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És a nossa Fé!

Ben(e)dito seja o teu silêncio!

O podcast Sporting 160 está a levar a cabo uma série de entrevistas, bastante interessantes, a jogadores que integraram os dois últimos plantéis campeões. Esta semana o convidado foi o grande André Cruz.

Já na parte final, o antigo patrão da defesa leonina foi questionado sobre uma recente abordagem à sua disponibilidade para integrar uma lista candidata às próximas eleições. André Cruz, recorde-se, integrou a candidatura de João Benedito nas últimas eleições, nela figurando como o próximo director desportivo do clube.

Pois bem, André Cruz, à semelhança dos anos em que jogou futebol, não fugiu à questão e confirmou essa abordagem, referindo, no entanto, que de momento não se poderia comprometer com qualquer projecto, até porque não sabe se João Benedito, que apoiou nas últimas eleições, se irá recandidatar.

Pois, ninguém sabe o que pensa ou tenciona fazer João Benedito.

Há uns tempos, várias vozes reclamaram contra o silêncio ensurdecedor de Benedito. Tendo sido o candidato votado por mais sportinguistas e conhecidas que são as suas ambições em ter uma participação no futuro do clube, seria expectável que, a qualquer momento, dissesse de sua justiça.

Diz-se que os votos são dos candidatos até ao acto eleitoral. Mas não é totalmente bem assim. Quando um candidato alcançou um número expressivo de votos e mantém disponibilidade para uma próxima contenda, não pode atirar para trás das costas esses votos. Há um certo crédito que se adquire e tem de ser trabalhado.

Aceito que João Benedito tenha posição contrária, mas julgo que muitos que votaram nele não repetirão o voto num próximo acto eleitoral, salvo se os outros candidatos forem todos maus.

Pessoalmente, tendo votado em João Benedito, aguardo com expectativa uma sua próxima candidatura, mas que estou um tanto ou quanto desapontado neste momento, lá isso estou...

Sinais de desespero

Primeiro foi o ataque descabido a João Benedito. Se há virtude que deve ser reconhecida em João Benedito é a de saber estar calado, gerir o seu silêncio, só falar quando deve e jamais, até hoje - e espero que continue sempre assim - ter contribuído para alimentar a instabilidade no Sporting.

Agora foi esta capa lamentável do Jornal Sporting, já referida noutros textos aqui no blogue. Mais uma, depois da que ignorava o título mundial de judo do sportinguista - mas "incómodo" - Jorge Fonseca. Não estou de forma nenhuma a defender quem intimidou física e verbalmente os dirigentes do Sporting e da sua família, mas essa lamentável e condenável ocorrência não justifica essa capa. Uma capa assim justificar-se-ia depois do ataque à Academia: "Isto não é o Sporting". Estou certo de que tal capa, nessa altura, refletiria o que pensava a maioria dos sportinguistas. Não há comparação entre a gravidade dos acontecimentos dessa altura e os atuais, pelo que da mesma forma estou certo que a maioria dos sportinguistas também não se revê nesta capa, nesta altura.

A luta desta direção do Sporting contra os malfeitores presentes nas claques é justíssima, mas deve ser travada com o clube unido. Esta direção só está a dividir o clube. Mesmo que ganhe a guerra contra as claques, só fragiliza o Sporting. Equiparar sportinguistas insatisfeitos e membros das claques é de uma profunda desonestidade. Mas é isso que a atual direção tem vindo a fazer. Dá ideia de que trava esta luta não por convicção, mas por uma tentativa desesperada de ganhar alguma popularidade. Não o vai conseguir. E assim compromete esta luta justa, e o resultado final pode ser desastroso.

Reserva Bendita

Olhando para tudo o que nos tem acontecido e para o "estado a que isto chegou" e aos proto-candidatos que se adivinham, é um luxo ter alguém como João Benedito disponível e interessado em ser presidente no futuro.

João Benedito tem menos duas ou três falhas estruturais do que Frederico Varandas.

A mais óbvia é saber comunicar (é articulado, tem nexo, a mensagem é eficaz o timming perfeito), outra será o sentido de humildade de ter assumido desde o início de que precisa de uma equipa que lhe limite lacunas e de nunca se ter posto a jeito, colocando a fasquia onde sabia que nunca teria condições de chegar.

