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És a nossa Fé!

O golpe de asa do speaker

Se há lugar que temos bem preenchido é o de speaker. Então agora com o PA* novo o homem ouve-se em Cacilhas...

A coisa na primeira parte não estava a correr. Nem bem, nem mal, não estava a correr mesmo, que eles era só com três velocidades: Devagar, devagarinho e parado e quando lá por baixo de mim começaram com aquela cantoria do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" foi quando ouvi algum sonzinho vindo da central, umas assobiadelas lá para os de baixo de mim, que para os marmanjos que se arrastavam em campo nem uma palminha e um "vaz'mbora!" Pronto, justiça seja feita, lá para a segunda parte, quando um dos do falso Belém se espojou junto à linha lateral a imitar os nossos, trataram de o assobiar quase com tantos decibéis como o do PA* novo e ao árbitro por tabela.

O golpe de asa do speaker aconteceu ao intervalo quando, certamente a recado de Varandas que de futebol percebe o homem, através do novo PA*, se virou para as bancadas e perguntou, alto e bom som "quem é que aí nas bancadas já jogou à bola?" e logo duas ou três centenas de barrigudos e outros menos se levantaram das cadeiras, pensando que iam ser convocados para um jogo das velhas guardas. Estavam redondamente enganados, como se viu na segunda parte quando entraram em campo já depois de nos terem rebentado com os ouvidos com mais uma exibição do PA* novo, que se não ultrapassou os 100 dB pouco faltou. Demoraram algum tempo a começar a carburar, mas não é que ali em dez minutos, entre os 70 e 80 deram uma lição de bola aos coxos que começaram o jogo? Marcaram dois golos e poderiam ter marcado outros dois pelo mesmo rapaz que nos seus tempos áureos foi ponta-de-lança (atenção Varandas, agarra este!) no Grupo Desportivo de Matrena. Claro que no final as barriguinhas falaram mais forte e os últimos dez minutos foram a um ritmo mais lento, mas mesmo assim meteram num chinelo as aventesmas que se arrastaram agonizantes na primeira parte.

E foram os responsáveis por não haver mais uma faustosa exibição do PA* no final do jogo, que a malta do "e óóó Va-ran-das, o que é que tu fa-ze-za-qui-a-pre-si-denteeeeeee?" ficou sem munições, pelo menos por hoje...

E livraram o Pedro Correia da chatice de ir à Câmara de Lisboa,  fazer queixa daquela barulheira infernal que me ia rebentando com os tímpanos logo a seguir ao intervalo. "Ná-via" necessidade, porque toda a gente via que com aqueles onze que entraram na segunda parte, aquilo eram favas contadas. Eheh

 

*PA: palavras em inglatónico para aparelhagem de som, mas eu às vezes gosto de dar uma de cagão e mostrar à malta que sou erudito...

Que tédio

Sair pé do mar, num domingo à nôte para ir assistir a um jogo de bola, fazer para isso cerca de 100 km, pagar 5,80€ de portagem e regressar devagarinho porque chovia que Deus a dava (a 60 km/h quase todo o caminho), para quem estava ali mesmo à babuje do estádio, por enquanto, que o hábito ainda não está enraizado, é um grande incómodo.

Mas como quem corre por gosto não cansa e eles até se portaram lindamente na quarta-feira, lá saí eu de casa (eu e mais 26 mil e qualquer coisa, muito poucos) e a que é que assisti? A uma pasmaceira de jogo.

Assisti a um jogo sem cartões amarelos para nenhum dos nossos (coisa nunca vista esta época, parece-me), nem sequer para os rapazes de Vila do Conde, com apenas 30 faltas (19 nossas e 11 do Rio Ave), sem um único caso para amostra, um penálti indiscutível e indiscutido, uma equipa que calmamente chegou ao 3-0 e depois descansou, que fez uma exibição tão certinha, tão certinha, que o momento de êxtase que quase esteve para acontecer, o inevitável golo do adversário, foi evitado in extremis pelo Renan, que não sei o que lá esteve a fazer, sinceramente, o Kaizer é um nabo, p'ra quê guarda-redes?

E assim se passou mais uma jornada, sem nada a acrescentar, sem se poder dizer mal do treinador, sem cascar no Gudelj, sem azucrinar as orelhas do Wendel. Até as claques hoje se portaram bem. Até houve hola, até houve luzinhas. Que pasmaceira...

