Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

És a nossa Fé!

Hugo Viana

Hugo Viana foi dos últimos a saber o que é ser campeão no Sporting. Jovem, lá andava com a camisola 45, a ajudar João Pinto e Mário Jardel. A sua qualidade merecia mais do que passagens por Newcastle, Osasuna ou Braga. Teria sido melhor para as duas partes, desportivamente, que o casamento tivesse sido mais duradouro. O seu regresso, como dirigente, foi desde logo criticado. Primeiro, porque era escolha de um presidente criticado e depois, pela falta de experiência. E de facto, a política de contratações da época passada não parece ter sido a melhor, mesmo que se saiba que os cofres estão quase vazios. Na companhia do amigo Amorim, o Viana deste ano, fez bem o seu trabalho. Também é seu o mérito de trazer Adán, Feddal, Porro, Gonçalves ou Santos. Muitos, começando por mim, torceram o nariz aos três primeiros e viram os dois últimos, como suplentes interessantes. Hoje, são titulares indiscutíveis. E ainda há Neto e João Mário, contratados igualmente por Viana.

Obrigado equipa, presidente e Viana

Limpámos o Porto, limpámos o Braga, limpámos a Taça da Liga. Título que tantos desprezam mas que todos queriam e querem conquistar e que é só nosso.

Gosto de ganhar esta taça e alegra-me muitíssimo ter o título de Campeão de Inverno.

Esta noite reconfirmámos que a nossa equipa pode ganhar todos os jogos. Pode bater todos os adversários que tiver pela frente. Já o vimos, já o confirmámos uma e outra vez. E nisto acreditamos cada vez mais, porque sabemos que os nossos sempre entram em campo para ganhar.

É também evidente e galvanizante constatar a crescente cultura de vitória, jogo atrás de jogo, a entranhar-se no plantel, em cada jogador e, meus caros, em cada um de nós. No Sporting. Um Sporting vitorioso é o que somos hoje!

Estamos a habituar-nos a ganhar. E que hábito bom. Esta época, aqui chegados, meses depois de termos começado a competir, os dedos de uma mão são de mais para contar as derrotas que tivemos, os dedos usâmo-los quase todos, mãos e pés, para contabilizar as vitórias. Empates são coisa pouca.

É obra, caros, é obra! E tem obreiros. À cabeça das façanhas estão, claro, os jogadores e a equipa técnica, extraordinariamente comandada pelo fora de série, inspirador e fiável Rúben Amorim, mas não só. Há um notável trabalho na rectaguarda. Assistimos esta época ao sucesso de um projecto prometido quando fomos a votos nas últimas eleições e verdadeiramente posto em prática. A fórmula de sucesso foi desenhada e tem sido executada pelo presidente Varandas e pelo director Hugo Viana, a dita estrutura do futebol.

Quero agraciá-los já, porque, e por mim falo, tantas vezes neles zurzi.

A conquista da TL é o resultado de uma aposta clara na formação e num treinador que é o homem certo para o projecto e o êxito de Amorim, cuja contratação tantos e tão violentamente criticaram (eu inclusive), revela olho e sabedoria da estrutura. E rumo. Rumo. A estrutura acertou. E, acredito, acertará.

Esta é uma equipa ganhadora e percebendo eu que o discurso deve ser o do jogo a jogo, sempre contornando a pressão que nos fazem para nos afirmarmos candidatos à conquista, para nos deslumbrarmos e considerarmo-nos os mais bem posicionados para chegar ao fim à frente dos outros; ainda que eu perceba e até goste que jogadores e treinador isso façam, meus caros, jogo a jogo acredito cada vez mais que vamos continuar a ganhar. E que será assim até ao fim. 

Entradas e saídas no plantel

Costuma dizer-se que até ao lavar dos cestos é vindima, pelo que as horas que nos separam do fecho do mercado podem ainda fazer toda a diferença sobre a opinião que inevitavelmente formaremos do trabalho de F. Varandas e Hugo Viana na construção do plantel para a época 2020/2021.

Sendo eu um crítico do actual presidente, não posso deixar de reconhecer que até ao momento excedeu as minhas expectativas, que em abono da verdade também não eram muito altas, face ao passado recente, mas vamos por partes.

Tivemos até agora duas vendas, Acuña e Wendel. E não se pode dizer que a saída de qualquer deles enfraqueceu a equipa. Não faria sentido sentar no banco o internacional argentino e ontem Nuno Mendes provou que seria um crime preteri-lo pelo estatuto, porque futebol tem mais que suficiente. Quanto a Wendel, sem poder colocar em causa a qualidade técnica do jogador, prefiro um meio-campo como vimos ontem, solto, rápido, imprevisível, do que mastigando e enrolando jogo, oferecendo aos adversários todo o tempo do mundo. Claro que os erros do passado continuam a pesar e de que maneira nas contas do clube, porque muito do entulho que se comprou ao longo dos anos não se consegue vender porque os outros clubes não são parvos e scouting todos têm. O que implica cuidados redobrados na hora de comprar.

Entendo que as saídas devem ficar por aqui. Nesta altura, todos os jogadores do plantel, principalmente os que têm margem de progressão, nomeadamente Nuno Mendes, devem merecer da parte do presidente do SCP o estatuto de inegociáveis, remetendo qualquer eventual abordagem sobre os mais jovens da formação para a cláusula de rescisão. Se alguém aparecer disposto a pagar, ok, nada poderemos fazer, mas pagar cláusula significa pronto pagamento e não pagamentos faseados, sem descontos. Não faz sentido negociar reduções nem objectivos futuros e muito menos pagar comissões por um negócio que não desejamos fazer. Ou seja, só admitiria ver partir N. Mendes mediante o pagamento integral e imediato da cláusula de rescisão. Qualquer outra forma de negócio seria para mim gestão danosa, face ao potencial futuro do activo.

