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És a nossa Fé!

Obrigado, Benfica

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Este Portugal-Irlanda ficará na história. Pelo histórico record de golos em selecções, mais uma marca fenomenal de Cristiano Ronaldo, esta particularmente significante. Mas também porque foi o início da nossa caminhada para o título mundial de 2022. É certo que não foi o início do apuramento para o Catar mas foi o primeiro jogo após a  promessa de título feita pelo seleccionador, logo após o final da insuficiente campanha no último Europeu. E sendo Fernando Santos sempre parco em promessas destemperadas foi evidente que essas afirmações significaram que o título mundial é o objectivo, e que há a consciência, tanto no seleccionador como na FPF, da sua possibilidade muito efectiva. Assim sendo, tudo o que seja menos do que a final no Catar será um insucesso.

Este acentuado "levantar da fasquia" por parte de Fernando Santos deve ter sido pensado após a análise do quadro alargado de presumíveis seleccionados para o próximo ano. Em termos de jogadores já amadurecidos - grosso modo, de Cristiano e Pepe a Ruben Dias ou Palhinha, dos quase quarentões aos que têm cerca dos 25 anos. E também dos mais jovens já algo consagrados, e que já estavam na equipa do último "Euro" ou haviam estado nas cogitações do seleccionador - como são exemplos os jovens laterais Dalot e Nuno Mendes. 

Mas decerto que essa crença de Santos na obtenção do título mundial assenta em algo mais, num conhecimento exaustivo de jogadores que irão surgir aos olhos do grande público, "explodir" por assim dizer, e que nos próximos 15 meses virão a ser lançados na selecção, porventura até substituindo alguns dos nomes agora habituais.

Neste Portugal-Irlanda tivemos o primeiro exemplo dessa renovação da selecção, que tanto a reforçará. Foi uma vitória difícil, conseguida in extremis devido à já lendária codícia de Cristiano Ronaldo. Mas muito se deveu ao contributo de um outro jogador: João Mário - capaz do passe para o golo decisivo, tão cheio de classe e calma apesar do momento tardio (51º minuto da segunda parte), quando tantas vezes já predomina o "querer" e escasseia a calma para as melhores opções.

Excelente prenúncio. Nunca vira jogar este jovem, apenas lera sobre ele. De facto, foi algo falado durante a época transacta, tendo sido titular, como uma espécie de "maestro", da equipa do Benfica sub-23, a qual tão bons resultados obteve. Se isso não foi do conhecimento do "grande público" não terá escapado à observação da equipa técnica da selecção. Pelo que anunciava então e pelo que demonstra  agora presumo que João Mário não tenha então integrado a equipa do Europeu - apesar de ser a mais extensa das convocatórias, alargada a 26 jogadores devido às temidas implicações do Covid-19 - apenas devido à sua imaturidade. Mas bem esteve o Benfica ao fazê-lo agora ascender ao plantel sénior - não o emprestando para "rodar", o que nem sempre tem bons resultados principalmente em jogadores de fino recorte técnico como este é. E assim João Mário, tendo já cumprido uma pré-época com Jorge Jesus, treinador conhecido por tanto moldar os seus jogadores, potenciando-lhes as capacidades técnicas e a argúcia táctica, demonstra estar já "mais jogador", capaz de outros voos. Porventura até já apresentando outros indíces físicos, frutos de um trabalho atlético mais exigente do que aquele a que estava sujeito na época transacta.

Nesse sentido, e por apreço à selecção, a sempre "equipa de todos nós", e sem clubismos exarcebados, cumpre-me agradecer ao Benfica este contributo da sua formação. E ao seleccionador agradeço a sua compenetrada atenção aos jogadores seleccionáveis. Sem ficar preso a estatutos ou idades. Nem aos clubes de pertença.

A selecção só para alguns...

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Mais de 30 jogos e dois títulos conquistados, foram insuficientes para convencer o inginheiro Nandinho cinzentão a convocar João Mário. Bastaram porém meia-dúzia de jogos com diferente camisola, para regressar à selecção nacional.

