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És a nossa Fé!

No mínimo

Numa homenagem a um enorme jogador de futebol, Fernando Chalana, o Benfica "espetou" 10 ao Nacional.

O que se exige no nosso próximo jogo em casa, numa homenagem merecida aos sócios e adeptos que ainda lá vão, apesar dos pesares, o que se exige é no mínimo uma vitória tão expressiva como aquela do Benfica sobre o Nacional. Afinal estamos a falar de adversários pequenos, ontem, como na próxima jornada em Alvalade.

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Televisão e outras cenas

O futebol português é um negócio sui-generis, onde os estádios estão às moscas e os cafés, pastelarias, bares e tascas enchem à hora dos jogos. Neste ramo de actividade, e sem que a Liga ligue o suficiente ao que se passa, os consumidores de futebol não dão dinheiro aos clubes, mas sim ao sector de restauração e bebidas. (Às televisões também, embora mesmo assistindo do sofá contribuam indirectamente para os proveitos dos clubes via valor da venda dos direitos de transmissão televisiva.)

 

O público que aí se concentra funciona como caixa de ressonância do que se passa num campo por vezes distante em muitas centenas de quilómetros. De facto, há todo um mimetismo a acompanhar este fenómeno: uma grande penalidade a favor da nossa equipa é usualmente comemorada com um “penalty” numa taça de vinho branco - a sua concretização merece logo um golo num cálice de Brandymel (o Santo Graal do “merchandising da bola” no seu estado líquido) - e o seu grau de conformidade, que no estádio envolve a figura do VAR, pode ser atestado por uma visita de um perito da ASAE. E todo o adepto impersonifica o treinador sentado no banco e emite comentários mais ou menos doutos e elaborados sobre o que vê e o que é preciso fazer, como se o simples acto de escovar os dentes e neles passar fio dentário numa base diária lhe desse automaticamente qualificação como estomatologista. Isto não acontece por acaso: é que, de todas as ciências, o futebol é a mais intuitiva, aquela em que o conhecimento se democratizou e se estendeu ao homem comum. Por exemplo, no que concerne aos sportinguistas, toda a gente sabe que em cada um de nós há um treina-(a)-dor. Também “olheiro”, ou membro do Scouting como agora pomposamente se diz, aparentemente qualquer um pode ser. Proponho até que se passe a designar de “zarolho”, principalmente a partir do momento em que um clube do sul de Itália (Nápoles) ultrapassou os nossos e foi o primeiro a ver valor num tal de Carlos Vinícius que jogava no Real (Massamá) e agora anda por aí, emprestado ao Rio Ave, a levantar as redes adversárias, perante alguns defesas que mais valia se dedicarem à pesca, de tal maneira são infernizados em terra por esse dianteiro brasileiro.

 

Tal como nos filmes, é da ilusão de se estar lá dentro que se faz o sortilégio do futebol. Disso e de se fazer parte de algo grandioso, maior do que nós e do que as nossas vidas, razão pela qual em Portugal (Guimarães talvez seja a excepção) quase todos escolhem um “grande” como clube da sua paixão (razão?), mesmo que o estádio do clube da nossa cidade esteja ali ao virar da esquina.

Passada esta introdução, esta noite o Sporting desloca-se a Tondela, uma cidade do distrito de Viseu com cerca de 29000 habitantes e um clube na Primeira Liga. Ao contrário da época de 2016/17, em que após uma viagem acidentada de carro, que envolveu o rebentamento de um pneu a cerca de 200 km/h (os senhores da Brigada de Trânsito queiram fazer o favor de saltar esta parte) e a concomitante impossibilidade de degustação prévia de um leitãozinho, ainda assim observei os leões a vencerem ao vivo os tondelenses, em Aveiro, com um golo marcado nos últimos minutos por Adrien e, no fim, celebrei…a vida - e de uma noite longa (golo de Coates aos 98 minutos) na temporada passada em que acabei com um nó no estômago e quase agarrado ao desfibrilador - , desta vez o jogo disputar-se-á no estádio João Cardoso, em Tondela, e eu, com essas emoções fortes ainda bem presentes (e de novo sem leitão), irei optar pelo conforto do sofá cá de casa para acompanhar a partida através das imagens, que não os sons, que me chegarão por via da SportTV. Que venha a décima (vitória de Keizer)!