Nas entradas, sem colocar em causa o valor de A. Adán, que ontem ficou evidente, não teria contratado o guarda-redes espanhol, porque Max me oferece garantias e porque ainda temos Renan. Apenas vendendo o guarda-redes brasileiro equacionaria contratar alguém. Uma questão de prioridades, face à pouca disponibilidade financeira. Das restantes entradas, Z. Feddal é o que menos me entusiasma, mas tem cumprido. Nuno Santos e Pote acrescentam valor, V. Antunes é o tipo de jogador experiente que faz falta no plantel, coloco a sua aquisição no mesmo racional que L. Neto na época anterior. Ainda não tenho opinião totalmente formada sobre Tabata, mas tem experiência da liga portuguesa e mostrou valor no Portimonense.

Até ao fecho do mercado faria sentido contratar um ponta de lança, que acrescente e traga golos, mas em qualquer circunstância não quero que seja Paulinho. Nada contra o jogador, mas são absolutamente indesejáveis mais negócios com o SCB e totalmente inadmissível continuar a financiar um rival desportivo quando perdemos dinheiro com a não entrada na fase de grupos da Liga Europa.

Um central também seria bem-vindo, por exemplo Lyanco, de que tanto se tem falado, desde que os valores sejam aceitáveis para os nossos cofres.

No meio-campo não estaremos assim tão precisados, quando se tem várias boas soluções, a não ser que surja uma oportunidade que se enquadre na política salarial do clube e tenha valor para jogar no estilo de jogo do SCP. Pagar taxas de empréstimo elevadas para ver chegar jogadores em momento descendente da carreira, ou lesionados, não faz qualquer sentido. No ano passado tivemos a péssima experiência de Fernando, Jesé e Bolasie, que não se quer ver repetida.

A bem do SCP, desejo que F. Varandas, não estrague o que até agora conseguiu porque o seu mandato tem sido francamente mau, constituindo esta janela de mercado, até ao momento, uma excepção ao que tem sido a regra. Vamos ver como termina...

Quem deverá ser o dono da baliza do SCP?

Não percebo o racional da contratação de Antonio Adán, guarda-redes com 33 anos, avaliado em 800 mil euros, após ter passado boa parte da carreira no banco de suplentes, sem grande margem de progressão.

Com 30 anos e avaliado em 2 milhões de euros, temos no plantel Renan Ribeiro. O titular tem sido Luís Maximiano, 21 anos, com um valor de mercado de 6 milhões de euros e grande margem de progressão.

Parece-me óbvia a aposta na manutenção do jovem titular, porque a sua continuidade irá valorizá-lo, permitindo num prazo razoável, de 2 a 3 anos, realizar um importante encaixe financeiro.

Numa situação de baixa de forma, lesão ou castigo, Renan Ribeiro oferece garantias para desempenhar o lugar. A não ser que seja realizada alguma venda surpreendente, não vejo alternativa.

Ou então sou eu que não percebo nada de gestão desportiva e financeira e devemos confiar em Frederico Varandas e Hugo Viana, porque alguém irá aparecer disposto a pagar no mínimo 20 milhões de euros por Max, ou 3 a 4 milhões por Renan. Escrevi refiro-me a milhões de euros, não a mendilhões de monopólio, nem pornográficas comissões de 20% ou mais a intermediar o negócio. Considero obsceno tudo o que for pago acima de 10%.

Homenagem ao “scouting” de Hugo Viana e Frederico Varandas

As baixas expectativas quanto ao encontro dos não-internacionais do Sporting com uma equipa do fundo da tabela da La Liga foram ultrapassadas a partir do instante que Ruben Amorim recorreu a um reforço que a genial dupla Hugo Viana-Frederico Varandas em boa hora lhe ofereceu.

Quem diria que num mercado tão difícil quanto este seria possível encontrar um médio defensivo com as qualidades de João Palhinha, um aparente "free agent" que ainda há poucos dias treinava sozinho, em ambiente rural, trajado com equipamento do Sporting de Braga?

Mais umas jogadas de génio como a integração deste Palhinha no plantel,  de preferência permanente ou pelo menos até depois de 15 de Setembro, e até me convenço de que a época passada não passou de uma sucessão de azares que acontecem aos melhores e não uma prova da mais completa incompetência ou mesmo de gestão danosa.

Quem viver verá.

 

 

A pior equipa técnica de sempre !!! (Parte 4)

eq.jpeg

 

Não fazia conta de voltar a este tema, agora que ultrapassámos esse pesadelo e temos, não direi uma equipa técnica excelente mas pelo menos um jovem treinador de grande potencial, mas a triste entrevista do adjunto José Pedro vem forçar-me a voltar ao tema,

Confessa o adjunto que algum incompetente ou coisa bem pior do Sporting, fascinado pela brilhante táctica dos três centrais que os levou a enfardar 8-1 pelo Sporting de Marcel Keizer, e face às recusas de Pedro Martins, Abel Ferreira (só pensar neste já constitui um atestado de idiotice) e Leonardo Jardim, convenceu o presidente do Sporting a apostar nestes jovens.