Pedro Gonçalves que não sendo propriamente um ponta-de-lança, foi o melhor marcador da época passada, lá acabou convocado para o Euro 2020, mas não foi utilizado, apesar da incapacidade da selecção em marcar golos, à excepção de um jogador.

Tendo tomado conhecimento que o médio do Sporting C.P., Matheus Nunes, acabou de adquirir nacionalidade portuguesa, o seleccionador português ignorou a oportunidade e perdeu-a para o futuro, porque o seu congénere brasileiro, que muito provavelmente não ignora a nova condição de dupla-nacionalidade, apressou-se a convocar o jovem médio para a selecção brasileira, que nunca é uma equipa de segundo plano, bem pelo contrário.

Percebe-se a hesitação do inginheiro, o patrão de quem recebe ordens, um tal a quem chamam super-agente, tem andado ocupado com uma transferência mediática à escala planetária e sem ordens superiores, o burocrata amanuense não arrisca, limita-se à sua previsível mediocridade habitual.

Claro que haverá quem vá interpretar estas linhas como ressabiamento ou clubite exacerbada, mas os factos são o que são. A chamada de Gonçalo Inácio é quase uma obrigação, afinal substitui na convocatória José Fonte, em fim de carreira e não abundam centrais portugueses disponíveis.

Deixei de me interessar pelos jogos da selecção, que normalmente nem vejo, condição que manterei enquanto a FPF mantiver o inginheiro no cargo...

Matheus Nunes, Daniel Bragança, Tabata

Texto de David Rodrigues

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Posso estar enganado, mas a posição do jogador que irá jogar ao lado do Palhinha não é bem a do tradicional 8. Será uma mistura de 8 com 10.

Um verdadeiro box-to-box com golo. Que ligue a equipa, o maestro da equipa.

 

Nem Palhinha é um verdadeiro 6 neste sistema de jogo. A posição 6 começa a ser feita pelo defesa central do meio.

Palhinha também tem liberdade para ligar a equipa e tentar o golo.

Ou seja, neste sistema de jogo cada posição é feita por dois jogadores. Ou, visto outra forma, cada jogador faz mais do que uma posição dentro do campo de jogo. A razão da preferência de jogadores polivalentes por Rúben Amorim.

 

Na época 2015/16 tínhamos:
6 - William Carvalho
8 - Adrien Silva
10 - João Mário

O meio-campo da seleção campeã da europa.

 

João Mário foi um excelente jogador na época passada. Só tinha um problema: não tinha velocidade nas pernas para fazer o papel de 8. Mas tem pantufas e inteligência para perfumar o futebol paciente. E tinha a sorte de ter Palhinha que fazia, também, a parte das funções dele libertando-o.

Na sua nova equipa, ou o reforço francês permite-lhe ter a mesma capacidade no sistema de três centrais, ou caso contrário, Jorge Jesus comprou lenha para se queimar, pois tem que jogar em 4-4-2, e apenas neste sistema táctico, para tirar o máximo rendimento do jogador.

 

Daniel Bragança é um 10, um mágico com a bola nos pés. Não é um tradicional 8.

Rúben Amorim tentou variar o sistema tático, usando um 3-5-2, com Daniel Bragança a 10. O resultado não foi muito famoso.

Daniel Bragança vai ser muito útil quando precisarmos marcar golos na segunda parte, esticando a equipa na frente, com o adversário fechado.

 

Palhinha não tem substituto no Sporting.

Ugarte é um misto de 6 e 8 raçudo e bom tecnicamente. A ser contratado, permite dar fôlego e descanso a Palhinha; e nos jogos com adversários fortes fazer dupla com ele.

Matheus Nunes, se se libertar ainda mais, será um box-to-box de altíssimo quilate com golo nos pés. Não pode falhar tantos passes, como em alguns jogos o fez.

