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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Nunca antes tinha acontecido: mais de dois mil comentários nos 22 textos que mereceram maior destaque em Julho de 2018. Esta estatística era aqui destacada a 4 de Agosto de 2018.

Por curiosidade, os mais comentados foram estes:

Hoje giro eu - Bruno acabou com a nostalgia de Cintra. Do Pedro Azevedo, com 207 comentários.

Tanto já feito em tão pouco tempo. Texto meu, com 146 comentários.

O que os jagunços disseram. Texto meu, com 134 comentários.

Faz hoje um ano

 

Iam longe os tempos em que Bruno de Carvalho pedia aos adeptos para não lerem os jornais, sobretudo os pertencentes ao grupo Cofina. Agora era ele próprio a tomar a iniciativa de conceder entrevistas a esses jornais.

Aconteceu há um ano. Em entrevista ao Record, o presidente cessante do Sporting - entretanto suspenso de sócio - disparava em diversas direcções, bem ao seu estilo. Contra Frederico Varandas, Jaime Marta Soares, Álvaro Sobrinho, José Maria Ricciardi, Sousa Cintra, Torres Pereira, Jorge Jesus. E até contra Carlos Vieira, que fora seu vice-presidente até mês e meio antes. Quase ninguém escapava da fúria vingativa do sucessor de Godinho Lopes.

 

No dia seguinte, 3 de Agosto de 2018, comentei aqui essa entrevista.

Nos termos que passo a transcrever parcialmente.

 

«O que afirma nesta cavaqueira o presidente destituído - e agora suspenso por um ano de associado do Sporting?

Mais do mesmo: não assume um erro (nem sequer a prosa miserável que publicou no facebook rebaixando os jogadores, logo após o jogo em Madrid contra o Atlético, futuro vencedor da Liga Europa). Não faz um mea culpa.

Lança lama sobre as pessoas que escolheu e aceitaram trabalhar com ele (vice-presidentes, presidente da Mesa da Assembleia Geral, treinador, director clínico), faz insinuações rasteiras a torto e direito, enche a entrevista com frases do habitual rancor azedo, próprio de quem está de mal com o mundo.

Vive numa espécie de realidade paralela, alimentando-se da sua delirante megalomania e de inifinitas teorias da conspiração. Imagina-se um estadista mas só tem conversa de porteira - sem desprimor para as porteiras.

São, bem ao seu estilo, declarações de um queixinhas.

Faz a todo o tempo juízos de (mau) carácter sobre ex-colaboradores directos e gente que integrou a sua comissão de honra e até foi convidada para o seu badalado casamento no Mosteiro dos Jerónimos, coincidente com o Dia do Clube.

Garante que só ele soube exercer o poder no Sporting mas, relativamente a tudo quanto ocorreu de mal, aponta a responsabilidade sempre para terceiros. Deixando-nos definitivamente esclarecidos quanto a falhas de carácter.»

Faz hoje um ano

 

Bruno de Carvalho, suspenso de sócio durante um ano por decisão unânime da Comissão de Ficalização, viu-se forçado a abandonar a corrida eleitoral. Ainda antes de ter verdadeiramente entrado nela.

Mas não ficou só. O ex-vice-presidente Carlos Vieira e os restantes ex-membros do Conselho Directivo destituídos na assembleia revogatória de 23 de Junho foram também suspensos - por dez meses. Excepto Luís Roque, que recebeu a pena mais leve: apenas uma repreensão registada.

Obviamente, ninguém ficou surpreendido com esta notícia difundida faz hoje um ano. A começar pelos visados.

 

Carvalho concedeu naquele dia uma inenarrável entrevista ao jornal Record - pertencente ao grupo Cofina, que ele antes fazia questão em diabolizar perante os sócios. Afirmando que a responsabilidade do assalto a Alcochete terá sido dos jogadores (que não saíram do balneário, etc.) e de alguém de dentro, em clara alusão a Frederico Varandas, então seu mais recente ódio de estimação.  Aludiu a supostas manipulações fotográficas (incluindo a imagem de Bas Dost, que correu mundo), afinal supostamente encomendadas. No fundo, nesta disparatada tese, tudo se resumira a uma cabala para o tramar.

