Hasta siempre
Jeffrén já vai tarde. Que seja feliz em Vallalolid. E que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.
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Jeffrén já vai tarde. Que seja feliz em Vallalolid. E que mande de lá saudades, que é coisa que cá não deixa.
Li ontem no Record uma espécie de auto-avaliação de Jeffrén. Diz ele que não brilhou na última época em Alvalade - ao contrário do que alguns suporiam, dado o avultado investimento que o Sporting nele fez - por este simples motivo: "Forcei de mais o físico." Fico na dúvida sobre se isto será verdade. Como poderá ter "forçado de mais o físico" um extremo que só disputou 21 jogos e apontou dois golitos?
Mal não há mal que sempre dure. Diz o Jeffrén que agora se sente "melhor anímica e fisicamente". Por ter finalmente começado a participar com mais entusiasmo nos treinos da equipa? Por ter abandonado os absurdos individualismos que o caracterizavam em campo? Nada disso. A causa é outra: agora é massajado com "azeite de argania", conforme revelou, segundo o jornal, "à margem da apresentação do produto à imprensa".
Adeus, maus jogos. Adeus, treinos sem rendimento. Adeus, apatia em campo. Viva o azeite de argania, seja o que isso for. "Sinto diferença quando é aplicado em massagens. Agora tenho uma vida mais saudável", revela o craque.
Espero sinceramente que assim continue por muitos e bons anos, com muitas massagens e muito azeitinho. Mas, de preferência, longe de Alvalade. Hasta siempre, Jeffrén.
Como, por exemplo, o Izmailov estar inapto para jogar pelo Sporting e três dias depois estar apto para jogar um SLB-FCP. Sinceramente, já nem quero saber o que se passou. Prefiro reconhecer que Jesualdo está a saber dar a volta à situação, página a página, como gosta de dizer, e ver ainda que há jogadores que finalmente ganharam outro ânimo e parecem querer dar tudo pelo Sporting: Labyad, Adrien e Jeffrén, só para citar três casos muito concretos. Outros se seguirão, espero. Vamos a isto.
Execerto de análise do Nacional-Sporting, na certeira avaliação do Record, assinada pelo jornalista António Adão Farias:
ELIAS: nota 1
"Agora já nem para o lado. Só joga para trás e... mal. Deixou nascer o golo do Nacional com uma perda de bola infantil no meio campo. Aos 44' não se fez ao lance e abriu caminho a Randón para o que seria o segundo do jogo. Dois lances suficientes para lembrar que na bancada estava um miúdo cheio de talento e 8,85 milhões de euros mais barato..."
PRANJIC: nota 1
"Não mostrou criatividade para ser o 10 que o esquema exige, nem tão-pouco qualidade para ser extremo, como tentou ser, no pouco que jogou do segundo tempo. Por isso saiu sem deixar rasto, com dois remates disparatados pelo meio (32' e 76')."
LABYAD: nota 1
"Começou à direita e passou para a esquerda. Por ali continuou até passar para a posição 10, no início da segunda parte. Saiu aos 56', precisamente o número de minutos que esteve a mais em campo."
JEFFREN: nota 1
"Podia ter sido um regresso em grande, mas esbanjou um golo feito."
A frase «Uma mentira contada mil vezes torna-se uma verdade» - tão frequentemente parafraseada desde a sua origem na Segunda Guerra Mundial - é inteiramente aplicável à tão publicitada fotografia de Jeffren no banco do Sporting. Para que conste - em abono da verdade - a foto, entre muitas outras tiradas na ocasião - foi assegurada pelo fotógrafo antes do jogo começar, escassos instantes após os suplentes do Sporting se terem sentado no banco e enquanto a presença de jornalistas ainda era permitida nessa área. O jogador, acabado de se sentar, estica as pernas e pisca os olhos. No milésimo de segundo que levou para tirar a fotografia a imagem gravada é aquela que se vê nos sítios noticiosos, com o intuito único de desinformar a audiência e, por consequência, denegrir o Sporting. Que a mesma noção venha a ser perpetuada - e nos moldes que foi - neste espaço que passa por defender os interesses do Sporting Clube de Portugal é, para ser bem educado, lamentável.
Adenda: Além de eu me ter dado ao trabalho - e à despesa - de indagar a dimensão real da fotografia com quem de direito, será que ninguém reparou, entre outras questões, que Gelson Fernandes está sentado tranquilamente no banco ?
A insustentável soneca de Jeffren no banco de suplentes do Sporting está a ser motivo de chacota além-fronteiras. Uma imagem que vale mais do que mil palavras.
(via Leão da Estrela)
ADENDA. As aparências enganam e uma fotografia também pode iludir. Jeffren afinal não dormia no banco, como já admitiu o repórter fotográfico que captou este excelente 'boneco'. Não apago o post porque sempre recusei os métodos estalinistas de eliminar imagens incómodas e entender que a história de um blogue também se faz destes percalços. Mas não quero que na internet se mantenha o texto que escrevi sem a necessária rectificação. E o indispensável pedido de desculpas a Jeffren, que pode ser criticado por vários motivos mas não por este.
Parece que o grande Jeffren escreveu um tweet a dizer "bora caralho". Cuidado que há muitas senhoras e crianças no twitter.
Existe uma equipa que consegue marcar golos e dominar jogos apesar de ter um rapaz franzino a fazer as vezes de ponta-de-lança. O pior é que essa equipa é o Barcelona e o rapaz não se chama Jeffren.
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