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És a nossa Fé!

A Stromp o que é de Stromp

Num dia de regresso de três equipas ao João Rocha, foram três os Troféus Stromp que ficaram em casa. 

O Volei venceu o Castêlo da Maia GC por 3-0.

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O futsal venceu o Viseu 2001 ADSC por 10-1

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hóquei goleou o HC Turquel por 10-4.

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Num pavilhão infelizmente ainda sem adeptos, é bom ver que as vitórias continuam. Que seja breve a nossa ausência nestes triunfos. 

De pedra e cal - Pedro Gil Gómez

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Desde o dia em que cheguei que tento, sempre, ser um profissional o mais responsável possível para que estejam orgulhosos de me ter cá. Tenho de dar retorno com esforço, dedicação e devoção, tendo conseguido a glória.

O nome é-lhe, certamente, familiar. O rosto não será excepção e às suas palavras - extraídas de uma entrevista concedida ao Jornal Sporting a 18 de Outubro de 2018 - associará, provavelmente, entrega, garra e uma combatividade dentro do rinque que fazem de Pedro Gil Gómez uma referência incontornável para os adeptos leoninos. O que talvez não saiba é que este mesmo Pedro Gil Gómez, todo ele bravura reconhecida e temida no terreno de jogo, é também disponível e afável comunicador, no um para um, fora do rinque. Sem a presença de câmaras, vem à superfície uma faceta bem disposta que (muito) me surpreendeu. De tal forma surpreendida que, ao vê-lo sair do Pavilhão Arena (antes de a equipa rumar a Lisboa), braços esforçados na contenção de inúmeras garrafas de água e maçãs arrebanhadas da área reservada do pavilhão que distribuiu pelos pequeninos a quem não negou conversa, não fui capaz de reagir a tempo de imortalizar o momento. Na fotografia que se segue, avista-se apenas uma maçã (ombro esquerdo da criança de camisola branca) e a atenção que o exigente público lhe devotava. Sim, Pedro Gil regressou ao local do saque para averiguar a possibilidade de desviar algo mais que servisse de memorabilia. Parece que a ideia de sair de Portimão em pelota, não o agradou muito. Para vosso descanso, informo que nenhum sofá, mesa ou cadeira passaram à frente dos meus olhos.

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Assisti à distância, fiz o registo físico possível - à traição, glup! - longe de imaginar que um dia estaria a partilhá-lo com uma audiência alargada. Sportinguistas? Com Pedro Gil Gómez confirmei que a verdadeira beleza não é ditada pela onomástica, não se esgota na rigidez da simetria e perdura no tempo muito para além do que é visível aos olhos. A beleza dos gestos de Pedro Gil Gómez perdurará - acredito eu - na memória da pequenada desfocada. Segundo o pai do guarda-redes da equipa infantil local - camisola e meias brancas, calção preto - o filho, é do Benfica no futebol mas é do Sporting no hóquei. Tenho as minhas protecções autografadas pelo Girão e pelo Zé Diogo!  - dizia-me, orgulhosa, a jovem esperança. Ai sim? Então agora, estás obrigado a ser o próximo guarda-redes da selecção nacional (nivelar por baixo, eu!?). Arregala os olhos, sorri em transe momentâneo, abre a boca: Woooow!Woooow passou por mim, sem dar pela minha presença, acompanhado pelas meninas e antes de mordiscar o pitéu (maçã verde) que lhe calhou em sorte, sentenciou: O Pedro Gil, é mesmo fixe!

Concordo, Woooow, o Pedro Gil, é mesmo fixe. Talvez não saibas, Woooow, mas o Pedro Gil, faz hoje 40 anos, e, desconfio eu, continuará na tua memória daqui a outros tantos. 

São estes pequenos apontamentos que aqui e ali, deixam marca de quem e como somos, e que me fazem crer que o Sporting jamais desaparecerá. São estes pequenos apontamentos que raramente chegam a grandes audiências, invisíveis aos sentidos da larga maioria de nós, que sedimentam e projectam o Sporting para o futuro.

Muito obrigada, Pedro Gil. Saiba que fiquei e estou genuinamente muito orgulhosa por tê-lo cá. Feliz aniversário e... até Setembro (espero eu). 

 

Caso queira saber mais sobre Pedro Gil Gómez:

Takeover Perfil Instagram do Sporting Clube de Portugal, 15 de Abril de 2020.

