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És a nossa Fé!

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Qual é a solução para o Sporting? Quais são as soluções financeiras e desportivas? Eleições antecipadas? Fechar as portas até Agosto e começar em Dezembro de 2012 a preparar a época de 2014? Despedir metade da equipa? Trocar a equipa A pela equipa B? Não sei, mas se o Sporting está tecnicamente falido, se a liderança do Sporting perdeu capacidade para gerar resultados, se as referências do Sporting estão cada vez mais depreciadas, desculpem a pergunta, por que não uma intervenção externa? Será que o Sporting pode pedir um resgate à UEFA?»

 

Eu: «O actual presidente do Sporting é o que tem mais percentagens de derrotas desde os anos 60. Vale a pena ler hoje no jornal esta análise, que me parece séria e bem documentada, sobre o legado das várias direcções do clube nas últimas décadas (em papel está mais completa e compara em detalhe as últimas dez, de João Rocha a Godinho Lopes). Conclusão: algumas das mais recentes conseguiram a proeza de delapidar património e acumular passivo em simultâneo. Sem resultados desportivos, ainda por cima. A culpa disto não é dos árbitros. É de nós próprios. Porque os dirigentes acabam sempre por ser o espelho de quem os escolhe.»

Nós, há dez anos

 

Diogo Agostinho: «E a que mau jogo assistimos. Esta coisa de valorizar se calhar para vender é de facto... estranha. Aquele Pranjic e o Elias metem dó. E que falta de sorte a nossa, o Xandão ter metido o golo. Depois do calcanhar, lá vai respirar por uma cabeçada, quando tem altura para isso.»

José Navarro de Andrade: Creio que nunca pensei isto de um jogador do Sporting muito menos o disse: O Elias é um bandalho e no modo como se comporta em campo dá indícios de dolo. Nele, a camisola fica emporcalhada. Quanto ao resto, até de olhos fechados aflige ver este Sporting jogar.»

Leonardo Ralha: «A defesa não acerta uma marcação - veja-se os dois golos do Moreirense -, ninguém assume o meio-campo e não há alternativas a Wolfswinkel para ponta de lança além do ex-júnior Betinho. Num clube com pouco dinheiro para gastar urge fazer alguma coisa com os meios que temos à mão, depois da limpeza que se impõe...»

Tiago Cabral: «Neste fim-de-semana foi mais do mesmo. No pré-fabricado um penalti para ajudar a resolver a questão, na pedreira um penalti claro não assinalado para manter o jogo em discussão. O Sporting perante estes “azares” não se pode calar. O Sporting, por muito que custe a alguns ouvir, não é o 3ºgrande de Portugal. O Sporting é um grande de Portugal, ponto.»

Tiago Loureiro: «Eric Dier tem sido, de facto, uma das raras surpresas positivas neste Sporting medíocre. Em sentido contrário, o desacerto dos centrais (um em particular) já não é surpresa. Dito isto, lembro que Eric Dier, que tão bem tem jogado a lateral, é, na verdade, um defesa central. E não seria mal pensado dar-lhe uma oportunidade para jogar nessa posição.»

Eu: «Defesa-central de raiz adaptado a lateral direito, efectivo da equipa B transposto com sucesso imediato para a equipa principal, com apenas 18 anos, Eric conseguiu contra o Moreirense o golo que impediu mais uma derrota do Sporting neste ciclo negro do nosso futebol profissional. Jogou ontem com a força, a nobreza e a garra de um leão embravecido. A fazer corar de vergonha alguns dos seus colegas, muito mais bem pagos, que se arrastavam uma vez mais em campo como se aguardassem o fim de um suplício de 90 minutos. Sem respeito pelo público, sem respeito pelos sócios, sem respeito pela camisola que deviam ter orgulho de envergar.»

Nós, há dez anos

 

Alexandre Poço: «Nesta mui nobre e distinta casa tem-se falado muito em alternativas para o Sporting. É a força das circunstâncias. Os últimos colegas a abordar o tema foram o Adelino Cunha aqui e o Paulo Ferreira neste texto. Não esmorecendo ambas as análises e concordando com a necessidade de uma "alternativa", sobre a qual também ainda não se fez fumo branco na minha cabeça, e porque tenho dias em que sou um leigo em termos de reflexão, lembro a alternativa imediata, um imperativo: hoje, às 20.15h, vencer em Moreira de Cónegos.»

