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És a nossa Fé!

Nós, há dez anos

 

Diogo Agostinho: «Agora o caminho tem que ser de aposta continuada e de persistência. Não é tempo de aumentar orçamentos. É tempo de continuar a fazer o nosso caminho e lutar. Com muito esforço, pois na nossa casa nada nos cai do céu, com muito orgulho em cada sportinguista e com a certeza de que agora temos um clube bem gerido.»

 

Duarte Fonseca: «Sem qualquer desprimor pelos actuais jogadores do plantel, mas apenas numa lógica de reforço da equipa para a próxima época (mesmo sendo um pouco cedo), elenco os jogadores do nosso campeonato que considero terem qualidade para jogar no Sporting e que julgo poderem ser contratados a preços razoáveis: Yohan Tavares - Estoril; Evandro - Estoril; Danilo Pereira - Marítimo. Qualquer um deles viria acrescentar qualidade ao nosso plantel, até porque se afigura complicada a tarefa de evitar a saída de alguns jogadores.»

 

Filipe Moura: «Em Lisboa, festejam no Marquês de Pombal. No Porto, na Rotunda da Boavista. Será que eles conseguem festejar sem ser na presença de um leão?»

 

Pedro Oliveira: «Há a ideia que os campeonatos não se ganham nos confrontos entre os grandes. Já o meu avô dizia: "Pedro, não é nos jogos com o Porto (o Porto nessa altura contava pouco) nem com o Benfica que perdemos ou ganhamos os campeonatos, os campeonatos ganham-se é com a CUF, com o Portimonense, com o Beira-Mar, com a União da Madeira, com esses é que não podemos perder pontos," Meu avô Jacinto tinha razão, mas não neste campeonato.»

Nós, há dez anos

 

Bernardo Pires de Lima: «Respeito quem o faz, mas eu nunca dei os parabéns a qualquer vencedor do campeonato que não ao Sporting Clube de Portugal, e não vai ser agora que vou abrir uma excepção. Muito menos agora. Não sou hipócrita e não gosto das vitórias dos outros nem cá nem lá fora. Não tenho qualquer tique de desportivismo, abomino o fair play no futebol, mas amo a rivalidade com o clube do outro lado da segunda circular. Jamais contribuirei para que ela desapareça. Como é evidente, não festejo segundos lugares. Até porque fomos gamados na liga, na taça e na taça da liga. O resto é conversa de lampiões.»

 

José Manuel Barroso: «E entrámos assim no ano novo! O que nos levará à Champions e à assunção explícita de candidatos ao título. Não podia deixar de o ser, num clube como o nosso. Poucos acreditavam que seria tão rápido, mas o certo é que foi - mérito ao novos dirigentes. Na temporada que aí vem, já não iremos olhar para trás e ver um longínquo sétimo lugar e uma ausência de provas europeias - tudo o que fosse melhor, até às competições da UEFA ou ao terceiro lugar, seria mesmo melhor. Agora voltamos ao antigamente. Não ao antigamente da montanha russa das deceções, mas sim ao antigamente da exigência realista ou irrealista de sócios e de adeptos. Agora, que fomos segundos e que participaremos na Champions, o meu contentamento mistura-se com a memória. Aquele receia esta. Vamos passar da exigência do pouco para a exigência do tudo?»

 

Luciano Amaral: «Sabemos como fomos eliminados das taças (de Portugal e da Liga). Tratam-nos como se fôssemos uma espécie de Arouca. Não percebem que a passagem do horror do ano passado (o culminar de uma longa e triste série) para o comportamento digno deste ano só é possível num clube com uma grande força social. Não vamos ganhar a Champions para o ano e não sei se vamos ganhar alguma coisa, mas voltámos a pôr o pé numa porta que muita gente julgou se tinha fechado de vez para nós. Que muita gente quis fechar, aliás. Foi isso que fizemos este ano. É muito? É pouco? É o princípio de tudo.»

 

Eu: «O essencial ficou cumprido. O Sporting regressa ao pódio do futebol português, de onde nunca deveria ter saído - sobretudo da forma como saiu, por demérito próprio. O encaixe financeiro que nos é proporcionado pelo acesso directo à Liga dos Campeões será essencial na preparação da próxima época. Agora há que renovar quanto antes com Leonardo Jardim. E fazer tudo para não deixar sair os nossos três baluartes: Rui Patrício, William Carvalho e Adrien Silva. São prioridades imediatas para Bruno de Carvalho.»

Nós, há dez anos

 

Adelino Cunha: «O meu campeonato acabou hoje. Não falimos, não. Não ficámos em sétimo, não. Não ficámos à beira da extinção, não. Ainda cá estamos e estamos mais fortes do que estávamos esta tarde antes do jogo com o Belenenses. O terceiro lugar era bom e ficámos em segundo. Acabar a época com dignidade era bom e terminámos antes de tempo. O meu campeonato acabou hoje. Sim, hoje só penso na Liga dos Campeões. Sim, hoje só penso no reforço do plantel. Amanhã, não: amanhã quero as derrotas do Benfica e a desejável fragmentação do Porto. Amanhã, penso neles. Hoje, não.»

