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És a nossa Fé!

Hoje giro eu - Ranking GAP

Agora que entrámos na fase decisiva da época infelizmente os nossos indicadores deterioraram-se um pouco. Assim, o Sporting disputou até agora 53 jogos - 29 para o Campeonato Nacional, 8 para a Liga dos Campeões, 6 para a Liga Europa, 5 para a Taça de Portugal e 5 para a Taça da Liga - , a que corresponderam 32 triunfos (60.4%) , 12 empates (22.6%) e 9 derrotas (17%), com 98 golos marcados (1.85 golos/jogo) e 42 sofridos (0,79 golos/jogo).

 

Perguntas: Em que jogo ocorrerá o golo 100 da época? E quem será o seu autor?

 

Classificações (Estatísticas Ofensivas):

 

1) MVP: Bas Dost (108 pontos), Bruno Fernandes (87), Gelson Martins (63);

2) Influência: Bruno Fernandes (45 contribuições para golo), Bas Dost (41), Gelson Martins (29);

3) Goleador: Bas Dost (31 golos), Bruno Fernandes (13), Gelson Martins (12);

4) Assistências: Bruno Fernandes (16 passes decisivos), Gelson Martins (10), Marcus Acuña(9).

 

Nota:  Bruno Fernandes contribuiu em 45.9% dos golos da equipa; Bas Dost marcou 31.6% dos nossos golos.

 

Ranking GAP (Golos, Assistências, Participação decisiva):

 

  G A P Pontos
Bas Dost 31 5 5 108
Bruno Fernandes 13 16 16 87
Gelson Martins 12 10 7 63
Doumbia 8 1 1 27
Marcus Acuña 5 9 4 37
Sebastian Coates 4 3 2 20
Fredy Montero 4 0 0 12
Rodrigo Battaglia 3 3 2 17
Jeremy Mathieu 3 1 2 13
Bryan Ruiz 2 2 3 13
Rafael Leão 2 1 0 8
Bruno César 2 0 1 7
João Palhinha 2 0 0 6
Fábio Coentrão 1 4 4 15
Iuri Medeiros 1 1 1 6
William Carvalho 1 0 2 5
Mattheus Oliveira 1 0 0 3
Adrien Silva 1 0 0 3
Daniel Podence 0 7 2 16
Cristiano Piccini 0 2 4 8
Ruben Ribeiro 0 2 1 5
Ristovski 0 1 0 2
Alan Ruiz 0 0 2 2
autogolos 2 0 0  

Hoje giro eu - O Sporting e o futuro

Vejo por aqui no blogue muitos sportinguistas cheios de certezas, uns e outros irredutíveis defensores do seu lado da trincheira. Mas, observo igualmente, progressivamente, o crescimento daqueles que têm dúvidas, inquietações e que desejam vêr uma solução equilibrada, que acautele o presente e não prejudique irremediavelmente o futuro.

 

Na contabilidade específica de um clube de futebol, os direitos económicos sobre os jogadores são activos intangíveis do Balanço de uma Sociedade Desportiva. Esses direitos quando alienados a outro clube (venda do jogador), como têm um valor de mercado, vão reflectir-se na Demonstração de Resultados como um Proveito (extraordinário). Existe porém uma fundamental diferença para outro tipo de sociedades. Se eu tiver uma corticeira, não vou ter de negociar com os sobreiros, os quais por sua vez não me vão apresentar o seu empresário, nem chamar o seu sindicato. Muito menos me intimarão com um pedido de rescisão com justa causa e/ou ameaçarão abandonar a propriedade onde se encontram. Vendo ao preço que consigo, para o mercado que mais me interesse e pronto, negócio despachado. Já um futebolista é um ser pensante, tem as suas expectativas, as suas ambições e com ele é necessário estabelecer acordos. Posso ter uma proposta fantástica para o clube proveniente da China e esta não interessar à estratégia desportiva do jogador e o negócio já não se faz. Posso não querer vender o jogador, este começar a fazer birra e não treinar, ter de lhe instaurar um processo disciplinar, suspendê-lo e acabar toda a situação por ser um "loose-loose", visto o jogador, parado, perder valor.

 

Por tudo o que enunciei no parágrafo anterior, é fundamental uma boa gestão destes recursos humanos. Nesse sentido, uma boa cultura corporativa, com valores bem incutidos e regras de conduta bem delineadas e aceites por todos é essencial, na medida em que é a cola que vai unir todo o grupo. Este pormenor não é dispiciendo, porque é exactamente nas organizações em que esta cultura está mais sedimentada que existem menos problemas. Transposto para o futebol, isso significaria que a cultura (no jargão da bola, "a mística") se sobreporia a treinadores e jogadores. Há múltiplos exemplos disso no futebol, mas o Sporting, infelizmente, não é um deles.

 

Um clube sem essa cultura bem incutida está mais dependente do perfil e da personalidade dos elementos de toda a Estrutura. Que engloba Presidente e/ou dirigente responsável pelo futebol, treinador principal e jogadores, entre outras figuras menos mediáticas mas não necessáriamente menos importantes na tal dimensão da mística. Estou convencido que o que está a acontecer ao nosso Sporting tem muito a vêr com isto e não deixa de ser surpreendente. Desde logo, porque o Sporting é, há longos anos, a equipa em Portugal que tem mais jogadores provenientes da sua Formação, o que deveria apertar mais os laços entre jogadores e clube. O clube é reconhecido em Portugal e no mundo como formador de um tipo de jogador especial, ainda não muito formatado tácticamente e estimulado no seu talento, chegando aos séniores ainda com algum "jogo de rua". Ainda assim, na minha ideia, poderá faltar em termos de complemento uma maior cultura de exigência, de excelência e de superação. Esses valores deveriam ser interiorizados desde cedo e fazer parte do ADN futebolistico de cada jogador. 

 

Chegámos à situação que todos conhecemos. Divergências profundas entre presidente (e treinador?) e jogadores ficaram subitamente expostas, faltou senso e temos um problema para resolver. Digo temos, porque cabe aos sócios encontrarem a melhor solução para o clube. Uma solução que não aliene definitivamente o que deve ser a estrutura orgânica e hierárquica de uma organização, mas que também não permita que se possam depreciar importantes activos da SAD/clube. Por isso, é preciso bom senso, equilíbrio e ponderação. Mais estudo e reflexão e menos intervenções públicas provenientes de todos os quadrantes e, especialmente, de dentro do clube. Aproveitar este tempo também para pensar o clube e a sua cultura. Temos uma direcção que foi eleita anteriormente com Bruno de Carvalho, mostrou competência e pode gerir interinamente, sem o actual presidente, o clube. Que, sujeita posteriormente a eleições, poderá vir a ser uma solução definitiva, porque não? O principal papel de um gestor é comprar tempo. Nunca, como agora, essa competência foi tão necessária e será tão posta à prova. É que o algodão não engana e os sportinguistas estarão atentos ao que os actuais Orgãos Sociais e sócios "ilustres" com expressão pública fizerem ao clube. 

 

Hoje giro eu - O Sporting, sempre!

Há muito tempo que digo que no futebol, depois da bola, o melhor são os jogadores. Enquanto ninguém se desloca a um estádio para ver um presidente ou um treinador, já um passe mágico, um drible enganador ou um bom golo são a ilusão que justifica a militância nas bancadas. Se os jogadores necessitam dos adeptos e da sua paixão pelo jogo para poderem ter bons contratos, também os adeptos precisam dos jogadores para poderem ter algum sortilégio nas suas vidas e assim libertarem as suas muitas vezes, pessoal e profissionalmente, reprimidas emoções.

