Só podiam ser adeptos de verde e branco!
Melhores momentos dos irlandeses no Euro.
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Melhores momentos dos irlandeses no Euro.
Gostei
1. Dos golos da vitória (por 5-1) no jogo contra a Irlanda: foram cinco. Dois de Hugo Almeida, um de Vieirinha, outro de Coentrão e um autogolo irlandês.
2. De Cristiano Ronaldo. Atirou uma bola ao poste, fez uma óptima assistência para golo (de calcanhar) e revelou o inconformismo de sempre.
3. Da dinâmica de Nani. Entrou só aos 65', mas muito a tempo de fazer duas primorosas assistências para golo - uma das quais de trivela, para Coentrão. Parece estar a regressar ao topo da forma.
4. De perceber que temos várias opções funcionais não só para o mesmo lugar (incluindo guarda-redes) mas também para diferentes sistemas de jogo. Algo muito útil num Mundial que promete ser muito competitivo e duro a vários níveis.
5. Da ligação entre os diferentes sectores da equipa. Muito superior à revelada nos anteriores encontros de preparação para o Mundial, contra a Grécia e o México.
6. Da alegria, determinação e vontade de vencer que sentimos e pressentimos na equipa nacional. Para calar todas as vozes agourentas que vão piando noite após noite nas pantalhas cá do burgo.
7. Do balanço destes três desafios de preparação: duas vitórias e um empate, seis golos marcados e apenas um sofrido. As vitórias começam a ser construídas com defesas sólidas, como bem sabemos. E Portugal tem apresentado solidez, designadamente no eixo da defesa, com várias combinações: Bruno Alves-Ricardo Costa, Luís Neto-Ricardo Costa e Bruno Alves-Luís Neto. Nada a recear, mesmo com Pepe ainda não totalmente recuperado dos efeitos da mais recente lesão.
8. De registar este facto: Portugal não perde há sete jogos. As coisas são o que são.
Não gostei
1. Da prestação da equipa irlandesa. Demasiado frouxa, demasiado débil. Merecíamos um adversário mais forte e que desse mais luta nesta fase decisiva da preparação.
2. Da anulação aos 90' do que esteve quase a ser o sexto golo português. Por fora-de-jogo milimétrico de Nani naquela que foi a melhor jogada de todo o desafio e envolveu vários jogadores em sucessivas tabelas sempre ao primeiro toque - incluindo o nosso William Carvalho.
Ia decorrido o minuto 49 quando aconteceu um golo monumental, daqueles que nos ficarão para sempre na memória, durante o jogo Espanha-Irlanda, disputado hoje debaixo de chuva em Gdansk (Polónia).
Foi um golo invulgar, mas que ilustra de forma exemplar a indiscutível superioridade espanhola num encontro em que os irlandeses sofreram aquela que foi até agora a mais copiosa derrota deste Campeonato da Europa. David Silva recebeu a bola na grande área irlandesa. Tinha à sua frente três defesas que neutralizou com uma simulação perfeita, como se tivesse ao seu dispor todo o tempo do mundo: bastou-lhe uma simples troca de pés, passando a bola do direito para o esquerdo, com o qual rematou - pouca força, muito jeito - sem hipóteses para o guardião Shay Given, que nunca imaginou um desfecho destes.
Sem golos o futebol não chega a ser uma festa. Disso não se podem queixar todos quantos viram este encontro, onde a superioridade espanhola foi quase escandalosa. Se os bons lances de futebol justificassem música, como acontece nas touradas, mais de metade da partida teria ocorrido ao som estridente dos pasodobles, com o carrocel catalão e castelhano a provocar vertigens aos verdes devotos de São Patrício.
De vez em quando as câmaras focavam o rosto do seleccionador da Irlanda: Giovanni Trapattoni, bem conhecido dos portugueses, era a imagem personificada da impotência táctica perante a equipa que ostenta justamente os títulos de campeã da Europa e campeã do Mundo. Com cerca de dois terços de posse de bola em tempo útil, nuestros hermanos confirmaram hoje que são sérios candidatos à revalidação do título. E ninguém personificava melhor isso do que Andrés Iniesta. Fala-se muito em Lionel Messi (por bons motivos), tem-se falado também muito em Cristiano Ronaldo (por motivos menos bons), mas pouco se fala deste genial médio catalão de 28 anos que constrói jogadas impossíveis e oferece aos colegas semigolos servidos em bandeja de ouro.
Reparem em Iniesta enquanto joga: os olhos dele nunca deixam de acompanhar a circulação da bola. Como se sofresse quando não a tem e se transfigurasse sempre que a possui.
"Quem quer ver espectáculo, vá ao Scala de Milão", costuma dizer Trapattoni. Erro crasso: hoje houve espectáculo em Gdansk. No relvado, onde os espanhóis imperaram. E nas bancadas, dominadas pelos fãs irlandeses. Que nunca deixaram de vibrar do primeiro ao último minuto. Como se tivessem uma hipótese remota de ganhar quando estavam condenados a uma derrota inapelável.
Espanha, 4 - Irlanda, 0