«Isto tudo é mau demais. É um ocaso, demorado, doloroso. Que seria pungente se não fosse perverso, tão perverso», reagiu o JPT.

 

Entretanto, Zeferino Boal - que desistiu antes de ir a votos, imitando o que fizera em 2011 - passava-se de armas e bagagens para a candidatura de José Maria Ricciardi. Cabendo-lhe de imediato o importante pelouro dos núcleos leoninos.

«Deve ser boa carta de recomendação: eis um desistente nato a quem oferecem sempre mais do que ele parece disposto a dar», comentei aqui a 2 de Agosto de 2018.

Faz hoje um ano

 

No dia em que se assinalava um ano de existência da nossa rubrica diária A Voz do Leitor, as notícias mais em evidência no Sporting relacionavam-se com o apoio de Peter Schmeichel ao candidato João Benedito, a chegada do guarda-redes Renan por empréstimo e as pressões leoninas para o ansiado regresso de Slimani

Além do anúncio, mais que esperado, da desistência de Zeferino Boal ainda antes de ter formalizado a candidatura à presidência do Sporting. Ninguém ficou surpreendido.

 

E o que se escrevia por cá nesse dia 1 de Agosto de 2018?

 

Palavras do Ricardo Roque:

«Julgo que, cada um à sua maneira, todos sentiremos saudades de Bruno de Carvalho (BdC). Desde este blogue, pelas estatísticas fantásticas que atingimos, à CMTV (e respetivo jornal) pelas audiências e share alcançado, passando por todas as outras TV´s e jornais, desportivos em 1ª linha. Se nos recordarmos do discurso vitorioso de BdC contra a comunicaçao social em geral, após os 90% alcançados na célebre assembleia de fevereiro dos estatutos, não podemos deixar de soltar um sorriso pela ironia que provoca a situação.»

 

Palavras do António de Almeida:

«Ao ver a apresentação da candidatura de José Maria Ricciardi à presidência do Sporting Clube de Portugal, fico com a sensação que surgem fora de tempo. O timing perfeito teria sido 2011, em lugar de terem apoiado Luís Godinho Lopes. Teríamos sido poupados a dois anos catastróficos, que tiveram como consequência os cinco de insanidade que atravessámos e dos quais a muito custo estamos a sair.»

Faz hoje um ano

 

Seguem-se, nos parágrafos mais abaixo, excertos de textos publicados no És a Nossa Fé a 31 de Julho de 2018. Dia em que Frederico Varandas formalizou a entrega da sua lista de candidatos a todos os órgãos sociais leoninos - incluindo Francisco Salgado Zenha, como vice-presidente com o pelouro financeiro, Rogério Alves, como presidente da Mesa da Assembleia Geral, e Joaquim Baltazar Pinto, como presidente do Conselho Fiscal e Disciplinar.

 

Meu:

«Tivemos três jogadores na selecção que acaba de vencer o Campeonato Europeu de sub-19: Thierry CorreiaMiguel Luís e Elves Baldé. É o momento de perguntar aos responsáveis desportivos do Sporting - e a todos os candidatos à eleição de 8 de Setembro - o que pretendem fazer com a formação em geral e estes jovens jogadores em particular. Para que não se percam, como tantos outros, de empréstimo em empréstimo e de tropeção em tropeção.»

 

Do Ricardo Roque:

«São precisas equipas multidisciplinares, que façam o acompanhamento desportivo mas também escolar e acompanhem de perto a própria situação familiar dos miúdos. A Academia precisa de ser refundada através duma espécie de regresso às origens, formando jogadores e homens e dotando o Sporting de ativos, quer em termos de desempenho desportivo quer depois em termos de sustentabilidade do clube com a sua valorização e reconhecimento pelo mercado.»

 

Do António de Almeida:

«Se porventura a candidatura mais votada acabar eleita com uma votação residual, proponha uma alteração estatutária no sentido de incluir uma segunda volta no próximo acto eleitoral e promova eleições antecipadas. Atender às pretensões dos signatários deste documento está para mim totalmente fora de hipótese, que espero não venha a merecer qualquer credibilidade por parte da actual Comissão de Gestão ou da Mesa da Assembleia Geral...»

