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És a nossa Fé!

Grande Jardel

mariojardelASF.jpg

 

«Os leões estão em primeiro lugar com mérito. Estão a jogar bem e, "quietinhos", vão ganhando os jogos. A concentração e o balneário fechado estão a dar resultado. Só espero que o Sporting continue assim e volte a ser campeão. Se não for, vai estar na luta com o FC Porto até ao fim.»

 

«Isso é fruto de muito trabalho e também de sorte. Está com estrelinha de campeão. Foi também isso que aconteceu connosco em 2002, por isso espero que possam continuar e embalar para voltar a dar alegrias aos sportinguistas. O Sporting é grande, é um clube que merece estar sempre a lutar pelo título.»

 

«[Em 2002 o Sporting] tinha o papai João Pinto, o Nelson goleirão, o Rui Jorge, o Beto, o Paulo Bento, o André Cruz, o Sá Pinto, o Hugo Viana, o Quaresma, o Cristiano Ronaldo, o Rodrigo Tello... Foi uma equipa que encaixou e, para felicidade do Sporting, estava lá o Super-Mário para empurrar a bola para dentro.»

 

Mário Jardel, em entrevista à edição de ontem do Record

Parabéns, Jardel

Num negócio fantástico que levou Mbo Mpenza, Robert Spehar e Pavel Horvath para Istambul acompanhados de 5 milhões de euros, Mário Jardel deixou o Galatasary e chegou ao Sporting, um ano depois de deixar o Porto. Já sabe o que por cá fez. Em 2001/2002 fez 41 jogos e marcou 55 golos. Com a ajuda de João Pinto, Marius Niculae, Ricardo Sá Pinto ou Hugo Viana, foi campeão nacional. A época seguinte não correu bem. Ainda marcou 12 vezes, somando 67 tentos em 62 partidas mas entre vícios e o suposto interesse de clubes de ligas mais fortes, acabou por deixar o Sporting. Arrastou-se por Bolton, Ancona, N.O. Boys, Goiás, Beira-Mar, Criciúma e outros clubes mais mas nunca voltou a ser goleador. Na memória ficará para sempre a sua temporada perfeita pelo Sporting, a melhor da sua carreira, onde até teve tempo para ser um sucesso também no marketing com a campanha “Será do Guaraná?”. Hoje ainda luta com os seus demónios mas está no bom caminho. Completa 44 anos. Parabéns Super-Mário!

Os melhores golos do Sporting (60)

Golo de JARDEL

Sporting, Paços de Ferreira, 4-0

2 de Fevereiro de 2003, Estádio José Alvalade

 

Mais um do Super-Mário. Um dos melhores golos jamais marcados na principal liga portuguesa (desde que tenho memória... e tenho alguma!).

Em primeiro lugar porque é um golo do Sporting. E qualquer golo do Sporting (incluindo os auto-golos dos adversários) é sempre um grande golo.

Depois porque é um golo de elevado grau de execução técnica... concretizado por um dos avançados mais letais que passou pelo futebol nacional e pelo nosso Sporting.

Em terceiro lugar, porque Jardel era, por muitos, considerado um jogador apenas "oportunista", sem grandes qualidades técnicas (como se estar no sítio certo no momento certo não fosse sinónimo de superior capacidade de leitura do jogo).

A execução técnica deste golo desmente, categoricamente, essas interpretações. A forma como o avançado ultrapassa o defesa no "simples" gesto de dominar a bola com o peito e a segurança e intencionalidade como a coloca junto ao poste mais distante da baliza adversária, sem qualquer hipótese de defesa para o guarda-redes, é simplesmente... soberba.

Obrigado, Super-Mário!

 

Os melhores golos do Sporting (53)

 

Golo de MÁRIO JARDEL

Sporting - V. Setúbal (1-0)

22 de Dezembro de 2001 Estádio José de Alvalade

 

Quando se adivinha mais um jogo que, por vários motivos, pode ser complicado, para ajudar a ganhar confiança e dar inspiração, fui buscar ao baú das recordações um golo de belo efeito da autoria do brasileiro Mário Jardel.