Tabata é um bocado incógnita. Tem muito golo nos pés e é tecnicamente desinibido também. Terá a raça e o poder de choque do Matheus Nunes?

 

O tempo responderá e é nos treinos, em função das características do adversário, das lesões, da forma, e dos castigos, que será dada resposta.

 

Texto do leitor David Rodrigues, publicado originalmente aqui.

A voz do leitor

«Neste momento o valor económico do João Mário está ajustado ao seu valor desportivo. O mercado regulou. O João Mário vale 7 milhões e nunca 40 milhões. Por isso, este foi o maior negócio da história do Sporting. Posto isto, e admitindo que o João Mário vale de facto 7 milhões, impunha—se ao Sporting decidir se valeria a pena avançar para o João Mário. Pelo que disse, acho que não. Acho que o Sporting tem jogadores jovens que podem desempenhar o papel do João Mário, para melhor. Por esta razão dou os meus parabéns à Direcção pela coragem desta decisão. Deixou-se de sentimentalismos e tomou a decisão certa quanto a mim — não avançar para o João Mário.»

 

AHR, neste texto do Francisco Almeida Leite

Prefiro assim

Sou absolutamente contra a introdução de cláusulas anti-rivais nos contratos de profissionais de futebol. Algo de que agora novamente tanto se fala a propósito da ida de João Mário do Inter para o Benfica. 

Explico porquê. Se estas cláusulas vigorassem, não teríamos contado com vários jogadores que actuaram no Benfica e no FC Porto antes de se sagrarem campeões no Sporting. Lembro alguns: Rui Jordão, Artur Correia, Eurico Gomes, João Vieira Pinto, Rui Jorge, Mário Jardel, Paulo Bento, Nuno Santos.

Não sei qual é a vossa opinião, mas eu prefiro assim. 

A voz do leitor

«Ninguém deve nada a ninguém. Sempre fui um admirador do João Mário e não é agora que deixarei de ser. Felicidades, nos treinos e nos jogos amigáveis. Uma coisa é certa: o SCP não mexeu uma palha para ficar com o jogador. O que me leva a crer que não seria uma prioridade para Rúben Amorim e será uma oportunidade para Daniel Bragança crescer ainda mais. Os jogadores passam, só o leão será eterno.»

 

Romão, neste meu texto

Mural das indignações

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Abro este espaço aos leitores. Para dizerem tudo quanto pensam sobre João Mário. Uma espécie de mural das lamentações. Ou das indignações.

Sintam-se à vontade: todas as opiniões serão permitidas. Desde que não contenham expressões injuriosas ou difamatórias, como é de regra aqui.

Reservo-me naturalmente no direito de também participar no debate, se assim o entender.

Diz-me com quem andas…

… dir-te-ei quem és!, diz, sabiamente, o povo.

 

Eis uma frase que, olhando para o que se passa no clube nosso rival, podemos aplicar ao jogador João Mário, que assinou contrato com esse clube.

Que faça boa viagem, é o meu desjo, sabendo que, pelas palavras de um ilustre benfiquista, será na companhia de uma pessoa que é uma destas três coisas, duas ou, quiçá, a totalidade das três:

Cúmplice, conivente ou totó. Pode um totó dirigir o Benfica? Não recomendo Rui Costa e toda a direção que esteve ao lado de Vieira

"As atitudes ficam com quem as pratica", e nós, sportinguistas, não as esquecemos!

 

Boa viagem e muito obrigado pelo contributo em podermos ser novamente campeões.

Proscrito

Cereja no topo do bolo? Apresentar-se aos adeptos do seu actual clube sem uma palavra de despedida para os do Sporting Clube de Portugal. Como se nós, os adeptos, fossemos a Direcção e não lhe merecessemos um tratamento diferenciado.

Que de cada vez que se cruze em campo com os jogadores do Sporting Clube de Portugal, a qualidade de jogo e o brio irrepreensível destes últimos aniquilem por completo as suas jogadas. Sem colinho, frutas, vouchers, jogadas no subsolo ou algo mais que não seja: jogar limpo e ter orgulho nisso.