 

Do José da Xã:

«As próximas eleições, ao invés do que seria de esperar, vão dividir ainda mais o Sporting e os sportinguistas. Os defensores do presidente destituído continuam numa demanda contra tudo e todos, seguindo o seu mentor. Vivem assentes no pressuposto de quem não está comigo está contra mim.»

 

Do JPT:

«Aqui entre nós, deixemo-nos de coisas, um Espírito Santo não pode pertencer à direcção de um grande clube português. Muito menos ser presidente. O primo do ex-DDT que tenha juízo e fique lá entre a sua malvada parentela e clube de escroques.»

Faz hoje um ano

 

José Maria Ricciardi entrava faz hoje um ano na corrida presidencial do Sporting.

Nesse mesmo dia, 30 de Julho de 2018, o António de Almeida comentava essa notícia nestes termos:

«Frederico Varandas terá que se acautelar com a entrada em cena de José Maria Ricciardi, porque o seu candidato para Presidente da Mesa da Assembleia-Geral, Rogério Alves, é advogado de José Maria Ricciardi e admitiu, há menos de um mês, a possibilidade de o presidente do clube e o presidente da SAD não serem a mesma pessoa. Bem sei que Frederico Varandas já afirmou que tenciona exercer o cargo de presidente da SAD, caso venha a ser eleito, mas nesta altura, com várias teorias conspirativas já a circular, precisa de o reiterar de forma clara e inequívoca. Rogério Alves, para não se tornar num activo tóxico para Frederico Varandas, terá que alinhar pelo mesmo diapasão e distanciarem-se ambos da candidatura de José Maria Ricciardi. Qualquer tentativa de fusão envolvendo as candidaturas não acrescenta votos e diminui as possibilidades do médico, que partiu com enorme vantagem, cortar a meta em primeiro lugar.»

Faz hoje um ano

 

Ao fim da tarde da véspera, realizara-se o jogo de apresentação da equipa, em Alvalade, frente ao Olympique de Marselha, finalista vencido da Liga Europa e que contava nas suas fileiras com jogadores como o brasileiro Luiz Gustavo e o francês Payet, ambos titulares das respectivas selecções.

Éramos cerca de 29 mil no nosso estádio. Momento alto: os vibrantes aplausos que soaram nas bancadas a saudar os regressos de Bas Dost e Bruno Fernandes. Muitas palmas também para outro regressado: o campeão europeu Nani.

Os franceses marcaram logo aos 4', devido a um monumental frango de Viviano - última contratação do consulado de Bruno de Carvalho. O golo do empate, que ditou o resultado, foi apontado por André Pinto aos 61'.

 

Naturalmente, houve vários comentários aqui no blogue. Mas, devido à hora tardia do jogo, só foram publicados no dia seguinte, 29 de Julho de 2018. Faz hoje um ano.

 

Do Pedro Azevedo:

«Entre os substitutos, Jovane Cabral ofereceu mais audácia atacante que Matheus Pereira e Bruno Gaspar e Raphinha deram mais profundidade nas alas do que Ristovski e Nani, respectivamente, haviam dado no primeiro tempo. Mas o melhor jogador voltou a ser Bruno Fernandes (recebeu de Nani a braçadeira de capitão). Dos seus pés sairia a jogada do golo do empate, com um cruzamento perfeito para um André Pinto que marcaria à segunda tentativa.»

 

Meu:

«Bas Dost e Bruno Fernandes, por esta ordem, foram os dois jogadores ontem mais aplaudidos em Alvalade. Era o que faltava para se fechar de vez um contencioso que nunca devia ter existido. Nós, os adeptos que estivemos no estádio, tratámos disso. Por maioria esmagadora.»