 

Esta introdução pretende demonstrar a admiração e o respeito que nutro pelos profissionais da bola e as tardes e noites de glória (manhãs é que não, que ainda tenho presente na memória aquele jogo contra o Belenenses) que me têm feito viver. Cresci a tentar imitar as fintas saídas do pé esquerdo de Bruno Conti, a visão de jogo de Platini ou o toque de Midas de Diego Armando Maradona (hoje, já menos activo nas "peladinhas", é Bruno Fernandes quem me encanta) e com eles aprendi uma das minhas primeiras lições: é que prezando muito o valor do trabalho, ainda assim há coisas que só com trabalho não se conseguem obter, é preciso talento e inspiração. 

 

Posto isto, regresso à minha ideia inicial expressa em Posts anteriores: o presidente não deveria ter publicado no Facebook críticas à equipa e os jogadores não deveriam ter reagido de igual forma. Ambos estiveram mal. Agora, é difícil de compreender ou aceitar que o adepto, de tão envolvido com o jogo, ignore um princípio básico de gestão e dê loas ao grito de Ipiranga dos jogadores. Bem sei que falamos de futebol, um fenómeno geralmente acompanhado de paixões exacerbadas, mas em que empresa é que esse comportamento seria tolerado? O que se vem passando por estes dias em Alvalade abre um perigosíssimo precedente, só não o vê quem está sedento de ver Bruno de Carvalho pelas costas e acha que vale a pena tudo, pois nenhuma organização resiste à inversão da hierarquia de comando.

 

É certo que o presidente procedeu mal em primeiro lugar (um péssimo acto de gestão de recursos humanos) e que, de seguida, entrou num descontrolo emocional de múltiplas publicações no Facebook - a primeira irreflectida e mortal, decretando a suspensão dos jogadores - e conferência de imprensa que, na minha opinião, não aconselham a sua continuidade, no sentido em que se tornou mais um problema do que uma solução para o clube. Mas o facto de ter sido o causador da rebelião que se seguiu não justifica que, qual circo romano, Alvalade tenha vaiado de polegar para baixo o seu presidente enquanto glorificava os seus "gladiadores", ao mesmo tempo que nos estúdios da SportTV, Carlos Manuel e Sousa gozavam com as suas "dores nas costas".

 

Nas últimas horas quem me conhece sabe que é genuino o meu sofrimento. Sofro por ver um clube dividido, com um presidente autista na avaliação da situação e uma vasta maioria de antigos apoiantes a serem instrumentalizados pela oposição do costume e pela imprensa e a não saberem criar condições para que o presidente saia com a dignidade devida. É verdade que Bruno de Carvalho já poderia e deveria ter saído pelo seu pé, mas é publico e notório o seu cansaço, o seu desgaste (aparentemente estará também doente) e, neste momento, o seu pouco discernimento e instabilidade emocional.

 

Bruno de Carvalho não voltará a ter o meu voto. Já houve presidentes que saíram devido aos maus resultados desportivos e/ou financeiros, o actual presidente desaparecerá da liderança do clube de Alvalade por questões essencialmente comunicacionais. Não parece real, mas é, e só isso já dá a entender o conjunto de diatribes que protagonizou e que terminou de uma forma absolutamente insólita com o presidente em rota de colisão com os principais activos da SAD/clube. Na minha opinião, nos próximos tempos seria importante que o presidente se afastasse e que abrisse espaço para que a sua Direcção restabeleça a natural hierarquia de comando, apoiando treinador e jogadores nas importantes batalhas que se avizinham, até que se encontre uma solução definitiva.

 

Tenho muita pena que tenhamos chegado aqui, mas permitam-me que não me junte ao coro de virgens ofendidas que anda por aí. A começar no do costume e a continuar na figura do presidente da AG do clube, que tão mal tratou, na Assembleia Estatutária, os sócios que pediram para falar contra Bruno de Carvalho, ameaçando cortar-lhes o microfone. O Sporting jamais encontrará um paradigma de sucesso enquanto as vaidades, as ambições pessoais e a pequena política se sobrepuserem ao interesse do clube. Para mim, o clube estará sempre em primeiro lugar. Por isso, embora não queira que Bruno de Carvalho continue e compreenda a indignação quase generalizada, não vaio, não apupo, não injurio. Apenas fico triste, muito triste.

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Hoje giro eu - E o Sporting?

Parece-me óbvio que as partes - presidente e jogadores - estão condenadas a entender-se. Todo o ruído altamente vexatório para o Sporting e os sportinguistas acabará por ser desvalorizado, à laia de um "fait-divers". No entanto, é difícil encontrar algo de positivo neste pesadelo mediático a que clube e adeptos foram submetidos nas últimas horas. Em primeiro lugar, ficou bem visível que o ambiente já não seria o melhor. Estas coisas não acontecem de geração espontânea, vão crescendo e há um dia em que detonam. O presidente já tinha criticado a atitude da equipa por esta não ter correspondido a um pedido para se juntarem a uma campanha de solidariedade. Simultaneamente, as palavras azedas dirigidas por Bruno de Carvalho a Adrien também não terão caído bem. O ex-capitão é percepcionado por todos como um líder de balneário e a sua influência ainda estará bem presente na memória de quem com ele privou no balneário. Agora aconteceu isto...

 

Em Post anterior critiquei também os jogadores (aqui), porque independentemente das razões que lhes assistiam nunca, em nenhuma circunstância, deveriam ter tornado esse sentimento público. Adicionalmente, os sócios e adeptos estão agastados por verem que o potencial da equipa não se consuma nos relvados e isso não me parece que seja culpa do presidente.

 

Uns e outros estiveram mal e subordinaram o Sporting ao seu interesse pessoal, tentando influenciar as massas no sentido de apoiarem a sua posição, em vez de resolverem em privado as suas divergências em nome do respeito que deveriam ter pelo clube.

 

Bruno de Carvalho não pode continuar com este seu registo "single", ao ritmo de 45 revoluções por minuto. Não pode ser um Che Guevara, doente e isolado na selva (há dúvidas?) do futebol português. Também não se deve sujeitar a si, e ao clube, a fazer aquela figura do cavaleiro do "Em busca do Cálice Sagrado", decepado e já com a cabeça separada do tronco, a desafiar tudo e todos em busca da glória da conquista do campeonato nacional. Pelo contrário, o presidente pode aproveitar a sua reconhecida energia para ser o agente de mudança que o futebol português precisa. Como um estadista e de uma forma reformista, reunindo apoios, não confundindo linguagem acessória com a mensagem fundamental.

 

Se sócios e adeptos compreendem a luta pela verdade desportiva e as suas múltiplas batalhas que vão desde os vouchers aos emails e aos jogos para perder, já as guerras intestinas com epicentro em Alvalade soam à maioria como pura autofagia.

