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És a nossa Fé!

Faz hoje um ano

 

Viviam-se dias de aparente bonança a preceder a tempestade. Mas havia sinais em que era possível captar a tensão no Sporting, como era perceptível nesse dia 25 de Abril de 2018.

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Parece que anda tudo muito entretido, num jogo do gato e do rato, para descobrir quem é o Wally (o bufo do balneário). O diário desportivo Record traz o tema para capa da sua edição de hoje, com direito a cópia dos SMS enviados por Bruno de Carvalho aos jogadores, mais uma interpretação livre se o facto caiu (ou não) bem no balneário. Uma vírgula diferente aqui, umas reticências acoli, um ponto final mais à frente e certamente não será difícil perceber quem passou a informação que fez, certamente, as delícias do jornal. Mas, a quadrilhice não deve ser o nosso problema, temos um jogo decisivo - são todos até ao final do ano - em Portimão e essa deve ser a nossa exclusiva preocupação neste momento. Para já, os dois elementos da Estrutura do futebol - Bruno de Carvalho e André Geraldes - não poderão representar o clube no jogo. Ambos foram penalizados pelo Conselho de Disciplina e por motivos diferentes: Bruno devido às palavras trocadas com Salvador, Geraldes por, alegadamente, ter esbracejado e gritado com o árbitro da partida contra o Boavista. Sobre isto, a nossa Comunicação institucional nada diz. Enquanto adepto e sócio, espero que não nos distraiamos, nem nos fracturemos nesta fase decisiva do campeonato nacional com assuntos menores e que a equipa se sinta defendida em campo. É que há um lugar numa recém-aditivada Champions por assegurar...»

 

Escrevi eu:

«O futebol é um desporto colectivo. Bruno de Carvalho teima em não perceber isso. Nas mensagens mais simples só consegue sublinhar a palavra eu. A palavra nós está ausente do seu discurso. Eis todo um programa.»

Faz hoje um ano

 

A 24 de Abril de 2018 escrevi aqui sobre Bas Dost.

Reproduzo na íntegra esse meu postal.

 

«Ainda há adeptos que criticam Bas Dost enquanto suspiram de saudades pelo Slimani. O tal que diziam ter tijolos nos pés.

Como dantes suspiravam pelo regresso do Montero e assim que ele voltou ao Sporting passaram a acolhê-lo com indiferença.

É sempre assim num certo "tribunal de Alvalade": bons são os que já não estão, enquanto os que ainda estão parecem sempre maus ou medíocres...

 

O que é feito do Slimani? Alguém sabe?

Entretanto, por cá, Dost já marcou 60 golos em 58 jogos disputados nestes dois campeonatos em que actuou de verde e branco. Sessenta e nove, no total das competições.

Uma das melhores médias europeias. Uma das melhores médias de sempre no Sporting.»

Faz hoje um ano

 

Digeríamos, nesse dia 23 de Abril de 2018, o jogo de véspera frente ao Boavista, que nos valera três pontos (vitória escassa, por 1-0, golo de Bas Dost).

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Gelson e Dost poderiam ter marcado e, naquilo que bem se poderia designar de goleada de um golo só, haveria ainda tempo para Bruno Fernandes, isolado por Gelson, passar por várias etapas de desgaste competitivo: cansaço mental, défice de concentração, cansaço físico, perda de vontade de fazer golos, enfim um burnout ou brunout ou lá o que é ... (aquelas coisas que psiquiatras que vão à televisão costumam diagnosticar às pessoas que só conhecem de ver... pela televisão).»

 

Escrevi eu:

«Mantinha-se a magra vantagem por 1-0, alcançada ao minuto 26, e a impaciência começou a ferver nas bancadas de Alvalade, o que até se compreendia: precisávamos de consolidar e até robustecer aquela vitória para nos garantir os tão ambicionados três pontos. O que não se compreende é o coro de assobios que nessa fase do encontro se dirigiu aos jogadores partindo dos próprios sportinguistas. Não consigo aceitar tais reacções.»

Faz hoje um ano

 

 

Vencemos o Boavista em casa por 1-0. Com um golo de grande penalidade ainda na primeira parte, apontado por Bas Dost. Soube-nos a pouco, até porque houve oportunidades para sairmos de Alvalade com uma goleada. Mas o mais importante havia sido conseguido naquele dia 22 de Abril de 2018: mais três pontos. Já somávamos 74, mantínhamos a perseguição ao Porto e ao Benfica. E continuávamos a depender só de nós para chegarmos ao segundo posto no campeonato, que nos garantia acesso à pré-eliminatória da Liga dos Campeões.

Faz hoje um ano

 

Íamos receber o Boavista em Alvalade no dia seguinte, ainda com esperança de chegarmos ao segundo posto no campeonato nacional de futebol e de conquistarmos a Taça de Portugal. 

Entretanto, nas modalidades, o Sporting somava e seguia. Como nos dava nota o Ricardo Roque, nesse dia 21 de Abril de 2018:

«Esta tarde vencemos o Porto e o Benfica. Duas vitórias com sabor especial.

Em andebol batemos o Porto por 30-27. Com este resultado lideramos a fase final do campeonato, quando está completa a 1.ª volta, com 53 pontos, seguidos do Benfica com 49 e do Porto com 45. Lembro que já vencemos Benfica e Porto nas suas casas. O bicampeonato está cada vez mais próximo.

Em voleibol, devolvemos a derrota do 1.º jogo na Luz, com uma vitória no nosso Pavilhão por 3-0 (25-19, 25-20 e 25-21). A final está assim empatada 1-1, sendo que amanhã se disputa, também no Pavilhão João Rocha, o 3.º jogo.»

Faz hoje um ano

 

Falava-se ainda, nesse dia 20 de Abril de 2018, da qualificação do Sporting para a final da Taça de Portugal, onde defrontaríamos o Aves.