 

Do António de Almeida:

«De enorme significado os aplausos a Bas Dost e Bruno Fernandes, demonstrando sem margem para dúvidas que a razão foi recuperada no Sporting a 23 de Junho. A loucura, a intolerância, o despotismo e a demência são passado, um pesadelo que não queremos tornar a viver…»

 

Do Edmundo Gonçalves:

«Gostei de ver a bola rolar de novo em Alvalade. Gostei da apresentação. Gostei dos aplausos aos regressados. Bas Dost merecia-os, mesmo tendo-se ficado pela rescisão. Há que sarar as feridas. (...) Não gostei de ver a braçadeira de capitão em Bruno Fernandes. Não gostei do frango do Viviano, quase ao nível do frango de Patrício na última jornada da época anterior. Não gostei da feira de vaidades no camarote presidencial, exalava um cheiro característico.»

Faz hoje um ano

 

Por vezes a história repete-se mesmo: faz hoje um ano, a notícia do dia no Sporting era o iminente regresso de Battaglia. Não na sequência de uma lesão, como agora acontece, mas após o assalto a Alcochete e a consequente rescisão, por vontade do jogador, do contrato que o ligava ao nosso clube. Sousa Cintra, enquanto líder transitório da SAD, conseguiu resgatar o médio argentino - algo que parecia quase impossível escassas semanas antes.

 

Aqui no blogue, nesse dia de apresentação da equipa aos adeptos, a peça de fundo ficou a cargo do Pedro Bello Moraes.

Um excerto desse texto:

«Quando forem 20h30 lá estaremos nos nossos lugares a acreditar nos nossos e a apoiá-los. Confiança e orgulho no emblema de tal forma grandes que reduzem à mais reduzida insignificância o incessante ruído carvalhista, esse lixo tóxico que insiste em poluir o clube para mero benefício próprio. É também por causa dessa desmesurada nódoa (inapagável) na história do Sporting que hoje sairei de casa para voltar a casa, à minha casa, aquela casa de onde despejámos o inquilino com pretensões a ser seu proprietário.»

Faz hoje um ano

 

Foi falso alarme: Luís Figo mandara dizer que talvez se candidatasse à presidência do Sporting, mas faz hoje um ano anunciava que afinal não participaria nesse combate.

«Resta saber o que o levou a poupar-se a tal maçada. Se as duríssimas declarações de José Maria Ricciardi contra ele, há poucos dias, dizendo que «isto não está para crianças ou amadores», se a opinião dos nossos leitores, que por larga maioria deixaram claro no És a Nossa Fé que Figo não contaria com o voto deles», reagi de imediato aqui, num deliberado exercício de ironia.

 

O Francisco Melo criticava a Comissão de Gestão e o treinador José Peseiro por terem prescindido de Francisco Geraldes na época prestes a começar. «Anda alguém cego», comentou. Em óbvia alusão ao Ensaio Sobre a Cegueira, o livro que Geraldes tinha sido fotografado a ler no intervalo de um treino.

A propósito, anotei: «Espero que não se confirme a perspectiva de que este Sporting 2018/2019 seja aquele que, em largos anos, incluirá menos jogadores da nossa formação. Desejo que tal cenário não se concretize. Porque o considero inaceitável.»

 

Também nesse dia 27 de Julho de 2018, igualmente sobre o tema da formação, o Pedro Azevedo escreveu uma longa reflexão, lembrando os jogadores utilizados nas últimas épocas em que fomos campeões.

Eis um breve trecho do que concluiu:

«Assim, como está, é que não, não é caminho e esta época será aquela em que teremos menos jogadores da nossa formação. Em conformidade, temo pelo nosso futuro. Sinceramente. Não se trata só da nossa sustentabilidade, é a nossa cultura enquanto clube que está a ser posta em causa e já há alguns anos.»

Faz hoje um ano

 

Faz hoje um ano, a 26 de Julho de 2018, formulei esta pergunta aqui no És a Nossa Fé: «Algum dos nossos leitores votaria em Sousa Cintra para a presidência do Sporting, caso o empresário fosse candidato na eleição de 8 de Setembro?»

Houve respostas para os mais diversos gostos: registaram-se 128 comentários.

 

Cinco exemplos:

- «Votava, mas não nestas eleições, terá de manter a palavra e não ser candidato»;

- «Não (salvo tratar-se, comparativamente, do melhor candidato ou do menos mau)»;

- «Gosto da pessoa de Sousa Cintra mas para a estatística fica um não»;

- «O Sporting deve procurar uma nova geração para liderar o clube e não voltar a agarrar-se a caras do passado (por muito mérito que tenham)»;

- «Depende do programa que desse à estampa. Mas não tenho dúvidas: entre as duas figuras da foto [a outra era Bruno de Carvalho], votava de cruz no Sousa Cintra».