Vá lá que o Braga perdeu, única nota dissonante nesta jornada.

Proposta de negócio!

Após a vitória no dérbi de ontem à noite, com uma vez mais Bruno Feranades (o regressado) em grande evidência, fico com a ideia de que este "craque" como lhe chamaram os repórteres da Antena 1, dificilmente ficará mais uma época no Sporting. Mesmo que lhe paguem o dobro do que estão a pagar agora...

Ao mesmo tempo li, ainda esta semana, que o jornal "A Marca" mui ligado ao Real Madrid apresentou treze, repito treze jogadores, numa lista de dispensas para a próxima época.

Ainda do que li, entre eles estariam Bale, Benzema, Isco, Varane...

Ora bem... seria a altura ideal para os dirigentes do Sporting perguntarem aos responsáveis do clube merengue se a notícia é verdadeira e se o fosse fazer uma simples proposta de negócio: nós ficaríamos com os jogadores dispensados e o Real ficaria com o nosso capitão.

Não receberíamos dinheiro mas pela quantidade e qualidade dos atletas do Real, para a próxima época ficaríamos com uma belíssima equipa...

Doutor Varandas já pensou na eventualidade deste negócio?

À atenção da FPF!

Não vi o jogo da selecção contra a Ucrãnia, mas vi o jogo de ontem!

A minha conclusão é que a FPF tem de investir urgentemente da iluminação do estádio.

Não obstante o jogo ser na Luz a verdade é que as lâmpadas deviam estar todas fundidas, de tal forma que os jogadores portugueses só por uma vez conseguiram ver as redes adversárias.

No mínimo

Numa homenagem a um enorme jogador de futebol, Fernando Chalana, o Benfica "espetou" 10 ao Nacional.

O que se exige no nosso próximo jogo em casa, numa homenagem merecida aos sócios e adeptos que ainda lá vão, apesar dos pesares, o que se exige é no mínimo uma vitória tão expressiva como aquela do Benfica sobre o Nacional. Afinal estamos a falar de adversários pequenos, ontem, como na próxima jornada em Alvalade.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Televisão e outras cenas

O futebol português é um negócio sui-generis, onde os estádios estão às moscas e os cafés, pastelarias, bares e tascas enchem à hora dos jogos. Neste ramo de actividade, e sem que a Liga ligue o suficiente ao que se passa, os consumidores de futebol não dão dinheiro aos clubes, mas sim ao sector de restauração e bebidas. (Às televisões também, embora mesmo assistindo do sofá contribuam indirectamente para os proveitos dos clubes via valor da venda dos direitos de transmissão televisiva.)

 

O público que aí se concentra funciona como caixa de ressonância do que se passa num campo por vezes distante em muitas centenas de quilómetros. De facto, há todo um mimetismo a acompanhar este fenómeno: uma grande penalidade a favor da nossa equipa é usualmente comemorada com um “penalty” numa taça de vinho branco - a sua concretização merece logo um golo num cálice de Brandymel (o Santo Graal do “merchandising da bola” no seu estado líquido) - e o seu grau de conformidade, que no estádio envolve a figura do VAR, pode ser atestado por uma visita de um perito da ASAE. E todo o adepto impersonifica o treinador sentado no banco e emite comentários mais ou menos doutos e elaborados sobre o que vê e o que é preciso fazer, como se o simples acto de escovar os dentes e neles passar fio dentário numa base diária lhe desse automaticamente qualificação como estomatologista. Isto não acontece por acaso: é que, de todas as ciências, o futebol é a mais intuitiva, aquela em que o conhecimento se democratizou e se estendeu ao homem comum. Por exemplo, no que concerne aos sportinguistas, toda a gente sabe que em cada um de nós há um treina-(a)-dor. Também “olheiro”, ou membro do Scouting como agora pomposamente se diz, aparentemente qualquer um pode ser. Proponho até que se passe a designar de “zarolho”, principalmente a partir do momento em que um clube do sul de Itália (Nápoles) ultrapassou os nossos e foi o primeiro a ver valor num tal de Carlos Vinícius que jogava no Real (Massamá) e agora anda por aí, emprestado ao Rio Ave, a levantar as redes adversárias, perante alguns defesas que mais valia se dedicarem à pesca, de tal maneira são infernizados em terra por esse dianteiro brasileiro.