Não é, claramente, para todos. 

Fraude

O "caso João Mário" é um exemplo acabado de fraude. A direção de Varandas tem feito quase tudo bem nos últimos tempos, também neste caso fez bem em não entrar em loucuras por este jogador. Só não devia ter apostado tanto numa pessoa sem espinha para dar a cara pelo marketing do clube. Ainda há dias estava a ser usado como exemplo do “bom filho” que volta a casa para vender camisolas nossas, hoje aparece com uma camisola de gosto duvidoso do nosso rival. Não faz sentido. Quanto ao resto, deixo para os especialistas do Direito, porque uma fraude é uma fraude e acredito que esta direção irá saber fazer valer os nossos direitos desportivos, financeiros e reputacionais. Viva o Sporting.

Que filho da puta, pá, incrível!

Como dizia e muito bem um brunista rugista, isto agora é muito estranho. No Sporting quase tudo se ganha no maior silêncio quando dantes quase tudo se perdia no maior "basqueiro", andamos no melhor dos mundos com o maior empresário do mundo, no Norte o padrinho/papa está cada vez mais a perder discernimento relativamente ao outro papa, agora até se lembrou que o regresso do Jardel foi vetado por um tal Rodrigues Dias, adjunto do Octávio, no Sul o padrinho local anda às voltas com a justiça, amargurado e revoltado por lhe andarem a tentar fazer a cama no próprio clube. Tudo isto é mesmo muito estranho. 

No mesmo Sul, o clube que tem o presidente entalado vem tentando entalar o campeão português em exercício, desviando o João Mário do que seria um processo normal de troca de salário por tempo de contrato. Aparentemente vai ficar com ele, sujeitando-se à obrigatória reacção jurídica do Sporting, mas para o João Mário jogar alguém terá de sair, chame-se Weigl, Pizzi, Taarabt, ou... Krovinovic.

Jorge Jesus ´é assim mesmo: parece ter desejos de mulher grávida. O Gil Dias destruiu o Sporting de Jorge Jesus em Vila do Conde em 18/09/2017, dias depois da jornada da Champions de Madrid. Anos depois, o Jesus quis... o Gil Dias. O João Mário destruiu o Benfica de Jorge Jesus em Alvalade, sem Palhinha nas costas, e na Luz foi fundamental vindo do banco para pôr o Benfica à rasca. O Jesus agora quer... o João Mário.

Que lhe façam bom proveito. Também como não é ele que vai pagar os 20 e tal milhões do João Mário, mais um anito e vem a reforma, tudo lhe vai saber a Moet & Chandon. Claro que com todos esses desejos os melhores do Seixal fazem contas de sumir e os da casa ou com mais tempo dela que se vão mantendo no plantel têm vontade de dizer o que disse o Krovinovic.

Quem não disse isso em seu tempo, porque são bem educados, foram o Palhinha e o Esgaio. Também por isso gostei imenso do seu regresso ao Sporting. E só tenho pena que Ryan Gauld não regresse também.

 

#OndeVaiUmVãoTodos 

SL

Ao João pesou demais o escudo de Campeão

João Mário acaba de rescindir com o Inter de Milão para assinar numa espécie de custo zero com o Benfica.

Todos vemos que é uma aldrabice própria do clube que o vai receber. O Benfica paga um prémio de assinatura chorudo a João Mário, João Mário indemniza o Inter e todos se riem de não terem de pagar a cláusula anti-rival ao Sporting.

Podem começar a preparar a justificação para "como é que se abdica dum jogador quando há uma proposta de 5M na mesa?". Vemo-nos em tribunal.

Há quem não aguente a pressão do escudo de Campeão.

O lagartismo

Se houve jogador criticado nas redes "lagartas", na época passada, foi João Mário. Sei bem do que falo: muitas vezes vim aqui defender o campeão europeu, agora também campeão nacional, desses dardos venenosos disparados por gente que se diz adepta do Clube.