 

O José da Xã, mais a brincar do que a sério, pedia bilhetes:

«Por acaso, só por mero acaso, alguém conhece alguém que conheça outro alguém que seja parente de outrem e que pode conseguir convites ou bilhetes para ver a final? Ficaria muito agradecido se me arranjassem meia dúzia de entradas!»

 

O Ricardo Roque celebrava o aparente regresso do bom senso:

«Vitórias consecutivas são o melhor antídoto para o descontrole e ansiedade. Parece que o bom senso voltou. E o gosto de ver a equipa a jogar, com competência, do primeiro minuto ao último penálti. Não há melhor bálsamo que o sucesso para sarar feridas. Vamos ver se até ao final da época conseguimos resistir à tentação autofágica, sobretudo porque ainda há muito para ganhar.»

 

Eu escrevia sobre Bruno de Carvalho:

«Gosto de ver o presidente do meu clube solidário com os jogadores quando o Sporting vence, como aconteceu anteontem em Alvalade. Mas exijo-lhe que seja também solidário com eles quando empatamos ou perdemos. Um líder é assim. Presente em todas as horas - nas boas e nas más, nas fáceis e nas difíceis, nas luzes e nas sombras.»

Faz hoje um ano

 

Dia de muitos textos aqui no blogue, após a qualificação do Sporting para a final da Taça de Portugal por termos eliminado - na véspera - o FC Porto em Alvalade.

Vou mencionar vários deles, por ordem de publicação nesse dia 19 de Abril de 2019.

 

Escrevi eu:

«Gostei pouco do sofrimento a que fomos submetidos até este desfecho bem sucedido - o terceiro que conseguimos por marcação de penáltis, após a meia-final da Taça da Liga (contra o FCP) e a final desta competição (contra o V. Setúbal), também decididas por grandes penalidades, com a balança a pender sempre a nosso favor. Prova inequívoca da maturidade competitiva e da força mental do plantel verde e branco, por mais que o cansaço físico prevaleça. Tudo está bem quando acaba bem.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Num tempo de cólera no futebol português, esta vitória do Sporting é o triunfo do enorme amor que os seus adeptos têm pelo jogo e pelo clube, que vai passando de geração para geração, enchendo bancadas ao longo dos anos, independentemente da escassez de títulos e das razões que todos sabemos a justificam. Ontem, jogámos como sempre e ganhámos como nunca. Uma força bem viva e indestrutível! Vivó Sporting!!!»

 

Escreveu a Zélia Parreira:

«Contrariando o princípio básico de não falar dos adversários, deixo hoje aqui uma nota a Sérgio Conceição. Gosto do Sérgio, acho que é competente e que tem conseguido criar espírito de equipa, amor à camisola, união entre adeptos, jogadores e direcção. Mas ontem esteve mal. Ao tentar menorizar o Sporting, sublinhando o percurso alegadamente fácil da nossa equipa até ao Jamor, o treinador do FC Porto acabou por desrespeitar todas as equipas que referiu (sem necessidade nenhuma) e por diminuir o próprio Clube, incluindo-o no lote das equipas "fáceis" que o Sporting teve que defrontar e vencer.»

 

Escreveu o João Távora:

«Tudo indica que Bruno Carvalho ontem fez as pazes com a equipa, o que é um sinal muito positivo. Juntando esse facto àquilo que aparenta ser uma nova estratégia de comunicação pessoal mais sóbria, acredito que a crise directiva, da qual só lucram os nossos adversários, pode estar debelada. Queremos todos acreditar que Bruno de Carvalho decidiu-se por uma postura mais institucional, facto que, juntamente com os resultados desportivos da equipa principal, o podem reabilitar para um resto de mandato em beleza. E poder assim inscrever o seu nome na lista dos presidentes campeões.  É isso que querem os Sportinguistas.»

 

Escreveu o Francisco Chaveiro Reis, num prudente aviso à navegação:

«A Taça não está ganha. Pode ser mais fácil defrontar o Aves do que o Braga, Benfica ou Porto mas é preciso jogar com toda a seriedade, para fazer a festa. Não é preciso lembrar o que aconteceu há seis anos quando Cédric, Adrien e Marinho, mesmo tendo sido "criados" em Alvalade, festejaram a Taça pela Académica, pois não?»

Faz hoje um ano

 

A 18 de Abril de 2018, o Sporting qualificou-se para a final da Taça de Portugal, a 20 de Maio, no Jamor. Vencendo o FCP, em casa, por 1-0. Com golo marcado por Coates, que nos permitiu empatar a eliminatória, após termos sido derrotados 0-1 na primeira mão, no Porto. Foi o primeiro clássico que terminámos naquela época com vitória no tempo regulamentar de jogo. No desempate por grandes penalidades, destacaram-se os cinco marcadores: Bruno Fernandes, Bryan Ruiz, Mathieu, Coates e Montero. Nenhum deles falhou. Nota negativa para Bas Dost: anulado pelos centrais portistas, o holandês praticamente passou ao lado do desafio.

Faz hoje um ano

 

Véspera de meia-final da Taça de Portugal, em Alvalade, contra o FC Porto. 

O que se escrevia por cá, nesse dia 17 de Abril de 2018?

 

O Pedro Boucherie Mendes elogiava Bruno Fernandes:

«A sua competitividade, seja contra o Atlético de Madrid ou contra os Unidos do Bombarral, é a mesma. É um jogador generoso e com noção de espectáculo, solidário com a equipa e os colegas, com verdadeira qualidade individual, um verdadeiro leão, como os adeptos sabem reconhecer. Não sei se ele cresceu leão, mas vê-se que ama o clube, respeita os adeptos, quer vencer troféus por ele, mas também por todos nós.

Cá fora nada percebemos de bola, mas aquele fulgor físico naquele corpito que mais parece criado a carcaças com fiambre e leite com chocolate - e as poucas ou nenhumas lesões -  dizem-me que em Itália se trabalha melhor essa parte e talvez fosse bom pegar num avião e ir lá estagiar. Se há coelho da Duracell na nossa liga é Bruno Fernandes.