 

Publicamente, o presidente preside, os jogadores jogam, sócios e adeptos criticam e avaliam o trabalho de todos, este deve ser o princípio básico de uma Organização com estas características. No resguardo dos gabinetes e do balneário é diferente e o presidente tem todo o direito de se dirigir aos jogadores e de os espicaçar. Mas deverá ter cuidado com a forma como o faz, nunca deixando no ar a hipótese de se querer pôr de fora: uma coisa é ter poder - Bruno foi eleito pelos sócios - outra é ser uma autoridade. Esta última é uma qualidade reconhecida (ou não), por quem é dirigido, ao seu líder e nunca deve ser confundida com autoritarismo. 

 

Hoje giro eu - Assim, não!!!

Acabei de chegar a Lisboa depois de uma cansativa viagem de 1200 Km, por estrada, entre as capitais ibéricas. Sim, na companhia dos Antónios, do Gonçalo e do Tiago fui a Madrid ver o nosso Sporting. Como outros sportinguistas vivi uma jornada de militância leonina. Depois de um jogo frustrante, com um resultado final que não expressou minimamente o que se passou no terreno, foi a esse sentimento de vitalidade do leão que me agarrei ontem à noite antes de adormecer. Vi um produto da nossa Formação (Paulo Futre), mais uma descoberta do nosso Aurélio Pereira, ser engolido à entrada do estádio por uma enorme mole humana de adeptos do Atlético, ao som de "es lo mejor", ouvi os cânticos dos adeptos madrilenos serem ofuscados pelas vozes saídas da alma indomável de 3500 sportinguistas, observei os nossos jogadores equivalerem-se aos milionários "colchoneros", assisti à serenidade irrepreensível com que as nossas claques e adeptos comuns aguentaram os 45 minutos de reclusão na caixa de segurança pós-jogo. Antes, a caminho da capital espanhola, haviamo-nos entretido com um animado "quiz" sobre a história do clube e dos seus jogadores. Tudo razões para atenuar a enorme azia que se apoderou de mim à medida que o jogo se encaminhava para um desfecho desolador. Afinal havia esperança e muitas coisas boas a merecerem o devido relevo.

 

Hoje, ao acordar, tudo se desmoronou. Um compincha de viagem, enquanto preparávamos o regresso a casa, informou os restantes que Bruno de Carvalho tinha usado o Facebook para criticas individualizadas a jogadores. Não queria acreditar! O presidente não é o provedor dos sócios, é o homem que dirige o clube, que foi eleito e é pago para resolver os problemas. Para encontrar soluções, não para ser, em si mesmo, um problema adicional. 

 

Um grupo de trabalho tem regras. É suposto estar blindado. O presidente tem todo o direito de ir ao balneário, de se dirigir aos jogadores e de lhes dar conta da sua frustração. Que será equivalente à de todos os que estiveram no Wanda Metropolitano, à daqueles que, não podendo ir, assistiram pela televisão e, pormenor a não desprezar, à dos próprios jogadores. Mas podendo, não deve em momento algum desvirtuar a relação tácita de confiança entre as partes e tornar público os seus queixumes. Isso caberá ao adepto comum. Até porque ao criticar desta forma os jogadores pode sempre ser acusado de desviar as atenções para outrem. E um presidente deve sempre assumir as suas responsabilidades. Todos nós assistimos a uma noite de terror de Coates, a um erro grave de Mathieu, a falhanços de Dost, Gelson ou Montero. Claro que os jogadores se esforçaram, que queriam e quiseram ganhar, mas isso faz parte de ser profissional, é o mínimo que se lhes deve exigir e nem devia fazer parte do lema de qualquer clube com pretensões. Lema, aliás, que deve urgentemente ser revisto, independentemente da disponibilidade demonstrada por quem entrou em campo, algo que não discuto. Esforço, dedicação, devoção? Substituam-nos por exigência, excelência e superação. Com esses valores bem incutidos, aí sim, teremos um clube temido e respeitado pelos seus adversários.

 

Entenderam os jogadores emitir um Comunicado. Na minha opinião, também não estiveram bem. E não estiveram bem porque acabaram por, também eles, tornar pública uma posição, violando assim as tais regras que enunciei acima e perdendo toda a razão que justamente lhes assistia.

 

Estamos assim perante um impasse e é difícil entender como desta crise se pode extrair algo de positivo para o futuro próximo do clube. As partes, não cedendo, estarão a prestar um péssimo serviço ao Sporting Clube de Portugal. Se o presidente se vê como o provedor dos sócios é bom que perceba que os sócios não querem isto. Um clube falado na Comunicação Social pelos piores motivos, vexado e gozado pelos rivais é um atentado à história de um enorme clube e à memória de todos aqueles que tiveram a honra de alguma forma o servirem, como dirigentes, atletas, sócios, adeptos ou meros simpatizantes e, paradoxalmente, destrói inequivocamente todo o reconhecido trabalho de recuperação do clube executado por Bruno de Carvalho e sua direcção. Por outro lado, os jogadores têm de perceber que estão ao serviço do clube e que isso significa estar ao serviço dos sócios durante o tempo que estiverem no clube. É a paixão destes que estimula patrocinadores e permite gerar receitas que vão alimentar os seus salários. Assim, o interesse comum, o do "nós", sócios, deveria ter prevalecido, por muito que os jogadores, que tinham razões para se sentirem indignados, tivessem de cerrar os dentes.

 

Em todo este processo, as partes, treinador incluido, pretendem influenciar a opinião pública, em vez de assumirem as suas responsabilidades e estabelecerem os devidos compromissos entre si e com o clube, no recato dos gabinetes e do balneário. Por isso, a todos me dirigindo, termino desta maneira: meus senhores, isto não é um "Beauty Contest", não queremos saber quem é mais simpático ou mais fotogénico. O que nós queremos, aliás, nós exigimos é que se entendam, trabalhem juntos, tenham RESPEITO pelo clube e guardem as vossas lamentações para vós próprios. Não só não estamos em Jerusalém, como também não ficaremos em cima do muro a assistir a este definhar do clube que amamos. A continuarem neste registo, a história vos julgará. A TODOS!!!

 

#savingprivateryan

Hoje giro eu - O pedal de Deus

São 21H05. Sob a luz dos projectores do antigo Delle Alpi, Cristiano Ronaldo, procurando corresponder a um passe atrasado de Carvajal, roda sobre si mesmo e, de costas para a baliza, inicia o vôo. O seu tronco está agora paralelo ao plano da relva, a uma altura aí de 1,70 m. Os jogadores à sua volta sustêm a respiração. A "máquina" começa a dar aos pedáis: primeiro o esquerdo para dar propulsão, logo o direito que vai de encontro ao esférico quasi perdido. Nunca uma bola foi tão redonda como aquela saída do pé direito de Ronaldo, cinquenta centímetros acima da cabeça de um já aí desesperado DiSiglio, também ele a subir e a procurar o Céu. Buffon, espectador privilegiado do lance, não se mexe, como que hipnotizado pela grandeza do gesto. A bola, obediente, entra inapelávelmente junto ao poste da sua baliza. Das bancadas do estádio irrompe um aplauso generalizado. Adeptos da Juventus e do Real, outrora rivais, levantam-se e batem palmas. Há um sorriso nas sua bocas. Estão agora unidos pelo mesmo sentimento: tocado por Deus, Cristiano (o nome será coincidência?) acaba de protagonizar um momento único, um sortilégio, uma recordação eterna na memória de todos. O resultado já pouco interessa. Mais do que a vitória do seu clube, todos em uníssono celebram o triunfo do futebol.

