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És a nossa Fé!

Vergonha da arbitragem de Hugo Miguel

Não queria tecer mais qualquer comentário sobre arbitragem, mas depois de ter assistido na Sporting TV à magnifica tarde que o nosso clube nos proporcionou com a conquista do título europeu de hóquei, acabei por passar os olhos pela SportTV, no momento em que o Rio Ave foi espoliado de um penálti na área do Benfica. Como é possível o árbitro não ter assinalado a falta, e depois no lance imediato (sem que nenhum jogador do Rio Ave intervenha), João Félix em nítido fora de jogo marca o segundo golo tirando partido de irregularidade posicional. Num momento crucial da partida, é transformado um lance, de possível grande penalidade, no empate, no resultado de 2-0, favorável ao Benfica. Não era necessário Hugo Miguel dar essa ajuda... "abençoado colinho".

Quente & frio

Gostei muito daquele golo que ontem à noite levantou o nosso estádio. Um golo já inesquecível de Bruno Fernandes, fazendo uma vez mais uso do seu pontapé de meia distância. Desta vez o esquerdo, mas com a eficácia de sempre. Um tiro muito bem colocado, disparado ao ângulo superior da baliza adversária, junto ao primeiro poste, sem hipóteses para Svilar. Um golo que proporcionou a nossa primeira vitória frente ao Benfica em futebol profissional desde 15 de Novembro de 2015 e nos transporta à final da Taça de Portugal, a decorrer no Jamor a 25 de Maio - quarta presença leonina consecutiva em finais de torneios, somando a Taça da Liga a esta competição. Foi, enfim, um golo que resultou de uma eficaz jogada colectiva, ao primeiro toque, iniciada precisamente com uma recuperação de bola protagonizada por Bruno Fernandes - sempre ele. Vencemos por 1-0 e foi quanto bastou para anularmos a desvantagem que trouxemos do estádio da Luz. Bruno, pelo seu lado, soma 26 golos e 14 assistências nesta temporada. Ontem podia ter marcado mais um: bastaria que aquele seu míssil teleguiado na conversão de um livre, aos 49', tivesse entrado em vez de embater na trave. É obra, não apenas a nível de Portugal mas do conjunto do futebol europeu.

 

Gostei que neste desafio houvesse enfim superioridade táctica do Sporting frente ao Benfica, organização colectiva e mobilidade no terreno, com os nossos alas a travarem a progressão dos extremos do SLB enquanto o corredor central impedia os passes em profundidade para as costas da defesa. Só uma vez Pizzi conseguiu pôr isso em prática, numa das duas situações de perigo que o Benfica foi capaz de criar em 90 minutos. Sem que Renan tivesse necessidade de fazer uma defesa digna desse nome ao longo de todo o jogo, o que diz muito sobre a disponibilidade física e mental da equipa que Marcel Keizer dispôs no relvado, anulando o dispositivo montado por Bruno Lage nesta meia-final onde até os "suspeitos do costume" (Gudelj, Bruno Gaspar e o próprio Diaby) se mostraram em bom nível.

 

Gostei pouco que só no quarto confronto com o Benfica realizado na presente temporada tivéssemos revelado a superioridade reconhecida nos parágrafos anteriores. Após um empate (1-1) na Luz, para o campeonato, uma derrota em Alvalade (2-4), também no âmbito da Liga 2018/2019, e outra derrota (1-2) na primeira mão desta meia-final. E por falar em meia-final: não faz o menor sentido que o desafio da primeira mão tenha ocorrido a 16 de Fevereiro, com esta segunda mão a disputar-se quase dois meses depois. A Federação Portuguesa de Futebol, organizadora da prova, tem de rever isto.

 

Não gostei da condescendência do árbitro Hugo Miguel no campo disciplinar, procurando dirigir o jogo "à inglesa" durante a primeira parte enquanto na segunda, adoptando critério oposto, desatou a exibir cartões a torto e a direito. Enquanto poupava Pizzi a um vermelho directo por entrada grosseira por trás, rasteirando Bruno Fernandes numa clara jogada de perigo aos 47', e deixava um miúdo cheio de borbulhas apontar-lhe o dedo e quase encostar-lhe a testa à cara após ter visto um amarelo. Com apitadores "internacionais" como este, não admira que Portugal continue sem ver representantes da arbitragem nas fases finais dos grandes torneios de futebol. 

 

Não gostei nada que energúmenos da falange de apoio do clube ainda presidido por Luís Filipe Vieira imitem sons de very light assassinos e continuem a frequentar impunemente estádios de futebol. 

Coisas que me incomodam

Já lá iremos ao jogo.

O que me traz aqui são duas ou três coisas que verdadeiramente me incomodam no futebol actual, não sei se apenas em Portugal, mas para o caso é o que interessa e passo a enumerar:

1- Incomoda-me ir assistir àquilo a que usou chamar-se a festa do futebol e à volta do estádio haver mais polícias, armados até aos dentes, que gente a dirigir-se para as portas. Que fique claro que a culpa não é da polícia;

2- Incomoda-me que um adepto do clube visitante não possa entrar livremente para assistir ao jogo com os adereços que muito bem entenda. Hoje à minha frente um adepto do Benfica, não tendo sido impedido de entrar (mal fora...), foi contudo impedido de usar cachecol e aconselhado/proibido de o usar, por "questões de segurança", segundo o supervisor dos porteiros. Isto não é uma guerra, sequer uma batalha, isto retira qualquer vontade de ir à bola. Que fique claro que a culpa não é dos porteiros;

3- Incomoda-me que os árbitros, regra geral, sejam uma valente merda e o de hoje, Hugo Miguel, não fugiu à regra; Com demasiada condescendência, pessimamente no capítulo técnico e quase ao mesmo nível no capítulo disciplinar. Esperou 44 minutos para mostrar o primeiro amarelo e em meia parte ainda teve tempo para mostrar mais oito e ainda um vermelho. Manda o bom senso travar os ímpetos de início e ele não o fez e a coisa descambou. Resta-me dizer que o fez para ambos os lados, nisso foi exemplar. Que fique claro que a culpa provavelmente até nem é dos árbitros;

4- Assim sendo, incomoda-me que quem dirige o futebol em Portugal, Federação e Liga, não se questione sobre o clima bélico que paira hoje sobre uma partida de futebol, uma coisa que deveria ser tão simples como onze de cada lado e uma bola e duas balizas.

O rei do apito

O Guimarães-Sporting é o jogo mais importante da jornada. Devia ter o melhor árbitro. Mas não terá. Vai ser apitado por Hugo Miguel, brindado com a pior classificação do Top Record, que avalia 23 árbitros que actuam no campeonato. Ainda por cima é também aquele que se destaca por dar mais uso ao apito: tem a nada invejável média de 41,3 interrupções por jogo. O que deixa desde já adivinhar um mau espectáculo. Não por responsabilidade dos jogadores, que são bons, mas de Hugo Miguel, que insiste em ser a figura dos desafios que arbitra, fazendo soar o apito de dois em dois minutos.

Esperemos que esta regra não prevaleça hoje no estádio que tem o nome do nosso primeiro rei.

{ Blog fundado em 2012. }

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