Seria o último jogador que eu (se fosse big boss) deixaria sair. E o primeiro a quem entregaria a braçadeira, caso esta ficasse disponível.»

 

O Ricardo Roque alertava para as deficiências da comunicação leonina:

«Nem de propósito, hoje lá se volta a ler na agenda que, no domingo, a equipa de voleibol tem o 3.º jogo da final às 15 horas, no PavJR, e que a equipa principal de futebol joga contra o Boavista às 16 horas, no Estádio de Alvalade. Claro que, mais uma vez, não é assim. Mas se nós que nos interessamos por estas coisas, como adeptos, detectamos estes erros, por que carga de água quem, profissionalmente, deveria não os cometer pois é pago para fazer bem, nem os corrige atempadamente? E falo nisto pois o pior é que no anúncio da venda dos bilhetes online o erro é reiterado (só já quando se entra na venda é que se lê, discretamente, a hora certa). Não, o jogo de futebol não é às 16 horas mas sim às 20:15!!!»

 

Eu comentei a violência antidesportiva dos adeptos do Benfica, que agrediram polícias e jornalistas após o Benfica-FC Porto, furiosos com a derrota em campo:

«O IPDJ - tutelado pelo secretário de Estado do Desporto - continua a fazer orelhas moucas à lei da selva que vigora na Luz. Desta vez foram "só" seis polícias feridos pelo bando de grunhos que conta com o apoio da firma Vieira, Gonçalves & Guerra, Lda. Essas bestas recorreram aos vidrões das redondezas para agredirem os agentes da autoridade com garrafas de todos os tamanhos e feitios.»

Faz hoje um ano

 

Já entrado no sexto ano do seu mandato, e ainda sem nenhum título de campeão nacional no seu currículo, Bruno de Carvalho - mesmo em alegado gozo de licença parental - persistia em ser notícia. Por maus motivos. 

Fez questão de não comparecer no estádio do Restelo para assistir ao Belenenses-Sporting (3-4). Mas na mesma tarde não se coibiu de visitar os núcleos de Arganil e Soure, onde lançou farpas à equipa: «Eu hoje não vou ao jogo porque não quero.» E, bem ao seu estilo narcísico, voltou a colocar-se no centro das atenções: «É preciso mais que um grupo organizado para me tirar do meu caminho.»

O que me levou a comentar aqui, nesse dia 16 de Abril de 2018: «Ainda me espanto com a vocação que revela para amuos e birrinhas. Comporta-se como se fosse dono do Sporting - algo que não é, nunca foi e jamais será.»

Faz hoje um ano

 

Vitória dificílima no estádio do Restelo, onde ainda jogava a equipa intitulada Belenenses. Saímos de lá com os três pontos, num desafio que terminou 4-3. Quando faltavam quatro jornadas para o fim do campeonato. Nesse mesmo estádio, para a mesma prova, o FC Porto havia sido derrotado (0-2) e o Benfica empatara (1-1).

Sofremos o primeiro golo de grande penalidade, logo aos 7'. Mas ao intervalo vencíamos por 3-1. Com golos de Bas Dost, Gelson Martins e Acuña. 

 

Melhor em campo? Bruno Fernandes.

Justifiquei assim a minha escolha:

«Partida quase perfeita do nosso médio criativo, que dinamizou a equipa e lhe deu consistência colectiva. Esteve em todos os golos. Assistiu Dost para o primeiro com um soberbo passe de 40 metros, voltou a assistir no segundo, iniciou o lance que originou o terceiro e foi ele a marcar a grande penalidade, aos 80', que selou o resultado.»

 

Eis a leitura do Pedro Azevedo:

«Numa noite em que houve um Bruno (Carvalho) ausente - mas ainda omnipresente na mente de apoiantes e opositores - e um Bruno (Paixão) que marcou três grandes penalidades e iniciou o jogo com grande atraso, valeu o terceiro Bruno, que, com uma exibição espectacular, principalmente no primeiro tempo, ajudou a resolver o jogo para o Leão Rampante, algo que o igualmente endiabrado Licá tentou ao máximo evitar. Uma vitória do Sporting contra os Velhos do Restelo e o segundo lugar já ali à vista.»

 

Seguíamos em terceiro, a cinco pontos do FC Porto e a três do Benfica. Só dependíamos de nós para atingirmos um lugar de acesso à Liga dos Campeões, pois recebíamos a turma encarnada na penúltima jornada.

 

Era o dia 15 de Abril de 2018. Faltava um mês exacto para o assalto a Alcochete.

Faz hoje um ano

 

Três jogadores leoninos foram eleitos para o melhor onze da jornada europeia pela sua excelente exibição no Sporting-Atlético de Madrid - um jogo que não contou com a assistência de Bruno de Carvalho, nem no banco nem na tribuna, repetindo assim o comportamento que já tivera na semana anterior, quando da deslocação da equipa à capital espanhola.

Coates, Montero e Rui Patrício foram os seleccionados, como dei aqui nota a 14 de Abril de 2018

«O colombiano, porque marcou o golo da nossa vitória em Alvalade frente ao Atlético de Madrid. O uruguaio, porque cortou tudo quanto havia para cortar e ainda proporcionou a Oblak a defesa da noite, na sequência de um cabeceamento forte e muito bem colocado. O nosso guardião, porque tornou Griezmann num anão enquanto ele se agigantava ainda mais na baliza leonina.»

 

No mesmo dia, o Pedro Azevedo analisava aqui as contas leoninas. Num longo texto, de que transcrevo este excerto:

«No caso do Sporting, a obrigação de 30 milhões de euros vence em 25 de Maio de 2018, foi emitida em 2015 (3 anos) e tem uma taxa de juro associada de 6,25%. Na altura da emissão, ela foi subscrita por 4241 investidores e a procura suplantou a oferta em 2,57 vezes.