 

Excertos de entrevista concedida ao Jornal Sporting a 18 de Outubro de 2018

Seis vezes campeão do mundo e considerado um dos melhores hoquistas da actualidade, que fase representa o Sporting na sua carreira?

Aos 36, quando vim para cá, percebi que chegava a um Clube que me dava condições a nível desportivo e de tudo o resto. Como digo desde o início, fiquei impressionado com a sua grandeza. Surpreendeu-me muito. Temos tantas modalidades, tantos atletas… é o melhor, tantos atletas… é o melhor Clube em que estive. Com esta idade, sentir isso, é importante, porque tento estar sempre num sítio que me motive e estou no melhor por onde passei. Estou agradecido por poder vestir esta camisola, que tem muito peso. Desde o dia em que cheguei que tento, sempre, ser um profissional o mais responsável possível para que estejam orgulhosos de me ter cá. Tenho de dar retorno com esforço, dedicação e devoção, tendo conseguido a glória.

Tendo já passado por diversos campeonatos e clubes, o que é que difere este dos outros?

Cada clube tem a sua mística, a sua forma de viver, mas o Sporting tem um sentimento muito especial, com o qual me identifico. Gosto de viver as coisas muito intensamente, tal como fazem os nossos adeptos. Essa, é a melhor parte. Quando estás num sítio onde sentes que vivem ao máximo o Clube, em que vêm aos jogos e te apoiam tanto no Pavilhão como na rua, faz valer a pena.

 

Entrevista concedida ao site maisfutebol a 27 de Maio de 2019

Pedro Gil, o jogador de hóquei em patins, dispensa apresentações. E o homem, como é?

(envergonhado) Não há muito para dizer, sou uma pessoa muito simples e muito reservada, que gosta de estar com os seus - família, animais e amigos - em casa e que basicamente leva a vida de casa-treino e treino-casa. Não tenho grandes hobbies, sou muito focado no hóquei em patins e nas pessoas que me são próximas.

Não tem grandes hobbies, mas tem um grande vício...

Sim, as tatuagens são um vício (risos).

Quantas tem... sabe ou já perdeu a conta?

Já perdi a conta, devem ser umas 50.

Têm todas significado?

Não, nem todas. Algumas têm a ver com a minha família e com a minha carreira, outras são animais fortes com os quais me identifico - leão, tigre, dragão -, e outras foram feitas para encher ou porque o tatuador quis fazer.

E ainda há espaço para mais?

Há, claro, arranja-se sempre (risos).

E para si, no hóquei em patins? Tem 39 anos e joga há mais de 20....

Não sei dizer com que idade acabarei ou dizer o momento exato, a única certeza que tenho é que quero acabar em boa forma. Não me quero arrastar. De há algum tempo para cá, penso ano a ano porque não sei o que o corpo me vai deixar fazer.

Mas, e ao fim de tanto tempo, continua motivado?

Claro! Continuo super-motivado e acordo todos os dias com vontade de treinar e de ser melhor, porque sei que posso melhorar sempre alguma coisa.

E se terminasse agora a carreira, estava mais do que satisfeito com tudo aquilo que fez e conquistou?

Sim, mais pelo que fiz, e faço, do que pelos títulos. Os títulos, ainda que obviamente goste muito de os ganhar, dizem-me pouco. Interessa-me mais o meu trabalho diário, o querer ser melhor todos os dias e mostrar-me a mim mesmo que sou o melhor ou dos melhores nos treinos e nos jogos.

E quando terminar a carreira pensa ser treinador ou imagina-se a fazer outra coisa?

Já tenho o curso e fiz estágio nos juniores do FC Porto e nos sub-20 do Marmi. Gostei muito disso e gosto muito de ensinar os miúdos, mas para já não quero pensar nisso e sim em jogar que é algo de que gosto muito. O que eu gosto mesmo é de jogar e andar lá dentro a divertir-me. Sei que aquilo que fizer a seguir não vai ser tão bom, que não vou gostar tanto. Por isso, de há um ano para cá, tento desfrutar de todos os treinos e jogos porque sei que é menos um dia que tenho.