Faz hoje um ano

 

«Ao que consta, houve um número de associados que perfazem 1500 votos que, de acordo com os estatutos, requereu uma AG extraordinária, com o objectivo de na ordem de trabalhos constar o ponto de aceitar todas as candidaturas que se apresentem. Claro que o que se pretende é que as candidaturas de Bruno de Carvalho e Carlos Vieira sejam aceites, que as outras serão recebidas e validadas de forma pacífica.»

Palavras do Edmundo Gonçalves, aqui publicadas a 25 de Julho de 2018. Acrescentando: «Curioso também o facto de Marta Soares ter dado instruções aos serviços para não receberem os sócios que carregavam as assinaturas.»

Com este remate dirigido em discurso directo ao presidente da Assembleia Geral leonina: «Que diabo, tem medo de quê, Marta Soares? que os 71% tenham ido de férias?»

 

O Pedro Azevedo, por sua vez, deixava aqui uma interrogação de outro género: «Francisco Geraldes emprestado ao Eintracht Frankfurt! É uma brincadeira de mau gosto, certo?»

Faz hoje um ano

 

Um texto apenas, escrito por mim, no dia 24 de Julho de 2018. Sob o título «Um abraço, Eduardo Barroso».

Reproduzo-o na íntegra:

«Eduardo Barroso é um grande sportinguista, de alma e coração. Foi presidente da Mesa da Assembleia Geral do nosso clube, comentador televisivo de cachecol verde e branco, articulista num dos jornais diários portugueses - sempre em defesa do seu clube de sempre. Do nosso clube.

É por vezes excessivo nas palavras e na entoação com que as pronuncia. Mas ninguém nega o seu sportinguismo militante. Exemplar, a vários títulos.

Escrevo estas breves linhas para lhe desejar um rápido restabelecimento na sequência do susto que apanhou há dias, quando o coração lhe vacilou, forçando-o a um internamento hospitalar no Algarve. Com um abraço que torno extensivo ao seu filho Eduardo Garcia da Silva, que já foi nosso colega aqui no blogue. Votos calorosos de boas melhoras.»

Faz hoje um ano

 

Excerto de alguns textos aqui publicados a 23 de Julho de 2018.

 

Meu:

«Faz hoje um mês, o Sporting virou a página. Afundava-se num abismo de consequências imprevisíveis, com um presidente totalmente descontrolado, que viu dezenas de elementos da principal claque do clube assaltarem e destruírem instalações da academia em Alcochete, agredindo jogadores e elementos da equipa técnica em lamentáveis imagens que deram a volta ao mundo, enquanto ele encolhia os ombros, declarando que fora "chato", e rumava a um jantar num restaurante fino da capital.»

 

Do António de Almeida:

«Faz um mês que uma esmagadora maioria de sócios nos livrou do traste e de então para cá, regressaram Bas Dost e Bruno Fernandes, apareceram várias candidaturas com diferentes visões para o clube, a situação financeira está a ser resolvida.»

 

Do José da Xã:

«Termino com um veemente apelo aos adeptos sportinguistas: - não apupem os jogadores, treinadores ou dirigentes do Sporting; - não assobiem jogadas menos conseguidas dos jogadores leoninos. A equipa necessita, essencialmente, de paz.»

Faz hoje um ano

 

A pré-temporada leonina começava a rolar. O treinador José Peseiro dispensava dois avançados: Doumbia e Castaignos - tendo este sido um dos maiores fiascos de que há memória em Alvalade nas últimas épocas. 

Piccini rumava ao Valência, por 10 milhões de euros, após ter permanecido apenas uma temporada no Sporting, onde fez boas exibições como lateral direito.

Sousa Cintra, líder provisório da SAD leonina, prestava declarações públicas desfazendo alguns rumores que já circulavam sobre as suas eventuais ambições de curto prazo: «Eu não me vou candidatar, nem vou apoiar ninguém. Quero ficar isento.»