Foi anunciado recentemente que devido à situação directiva o clube encarava reembolsar o título seis meses mais tarde. Esta situação advém, provavelmente, da renitência do banco colocador em renovar a emissão dado o presumível vazio directivo. Esta percepção por parte do banco/investidores decorre primeiramente dos anunciados processos disciplinares e suspensões (que mais tarde não se vieram a concretizar) a 19 futebolistas do plantel principal, e possíveis consequências financeiras desse acto, e foi muito agravada por declarações proferidas pelo nosso presidente da AG à TSF, em que anunciou a futura convocação de uma Assembleia Geral com o intuíto de demitir o presidente do clube/SAD (o que criou a perspectiva de vazio e concomitante incerteza).»

Faz hoje um ano

 

Rescaldo, nesse dia 13 de Abril de 2018, da nossa vitória (1-0) frente ao Atlético de Madrid, insuficiente no entanto para nos fazer rumar às meias-finais da Liga Europa.

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«O Sporting fez um grande jogo contra uma equipa que disputou duas finais da Champions nos últimos três anos. Sem sete opções disponíveis - Fábio Coentrão, Bas Dost, Bruno César, Podence, Rafael Leão, Piccini e William -, a que durante o jogo se juntou um oitavo (Mathieu), o Sporting mostrou em campo o notável investimento que foi feito pela direcção no plantel desta temporada.»

 

Escreveu o JPT:

«Não consigo perceber é como a equipa que joga desta forma com a Juventus e o Atlético de Madrid (neste segundo jogo) se amarfanha diante dos tão mais acessíveis Porto, Benfica (assim, com maiúscula) e Braga. Que lhes dá?»

 

Escreveu o Duarte Fonseca:

«Já me irrita solenemente que o Bruno Fernandes seja sempre considerado no lote dos melhores em campo. Não entendo porquê... Ontem, por exemplo, e para quem queira rever o jogo com atenção, sempre que recebeu a bola nos últimos 30 metros quantas vezes decidiu bem? Quantas vezes aproximou mais a equipa do sucesso com as suas acções? Quantas vezes perdeu a bola? Quantos contra-ataques do Atlético proporcionou?»

 

Escreveu o Pedro Boucherie Mendes:

«Muito orgulho na nossa equipa e nos nossos adeptos e na comunhão entre todos, mas gostaria de ver estas exibições de vontade em todos os jogos e não apenas quando o adversário motiva, dá visibilidade noutros mercados e estímulo extra.»

 

Escreveu o Francisco Melo:

«Na relação Europa e provas domésticas, as modalidades dão 15 a 0 ao futebol. Nas últimas duas épocas, no futebol, o Sporting melhorou bastante o seu nível competitivo nos jogos frente aos colossos europeus, mas não conseguiu, infelizmente, transpor esse nível com a regularidade e intensidade desejadas para as provas domésticas, nomeadamente, nos jogos contra as ditas equipas acessíveis.»

Faz hoje um ano

 

O onze leonino deu muita luta em campo ao Atlético de Madrid, derrotando por 1-0, em Alvalade, a equipa que viria a vencer a Liga Europa dessa temporada. 

Isto aconteceu, nestes quartos-de-final da competição, apesar de o Sporting ter entrado em campo desfalcado de quatro titulares, por lesão ou castigo: Bas Dost, Fábio Coentrão, Piccini e William Carvalho ficaram de fora.

Pior: aos 25', lesionou-se Mathieu.

Mesmo assim, os nossos jogadores vulgarizaram as vedetas colchoneras, incluindo craques da dimensão de Oblak, Juanfran, Godín, Lucas Hernández, Vitolo, Koke, Diego Costa, Fernando Torres e Griezmann.

«Bruno de Carvalho, o presidente, não apareceu. Nem no banco, nem na tribuna, mas deve ter gostado do que viu e, se ainda tivesse Facebook, estaria a fazer os elogios merecidos à equipa, depois de, há uma semana, a ter desfeito», assinalou o repórter do Público.

 

Eis o que escrevi na minha crónica logo após o jogo, nesse dia 12 de Abril de 2018:

«Gostei dos aplausos vibrantes aos nossos jogadores no final do encontro, realizado quase sempre sob chuva intensa. Aplausos mais que merecidos ao colectivo leonino, em que se destacaram as exibições de Acuña, Gelson, Bruno Fernandes e Montero, marcador do nosso golo solitário, com o argentino a evidenciar-se como o melhor Leão, num desempenho quase perfeito: foi dele o primeiro disparo com muito perigo, rasando o poste aos 4', fez os melhores cruzamentos e assegurou o controlo de todo o nosso corredor esquerdo, tanto na manobra defensiva como na construção ofensiva, ludibriando Juanfran à frente e neutralizando Torres atrás. Jorge Jesus montou muito bem a equipa, com uma linha de três centrais e dois falsos laterais adiantados no terreno em reforço da muralha do meio-campo, ganhando sucessivas segundas bolas em movimentações constantes. Os aplausos finais confirmam: os adeptos estão definitivamente reconciliados com os jogadores, que deram o máximo em campo e bem mereceram este tributo.»

 

E o Edmundo Gonçalves rematou assim:

«Caímos de pé, com personalidade e com alguma injustiça à mistura. Perdemos a eliminatária ao não ter marcado em Madrid. Sinal mais para quase todos.»

 

Só para recordar quem alinhou de verde e branco neste desafio: Rui Patrício; Coates, André Pinto, Mathieu (Petrovic, 25′); Ristovski (Doumbia, 79′), Battaglia, Bryan Ruiz (Rúben Ribeiro, 70′), Acuña; Gelson Martins, Bruno Fernandes e Montero.

Rúben Ribeiro foi o único jogador do Sporting que não mereceu aplausos. Pelo contrário, até ouviu assobios.

