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És a nossa Fé!

Missão cumprida

Missão cumprida na Hungria, frente a uma autêntica selecção de sarrafeiros, que parecia jogar mais com os cotovelos do que com os pés - ensanguentando as caras de Pepe e Cédric. O jogo não foi bonito, mas o que interessava era a vitória. Conseguida aos 48', com golo de André Silva e assistência de Cristiano Ronaldo. Passamos a depender apenas de nós próprios para atingirmos o Campeonato do Mundo de 2018.

Destaque para o facto de a selecção nacional ter entrado hoje em campo com três jogadores titulares do Sporting (Rui Patrício, Fábio Coentrão e Gelson Martins) e outros três formados na Academia de Alcochete (Cédric, João Moutinho e Ronaldo). A melhor escola futebolística do País e uma das melhores da Europa.

Selecção soma e segue

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Ronaldo a marcar o seu segundo golo - terceiro de Portugal

(Foto Filipe Amorim/O Jogo)

 

Grande jogo da selecção portuguesa, esta noite, frente à Hungria. Que terminou com uma categórica vitória da equipa das quinas, por 3-0, nesta campanha para a qualificação do Campeonato do Mundo de 2018.

Foi o quarto triunfo consecutivo da nossa selecção, com momentos de inegável brilhantismo - na sequência da conquista do Euro-2016 e deixando antever uma boa prestação portuguesa na Taça das Confederações.

 

Destaque para os três golos, de belo efeito.

O primeiro iniciado com um passe vertical de William Carvalho que pôs a bola nos pés de Cristiano Ronaldo, aproveitando este para adiantá-la numa oportuna desmarcação de Raphael Guerreiro, que num cruzamento perfeito ofereceu o golo a André Silva, eficaz à boca da baliza.

O segundo, iniciado num fabuloso passe longo de Pepe, contou com uma magnífica assistência de André Silva para Cristiano, que num fortíssimo remate rasteiro com o pé esquerdo colocou a bola no buraco da agulha da baliza húngara.

O terceiro nasceu de um livre directo após falta sobre Quaresma, que fez a cabeça em água à defesa magiar. Chamado a convertê-lo, Cristiano Ronaldo não perdoou: mais um pontapé muito bem colocado que fez levantar o estádio da Luz, onde se realizou a partida.

Com estes dois golos, o melhor jogador português de sempre soma já setenta ao serviço da selecção.

 

O Sporting e o Real Madrid, com dois jogadores cada, foram os clubes mais representados neste onze titular.

Em campo estiveram, de resto, oito profissionais formados na Academia leonina (Rui Patrício, Cédric, José Fonte, William Carvalho, João Mário, Ronaldo e Quaresma, além de João Moutinho, suplente utilizado).

Mas convém reconhecer que os três maiores clubes portugueses estiveram representados neste desafio da selecção: o Sporting (com Rui Patrício e William, que jogaram os 90 minutos), o FC Porto (com André Silva, substituído aos 67') e o Benfica (com Pizzi, último suplente a entrar, quando faltavam três minutos para o apito final).

Aprender com quem sabe

Estes são dias em que as transmissões diárias dos desafios do Campeonato da Europa permitem separar o trigo do joio. Ficamos a saber quem é que, no enxame de comentadores e "analistas" dos jogos, entende mesmo de futebol e quem não percebe patavina.

Neste segundo lote destaca-se aquele que é talvez o palrador máximo da pantalha. Fala na proporção inversa do que sabe. Ainda há dias, como se estivesse numa conversa de café, declarava que o problema da selecção nacional é "eles correrem pouco". E concluía, contemplando a própria imagem num monitor de estúdio e repetindo sempre cada frase para preencher tempo de antena: "Deviam correr mais, deviam correr mais..."

 

Entre os que percebem realmente de futebol destaco alguém que não costuma pavonear-se nas televisões. Refiro-me a José Ribeiro, editor-chefe do jornal Record. Na edição de hoje, este jornalista explica de forma consistente e credível por que motivo jogadores como João Mário e William Carvalho renderam muito mais na segunda parte do Portugal-Hungria do que na primeira.