 

Quanto à pré-campanha na altura em curso no Sporting, resumi-a aqui nesse dia 22 de Julho de 2018:

Frederico Varandas - Leva larga vantagem em relação aos demais.

João Benedito - Apareceu tarde mas começou bem.

Fernando Pereira - Anda pelo país profundo, tarda em vir à tona.

Madeira Rodrigues - Incapaz de sair do ponto onde começou.

Dias Ferreira - Só promessas: ainda não se viu nada. 

Zeferino Boal - Outra falsa partida, como em 2011?

Bruno de Carvalho - Corre por fora, para local nenhum.

Carlos Vieira - Lidera a equipa B de Bruno de Carvalho.

Luís Figo - Agarrem-me, senão eu candidato-me.

Faz hoje um ano

 

Confirmava-se, a 21 de Julho de 2018: Bas Dost estava mesmo de regresso ao Sporting. Com contrato de três anos e mantendo a cláusula de rescisão avaliada em 60 milhões de euros, conforme constava de um comunicado formal enviado pela SAD leonina à CMVM.

Comentei aqui com estas palavras:

«É um dia feliz para o nosso clube. E mais um motivo para felicitar a equipa liderada por Sousa Cintra. Em menos de um mês, a nova SAD pós-Bruno de Carvalho já mudou muita coisa. Sem insultar ninguém nem necessidade de andar em guerra com todo o mundo.»

 

Circulavam entretanto rumores acerca de uma eventual candidatura de Luís Figo à presidência do Sporting. O que levou de imediato o António de Almeida a escrever estas linhas:

«Figo no Inter Milão, na fase final de carreira, festejou efusivamente um golo do seu colega Crespo ao Sporting. Se pensarmos nos golos que Cristiano Ronaldo marcou ao Sporting no Man United e Real Madrid e nos festejos dos mesmos, ficamos conversados... Ainda não decidi em quem votar, mas seguramente não votarei Luís Figo caso decida avançar, porque tenho memória.»

Faz hoje um ano

 

Na campanha eleitoral no Sporting, Madeira Rodrigues transformava Frederico Varandas em alvo principal. Com declarações como esta: «Varandas esteve sete anos no Sporting e foram sete anos que correram mal.»

Comentário meu: «Por acaso foram anos que correram bem, em termos de medicina e fisiologia desportiva - pelouro que Frederico Varandas deteve no Sporting.»

 

A imprensa noticiava que Bas Dost, no seu iminente regresso a Alvalade, exigia ter segurança privada.

O Edmundo Gonçalves reagiu assim:

«Não seria bem visto negociar o regresso de Paulo Pereira Cristóvão? Com as mesmas condições contratuais, obviamente...»

 

O António de Almeida considerava impossível perdoar o «comportamento irresponsável» das claques no final da época anterior. E justificava este raciocínio:

«Negócios escuros, venda ilegal de bilhetes, alguns membros são sócios de claque mas não são sócios de clube, comportamento violento, insultos, não fazem parte do ADN do clube nem honram a nossa história.»

 

Ainda em balanço da época que ficara para trás, divulguei aqui, nesse dia 20 de Julho de 2018, a soma das classificações atribuídas pelos diários desportivos após cada jornada. O pódio ficou distribuído desta forma:

Bruno Fernandes - 38 pontos

Bas Dost - 18 pontos

Gelson Martins - 18 pontos

 

Finalmente, insurgi-me aqui contra uma reunião ocorrida, no Parlamento, entre o destituído presidente do Sporting e alguns deputados que entenderam dar face a Bruno de Carvalho num momento em que este reclamava participar na campanha então em curso.

E deixei-lhes estas perguntas:

«A que propósito é que o chamado "núcleo de deputados sportinguistas na Assembleia da República" recebe com pompa o presidente destituído, no Palácio de São Bento, dando-lhe um crédito que ele não justifica nem merece? Será que os senhores legisladores não têm mesmo mais nada para fazer?

Faz hoje um ano

 

Notícia do dia: mais de um mês depois, Bas Dost era recuperado pelo Sporting. Numa operação bem-sucedida levada a cabo pelo líder interino da SAD leonina, o antigo presidente José Sousa Cintra.