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Hoje giro eu - Pentinha

Penta na Pontinha: o Sporting acaba de vencer, pela quinta vez consecutiva, o Torneio Internacional da Pontinha (Sub-13), batendo na final a equipa espanhola do Levante (2-0). Aconselho todos os nossos Leitores/comentadores a vêr e ouvir as entrevistas finais ao treinador Pedro Pontes e, principalmente, ao capitão Guilherme Santos (passou agora na SportTV1). Exemplares! 

Hoje giro eu - Dois Sportings

Esta época pascal foi reveladora: existem dois Sporting diferentes, o das modalidades e o do futebol profissional. Na sexta-feira, ao verificar a forma senhorial como os nossos andebolistas dominaram o seu rival da Luz esta ideia veio-me à cabeça. O professor Hugo Canela foi investido interinamente como treinador principal em meados da época passada, substituindo o espanhol Zupo Equisoain. As expectativas não eram demasiado elevadas e a imprensa noticiou que o Sporting tinha tentado assegurar Carlos Resende, na época treinador do ABC e actual treinador do Benfica. A equipa estava praticamente afastada do título e os sportinguistas apenas desejavam que a época terminasse com dignidade. Hugo Canela e a sua equipa começaram por nos conquistar pela humildade no discurso, eram uns rapazes simpáticos, dizia-se. A verdade é que Hugo começou a mostrar liderança quando conseguiu unir a sociedade de nações que era o plantel leonino, alguns já cansados de grandes batalhas passadas, em torno de um objectivo comum. Jogadores como Ruesga ou Kopco pareceram ganhar uma nova vida, a equipa começou a crescer e, beneficiando da quebra do FC Porto, acabou por ganhar o campeonato. A que ainda juntaria uma nova Taça Challenge. 

 

Apesar da saga vitoriosa, Hugo ainda era olhado com desconfiança no início desta época. O Sporting iria participar na Champions League e ainda estava por demonstrar se o triunfo nacional se deveria mais a mérito próprio ou a demérito dos rivais. A equipa leonina acabou por ter uma participação muito prestigiante na prova raínha do andebol europeu, batendo-se de igual para igual com gigantes como os franceses do Montpellier. Aqui chegados, um treinador que duvidasse das suas capacidades teria encontrado na pré-eliminatória e nos 10 jogos da fase de grupos da referida competição uma justificação para o cansaço e para uma época menos positiva. Canela não! O treinador leonino usou a experiência europeia como a especiaria, o condimento que iria aprimorar o "prato" que iria servir aos adversários. A elevação do nível de jogo do Sporting foi notória e isso, conjugado com um plantel profundo e bastante homogêneo, tem tornado a equipa praticamente invencível intramuros. No final, o que fica é a liderança de Hugo Canela, que transformou o que muitos veriam como uma ameaça numa oportunidade de melhorar.

 

Noutras modalidades, como o voleibol e o hóquei em patins, também se nota essa vontade de suplantar permanentemente obstáculos. No vólei, após um longo interregno, a conjugação de esforços entre o treinador Hugo Silva e o seu mais experiente jogador e grande dinamizador da secção, Miguel Maia, tem permitido transformar um conjunto de jogadores que nunca tinham jogado juntos numa equipa firme e determinada na procura de novos objectivos. Como consequência, estamos na final do campeonato, onde iremos defrontar o rival de sempre. No hóquei, passo-a-passo temos vindo a diminuir a "décalage" face a adversários com muito maior experiência, progressivamente atenuando o "gap" criado pelos longos anos em que a secção esteve interrompida. Liderados por Paulo Freitas, um treinador com um discurso muito assertivo, a equipa tem vindo a crescer a olhos vistos e, pasme-se, está na liderança do campeonato, ao mesmo tempo que já tem um pé nas semi-finais da Liga Europa, a Champions do hóquei patinado europeu. É certo que Benfica e Porto são muito fortes e o Sporting não pode ser qualificado de nenhuma maneira como o favorito, mas nota-se ali um grande entusiasmo, motivação e vontade de superação.

 

Superação é o termo ideal para ilustrar também o que se passa noutras modalidades como o ténis de mesa, onde chegámos às semi-finais da Champions, o atletismo - acabámos de ganhar os campeonatos masculinos e femininos de corta mato - o goalball, que nos fez campeões europeus, ou o rugby feminino, tradicional vencedor de cada vez mais renhidos confrontos com o eterno rival. Já para não falar da consagradíssima secção de futsal do Sporting.

 

E chegamos ao futebol. A ideia que fica é que os nossos jogadores não compreendem na sua totalidade a responsabilidade do que é servir o Sporting e/ou que não estão devidamente motivados para o desafio que têm pela frente. A permanente desculpabilização do insucesso, incutida pelo treinador, é, a meu ver, a principal razão da pouca correspondência entre investimento avultado e sucesso desportivo. O vento, os árbitros, a relva, a sobrecarga de jogos, as lesões tudo tem servido para antecipadamente justificar os fracassos. E digo antecipadamente, por ser verdade e para que melhor se compreenda o erro crasso em que temos vindo a laborar. Em vez de se preparar uma equipa para a vitória, comunicam-se previamente razões para um eventual insucesso. E continuamos com aquele discurso de que estamos a fazer melhor do que no antigamente, algo que constitui uma afronta à história do Sporting Clube de Portugal. Talvez fosse bom fazer sentir à famosa Estrutura do futebol que estamos na final do campeonato de uma modalidade após um interregno de mais de 20 anos, que quebrámos a malapata no andebol, onde também não ganhávamos há muito tempo, e que voltámos a liderar um campeonato de hóquei, algo que não acontecia há muitos anos e depois já de uma épica vitória na Taça CERS, jogada fora de casa, com uma equipa de tostões e contra o anfitrião e todo-poderoso Reus.

 

A história do Sporting é feita da superação de homens e mulheres como Carlos Lopes, Fernando Mamede ou Joaquim Agostinho, Patrícia Mamona, Carla Sacramento ou Sara Moreira. Superação que vem ao encontro do nível de exigência que sócios, adeptos e simpatizantes históricamente têm com quem defende as cores do clube. Essa exigência deve ser um estímulo, nunca uma inibição. Muito mais para profissionais pagos regiamente.

 

#savingprivateryan

Hoje giro eu - A Luz ao fundo do túnel

Em partida a contar para a Fase Final do campeonato nacional de andebol, o Sporting deslocou-se ao Pavilhão da Luz e derrotou o até aí 2º classificado por 29-24, reforçando assim a sua liderança. O Sporting, aliás, é o único clube só com vitórias nesta fase decisiva do campeonato. Temos agora mais 3 pontos que o FC Porto e mais 4 que o Benfica (a vitória vale 3 pontos, o empate 2 e a derrota 1). Faltam 8 jornadas.

 

P.S. entretanto, hoje em Vila do Conde, Francisco Geraldes “pintou a manta”...

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Hoje giro eu - Selecção: a ponta do iceberg do futebol luso

Portugal é campeão da europa de futebol e tem os melhores jogadores do mundo em futebol, futsal e futebol de praia. Factos destes deixam felizes os portugueses e, em particular, a Federação Portuguesa de Futebol, mas reflectirão o verdadeiro nível global do nosso futebol, e o seu peso social e económico, à escala europeia e mundial? 

