem feito quase tudo bem nos últimos tempos, também neste caso fez bem em não entrar em loucuras por este jogador. Só não devia ter apostado tanto numa pessoa sem espinha para dar a cara pelo marketing do clube. Ainda há dias estava a ser usado como exemplo do “bom filho” que volta a casa para vender camisolas nossas, hoje aparece com uma camisola de gosto duvidoso do nosso rival. Não faz sentido. Quanto ao resto, deixo para os especialistas do Direito, porque uma fraude é uma fraude e acredito que esta direção irá saber fazer valer os nossos direitos desportivos, financeiros e reputacionais. Viva o Sporting.

Que filho da puta, pá, incrível!

Como dizia e muito bem um brunista rugista, isto agora é muito estranho. No Sporting quase tudo se ganha no maior silêncio quando dantes quase tudo se perdia no maior "basqueiro", andamos no melhor dos mundos com o maior empresário do mundo, no Norte o padrinho/papa está cada vez mais a perder discernimento relativamente ao outro papa, agora até se lembrou que o regresso do Jardel foi vetado por um tal Rodrigues Dias, adjunto do Octávio, no Sul o padrinho local anda às voltas com a justiça, amargurado e revoltado por lhe andarem a tentar fazer a cama no próprio clube. Tudo isto é mesmo muito estranho. 

No mesmo Sul, o clube que tem o presidente entalado vem tentando entalar o campeão português em exercício, desviando o João Mário do que seria um processo normal de troca de salário por tempo de contrato. Aparentemente vai ficar com ele, sujeitando-se à obrigatória reacção jurídica do Sporting, mas para o João Mário jogar alguém terá de sair, chame-se Weigl, Pizzi, Taarabt, ou... Krovinovic.

Jorge Jesus ´é assim mesmo: parece ter desejos de mulher grávida. O Gil Dias destruiu o Sporting de Jorge Jesus em Vila do Conde em 18/09/2017, dias depois da jornada da Champions de Madrid. Anos depois, o Jesus quis... o Gil Dias. O João Mário destruiu o Benfica de Jorge Jesus em Alvalade, sem Palhinha nas costas, e na Luz foi fundamental vindo do banco para pôr o Benfica à rasca. O Jesus agora quer... o João Mário.

Que lhe façam bom proveito. Também como não é ele que vai pagar os 20 e tal milhões do João Mário, mais um anito e vem a reforma, tudo lhe vai saber a Moet & Chandon. Claro que com todos esses desejos os melhores do Seixal fazem contas de sumir e os da casa ou com mais tempo dela que se vão mantendo no plantel têm vontade de dizer o que disse o Krovinovic.

Quem não disse isso em seu tempo, porque são bem educados, foram o Palhinha e o Esgaio. Também por isso gostei imenso do seu regresso ao Sporting. E só tenho pena que Ryan Gauld não regresse também.

 

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Ao João pesou demais o escudo de Campeão

João Mário acaba de rescindir com o Inter de Milão para assinar numa espécie de custo zero com o Benfica.

Todos vemos que é uma aldrabice própria do clube que o vai receber. O Benfica paga um prémio de assinatura chorudo a João Mário, João Mário indemniza o Inter e todos se riem de não terem de pagar a cláusula anti-rival ao Sporting.

Podem começar a preparar a justificação para "como é que se abdica dum jogador quando há uma proposta de 5M na mesa?". Vemo-nos em tribunal.

Há quem não aguente a pressão do escudo de Campeão.

O lagartismo

Se houve jogador criticado nas redes "lagartas", na época passada, foi João Mário. Sei bem do que falo: muitas vezes vim aqui defender o campeão europeu, agora também campeão nacional, desses dardos venenosos disparados por gente que se diz adepta do Clube.

Verifico agora que as mesmas redes desataram a criticar a SAD leonina por não fechar acordo com o mesmíssimo jogador, ainda há pouco tão contestado. 

Eis o lagartismo em todo o esplendor. Tentando contaminar o Sporting, uma vez mais. Nunca falha, mês após mês, ano após ano, seja quando for.

Favoritos? São os outros!

Começou a nova época em Alcochete, e os plantéis A e B preparam-se afincadamente sob o comando das mesmas equipas técnicas da época passada para os desafios tremendamente exigentes desta, a começar pelo regresso à principal competição de clubes, a Champions. Não esquecer também a participação na Youth League dalguma equipa construída a partir dos sub23.

Enquanto a equipa A aguarda o regresso dos internacionais A das selecções de Portugal, Uruguai e Equador e conta com muitos miúdos que irão depois competir nas equipas B e sub23, a equipa B que vai competir na 3.ª Liga foi grandemente reestruturada, saindo muita gente em fim de linha como promessas, e abrindo lugares para talento mais novo, algum recrutado exteriormente, no Barcelona, na Roma, no Gana, etc. Parece que o scouting finalmente começa a funcionar, vamos ver os resultados.