Uma notícia que encheu de alegria grande parte dos sportinguistas. 

«Os meus ídolos são atletas, nunca foram nem seria natural que fossem dirigentes. Fico satisfeito com este regresso de Bas Dost», anotou aqui o António de Almeida nesse dia 19 de Julho de 2018.

 

Entretanto aqueciam ainda mais os motores para a campanha eleitoral então em curso no clube. Com o anúncio de mais uma candidatura: João Benedito corria para a presidência leonina, apresentando uma lista intitulada "Raça e Futuro".

 

Nesse mesmo dia, o nosso colega de blogue Pedro Azevedo revelava: «Estudei, trabalhei e reflecti sobre a possibilidade de me candidatar a presidente do Sporting Clube de Portugal, elaborando para o efeito um plano de actividades ("programa").»

E prosseguiu num longo texto que teria continuação no dia seguinte e do qual destaco mais este excerto:

«O facto de não estar estatutariamente consagrada uma segunda volta implica que o próximo presidente do Sporting possa ser eleito, na conjuntura actual, com 13% (!) dos votos. Isso não me parece positivo e não desejo contribuir para tal. Acresce que me desiludi de alguma forma com todo o processo, com a falta de protagonismo das ideias, com a feira de vaidades diversas, com a percepção pública das certezas absolutas de uns, da proto-capacidade de implementação anunciada por outros, mas guardarei o detalhe disso para mim.»

Faz hoje um ano

 

Rompendo um pesado silêncio, em entrevista à CMTV, Jorge Jesus declarou o seguinte, faz hoje um ano:

- «Eu sabia que não podia continuar no Sporting face ao que aconteceu, não só nas últimas semanas mas nos últimos meses.»

- «É verdade que o presidente do Sporting queria afastar o Octávio Machado. Eu disse ao presidente do Sporting que, se mandasse embora o Octávio, teria que me mandar embora também a mim. O Octávio só saiu depois porque quis.»

- «Sentimentalmente, a final da Taça de Portugal doeu-me muito mais [do que o ataque a Alcochete]. Senti que os adeptos do Sporting e os jogadores do Sporting não mereciam tudo aquilo que se passou e que fez que a equipa não estivesse em condições de poder disputar aquela final. Senti-me um pouco culpado. Não devíamos ter jogado naquele dia a final.»

- «É verdade que os jogadores do Sporting não estavam em condições de efectuar aquela final.»

- «Depois da final, senti-me um treinador impotente. Os jogadores estavam lá mas não ouviam.»

 

Frederico Varandas anunciava a lista completa dos seus candidatos a todos os órgãos sociais do Sporting. 

Para o Conselho Directivo, além dele, eram estes:  Francisco Zenha (vice-presidente); Pedro Lencastre (vice-presidente); João Sampaio (vice-presidente); Maria Serrano Sancho (vice-presidente); Filipe Osório de Castro (vice-presidente); Pedro Luciano Silveira, Francisco Rodrigues dos Santos, Miguel Afonso, Miguel Nogueira Leite, Rahim Ahamad (vogais); Alexandre Ferreira, André Bernardo, André Cymbron (suplentes).

 

Entre os textos aqui publicados a 18 de Julho de 2018, três destaques:

Do Edmundo Gonçalves: «O Sporting já levou porrada que chegasse nestes últimos tempos, para vir agora um treinador que a esmagadora maioria dos sócios e adeptos considera responsável pelos inêxitos e pelo futebol miserável praticado pela equipa botar abaixo o clube.»

Do António de Almeida: «Esta tarde um advogado trauliteiro em representação do lunático labrego, procurou montar circo em Alvalade. Qual a parte do significado da palavra suspenso que este grupelho ainda não percebeu? Não lhes bastou terem escrito as páginas mais negras da história do clube?

Do Filipe Moura: «No dia em que se cumpre o centenário do sócio de mérito do Sporting, recordo o filme Invictus onde é contada a forma como, através do desporto, já como presidente eleito e depois de tudo por aquilo que passou, conseguiu unir um país desavindo com fraturas profundas, recusando sempre o caminho da vingança. Recomendo este filme bastante inspirador, esperando que sirva de exemplo aos futuros dirigentes do Sporting, já que não serviu aos anteriores.»