 

Em contrapeso, Portugal ocupa a sétima posição no Ranking UEFA de clubes - onde só está representada a elite do futebol luso -  e tem vindo a descer, perdendo recentemente posições, primeiro para a França, depois para a Rússia, facto que nos custou já um lugar na Champions. Adicionalmente, um estudo da Associação das Ligas Europeias Profissionais coloca a nossa 1ª Liga apenas em 12º lugar no que respeita a média de assistências nos estádios, com um número médio de 11838 espectadores, onde só Benfica, Sporting, Porto e Vitória de Guimarães têm assistências superiores a esse valor. Por outro lado, no referido estudo apresentado em Janeiro deste ano, a nossa 2ª Liga encontra-se na 46ª posição (em 47 alvo do estudo), com médias de assistências inferiores a 1000 espectadores por jogo. Paralelamente, ontem soubemos que os árbitros principais e os árbitros auxiliares portugueses não estarão representados no Mundial de Selecções, não constando de um elenco que inclui 99 árbitros provenientes de 46 países.

 

Estamos perante uma enorme divergência de dados, onde se nota uma gradual perda de competitividade interna que parece estar mascarada pelas competências e experiência que os nossos principais futebolistas têm vindo a adquirir externamente e que têm contribuido para o sucesso internacional das nossas selecções.

 

Perante estas duas realidades paralelas, como podem as autoridades competentes ajudar a construir o novo edifício do futebol português? A ideia que me dá é que o nosso futebol necessita urgentemente de maior equidade entre as equipas (a negociação em bloco dos DireitosTV teria ajudado a isso), maior transparência (é só estar atento às televisões, jornais e blogues, faz falta um Código de ética que vincule todos os agentes desportivos), mais e melhor formação de árbitros, uma maior promoção do espectáculo desportivo e regras que garantam a defesa do jogador made-in Portugal e que assegurem a continuidade do trabalho feito na Formação. Em suma, uma muito melhor Organização, que dê resposta às alterações demográficas, sociais, culturais e económicas do meio envolvente, assegurada por verdadeiros decisores e estrategos que saibam pensar o futebol nas suas multiplas vertentes.

 

Eu noto muito pouco a ser feito ao nível das reformas que se impõem e, principalmente, não vejo acento tónico na assumpção de erros e na necessidade de mudança. Quem passa a vida a resistir à mudança, um dia acaba por ter de resistir à extinção. Têm a palavra a FPF/ Liga de Clubes/ APAF e outros agentes do fenómeno desportivo, sem esquecer o papel do governo e do poder judiciário, este último enquanto segunda derivada da garantia do cumprimento das regras, que deveria, em primeira mão, ser assegurado por Federação e Liga.

 

Hoje giro eu - Zero árbitros lusos no Mundial

O próximo Mundial de futebol não contará com quaisquer árbitros do país campeão europeu. Ao todo foram escolhidos 99 árbitros (36 principais e 63 assistentes), de 46 países diferentes. Outros países latinos, como Espanha, França ou Itália estarão representados. Relembro que, no Euro 2016, a nossa arbitragem também não tinha estado presente. Ironicamente, ou não, existe ainda a possibilidade de em Abril, após seminário da FIFA, vir a ser escolhido um árbitro luso para as funções de... vídeo-árbitro. VAR que foi implementado em Portugal após insistentes pedidos do presidente do Sporting Clube de Portugal, Bruno de Carvalho. Ele há coisas...

 

Esta ausência deveria merecer uma profunda reflexão da Federação Portuguesa de Futebol, da Liga de Clubes e, em especial, do Conselho de Arbitragem e dos próprios árbitros, entre outros agentes...

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Hoje giro eu - Bruno e Geraldes

Quando olhamos para o que é hoje o "onze" do Sporting e para aquilo que poderia ter sido, um nome imediatamente vem ao pensamento: Francisco Geraldes.

 

O jogador leonino, emprestado este ano ao Rio Ave, tinha (e tem) as características ideais para poder render Bruno Fernandes, como "10", num sistema de 3 médios. Não o vejo a fazer de "8" (num meio-campo a 2) - posição onde Bruno cumpre sem o brilhantismo de quando joga mais avançado no terreno - , dadas as suas características e as do actual detentor da posição "6" (William Carvalho), um jogador mais forte com bola mas sem a intensidade de um Fejsa ou de um Danilo.

 

Sendo jogadores diferentes - Bruno Fernandes, fruto de várias temporadas em Itália, tem outra mobilidade, amplitude e intensidade no seu jogo - Bruno e Francisco têm como denominador comum a qualidade de passe, característica que lhes permite vislumbrar latifúndios num T1 na Reboleira. Por isso, ambos perdem algumas bolas, pois os seus passes destinam-se quase sempre a criar rupturas.

 

Um dos problemas do Sporting esta época foi aceitar partir o jogo num sistema de apenas 2 médios, com William e Bruno Fernandes. Sempre que jogou Battaglia, a equipa ficou mais sólida, consistente, dominadora e, paradoxalmente, com outra eficácia ofensiva (para além das óbvias vantagens a nível defensivo). Não sendo William um jogador de entrar nos espaços dos seus adversários (como Adrien, p.e.), mas sim alguém mais posicional e que cresce com a bola nos pés, recomendar-se-ia que a equipa jogasse com 3 médios. Partindo deste último sistema, a eventual necessidade de o tornar mais ofensivo poderia partir da substituição de "Batta" por Geraldes, ao invés da adopção imediata do sistema de 2 avançados com a entrada de Doumbia ou de Montero. Digamos que assim a equipa leonina teria uma forma intermédia de tornar o seu jogo mais profíquo do ponto-de-vista atacante, sem arriscar partir o jogo e expor tanto a sua linha defensiva.

 

Geraldes é um jogador cerebral, que procura a bola cirurgicamente para depois produzir um último passe. Outro dos problemas da equipa, este ano, tem sido a perda de criatividade e de soluções de passe mais à frente, quando Bruno Fernandes recua no terreno. Os desequilíbrios ficam exclusivamente entregues a Gelson e todos os adversários já se aperceberam disso. Francisco resolveria facilmente este problema e, na minha opinião, poderia jogar sempre como titular nas partidas em Alvalade (recuando BF), partindo do banco, em alternativa a Battaglia, nas partidas fora de casa, não descurando o facto de, dada a necessária rotação da equipa e descanso de alguns jogadores nucleares, poder substituir o próprio Bruno Fernandes como "10", num sistema de 4-3-3, com William e Battaglia por detrás.

 

Em conclusão, nunca contaria com Geraldes para ser um "8", mas jamais o teria descartado aquando da elaboração do plantel para a época de 17/18. 

franciscogeraldes.jpg

 

Hoje giro eu - A Paixão segundo um Leão

Todos nós, homens e mulheres, temos a necessidade de fazer parte de algo mais grandioso que a nossa própria individualidade. Tal como a religião, o futebol é um aglutinador de massas. As cerimónias do ludopédio são celebradas em comunhão por pessoas de diferentes étnias, géneros e classes e estratos sociais. A razão porque escolhemos o clube da nossa devoção é muitas vezes um ritual de passagem de pai para filho, mas também tem o seu quê de misterioso. 

