Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

A queda de um Leão

21533816_ktRZJ[1].jpg

 

Hoje não escrevo sobre futebol, jogadores, treinadores ou presidentes, mas sim sobre o Clube, a associação de pessoas para um fim comum ou com um interesse partilhado.

Sempre defendi que nem todos estão à altura de serem adeptos do Sporting Clube de Portugal porque é um clube onde imperam os princípios básicos de respeito pela sociedade.

O princípio do ganhar a qualquer custo ou do vale tudo não está no nosso ADN. Também não somos arrogantes, elitistas ou pedantes, apenas olhamos para o desporto da única forma possível, a correta.

É um Clube aberto a todas as classes sociais, onde gravitam ilustres conhecidos e desconhecidos, mas todos dão o seu contributo para a riqueza da sociedade e da instituição.

Hoje despeço-me de alguém que não conheci, mas que sempre demonstrou o que significa o espírito do Sporting Clube de Portugal.

Saudações Leoninas para o eterno Leão Alexandre Soares dos Santos.

Morreu Waseige

21511989_2HFpM.jpeg

 

Sabemos hoje da morte do senhor Robert Waseige, com longa carreira em clubes belgas e na seleção (orientou a Bélgica no Mundial de 2002 que contava com o ex-leão campeão Mpenza). Cruzou-se com o nosso Sporting no verão de 1996, altura em que o presidente José Roquette e o diretor desportivo, Luís Norton de Matos, acharam boa ideia ir buscar o treinador de 57 anos ao Charleroi. Trouxe De Wilde e Missé Missé. Mas mais importante do que tudo, trouxe o marroquino Hadji e lançou Beto (contra o Metz de Didier Lang, para a Taça UEFA), capitão e figura central, anos a fio e hoje, team manager. As minhas condolências.

Doutor Peres

21083733_wrTRd.png

Quando regressou a casa após um "exílio" na Académica Peres recebeu da bancada de Alvalade a alcunha de "Dr. Peres." Como de costume na ironia resguarda-se a verdade. A sua atitude assertiva dentro e fora do campo, a frieza que trazia ao jogo, faziam dele uma figura dominante e doutoral, que percebia tudo e punha tudo a funcionar. Isto não desencadeava paixões mas poucos terão sido mais respeitados do que ele. O título de "Dr. Peres" exprimia a distância e a consideração que havia entre ele e os adeptos. Com Peres era claro: não era ele que tinha de nos agradar, nós é que tínhamos que lhe agradecer. E a verdade é que havia quase sempre razão para isso e Peres nunca nos ficou a dever.

Que saudades desse Sporting. 

Hóquei em patins 1977

A minha homenagem a João Sobrinho, enorme atleta do Sporting recentemente falecido, que poderemos ver em acção neste resumo da mítica 2ª mão da final da taça dos campeões europeus em 1977, brilhantemente conquistada pelo nosso clube. Assisti ao vivo à primeira mão em Alvalade e pela RTP a esta transmissão que encheu de alegria todos os sportinguistas. Vale a pena recordar.

Silêncio ensurdecedor!

Vou a Alvalade há muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuitos anos.

De quando em vez lá temos que fazer um minuto de silêncio. Que eu sempre respeito.

Normalmente as claques não. Erradamente, afirmo eu!

Mas ontem o estádio ficou em silêncio durante 1 minuto. Todos. Sem excepção.

Acreditem que até me arrepiei ao escutar o silêncio de mais de 42 mil vozes.

Obrigado Sportinguistas!

In memoriam!

Se houve alguém que me marcou, foi ele.

Se houve alguém muito grande neste país, foi ele.

Se houve alguém que todos desejavam ser, foi ele.

Se houve alguém que amou o Sporting, foi ele.

Se houve alguém a quem o país mais deveu, foi ele.

Se houve alguém que foi o expoente máximo do lema do Sporting, foi ele!

Jamais o esqueceremos, Professor, jamais!

 

Também aqui

"In Memoriam"

Conheci-o enquanto despachante alfandegário ali para a zona do Terreiro do Trigo. Teve na sua empresa perto de 100 empregados. Foi presidente do Sporting, conhecido pelo "Bigodes". Todavia nunca votei nele.

Um dia... perdeu tudo! Ouvi contar (jamais saberei se foi verdade!!!) que Jorge Gonçalves chegou um dia junto dos jogadores e comunicou que o Sporting não tinha dinheiro para lhes pagar. Mas eles continuaram a jogar.
Dizem também que fugiu para Angola para escapar às dívidas. Triste destino!

Soube hoje pela manhã que foi encontrado morto. Enforcado!

