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És a nossa Fé!

O vendedor de automóveis

Imaginem que eu tenho um chaço velho e que quero desfazer-me dele, vendê-lo.

Faço umas fotos jeitosas, coloco num site da especialidade e digo que é velhinho mas ainda está ali para as curvas.

Como aquilo é velho, se alguém me pedir para o ir mostrar na perspectiva de o comprar, se não for muito longe, eu vou, claro!

Agora imaginem que eu tenho uma bomba para vender que tem bué da clientes interessados. Eu ponho o carro no stand e espero calmamente pelos putativos clientes e interessados.

Claro que se eu tiver um interessado numa frota automóvel e a tiver para vender, desloco-me a casa do cliente e até lhe faço uma atençãozinha, se for caso disso.

Mas o que eu tenho é um topo de gama, 8 cilindros em V e uma cavalagem que arrasta tudo à sua volta, até alguns chaços velhos como aquele que eu pedi que imaginassem que tenho, lá em cima.

Faz algum sentido eu e a minha mulher, que cá em casa é tudo a meias, irmos a casa dum ricaço que me quer comprar a porra do carro?

Eu acho que não, mas isso sou eu, que não preciso de vender o meu chaço...

A pior equipa técnica de sempre?

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Em todos estes anos que acompanho a cores e ao vivo o Sporting Clube de Portugal (e comecei muito mal habituado, com Mário Lino, Yazalde e a dobradinha) dificilmente consigo identificar uma equipa técnica tão fraca como esta que Frederico Varandas, Hugo Viana (e/ou seja quem for), escolheram para suceder a um treinador holandês minimamente competente e vencedor de duas taças, Marcel Keizer. Talvez Vercauteren. Talvez Carlos Manuel. Talvez outros. Talvez.

E já tivemos plantéis bem piores do que este, que conta com internacionais A de Portugal, França, Argentina, Uruguai, Colômbia e Macedónia. 

O lider desta equipa técnica, Jorge Silas, consegue aliar falta de habilitações e falta de experiência com atrevimento de quem pensa pela sua cabeça e se sente dono da verdade. A sua atracção por um "futebol de posse" arredio da cultura do clube, pela mudança constante, de jogadores e esquemas de jogo, pelas adaptações de última hora de jogadores a posições fora da sua zona de conforto, traduzem-se em exibições deprimentes de onzes sempre novos, sem rotinas e automatismos, apenas disfarçadas pelos momentos de excelência dos poucos craques que temos no plantel.

Hoje na Áustria tivemos um novo caso Alverca. Com Bruno Fernandes e Neto impossibilitados, Mathieu, Vietto, Acuña, Wendel, Doumbia e o LP9 ficaram de fora do onze inicial e foram as segundas linhas (as antigas reservas), reforçadas com Coates e Renan, que tentaram vender cara a derrota e evitar a goleada, ficando-se pelos 0-3, quando facilmente poderia ter ocorrido qualquer coisa bem pior.

Tudo isso para os poupar, não para um clássico com Benfica ou Porto, mas para o desafio com o Santa Clara quatro dias depois, e em seguida para um jogo com um Portimonense que não servirá para nada se o Rio Ave ganhar, e as férias de Natal. O que não deixa de ser um atestado de incompetência à preparação física da equipa, da responsabilidade do técnico.

E assim perdeu o Sporting alguns milhões de euros que lhe fazem muito jeito, entre os directamente decorrentes desta partida e os decorrentes da possível passagem à eliminatória seguinte defrontando uma equipa menos forte.

Voltando ao início, que equipa técnica é esta???

SL

Competência e falta dela

Esta jornada dupla em Barcelos (que nos custou a aproximação perigosa do Braga e Guimarães na Liga e não nos livrou da eliminação na Taça da Liga) e aquilo que continuamos a ler e a saber do futebol do Sporting vieram ainda mais pôr a nu a incompetência da actual estrutura e o consequente estado de abandono e descontrolo emocional dos jogadores, entre os excessos de alguns e a falta de alegria e confiança e o olhar cabisbaixo doutros.