 

Mas voltando à equipa A, onde se pretendeu mexer o mínimo possível numa equipa campeã nacional, a grande novidade para já é a "troca" de João Mário por Ricardo Esgaio, dois jogadores da mesma idade, duas excelentes pessoas, tantas vezes os vi jogar juntos pela B e algumas pela A, apenas separados por muitos milhões de euros.

Feitas as contas à duração do contrato, manter João Mário custa tanto como contratar Esgaio, Vinagre e Ugarte. Eu, francamente, prefiro a segunda alternativa, e ainda fico mais satisfeito se Ryan Guald for incluído no pacote.

Quanto ao João Mário, está na idade de fazer o contrato da vida dele, e entendo que queira ir para onde mais lhe pagam. Obviamente que existem cláusulas no contrato que protegem o Sporting nesta escolha. O Sporting terá de defender os seus interesses.

 

O mercado de Verão ainda está longe de terminar. O Sporting terá sempre de considerar as propostas que surgirem, e obviamente que não será para Ilori que virão. Poderão vir para aqueles que farão muita falta, e haverá que resistir à venda até onde for possível.

Somos candidatos ao título? Claro que sim, como somos todos os anos.

Somos favoritos? Obviamente que não. Não temos treinador com o "nível" dos outros, não temos o orçamento dos outros, não temos alguns árbitros no bolso como os outros, não temos ex-jogadores a facilitar como treinadores ou jogadores das equipas adversárias, não temos "malas ciao" a circular para que contra nós as outras equipas façam o jogo da vida delas, não temos Unilabs a "controlar" infecções, apenas podemos confiar na competência do nosso treinador e na nossa equipa, na força do nosso símbolo e no apoio de todos nós.

Favoritos são os outros. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A voz do leitor

«João Mário foi a grande contratação do campeonato passado. Do carrossel de novas estrelas que aterraram em Portugal no ano passado, campeão vencedor de um grande título internacional que é bom, só mesmo João Mário. É um jogador que só é menorizado por certa crítica por ser do Sporting. Os principais clubes rivais em Portugal bem andaram atrás dele e as TVs quase o davam como certo em ambos, a certa altura, mas foi o Sporting que o trouxe de volta. Em boa hora.»

 

João Gil, neste meu texto

Balanço (16)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JOÃO MÁRIO:

 

Eu: «Regressa a um lugar onde já foi feliz. E em que soube fazer-nos felizes enquanto adeptos do excelente futebol a que nos habituou. Vem na idade certa. Para incutir experiência num plantel muito jovem e constituir uma evidente mais-valia no onze titular ao serviço de um emblema que bem conhece, na casa onde nasceu para o futebol.» (7 de Outubro)

- José Navarro de Andrade: «Formidável de lucidez e visão como maestro, não pode atirar tantos remates para a cadeira 17 da fila 21 do topo norte.» (1 de Novembro)

Luís Lisboa: «Voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate).» (2 de Novembro)

- Filipe Arede Nunes: «Há talento nesta equipa do Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Pedro Porro, João Mário acrescentaram muita qualidade ao plantel leonino.» (9 de Novembro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Foi um príncipe.» (2 de Janeiro)

- Pedro Belo Moraes: «Inteligência, técnica e visão de jogo.» (3 de Janeiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Estamos muito bem servidos com João Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança. Que é como quem diz, William Carvalho aqui, hoje, não calçava.» (11 de Janeiro)

- Francisco Melo: «Na falta de Ronaldo, já me darei por muito contente se mantivermos o João "Pantufas" Mário para além desta época.» (11 de Março)

- Pedro Oliveira: «João rima com campeão.» (21 de Março)

João Mário

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A permanência de João Mário no Sporting 2021/2022 estará já garantida. Ao que parece, para desagrado de alguns adeptos. Creio que estes adeptos percebem pouco de futebol: são dos tais que por vezes desatam a assobiar os jogadores quando estão na bancada.

João Mário não faz malabarismos, não faz "cuequinhas" nem túneis aos adversários, não se põe a exibir virtuosismo no relvado. Mas é dos elementos de maior valia técnica neste plantel campeão. Contribuiu muito para a conquista do campeonato, tendo sido titular em quase todos os jogos. Percebe-se porquê: é de uma regularidade temporal e espacial extraordinária - o complemento perfeito de Palhinha, a jogar em espaços curtos, ajudando a montar a teia do nosso meio-campo e a assegurar a ligação entre sectores.

Quando a posse de bola é dele, ninguém lha rouba: foi assim, várias vezes até com três adversários a cercá-lo. Tem notável precisão de passe. E faz contínuo trabalho de recuperação: é excelente também no combate pelas segundas bolas. Mas como o faz de modo suave, sem estrondo nem espalhafato (daí os colegas chamarem-lhe "Pantufas"), há quem pense que se "esconde do jogo". Nada mais errado.