Hoje pela primeira vez em muito tempo vi alguém do universo leonino ser copiosamente elogiado e sem que tal se deva a ter enxovalhado a direção ou outrem. Marcou muitos pontos João Benedito no campeonato virtual dos valores seguros, na reserva do clube para um futuro melhor.

Finalmente, mesmo imaginando que os resultados desportivos não fossem muito diferentes, a verdade é que seria muitíssimo mais fácil manter o apoio a um presidente com o perfil e capacidade de comunicar de João Benedito.

Na pior da hipóteses, o presidente seria um amortecedor da ansiedade e não um acelerador do desespero. 

Na melhor, bom, na melhor dependeria da competência da equipa e das lições aprendidas com erros alheios e truculência  "inimigas".

Quando a hora chegar contamos com ele.

Disse.

Boa oportunidade, Dr. Varandas, para "Unir o Sporting"... finalmente

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Sente-se com os seus adversários, Dr. Varandas. Convide-os para a sua mesa.

Durante estas suas últimas semanas de calvário, o seu principal rival, João Benedito, tem tido um comportamento absolutamente digno. Como, aliás, teve durante as últimas eleições - e na derrota, por um triz. Tem sido um senhor. Neste último ano, falou menos mal de si, do que o Dr. Varandas do seu antecessor e dos seus apoiantes. 

Se convidar estes candidatos à sua sucessão (pessoalmente ou com um telefonema) verá que virão quase todos aqueles que foram candidatos nas últimas eleições. Os que se recusarem a vir e/ ou a conversar consigo... o ónus será deles. Tanto melhor para si. 

Procure envolver aqueles que se sentarem consigo.

Antes de ir, prepare-se bem. Estude a mensagem. Pense no impacto da mesma e nos passos seguintes. Não vá à confiança.

Lidere, não ande a reboque. Ainda vai a tempo de mudar o preocupante rumo das coisas (falta de rumo...).

A bem do nosso (de todos, sem excepção) Sporting Clube de Portugal.

Saudações Leoninas

Parabéns ao João Benedito

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Seis meses depois da eleição dos actuais corpos sociais, uma certa esquizofrenia infelizmente muito típica do Sporting volta a vir à superfície. Com os dirigentes a serem confrontados por vozes esganiçadas, de fora e de dentro: todas teimam em não permitir que exerçam o mandato que lhes foi conferido a 8 de Setembro por meios legítimos e democráticos, no mais alargado universo eleitoral de que há memória no clube. Tanto as de fora, encabeçadas pelo ressabiadíssimo Bruno de Carvalho, como as de dentro, capitaneadas por José Maria Ricciardi, inapelavelmente derrotado nas urnas.

Neste triste cenário, que só surpreende quem desconheça a proverbial autofagia leonina, há no entanto alguém que se destaca por contraste, com uma atitude irrepreensível de sábia contenção institucional. Sem ignorar que esta é a melhor maneira que tem, neste momento, de servir o Sporting.

Parabéns, portanto, ao João Benedito.

Sporting Clube de Portugal - Um clube de escrita criativa

A invenção de mentiras e calúnias visando a atual direção mas não só (João Benedito também é um alvo a abater através de campanhas um pouco mais subterrâneas de maledicência e calunia pelas redes sociais) continua como modo de vida de muitos que se ocupam diariamente de investir algumas horas da sua existência nessa atividade criativa e criminosa.

Parece-me evidente que há várias agendas e grupos bem mobilizados para criar um vazio de credibilidade e uma angústia crescente entre os associados para os colocar em ponto de rebuçado para virem a escolher algum regressado das trevas ou algum ser providencial que tudo sabe e tudo quer.

Conseguir no meio desta poluição manter, como sócio, a capacidade crítica e o escrutínio que teremos que fazer ao trabalho da atual direção é especialmente desafiante. Mas são e serão durante ainda muito tempo as linhas com que temos que nos coser. Se a democracia exige investimento, ser sócio do Sporting exige um suplemento adicional.