Fotografias: da minha autoria, tiradas a 22 de Setembro de 2019 em Portimão - Torneio Elite Cup

2019 em balanço (2)

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TREINADOR DO ANO: PAULO FREITAS

As modalidades leoninas vivem um dos melhores momentos de sempre, dando incontáveis alegrias aos adeptos. Incluindo aquelas que durante anos permaneceram adormecidas em Alvalade, como sucedeu com o hóquei em patins, uma das mais populares entre os portugueses. Há cinco anos, em boa hora, Bruno de Carvalho decidiu recuperá-la. Na presidência de Frederico Varandas, o nível tem-se mantido e até acentuado. Graças a um timoneiro exímio na orientação da equipa: Paulo Freitas, oriundo do Óquei de Barcelos - onde venceu duas Taças CERS - e nosso treinador pela terceira época completa consecutiva.

Com ele ao leme, logo em 2017/2018, o Sporting sagrou-se campeão nacional. Mas as maiores proezas ocorreram já este ano. Primeiro, a 12 de Maio, com a conquista da Liga Europeia, máximo troféu da modalidade ao nível de clubes, reeditando a façanha de 1977, quando fomos campeões europeus com um elenco titular de luxo: Ramalhete, Rendeiro, Sobrinho, Chana e Livramento. Depois a 29 de Setembro, com o inédito triunfo na Taça Continental, ao derrotarmos o FC Porto num vibrante Pavilhão João Rocha com casa cheia.

Mais duas páginas inesquecíveis no vasto historial de êxitos de um clube fundado em 1906 para ser tão grande como os maiores da Europa. Páginas a que este treinador de 51 anos ficará para sempre ligado ao comandar uma equipa onde brilham Ângelo Girão, Pedro Gil, Caio, Ferran Font e Gonzalo Romero. Paulo Freitas confirma-se assim como o homem certo no lugar certo. Levando o Sporting não apenas a vencer mas também a convencer pela qualidade do hóquei que pratica, tanto na construção ofensiva como na segurança defensiva.

Honrando da melhor maneira o lema do nosso fundador.

 

 

Treinador do ano em 2012: Domingos Paciência

Treinador do ano em 2013: Leonardo Jardim

Treinador do ano em 2014: Marco Silva

Treinador do ano em 2015: Jorge Jesus

Treinador  do ano em 2016: Fernando Santos

Treinador do ano em 2017: Jorge Jesus

Treinador do ano em 2018: Nuno Dias

Enquanto a noite cai

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Hoje foi o futsal, bem auxiliado pela arbitragem, que engendrou a expulsão de Léo Jaguará e o livre directo do quinto golo do adversário, e a disputa do tetracampeonato fica a depender de duas vitórias no Pavilhão João Rocha, sem poder contar com Guitta (bem expulso por defender com a mão em cima da linha de meio-campo, após uma incursão ofensiva infeliz) e Léo.

Ontem foram o hóquei em patins e o andebol a entregarem de vez o título ao FC Porto, com duas derrotas tangenciais em deslocações teoricamente acessíveis. 

Tratando-se de duas equipas campeãs europeias e de uma terceira que não andou demasiado longe disso (e caminhava para o tricampeonato nacional), este fim-de-semana negro nas modalidades não deve servir para atirar o bebé com a água do banho, claro está. Mas convém reflectir e aumentar níveis de exigência que já viram melhores dias.

Quatro títulos europeus em seis meses *

9 de Setembro de 2018:

Frederico Varandas toma posse como presidente do Sporting

 

7 de Dezembro de 2018:

Sporting sagra-se campeão europeu de judo

 

3 de Fevereiro de 2019:

Sporting sagra-se campeão europeu de corta-mato feminino

 

28 de Abril de 2019:

Sporting sagra-se campeão europeu de futsal

 

12 de Maio de 2019:

Sporting sagra-se campeão europeu de hóquei em patins.

 

 

* Mais dois títulos europeus no desporto adaptado, como bem lembram alguns leitores.

A voz do leitor

«O Engenheiro Gilberto Borges foi para mim o grande responsável pela nossa alegria de hoje [ontem] e nunca desistiu de lutar pela modalidade mesmo com riscos para a sua saúde. Fica aqui o meu muito obrigado e reconhecimento por tudo o que fez pelo hóquei em patins do Sporting Clube de Portugal. Para mim terá sempre um lugar ao lado do Professor Mário Moniz Pereira e do Mestre Aurélio Pereira.»

 

JHC, neste meu texto

De Tondela a Alvalade

Num dia de glória do hóquei do nosso Sporting no Pavilhão João Rocha, não deixo de colocar aqui algumas reflexões sobre o que se passou ontem no nosso Estádio.