Temos um director desportivo que não dá a cara e que sonha em "encaixar no mercado de Janeiro para reforçar o plantel", e ouvimos que Acuña, Coates, Wendel e agora Palhinha estão à venda por tuta e meia e o Sporting anda à procura de Olas Johns algures, temos um team-manager que assiste impávido e sereno às provocações e pancadas sobre Acuña e não levanta o traseiro do banco para o defender, temos um treinador que mete a viola no saco quando o treinador contrário desvaloriza os seus jogadores, tem de ser chamado à razão pelos jogadores para se deixar de mudanças constantes que apenas os desorientam,  e se queixa (muito se queixa ele) que o Bruno Fernandes conhece o plantel melhor que ele, que os jogadores fazem o que querem em campo, e que não tem tempo, nunca tem tempo para treinar como deve ser. E fica enfadado, protestando com o adjunto quando o Bruno tenta um chapéu longo ao guarda-redes adversário.

Que chatice ser treinador do Sporting. No Belenenses não era assim?

 

O que ainda vai valendo é a competência do capitão de equipa, que vai marcando e dando a marcar golos decisivos, puxando pelos colegas e exigindo atitude, levando pancada mais ou menos tolerada pelos árbitros (no Bessa foi uma caça ao homem) mas não deixando de meter o pé sem medo mesmo incorrendo em faltas e cartões, ou seja, fazendo o trabalho dele e às vezes os dos outros. Se estamos assim com ele, o que seria do Sporting esta época sem Bruno Fernandes?

E se ele se aleija? Nem quero pensar nisso...

 

Confesso que não entendo como há gente do Sporting (do Benfica e do Porto entendo) que acha que o problema do Sporting é o que diz ou o que faz Bruno Fernandes, e que até advoga que devia deixar a braçadeira. Para ficar tudo nivelado na incompetência.

Por mim, e já que se dispôs a assinar um novo contrato, pelo menos era promovido já a treinador-jogador. Como no caso do Tiririca, pior não fica. 

Entretanto, amanhã, mais um confronto crucial em Alvalade: o penúltimo para a Liga antes dos embates com os dois rivais. Por muito desagradado e pessimista que esteja, lá estarei a apoiar nos 90 minutos e convido todos a fazer o mesmo.

 

PS: Hoje no João Rocha, às 15h, temos o dérbi do andebol. Na primeira volta ganhámos na Luz e temos todas as condições para vencer de novo. A não perder. 

SL

It's the football, stupid

Havia uma frase assim sobre economia que ficou famosa na campanha de 1992 de Bill Clinton.

E parece-me muito apropriada para descrever o momento actual do Sporting. Ninguém quer saber dos resultados das modalidades, da situação financeira, das responsabilidades de quadros e dirigentes do Sporting no assalto ao próprio clube, da guerra com as claques desmamadas. Apenas querem saber de mais uma derrota para a Liga, algures no Minho. 

É o poder do futebol. E Varandas bem o sabe, porque colocou o futebol no centro da sua campanha. Então, não se pode queixar das críticas quando o futebol não vai bem.

E para ter sucesso no futebol é preciso massa crítica, um conjunto de competências espalhadas pela estrutura e pelo plantel que tornem os objectivos possíveis de serem alcançados.

 

Ora, neste momento o futebol do Sporting tem músculo a menos e gordura a mais. E custa demasiado para o que rende. Existem Bruno Fernandes, Acuña, Mathieu, Coates e... Paulinho. Depois existem... os outros, uns melhores, outros piores, e alguns que metem dó. Na quinta-feira contra o PSV, Bruno assistiu para o primeiro, marcou o segundo, assistiu para o terceiro de Mathieu, marcou o penálti conquistado por Acuña. Ontem mais uma vez assistiu para o golo.

Abre-se o jornal e lê-se que Bruno Fernandes, Acuña e Coates estão na porta de saída para... o Sporting poder reforçar o plantel!!! Está tudo doido!

Temos um dos piores plantéis de sempre? Nem por isso, para além dos quatro magníficos, titulares de Portugal, Argentina, Uruguai e ex-titular de França, temos mais alguns jogadores interessantes que frequentam diferentes selecções, inclusive a do Brasil. Lembro-me de bem pior.

Mas... temos uma das piores equipas técnicas de sempre. Não falando dos últimos que por aqui passaram, pensar que um dia tivemos Bobby Robson, Mourinho, M. Fernandes e Roger Spry, e agora temos Silas e o seu grupo de amigos mais um fisioterapeuta promovido a preparador físico. E Nelson Pereira na prateleira dá-me a volta ao estômago.