Faz hoje um ano

 

No dia seguinte realizava-se no estádio José Alvalade a segunda mão dos quartos-de-final da Liga Europa: íamos receber o Atlético de Madrid, com a esperança de anularmos a desvantagem (0-2) que trouxemos da capital espanhola. Quando ainda se mantinham acesas as hipóteses de vencermos a Taça de Portugal e, dessa forma, ganharmos acesso à Liga dos Campeões e à disputa da Supertaça.

Entretanto, José Maria Ricciardi - que chegou a ser um dos maiores apoiantes de Bruno de Carvalho - anunciava a demissão do Conselho Leonino, em ruptura com o presidente, afirmando secamente: «Demito-me e retiro o meu apoio.»

 

Por cá, nesse dia 11 de Abril de 2018, destaque para três textos.

 

Escreveu o Ricardo Roque:

«No Sporting tem de ser assim. Democracia, que tem sempre soluções. Os sócios não podem ser tratados diferentemente consoante as bancadas em que se sentam, nem os dirigentes e o Presidente devem ser desrespeitados, pois clima de guerra civil prejudica apenas o clube, e fortalece os adversários. Os mandatos têm de ser exercidos com legitimidade e nos superiores interesses do Sporting. E, acreditem, não há ninguém insubstituível. Insubstituível só mesmo o Sporting Clube de Portugal.»

 

Escreveu o Pedro Boucherie Mendes:

«O que levou o presidente de um clube de futebol a este estado de falência emocional deveria dar que pensar. Em especial quando começamos a detalhar as lutas de Bruno de Carvalho em defesa dos interesses do clube. Teria ele razão na questão dos fundos? Do vídeo-árbitro? Da relva do estádio? Em não vender jogadores a eito? Foi ele quem inventou as detenções que a PJ fez noutro clube candidato ao título? Foi Bruno o autor dos gigabytes de e-mails vindos a público e que comprovam que havia mais, muito mais, que saudações natalícias entre agentes do futebol? Deve-se a Bruno de Carvalho haver zero árbitros nossos compatriotas escalados para o Mundial da Rússia, quando a selecção é campeã da Europa e o melhor jogador do mundo é português?»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Temos uma direcção que foi eleita anteriormente com Bruno de Carvalho, mostrou competência e pode gerir interinamente, sem o actual presidente, o clube. Que, sujeita posteriormente a eleições, poderá vir a ser uma solução definitiva, porque não? O principal papel de um gestor é comprar tempo. Nunca, como agora, essa competência foi tão necessária e será tão posta à prova. É que o algodão não engana e os sportinguistas estarão atentos ao que os actuais Orgãos Sociais e sócios "ilustres" com expressão pública fizerem ao clube.»

Faz hoje um ano

 

Pela segunda vez em menos de um ano, Bruno de Carvalho anunciava que deixaria de escrever no Facebook. À  primeira, muitos acreditaram. Desta vez, já quase ninguém lhe deu crédito. Porque todos sabíamos que criara uma fortíssima dependência desta rede social.

Na véspera, comentando os acontecimentos ligados ao Sporting na SIC Notícias, Paulo Andrade desabafara: «Isto entristece-me muito. Nós não merecíamos. Faz-me sofrer muito, porque vivo muito o clube.». Falando de algum modo por milhares de adeptos.

 

O que se escreveu por cá nesse dia 10 de Abril de 2018?

Passo a transcrever trechos de alguns postais.

 

Escreveu o Luciano Amaral:

«Por aquilo que temos visto ultimamente, a pessoa que mais parece querer destruir o Sporting é o incondicionalmente sportinguista Bruno de Carvalho (vê-lo praticamente a torcer para que perdêssemos o último jogo é demais).»

 

Escrevi eu:

«O que mais me chocou nesta alucinada deriva de Bruno de Carvalho (...) foi vê-lo no banco de suplentes, onde fez questão de sentar-se, com uma expressão distante e gélida quando Bas Dost e Bryan Ruiz marcaram contra o Paços de Ferreira na chuvosa noite de domingo. Dando quase a sensação de que não queria aqueles golos nem que os adeptos os celebrassem.»

 

Escreveu o António F:

«Todo este crescendo, que ultimamente – enquanto sportinguistas – vivemos, deixa-me profundamente triste e magoado. Não quero reviver os tristes tempos de final mandato das persidências de Jorge Gonçalves e Godinho Lopes.»

 

Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«O que está aqui em causa não é se Bruno de Carvalho deve ou não continuar, o que está aqui em causa é se os sócios todos (e não apenas os que apuparam o homem no estádio) querem que ele continue. E se quiserem? Desculpem-me os anti, mas esta coisa da democracia tem coisas irritantes eu sei e alguns convivem ainda muito mal com ela, mas quem decide ainda é a maioria e eu sinceramente não faço ideia se a maioria quer correr com o presidente.»

 

Escreveu o JPT:

«Deixa-me, ainda que assim, estar contigo, voltar a ulular #JeSuisBruno!. Desconfio que vamos perder isto, quase o sei de certeza garantida. Mas esta nossa derrota é a única coisa que me resta. E se eu me acobardar outra vez, velho com sonhos de respeitabilidade que vou, manda passar-me o(s restos do) jarro de hidromel. E a nossa vitória será gloriosa. Ou, mais ainda, sê-lo-á a estrondosa derrota.»

Faz hoje um ano

 

Prosseguia o psicodrama no Sporting, pelo quinto dia consecutivo.

Que mais sucedeu? Jaime Marta Soares, presidente da Mesa da Assembleia Geral, eleito duas vezes na lista de Bruno de Carvalho, anunciou a retirada do apoio ao Conselho Directivo e exigiu a demissão do líder leonino em declarações à TSF.

«Com Bruno de Carvalho não há paz no Sporting. Ou o próprio Bruno de Carvalho toma a melhor atitude para respeito do que os sócios querem ou nós utilizaremos toda a nossa competência estatutária para fazer regressar a paz ao Sporting», afirmou o dirigente máximo da assembleia geral. Sublinhando: «Estão esgotadas as hipóteses de manutenção da actual presidência. O tempo urge, não há tempo a esperar, e eu espero que ele tenha consciência disso.»