Passo a citar, com a devida vénia:

«William transformou-se, durante a primeira parte, na segunda "vítima" de Moutinho (a primeira fora Danilo): como o médio do Mónaco não está a conseguir ser dinâmico, "esconde-se" em espaços muito recuados, originando redundância de posicionamentos e funções na primeira fase de construção. Portugal voltou a ressentir-se desse problema. (...) Há um jogo com Renato que, neste momento, nunca pode existir com Moutinho. [No segundo tempo] o jogo da selecção transformou-se. O corredor central passou a ter vida e dinâmica. João Mário cresceu para os patamares habituais, de craque. E finalmente viu-se uma equipa com argumentos para poder discutir resultados. Com William vigilante, a cobrir-lhe as costas, este duo dinâmico foi capaz de "queimar" linhas e levar a bola para a zona de finalização. Não foi por coincidência, foi pela acção directa de Renato. E mesmo "sem" André Gomes em campo, aqueles dois carregaram o jogo e levaram a bola para onde ela tinha de estar. Onde ela não chegava com Moutinho.»

 

Palavras de um atento e sábio leitor do jogo. Com ele é possível aprendermos alguma coisa. Com o outro, o tal que adora mirar-se no monitor, ninguém aprende nada.

A ver o Europeu (4)

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Um jogo atípico. A pior primeira parte e a melhor segunda parte de Portugal neste Europeu - excepto os dez minutos finais, que foram para esquecer. Com um balanço nada adequado aos nossos pergaminhos: três jogos, três empates frente a selecções que nunca conseguiram derrotar-nos. Terminamos a fase de grupos com apenas três pontos. Com vitórias em vez de empates, poderíamos ter nove.

O nó que hoje ficou por desatar deveu-se sobretudo ao descalabro do nosso quarteto defensivo, embora com diferentes responsabilidades na repartição de culpas. Os laterais fizeram o pleno pela negativa: nem souberam fechar o corredor a defender, nem conseguiram rasgá-lo a atacar.

Esta foi a faceta pior do Portugal-Hungria, disputado hoje em Lyon, no maior recente estádio francês, em tarde de calor e sol. O melhor foi Cristiano Ronaldo, que se mostrou enfim ao seu verdadeiro nível nesta partida: marcou dois dos nossos três golos, aos 50' e aos 62', e ainda foi dele a assistência para o inicial, muito bem apontado por Nani aos 42'. O primeiro dele, marcado com o calcanhar, foi uma obra de arte. Candidata-se desde já a melhor golo do Euro 2016.

Ao bisar desta forma, Ronaldo torna-se o maior goleador em fases finais de mundiais e europeus - e vão sete certames consecutivos a facturar. Torna-se também o segundo melhor marcador de campeonatos da Europa, já com oito golos - menos um que Michel Platini, ainda recordista com os nove que marcou pela França no Euro 84.

 

Dir-se-á que tudo está bem quando acaba bem: para já conseguimos alcançar o nosso primeiro objectivo - o acesso aos oitavos-de-final, em que defrontaremos a poderosa Croácia. O jogo será este sábado, às 20 horas. Sabendo-se desde já que os portugueses terão menos 24 horas de descanso que os croatas, ontem vitoriosos perante uma Espanha frágil e desarticulada.

Enfim, até agora não ganhámos nem perdemos - o que denota falta de ambição da selecção das quinas. Limitámo-nos a cumprir os mínimos. E com alguma sorte à mistura: a Hungria ainda nos enviou uma bola ao poste.

 

Transitamos para os oitavos mas sem termos conseguido melhor do que o terceiro lugar no nosso grupo, atrás de islandeses e húngaros. E até podíamos ter sido os primeiros se não fosse a insólita falta de ambição revelada por Fernando Santos, que mandou a equipa recuar a dez minutos do apito final quando dominávamos a Hungria - hoje desfalcada de quatro titulares - e o resultado estava 3-3. Bastaria mais um para sairmos vencedores. Do jogo e do grupo.

Estranhamente, o seleccionador trocou Nani por Danilo, reforçando o nosso meio-campo defensivo e dando sinal aos jogadores de que a ordem não era para avançar mas para recuar no terreno.