 

JPT: «Vi o jogo no computador, aos safanões, nas flutuações da recepção. Mesmo assim não há dúvidas: o puto "bife" é bom. Quanto ao resto? Mais do mesmo.»

 

Paulo Ferreira: «É assim que vejo a lânguida placidez de alguns sportinguistas. Assim parecem alguns dos que defendem que temos de aguentar firmes, na trincheira, que não se conhece alternativa viável e só resta aguentar até Maio. Respeito, sinceramente, mas não compreendo, de todo.»

 

Tiago Loureiro: «O presidente do Braga já se veio queixar do claro penalty que ontem não foi assinalado a favor da sua equipa com o mesmo entusiasmo e o mesmo género de insinuações com que se queixou de um suposto golo mal anulado na jornada anterior? Ou estará com medo de prejudicar a relação privilegiada com o clube que ontem foi beneficiado à custa do prejuízo do seu? Cada um escolhe as críticas que faz. O carácter não se escolhe: ou se tem ou não se tem.»

 

Eu: «O veredicto é unânime: o árbitro cometeu um erro grosseiro. O problema não é a existência do erro, inerente ao futebol. O problema é a reincidência no erro: sempre em benefício dos mesmos, sempre apontando na mesma direcção.»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Os clubes de futebol não são democracias. Porque um homem sozinho pode votar por vinte homens. Os clubes de futebol não são organizações sujeitas ao escrutínio democrático. Porque nas assembleias gerais um homem sozinho só pode interpelar quem manda se gritar por vinte homens. Os clubes de futebol não são geridos apenas em função dos interesses do clube. Porque os bancos também mandam vender e deixam comprar jogadores (sabem o preço de tudo, mas não sabem o valor de nada). Não se queira aplicar aos clubes de futebol lógicas que não são dos clubes de futebol. Às vezes, uma bola na trave é apenas uma bola na trave.»

 

JPT: «Não tenho simpatia - e já aqui o escrevi - por esta direcção, ou pelo que dela resta. Nem pelo bloco sociológico que ela representa, e que tem gerido o  Sporting nas últimas duas décadas. Ainda que convenha discernir que nem tudo foi mau nesse período, o descalabro económico-financeiro é notório. Também não acredito que o actual presidente, eleito por uma pequena margem, apoiado por uma minoria sociológica, e já desprovido dos "trunfos" eleitorais que lhe terão permitido vencer as eleições, possa ter sucesso. Está francamente fragilizado. (...) Neste contexto penso que é preciso pensar em eleições, rapidamente.»

 

Paulo Ferreira: «Pior cego é o que não quer ver: os sportinguistas não se podem acomodar ao insulto, ao gozo, à paródia, à humilhação, enquanto alguns se agarram "alapadamente" ao leme.»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Depois de Roquette, a corte ungiu Dias da Cunha. Depois de Dias da Cunha, o outro. E depois do outro, o seguinte. Sempre com eleições, claro que sim. Porque é com as eleições que os plutocratas se bezuntam. Não era bem isto que eu queria dizer. Eu queria dizer que sim, que precisamos de eleições, mas eleições para quê? Eleições para eleger Bruno Carvalho? Eleições para eleger o Batatinha? Eleições para re-eleger Godinho Lopes? Era mais isto que eu queria dizer: o Sporting precisa urgentemente que se construa uma alternativa. Não sei quem. Não sei com o quê. Mas precisamos de uma alternativa.»

 

Paulo Ferreira: «Presidente, a honra que lhe foi concedida, graças a idiossincrasias, hoje em dia já algo bizarras, do sistema eleitoral da nossa casa, é incomensurável, é tremenda mesmo. Mas não é um salvo-conduto para o disparate e a desgraça. Ser Presidente do Sporting Clube de Portugal é uma responsabilidade gigantesca. Assuma-a na íntegra e até ao fim. Demita-se.»