Falta-lhe golo, isso sim. Falta-lhe eficácia no remate de meia distância. Se conseguisse melhorar nestes aspectos, seria um jogador quase perfeito. Mas, nesse caso, o Sporting não teria dinheiro para lhe pagar.

Prefiro assim.

Pedro Gonçalves é a antítese de João Mário

Texto de Jô

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Tenho para mim que o Pedro Gonçalves é a antítese do João Mário.

O João Mário dá-se ao jogo como poucos, está sempre com a bola nos pés, mas erra muito na definição e, talvez por ter percepção disso mesmo, acaba quase sempre por jogar pelo seguro, sendo muito raro ver um passe de ruptura ou um remate.

O Pedro Gonçalves aparece pouco em jogo e passa largos períodos sem sequer tocar na bola, mas quando a bola lhe chega aos pés, sai quase sempre magia: ainda no último jogo, isolou o Paulinho com um passe de génio.

Um sabe segurar a bola, o outro sabe soltá-la com mestria.

Enfim, dois grandes jogadores, com características bem diferentes. Como não há jogadores perfeitos, uma equipa faz-se disto mesmo: jogadores que se complementam e que dão coisas diferentes ao jogo.

E este Sporting tem sabido aproveitar bem o que cada um tem de melhor.

Se há quem não goste do Pedro Gonçalves, paciência. Gostamos nós e isso é que interessa.

 

Texto do leitor Jô, publicado originalmente aqui.

Rescaldo do jogo de ontem

Não gostei

 

 

De perder dois pontos em Moreira de Cónegos. Empate 1-1 perante uma equipa habitualmente difícil nos confrontos que ali travamos. Nas últimas quatro épocas só vencemos uma vez o Moreirense no seu terreno.

 

De termos sofrido o empate mesmo ao cair do pano. A celebrada "estrelinha", desta vez, funcionou a nosso desfavor. Com o golo da equipa anfitriã marcado por Walterson ao minuto 90. E também nos terrenos onde os nossos principais adversários actuaram nesta jornada: o FC Porto venceu 2-1 o Santa Clara, no Dragão, com o golo que lhes valeu três pontos apontado no minuto final do tempo extra. E o Benfica viu-se aflito para derrotar o Marítimo na Luz, por 1-0, com um penálti mais que duvidoso e outro evidente perdoado à turma da Luz. Que já anda a ser levada ao colo para aceder aos milhões da Champions.

 

Da atitude da equipa na segunda parte. Começámos cedo a ganhar vantagem, podíamos ter marcado o segundo (e marcámos mesmo) aos 45', e após o intervalo adquirimos a convicção de que bastaria gerir o resultado para virmos do Minho com os três pontos. Nos 20 minutos finais, a equipa usou e abusou das trocas de bola entre os centrais e dos atrasos ao guarda-redes, atitude imprópria de um emblema que sonha ser campeão nacional. Tentar segurar 1-0 com tão estéril "posse de bola" conta apenas para as estatísticas. E basta um deslize para correr mal. Foi precisamente o que aconteceu.

 

De Feddal. Nem estava a fazer má exibição, apesar de não lhe saírem bem os passes verticais a queimar linhas, mas no mesmo minuto falha o 2-0 ao cabecear para fora na sequência de um canto e acaba por oferecer o golo ao Moreirense com um alívio mal concretizado na nossa grande área. A pausa para jogos de selecção parece ter sido prejudicial ao internacional marroquino.

 

Do árbitro João Pinheiro. Este nosso velho conhecido, oriundo da Associação de Braga mas adepto confesso do Benfica, deixou passar incólume uma entrada assassina sobre Nuno Mendes que lesionou o jovem jogador e poderia tê-lo inutilizado para a prática do futebol. Forçando Rúben Amorim a queimar uma substituição logo aos 39', trocando-o por Matheus Reis. O jogador do Moreirense, um tal Gonçalo Franco, devia ter visto vermelho directo, mas nem amarelo recebeu por esta conduta lesa-desporto. Com a chancela do mesmo árbitro que no recentíssimo Braga-Benfica expulsou Fransérgio aos 39' por acumulação de amarelos, sancionando por duas vezes o jogador braguista em lances de gravidade muito inferior a este.

 

De ver dois golos anulados ao Sporting. O primeiro, marcado por Paulinho ainda na primeira parte, por alegada deslocação de Pedro Gonçalves que ninguém conseguiu ver nas imagens da Sport TV: seria o 2-0 num momento crucial do jogo, acabando praticamente por decidir o destino da partida. O segundo, por suposta deslocação ao mesmo jogador, autor do golo, que o VAR Bruno Esteves considerou estar 2 cm - dois centímetros! - fora de jogo. Estes árbitros e estes vídeo-árbitros andam a fazer tudo para matar o futebol em Portugal.