Verifico agora que as mesmas redes desataram a criticar a SAD leonina por não fechar acordo com o mesmíssimo jogador, ainda há pouco tão contestado. 

Eis o lagartismo em todo o esplendor. Tentando contaminar o Sporting, uma vez mais. Nunca falha, mês após mês, ano após ano, seja quando for.

Favoritos? São os outros!

Começou a nova época em Alcochete, e os plantéis A e B preparam-se afincadamente sob o comando das mesmas equipas técnicas da época passada para os desafios tremendamente exigentes desta, a começar pelo regresso à principal competição de clubes, a Champions. Não esquecer também a participação na Youth League dalguma equipa construída a partir dos sub23.

Enquanto a equipa A aguarda o regresso dos internacionais A das selecções de Portugal, Uruguai e Equador e conta com muitos miúdos que irão depois competir nas equipas B e sub23, a equipa B que vai competir na 3.ª Liga foi grandemente reestruturada, saindo muita gente em fim de linha como promessas, e abrindo lugares para talento mais novo, algum recrutado exteriormente, no Barcelona, na Roma, no Gana, etc. Parece que o scouting finalmente começa a funcionar, vamos ver os resultados.

 

Mas voltando à equipa A, onde se pretendeu mexer o mínimo possível numa equipa campeã nacional, a grande novidade para já é a "troca" de João Mário por Ricardo Esgaio, dois jogadores da mesma idade, duas excelentes pessoas, tantas vezes os vi jogar juntos pela B e algumas pela A, apenas separados por muitos milhões de euros.

Feitas as contas à duração do contrato, manter João Mário custa tanto como contratar Esgaio, Vinagre e Ugarte. Eu, francamente, prefiro a segunda alternativa, e ainda fico mais satisfeito se Ryan Guald for incluído no pacote.

Quanto ao João Mário, está na idade de fazer o contrato da vida dele, e entendo que queira ir para onde mais lhe pagam. Obviamente que existem cláusulas no contrato que protegem o Sporting nesta escolha. O Sporting terá de defender os seus interesses.

 

O mercado de Verão ainda está longe de terminar. O Sporting terá sempre de considerar as propostas que surgirem, e obviamente que não será para Ilori que virão. Poderão vir para aqueles que farão muita falta, e haverá que resistir à venda até onde for possível.

Somos candidatos ao título? Claro que sim, como somos todos os anos.

Somos favoritos? Obviamente que não. Não temos treinador com o "nível" dos outros, não temos o orçamento dos outros, não temos alguns árbitros no bolso como os outros, não temos ex-jogadores a facilitar como treinadores ou jogadores das equipas adversárias, não temos "malas ciao" a circular para que contra nós as outras equipas façam o jogo da vida delas, não temos Unilabs a "controlar" infecções, apenas podemos confiar na competência do nosso treinador e na nossa equipa, na força do nosso símbolo e no apoio de todos nós.

Favoritos são os outros. 

 

#OndeVaiUmVãoTodos

SL

A voz do leitor

«João Mário foi a grande contratação do campeonato passado. Do carrossel de novas estrelas que aterraram em Portugal no ano passado, campeão vencedor de um grande título internacional que é bom, só mesmo João Mário. É um jogador que só é menorizado por certa crítica por ser do Sporting. Os principais clubes rivais em Portugal bem andaram atrás dele e as TVs quase o davam como certo em ambos, a certa altura, mas foi o Sporting que o trouxe de volta. Em boa hora.»