Nós, há dez anos

 

Francisco Mota Ferreira: «Falei com o Manuel Fernandes (...) e convidei-o para o nosso jantar. Prontamente acedeu. Ainda tentei que levasse consigo o Jordão, com quem Manuel Fernandes partilhou jogos memoráveis que estão gravados em todos os sportinguistas. O Jordão é sempre mais difícil, sabíamos isso, – Jordão: se por acaso estiver a ler estas linhas, saiba, desde já, que é sempre convidado – mas o Manuel acedeu de imediato. Avisados os membros do blog, marcou-se o jantar. Um imprevisto de última hora impediu o Manuel Fernandes de estar connosco, mas prontamente se disponibilizou para o próximo que ocorra. Tivemos um jantar agradável, falámos de futebol e do Sporting. Expliquei os motivos da ausência do Manuel Fernandes aos meus companheiros de escrita e pude ver a tristeza espelhada nos seus rostos. Tal como eu, muitos dos nossos escribas cresceram a admirar o Manuel...»

 

João Severino: «Viram que andavam por lá uns pândegos a jogar sem forças nas pernas. Será do frio, dos bares ou das discotecas?»

 

Eu: «O problema não é perder: é perder desta maneira. Perder sem brio, de forma humilhante. É ser derrotado sem dar luta, manchando a reputação do Sporting. De nada adianta exibir vitrinas com troféus conquistados no passado por outros presidentes, outros técnicos, outros atletas, se o presente se resume a esta apagada e vil tristeza que clama por mudança. Porque, pior que perder em campo, é resignarmo-nos a esta mediocridade indigna do historial brilhante do nosso clube.»

Nós, há dez anos

 

José de Pina: «Há três semanas, no programa Sacanas Sem Lei (Canal Q no MEO) onde tenho a honra de participar como representante, em nome próprio, do Sporting, lancei a proposta de se fazer uma espécie de JULGAMENTO de NUREMBERGA no nosso grande clube. Numa instituição de utilidade pública com a dimensão social e humana como o Sporting Clube de Portugal, os crimes dos últimos 15-20 anos não podem ficar impunes. É preciso saber: quem, quando, como e porquê.»

 

JPT: «A culpa disto tudo é do Oliveira e Costa, que meneia. Do Fernando Mamede, que não ganhou a medalha. Do Radisic, já nem me lembro. Do Ribeiro Cristovão, mais do que todos. Do Pinto da Costa, que é ele. Do João Gobern, também, malandro. Do Vitor Serpa, que "bola". Do Alexandre Pais, que desrecorda. Da Adília Silvério, que não lança. Do dr. Laurentino Dias, que é de Fafe. Do João Moutinho, já agora, traidor. E da raposa, que dizia que as maçãs estavam verdes, acho eu.»

 

Paulo Ferreira: «O Sporting Clube de Portugal, ao contrário de outros, vive o pior momento da sua história.»

 

Tiago Cabral: «Caro Presidente, tudo tem um limite.»

 

Eu: «Este medíocre Sporting da era Godinho Lopes tornou-se sinónimo da palavra desaire. Nesta temporada, em 17 jogos oficiais, só ganhámos três.»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Um dia, Jorge Jesus pode ser treinador do Sporting? Um dia, tá? Pode ou não pode?»

 

Eu: «Quem perde é despedido. Quem empata é despedido. Até quem vence é despedido. Um após outro, os treinadores sucedem-se. E nenhum aquece o lugar. Em cinco anos, este clube já vai no sétimo treinador. E vem aí o oitavo. Resta ver por quantos meses...»

Nós, há dez anos

 

João Severino: «A equipa deste blogue envia os parabéns a Naide Gomes neste seu dia de aniversário. E com votos de muitas mais vitórias.»

 

Eu: «Passei ontem os olhos por um desses programas de paleio futebolístico que pretendem animar os serões televisivos de segunda-feira. Comentava-se qual seria a forma ideal de fazer determinado gesto. Segundo um dos intervenientes, a coisa só merecerá certificado de validade se tiver dois dedos encolhidos entre um esticado. Parecia quase uma metáfora do referido programa: um esticado, dois encolhidos.»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Voltei a irritar-me por causa da bola, neste caso, por falta dela: fins de semana sem o Sporting jogar, a mim, sabem a vinagre.»