 

Bruno de Carvalho não tardou a reagir, sempre no Facebook. Dizendo-se «a caminho do hospital», publicou um postal anunciando que iria propor a convocação de uma assembleia geral, enquanto acusava Jaime Soares de ser «um foco de problemas». E vaticinou: «Ele sairá pela porta pequena.»

 

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Outra jornada muito movimentada, aqui no blogue. Com dezanove textos publicados nesse dia 9 de Abril de 2018.

 

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Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Achei alguma piada (desconforto, melhor dizendo) ouvir as claques chamarem "filho da puta" ao presidente do seu clube e exigirem a sua demissão. Dizem em comunicado que estão apenas com o clube. Acredito, desde que impediram a contratação de Mourinho e esconderam os votos numa eleição, que se têm portado como meninos de coro. Desde que vá pingando...»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Para mim, o clube estará sempre em primeiro lugar. Por isso, embora não queira que Bruno de Carvalho continue e compreenda a indignação quase generalizada, não vaio, não apupo, não injurio. Apenas fico triste, muito triste.»

 

Escreveu o Pedro Bello Moraes:

«Começo por confessar: gritei, assobiei e vaiei Bruno de Carvalho. Tinha de o fazer. Não ficaria de consciência tranquila se não o fizesse. Era, à luz do meu sportinguismo, uma obrigação. Um imperativo cívico, também.»

 

Escrevi eu:

«Gostei de ver os sportinguistas aplaudindo o grupo de trabalho, que mostrou união na forma como celebrou os golos. Inequívocos e sintomáticos os lenços brancos e apupos a um isolado e triste Bruno de Carvalho.»

 

Escreveu o Ricardo Roque:

«Daria para rir se não fosse trágico. Tão triste que, pelos vistos, o pior ainda está para vir. Mas há, desde já, uma conclusão irrefutável: o Presidente divide. Nem a sua base nem os seus escolhidos consegue já manter unidos em seu redor. E da conclusão há que tirar consequências! A bem do Sporting.»

 

Escreveu o João Távora:

«O problema está em saber como se lida com um homem tresloucado, com muito poder destrutivo, e como se poderão minimizar os danos deste tumulto até que se vislumbre uma solução, que só pode ser encontrada através da convocação de eleições e numa nova liderança do clube.»

 

Escreveu o Francisco Melo:

«Já tive vergonha alheia, mas agora o estado é mesmo de pena, ao ver um sportinguista, que se bateu como um leão pela recuperação do nosso clube, degradar-se tão repentina e aceleradamente, rumo a um desfecho que não será nada bom para o próprio. Que tudo isto termine rápido, são os meus votos.»

 

Escreveu o Tiago Cabral:

«Vemos que afinal toda a união que era proclamada em torno de um projecto, afinal nem pés de barro tinha. Hoje o que sabemos é que Bruno de Carvalho apenas e só se interessa por aqueles que, acefalamente, o seguem e que nunca por nunca têm a ousadia de o questionar, de dele discordar. Todos os outros são inimigos a quem deve ofender e denegrir.»

 

Escreveu a Zélia Parreira:

«Eis que surge novo comunicado. Nova prosa ofensiva, novo disparar em todas as direcções, novo ajuste de contas violento e demonstrativo de um absoluto desnorte. Mesmo que tenha razão, Senhor Presidente, perde-a toda com este comportamento que não posso descrever a não ser como paranóico.»

 

Escreveu o JPT:

«Bruno já caiu, apenas ele não o terá percebido, porventura nisso acompanhado de alguns poucos dos seus indefectiveis.»

 

Enquanto o Duarte Fonseca publicava uma fotografia de João Benedito, de polegar levantado, sob o título «Be prepared.»

 

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Faz hoje um ano

 

Ao contrário da ameaça feita pelo presidente, o Sporting não entrou em campo com a equipa B. Se o tivesse feito, o resultado certamente seria outro. Assim, derrotámos o Paços de Ferreira por 2-0, com golos de Bas Dost e Bryan Ruiz. No final, no relvado, os jogadores deram a volta ao estádio, acompanhados pelo técnico Jorge Jesus - todos muito aplaudidos pelo público. Numa noite chuvosa e fria.

Para Bruno de Carvalho, que insistia em sentar-se no banco de suplentes, naquele dia 8 de Abril de 2018 sobrou um coro bem sonoro de assobios no nosso estádio, acompanhados de insultos grosseiros. E imensos lenços bancos a esvoaçarem nas bancadas enquanto o dirigente leonino, pretextando uma lombalgia aguda que jamais exibira antes dessa noite e não voltou a exibir depois, abandonava o relvado amparado por dois funcionários, quase como se não conseguisse locomover-se.

 

Longe de se conter, o presidente ensaiou nova fuga para a frente. Recorrendo outra vez ao Facebook.

A três horas do início do jogo em Alvalade, Bruno de Carvalho desferiu mais uma desbragada diatribe contra os jogadores, visando designadamente os capitães Rui Patrício e William Carvalho, campeões europeus em título. Deixando bem claro que lhes seriam accionados processos disciplinares.

«Os jogadores mancharam o bom nome do presidente e do clube.» Foi uma das frases mais duras deste texto, divulgado quando muitos adeptos já se encaminhavam para o estádio.

Depois do jogo, em conferência de imprensa, o presidente continuou a disparar contra os jogadores. E a insurgir-se contra os próprios adeptos, com alusões rascas a quem ia «divertir-se para as rulotes antes dos jogos».

 

A crise leonina, provocada pelo descontrolo emocional do presidente, tornava-se galopante. Ao ponto de André Geraldes, o director desportivo escolhido por Bruno de Carvalho, se ver forçado a fazer uma declaração pública para tentar apaziguar os ânimos. E a própria Juventude Leonina ter emitido um comunicado em que afirmava o óbvio: «Não é com guerras de comunicados entre presidente e jogadores que as coisas se resolvem, é no seio da família leonina.»