Jovens estes que, mal entrados, se lembraram nada mais nada menos de deixar as duas maiores estrelas da companhia, Bruno Fernandes e Acuña, sentadinhos no banco, para sermos eliminados da taça pelo Alverca. E logo depois da derrota, veio o jovem chefe dizer que "Não precisamos de heróis, mas sim de uma equipa. Vai demorar, mas vamos conseguir". E agora vem o jovem adjunto dizer que havia resistência de alguns do plantel,  que "outra coisa pontual que acontecia no treino, nós chamávamos à atenção no final do treino ao Hugo Viana e ao Varandas e perguntávamos se eles tinham visto. Eles diziam que sim e nós dizíamos que achávamos que eles deviam agir de determinada maneira, punir o infractor e não falávamos mais sobre isso. Mas as coisas continuavam a correr da mesma forma e assim não dá."

Mas qual infractor, Zé Pedro? O Bruno Fernandes ou o Acuña? O Coates ou o Mathieu? Castigados para os sub-23? E que se passou exactamente no intervalo do jogo para a Taça da Liga com o Gil Vicente quando (dizem) foram forçados pelos capitães a mudar tudo e um par de botas?

A entrevista está aí, demonstra a total incompetência destes jovens para o lugar que ocuparam, mas na foto falta o tal incompetente director do futebol que tornou tal facto possível.

O mesmo que pelos vistos está a envidar os melhores esforços para rechear o banco do Sporting de coxos e desvalidos.

SL

E consequências da época miserável?

O vergonhoso quarto lugar alcançado pelo SCP não é filho de pai incógnito, tem 2 progenitores, Frederico Varandas e Hugo Viana com a sua incompetente gestão desportiva e miserável construção do plantel.

Aprendam de vez, não se financiam rivais, esqueçam R. Esgaio, Fransérgio ou qualquer outro jogador do SCP, excepto naturalmente o nosso João Palhinha, que tal como Gelson Dala, Ivanildo Fernandes ou Daniel Bragança, têm que regressar a Alvalade, porque são superiores a grande parte do entulho que lá têm colocado.

Felizmente que Fernando, Jésé e Bolasie, já receberam guia de marcha. Não deixaram saudades, o fundamental é não virem mais turistas nas mesmas condições. E podem aproveitar para vender, mesmo que seja preciso saldar, T. Ilori, Eduardo, C. Borja, Ristovski, Battaglia, V. Rosier. Se ninguém lhes pegar, ofereçam 50% de comissão a Jorge Mendes, ou mesmo 70%, desde que não venha ninguém em troca, porque entulho já temos de sobra.

Precisamos competência no reforço da equipa, Wendel tem demasiadas paragens cerebrais, oferecendo demasiadas vezes a bola ao adversário em zona proibida. Entre ele e Matheus, só pode jogar um, precisamos reforçar o meio-campo. Jovane vai agitando as águas, mas é curto. G. Plata é uma perfeita nulidade, esqueçam comprar a metade que falta do passe, é preferível vender a metade que nos pertence, caso alguém esteja disposto a comprar.

Vamos ver o que nos reserva o mercado de transferências, mas face à incompetência até aqui demonstrada pelos nossos responsáveis, temo o pior. Oxalá me engane.

Os verdadeiros generais assumem responsabilidade, deixam os soldados colherem os louros da vitória, mas dão a cara na hora da derrota. Frederico Varandas é militar, oficial do exército, mas comporta-se como um soldado recruta. Manifestamente não tem vida para presidir ao SCP, é um erro de casting.

Ao menos que Rogério Alves, presidente da MAG e representante dos sócios, exerça a sua influência e procure devolver a palavra aos sócios, antecipando eleições. Não tenham medo da democracia, precisamos votar, deixem os sócios decidir se continuamos ou mudamos de rumo...

 

Viva o Sporting C.P.

O desastre era inevitável

Texto de Luís Ferreira

image.jpg

 

Devia existir alguma coisa positiva que se pudesse destacar nesta época que acaba amanhã.

Mas não encontro nada de significativo: o prazer de ainda ter visto Bruno Fernandes com a nossa camisola vestida, alguns bons jogos (com o Portimonense para a Taça da Liga e com o PSV e Basaksehir - que se sagrou campeão turco - para a Liga Europa) e o recente aparecimento de novos jogadores na equipa principal, dos quais destaco Nuno Mendes.

Os maiores erros foram cometidos no final de Agosto e início de Setembro, no fecho do mercado, com a incapacidade de encontrar um substituto para Bas Dost, a vinda de Jesé e de Fernando e a dispensa de Keizer. Recordando que a 31 de Agosto, a cinco minutos do fim do jogo com o Rio Ave em casa, éramos líderes do campeonato.

Mas a seguir à dispensa de Keizer, a cereja no topo do bolo foi a entrega do leme da equipa principal durante quase um mês a Leonel Pontes, que na época anterior tinha descido o Jumilla na 2.ª divisão B espanhola - na prática uma 3.ª divisão. No final de Setembro estávamos de rastos e, viesse quem viesse, o desastre era inevitável.

Em típicos exageros, o início de Rúben Amorim fez com que alguns começassem a pensar em lutar pelo título na próxima época e os últimos dois jogos levaram outros (ou os mesmos) a duvidar se conseguiremos sequer ficar em lugares europeus. Eu, que não sou crente, rezo para que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os erros e que a próxima época seja mais bem preparada do que esta. Não é difícil.