 

Eduardo Hilário: «O grande sonho de Fernando Mamede era jogar futebol pelo Sporting Clube de Portugal mas por sorte acabou a representar o clube de coração no atletismo. Participou nas Olimpíadas de 1972, 1976 e 1984, nas provas dos 800, 1500 e 10.000 metros e estafetas 4x400m. Desde sempre foi atleta do Sporting Clube de Portugal e um dos fundistas portugueses com maior relevo, pois deteve o recorde mundial dos 10.000 metros entre 1984 e 1989.»

 

José Navarro de Andrade: «Chegaram agora ao nosso conhecimento indesmentíveis informações que a UEFA vai mesmo castigar o Wolfswinkel dado que este, por diversas vezes em pleno recinto de Alvalade, exibiu tendências provocatórias e subversivas contra o Governo, a troika e a sra. Merkel. Há fotografias que não mentem. Aliás, basta ver os lábios dele para se perceber que está a gritar contra o FMI.»

 

Tiago Cabral: «Ganhar a um rival é a vitória suprema. Ganhar no estádio do rival é atingir o nirvana da vitória. Em 2004 havia mais um acontecimento a juntar ao já tradicional derby benfica-Sporting. Era o primeiro a ser disputado no pré-fabricado, vulgo banheira. Construído à pressa para ser utilizado como palco da final do Euro 2004 ficou assim, como uma estrutura inacabada, cheio de vigas e postes à vista, atabalhoadamente pintados de encarnado. Lembra-nos aqueles edifícios em construção cuja obra é embargada, ficando o edifício apenas com a estrutura.»

 

Eu: «Péssima notícia para quem andou dias consecutivos a transformar um dedo de Wolfswinkel num escândalo nacional e até internacional: a UEFA veio agora dizer que afinal não houve caso nenhum. É o momento certo para erguer outro dedo. Desta vez o polegar.»

Nós, há dez anos

 

Eu: «O  percurso futebolístico do nosso clube nesta temporada não tem sido famoso, como bem sabemos. Mas garanto-vos que isso não nos estragou a boa disposição no respasto desta noite. Foi o terceiro jantar de convívio do És a nossa Fé, no local do costume - a cervejaria do Alvaláxia. Um jantar muito concorrido: o número dos convivas dava para formar uma equipa de râguebi. Além disso, alguns dos ausentes fizeram questão de transmitir mensagens. Com saudações leoninas.

Nós, há dez anos

 

Francisco Mota Ferreira: «Não nos vamos enganar. Estamos aqui desde 1906. Já ganhámos. Muito. Já perdemos. Já vivemos crises e euforias, já fomos felizes e já fomos tristes. Mas somos grandes. Seremos sempre. Porque pertencemos ao melhor Clube do mundo. O que passámos esta época pode ter terminado no passado domingo. Ou não. Mas, qualquer que seja o seu desfecho, acredito que será um apontamento na História do Sporting.»

 

José Manuel Barroso: «Que nos falta? Espírito competitivo a sério, esforço a sério até final. Uma questão cultural, como lembrou Paulo Bento há pouco tempo, num dos jogos ganhos pelas pelinhas pela nossa seleção de estrelas. Foi assim no futsal. Foi assim no Gabão, onde fomos gamar 800 mil e saímos de lá com (ou sem ) vergonha. Somos os melhores, pá.»

 

Eu: «Em penáltis, estamos a perder por três a zero. Em cartões, ainda é pior: perdemos por seis a zero na lista dos 30 jogadores sujeitos a maior número de sanções disciplinares. É isso, já adivinharam: nesta mesma lista, Benfica e FC Porto não têm jogador nenhum.»

Nós, há dez anos

 

Diogo Agostinho: «Importa que, a existirem reforços, cheguem no dia... 1 de Janeiro. Que não fiquemos ansiosos pela meia-noite de 31 de Janeiro... a ver navios e em falsas expectativas. É pois tempo de agir. Agora. Com calma e assertividade. Com lacunas bem identificadas e discrição.»

 

Paulo Ferreira: «Godinho, não votei em si mas mantenho os meus votos de bom trabalho, agora nesta enésima versão do seu projecto. Carlos e Luís, obrigado a ambos, não me desiludiram. Cristóvão e Barbosa, fiquei esclarecido e não esperava rigorosamente nada de diferente de vós.»