Se foi do guaraná ou de outra coisa não sei, mas que este tento é de uma execução brilhante não há dúvida. É por lances destes que deixa saudades e ficamos com pena de ver o que se tornou um goleador referência do futebol português.

Porque acredito que o desfecho no final da época pode ser o mesmo, aqui deixo um dos 42 golos que Jardel marcou no ano em que fomos campeões pela última vez. 

Só eu sei por quem lamentei ver fora do 11

Há poucos dias, a página de Facebook do Sporting postou uma nota de parabéns a Mário Jardel pela sua 42ª primavera. Tantos anos de vida quantos os golos que marcou na sua primeira temporada de leão ao peito e que valeram ao nosso clube o seu último campeonato conquistado.

Sobre a época seguinte e o seu início, não vale a pena recordar os tristes episódios. Foi o começo do jejum do Sporting quanto a campeonatos ganhos, bem como o começo do declínio da carreira de Jardel.

Evoco o Super-Mário, porque o que se vem passando, actualmente, com a "novela" Carrillo, faz lembrar um pouco o que sucedeu no período homólogo da época 2002/2003, salvas as enormes diferenças.

Jardel significava 42 golos e um campeonato. Carrillo, até hoje, nunca valeu esses golos todos. Por isso, convém não cair no ridículo e estar a dramatizar a não renovação do Carrillo de uma forma ainda mais grave do que a reacção havida com a ausência do Super-Mário do 11. Tenho dito.

Os nossos ídolos (26): Mário Jardel

 

Deus sabe que Mário Jardel não era um fabuloso jogador de futebol. Não era um sonhador como Maradona ou como Messi. Não tinha os pés pendulares de Zinedine Zidane ou de Platini. Não tinha a jactância dos Ronaldos (o triste e o dentuça). É verdade que não, mas Mário Jardel tinha isto: tinha o fogareiro sempre aceso. Era o Super Mário. Sem ter sido um fabuloso jogador de futebol, só me ocorre dizer isto: Jardel foi (muito provavelmente) o maior goleador do futebol moderno. Eu comecei por gostar dele como as mulheres gostam umas das outras: com uma total falta de expectativas. Chegou a Alvalade na época 2001/02 vindo da Turquia e marcou logo 42 golos. É isto que se chama uma saraivada. Mais isto: por três vezes marcou três golos num jogo e bisou numa outra dúzia. Nem vale a pena dizer, mas devemos ter ganho o campeonato, a taça e a supertaça, não foi? Jardel não era um jogador da bola: era uma máquina de fazer golos. Aquilo chegava a ser leviano, logo ele, que acreditava estar predestinado como goleador. Tinha uma fome esgalgada de golos. Enchia a grande-área como se fosse engolir o mundo inteiro. Rematava de onde calhava e com a parte do corpo que calhava, mas sempre com elevadas probabilidades de marcar. Era esse dom que deixava os guarda-redes com a passarinha a tremer. É um exagero repetir que Jardel andava ao serviço de Deus dentro do campo, mas ele achava que sim. Ele achava que tinha o dom dos eleitos. Eu só acho que havia algo de inexplicável naquela retórica belicista. Jardel tinha, como direi isto, uma certa vocação napoleónica, tinha o poder dos golos, uma fome que não podia esperar. O futebol do Super Mário era isto: uma permanente narrativa de guerra. O resto, já se sabe: a queda estroina de um homem-guerreiro é sempre mais impressionante do que a sua ascensão sacrossanta. As coisas deixaram de correr bem a Jardel fora dos campos, teve o seu Waterloo e acabou a carreira quando todos merecíamos muito mais. Ele ficou órfão da opinião pública e dos elogios dessas mediocridades glorificadas dos jornais de bola. Eu fiquei apenas grato.

{ Blogue fundado em 2012. }

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