A época acaba com o mesmo adversário com que começou. Também não será difícil fazer melhor do que no primeiro jogo. E que ao menos possamos garantir a entrada directa na Liga Europa.

 

Texto do leitor Luís Ferreira, publicado originalmente aqui.

Sporting 2020/2021

Apesar dos paupérrimos resultados desportivos, resta ainda saber se acabaremos em 3.º ou 4.º lugar, a presente época termina de forma agridoce para os sportinguistas, porque a contração de Rúben Amorim e a aposta em jovens da formação nos devolveram orgulho e transmitem esperança no futuro.

Fartos de ver os dirigentes contratarem entulho que nada acrescentou, bem pelo contrário, os sportinguistas acarinham e querem ver evoluir em campo os jovens formados em Alcochete. Desde que F. Varandas assumiu a presidência do SCP, não se fez uma única grande contratação, é factual. E se algumas apostas se podem compreender e até justificar, L. Phellype pelo preço, I. Doumbia, G. Plata ou R. Camacho pela margem de progressão face à idade, embora este último tenha sido excessivamente caro, também é compreensível a aposta em L. Neto ou L. Vietto, um jogador de créditos firmados, e mesmo Sporar, apesar de render muito pouco. Já as vindas de Jesé, Bolasie e Fernando entraram directamente para o top das decisões mais anedóticas do futebol português, verdadeiramente inqualificáveis. C. Borja, Eduardo, T. Ilori, V. Rosier, não passam de cepos, pinos sem qualidade para envergar a camisola do SCP.

Ninguém com um mínimo de inteligência pode persistir nas mesmas práticas e esperar obter resultados diferentes. Contratar Z. Feddal, A. Adán ou P. Porro será mais do mesmo. O carrocel gira, gera comissões, mas a equipa continuará distante dos outrora rivais SLB e FCP. A disputa passará a ser com SCB, V. Guimarães, Famalicão e Rio Ave, cada vez mais as equipas do nosso campeonato. E poderá ainda ser pior, quase criminoso até, se continuarmos a financiar o SCB, seja com contratações sobrevalorizadas ou emprestando-lhes jogadores. Nem me passa pela cabeça oferecer ao trolha do Minho metade do que pede por R. Esgaio e, sejamos claros, se lhe emprestarmos G. Dala ou Ivanildo estaríamos colocados perante pornográfica gestão financeira e desportiva.

Sabemos que o clube atravessa um período de dificuldades, mas será inaceitável vender alguma das jovens promessas nesta altura, facilmente colocáveis no mercado internacional por 15 a 20 milhões de euros no imediato. Nuno Mendes, E. Quaresma e Joelson Fernandes têm potencial para serem jogadores de classe mundial, mas precisam evoluir, jogando regularmente. É cedo para darem qualquer salto para um campeonato mais competitivo, por outro lado o SCP precisa do seu contributo e pode valorizar muito estes e outros jovens atletas, encaixando significativamente mais no futuro do que conseguiria no presente.

Verdade que a equipa precisa de reforços para atacar a época 2020/2021, mas pertencem aos quadros do SCP, entre outros, João Palhinha, Gelson Dala, Daniel Bragança ou Ivanildo Fernandes. A sua integração no plantel terá que ser prioritária para um clube sem muito dinheiro para ir ao mercado. E só peca por tardia, porque em rigor qualquer destes atletas é superior a muito do entulho contratado e do qual precisamos nos livrar.

Faço votos que Frederico Varandas e Hugo Viana tenham aprendido com os muitos erros que cometeram na preparação da presente época. E que tenham a humildade suficiente para os corrigir. Porque errar é humano, já persistir no erro...

Nunca visto

Confirma-se: o Sporting é um clube inovador.

Esta noite aconteceu algo absolutamente inédito: quem apresenta aos jornalistas o novo treinador é o treinador que vai embora. Perante o silêncio sepulcral do presidente (que quis assumir o futebol), do director desportivo e do gestor do balneário.

Varandas, Viana e Beto deviam, a essa hora, estar a jogar à lerpa com o doutor Zenha. Com uma deselegância sem par perante o técnico cessante, o plantel e a própria massa adepta leonina. Como se esta lhes fosse olimpicamente indiferente.

Um texto de Outubro de 2020

img_800x533$2019_11_17_00_57_27_902748.jpg

 

Mais uma época perdida. Infelizmente ainda outubro não terminou e já estamos arredados do título.

Ainda no decorrer da época passada, em inícios de março, Frederico Varandas apresentava um novo treinador. Com Rúben Amorim veio também uma esperança de conseguirmos melhores resultados que nos pudessem colocar no pódio do campeonato nacional. Infelizmente, nem com a vitória na Luz, que arredou o clube encarnado do título, Amorim foi capaz de dar sequência ao trabalho feito em Braga e colocar o clube no terceiro lugar. Acabámos a época em 4º, precisamente atrás do clube onde o fomos buscar por 10M de euros.

No entanto, apesar da época passada não ter corrido bem, sabíamos que já em março Frederico Varandas e Hugo Viana preparavam, juntamente com o então novo treinador, esta época. Esperámos um verão inteiro pelos tais grandes reforços que tanto precisávamos, o mercado avançou, a pré-época feita e nada. Nem um grande nome. Nem um jogador "cabeça de cartaz". Não tivemos um único jogador capaz de entrar de caras nos 11 que, por si, já era fraco. Vivemos, outra vez, a preparação da época 2019/2020. Vivemos, outra vez, uma época de queixas.