Jesus, por sua vez, não deixava lugar a dúvidas: «Estive sempre com os jogadores. Só com a polícia não jogavam os melhores.» A farpa era certeira. Contra Carvalho.

E surgia a primeira demissão: Jorge Gaspar, membro do Conselho Fiscal e Disciplinar, batia com a porta.

 

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Segue-se uma breve resenha do muito que nesse dia foi publicado aqui.

 

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Escreveu o JPT:

«Cumpre-nos, aos sócios e aos adeptos, continuar assim. Apoiando o clube - neste caso, muito em particular, aos jogadores de futebol sénior, capitaneados pelo verdadeiro símbolo sportinguista que é Rui Patrício, "rotativo" como todos os mortais homens o são, "perene" no panteão clubístico. E criticando aquele que foi eleito presidente. Para que ele aprenda com as críticas. Aprenda o fundamental: "escolhe as guerras, conquista a glória".»

 

Escreveu o António de Almeida:

«Gostei de ver os sportinguistas aplaudindo o grupo de trabalho, que mostrou união na forma como celebrou os golos. Inequívocos e sintomáticos os lenços brancos e apupos a um isolado e triste Bruno de Carvalho.»

 

Escrevi eu:

«Torna-se cada vez mais evidente que este homem que só parece alimentar-se de conflitos e já quase ninguém defende deixou de ter condições para continuar no cargo.»

 

Escreveu o Filipe Arede Nunes:

«Os sócios e adeptos têm de reagir e impedir a continuação deste exercício de loucura. Já deu para perceber que Bruno de Carvalho está agarrado ao poder (que julga deter por direito divino) pelo que é necessário agir de acordo com os estatutos do clube para impedir que continue este acto de destruição do Sporting.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«Ganhámos o jogo, mas não ganhámos um clube. À hora em que escrevo estas palavras, Carlos Manuel e Sousa, nos estúdios de um operador televisivo, gozam com a dor nas costas do presidente. Bruno Carvalho, em conferência de imprensa, volta a dirigir-se aos sócios de forma menos própria, falando das bancadas poente e nascente. Que o sol se venha a pôr de novo em Alvalade e que o renascimento a que assistimos da maior potência desportiva nacional possa ser continuado. Isto, como está, simplesmente não dá.»

 

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Faz hoje um ano

 

Pelo segundo dia consecutivo, publicámos aqui 23 postais - ao ritmo de quase um por hora. Em pleno rescaldo das descabeladas críticas feitas por Bruno de Carvalho aos jogadores, no Facebook, logo após a derrota do Sporting em Madrid (por 0-2), jogo a que o presidente do Sporting não assistiu no estádio dos colchoneros. Após também a reacção dos jogadores, expressa por Rui Patrício no Instagram, considerando que aquelas críticas eram profundamente injustas. E ainda após a reacção de Carvalho à posição dos jogadores, anunciando (sempre no Facebook) que iria suspendê-los.

A coisa chegou ao ponto de o dirigente leonino exigir que o Sporting entrasse em campo, frente ao Paços de Ferreira, não com a equipa principal mas com a equipa B - o que só não aconteceu devido à firme oposição do treinador Jorge Jesus.

 

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Nos parágrafos seguintes lembrarei, em síntese, alguns dos textos inseridos no És a Nossa Fé nesse nada memorável dia 7 de Abril de 2018.

 

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Escrevi eu:

«Bruno de Carvalho comporta-se como proprietário do Sporting. Coisa que não é, nunca foi e jamais será.»

 

Escreveu o José Navarro de Andrade:

«Se o Sporting alinhar com a equipa B no domingo, a quem me dirijo para pedir indemnização? Não foi para a ver que esmifrei as minhas parcas finanças na compra da Gamebox.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«Bruno de Carvalho escreveu no Facebook que o Sporting jogou em Madrid apenas com nove jogadores. Bem sei que alguns estiveram abaixo do normal. Já o nosso Presidente infelizmente continua sempre igual a si próprio, um pirómano qual Nero, que para alimentar um enorme ego, não mudará de atitude enquanto não contemplar Alvalade a arder, um louco que terá forçosamente de ser afastado pelos sócios que amarem o clube.»

 

Escreveu a Marta Spínola:

«O mais absurdo no meio disto tudo é que, de todos os jogos que faltam, de todos os jogos que definem esta época, o de Madrid era o que menos me surpreendia perder. Já em Braga tínhamos obrigação e não deu este banzé (no pós, no pré nem quero lembrar o pouco que acompanhei).»

 

Escreveu o Francisco Almeida Leite:

«Bruno de Carvalho pode ter todos os estados de alma que quiser e assumir publicamente as posições que muito bem entender, desde que nada disso afecte o SCP e desde que a sua posição institucional não seja nunca confundida com a sua posição pessoal, o que tem acontecido repetidas vezes. O Sporting Clube de Portugal não é Bruno de Carvalho e, sobretudo, o SCP não é de Bruno de Carvalho.»

 

Escreveu o Filipe Arede Nunes:

«Bruno Carvalho tem de pedir a demissão! Mas se não o fizer, os sócios têm de exigi-la. O jogo de amanhã, em casa, com a equipa B ou com os juniores, é o lugar indicado, num primeiro momento, para que os sócios e adeptos demonstrem o que pensam sobre este assunto. Depois há que seguir os Estatutos. Isto não pode continuar.»

 

Escreveu o Ricardo Roque:

«Bruno de Carvalho decidiu jogar à roleta russa, apontando à cabeça da equipa mas com o tambor cheio de balas. E disparou. A partir daí conhece-se a sequência. Que tristeza profunda com o clube que eu amo entregue à sua sorte, por causa de um golo não marcado e sem liderança. Sem informação no site ou na SportingTV, ou comunicados oficiais, os sportinguistas foram votados ao abandono e ao escárnio dos adversários. E à imprensa que nos abomina. Imperdoável.»