Tudo ao molho e FÉ em Deus - Pirilampo vermelho

Alguém explique ao Rui Vitória que o objectivo (goal, em inglês) do jogo é o golo, não o auto-golo. Não é normal, é paranormal, caso suficiente para convocar (S)vilar (dois golos na Champions de 2017/18) das Perdizes, a fim de esconjurar o mal, pelo menos enquanto não surge uma solução das Arábias. Vitória com Abel foi um monstro, com José esteve para ir de Mota e em Portimão viu fazerem-lhe a Folha. Por isso, estou em crer que, a acender e a apagar desta forma, se calhar a luz que Luis Filipe Vieira viu foi a de um pirilampo. Em todo o caso, termino, desejando um bom ano de 2029 (estão 10 anos à frente) a todos os benfiquistas!

Pedro, o super-agente!

O nosso "treinador" Pedro Correia terá por aí uma agenda paralela e uma actividade também ela a circular ao lado de outras que exerce com reconhecida competência: A de agente de jogadores de futebol.

Senão vejamos, Pedro Correia insinuou aqui que dois jogadores estariam a fazer uma temporada menos boa no seu clube, disfarçada com um tom jocoso e tal, mas que vemos agora ter um interesse claro: Colocar os jogadores em clubes onde joguem e onde são cobiçados e que lhe tragam uns belos cobres em comissões. A tabela parece ser a mesma de sempre, quinje, quinje milhões...

Pedro, penso que não é sério usar o blogue como plataforma de negócios!*

 

* A não ser que a comissão seja gasta em bifes e imperiais no Império. eheh

Hoje giro eu - O amor acontece (Love actually)

O filme começa (prólogo) com a voz do "primeiro ministro" narrando que cada vez que fica deprimido com o estado da nação (lampiânica) pensa no terminal de chegadas do Aeroporto de Lisboa, e no amor com que amigos e familias recebem os seus entes queridos. Enquanto a realização nos dá a vêr excertos avulsos desses reencontros, a narração é entrecortada por "Wouldn`t it be nice" dos Beach Boys.  A fita evolui então para a "história de amor" entre Jorge e Luís.

 

O primeiro acto aborda a aposta arriscada que Luís fez em Jorge há 10 anos atrás, o "big break" da carreira do veterano treinador até aí sempre afastado dos grandes palcos. Preparando o novo enlace e a data previsível para tal acontecer, a cena é acompanhada pela audição de "Christmas is all around", um "cover" canastrão de Love is all around dos Wet, Wet, Wet.

 

O segundo acto narra o "casamento" entre Jorge e Bruno e os ciúmes sentidos por Luís durante esse período. O divórcio esteve para ser litigioso, mas no fim um acordo acabou por ser selado. Um pungente "Bye bye baby (baby goodbye)", tocado pelos Bay City Rollers, acompanha o enredo.

 

O terceiro acto centra-se em Luís e Rui e como o primeiro voltou a ser feliz, apesar de um primeiro encontro que não pareceu muito prometedor. Dois anos de extrema alegria, esfusiantemente passados para o ecran ao som de "All you need is love". No entanto, ao terceiro ano a relação começa a ter os seus percalços e a ameaça de adultério ou divórcio paira no ar. O realizador ilustra esse momento com o soberbo "Both sides now" de Joni Mitchell.

 

Epílogo: a acção foca-se na época de Natal. Jorge Jesus regressa a Portugal, por entre anteriores juras de amor do tipo "o bom filho a casa torna", terminado o seu exílio forçado nas arábias, e tem um reencontro emotivo no Aeroporto de Lisboa com Luís Filipe Vieira. Ao longe, em ruído de fundo, os Beach Boys tocam "God only knows"...

Jorge-Jesus-e-Luis-Filipe-Vieira2.jpg

 

 

Antonomásias - O sorriso do "mona lisa"

Leonardo foi o criador (da oportunidade) e Frederico Varandas, que procurava um treinador de projecto, capaz de trazer um futebol vistoso, positivo e com aposta nos jovens da Academia, aceitou a recomendação do nosso antigo treinador e contratou-o.