Em primeiro lugar, é reconfortante saber que enquanto aguardavam pelo início do encontro com o Tondela, muitos jogadores iam passando os olhos sobre o que se passava no pavilhão, já vi Acuña a beber um chá de mate num encontro de andebol, não sei quantos atletas das amadoras estiveram no estádio, mas é isto que deve ser acarinhado e incentivado, o encontro entre quem veste e defende a camisola do Sporting, seja qual for a modalidade.

Em segundo o óptimo ambiente que se viveu ontem num Alvalade muito bem composto, com gente de todas as idades, muitas senhoras e crianças, sem cânticos ordinários das claques, e terminando o encontro a aplaudir a equipa e a reconhecer o seu desempenho em campo. É este ambiente que queremos ver em Alvalade. Não é o das tochas, dos potes de fumo nauseabundo, dos petardos e da ordinarice.

Mas tendo estado em Tondela a ver o Sporting perder contra um adversário cedo reduzido a 10 elementos, e agora empatar tendo também o Sporting cedo ficado reduzido a 10 elementos, que conclusões posso eu tirar?

1. O Sporting de ontem está a jogar MUITOOOOO melhor do que jogava na altura da visita a Tondela, com fio de jogo, sabendo ter posse, temporizar e acelerar, meio campo muito rotinado e solidário, mesmo com 10 esteve muito próximo de ganhar vantagem confortável e matar o jogo. Desperdiçou 3-4 oportunidades claras e veio o castigo. Depois, o jogo partiu-se, porque o Sporting queria ganhar e arriscou com Bas Dost, o Tondela também, e qualquer um podia ter ganho.

2. O Sporting continua a ser penalizado por lapsos incompreensíveis deste ou daquele seu jogador, lapsos esses que deitam a perder todo o esforço do colectivo. Em Tondela foi Bruno Gaspar que se deixou ultrapassar infantilmente por Xavier, ontem foi Ristkovski que se fez expulsar (este pela 3.ª vez!). Contra o Villarreal, e com a eliminatória em aberto, foi Jefferson. Contra o Estoril foi André Pinto a oferecer dois golos, e lá se foi Peseiro. Isto no que respeita a defender. No que respeita à incompetência na hora de marcar, foi Diaby em Tondela (e quase sempre), e foi o LP9 ontem. E podia continuar... Assim não há táctica nem treinador que resistam. 

3. O Sporting continua a sofrer golos de pontapé de canto, e a não conseguir criar perigo nenhum com os que consegue. Também assim não há táctica que resista.

Na minha opinião, a equipa está na melhor fase desta época, e se não fosse a expulsão teríamos uma vitória confortável e uma preparação efectiva para o Jamor (Como se viu, o Porto passeou na Choupana). Mas agora sem Coates (nas Antas) e Ristovski (nas Antas e no Jamor) como vai ser? Com Ilori a entrar ontem mal no jogo e com Bruno Gaspar no estaleiro? Vamos ver.  

Com muita confiança neste treinador, neste capitão e nesta equipa.

 

PS1: Que chatice ver o clube da (dos meus pais) Terra de Besteiros não deixar de ser uma grande "besta negra" do Sporting na Liga. Este ano foram 5 pontos. Ao nível do Benfica.

PS2: Ouvir o inefável ressabiado Dr. Mascarenhas na TV3 criticar com a maior das ligeirezas as opções de Keizer contra o Tondela só me lembrou as do seu ex-chefe aos jogadores depois do Atl. Madrid. 

SL

Hóquei na areia

Já disse várias vezes que a minha "máquina" não aguenta estas situações de tensão e também acho que já referi que o hoquei em patins é a minha modalidade favorita a par  do futebol, de modo que me muni da toalha (regressei de Tomar na manhã deste domingo) e fui até à praia aqui em frente com o telefone e uns fones. Na cabeça um cap. 

E lá fui vendo e ouvindo as peripécias do jogo, com a pulsação a duzentos e dando uma saltada à água, para arrefecer a temperatura. Quando ao intervalo vencíamos por 4-1 e eu fui apanhar meia-dúzia de ouriços para comer logo ali (hão-de provar, é uma iguaria do outro mundo), estava com algum receio que se repetisse o "fado" do jogo de ontem com a lampionagem, mas felizmente os rapazes estiveram mais atentos e competentes e na segunda parte controlaram o jogo e ainda marcaram mais um, sofrendo apenas também um golo.