 

Tal como nos filmes, é da ilusão de se estar lá dentro que se faz o sortilégio do futebol. Disso e de se fazer parte de algo grandioso, maior do que nós e do que as nossas vidas, razão pela qual em Portugal (Guimarães talvez seja a excepção) quase todos escolhem um “grande” como clube da sua paixão (razão?), mesmo que o estádio do clube da nossa cidade esteja ali ao virar da esquina.

Passada esta introdução, esta noite o Sporting desloca-se a Tondela, uma cidade do distrito de Viseu com cerca de 29000 habitantes e um clube na Primeira Liga. Ao contrário da época de 2016/17, em que após uma viagem acidentada de carro, que envolveu o rebentamento de um pneu a cerca de 200 km/h (os senhores da Brigada de Trânsito queiram fazer o favor de saltar esta parte) e a concomitante impossibilidade de degustação prévia de um leitãozinho, ainda assim observei os leões a vencerem ao vivo os tondelenses, em Aveiro, com um golo marcado nos últimos minutos por Adrien e, no fim, celebrei…a vida - e de uma noite longa (golo de Coates aos 98 minutos) na temporada passada em que acabei com um nó no estômago e quase agarrado ao desfibrilador - , desta vez o jogo disputar-se-á no estádio João Cardoso, em Tondela, e eu, com essas emoções fortes ainda bem presentes (e de novo sem leitão), irei optar pelo conforto do sofá cá de casa para acompanhar a partida através das imagens, que não os sons, que me chegarão por via da SportTV. Que venha a décima (vitória de Keizer)!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Pirilampo vermelho

Alguém explique ao Rui Vitória que o objectivo (goal, em inglês) do jogo é o golo, não o auto-golo. Não é normal, é paranormal, caso suficiente para convocar (S)vilar (dois golos na Champions de 2017/18) das Perdizes, a fim de esconjurar o mal, pelo menos enquanto não surge uma solução das Arábias. Vitória com Abel foi um monstro, com José esteve para ir de Mota e em Portimão viu fazerem-lhe a Folha. Por isso, estou em crer que, a acender e a apagar desta forma, se calhar a luz que Luis Filipe Vieira viu foi a de um pirilampo. Em todo o caso, termino, desejando um bom ano de 2029 (estão 10 anos à frente) a todos os benfiquistas!

Pedro, o super-agente!

O nosso "treinador" Pedro Correia terá por aí uma agenda paralela e uma actividade também ela a circular ao lado de outras que exerce com reconhecida competência: A de agente de jogadores de futebol.

Senão vejamos, Pedro Correia insinuou aqui que dois jogadores estariam a fazer uma temporada menos boa no seu clube, disfarçada com um tom jocoso e tal, mas que vemos agora ter um interesse claro: Colocar os jogadores em clubes onde joguem e onde são cobiçados e que lhe tragam uns belos cobres em comissões. A tabela parece ser a mesma de sempre, quinje, quinje milhões...

Pedro, penso que não é sério usar o blogue como plataforma de negócios!*

 

* A não ser que a comissão seja gasta em bifes e imperiais no Império. eheh

Hoje giro eu - O amor acontece (Love actually)

O filme começa (prólogo) com a voz do "primeiro ministro" narrando que cada vez que fica deprimido com o estado da nação (lampiânica) pensa no terminal de chegadas do Aeroporto de Lisboa, e no amor com que amigos e familias recebem os seus entes queridos. Enquanto a realização nos dá a vêr excertos avulsos desses reencontros, a narração é entrecortada por "Wouldn`t it be nice" dos Beach Boys.  A fita evolui então para a "história de amor" entre Jorge e Luís.

 

O primeiro acto aborda a aposta arriscada que Luís fez em Jorge há 10 anos atrás, o "big break" da carreira do veterano treinador até aí sempre afastado dos grandes palcos. Preparando o novo enlace e a data previsível para tal acontecer, a cena é acompanhada pela audição de "Christmas is all around", um "cover" canastrão de Love is all around dos Wet, Wet, Wet.

 

O segundo acto narra o "casamento" entre Jorge e Bruno e os ciúmes sentidos por Luís durante esse período. O divórcio esteve para ser litigioso, mas no fim um acordo acabou por ser selado. Um pungente "Bye bye baby (baby goodbye)", tocado pelos Bay City Rollers, acompanha o enredo.