Marcel Keizer, membro do trio de intrépidos calvos (Peter Bosz, ele próprio e Erik Ten Hag) que sucedeu a Frank de Boer ao leme do Ajax de Amesterdão, é o novo treinador do Sporting. Dada a influência de Leonardo, é o "mona lisa" original, o que num clube com os pergaminhos do Sporting nunca pode ser menos que um GioCONDE. Que a sua chegada a Alvalade tenha o mesmo contexto da antonomásia (epíteto) que aqui aplico: o RENASCIMENTO (da Vinci) do grande Sporting Clube de Portugal no futebol nacional. E que todos juntos, pelo Sporting, sempre, no final possamos sorrir.

Marcel Keizer, o "mona lisa". Bem-vindo! Welkom! Sorte! Geluk!

 

P.S. Noutro plano, muitíssimo boa a entrevista de ontem à TVI24 de Francisco Salgado Zenha. Seguro, quase didáctico (a célebre polémica da rúbrica Fornecedores que desmontou com maestria), pondo as coisas no devido contexto (comparação com a concorrência no tema antecipação de receitas), correcto com quem o precedeu e com elevação. Assim também se conquista a união. Chapeau!

 

Marcel_Keizer sorriso.jpg

"SSSS" em Alvalade

Quando não havia a A23 que me leva actualmente de Lisboa a Castelo Branco em menos de duas horas, utilizava sempre uma estrada que atravessava o norte do Alentejo. Entrava em Vila Franca de Xira e passava toda a lezíra ribatejana até chegar a Mora e depois a Ponte de Sor.

Daqui seguia para Nisa. A partir desta vila havia uma estrada muito sinuosa até chegar a Vila Velha de Ródão. As curvas e contracurvas eram constantes e era frequente as crianças enjoarem neste troço.

Mas que tem este caminho a ver com o jogo de ontem à noite, perguntar-me-ão?
É que o jogo de ontem foi assim um bocado aos "ssss", tal e qual a estrada entre a povoação alentejana e as Portas de Ródão.

S de sofrível, tal foi a forma como a equipa jogou;

S de suficiente para ganhar;

S de segundo lugar na classificação;

S de sofredores, os mais de vinte mil adeptos presentes;

S de safa, escapámos de boa com o Chaves;

S de Salin, que não esteve em campo e deveria estar;

S de Sporting.

A tradição já não é o que era!

O meu filho mais velho tem um conjunto volumoso de camisolas do Sporting. A cada partida usa uma diferente. No jogo contra o Marítimo não foi excepção! Nas costas o seu nome, assim como um número que é o dia do seu aniversário.

Já a caminho do estádio diz ele a determinada altura:

- Esta camisola está amaldiçoada…

- Porquê?

- Sempre que vim com ela o Sporting nunca ganho!

Ora… tendo em conta que tínhamos acabado de ver a equipa de andebol ser derrotada por uns dinamarqueses de um clube de nome impronunciável, temi que a nefasta tradição se mantivesse.

Pois… mas ou tradição já não é o que era ou a equipa do Sporting não liga a tradições, a verdade é que o jovem saiu de Alvalade com a primeira vitória naquela camisola.

Certamente para mais tarde recordar!

 

Também aqui

Críticar, ou não criticar

Fernando Santos, diz-se por aí, recusou criticar os jogadores da selecção, concretamente os defesas que deram uma barraca tremenda no jogo contra o Uruguai. "Ó pá, eu sei dum gajo que começou por criticar dois defesas, acabou sem equipa e foi corrido do lugar", terá alegadamente dito o seleccionador nacional, que terá ainda confidenciado que o guarda-redes (que não quis identificar) há duas noites que tem pesadelos com o Cavani. À pergunta de um jornalista da CMTV, a televisão oficial do Sporting, se se tratava de Patrício, Santos não confirmou, mas adiantou que o dito jogador, na ralidade, no Domingo acordou com os lençóis ensopados em mijo. "Era mijo, pá, era mijo!" terá afirmado com um esgar no momento em que virava o pescoço para o seu lado direito. Apesar de todas as cautelas, de não se ter dado por qualquer publicação sua no face, Fernando Santos não está livre de ser destituído do cargo, conseguimos saber junto do outro Fernando, o da FPF, que ainda antes de lhe ser feita qualquer pergunta gritou bem alto: "Eu não me demiti, eu não me demiti". Falso. Como (a) Judas.

 

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