Varandas queixa-se da falta de dinheiro, do ataque à Academia, dos sportinguistas que deixaram de comprar a GameBox, dos reforços que não quiseram vir, dos árbitros que não são bons, da relva de Barcelos, do trânsito em Telheiras. Tudo serve, mais uma vez, de desculpa. Tudo serve, mais uma vez, para tapar os erros de gestão deportiva. Tudo serve, mais uma vez, para justificar a incompetência e o amadorismo em que o clube se encontra mergulhado.

Até quando vamos viver nesta angústia de termos um incompetente à frente do nosso clube? Até quando vamos deixar que Varandas bata mais recordes negativos?

Hara-kiri

images-w1400.jpg

 

Caso se confirme esta notícia (Rúben Amorim a caminho do Sporting, difundida há meia hora na TSF), a dupla Varandas-Viana acaba de cometer hara-kiri em directo ao trazer, agora do Braga, o sexto técnico em 18 meses - desta vez um benfiquista assumido, com apenas 13 jogos de experiência na Primeira Liga e sem habilitações para ostentar um título profissional.

Este será o primeiro dia do fim de ambos na estrutura directiva ainda em funções.

The Next Big Thing

transferir (1).jpg

Se o que os jornais proclamam é verdade é porque a direcção do Sporting - os 2Vs, Varandas & Viana - está absolutamente convicta de que Ruben Amorim é mesmo "the next big thing". Entenda-se, o "novo Mourinho". Têm informações sobre isso, relatórios sobre a sua extraordinária metodologia e testemunhos da sua (quase) inédita capacidade de liderança, já demonstrados na equipa secundária do Braga, e confirmados nesta sua ainda breve passagem pelo plantel principal do "Arsenal minhoto". Pois dar meia dúzia de milhões de euros, a um rival directo ainda para mais, juntando-lhe as licenças desportivas de central, trinco e avançado que poderão, se com maus fígados de Salvador e dedo de Mendes, chegar a valer 30 ou 45 milhões de euros no "mercado" futebolístico actual (para além do que jogam e jogarão pelo clube), é totalmente excêntrico. Para não dizer mais.

Não digo que seja disparate, pois se o homem Amorim é mesmo "The Next Big Thing" valerá o investimento. Não será um disparate mas decerto que completamente imprudente, pois haverá sempre a hipótese de que Amorim seja apenas um bom, ou mesmo excelente, treinador. Ou seja, que não valha tamanho pagamento a um, repito, rival directo. Enfim, se isto é verdade é mais uma varandice, uma "fézada!", concordante com a forma como tem (têm) gerido o futebol. Suicidária, dir-se-ia. Dir-se-á.

O meu contributo para a lida dos 2Vs? Amorim é para contratar? Não há dinheiro para pagar a sua cláusula de rescisão? Venda-se, pelos tais 6 milhões e tal de euros que custou, este Rosier, outra das "fézadas" dos 2Vs. E passe-se o dinheiro ao Braga. E então que venha o Amorim, que bem poderá treinar o clube sem este lateral-direito suplente.

Agora, pagar e ainda por cima dar 3 jogadores daqueles? Estes 2Vs estão loucos? Ou a gozar connosco? Cada vez mais me inclino pela segunda opção.

Adenda: que fique explícito, que me parece não o ter ficado no postal, pois sei que a minha ironia, infelizmente, é pouco talentosa. Estas notícias são falsas (só o podem ser). E foram "plantadas" (especulo, claro) para que, a posteriori, se louve uma qualquer outra decisão relativa à contratação de um novo técnico. Que será menos onerosa. E, sempre, muito menos irracional. Mas tudo isto se trata de uma estratégia comunicacional indigna, desrespeitando os associados (e a massa adepta) do qual a direcção depende e face aos quais está obrigada à lisura de comportamentos. Ou seja, à lealdade na comunicação. Entenda-se bem, se isto está a ser veiculado por fontes da direcção, como é tão óbvio que o esteja a ser, seguindo esta estratégia confusionista, é razão suficiente para a sua demissão. Não digo razão estatutária, jurídica. Mas razão moral.

Os rostos do fracasso

img_920x518$2019_08_30_23_34_45_1595061.jpg

 

Todos os anos, jornada após jornada, anoto aqui os jogadores que a imprensa desportiva elege como melhores em cada partida disputada pelo Sporting. Estive há pouco a lembrar a lista dos eleitos na temporada 2018/2019: Bruno Fernandes, Raphinha e Nani

 

Oito meses depois, nenhum deles está no Sporting. Nani até saíra antes, por motivos nunca explicados, quando era capitão da equipa e peça vital do plantel reconstruído durante a gestão provisória protagonizada por Sousa Cintra na SAD leonina que possibilitou a conquista da Taça de Portugal e da Taça da Liga. A 19 de Fevereiro de 2019, o Sporting anunciou a saída deste campeão europeu em simultâneo com o afastamento definitivo de um tal Castaignos, o que me levou a protestar: «Isto não é forma de tratar os nossos. Refiro-me aos que são verdadeiramente nossos, não aos que só passam por cá para fazer turismo.»