 

O terceiro acto centra-se em Luís e Rui e como o primeiro voltou a ser feliz, apesar de um primeiro encontro que não pareceu muito prometedor. Dois anos de extrema alegria, esfusiantemente passados para o ecran ao som de "All you need is love". No entanto, ao terceiro ano a relação começa a ter os seus percalços e a ameaça de adultério ou divórcio paira no ar. O realizador ilustra esse momento com o soberbo "Both sides now" de Joni Mitchell.

 

Epílogo: a acção foca-se na época de Natal. Jorge Jesus regressa a Portugal, por entre anteriores juras de amor do tipo "o bom filho a casa torna", terminado o seu exílio forçado nas arábias, e tem um reencontro emotivo no Aeroporto de Lisboa com Luís Filipe Vieira. Ao longe, em ruído de fundo, os Beach Boys tocam "God only knows"...

Jorge-Jesus-e-Luis-Filipe-Vieira2.jpg

 

 

Antonomásias - O sorriso do "mona lisa"

Leonardo foi o criador (da oportunidade) e Frederico Varandas, que procurava um treinador de projecto, capaz de trazer um futebol vistoso, positivo e com aposta nos jovens da Academia, aceitou a recomendação do nosso antigo treinador e contratou-o.

Marcel Keizer, membro do trio de intrépidos calvos (Peter Bosz, ele próprio e Erik Ten Hag) que sucedeu a Frank de Boer ao leme do Ajax de Amesterdão, é o novo treinador do Sporting. Dada a influência de Leonardo, é o "mona lisa" original, o que num clube com os pergaminhos do Sporting nunca pode ser menos que um GioCONDE. Que a sua chegada a Alvalade tenha o mesmo contexto da antonomásia (epíteto) que aqui aplico: o RENASCIMENTO (da Vinci) do grande Sporting Clube de Portugal no futebol nacional. E que todos juntos, pelo Sporting, sempre, no final possamos sorrir.

Marcel Keizer, o "mona lisa". Bem-vindo! Welkom! Sorte! Geluk!

 

P.S. Noutro plano, muitíssimo boa a entrevista de ontem à TVI24 de Francisco Salgado Zenha. Seguro, quase didáctico (a célebre polémica da rúbrica Fornecedores que desmontou com maestria), pondo as coisas no devido contexto (comparação com a concorrência no tema antecipação de receitas), correcto com quem o precedeu e com elevação. Assim também se conquista a união. Chapeau!

 

Marcel_Keizer sorriso.jpg

"SSSS" em Alvalade

Quando não havia a A23 que me leva actualmente de Lisboa a Castelo Branco em menos de duas horas, utilizava sempre uma estrada que atravessava o norte do Alentejo. Entrava em Vila Franca de Xira e passava toda a lezíra ribatejana até chegar a Mora e depois a Ponte de Sor.

Daqui seguia para Nisa. A partir desta vila havia uma estrada muito sinuosa até chegar a Vila Velha de Ródão. As curvas e contracurvas eram constantes e era frequente as crianças enjoarem neste troço.

Mas que tem este caminho a ver com o jogo de ontem à noite, perguntar-me-ão?
É que o jogo de ontem foi assim um bocado aos "ssss", tal e qual a estrada entre a povoação alentejana e as Portas de Ródão.

S de sofrível, tal foi a forma como a equipa jogou;

S de suficiente para ganhar;

S de segundo lugar na classificação;

S de sofredores, os mais de vinte mil adeptos presentes;

S de safa, escapámos de boa com o Chaves;

S de Salin, que não esteve em campo e deveria estar;

S de Sporting.

A tradição já não é o que era!

O meu filho mais velho tem um conjunto volumoso de camisolas do Sporting. A cada partida usa uma diferente. No jogo contra o Marítimo não foi excepção! Nas costas o seu nome, assim como um número que é o dia do seu aniversário.

Já a caminho do estádio diz ele a determinada altura:

- Esta camisola está amaldiçoada…

- Porquê?

- Sempre que vim com ela o Sporting nunca ganho!

Ora… tendo em conta que tínhamos acabado de ver a equipa de andebol ser derrotada por uns dinamarqueses de um clube de nome impronunciável, temi que a nefasta tradição se mantivesse.

Pois… mas ou tradição já não é o que era ou a equipa do Sporting não liga a tradições, a verdade é que o jovem saiu de Alvalade com a primeira vitória naquela camisola.

Certamente para mais tarde recordar!

 

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