 

Bruno Fernandes anda a pregar no deserto. Enquanto ele se queixa de falta de atitude, de meter o pé e ganhar as divididas, de falta de intensidade, de entrarem amorfos nos jogos, Silas queixa-se de falta de paciência, dos jogadores andarem a jogar por si, de falta de maturidade e que... a equipa não precisa de heróis.

E depois temos os responsáveis por tudo isto: Hugo Viana, Beto... e obviamente o próprio presidente. Uma solução seria (como aqui vários defenderam e continuarão a defender) que ele se demita e convoque eleições. E ficarem lá os incompetentes a dar cabo do que resta da temporada.

 

Outra solução, para mim bem mais simples, é o presidente exigir responsabilidades e correr com quem não demonstra competência para servir o Sporting. Aqui vai uma lista do que eu faria ou tentava fazer se estivesse no lugar dele:

1. Contratar um director desportivo qualificado e pôr Hugo Viana nas Relações Internacionais (com os países árabes ou algo assim).

2. Convidar um homem da casa, da velha guarda, para secretário técnico. Um novo Manolo Vidal. Pôr Beto noutras funções quaisquer onde possa demonstrar alguma utilidade.

3. Contratar um treinador experiente e inspirador, com olho para os jovens, como já tivemos vários, de preferência inglês (digo eu), que nas conferências de imprensa se resuma ao "no comments" e um preparador físico de topo. Completar a equipa técnica com um adjunto ex-capitão tipo Oceano e o emprateleirado Nelson Pereira.

4. Manter Bruno Fernandes, Coates, Acuña, Mathieu e Wendel a todo o custo até ao final da época e devolver o Acuña à posição de extremo esquerdo.

5. Mandar Ilori, Eduardo e Borja fazer companhia a Matheus Oliveira, juntar os três emprestados e despachá-los a todos na primeira oportunidade. 

6. Emprestar Battaglia, Jovane e Miguel Luís para poderem recuperar e/ou evoluir e serem úteis na próxima época num contexto mais favoravel. Deixar os emprestados onde estão a jogar e a evoluir também.

7. Completar o plantel com os melhores dos sub-23 que estão em plena actividade, em particular, Eduardo Quaresma, Nuno Mendes, Matheus Nunes, Rodrigo Fernandes e Pedro Mendes, e dar verdadeiras oportunidades a Camacho e a Plata. Doumbia, Wendel e Rosier são também sub-23 e têm muito por onde evoluir. Ristovski pode ser útil a médio direito, mas a defesa já se viu que é incapaz.

 

E com isto fazer mais uma ou duas eliminatórias da Liga Europa, conseguir chegar no fim ao 3.º lugar da Liga e deixar construída a base da equipa do próximo ano.

Enfim... digo eu... no dia de hoje. 

Vamos ver o que o futuro nos dará.

SL

Silas é a nossa última oportunidade

Deixemos Silas em paz. Ele está na cadeira mais ingrata do futebol português, que tritura carreiras e mais ninguém quer ocupar. Por mais treino que haja, se um jogador cometer dois erros seguidos e clamorosos que dão golo ao adversário, um jogador a quem se dá oportunidade para recuperar e dar confiança mas retribui com uma atitude displicente, que mais pode um treinador fazer? Se a rapaziada falha passes óbvios, deixa escapar no pé bolas limpas, pisa e tropeça no esférico como um juvenil, que plano pode funcionar?

Neste momento Silas é parte da solução não do problema, mesmo que tente demais tacticamente, mesmo que procure desesperadamente extrair alguma coisa decente de jogadores como Ilori, Dumbia, Jesé, que seria decorativos numa equipa da 2a divisão. Deixemos Silas em paz até ao final da época porque melhor será agora impossível. Um corrupio de treinadores evidencia que o problema está no clube não no treinador.

Quem deveria mesmo ser corrido por manifesta incompetência e dano é Hugo Viana e antes da nova abertura de mercado para não lesar mais o Sporting. Se Varandas não o fizer ter-se-á que tomá-lo como cúmplice.

Frederico Varandas cada vez mais perto do fim da linha - III

Não existem segundas oportunidades para causar uma boa primeira impressão. A construção do plantel da presente época foi péssima, os resultados estão à vista, hoje mais uma derrota em Barcelos diante do Gil Vicente.