 

Nos seus tempos aureos, o Benfica era visto como o clube vencedor por excelência. Em consonância, muitos adeptos nascidos nas décadas de 60 e de 70 do século passado tornaram-se benfiquistas. Os ecos da popularidade de Eusébio e da equipa que conquistou duas taças europeias encontraram respaldo no desejo, humano, de fazer parte de um projecto vencedor. Assim, homens e mulheres passaram a vencer através da sua ligação ao clube encarnado, compensando provavelmente as derrotas e/ou vitórias muito mais árduas que iam tendo nas suas vidas privadas.

 

Os adeptos portistas encontraram abrigo na bandeira de uma região. Nesse sentido, e até pela estratégia desde o primeiro momento montada pelo presidente Pinto da Costa, o FC Porto foi um fenómeno da causa do regionalismo, mesmo antes de este ser aceite nacionalmente. Como não há bela sem senão, a política de "contra tudo e contra todos" não lhe permitiu crescer a nível nacional na medida daquilo que foram os seus retumbantes êxitos nacionais e internacionais, continuando a ser o terceiro clube nacional a nível de adeptos e de simpatizantes.

 

Aqui chegados, importa falar do nosso Sporting. O clube é um "case study" de fidelização de adeptos. Com grande implantação nacional, fortíssimo na região Oeste do país e em distritos como o de Leiria, por exemplo, onde se travaram batalhas decisivas para a afirmação da nossa nacionalidade, o Sporting permanece irreedutível como um grande clube português e um dos maiores da Europa a nível de associados. Não ganhando tanto como os seus rivais e não sendo um clube exclusivamente representativo de uma região, como pôde o clube leonino resistir e manter-se como um grande? Na minha opinião, isto tem a ver com a identificação que se criou com uma determinada cultura e valores.

 

Muitas vezes acusado de ligações ao Estado Novo, na verdade o Sporting foi sempre o clube mais progressista de todos e o que compreendeu melhor a dimensão sócio/cultural do desporto. Nunca olvidando tratar-se de um clube de futebol, o Sporting soube atrair adeptos através da prática desportiva. Foi assim com a ginástica (quem não se lembra das "Sportinguíadas") ou com a natação, com as célebres piscinas do Campo Grande. Para além disso, o clube sempre teve uma visão empresarial. Infelizmente, a condicionante de instabilidade política e concomitante falta de investimento minou o importante projecto que João Rocha tinha para o Sporting através da Sociedade de Construções e Planeamento (SCP), mas a visão estava lá. Hoje em dia, o clube aproveita os talentos surgidos nas suas camadas jovens para internacionalizar as suas academias, exportando o "know-how" único da nossa Formação.

 

O Sporting é também um clube de figuras ímpares do desporto nacional. Com as cores verde-e-brancas desfilaram Carlos Lopes - o primeiro português medalhado de ouro nuns Jogos Olimpicos - , Fernando Mamede - durante uma década recordista mundial dos 10.000 metros - , António Livramento - melhor hóquista mundial de sempre - ou Joaquim Agostinho, duas vezes no pódio da Volta a França em bicicleta, entre várias outras figuras de relevo do desporto nacional e internacional. Pelo seu ecletismo, o clube tem o terceiro melhor palmarés do velho continente, a nível de competições europeias vencidas.

 

O Sporting é o clube de Cristiano Ronaldo e de Luis Figo, de Carlos Lopes e de Fernando Mamede, os rostos da projecção internacional ímpar do clube, mas é também uma fábrica de talentos com artesãos de primeira qualidade como Aurélio Pereira, César Nascimento ou João Couto e Mário Moniz Pereira, capazes de cuidadosa e porfiadamente lapidar diamantes, longe das luzes da ribalta e sem os estragar prematuramente em razão de um qualquer "soundbyte" de ocasião.

 

Enfim, este arrozoado já vai longo e o que eu gostaria de saber dos NOSSOS Leitores/Comentadores/Autores - e permitam-me que Vos roube algum do Vosso precioso tempo, mas é por uma leonina boa razão... - são, essencialmente, 4 coisas:

 

  1. O que Vos identifica mais com o clube?
  2. Qual a razão que apontam para a fidelização dos NOSSOS adeptos?
  3. O momento mais marcante para cada um de Vós da Vossa ligação ao Sporting?
  4. A maior figura (historicamente) do NOSSO clube?

 

Saudações Leoninas

 

sportinggloria.jpg

 

Hoje giro eu - O Reino das possibilidades

A época já vai longa, um troféu (Taça da Liga) já foi conquistado e ainda estamos em todas as restantes competições (Campeonato Nacional, Taça de Portugal, Europa). É certo que a prova mais importante do calendário português está difícil, muito difícil. O Sporting já esteve afastado da luta, regressou agora correndo por fora. Na prova-raínha, a derrota na primeira mão da meia-final, no Dragão, por 1-0, dificultou e muito a nossa missão, mas não ao ponto de a tornar impossível. Finalmente, na Europa, após alguns brindes (Steaua, Astana, Viktoria) saiu-nos agora a fava (Atlético de Madrid).

 

A pergunta que deixo aos nossos Leitores/Comentadores, sob a forma de um prognóstico triplo, é qual será a classificação final nas seguintes competições:

 

  1. Campeonato Nacional?
  2. Taça de Portugal? Exemplos: eliminado nas semi-finais, finalista vencido, vencedor
  3. Liga Europa? Exemplos: eliminado nos quartos-de-final, eliminado nas semi-finais, finalista vencido, vencedor.

 

Têm a palavra os nossos Leitores/Comentadores. Aguardo as Vossas respostas. Vou anotar tudo e no final da época indicarei o(s) prognóstico(s) vencedor(es).

 

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Hoje giro eu - Sporting, o mais indisciplinado (!?)

Analisando os 27 jogos disputados até agora dos 3 grandes concluimos que o Sporting é o clube cujos jogadores mais vezes foram contemplados com a cartolina amarela. Assim, a equipa leonina já viu 55 amarelos, contra 49 do Porto e 43 do Benfica. Ao contrário dos seus concorrentes, o factor casa não parece ser decisivo nas admoestações, pois os leões viram 25 amarelos e 2 vermelhos em Alvalade, enquanto o Benfica, na Luz, tem 17 amarelos e nenhum vermelho e o Porto, no Dragão, foi contemplado com apenas 15 amarelos (sem vermelhos).

 

Outro pormenor que não deixará de causar algum espanto tem a ver com os jogos disputados fora de casa. Nos jogos fora, o Sporting é o único dos grandes que teve mais cartões amarelos atribuidos aos seus jogadores do que aqueles que os seus adversários averbaram. Assim, nas 13 partidas disputadas, os sportinguistas foram admoestados com o cartão amarelo por 30 vezes contra apenas 28 vezes dos seus adversários conjunturais (1-1 em vermelhos), ao passo que o "score" benfiquista é de 26-29 (1-4 em vermelhos) e o do Porto é de 34-39 (3-2 em vermelhos).

 

Os números globais dos jogos de cada um dos 3 grandes, no que respeita aos "amarelos", são estes: Sporting 55-66 (3-2 em vermelhos), Benfica 43-59 (1-7 em vermelhos), Porto 49-70 (3-4 em vermelhos). Não deixa de ser curioso que uma equipa que vem sendo acusada de ser pouco intensa sofra tantas infrações disciplinares. Por comparação, os jogos do Benfica parecem amigáveis, sendo a equipa encarnada a que menos cartões sofre e os seus adversários aqueles que menos vezes são admoestados (com excepção dos cartões vermelhos). Os adversários do Sporting têm um rácio de vermelhos/total de cartões de 2,9%, ao passo que o rácio dos adversários do Porto é de 5,4% e o dos adversários do Benfica é de 10,6%. O Porto é o clube com maior diferença favorável entre cartões amarelos e a maior diferença favorável no total de cartões (nesta última, empatado com o Benfica, com 22). O Sporting tem só mais 10 cartões atribuidos aos seus adversários do que aos seus jogadores.