Naturalmente, viver e tentar fazer (ou avaliar) neste enquadramento, nunca será o ideal para qualquer direção presente ou futura e será sempre um enorme apoio a todos os nossos rivais.

Será possível, ainda assim, superar os momentos em que a bola não entra e ir construindo um futuro melhor sem cairmos em histerias e pulsões auto-destrutivas que nos levarão a pedidos de demissão e crises institucionais a cada 5 meses?

A palavra (ou o silêncio) cabe aos sócios mas também à atual direção.

Enquanto estava na fila para votar...

...encontro um amigo que é funcionário do Sporting.

Durante a hora em que estive na fila falámos sobre o Sporting, sobre as pessoas, sobre os candidatos, sobre a Academia.

Eu a dizer que iria votar Benedito ele a dizer-me que já tinha votado Varandas.

Ele que conhecia a maioria das pessoas que integravam a lista do Varandas para gerirem a Academia, que é onde trabalha. Que era gente boa e profissional, que sabem os problemas, que querem ajudar o Sporting, que pedem opiniões a quem lá trabalha.

Eu a argumentar que apesar disso não gostava do modelo presidencialista que tinha para gerir o futebol, que preferia o do João. Aqui estivemos de acordo.

A conversa desenrolou, mantive o meu voto, mas fiquei mais descansado.

Agora que temos, todos, um novo presidente, vamos apoiá-lo e continar a lutar pelo nosso Grande Sporting!

Estatutos, eleições e legitimidade...

Como democrata acredito que todos os cidadãos devem votar, que a cada votante deve corresponder um voto. Em eleições nacionais não é possível que um país seja infiltrado por votos de países terceiros, mesmo que alguns naturalizados tenham adquirido a nacionalidade por razões diversas, nunca serão em número suficiente para manipular uma eleição. A coisa pode ser ligeiramente diferente em eleições regionais, alguns caciques podem ser tentados, mas ainda assim não é fácil.

Quando falamos de associações, o cenário é bem diferente. Ninguém é obrigado a filiar-se num partido ou clube. Obviamente cada associação possui legitimidade para se organizar e precaver eventuais infiltrações. É por essa razão que na esmagadora maioria dos clubes, a um sócio não corresponde um voto. A questão colocou-se no Sporting em 2011 e voltou à baila ontem, porque João Benedito teve mais votantes, mas Frederico Varandas acabou eleito com mais votos.

Em primeiro lugar as regras eram conhecidas por todos à partida, pelo que não podem sofrer qualquer contestação quanto à sua legitimidade. Eu também gostaria que houvesse lugar a segunda volta caso ninguém atingisse a maioria absoluta dos votos e que o Conselho Fiscal fosse eleito pelo método de Hondt. Há espaço e tempo, para que seja feita uma reflexão sobre os estatutos e propostas alterações à decisão dos sócios, com ponderação e sem chantagem de aprovação sob ameaça de demissão.

Em tempos, Jorge Gonçalves submeteu a proposta de 1 sócio, 1 voto, durante o seu consulado de má memória. O resultado foi uma AG que acabou mal. À época eu era um jovem com apenas 4 votos, mas estava contra. O rosto opositor da proposta foi o saudoso presidente João Rocha, que subiu à tribuna, com a sua paixão pelo clube exaltou os ânimos e discursou alertando para o perigo iminente de cairmos no populismo. Começou ali o fim da presidência, Jorge Gonçalves convocou eleições antecipadas para clarificar posições, acabou perdendo as mesmas para Sousa Cintra.

Poderemos discutir o assunto, até diminuir alguma diferença entre sócios antigos e recentes, a idade aqui pode ter alguma influência, mas alerto que existem associados com 50 anos de idade mas pouca antiguidade, ao passo que outros há com 30 anos de idade e igual tempo de sócio. Existem sócios tipo A e tipo B. Actualmente qualquer sócio com 1 ano de inscrição pode votar. Seria relativamente fácil infiltrar o clube, se ficássemos desprotegidos destes mecanismos de defesa. Quando votei a primeira vez, tinha apenas 1 voto, desde então os estatutos sofreram alterações, hoje teria 13 votos, mas tenho 10. O que significa que houve alguma diminuição no peso dos votos entre sócios. Mesmo que ainda exista espaço para diminuir alguma dessa diferença, não faz sentido a meu ver que algum dia seja 1 sócio, 1 voto. Mas é apenas a minha opinião, tão legítima quanto a de qualquer outro sócio.