Devo ter feito alguns gestos esquisitos, já que alguns praístas me olharam como se fosse doidinho, mas é verdade que saltei e gritei de cada vez que a redondinha beijou o véu da noiva (eu penso que nada de muito exagerado, mas...).

E portanto, desde os meus 16 anos que não tinha uma alegria como esta, enorme, com o hóquei em patins. Parece fácil, parece simples, parece pouco, mas já vamos em 35 títulos europeus. A maior potência desportiva nacional e uma das maiores do mundo.

Parabéns a todos os que contribuiram para este enorme êxito.

A melhor época de sempre

Esta é, provavelmente, a melhor época de sempre do Sporting nas modalidades. Duas semanas depois após termos sido campeões europeus de futsal, hoje sagrámo-nos campeões europeus de hóquei em patins, derrotando o FC Porto por marca concludente: 5-2. Com o requinte acrescido de termos conseguido o título no próprio pavilhão João Rocha, que voltou a encher após o recorde de assistência alcançado na meia-final frente ao Benfica, há oito dias.

Outro triunfo inesquecível do hóquei leonino, que nos leva a recordar aquele já longínquo dia de 1977 em que nos sagrámos igualmente campeões europeus. Um triunfo que confirma o nosso grande clube como um dos mais ecléticos e brilhantes da Europa.

Parabéns aos jogadores - e desde logo a esse enorme guarda-redes que é o Ângelo Girão. Parabéns ao treinador Paulo Freitas. Parabéns ao director leonino para as modalidades, Miguel Albuquerque - já bicampeão europeu nas actuais funções. E parabéns, claro, ao presidente Frederico Varandas. Que fala pouco mas consegue muito.

O caminho faz-se caminhando.

Em que ficamos?

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Já foi publicado por aí nos jornais e na blogosfera leonina, não será necessário estar com muitos rodriguinhos: O Sporting foi ao FCPorto jogar na modalidade de hoquei em patins. Dirigentes do FCPorto ameaçaram durante os dias que antecederam o jogo, que os dirigentes do Sporting iriam ser "apertados". Durante o jogo uns filhos da puta invadiram o espaço destinado à comitiva do Sporting e um deles deu um murro no olho da mulher de Miguel Albuquerque, há fotos a circular. 

É certo que no fim de semana estive um pouco a "leste", mas só hoje um comentário a um post do Pedro Correia me despertou a curiosidade para o caso.

Entretanto ainda não vi nenhuma posição pública (não se exige peixeirada, só que se marque uma posição) do clube sobre o assunto, antes uma comunicação de Miguel Albuquerque, que me parece a título pessoal. 

Independentemente de o caso, grave, ter que merecer a atenção da federação respectiva e os portistas terem que ser severamente punidos, onde anda o tipo que assina por secretário de estado do desporto? E onde andam aquelas medidas xpto que o governo tomou aqui há meses?

E onde está uma posição clara deste Conselho Directivo contra estas atitudes anti-desportivas? Diabo, diz-se que o calado morreu de velho, mas não consta que tivesse ganho nada com isso e já é muita trampa a circular e os nossos dirigentes sem reacção.

Hoje giro eu - Vitória épica no hóquei

Não sei se o meu colega Ricardo Roque, colaborador do És a nossa Fé que mais acompanha as modalidades, teve a oportunidade de ver o jogo desta tarde no Pavilhão Fidelidade, na Luz, e assim poder complementar esta minha peça. A ganhar logo no reínicio por 1-0 (Raul Marin), o Sporting viu-se sujeito a uma série interminável de suspensões de 2 minutos motivadas por cartões azuis recebidos pelos seus jogadores Marin, Girão e Ferran Font. Ao fim de 8/10 minutos - foram tantas as suspensões que perdi a conta aos minutos que os nossos jogadores estiveram fora - , e quando finalmente o 5º jogador nosso estava no ringue (há não mais de 5 segundos), eis que o leão Romero apanha novo cartão azul. O Benfica aproveita para finalmente empatar, situação que automaticamente permite repor a paridade de jogadores em campo. Depois, um jogador do Benfica também é suspenso por 2 minutos. Escândalo de lesa-Pátria para a BenficaTV, pois claro. Imediatamente, Ferran Font marca, no livre directo correspondente, através de uma belíssima execução. Seguidamente, através de uma penalidade, o mesmo jogador fez o 3-1. Finalmente, Pedro Gil colocou o 4-1 final no placard. 