 

Haverá alguma razão para a equipa leonina ser, destacada, aquela que viu mais cartões lhe serem atribuidos? E que justificação existirá para a disparidade face aos seus concorrentes no que diz respeito à diferença entre os cartões vistos e aqueles atribuidos aos seus adversários?

O que é que os nossos Leitores/Comentadores pensam disto?

Hoje giro eu - Um Leão nunca parte derrotado

Quis a conjugação dos astros, perdão, das bolinhas, que o Sporting vá defrontar o todo-poderoso Atlético de Madrid nos Quartos-de-final da Liga Europa. Primeira mão na capital espanhola, no dia 5 de Abril, segunda mão em Alvalade, a 12 do mesmo mês.

 

Era o adversário por mim mais temido do lote, mas um Leão nunca parte derrotado e há até algumas razões para não temer uma catástrofe. Desde logo porque Jorge Jesus geralmente não inventa nos jogos contra equipas grandes. Pelo contrário, as suas equipas costumam demonstrar uma boa organização nessas partidas. Eis alguns dos pontos fortes do Sporting a esse nível:

 

  • Estudo do opositor e boa organização: a equipa leonina costuma jogar as partidas mais difíceis com 3 jogadores no miolo. Dado o plantel actual, esses jogadores deverão ser William, Battaglia e Bruno Fernandes. Com 3 homens no meio e a capacidade de pressionar o(s) adversário(s) de Battaglia, os espaços dos colchoneros ficarão mais reduzidos. O argentino deve ter especial atenção às movimentações de fora para dentro de Antoine Griezmann (à semelhança do ocorrido com Messi, aquando da deslocação do Barça), tentando condicioná-lo com o apoio de um dos centrais. Provavelmente, Bruno César será o eleito, em detrimento de Acuña, para ala esquerdo, trocando por vezes, ofensivamente, com Bruno Fernandes, a fim de explorar a melhor leitura táctica de jogo do brasileiro, figura sempre em evidência neste tipo de jogos.
  • Capacidade de marcar fora: o Sporting parece dar-se melhor com espaço, algo aliás comum ao seu opositor. A equipa leonina conseguiu marcar e ter mais oportunidades em Madrid, contra o Real, ou em Turim, face à Juventus, falhando golos fáceis em Barcelona e Dortmund. Em Bucareste e na primeira parte em Atenas, aproveitando o espaço nas costas das defesas contrárias, teremos tido os melhores momentos desta época desportiva.
  • Retirar a bola da zona de pressão: no centro do campo, Saul e o ganês Partey, com o apoio de Koke (ou Gabi), vão tentar asfixiar os nossos médios. A solução passa por conseguir levar o jogo até Bruno Fernandes ou lançar a moto Gelson, na ala. Geralmente, o Sporting consegue ultrapassar a jogar a pressão alta dos adversários, o que se pode revelar como muito positivo em partidas a este nível.
  • Explorar a pressão estar toda do lado do Atlético: a equipa madrilena estabeleceu-se como um dos grandes europeus durante a última década. Nesse período, os "rojiblancos" ganharam duas Ligas Europa e duas Supertaças europeias e estiveram presentes em duas finais da Champions, ambas com o Real, uma delas perdida ingloriamente em Lisboa, nos últimos instantes. Por tudo isto, a pressão estará toda do lado deles.
  • Rui Patrício, William, Bruno Fernandes, Gelson e Dost: quem tem dois campeões da Europa, mais dois jogadores que também estarão nos planos de Fernando Santos para o Mundial da Rússia não tem de ter complexos de inferioridade. Acrescente-se o "bomber" Dost e uma defesa muito experiente, com Coates (ex-Liverpool), Mathieu (ex-Barcelona) e Coentrão (ex-Real Madrid), e as razões para algum contido optimismo crescem.

 

Não se pense, no entanto, que o futebol do Sporting é feito só de virtudes. Existem alguns problemas que tardam em ser solucionados e situações conjunturais que podem desequilibrar a balança a favor dos colchoneros. A meu ver, para estes encontros, estes são os nossos pontos fracos:

 

  • Incapacidade de gerir o jogo sem bola: o Sporting sofre muito quando não tem bola. A partir do momento em que deixa de pressionar o último reduto adversário, a equipa como que se desliga, permitindo aos adversários encontrar espaços no seu meio campo defensivo e lançar bolas perigosas para a área, sem o portador da bola ser devidamente pressionado. Daí têm resultado inúmeros golos que, de outra forma, poderiam ter sido evitados. A equipa não mostra habilidade ou inteligência em levar o adversário ao engodo, condicionando-o e indicando-lhe zonas de ataque onde mais facilmente poderia ser armadilhado com contra-golpes.
  • Substituições: a boa organização das equipas de Jesus neste tipo de jogos tem sido frequentemente traída por substituições pouco inspiradas. Foi assim em Madrid, na época passada, quando, a ganhar por 1-0, JJ retirou Gelson e Adrien, substituindo-os por Markovic e Elias, deixando de ter saída de bola e permitindo ao Real asfixiar-nos. Também em Turim ou Barcelona não fomos particularmente felizes nesse capítulo. 
  • Gestão dos cartões amarelos: havendo tantos jogadores à bica de exclusão - prevendo-se um jogo particularmente intenso no Wanda Metropolitano - a probabilidade de muitos dos nossos jogadores mais influentes não poderem estar presentes no encontro da segunda mão é muito grande. Entre outros, estão neste lote Bruno Fernandes e Bas Dost. Esta situação deriva de não se ter aproveitado o jogo de Astana para limpar os registos disciplinares e poderá ser potenciada por um jogo de contenção e expectativa da nossa parte.
  • Poder e experiência do Atlético: a um enorme guarda-redes (Oblak, um dos melhores do mundo) e a um defesa goleador (Godin), junta-se um par de atacantes demolidor (Diego Costa e Griezmann), servido por dois médios com muita "chegada" (Saul e Koke) e dois laterais bons tecnicamente e muita propensão ofensiva (Juanfran e Filipe Luis). As várias finais europeias a que o clube chegou nos últimos anos deu a estes jogadores uma rodagem competitiva e uma experiência a este nível que faz com que o favoritismo, nos momentos de decisão, recaia sobre si.
  • Griezmann e Diego Costa: a "finesse", mobilidade e velocidade com e sem bola de Griezmann e a impetuosidade, por vezes para além dos limites da agressividade, de Diego Costa constituirão um problema adicional para o Sporting. Aliás, do ponto-de-vista da intensidade competitiva, toda a equipa do Atlético é muito superior à do Sporting.