Guarda-redes avançado

Passei muito tempo à baliza quando jogava à bola. Primeiro fui desterrado para os postes (um deles era um poste de iluminação pública e o outro, marcado por umas pedras no chão, tão virtual quanto a barra) devido à morfologia. Mas depois ganhei jeito, acabando por sentir que estava a trair um desígnio quando outras valências me fizeram subir para lateral direito ou trinco.

 

Qualquer guarda-redes poderá confirmar que essa é a posição em que mais tempo se tem disponível para ‘ler’ o jogo, analisar o que de bem e de mal as duas equipas vão fazendo. A não ser, claro está, quando o confronto de forças é tão desequilibrado que o estado de alerta é permanente e o objectivo reajustado da inviolabilidade das redes (no meu caso virtuais) até a um resultado o menos desnivelado possível.

 

O meu voto - e trata-se literalmente de um voto, pois segui durante quase toda a vida o ensinamento de Groucho Marx quanto a pertencer a clubes que me aceitem - neste sábado será entregue a João Benedito. Não só por solidariedade entre defensores da linha de golo, daqueles que não têm medo de arriscar e que avançam no terreno quando é preciso virar o resultado.

 

Gostaria que João Benedito tivesse mais experiência e conhecimento do futebol profissional. Mas acredito que recuperará depressa desse atraso e que aplicará uma gestão inteligente e estratégica ao desporto-rei, incutindo-lhe o espírito de conquista que existe nas outras modalidades.

 

Além do seu valor intrínseco, Benedito rodeou-se de uma excelente equipa, com pergaminhos  no clube e currículo no dirigismo desportivo. De todos ele só conheço um, há muitos anos, mas tenho a absoluta certeza de que darão o seu melhor para reverterem os actuais problemas do Sporting.

 

Ignoro se Benedito irá vencer (em número de eleitores e em número de votos), mas estou optimista, pois reconheço na equipa e no projecto de Frederico Varandas grandes qualidades, tal como reconheço a Dias Ferreira. Espero que o próximo presidente saiba reconhecer o valor dos adversários e das suas ideias, a bem do Sporting.

 

 

Sábado - Todos a Alvalade!

Durante estes meses de pré-campanha e campanha eleitoral vários tipos de texto ocorreram-me escrever. A verdade é que o voto nesta situação terá sempre algo de adepto. Por mais bem fundamentado que possa ser!

 

A minha conclusão deste processo todo é existir a transferência do adepto que temos em nós, o nosso lado emocional, para algo que é puramente racional - a capacidade de julgar os diversos modelos e propostas levadas a votos. Mas tal acontece, porque a generalidade dos sócios não têm conhecimento total da real dimensão das estruturas do clube. Fazendo desta forma com que se vote mais com o coração do que com a razão. Talvez isto explique anteriores resultados eleitorais.

 

Eu sou um desses. A verdade é que não domino todos os aspectos do clube, e aquilo que verdadeiramente importa para mim é o desporto. Aquilo que o clube representa no desporto, o que o clube faz pelo desporto, e por consequência, o que o desporto traz de bom à sociedade, no que toca à transposição de princípios e valores. E no Sporting, na cultura em que cresci, as duas coisas fundem-se, são uma e a mesma coisa. Sporting é desporto, são princípios e valores!

 

Tudo o que despoletou este processo eleitoral - advindo da crise institucional, e arrisco dizer de uma crise existencial - foi precisamente o distanciamento dessa cultura, dessa forma de estar, de Ser. No Sporting ganha-se com Esforço, Dedicação, Devoção, Transparência, Competitividade, Amizade, Verdade, Superação, Identidade, Solidariedade, e tantos outros valores universais e humanos, que fazem a Glória, da instituição - mas a instituição é formada pelos associados que perfilham a mesma identidade, onde e em cada um reside o exemplo de agir. A Glória do Sporting é a nossa, mas também a daqueles que nos rodeiam sejam de que clube forem. Porque nós devemos guiar pelo exemplo, pois não ganhamos a qualquer custo, sabemos jogar e sabemos ganhar.

