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És a nossa Fé!

O princípio da maior "inFélixidade"

Há sempre imponderáveis numa aquisição, não há filosofia que nos ajude.

Compramos uma máquina de lavar loiça e encrava o compartimento da pastilha.

Compramos um ar condicionado e da primeira vez que se liga cai um fio de água no interior da casa, uma pequena cascata.

Compramos uma torradeira e temos de a virar ao contrário para sair o pão.

Compramos um jogador por 127 milhões e passados 27 minutos ele manca.

(não se preocupem com os meus electrodomésticos, estavam todos na garantia, troquei-os, comprei produtos de melhor qualidade)

A voz do leitor

«Não sei se Félix virá a ser o melhor do mundo. Não sei se virá a ser um dos melhores cinco do mundo. Não sei se virá a ser sequer o melhor português. Talvez, talvez não. Sei que é, no mínimo improvável que venha a ser um dos melhores de sempre como Ronaldo. E sei que é um disparate equipará-lo ao Ronaldo de hoje ou sequer ao Ronaldo com 19 anos que já levava duas épocas completas como profissional (uma no Sporting e outra no Manchester United).»

 

João André, neste meu texto

 

Fraco com os que parecem fortes

Sérgio Conceição com mau perder.jpg

 

O mesmo membro do Governo que foi incapaz de uma palavra de conteúdo pedagógico para se demarcar da grosseria que testemunhou, a um metro de distância, na tribuna de honra do Estádio Nacional, recolhendo-se a um pesado silêncio como se não tivesse observado uma triste cena que o País inteiro acompanhou em directo pela televisão, apressou-se agora a comentar algo que não presenciou: os assobios de três ou quatro energúmenos anónimos, de noite, junto a uma instalação hoteleira de Espinho, dirigidos à viatura em que seguia João Félix, jogador do Benfica convocado para a equipa das quinas. 

«O comportamento imbecil de um, dois ou meia dúzia de indivíduos não representam[sic] o apoio absolutamente hegemónico que o país dá aos nossos jogadores», diz agora o secretário de Estado. Insurgindo-se "corajosamente" contra gente sem nome nem rosto, talvez insatisfeita porque o jogador não parou para conceder autógrafos nem se deixou fotografar à entrada do hotel. 

Não direi que o secretário de Estado teve um comportamento imbecil. Mas não posso deixar de assinalar o chocante contraste entre a passividade que revelou no primeiro caso e o protagonismo que se apressou a assumir no outro.

Forte com os que parecem fracos, fraco com os que parecem fortes.

Eusébios aos molhos

De facto, há coisas que nunca mudam: todos os anos o Benfica produz um "novo Eusébio" ou um "novo Cristiano Ronaldo". Eu ainda sou do tempo do Mantorras, por exemplo, mas para nos ficarmos só nos últimos três ou quatro anos já foram o Gonçalo Guedes, o Renato Sanches, o Ricardo Horta ou até o Mile Svilar (!?). Agora é o João Félix. O Vieira agradece. O pior é para os próprios (e para a nossa pachorra).

{ Blog fundado em 2012. }

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