Faz hoje um ano

 

Excertos de dois textos aqui publicados a 17 de Julho de 2018.

 

Escrevi eu:

«Ambos viciados em Facebook, a que se agarram durante largas horas de todos os dias. Ambos sem a menor noção das conveniências, da decência, do mais elementar pudor. Já andaram aos abracinhos. Agora que o pedestal do poder veio abaixo, tratam-se como inimigos na praça pública. Com o país inteiro - e não apenas a nação leonina - a assistir de camarote ao triste espectáculo. (...) Que bandalheira. Que confrangedora falta de nível. E ainda há por aí quem gostasse de os ver, a ele e a ela, em órgãos directivos do Sporting. Como se o nosso clube alguma vez devesse confundir-se com estes protagonistas de telenovela mexicana.»

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Leio no JN que Cintra terá oferecido um salário de 3,5 M€ líquidos, por ano, a Bas Dost. Não me parece que a irresponsabilidade seja um dos predicados do presidente da SAD e membro da Comissão de Gestão, portanto vou encarar isto com a calma com que encarei centenas de capas de Correios da Manhã e Records. Por enquanto este carvão não foi "prensado". É o meu desejo, porque há desejos que sendo compreensíveis, têm os seus limites. Neste caso monetários. Por enquanto é isto que me apraz dizer sobre o caso.»

Faz hoje um ano

 

Em jogo de preparação para a temporada 2018/2019, o Sporting derrotou por 4-1 o Stade Lausanne, turma da terceira divisão suíça. Com golos de Castaignos(!), Francisco Geraldes, Mattheus Oliveira e Jovane.

Isto após se ter gorado o anunciado desafio contra uma das mais fortes equipas da Holanda, o PSV, ou contra os turcos do Fenerbahçe, que também chegou a ser hipótese. Denotando grande amadorismo na preparação deste estágio da nossa equipa profissional de futebol.

 

Comentou o Pedro Azevedo:

«O jogo valeu pela primeira parte, altura em que brilharam os jovens da nossa formação (!), que tão poucos minutos ainda tinham tido (à excepção de Matheus Pereira). Era para ser apenas só mais um dia no escritório, masFrancisco Geraldes destacou-se com um golo extraordinário em que evidenciou a sua vasta gama de recursos técnicos: Xico tirou um adversário do caminho com uma recepção orientada de pé direito, fintou outros dois com o mesmo pé e, seguidamente, enviou uma bomba de pé canhoto junto ao ângulo superior esquerdo da baliza do Lausanne.»

Comentei eu:

«Na segunda parte, apenas Wendel e Jefferson merecem nota acima da média - sobretudo o jovem formado no Fluminense, que criou diversos desequilíbrios em busca de um lugar ao sol.»

 

Numa reflexão aqui publicada a 16 de Julho de 2018, o Rui Cerdeira Branco dirigiu várias questões ao candidato presidencial Frederico Varandas.

Eis três dessas questões:

«-Está confortável com continuar a ter a SAD a comparticipar de forma crucial os custos operacionais das modalidades?

-É seguindo esse modelo que irá promover o regresso do basquetebol ao clube?

-Acha que essa dependência das modalidades face aos resultados do futebol pode ser evitada e ainda assim manter as modalidades competitivas?»

 

Destaque ainda para um texto da Helena Ferro de Gouveia:

«Aceitei integrar a equipa de Frederico Varandas e pensar a inclusão da mulher no desporto. Dia 17 de Julho, pelas 18.30, na sede de campanha, apresento o #we too, porque nós sportinguistas queremos ver mais treinadoras, mais atletas do sexo feminino, mais modalidades abertas a mulheres, queremos um sério combate ao assédio sexual no desporto. Destaco ainda, entre outras medidas, a prevenção da violência em colaboração com escolas, associações de mulheres e associações de vítimas, e a abertura cursos de defesa pessoal para todas as mulheres independentemente de serem sócias ou adeptas.»

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