 

Isto tudo para dizer, que na condição de sócio e adepto, tenho dois votos. E o que valem esses dois votos para mim? De forma a dar-lhes mais peso atribuí nomes. Um voto pelo Passado, e Um voto pelo Futuro, para mudar o presente. E para mim esses dois votos têm de ser canalizados ao candidato que melhor espelha a cultura e a identidade Sportinguista - que é o mesmo que escrever não serem séquitos do croquetismo, nem do brunismo. 

 

Como não tenho informações privilegiadas; daquilo que li, da postura que vi, e daquilo que sinto, escrevo-o conscientemente: o João Benedito terá os meus votos para Presidente do Sporting Clube de Portugal. Ninguém nasce presidente de nada, um presidente constrói-se à medida que se vai ultrapassando desafios. A capacidade que deve ter é a de liderança e de agregar pessoas com valências e conhecimentos. 

 

Depois de presidentes amantes de frituras, de presidentes-adeptos, quero um Presidente-Capitão, capitão de todos os atletas, de todas as equipas, mas especialmente capitão da família Sportinguista, que nos agregue e nos faça jogar, pela Glória ao Desporto, pela Glória do Sporting!


 Deixo um apelo a que todos vão votar para reforçar a legitimidade de quem for eleito.

Saudações Leoninas!

 

Porque tudo o que menos quero é voltar a ter um presidente que, no fundo, o que quer é ser treinador de futebol...

...votarei em João Benedito.

 

Mas também porque considero fundamentais e substancialmente diferenciadoras, em relação a Frederico Varandas, duas das suas propostas:

 

1) o modelo organizacional do futebol:

 

O presidente a delegar num vice presidente a àrea do futebol, que por sua vez, e apenas para o futebol sénior, terá um Director Desportivo e abaixo deste, de forma horizontal, um team manager, o treinador e o scout profissional sénior, faz-me muito mais sentido do que ter um presidente directamente responsável pelo futebol com uma estrutura directa e horizontalizada com team manager, treinador e scout profissional sénior, como propõe Frederico Varandas.

 

2) a de ter um CEO para a área não desportiva:

 

Parece-me de cabal importância ter alguém transversal ao Sporting que assegure uma estratégia de valorização dos principais activos não desportivos, nomeadamente, estratégia comercial, gestão financeira de médio/longo prazo, relacionamento institucional e estratégico com os principais stakeholders, potencialização da marca Sporting, gestão do património imobiliário, relações internacionais.

 

Uma última razão: João Benedito provou inequivocamente durante a campanha que foi o candidato que mais evoluiu no seu discurso e que teve a capacidade de se adaptar a todas as circunstâncias mesmo quando o retiraram da sua zona de conforto. Em sentido contrário, Varandas, passou a campanha toda a dizer exactamente as mesmas frases em todas as entrevista e intervenções. Quando as perguntas não iam nesse sentido, utilizava o método da aproximação da resposta.

 

O próximo presidente tem que ter capacidade de ouvir e de se adaptar, não pode ser um pretendente a actor que decora apenas o seu texto e o debita de forma igual mesmo quando o seu colega de cena se enganou e saltou 3 falas...

Frankenstein e os seis candidatos

Victor Frankenstein teria o sábado facilitado caso fosse um sócio do Sporting com as quotas em dia.

 

Bastar-lhe-ia criar a meio da noite um candidato com a cultura de campeão de João Benedito, a proximidade do futebol de Frederico Varandas, a experiência acumulada de Dias Ferreira, os milhões de euros de Rui Jorge Rego, as credenciais de empresário de Tavares Pereira e a capacidade de atrair adversários (internos e externos) de José Maria Ricciardi. Estes e outros pontos fortes reunidos na mesma criatura, formada de retalhos de todos quantos disseram presente na hora de suceder a Bruno de Carvalho.

 

Mas nenhum sócio do Sporting com as quotas em dia terá ausência de moral, conhecimento científico e vontade de acrescentar trabalho à Polícia Judiciária bastantes para perpetrar os crimes necessários para seguir a imaginação da escritora Mary Shelley. Resta-lhes, por isso, escolher o candidato que mais se aproxime daquilo que consideram necessário para o futuro do clube, pousando na balança de precisão personalidade, programa eleitoral e equipa de cada um dos seis.