Com razão ou sem ela, circulou o rumor de que Nani fora afastado por incompatibilidade com Bruno Fernandes. Um rumor que dava jeito à Direcção liderada por Frederico Varandas, pelos vistos incapaz de gerir dois egos na mesma equipa - como se isso fosse um problema quando a qualidade impera. À época, a narrativa dominante - e que logo dois papagaios de turno se apressaram a difundir nos seus púlpitos televisivos - jurava que Varandas «faria tudo» para manter Bruno Fernandes no Sporting. Isto quando o Daily Mirror já noticiava que Bruno iria rumar ao Manchester United por 63 milhões de libras.

 

Raphinha foi, precisamente, um dos jogadores-chave na conquista da Taça de Portugal ao marcar uma das grandes penalidades ao FC Porto no Jamor. Também ele acabou por ser despachado de Alvalade, a 2 de Setembro de 2019, numa transferência para o Rennes concretizada no último dia do mercado que apanhou de surpresa o próprio atleta, dias antes fundamental para a vitória do Sporting contra o Portimonense no Algarve - jogo em que marcou dois golos e nos colocou na liderança do campeonato, à condição. 

Capitalização financeira, mas descapitalização no plano desportivo: a equipa então orientada por Marcel Keizer perdia outra peça essencial para a conquista de objectivos na época futebolística ainda mal iniciada. Mas a narrativa anterior manteve-se: Raphinha saía para que Bruno ficasse. Tal como sucedera com Nani.

 

Afinal Bruno Fernandes também não ficou, o que invalidava tudo quanto antes se dissera. Saiu a 28 de Janeiro de 2020, por 55 milhões de euros (mais objectivos fixados no acordo entre as partes), precisamente para o clube que o Mirror assinalara seis meses antes num furo jornalístico de longo alcance.

E assim, em etapas desenroladas ao longo de onze meses, perdemos os três jogadores nucleares da temporada 2019/2020. Assim passámos da liderança à condição no campeonato para o quarto posto na tabela, com Rio Ave e V. Guimarães a morderem-nos os calcanhares. Assim passámos de titulares de duas taças para a eliminação na reconquista desses troféus.

Tudo envolto numa retórica com mais buracos do que um queijo suíço: Nani saía para se manter Bruno; Raphinha saía para que Bruno ficasse; o próprio Bruno saía afinal porque nada do que se dissera antes fazia sentido.

 

O rumo errante aqui lembrado comprova que os fracassos não sucedem por acaso. Ocorrem por más escolhas, opções desastradas e incompetente gestão dos recursos disponíveis. Conduzindo o Sporting à irrelevância desportiva e aprofundando o divórcio entre equipa e adeptos, com a consequente deserção dos lugares no estádio e fatal perda de receita.

Este fracasso concreto tem rostos e nomes. Por esta ordem: Frederico Varandas, Salgado Zenha e Hugo Viana.

A pior equipa técnica de sempre? (Parte 3)

21681441_3gYTz.jpeg

 

Espero sinceramente que seja a última vez que faça um post com este título e com estas caras. Tudo tem limites e se há quem queira ser "kamikaze", como o expulso ex-presidente, que o faça às suas custas e não às do Sporting.

Dizia a 29 de Setembro, no post "Silas no espeto", que:

"Leio hoje em "A Bola" um comentário que tenho de subscrever, do seu director (lampião) Vítor Serpa a dizer que "se (Varandas) continuar a fechar os ouvidos e os olhos a quem dele honestamente discorda, afinal, o que o separa de Bruno de Carvalho?"

Pese toda a recuperação da SAD realizada, os títulos alcançados e o trabalho bem feito em diferentes áreas, a dificuldade crescente de comunicação e envolvimento com os sócios, e o fecho em si mesmo do núcleo duro que gere o futebol, não conseguiu ultrapassar bloqueios e antecipar problemas, e a prova é que no caso dos despedimentos de Peseiro e de Keizer não havia alternativa pensada, preparada e adequada ao momento do clube e ao plantel que ia encontrar. 

Também hoje o "Record" anuncia que Silas tem tudo acertado para ser o novo treinador do Sporting, um treinador cujo curriculum se limita a um par de anos no Belenenses, onde conseguiu a maior derrota de (se calhar) todos os tempos desse clube com o Sporting,  e que nem sequer tem habilitação que lhe permita levantar-se do banco e dar instruções aos jogadores.

Pelos vistos o que dizemos aqui da necessidade de ter um treinador credenciado, experiente e agregador a tomar conta da equipa (coisa que teria de ser tratada com tempo e dinheiro), chame-se ele Jesualdo Ferreira, Scolari, Ranieri, Alegri ou outra coisa qualquer, não lhe diz muito, e prefere alguém à sua imagem, de Hugo Viana e de Beto, ou seja, mais uma boa pessoa, mais um jovem e inexperiente profissional.

Não está em causa a pessoa e o sportinguista Silas, as suas qualidades enquanto treinador, o beneplácito de que poderá gozar no imediato nos sócios e adeptos, mas a confirmar-se a notícia e na fornalha de Alvalade é quase uma certeza que Silas vai sair "bem passado". E se calhar não vai ser o único.

Obviamente não vai ser por minha culpa, estarei com ele como estava com Peseiro, Tiago, Keizer e estou ainda hoje com o Leonel. Até ao limite do possível."

 

Passaram-se cinco meses desde essa data e tudo o que escrevi nessa altura peca por defeito.

 

1. Desempenho

Com Silas, em 27 jogos, tivemos 17 V, 1 E e 9 D. Se olharmos apenas para os confrontos com as quatro melhores equipas (Porto, Benfica, Braga e Guimarães) tivemos 1 V e 4 D. Quanto a média de golos: marcados, 1,6; sofridos, 1,1. 