A partir daí todos se conformaram. E o jogo terminou de forma penosa, com uns e outros aparentando querer sair de campo mais cedo do que o relógio determinava. Notória falta de ambição. Uma lamentável falta de respeito pelos portugueses que continuam a apoiar esta selecção nos mais recônditos recantos do globo.

 

Portugal, 3 - Hungria, 3

.................................................

 

Os jogadores portugueses, um a um:

 

Rui Patrício - Ao contrário do que o resultado final indicia, não teve má prestação em campo. Simplesmente não podia ter feito melhor em nenhum dos golos. Esticou-se bem em qualquer dos casos, mas eram remates indefensáveis.

 

Vieirinha - Outra exibição muito apagada do nosso lateral direito, em défice ofensivo e defensivo. O pior são os centros, que continuam a sair-lhe de forma deficiente: ou remata contra os adversários ou cruza para terra de ninguém.

 

Pepe - Prestação oscilante. Saiu várias vezes de posição e revelou desentendimentos pontuais com Ricardo Carvalho. Alguns cortes deficientes, vários passes desperdiçados. Mas cavou o livre de que resultou o nosso primeiro golo.

 

Ricardo Carvalho - O menos mau do nosso quarteto defensivo, embora sem revelar o fulgor de partidas anteriores. Deu a sensação de que podia ter feito melhor no segundo golo que sofremos.

 

Eliseu - Rendeu Raphael Guerreiro devido a problemas físicos do lateral esquerdo titular. Tímido a atacar, inseguro a defender. Ao perder a bola proporciona o primeiro golo húngaro. No terceiro, não cobre o rematador como devia.

 

William Carvalho - Pouco influente na manobra ofensiva durante a primeira parte, melhorou de rendimento na etapa complementar, soltando-se, quando Fernando Santos percebeu enfim que Moutinho e André Gomes precisavam de sair.

 

Moutinho - Confirma-se: não está em forma. Por isso se estranha a insistência do seleccionador em fazê-lo alinhar enquanto deixa Adrien e Rafa no banco. Hoje só actuou no primeiro tempo. Esteve 45 minutos a mais em campo.

 

André Gomes - Em notória má forma física, errou muitos passes e andou escondido naquele confuso meio-campo português. Deu lugar a Quaresma aos 61' - e logo se percebeu a diferença. Custa entender porque foi hoje titular.

 

João Mário - De longe o melhor do nosso meio-campo. Mas isso só se tornou evidente na segunda parte, quando Moutinho e André Gomes já tinham saído. Aí carregou no acelerador e fez uma assistência primorosa para o primeiro golo de Ronaldo.

 

Nani - Ao contrário dos colegas, destacou-se mais na primeira parte - onde foi o melhor português em campo. Fez o golo do empate (1-1) aos 42'. E vão 20, em 99 desafios ao serviço da selecção. Esgotado, cedeu o lugar a Danilo aos 81'.

 

Cristiano Ronaldo - Uma partida quase perfeita do nosso capitão: dois golos marcados - um deles de calcanhar - e uma assistência para o de Nani. Foi ele que fez a diferença. Faltou-lhe apenas acertar nos livres: só um, defendido in extremis aos 29', levava selo de golo.

 

Renato Sanches - Voltou a ser suplente utilizado, rendendo Moutinho aos 46'. Superior ao colega, o que não era difícil, mas começou inseguro e demorou a encontrar posição em campo. Bom lance individual aos 57'. Um passe rasgado para Ronaldo aos 80'.

 

Quaresma - Está em excelente forma, o que voltou a confirmar-se frente à Hungria. Entrou aos 61', para substituir o apático André Gomes, e no minuto seguinte já estava a servir Ronaldo para o segundo golo - terceiro de Portugal.

 

Danilo - Substituição incompreensível. Saltou do banco aos 81', para reforçar o bloco defensivo, quando Portugal dominava e nos bastaria mais um golo para vencer e subir ao primeiro lugar no grupo. Não esteve mal. Mas entrou para quê?

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