 

João Gil, neste meu texto

Balanço (16)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre JOÃO MÁRIO:

 

Eu: «Regressa a um lugar onde já foi feliz. E em que soube fazer-nos felizes enquanto adeptos do excelente futebol a que nos habituou. Vem na idade certa. Para incutir experiência num plantel muito jovem e constituir uma evidente mais-valia no onze titular ao serviço de um emblema que bem conhece, na casa onde nasceu para o futebol.» (7 de Outubro)

- José Navarro de Andrade: «Formidável de lucidez e visão como maestro, não pode atirar tantos remates para a cadeira 17 da fila 21 do topo norte.» (1 de Novembro)

Luís Lisboa: «Voltou aos tempos de voz de comando do meio-campo, como fazia na equipa B anos atrás, com a classe do campeão europeu que é (salvo no capítulo do remate).» (2 de Novembro)

- Filipe Arede Nunes: «Há talento nesta equipa do Sporting: Pedro Gonçalves, Nuno Santos, Pedro Porro, João Mário acrescentaram muita qualidade ao plantel leonino.» (9 de Novembro)

- Pedro Boucherie Mendes: «Foi um príncipe.» (2 de Janeiro)

- Pedro Belo Moraes: «Inteligência, técnica e visão de jogo.» (3 de Janeiro)

- Francisco Chaveiro Reis: «Estamos muito bem servidos com João Palhinha, João Mário, Matheus Nunes e Daniel Bragança. Que é como quem diz, William Carvalho aqui, hoje, não calçava.» (11 de Janeiro)

- Francisco Melo: «Na falta de Ronaldo, já me darei por muito contente se mantivermos o João "Pantufas" Mário para além desta época.» (11 de Março)

- Pedro Oliveira: «João rima com campeão.» (21 de Março)

João Mário

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A permanência de João Mário no Sporting 2021/2022 estará já garantida. Ao que parece, para desagrado de alguns adeptos. Creio que estes adeptos percebem pouco de futebol: são dos tais que por vezes desatam a assobiar os jogadores quando estão na bancada.

João Mário não faz malabarismos, não faz "cuequinhas" nem túneis aos adversários, não se põe a exibir virtuosismo no relvado. Mas é dos elementos de maior valia técnica neste plantel campeão. Contribuiu muito para a conquista do campeonato, tendo sido titular em quase todos os jogos. Percebe-se porquê: é de uma regularidade temporal e espacial extraordinária - o complemento perfeito de Palhinha, a jogar em espaços curtos, ajudando a montar a teia do nosso meio-campo e a assegurar a ligação entre sectores.

Quando a posse de bola é dele, ninguém lha rouba: foi assim, várias vezes até com três adversários a cercá-lo. Tem notável precisão de passe. E faz contínuo trabalho de recuperação: é excelente também no combate pelas segundas bolas. Mas como o faz de modo suave, sem estrondo nem espalhafato (daí os colegas chamarem-lhe "Pantufas"), há quem pense que se "esconde do jogo". Nada mais errado.

Falta-lhe golo, isso sim. Falta-lhe eficácia no remate de meia distância. Se conseguisse melhorar nestes aspectos, seria um jogador quase perfeito. Mas, nesse caso, o Sporting não teria dinheiro para lhe pagar.

Prefiro assim.

Pedro Gonçalves é a antítese de João Mário

Texto de Jô

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Tenho para mim que o Pedro Gonçalves é a antítese do João Mário.

O João Mário dá-se ao jogo como poucos, está sempre com a bola nos pés, mas erra muito na definição e, talvez por ter percepção disso mesmo, acaba quase sempre por jogar pelo seguro, sendo muito raro ver um passe de ruptura ou um remate.

O Pedro Gonçalves aparece pouco em jogo e passa largos períodos sem sequer tocar na bola, mas quando a bola lhe chega aos pés, sai quase sempre magia: ainda no último jogo, isolou o Paulinho com um passe de génio.

Um sabe segurar a bola, o outro sabe soltá-la com mestria.

Enfim, dois grandes jogadores, com características bem diferentes. Como não há jogadores perfeitos, uma equipa faz-se disto mesmo: jogadores que se complementam e que dão coisas diferentes ao jogo.

E este Sporting tem sabido aproveitar bem o que cada um tem de melhor.

Se há quem não goste do Pedro Gonçalves, paciência. Gostamos nós e isso é que interessa.

 

Texto do leitor Jô, publicado originalmente aqui.

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