Tiago Ilori que treina em Alcochete, mas não teria lugar no Alcochetense, foi para nosso azar, hoje titular. Um verdadeiro cepo, oferecendo ao adversário o 1º golo, intranquilizando a equipa, que também não jogou nada. Mas pior que realizar um mau jogo é constatar que além de Ilori, frequentemente o elo mais fraco, também Jesé e Bolasie se têm revelado reforços inúteis. Do mal o menos, uma vez que vieram por empréstimo, é devolvê-los o quanto antes à procedência. Borja, Eduardo e Doumbia, também aquisições durante o consulado do presidente Frederico Varandas, não mostraram ainda qualidade para jogar no Sporting. Plata e Camacho também não reforçaram grande coisa. Silas é o menos culpado, pois ninguém consegue fazer omoletes sem ovos.

Das duas uma, em Janeiro o mercado reabre, ou muda o cenário, ou contem com os meus votos para mudarmos de presidente, sem obviamente regressarmos ao passado recente.

Erros de casting

No futebol os erros de casting são mais que frequentes. Quantas vezes vimos chegar um jogador que "parecia que" e afinal fomos de desilusão em desilusão até ao fim?

Mas também muitas vezes os julgamentos são precipitados e aqueles que pareciam uns flops nos supreendem e temos que engolir as nossas palavras.

O futebol é assim. Alguém disse, e com muita razão, que no futebol "o que hoje é verdade, amanhã é mentira".

Portanto, obviamente o que vou dizer em seguida vale o que vale, é apenas a minha opinião de hoje, muito avinagrada pelas últimas exibições, que aliás muito espero que seja desmentida no futuro próximo.

Esta estrutura de futebol do Sporting está contaminada por erros de casting mais do que evidentes, no relvado e fora dele, pessoas e profissionais que não correspondem ao que o Sporting precisava no momento actual, e que comprometem e destroem o trabalho daqueles poucos que se destacam e necessitam duma rectaguarda sólida e comprometida.

O Sporting com Jorge Silas, mudando de sistema e de jogadores em posições nucleares todos os jogos, sistematicamente joga mal e às vezes pessimamente. Contra equipas sempre de categoria inferior, tem ganho mais do que tem perdido, mas apenas isso. Tem sobrevivido à custa de rasgos individuais dos poucos artistas do plantel.

O Sporting precisa de mais profissionais de topo como Mathieu, Coates, Acuña e Bruno Fernandes.

Precisa dum treinador de guarda-redes como Nelson Pereira.

Precisa dum preparador físico de topo como Roger Spry ou Radisic.

Precisa dum treinador experiente e com grande capacidade de liderança como vários que já tivemos, cujos nomes todos conhecemos.

Mathieu colocou como condição para continuar a presença de Coates. Faz todo o sentido. O que não faz sentido nenhum é ver um Coates ao lado dum Ilori.

Bruno Fernandes se calhar não colocou condição nenhuma. Mas devia ter colocado. Um treinador de nível equivalente ao melhor que treine em Portugal. No mínimo com habilitações para orientar a equipa desde o banco.

Quanto ao director desportivo, o máximo responsável pelo "casting", chame-se ele Hugo Viana ou outra coisa qualquer, estamos conversados.

SL

Uma vitória muito importante

Este jogo num campo gelado contra o mais fraco do Grupo é um daqueles jogos em que não vale a pena discutir como, o que importa mesmo é ganhar. E o Sporting ganhou por 2-0 e ainda mais importante se tornou essa vitória com o resultado registado em Linz.

Parabéns então a Silas, e a todos que estiveram lá dentro mas muito particularmente a Renan, Neto, Coates e Bruno Fernandes.

Dói a alma abrir o jornal e ler sobre os desejos da "estrutura" vender Coates, Acuña e Wendel se calhar para conseguir comprar mais uns Rosiers, Iloris, Borjas, Eduardos e Camachos (foram mais de 20 M€ ...). É que dói mesmo.

A estupidez tem limites, não tem, Hugo Viana ? 

SL

Não é possível

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Vamos no quinto treinador da era Varandas, provavelmente a caminho do sexto, e o futebol leonino continua mergulhado na apagada e vil tristeza que sabemos.