 

Escreveu o Pedro Boucherie Mendes:

«Triste pelos acontecimentos, obviamente. Bruno de Carvalho foi um dos melhores presidentes que vi no meu clube, mas será para sempre recordado pelos erros que cometeu a seguir ao jogo de Madrid e cujos efeitos totais ainda não conhecemos verdadeiramente.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«É difícil encontrar algo de positivo neste pesadelo mediático a que clube e adeptos foram submetidos nas últimas horas. Em primeiro lugar, ficou bem visível que o ambiente já não seria o melhor. Estas coisas não acontecem de geração espontânea, vão crescendo e há um dia em que detonam.»

 

Escreveu o Rui Rocha:

«Sempre pensei que BdC fosse um homem de palha. Se for assim, sempre me surpreendeu que tivesse rédea livre para muitos dos seus comportamentos alucinados. O que aconteceu nas últimas horas é demasiado grave. Com o seu total descontrolo, BdC comprometeu seriamente o valor da marca.»

 

Escreveu a Zélia Parreira:

«Os nossos inimigos (adversário é outra coisa) esfregaram as mãos de contentes e rebolaram-se com gosto no lamaçal que lhes proporcionámos: Presidente, jogadores e adeptos. Por incrível que pareça, o único que demonstrou bom senso e juízo foi Jorge Jesus. Hoje sim, ganhou a minha admiração.»

 

 

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Faz hoje um ano

 

Rescaldo do desafio da véspera, contra o Atlético de Madrid e do desatino de Bruno de Carvalho no Facebook, desancando os jogadores - e, nas entrelinhas, também o treinador Jorge Jesus. Uma atitude que caiu muito mal junto do plantel leonino, motivando no Instagram a resposta de Rui Patrício, capitão da equipa, em nome dos colegas:

«Somos Sporting Clube de Portugal, em nome do plantel, somos a informar o seguinte... Suamos, lutamos e honramos sempre a camisola que vestimos. (...) Não podemos pensar apenas no “Eu”, mas sim “Nós” e sempre na equipa, porque só assim poderemos vencer. (...) Por esta razão, em nome de todo o plantel do SCP, espelhamos neste texto o nosso desagrado, por vir a publico as declarações do nosso Presidente, após o jogo de ontem, no qual obtivemos um resultado que não queríamos…»

Na sequência desta posição, Bruno de Carvalho regressou ao Facebook para anunciar a suspensão de todos os jogadores que subscreveram o comunicado assinado por Rui Patrício (a larga maioria), chamando-lhes «meninos mimados» e jurando que iriam «enfrentar a disciplina do clube». 

 

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Nesse dia, 6 de Abril de 2018, foram publicados 23 postais aqui no blogue.

Não dá para transcrever todos, longe disso.

Ficam alguns excertos, por ordem cronológica de publicação.

 

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Escreveu o Edmundo Gonçalves:

«Nada contra um presidente adepto. Aliás, um presidente que não é adepto, que raio de presidente será? Há no entanto um pequeno pormenor, passe a redundância: o adepto que há no presidente durante o seu mandato presidencial está, para utilizar linguagem que se entenda, com os seus direitos suspensos. Com tudo o que isso implica. E tenho para mim que Bruno de Carvalho nunca perceberá isto, com muita pena minha e com enorme prejuízo para o clube.»

 

Escreveu o Tiago Cabral:

«Assim não, caro Presidente. A juntar a uma publicação que mina completamente o grupo de trabalho da equipa principal de futebol, efectuada minutos após o final do jogo em Madrid, juntou uma intervenção telefónica, em directo, num canal que é declarada e ostensivamente contra o Sporting. Isto não é lutar pelo Sporting, mas sim o contrário. Se não entender isto, nada mais está a fazer à frente do nosso clube.»

 

Escreveu o José Navarro de Andrade:

«Era mesmo disto que precisávamos agora. Entramos, portanto, no capítulo da gestão danosa.»

 

Escreveu o JPT:

«Um total absurdo. E o princípio do fim do consulado de BdC.»

 

Escreveu o Pedro Bello Moraes:

«Bruno de Carvalho é hoje a maior ameaça à grandeza, dignidade, hombridade, orgulho, estatuto e identidade do Sporting Clube de Portugal. Bruno de Carvalho é hoje o principal adversário do Sporting Clube de Portugal. Bruno de Carvalho tem de deixar de ser presidente do Sporting Clube de Portugal, já.»

 

Escreveu o João Távora:

«Acho que a tolerância para com Bruno de Carvalho tem de acabar. Depois de humilhar os sportinguistas que não se revêem no seu estilo sarjeta decidiu afrontar publicamente os jogadores que, compreende-se, não estão para aturar as suas alarvices. É tempo dos sócios resgatarem o seu clube.»

 

Escreveu o Francisco Vasconcelos:

«Tinhas tudo para ficar na história do clube e até não começaste mal, mas o teu ego e megalomania fizeram com que não percebesses o mais importante: nada nem ninguém está acima do Sporting. Parabéns. Um título ninguém te tira: és o campeão a dar tiros nos próprios pés.»

 

Escreveu o António de Almeida:

«Rui Patrício mostrou uma vez mais que é um verdadeiro líder dentro e fora do campo, capaz de unir a equipa nos momentos mais adversos. Lamentável que a instituição Sporting Clube de Portugal seja hoje dirigida por um arrivista desbragado, que utiliza o populismo e linguagem de sarjeta como armas, desprestigiando e denegrindo a imagem do nosso clube. A nossa história merecia mais.»

 

Escreveu o Pedro Azevedo:

«O presidente não é o provedor dos sócios, é o homem que dirige o clube, que foi eleito e é pago para resolver os problemas. Para encontrar soluções, não para ser, em si mesmo, um problema adicional.»

 

Escreveu o Filipe Arede Nunes:

«A questão que se coloca é a seguinte: quantas assinaturas é que são necessárias para convocar uma Assembleia Geral extraordinária?»

 

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