 

Eu: «Leio no Record que Elias, Gelson Fernandes e Xandão estarão de saída. Por mim, nada a objectar: estes jogadores custam 250 mil euros em salários e não têm correspondido às expectativas. Leio também que Vercauteren quer um avançado e um defesa central como prendas pós-natalícias. Na defesa, não é preciso inventar nada: basta mandar regressar Onyewu, que deixou saudades em Alvalade. Confirma-se entretanto o que vários de nós aqui dissemos: Wolfswinkel necessita de um concorrente directo ao lugar. E a equipa também, pois é à frente que se marcam golos, algo de que andamos muito carenciados. Podíamos ter ficado com Lima, a preço mais que módico, mas deixámo-nos antecipar. Agora não adianta chorar sobre leite derramado

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Permita-me dizer assim: não volte a casa enquanto não os derrotar. Tenho pena de não lhe ter dito isto quando devia, mas digo agora. Digo agora que temos um objectivo definido e claro para todos: vamos lutar por um lugar na Champions e depois logo pensamos na reconstrução e na época seguinte. Eu concordo. Eu alinho. Vamos lutar com o Setúbal pelo 8.º lugar. Vamos lutar com o Guimarães pelo 7.º lugar. Vamos lugar com o Estoril pelo 6.º lugar. Vamos lutar com o Rio Ave pelo 5.º lugar. Vamos lutar com o Paços de Ferreira pelo 4.º lugar. E depois? E depois vamos lutar com o Braga pelo 3.º lugar e vamos continuar a lutar. Hoje, temos um objectivo: a Champions. Então, é para aí que vamos. Não deserte. Não se suicide. Lute. E só depois de lutar e vencer é que pode voltar a casa. As eleições podem esperar.»

 

Cristina Torrão: «Vercauteren começou com uma derrota, a que se seguiu um empate. A vitória seria a sequência lógica, no terceiro jogo, e estive para o mencionar aqui, durante o fim-de-semana. Mas travei-me (ai, as superstições…).»

 

Filipe Moura: «O Sporting regressou às vitórias. Mesmo tendo sido somente a segunda vitória no campeonato em nove jogos, e ambas as vitórias arrancadas a ferros. É importante aproveitar a pausa (infelizmente forçada, devido à eliminação precoce da taça) que se segue para treinar e corrigir os principais defeitos da equipa: uma deficiente preparação física e uma falta de automatismos por vezes gritante. No fundo, é como se estivéssemos no início da época. Força, Sporting!»

 

Eu: «Razão tinha o outro: somos nós e a nossa circunstância. Nunca me lembro de festejar um nono lugar - a posição a que o Sporting ascendeu ontem no campeonato, subindo quatro lugares. Há um ano estávamos em segundo, com apenas um ponto de atraso em relação ao FCP. Agora estamos a quatro do acesso à Liga Europa e a sete da Liga dos Campeões. Haja fé

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Eu tenho o direito de achar que a extinção da RTP devia começar pelo centro de (re)produção do Porto.»

Alexandre Poço: «Apesar de acreditar que pode vir a ser um bom lateral no futuro, Cédric tem estado uns furos abaixo daquilo que se esperava. Este não é o "Cédric da Académica" ou pelo menos, não tem sido. Talvez a pressão de jogar num grande e o mau momento da equipa estejam a pesar demasiado sobre os ombros do nosso jovem jogador. Retirá-lo nesta fase da equipa titular pode ser bom para que não comece a acumular erros fatais atrás de erros.»

José da Xã: «Finalmente uma vitória! Sofrida claramente, mas pelo que sei merecida. E se nisto de futebol quando se ganha o mérito é de todos, neste caso pretendo abrir aqui uma excepção para o treinador do Sporting, por ter percebido a tempo o que faz falta a esta equipa, e que se resume a três palavras: “Espírito de sacrifício”.»

JPT: «No dia em que, finalmente, o Sporting regressa às vitórias o presidente Godinho Lopes menoriza o clube, com a pirraça de levar o presidente do Braga a visitar o Museu, como se um morgado arruinado a mostrar as pratas ao torna-viagem que lhe cobiça a filhota roliça. Levou a resposta que se impunha. Desculpem-me a franqueza. É um bimbo.»

Zélia Parreira: «... hoje é dia de Sporting!»

Eu: «Salvo Rui Patrício, único titular até ao momento, a equipa tem sido continuamente alterada - quase sempre sem melhorias à vista. Esperemos que esta dança de jogadores termine. É um desafio suplementar para Vercauteren. E também um teste à sua liderança.»

