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És a nossa Fé!

Não posso estar mais de acordo

«Como é possível marcar-se um jogo de uma competição profissional para as 21 horas de uma segunda-feira (fria e chuvosa) de Janeiro? Estranha indústria esta, a do futebol português, que tanto desrespeita o público... Mesmo convidados a ficar em casa, 12.798 adeptos - a esmagadora maioria afecta ao Sporting, claro, cerca de duas dezenas a torcer pelo Marítimo - trocaram o sofá pela cadeira de sonho em Alvalade.»

 

Paulo Cunha, no parágrafo inicial da crónica do Sporting-Marítimo, no jornal A Bola de hoje

Tudo muito mau

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A entrada do Sporting em campo contra o Braga, ontem à noite, na Taça da Liga - em casa da equipa adversária e só perante 10 mil pessoas. Concedendo total domínio territorial ao adversário.

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Os 20 minutos que Silas demorou a rectificar os erros posicionais da equipa, com sucessivos passes falhados, quando o Braga dominava por completo o encontro, impedindo a saída do Sporting. Numa dessas perdas de bola, por Battaglia logo aos 8', nasceu o golo inicial da equipa anfitriã.

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O reconhecimento tardio de que o sistema de duplo pivô da primeira parte não funcionava, como se comprovou quando o técnico trocou Idrissa Doumbia por Bolasie logo após o intervalo.

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A inoperância dos homens da frente - ao ponto de ter sido Mathieu a marcar o golo leonino, aos 44', desmarcando-se com rapidez, a solicitação de Bruno Fernandes, numa bola parada. Luiz Phellype, que esteve 69 minutos em campo, voltou a ser uma nulidade.

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A tremideira no nosso processo defensivo, exemplificada no lance que conduziu à merecida expulsão de Bolasie, aos 61'.

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A defesa com linha de cinco a partir daí, com toda a equipa remetida ao seu meio-campo durante a meia hora final, na esperança de defender o empate (1-1), cedendo toda a iniciativa ao Braga. E sem chegarmos uma só vez nesse período à baliza adversária.

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A permanente atitude de equipa pequena, como se a turma minhota metesse medo a alguém. Mesmo com um jogador a menos, não havia justificação para isso: quem abdica por completo do ataque arrisca-se ainda mais a sofrer golo. Como se viu.

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O tempo de salto errado de Mathieu no golo da vitória do Braga, aos 90', permitindo que Paulinho a metesse lá dentro.

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A nossa equipa de cabeça perdida nos minutos finais, com expulsões de Mathieu e de Eduardo (que estava no banco).

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O péssimo ensaio geral de ontem contra o Braga para o campeonato: esse jogo vai disputar-se a 2 de Fevereiro.

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O adeus do Sporting à Taça da Liga, nesta meia-final em Braga, após dois anos de conquista do troféu. A meio da época, todos os objectivos internos redundaram em fracasso.

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Esta equipa cheia de fragilidades e desequilibrios. Mal construída, mal apetrechada, mal orientada, desmotivada e triste, no segundo pior Inverno de que há memória em Alvalade.

O inverno do nosso descontentamento

Por algum pudor, e por sentir que não acrescentava nada ao sentimento generalizado de profunda descrença, legítima e justificada, que por aqui habita, não tenho "postado" no blogue. Limitei-me, desde há algum tempo, a ir ao estádio e ao pavilhão apoiar o Sporting. Interrompo a minha "licença sabática" para dizer que esta direção e o fim da linha estão de braços dados. Não preciso justificar o que digo, basta concluir que esta é a pior época que me lembro, de há muito tempo a esta parte. Alternativa precisa-se pois o inverno está rigoroso!

Janeiro: teste superado

Superámos com êxito o difícil teste de Janeiro, em que cumprimos oito jogos, referentes a três provas diferentes.

Defrontámos Benfica, Marítimo, Aves, V. Setúbal e V. Guimarães (para a Liga), Cova da Piedade (para a Taça de Portugal), F. C. Porto e novamente V. Setúbal (para a Taça da Liga).


Balanço muito positivo.
Com a conquista de um título, nunca antes alcançado.
Com a subida ao primeiro lugar do campeonato.
Com a manutenção nas outras duas frentes desportivas.

Com seis vitórias e dois empates. Catorze golos marcados, só quatro sofridos - três dos quais de penálti, o que não deixa de ser significativo.

 

Contrariámos assim as vozes agoirentas dos profetas da desgraça que estão sempre a tentar puxar-nos para baixo.
Algumas delas, infelizmente, são vozes de sportinguistas.

General Inverno

Sim, sim, concordo: era um grande teste. Jogar no Norte, num campo de guerra pior que o velho lamaçal do Salgueiros, contra uma equipa pequena: era difícil, sim senhor. Era mais difícil ainda porque se o Sporting não tivesse ganho seria ultrapassado pelo Porto e deixaria fugir irremediavelmente o Benfica. Eu quero, mas não acredito, que eles perderão tantos pontos como já perderam, ou seja, ficar a 4 pontos do Benfica poderia significar perder o contacto com os primeiros. É por isso que concordo que foi um grande teste e uma grande vitória. Mas também por isto: já fizemos os três clubes do Minho, já fomos ao Porto e faltam-nos apenas dois jogos no Norte: contra o Rio Ave em finais de Fevereiro e na caixa de fósforos do Paços de Ferreira lá para a Primavera. Eu lembro-me das inúmeras vezes em que o carrasco General Inverno deu cabo de nós. É por isso que concordo, a vitória contra o Arouca, naquele campo de guerra, valeu mais do que 3 pontos: valeu o início de um segunda volta na luta pelo primeiro lugar. Eles sabem que se perderem nós estamos lá. Eles sabem que se empatarem nós estamos lá. O primeiro lugar continua ali.

{ Blog fundado em 2012. }

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