2. Conquistas

Eliminado da Taça de Portugal, da Taça da Liga, da Liga Europa (tudo contra equipas inferiores), 4.º lugar na Liga atrás do Braga e a ter de ir a Guimarães, Porto e Benfica.

3. Qualidade perceptível do trabalho

Uma lástima. Não existe fio de jogo que identifique a equipa, que não sabe defender e sofre golos sucessivos de bola parada, que ataca de forma individualista e muito pelo centro, sucedem-se jogo após jogo passes para ninguém, centros para nenhum lado, adormece-se o jogo quando temos que impor respeito, atacamos à maluca quando estamos a ganhar. A mudança improvisada é uma constante, sucedem-se sistemas tácticos, formas de sair a jogar bem distintas, diferentes onze de jogo para jogo, qualquer mecanização ou conhecimento mútuo é impossível nestas condições. Preparação física mais que deficiente (ver como acabaram alguns jogadores depois dos 120 minutos). Um festival de incompetência e de falta de capacidade de comando desde o banco (sem Silas sequer ter habilitações para se levantar e ordenar).

4. Evolução do plantel e preparação da próxima época

A verdade é que com Silas quase todos os jogadores deixaram muito a desejar, as mudanças constantes de posicionamento destroem a sua evolução, médios de transição passam a duplos e triplos trincos, os extremos são transformados em avançados móveis, pontas de lança jogam a médios. Mesmo Max tem lapsos de posicionamento que revelam muita incompetência de quem o treina. Quase todos valem bem menos do que valiam.

Isto realmente é mau de mais. Peseiro foi despedido sem se perceber porquê, o vencedor das Taças (ultrapassando Braga, Benfica e Porto) Keizer foi despedido por dois penáltis manhosos quando ganhava a 10 minutos do fim para tapar a incompetência de Hugo Viana (que apesar de tudo não fez mais asneiras em Janeiro para somar àquelas do início de época).

 

Silas não é despedido, PORQUÊ ??? Alguém me explica? 

Não há alternativas? Agora que o Sporting até encaixou uma boa maquia com a venda de Bruno Fernandes e temos o terceiro melhor plantel português? Tretas.

Ao pé de Silas até o Paulinho é alternativa. Só tinha de pôr o plantel em auto-gestão, os capitães tomavam conta da coisa, pior não ficava. 

Porque está de facto muito mau. 

SL

Carvão ou irresponsabilidade?...

As notícias que o Sporting C. P. equaciona bater 10 milhões pela cláusula de rescisão de Ruben Amorim, treinador do S. C. Braga, só podem ser carvão, com o intuito de desestabilizar o trabalho de Jorge Silas para o que resta da presente época. 

Já vimos este filme, quando Godinho Lopes avançou para a contratação do inexperiente Domingos Paciência, que chegou a Alvalade rodeado de expectativas que não viriam a ser correspondidas. Na eventualidade de Frederico Varandas e Hugo Viana oferecerem de bandeja 10 milhões de euros a António Salvador, estaríamos em presença de mais uma decisão de alto risco. E se os resultados desportivos não aparecessem? Seria mais uma rescisão com elevados custos? De repente, só porque vendemos Bruno Fernandes, passámos a nadar em dinheiro? Despachámos Nani, Montero, Bas Dost, Raphinha, Thierry, por dificuldades financeiras e agora preparamo-nos para desbaratar 10 milhões de euros para contratar um treinador estagiário sem CV?

Não estou a menosprezar o valor de Ruben Amorim, apenas a constatar o óbvio. Quero mesmo acreditar que tudo isto seja mesmo carvão...

Futebol? Fácil, fácil... - II

Hoje missão cumprida. Uma equipa pequena, fora de casa joga sempre para o pontinho. Por vezes até consegue ser bafejada pela sorte e regressar a casa com os 3 pontos.

Uma equipa treinada por Jorge Silas não pode ser considerada equipa grande. Um dirigente que recorre a jogadores por empréstimo que nada acrescentam, como Jesé Rodr~´iguez, Bolasie ou Fernando, não é dirigente de equipa grande.

Reforço de jogadores medíocres como T. Ilori, C. Borja, Eduardo, Doumbia, V. Rosier, Sporar ainda está em período de merecer o benefício da dúvida, não ajudam a construir um plantel de equipa grande, eventualmente servem a alguém pelas comissões que as transferências sempre geram.

Mas ainda pior que a presente época, é a falta de confiança no futuro próximo. A pergunta que coloco aos sócios do S.C.P. é: confiam que o presidente Frederico Varandas e Hugo Viana vão inverter o rumo seguido até aqui? Que a próxima época será melhor que a actual? Que vamos ter os nossos jogadores emprestados de regresso? Desde logo João Palhinha, que hoje marcou no estádio da Luz. Que vamos deixar de contratar entulho e despachar os pinos que estão a mais no plantel?

Uma vez mais deixo um apelo ao presidente Frederico Varandas. Antecipe eleições e vá a votos na próxima Primavera.

A pior equipa técnica de sempre? (Parte 2)

21643184_Yis25[1].jpg

 

A primeira parte deste post escrevi-a em 12 de Dezembro depois da vergonha que foi a deslocação à Áustria.

Agora, dois meses e quatro derrotas depois, tenho de voltar a este tema.