Em toda a minha vida, nunca vi nada igual. Por isso, não consegui conter a indignação e decidi escrever. Também, para deixar o meu louvor a hóquistas, treinadores e restante estrutura da secção do hóquei, que nas condições mais adversas possíveis escreveram mais uma página de glória da história do Sporting Clube de Portugal. 

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(Fonte imagem: Record)

Dia de Sporting

Nada como um dia entre o nublado e o chuvoso para reafirmarmos a nossa fé leonina. E, no meu caso, a retoma no “És a nossa fé”.

 

Desde logo e ao som do “Dá-lhe com o stick”, a partir das 15h no PJR, podemos deliciar-nos com o bailado do Pedro Gil e o contorcionismo do Girão, na contenda com o HC Liceo. Uma vitória e o Sporting passa aos quartos de final da Liga Europeia, e é um belo pedido de desculpas pela miséria de jogo que fizeram com o Paço de Arcos, uma derrota que foi um verdadeiro murro no estômago.

 

Depois da ida às roulotes para encher o depósito, de confiança mas também de cerveja, a romaria para ver se se confirma o meu prognóstico dos 2-0, com Bas Dost e Bruno Fernandes a dizerem presentes. Nesta fase, e com os resultados de ontem, não há outra hipótese que não seja vencer. Se possível com uma daquelas exibições que nos enche o coração de conforto. E, já agora, que nos permita ver um dos nossos melhores relações públicas, o Francisco Geraldes.

 

Mas o fervor não fica por aqui. Quase sem tempo para um café, o regresso ao PJR já de verde iluminado, lindo, com Voleibol às 20:30 para o reafirmar da liderança do campeonato nacional, num jogo com o Clube K. Isto após a magnífica vitória, uma “remontada”, na 4.ª feira para a taça CEV com o MMP Ankara, que nos deu a passagem aos quartos de final desta competição europeia, onde defrontaremos o Fonte Bastardo. Nunca é demais lembrar que, depois da derrota por 3-0 na Turquia, a resposta da equipa foi fantástica e os 3-0 da 2.ª mão (25-16; 25-22; 25-20 nos 3 sets e depois a machadada final no golden set por 15-10), expressam bem a determinação e superioridade do Sporting. 

 

Três bons motivos para não ficar em casa. Outros há, a avaliar pela agenda no site do Sporting, mas o dom da ubiquidade ainda não nos foi concedido. 

Termino com uma interrogação que começa por um já agora. Já agora, será desta que o site e, concretamente, a agenda melhora? Pelo menos ameaça pois já abundam as atividades, aparentemente atinam nas horas e até já dão algumas fichas de jogo onde, pelo menos, se podem ver os resultados. A confirmar-se que não são só fogachos, é uma grande notícia. 

Sábado de Sporting, sábado feliz!

 

Tudo ao molho e Fé em Deus - Ecletismo

Este fim-de-semana mostrou que não só o Sporting é um clube eclético como as modalidades são ecléticas entre si. Inclusivamente, com jogadores merecedores de (forte) nota artística, à semelhança do que é prática comum na Ginástica Desportiva ou Rítmica, nos Saltos para a Água e na Patinagem Artística (quem não se lembra daquele momento "fünf komma sechs"???). Assim, o andebolista Carlos Ruesga executou um afundanço ("slam dunk") digno de fazer corar de inveja a futura equipa profissional de basquetebol, enquanto o hoquista Ferran Font marcou um golo com aquele movimento em concha típico da Pelota Basca, como se tivesse na ponta do stick uma cesta de vime. É caso para dizer que, cestos ou cestas, e sendo certo que até ao lavar dos cestos é vindima, nas modalidades quem se atravessa no nosso caminho leva um cabaz.

 

Ruesga "SLAM DUNK"

 

Hóquei em patins 1977

A minha homenagem a João Sobrinho, enorme atleta do Sporting recentemente falecido, que poderemos ver em acção neste resumo da mítica 2ª mão da final da taça dos campeões europeus em 1977, brilhantemente conquistada pelo nosso clube. Assisti ao vivo à primeira mão em Alvalade e pela RTP a esta transmissão que encheu de alegria todos os sportinguistas. Vale a pena recordar.

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