Goleados na Supertaça pelo velho rival, eliminados da Taça de Portugal por um clube do terceiro escalão, praticamente excluídos da Taça da Liga, sem a menor hipótese de sonharmos sequer com a conquista do campeonato.

Os técnicos sucedem-se, mas nada melhora. Apesar disso, o director do futebol profissional do Sporting mantém-se no cargo como se nada fosse. Mas ninguém se ilude: ele tem pesadas responsabilidades na péssima organização da pré-temporada, na porta giratória em que se transformou o clube na recta final do período de inscrição de jogadores e na saída de grandes valores futebolísticos (Nani, Domingos Duarte, Matheus, Bas Dost, Raphinha) entretanto substituídos por gente sem categoria para representanter o nosso emblema.

Chegou a hora de Hugo Viana se sacrificar pelo Sporting, apresentando a demissão com carácter irrevogável. As árvores julgam-se pelos frutos: não é possível continuarmos com este director desportivo que se mostra incapaz de levar a bom porto a missão de que foi encarregado.

 

ADENDA: Alguns leitores/comentadores apareceram aqui a defender Hugo Viana. Defendem o indefensável. Bastaria o clamoroso erro da não-inscrição de Pedro Mendes - melhor marcador da Liga Revelação - nas competições internas da equipa principal para ditar a porta de saída ao ainda director do futebol profissional do Sporting.

Isto sim é o diagnóstico do ano

Leio hoje no meu jornal habitual que Silas "rapidamente identificou a principal lacuna no plantel", prioridade essa "já transmitida a Administração da SAD": um avançado "com envergadura física, com posicionamento mais fixo... e sobretudo "que sirva de principal referência para os cruzamentos tanto dos extremos como dos laterais". No fundo, um verdadeiro número 9.

Este nosso treinador tem tanto de inteligente como de educado. Podia simplesmente ter feito como a JuveLeo e chegado ao pé do Hugo Viana e dizer: "Quero o Bas Dost de volta e amanhã,  c..."

SL

Match Point (parte 2)

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E o Mr. Murphy tirou folga. Mesmo com grande dificuldade e baixa nota artística, a bola... passou a rede.

Posto isto e esquecendo o "casual outsider", o Famalicão, estamos na posição da época passada, atrás dos rivais e à frente dos candidatos ao 3.º posto. Na Liga Europa também, em 2.º lugar no grupo, com grandes hipóteses de passar à fase seguinte, mas a Taça de Portugal já foi e a Taça da Liga está no ir também.

Fazendo um balanço aos reforços da era Varandas/H.Viana, o único que se tem revelado de classe superior chama-se Vietto. Depois vêm uns utilitários a roçar a mediania: Rosier, Doumbia, Quaresma, Borja, Bolasie, Neto, Luiz Phellype, uma jovem promessa que precisa de enquadramento táctico, Plata,  um ex-craque em recuperação (Jesé) e alguns casos enigmáticos: Ilori, Camacho e Fernando, que convinha alguém explicar. Com as saídas de Gudelj, Bas Dost e Raphinha e com tão pouca quantidade de qualidade, torna-se complicado competir com Benfica e Porto. Estamos bem mais perto de Guimarães e Braga no que ao plantel diz respeito.

Silas está a fazer pela vida, a equipa está lentamente a melhorar a sua produção, mas parece-me que é a equipa técnica (incluindo o "team manager") mais fraca que o Sporting tem desde há muito tempo (não contando com os treinadores transitórios, considerando apenas Keizer, Peseiro, Jesus, Marco Silva, Leonardo Jardim, Jesualdo Ferreira) e que ainda se deu ao luxo de dispensar os serviços do treinador de guarda-redes mais qualificado da Liga, Nelson Pereira, com resultados (negativos) já visíveis em Renan. Foi sem dúvida uma jogada de alto risco do presidente.

Agora vamos ter três jogos consecutivos fora de casa com equipas menores que poderão consolidar a melhoria da qualidade de jogo desta equipa, e possibilitar-lhe outra capacidade e ambição.

Sobre o mercado de inverno, se calhar começar por manter Acuña e Wendel e exportar Hugo Viana para um mercado a seu gosto não era mal pensado.