 

De ver o FC Porto menos distante. A turma azul-e-branca, segunda classificada da Liga, tem agora menos oito pontos que o Sporting. Quando faltam cumprir nove jornadas.

 

 

Gostei

 

De Paulinho. Merece ser designado como melhor em campo. Pelos dois golos que marcou, aos 21' e aos 45', embora só o primeiro tivesse sido validado. O segundo, anulado pelo VAR por motivos que ninguém entendeu, foi um prodígio de requinte técnico, ao picar a bola no momento crucial quando o guarda-redes Pasinato já lhe havia reduzido margem de manobra. Quebrou enfim um jejum de nove jogos oficiais sem marcar, ainda pelo Braga e já pelo Sporting, e estreou-se como artilheiro de Leão ao peito. Faço votos para que tenha sido o primeiro de muitos.

 

De João Mário. O campeão europeu cumpriu com a eficácia habitual, assegurando a ligação entre o meio-campo e o ataque. Todas as acções ofensivas passaram pelos pés deste jogador, o terceiro maior recuperador e quarto médio da Liga portuguesa em eficácia de passe. Transmite segurança à equipa no transporte de bola, que nos pés dele nunca é desperdiçada. Muito bom também na marcação de cantos.

 

De Daniel Bragança. Enquanto teve pernas, foi um dos nossos melhores em campo. Não precisa de correr com a bola: a sua melhor arma é colocá-la no sítio certo. Assim foi na primorosa assistência para o golo leonino, num passe longo com precisão cirúrgica para o coração da grande área, onde estava Paulinho. Como se jogassem juntos há muito tempo. Este jovem oriundo da nossa formação merece figurar no onze titular, mesmo que isto implique alterar o sistema habitual de Rúben Amorim de 3-4-3 para 3-5-2, como ontem aconteceu. Com missão cumprida mas já desgastado fisicamente, Daniel deu lugar a Tiago Tomás aos 60', voltando a equipa ao molde clássico embora sem vantagem aparente para a eficácia colectiva.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Concluimos a 25.ª jornada sem derrotas. Somos a equipa com melhor registo defensivo não apenas de toda a história leonina mas também ao nível do futebol europeu actual: apenas 12 golos encaixados nas nossas redes. Balanço até ao momento: 20 vitórias e cinco empates. 

 

Dos 65 pontos já somados. Oito de avanço face ao FC Porto de Sérgio Conceição, 11 ao Benfica de Jorge Jesus e 12 ao Braga de Carlos Carvalhal. 

João Mário merece regressar à selecção

Texto de Ângelo

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Gonçalo Inácio podia ter uma oportunidade [para integrar a selecção], os nossos centrais têm muita experiência, mas a idade não perdoa. O Gonçalo poderia dar-nos mais velocidade lá atrás, além de ser um central que sabe passar a bola e construir jogadas. Mas compreendo que o seleccionador o possa achar ainda demasiado verde para convocá-lo já, em detrimento de outros com mais estatuto.

 

João Mário seria uma opção mais que válida. Já nos ajudou a ganhar o Euro, acho que merecia regressar à selecção.

 

De resto, para já, acho que mais ninguém [do Sporting] se adequa [além de Palhinha e Nuno Mendes].

Antunes, mesmo quando jogava mais regularmente, nunca me convenceu.

Jovane não sei se optou pela selecção portuguesa ou caboverdiana. Mas tem tido pouco jogo e a concorrência é de peso.

Tiago Tomás ainda está um pouco verde, mas para jogar com selecções mais fortes, que podem abrir mais espaços, poderia ser mais-valia. Mas André Silva tem estado a marcar muitos golos na Alemanha, senão era ele que tirava para entrar TT.

Nuno Santos tem perdido um pouco de gás, não tem sido tão decisivo ultimamente, agora que as equipas fecham-se mais quando jogam contra o Sporting. Mas a sua velocidade e garra poderiam ser úteis, mais úteis que João Félix... Mas não deve ter hipóteses para já.

 

Depois temos Pedro Gonçalves. Em boa forma mereceria ser chamado à selecção principal. Pelo menos era mais um criativo com instinto goleador, o que às vezes faz falta nestes jogos.

 

Daniel Bragança irá ter uma oportunidade, quando Rúben Amorim lhe confiar a titularidade. Até lá, não faz sentido Fernando Santos chamar alguém que nem é titular no clube onde joga. Mas ajudaria a selecção a acelerar o jogo, quando começa a "pastelar" contra as selecções mais fechadas.

 

Texto do leitor Ângelo, publicado originalmente aqui.

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