 

A acreditar nas últimas sondagens, acima de dois em cada três sócios inclinam-se para votar em João Benedito ou Frederico Varandas. Ambos têm grandes qualidades e entusiasmo, ambos são alvos fáceis devido à idade e inexperiência na liderança do clube, tal como Bruno de Carvalho era um alvo fácil aquando da eleição para o primeiro mandato. Mas em nenhum dos dois se reconhece a volatilidade (digamos assim) que se revelou o vício intrínseco do presidente destituído.

 

Tirando os respectivos núcleos duros de fiéis, todos os sócios do Sporting com as quotas em dia serão forçados a dar um salto de fé no próximo sábado. Depois caberá ao vencedor garantir que, ao contrário da criatura de Frankenstein, não acabará perseguido por uma multidão com forquilhas e archotes.

 

P.S. - Um enorme obrigado ao Pedro Correia pelo convite para regressar a este blogue. Extensível a todos os outros que o escrevem e aos que o lêem.

Paixão e razão, Benedito, pois então

Vou votar em João Benedito para a presidência do nosso clube. Longe de mim fazer do És a Nossa Fé confessionário, mas, que fazer? Sim, eu sei, o blogue que tanto orgulha as nossas cores, porque as aviva, tantas vezes, e as defende, sempre; bem sei que não é um fascículo da Voz da Verdade, como também concedo, e sem qualquer resistência, que as crenças podem confundir-se com crendices e a fé num instante redunda em coisa bacoca, mas, pergunto de novo, que fazer? Que fazer quando o nome do candidato é de bendito, abençoado?

Desde a primeira hora que a candidatura do nosso antigo guardião de futsal me inspira confiança e, mais importante, talvez, me dá esperança. Vistas e lidas as entrevistas, acompanhados alguns debates entre candidatos, lidos os programas de governação do clube, confirmei a minha escolha inicial, reforçando-a.

Posto isto, a partir daqui, confesso (outra vez), vou lançar opinião sobre o candidato como se estivesse à roda de uma mesa com amigos, ou seja, sem grande preocupação argumentária e menos ainda retórica.

Voto em João Benedito porque foi campeão várias vezes pelo Sporting. Logo, é campeão. O Benedito é um campeão. E no Sporting. Do Sporting. É, por isso, de todos os candidatos, o único que tem a cultura do clube que eu quero ver preservada, cultivada, aumentada, fortalecida. Em suma, o João Benedito é sportinguista com provas dadas de entrega e contribuição para a grandeza do emblema. Não precisou de chegar ao sessenta e tal anos de idade para o ser. Já o é. Tem essa experiência. A mais importante.

É combativo. Assertivo. Tem postura de líder. Não se coíbe. Não se encolhe. E está bem rodeado. Preparou-se. Estudou. O programa fala por ele. A candidatura pensou, verdadeiramente, no que quer para o clube e como consegui-lo. O projecto é bem pensado e há muito tempo. Maturado porque de gente com maturidade, e essa é mais uma prova de que o argumento de que isto não está para meninos aqui, com João Benedito, não cola. Considero até evidente que antes do candidato está o seu projecto. Não há qualquer culto da personalidade.  

E, finalmente, votarei João Benedito porque é para a sua candidatura que o meu coração leonino bate. Estas escolhas não se explicam sentem-se.

Depois do destruidor, destrutivo, tóxico, cancro carvalhista, o João Benedito é o candidato que me dá mais esperança e confiança na verdadeira reabilitação do nosso grande Sporting. 

Impressões do debate

 

Benedito

O melhor - Esvaziou por completo o falso argumento de que é demasiado jovem para liderar o Sporting lembrando que Emmanuel Macron foi eleito há um ano Presidente de França também com 39 anos.

O pior - Mau sinal, receber tantos elogios da parte contrária: Ricciardi, em vez de adversário, parecia apoiante do ex-capitão leonino.