SL

Faz hoje um ano

 

O Sporting de Braga festejava a conquista da Taça da Liga. O que me levou a escrever isto: "Penso como hoje nos fariam falta dois ex-jogadores formados na nossa academia ou que ganharam experiência nas nossas camadas jovens e agora integram as fileiras bracarenses: Hugo Viana e Custódio. O Sporting continua a ser uma escola de campeões. Só é pena que nem sempre saiba aproveitá-los tão bem como sabe formá-los."

Parecia combinado, mas não foi. Quase ao mesmo tempo, nesse dia 14 de Abril de 2013, o Tiago Loureiro escrevia isto: "Se a pressa do Sporting em fazer milhões na primeira vez e a falta de milhões do Sporting para o segurar em definitivo da segunda provocaram separações compreensíveis, a História registará para sempre, como uma incompreensível oportunidade perdida, a falha no resgate do filho pródigo no início da época de 2010/2011. Hugo Viana, com o passe na mão, queria regressar e o Sporting interessou-se pela ideia. Hugo Viana dispôs-se a reduzir significativamente o vencimento que trazia de Valência; o Sporting, por intermédio do então director-desportivo Costinha, disse não."

Também no futebol convém ter boa memória...

Mais um forçado a emigrar

         

 

Como sabemos, as entrevistas concedidas pelos futebolistas à imprensa desportiva raras vezes ultrapassam o patamar da mediania, para não empregar uma expressão menos eufemística e porventura bastante mais deselegante. Mas felizmente há excepções. Como esta, dada pelo nosso Hugo Viana à edição de hoje do Record. São três páginas que merecem ser lidas. Nas linhas e nas entrelinhas.

Eis uma das suas frases que mais me impressionaram: "Em Portugal, aos 30 anos, já somos velhos." Talvez por ser tão certeira. E por reflectir uma realidade tão injusta.

Chego ao fim e questiono-me: como pode o futebol português, tanto ao nível de clubes como de selecção, dar-se ao luxo de dispensar um jogador como este?

Hugo Viana

 

 

Custa acreditar que aos 30 anos e já com muito futebol nas pernas, Hugo Viana tenha jogado apenas duas épocas na equipa principal do clube que o formou. Mal aproveitado em Newcastle e em Valência, onde sempre lhe exigiram ser o que não era, encontrou em Braga o reconhecimento da classe com que joga futebol. Mas foi nas duas épocas à Sporting que melhor jogou até hoje. Duas épocas apenas. Custa acreditar e provoca uma angústia enorme pensar como poderia ter sido, para e ele e para o Sporting, se a história entre ambos tivesse durado mais tempo. Nessas duas épocas foi a grande revelação da equipa que pela última vez nos deu a alegria da conquista do campeonato e o artista que desenhava a régua e esquadro o mais belo futebol da última década e que nos conduziu à final da Taça UEFA. Mas se a pressa do Sporting em fazer milhões na primeira vez e a falta de milhões do Sporting para o segurar em definitivo da segunda provocaram separações compreensíveis, a História registará para sempre, como uma incompreensível oportunidade perdida, a falha no resgate do filho pródigo no início da época de 2010/2011. Hugo Viana, com o passe na mão, queria regressar e o Sporting interessou-se pela ideia. Hugo Viana dispôs-se a reduzir em significativamente o vencimento que trazia de Valência; o Sporting, por intermédio do então director-desportivo Costinha, disse não. O Sporting contratara Maniche para esse lugar, com os resultados que se conhecem. Hugo Viana foi para o Braga (onde já tinha cumprido uma época de empréstimo) com os resultados que se conhecem.

 

Para o Braga que ganha dimensão de ano para ano, os contributos foram vários. Desde a magia de Mossoró, Wender e Alan até aos golos de Meyong, Lima e Éder, passando pela segurança de Vandinho e Custódio. Mas ninguém lhe deu dimensão, estofo e classe como Hugo Viana. Porque é isso que ele faz quando está bem: transforma o banal em mágico. 