Morrer é uma das nossas certezas. Mas assim... de corda ao pescoço?

Mais um "Ciril" abatido. Desta vez não foi um dentista americano!

Descanse em Paz, Presidente.

In memoriam...

Faleceu hoje o Doutor Miguel Galvão Teles.

Tive o grato privilégio de o conhecer pessoalmente no âmbito da minha vida profissional.

Ilustre jurista e advogado, foi durante 11 anos Presidente da Assembleia Geral do Sporting.

Deixo aqui a minha singela homenagem a um dos maiores vultos do Sporting Clube de Portugal.

Foram homens desta estirpe que fizeram a grandeza do nosso clube!

Descanse em Paz.

Tombou um gigante

 

Alfredo di Stéfano (1926-2014)

«Cuando su estrella declinó, el fútbol era otra cosa. No lo inventó Di Stéfano,  pero ayudó más que nadie a transformarlo durante un decenio asombroso. Luego  llegó su reseñable recorrido por los banquillos de numerosos equipos españoles y  argentinos. Logró títulos, instaló a la Quinta del Buitre en el Real Madrid y  siempre fue un personaje popular. No consiguió, sin embargo, que la gente  olvidara al jugador que cargó con el fútbol sobre sus hombros y lo cambió de  lugar. Fue un trabajo homérico. Antes de Alfredo Di Stéfano, el fútbol era una  cosa. Después, fue otra. Y mejor.»

Santiago Segurola, Marca

Na morte de Mário Coluna

Já estava muito debilitado na última aparição pública, a 5 de Janeiro, quando reagiu à morte de Eusébio, seu companheiro no Benfica e na selecção nacional. Há pouco surgiu-nos a notícia, da capital moçambicana: Mário Coluna morreu esta tarde, aos 78 anos.

Está de luto o Benfica, clube que Coluna serviu durante 16 épocas, de 1954/55 a 1969/70, e do qual foi um dos maiores símbolos de sempre, ao sagrar-se campeão nacional por dez vezes e vencedor de duas taças dos campeões europeus, nas quais marcou golos que ajudaram a projectar o futebol português além-fronteiras.

Está também de luto o conjunto do futebol nacional, além do desporto-rei de Moçambique, de onde Coluna era natural. Porque ele não foi só craque do Benfica: foi também um dos mais prestigiados capitães de sempre da nossa selecção. Vestiu 57 vezes a camisola das quinas e marcou oito golos com as cores nacionais. O seu maior título de glória acabou por ser a subida ao pódio máximo do futebol planetário, em 1966, quando nos classificámos em terceiro lugar no Campeonato do Mundo realizado em Inglaterra.

Praticava um futebol de inegável classe, como médio ofensivo e organizador de jogo. Com grande poder atlético, inesgotáveis recursos técnicos e uma combatividade que nunca foi contaminada pelo antijogo: era campeão sem deixar de ser um cavalheiro. Depois do Benfica jogou no Olympique de Lyon, vindo a terminar a carreira como treinador-jogador do Estrela de Portalegre, da III Divisão, na época 1971-72.

Ainda muito miúdo, tive o privilégio de o ver jogar ao vivo, na recta final da carreira. Num tempo em que sportinguistas e benfiquistas sabiam confraternizar e admirar jogadores de outras equipas sem perder a saudável rivalidade clubística. E em que considerávamos cada jogador da selecção também um dos nossos.

É com o profundo respeito que sempre mantive por ele, e que foi crescendo com o rodar dos anos, que me inclino perante a memória de Mário Esteves Coluna. Um dos maiores nomes de sempre do desporto lusófono. Moçambicano, português, cidadão do mundo. Conquistador em vida de um merecido lugar na História.

Eusébio (1942-2014)

 

No momento da morte, impõe-se o respeito pela memória de quem partiu. Esbatem-se todos os clubismos, extingue-se o rastilho de todas as polémicas, sempre pequenas em comparação com a grandeza de uma vida que se apaga. E prevalece a memória de quem, para além das camisolas dos clubes que serviu ao longo de uma brilhante carreira, foi sobretudo símbolo do futebol português como atleta de craveira ao serviço da selecção nacional.

Portugal está de luto pela morte de Eusébio da Silva Ferreira, um menino pobre de Moçambique que por mérito próprio ascendeu à galeria dos campeões do desporto mundial. Conhecido em todo o lado pelo nome próprio: simplesmente Eusébio. Ainda tive o privilégio de o ver jogar. Era de um clube rival, mas nem por isso menos digno de admiração. E de um prolongado aplauso que a partir de agora se perpetua pela eternidade.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D