 

Ricciardi

O melhor - Assumiu para si os louros dos dois últimos campeonatos nacionais de futebol conquistados pelo Sporting, quando desempenhava apenas funções no Conselho Fiscal do clube. É o tipo de declaração que pode sempre render alguns votos.

O pior - Faltar ao debate anterior com Dias Ferreira, alegando que se encontrava no Algarve, para comparecer hora e meia depois no frente-a-frente com Benedito, realizado no mesmo estúdio, é algo que viola as mais elementares regras de civilidade e cidadania.

Debate Benedito-Ricciardi: algumas frases

João Benedito:

  • «Estas clivagens entre croquetes, brunistas e afins, para mim, não funcionam. Somos todos sportinguistas, sócios e adeptos - é a única divisão que ainda aceito que possa haver entre aqueles que são Sporting Clube de Portugal.»
  • «Nós não vamos gastar um único cêntimo nas redes sociais para ferir os nossos sócios e os nossos adeptos. (...) Queremos cativar toda a gente a estar no Sporting.»
  • «Fui a todas as assembleias gerais desde que deixei de jogar.»
  • «O José Maria está com uma visão um pouco dramatizada da situação.»
  • «A Liga Europa não é o sitio do Sporting Clube de Portugal.»
  • «Maioria do capital da SAD detida pelo clube, sempre.»
  • «Santana Lopes tinha 38 anos quando chegou à presidência do Sporting.»
  • «Eu quero tirar, de uma vez por todas, dos órgãos sociais as responsabilidades financeiras.»
  • «Nós sabemos o que queremos e sabemos para onde queremos ir.»
  • «Conquistei 21 títulos.»
  • «Eu não digo mal daqueles que estão para trás.»
  • «José Maria, a sua taxa de rejeição perante os sócios do Sporting é elevada. O José Maria não vai conseguir reunir e somar.»

 

José Maria Ricciardi:

  • «O principal adversário do Sporting temos sido nós próprios.»
  • «Quando fomos campeões nacionais havia coesão, havia união, havia o Sporting acima de tudo.»
  • «Corremos o risco de ficarmos arredados de uma realidade que se está a transformar, que é o fosso entre aqueles que conseguem aceder às provas europeias na sua primeira divisão e aqueles que não conseguem. O fosso está-se a aprofundar.»
  • «Tenho um grande respeito pelo João, que é um homem de carácter e um grande sportinguista. Mas acho que ele tem uma visão muito optimista e talvez pouco realista, fruto ainda de alguma falta de experiência, que é normal ter com a sua jovem idade.»
  • «Os bancos não vão emprestar mais dinheiro aos clubes portugueses.»
  • «Nós temos um défice de tesouraria de 60 milhões de euros.»
  • «É preciso ter experiência, é preciso ter tarimba, é preciso ter passado por empresas de enorme envergadura.»
  • «O João tem imenso voluntarismo, é um óptimo rapaz, acho que daqui a uns anos - não agora - vai dar um bom presidente do Sporting.»
  • «Eu, por acaso, quando estive no Sporting fui campeão nacional - coisa que o João ainda não foi. (...) Eu fui campeão no futebol, coisa de que você se deve lembrar pouco.»
  • «A situação exige uma maturidade e uma experiência grande.»
  • «Você, como guarda-redes de futsal, foi um grande atleta. (...) Mas não se pode passar de sargento a general num dia.»
  • «O João fala bem, decora bem programas, mas isto é muito mais do que decorar programas.»

O frente-a-frente realizou-se esta noite, na Sporting TV

Impressões do debate

 

Benedito

O melhor - Lembrou que o opositor, no ano passado, se vangloriava de que Álvaro Sobrinho iria ajudá-lo a «recomprar a academia».

O pior - Faltou-lhe o reflexo instintivo do guarda-redes que já foi: escorregou na casca de banana que Madeira Rodrigues lhe colocou debaixo dos pés e sofreu um golo.

 

Madeira

O melhor - Confrontado com um péssimo resultado na sondagem de hoje do jornal A Bola, jogou ao ataque e fez sair o oponente da zona de conforto, encostando-o às cordas.

O pior - Não havia a menor necessidade de se autoqualificar como "excelente gestor". Elogio em boca própria é vitupério.

 

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