Perdemos hoje pela segunda vez consecutiva com a melhor equipa de Braga e mais uma vez entrámos em campo impreparados para o que íamos encontrar, uma equipa adversária oleada e a apostar em transições rápidas pelas laterais, e uma arbitragem sem contemplações dum ressabiado justamente castigado pelos berros a um jovem guarda-redes nosso e que há muito não deveria arbitrar jogos do Sporting. O que fez hoje ao Sporting nunca o faria ao Benfica e ao Porto.

Impreparados porque Silas vive na improvisação permanente de técnico de equipa pequena, sem capacidade de definir e implementar um modelo de jogo estável e que permita consistência, rotinas, automatismos, jogadas combinadas entre jogadores que se conhecem e que sabem o que cada um vai fazer a seguir. 

Impreparados porque Silas insiste em conceitos de jogo, como construção pausada desde trás, posse de bola, temporizações, todo um futebol pseudo-inteligente que desgasta a equipa, favorece o erro, e que retira o foco da grande área adversária. Onde o Sporting raramente chega e, quando chega, não sabe o que fazer à bola. Agora sem Bruno Fernandes, e mesmo com um jogador novo que parece mesmo um ponta de lança, a coisa nota-se muito mais. Que faz dum Braga qualquer uma grande equipa que não é.

Obviamente existem momentos onde o Sporting consegue trocar a bola, avançar no terreno e criar situações de golo. Mas quase sempre por iniciativas individuais, sempre com os jogadores a correr mais que a bola, sempre com muito pouco futebol colectivo, sempre sem grande fio de jogo.

Mais que a pergunta mais ou menos retórica do título, a questão mais importante é quem vai sair primeiro do Sporting, se Jorge Silas ou o presidente (de Hugo Viana nem um pio) da foto que o escolheu e que está a ir longe demais nesta sua aposta impensada e catastrófica.

Espero que seja a primeira... Porque é preciso assegurar o terceiro lugar e preparar a nova época para voltarmos a lutar pelo título. E vem aí o Rio Ave, uma equipa que conta com um treinador... enfim... mais um.... de outro nível.

SL 

 

F. Varandas cada vez mais perto do fim da linha... - III

E agora presidente? Sem Bruno Fernandes, hoje em Braga foi evidente que temos um plantel cheio de lacunas, com alguns equívocos na sua construção. O resultado é uma equipa mediana, um treinador fraco com dificuldades para potenciar a pouca qualidade que tem à disposição. 

Sr. Presidente, vai devolver a palavra aos sócios antecipando eleições, ou prefere enterrar a cabeça na areia, fazer de conta que não se passa nada e manter que temos que ser pacientes e para a próxima época é que vai ser? Entretanto vamos continuar com Hugo Viana?

 

Mudar de estratégia...

Após o fecho do mercado de transferências já é possível avaliar em definitivo a competência dos responsáveis pelo futebol do Sporting. Apesar de ter ficado triste por ver partir Bruno Fernandes e considerar que o valor do jogador justificaria uma verba a rondar os 70 milhões, não é por aqui que vou criticar Frederico Varandas e Hugo Viana. Por tudo o que nos deu em campo durante as duas épocas e meia de leão ao peito, não seria razoável impedir o atleta de concretizar o sonho de jogar na premier league. E apesar de tudo, 55 milhões, mais previsivelmente 10, representam um encaixe significativo para os depauperados cofres do clube.

O que me desagrada sobremaneira é o desaproveitamento sistemático da nossa formação. Não dar oportunidades a jogadores da casa e desbaratar verbas em transferências, contratando jogadores que pouco ou nada acrescentam, é irresponsável por parte dos nossos dirigentes.

Para se ter uma ideia do desnorte, alguém no seu perfeito juízo empresta Gelson Dala e paga 2 milhões pelo empréstimo do “DJ” Jesé Rodriguez? De Fernando, nem vale a pena falar, porque nem sequer o vimos, mesmo Y. Bolasie que tem sido aposta regular, é superior a Matheus Pereira? Ou a R. Camacho? E quanto pagámos por C. Borja, Eduardo, T. Ilori ou V. Rosier? São erros sucessivos que estamos a pagar bem caro. Mesmo Sporar, que ainda está por mostrar o que vale, para bem do Sporting esperemos que marque golos e justifique o investimento, custou afinal quase tanto como o valor que recebemos pela venda de Bas Dost, goleador de créditos firmados.

Frederico Varandas apresentou-se aos sócios em campanha eleitoral, reclamando para si um conjunto de competências, fruto dos anos que leva na modalidade. A verdade é que até agora pouco ou nada mostrou. Bem sei que um clube é diferente do mundo empresarial, porque numa empresa, alguém que apresentasse este resultado ao fim de dois anos de mandato, não teria oportunidade para mostrar rigorosamente mais nada. O ADN Sporting é de clube formador e assim deve continuar. É fundamental que se aposte em jovens da formação, não deixando de contratar oportunidades quando surjam, mas apenas jogadores de créditos firmados que possam ser titulares e reforcem efectivamente a equipa, ou jovens de elevado potencial, com margem de progressão, que possam ser valorizados e posteriormente transferidos.

Contratar entulho implica problemas futuros em salários, pagamento de comissões, sem qualquer retorno para o clube, desportivo ou financeiro. Há que aprender com os erros cometidos, mas não me parece que F. Varandas e Hugo Viana estejam à altura da tarefa que a história do futebol do Sporting Clube de Portugal exige.

{ Blog fundado em 2012. }

Siga o blog por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

 

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D