 

Enfim, muita expectativa para o que aí vem, sendo certo que o Atlético de Madrid é o óbvio favorito. Mas, relembro-me da campanha europeia na Champions, do Porto de Mourinho, onde encontrou a sua grande dificuldade (Manchester United) precisamente nos Quartos-de-final. Eu bem gostaria de disputar a final contra o Salzburg, aquela equipa com que temos tantas contas a saldar. É que aqueles golos esquisitos que Costinha deixou entrar custaram bem mais do que uma eliminação europeia. Custaram-nos o despedimento de Bobby Robson, o acidente que deixou um dos nossos mais promissores futebolistas de sempre (Cherbakov) paraplégico - ocorrido pós jantar de despedida do técnico inglês - e uma época que acabou em ruina. Por isso, agora que já não "jogam" no Casino e são detidos pela Red Bull, gostaria de ver os nossos ganharem asas, vencê-los e "limparem" a Liga Europa.Eu bem sei que é um "wishful thinking", mas deixem-me sonhar...

Hoje giro eu - Escravos do sistema de Jesus

O Sporting realizou uma bela época em 2015/16. O nosso modelo de jogo procurava encontrar espaço entre as linhas média e defensiva das equipas adversárias. Nesse sentido, os alas eram falsos, procuravam mais o espaço interior do que a profundidade. Bryan Ruiz e João Mário metiam para dentro, à vez (o outro encostava à linha), e com a ajuda preciosa de Teo Gutierrez - que descrevia uns movimentos em hipérbole à volta da área, como se estivesse jogando andebol, abrindo espaços com as suas desmarcações, com (neste caso, a um/dois toques) ou sem bola  - encontravam com facilidade o ponta-de-lança (Slimani) com quem combinar.

 

Com as saídas de João Mário, Teo e Slimani, a chegada de Bas Dost e a emergência de Gelson, Jesus mudou o "chip" ao nosso futebol. Desde logo porque, sem Slimani, a equipa deixou de poder exercer a pressão sobre o portador da bola tão em cima, situação que, anteriormente, obrigava os adversários a terem de recorrer ao jogo directo, opção que nos favorecia dado só termos dois homens no centro do campo. Depois, também, porque Gelson era muito mais um extremo que um médio, contrastando com João Mário, o qual também era exímio nas compensações às subidas de Adrien Silva. Assim, JJ procurou criar situações mais simples e que procurassem não mais criar espaço no centro, mas sim nas alas, de onde sairiam os cruzamentos a aproveitar o bom jogo de cabeça de Dost. O problema é que, sem um segundo homem na área como era Teo, a maior parte desses centros começaram a apanhar muito poucos jogadores leoninos bem colocados para rematar, situação ainda mais agravada por nenhum dos nossos jogadores conseguir acompanhar as acelerações de Gelson, o qual evoluia quase sempre verticalmente e junto à linha e raramente em diagonais para tentar o golo.

 

 Esta época, JJ apostou em dar novos conteúdos a Gelson. Este agora faz muito mais movimentos interiores do que no passado. Por causa disso, marca mais golos. Mas, os seus envolvimentos na zona central do terreno são mais de ruptura do que de organização. Gelson não é um pensador de jogo (como João Mário), mas sim um revolucionário sempre pronto a dinamitar as pontes que se estabelecem entre médios e defesas contrários. O problema é que muitas vezes o jogo leonino continua a ser Gelson contra o mundo. Pelo menos, a partir de uma zona mais avançada no terreno. Alan Ruiz nunca conseguiu dar-se ao jogo, no sentido de oferecer apoios ao ala (ou ao ponta-de-lança) - porque, ao contrário de Teo, recebia a bola de costas e quase sempre parado - , Podence não tem golo e lesionou-se cedo e Jesus, obcecado com o acasalamento com Dost, não viu em Bruno Fernandes, o homem ideal para dinamizar a frente atacante, através de passes e apoios. Assim, acabou por submeter o maiato a um jogo de sacrificio, pegando na bola muito atrás, como "8".

 

O maior problema do actual Sporting prende-se com a resistência de Jesus em enquadrar as suas ideias no perfil de jogadores que tem. O actual plantel recomenda um sistema de 4x3x3 (com Bruno Fernandes a "10"), mas JJ insiste em tentar acasalar 2 homens na frente, num 4x4x2. A ideia que presidiu à contratação de Montero foi boa (é o jogador mais parecido com Teo), mas o colombiano chegou sem ritmo de jogo, pelo que tem sido mais problema do que solução. Assim, o nosso jogo parece sempre ser pouco apoiado, notando-se a ausência de presença na área. Por outro lado, desguarnecendo a despropósito o miolo do terreno, expõe toda a equipa a um maior desgaste, nomeadamente a defesa, o par de médios-centro - onde faz falta a intensidade de Adrien - e os alas, estes últimos obrigados a um constante váivem que lhes retira muitas vezes discernimento e frescura quando avançam no terreno. Por tudo isto, sem qualquer necessidade, sofremos mais golos do que deviamos e marcamos pouco (menos 6 golos que o "poderoso" Braga, 18 que o Benfica, 19 que o Porto).

 

Todos os outros temas, como rotação do plantel, aposta na formação, comunicação ou relacionamento com os jogadores acabam por ser questões menores quando comparados com este problema causado pela inadequação do sistema aos jogadores do plantel.

Hoje giro eu - Prioridades

Os resultados, bem mais que as exibições, foram criando uma ilusão, um placebo. É sempre errado avaliar alguém apenas pelos resultados, sem cuidar de querer entender o processo. Se o processo não é bom, se as escolhas não se entendem, quando os resultados falham o que nos resta? Esta é a encruzilhada em que estamos: o que fazer quando um treinador essencialmente resultadista não tem resultados? Sim, porque o processo, a rendibilização do investimento feito na Academia há muito que se percebeu que regrediu na sua optimização, por muitos méritos que se possam atribuir à venda de João Mário ou ao valor de mercado de Gelson. Com esta reflexão - sem prejuízo dos comentários que vier a fazer aos jogos por disputar, na rúbrica "Tudo ao molho e FÉ em Deus" - encerro aqui, até ao final da época, a análise mais geral, neste espaço "Hoje giro eu", ao trabalho do nosso treinador actual.

 

Em tempo de crise é necessário definir prioridades. Se a ideia não é despedir o treinador de imediato, de que serve aos adeptos perorarem sobre os deméritos de Jorge Jesus? Algo melhorará com essa atitude? Passará a ser mais fácil termos sucesso nas competições que nos restam? A relação entre jogadores e treinador ficará fortalecida com os ecos desse descontentamento? 

 

Há uma época por terminar e objectivos ainda por atingir. Especificamente, temos a obrigação de lutar pelo 2º lugar no campeonato nacional - posição que nos permitirá o acesso à 3ª pré-eliminatória da Champions (imediatamente anterior ao "play-off") - , a meta de tentar ganhar a Taça de Portugal e a ilusão de ir o mais longe possível na Liga Europa, não descurando que uma eventual vitória nesta última garantiria o acesso directo à fase de grupos da Champions.

 

Até ao final da época é nisto que nos temos TODOS de concentrar, com o mínimo ruído possível. Depois sim, será o tempo da avaliação, das opções a tomar para o futuro. Só espero que a decisão final seja estratégica e não conjuntural e que não sacrifique a rendibilização da nossa Formação em detrimento de cantos de sereia de vitórias a curto-prazo. Até porque ainda me estão para provar que as duas coisas não sejam possíveis de obter, em simultâneo. Basta ver o Mónaco de Leonardo Jardim, na época transacta, e retirar daí as devidas conclusões...

 

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