 

As suas lágrimas no final do jogo de ontem têm mais qualquer coisa do que alegria. São já sinal de despedida. Hugo Viana acaba contrato no final da época e prepara-se para abraçar aquele que será provavelmente o último grande projecto desportivo da sua carreira. Sei, por isso, que corro o risco de o ver com uma camisola de uma côr de que não gosto na próxima época, como já vi outros, mal aproveitados pelo meu clube e oportunamente acolhidos por outros. Mas alimento a esperança de o ver com o verde e branco que sempre o embalaram para jogar o melhor futebol que já saiu dos seus pés. Espero que o Correio da Manhã, por uma vez, tenha conseguido a proeza de acertar numa notícia sobre o Sporting.

 

PS: Este post parece combinado com o Pedro Correia, que escreveu este, mas é apenas uma coincidência, fruto do acaso. E também, certamente, fruto do reconhecimento da classe evidente do futebol do Hugo Viana. 

Ó Hugo!

(Vi eu com estes que a terra há-de comer)

Nesse verão de 2004 o campeonato tinha começado mal. O novo treinador era um rapaz obscuro que vinha prestigiado como adjunto do Prof. “Projectos” Queiroz durante a hilariante época no Real Madrid. Corria à boca pequena que num treino ele quis dar uma instrução a Beckham e este, com toda a complacência do mundo, deu-lhe um valente calduço e aconselhou-o amigavelmente: “fuck off!”

O certo é que chegávamos à sexta jornada num estado miserável: uma vitória, duas derrotas e dois empates e ainda não tínhamos jogado contra qualquer equipa da primeira metade da tabela. Assim, no dia 16 de Outubro, por uma noite de chuvisco lá fomos ao Estoril ver o que resultava dali; era perto e pacato e movia-nos a curiosidade de ver se a equipa melhorava com as presenças de Custódio e Rochemback, finalmente recuperados.

Os nossos lugares calharam mesmo atrás do banco do Sporting, estando a bancada bem perto do relvado, como daqui para ali. No início da 2ª parte uma vozinha de cana rachada levantou-se do banco e começou a gritar para o campo “Ó Hugo! Ó Hugo!”. Peseiro bem chamava, mas o Hugo, O Viana, moita-carrasco. “Ó Hugo! Ó Hugo!”, a pouco mais de cinco metros dele, o jogo a decorrer e Hugo Viana népias. Já na bancada por chacota se começava a gritar “Ó Hugo! Ó Hugo!” em voz de falsete.

Até que o atleta por um momento se distraiu do jogo e virou-se para Peseiro de mão na anca: “o que queres, caralho?” O treinador embezerrou, sobretudo porque houve uma gargalhada monumental no povo atrás dele.

O jogo foi resolvido por Hugo Viana, que saiu da casca e espetou duas bolas nas redes contrárias, a segunda após um slalom monumental. Isto sem nunca mais ter feito caso de Peseiro. Como aliás o resto da equipa.

Para o ano voltam a encontar-se em Braga.

Caro Paulo Bento

Pessoalmente, desde o princípio que me manifestei contra a tua exclusão do Hugo Viana dos selecionados. Tu és um gajo único em muitos sentidos, e também nisto: és o único treinador do mundo que prefere o Rúben Micael (o exemplo acabado do "brinca-na-areia") ao Hugo Viana. Será por ser madeirense e ter um nome duplo invulgar, algo americanizado e de gosto duvidoso? Enfim, tu lá sabes. São as tuas opções. Independentemente de nem sempre concordar com elas (tal como no Sporting), sempre te considerei um bom treinador.

De qualquer maneira não creio que as devas justificar. Deves responder que é um critério teu e é para isso que te pagam. Quando te ouvi, conciliador, como se estivesses a pedir desculpas pelo teu trabalho, a dizeres que o Hugo Viana "não tem lugar neste grupo", pensei logo que ia haver barraca. E eis que a barraca aconteceu - não com o Rúben Micael mas com o Carlos Martins. Se o Hugo Viana não tinha lugar, não tinha lugar e ponto final. Então basta sair o Carlos Martins para afinal o Hugo já ter lugar? Qualquer pessoa vê, Paulo, que aqui te cobriste de ridículo. Deverias aprender com o antecessor do teu antecessor, Scolari, que foi responsável por exclusões bem mais polémicas que a do Hugo Viana, e nunca o ouvimos justificar nenhuma. Nem tinha de o fazer! Nunca se viu por isso numa situação como esta em que tu te meteste.

Com votos de felicidades para a seleção e estima pessoal,

Filipe Moura.

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  129. N
  130. D