Nós, há dez anos

 

Cristina Torrão: «Há a chamada “dinâmica da vitória”, em que os bons resultados melhoram a autoconfiança, o que, por sua vez, gera ainda mais sucesso. O Sporting encontra-se na versão contrária: a “dinâmica do falhanço”, com os maus resultados a sucederem-se e a equipa cada vez mais deprimida e frustrada.»

 

Diogo Agostinho: «46 dias... sem vitórias...»

 

José Manuel Barroso: «Nos tempos recentes, a entrevista de Manuel Fernandes e, agora, a de Frank Vercauteren fizeram-me reconciliar com a fala do futebol inteligente. Depois do que tenho lido na imprensa e nos blogues, foi um bálsamo. É possivel falar de futebol e do Sporting sem raivinhas, sem deceções derrotistas e com um pensamento positivo e competente. Aleluia!»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «Os grandes golos e os grandes jogadores triunfam às quartas. As contas para passar à fase seguinte fazem-se desde a hora do jantar e o balanço continua até cair na cama. Nós por cá, jogamos às quintas. E por jogarmos depois da noite mágica europeia, só voltamos a jogar para o campeonato nacional lá para domingo à noite ou, como tantas vezes acontece, às segundas à noite. Só nós é que sabemos o quanto apetece tirar o cu do sofá numa segunda-feira de Inverno para ver a bola. Mas nós tiramos, não tiramos? E vamos ver empates com a Académica.»

Alexandre Poço: «Eles andam por aí a falar da necessidade de "um Sporting forte", lamentam a nossa crise, mas na verdade, quer-me parecer que são lágrimas de crocodilo e esta situação, embora insignificante quando comparada com os problemas do clube, demonstra muito bem os verdadeiros propósitos desta corja que vive da desgraça do Sporting. Para terminar, vão morrer longe e deixem-nos em paz.»

Diogo Agostinho: «45 dias... sem vitórias...»

Helena Ferro de Gouveia: «Será gralha ou provocação do JN escrever "weird dude" no local destinado ao nome do treinador do Sporting?»

JPT: «Hoje mesmo, para aí três horas depois do "apito final" no Sporting-Genk, o sítio electrónico do "jornal" "A Bola" abria a sua secção "Sporting" com esta fotografia relativa aos festejos do nosso golo, adornada com o título "Sporting derrotado no minuto 90"! Um acto falhado? Ou, mais presumivelmente, uma pirraça, rasteira provocação a tantos dos clientes do "jornal" e dos seus anunciantes?  (Horas depois, agora na alvorada lusa, o título já está emendado).»

Tiago Cabral: «Acho que acertámos no treinador. Gosto da forma como apresenta a sua visão do que pretende dos jogadores e também das suas análises após os jogos. Deixa aquele insuportável discurso da desculpabilização dos jogadores, de assumir apenas ele os desaires, mas fá-lo sem polémica, sendo frontal e a meu ver até agora, justo.»

Eu: «Parabéns à Académica. Pelos dois a zero afinfados ao Atlético de Madrid na Liga Europa, interrompendo um extraordinário ciclo de 16 vitórias dos madrilenos nas competições europeias. E parabéns ao marcador dos golos: Wilson Eduardo, um jovem formado pelo Sporting que emprestámos ao clube de Coimbra. A falta que ele nos faz agora: por mim, regressava já à base. E podíamos remeter dois dos que cá estão para as doces margens do Mondego.»

Nós, há dez anos

 

José Navarro de Andrade: «O acto mais irresponsável da minha vida terá sido a renovação que este ano fiz do lugar, coisa que me abstive de comunicar lá em casa para não as ouvir com toda a justiça, dado o doméstico aperto de massas. Como diz o outro: está pago, agora é gozá-lo.»

 

JPT: «Blogo há nove anos. Já tive muitas (demasiadas) picardias in-blog. Mas nunca vi tantas invectivas, tanto elogio do silêncio como aqui. Nunca recebi, ou assisti, a tantas críticas ao facto de se escrever como aqui. E pouco tenho escrito, poucos comentários tenho recebido. É um pouco como se o mundo (dos espectadores) da bola fosse a última das caves dos censores.»

 

Paulo Ferreira: «Mais uma "final", mais um "round", sempre a apoiar, sempre a gritar... se a Académica pode estar neste momento a vencer o Atlético Madrid por que raio não há-de o Sporting Clube de Portugal meter o Genk no seu lugar e ganhar hoje de forma categórica, iniciando, finalmente, a recuperação deste época (seja isso o que for, taça Lucilio Baptista, acesso à Liga Europa ou Liga dos Campeões do próximo ano!). Vamos a isso.»

 

Zélia Parreira: «Quase duas horas de sofrimento, às voltas com a evolução das bibliotecas na Áustria, enquanto o Rui Patrício defendia bolas impossíveis. Capel fez o passe, Wolfswinkel marcou e eu descobri que em 2007 os austríacos desenvolveram esforços de preparação de uma nova lei de bibliotecas. Xiiii... foi cá uma alegria! O pior foi depois, não consegui encontrar a lei porque não percebo nada de alemão, e o Genk marcou o golo do empate.»

 

Eu: «Há quem ande na praça pública, de sportingómetro em riste, procurando medir o sportinguismo dos outros. É preciso que se diga, sem ambiguidades: sportinguistas somos todos os que mantemos esta profunda ligação afectiva ao clube mais eclético e à maior escola de campeões de Portugal. Ninguém é mais nem menos sportinguista. Há, isso sim, várias maneiras de mostrar apreço e afeição ao clube que nos serve de referência permanente.»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «O tipo a jurar que não nasceu corcunda e a implorar para contar a sua história, já empoleirado no balcão. A outra senhora de pé, atrás da marreca, com ar enfadonho, a abanar a cabecinha loura e a espreitar a cutícula das unhas da mão esquerda. A mim, só me apetecia fugir dali. Mas o corcunda queria mesmo contar a sua história. Içar-se nas alturas. E teve de falar. O cabrão do corcunda falou tanto, mas tanto, que devo ter adormecido várias eternidades.»

 

Diogo Agostinho: «Hoje o nosso Manel dá uma entrevista muito interessante ao Record. Sem papas na língua, diz o que pensa. Dos nossos avançados, da nossa actual situação. Dá-nos ainda a justificação do que anda a fazer pelo Sporting. E em boa hora podemos ter o Manel a ajudar os mais jovens. Tenta incutir-lhes que o objectivo de um jovem na equipa b, tem que ser chegar à equipa principal e vingar. Não são dois jogos, boas fintas e um penteado novo. Não. O que importa é ser capaz de chegar e lutar por um lugar. E consolidar.»

 

João Severino: «A Sporting COM foi hoje, 7 de Novembro de 2012, formalmente constituída. A nova empresa incluirá e reunirá sob a sua alçada todo o universo de comunicação do Sporting Clube de Portugal. A televisão - Sporting TV - será a âncora deste novo edifício comunicacional que integra ainda as restantes plataformas.»

Nós, há dez anos

 

Cristina Torrão: «O nosso clube vive momentos muito difíceis e sei que não nos devemos limitar a recordar glórias passadas, mas há uma história que gostaria de partilhar aqui, a história que ditou a minha devoção ao Sporting, uma devoção transmitida pelo meu pai, como é costume.»

 

Diogo Agostinho: «Chamem depressão, vergonha, falta de moral, o que quiserem. Estamos de rastos. Chegar à segunda-feira e perceber que o melhor do fim-de-semana foi ver o Real Madrid ou um qualquer jogo da Liga Inglesa é penoso.»

 

JPT: «A primeira equipa de que me lembro é a que foi campeã em 1973-1974 [ainda a sei de cor: Damas, Manaca, Bastos, Alhinho, Carlos Pereira (ou Da Costa), Vagner, Nelson, Baltazar, Marinho, Yazalde, Dinis]. E o primeiro Mundial de que lembro é o de 1974 [vi a final, lembro-me do golo a seco da Alemanha; e lembro-me do sururu provocado por Luís Pereira, defesa do Brasil expulso num jogo].»

 

Eu: «Não sei qual é a vossa opinião, mas eu trocava vários jogadores da nossa equipa principal por colegas do Sporting B. Essa sim, seria a verdadeira chicotada psicológica.»

{ Blogue fundado em 2012. }

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