 

José da Xã: «Hoje, dia 19, o meu filho mais velho, Miguel de seu nome, fez 27 anos. Desejou como prenda ir ao futebol ver o Sporting ao Restelo. Como achei que sozinho também não valia... eis que 4 leões (eu, o infante mais velho, o mais novo, mais um sobrinho) e uma leoa (a namorada do mais velho) partiram esta tarde para Belém em busca dos nossos lugares para ver o jogo. (...) O Miguel ficou feliz com a prenda que a equipa do Sporting lhe ofereceu: a vitória. O jovem merece!»

 

Eu: «Gostei da entrada directa na Liga dos Campeões. Esta vitória contra o Belenenses coloca o Sporting com 66 pontos, permitindo-nos carimbar já, a duas jornadas do fim do campeonato, o passaporte para a prova máxima do futebol europeu que nos garante de imediato uma receita de 8,6 milhões de euros. Cinco anos depois da nossa última presença na liga milionária.»

Nós, há dez anos

 

António Figueira: «O sportêvesco, que é o dialecto em que o Joaquim Rita se exprime, é altamente agarrante, tem virtualidades poéticas que podem escapar à primeira, mas que, uma vez detectadas, nos prendem para sempre. A sua primeira qualidade é a forma subversiva como procura disfarçar o óbvio e encontra fórmulas sempre inovadoras de dizer o mesmo. Eu encontro-lhe afinidades nas designações que o Lidl escolhe para os seus produtos: azeite espanhol El Cultivador, gin inglês Lord Nelson, vinho português da marca Patrício. Joaquim Rita embrulha o que diz em fórmulas que se pretendem de uma agudeza intelectual superior, mas que na realidade o confirmam como o grande mestre da derisão portuguesa contemporânea.»

 

Eu: «Desculpem lá o desabafo, mas não suporto aqueles comentadores na televisão que, demonstrando nada perceber de futebol, não conseguem fazer uma análise consistente de jogo algum. Limitam-se a papaguear frases como esta: "Foi penálti, pá, mas o árbitro não marcou." Os debates, em muitos casos, transformam-se rapidamente em paleio de taxista ou conversa de barbeiro. E nunca passam daí. Sem sombra de análise táctica, sem o menor impulso para descodificar as dinâmicas de jogo, sem sequer uma tentativa de passar em revista o desempenho das equipas adversárias. Limitam-se a exibir o cachecol e a debitar uma enxurrada de lugares-comuns. Por vezes não sabem sequer os nomes dos jogadores. Consta que são muito bem pagos para mostrarem a cara na pantalha: a meu ver, não há dinheiro mais mal empregue nas televisões em Portugal.»

Nós, há dez anos

 

João Távora: «Como Católico que tenta viver o Tríduo Pascal de forma compenetrada, preocupa-me o risco de Sábado à noite termos a Vigília Pascal nas igrejas invadida pelos festejos dos benfiquistas. Mas isso não vai acontecer: o Sporting vai ganhar o seu jogo, e a festa, a haver, faz-se no Domingo.»

 

Eu: «Mais de dois anos depois, Pedro Proença volta a arbitrar um jogo no estádio da Luz: está nomeado para apitar o Benfica-Porto de hoje. Termina assim o veto decretado pelo presidente benfiquista ao "melhor árbitro do mundo" em Março de 2012. "O senhor Pedro Proença, se se sente condicionado a apitar o Benfica, não apite mais nenhum jogo do Benfica. É um favor que presta a todos os benfiquistas e presta ao futebol. (...) Ele não está à altura de apitar um jogo", disse na altura Luís Filipe Vieira. Mostrando assim a Vítor Pereira quem manda na arbitragem portuguesa. E a verdade é que Proença não apitou mesmo. Assim foi durante vinte e cinco longos meses. Um favor prestado a todos os benfiquistas.»

Nós, há dez anos

 

Luciano Amaral: «Por razões familiares, sigo as competições de andebol com atenção. Pelas mesmas razões familiares, tenho dois amores no andebol: o Sporting e o Passos Manuel. Tenho, aliás, de confessar que, se alguém me quiser ver a torcer contra o Sporting, basta encontrar-me num jogo que ponha o Passos contra o Sporting em confronto directo. Valores mais altos... Feliz ou infelizmente, esta bigamia não é demasiado grave. Felizmente, porque o Passos não ameaça muito o Sporting: embora esteja na 1.ª Divisão, só subiu o ano passado e luta por permanecer. Infelizmente, pela mesma razão, i.e. tenho pena que o Passos não voe mais alto. Mas é uma equipa essencialmente amadora, com um capitão que é taxista e educador de infância. São uns grandes carolas.»

 

Ricardo Roque: «Gosto do Sporting eclético. Gosto de ver o símbolo do leão a disputar as várias modalidades. Há um vazio grande, falta-nos o pavilhão, a nave de Alvalade. Está um desafio lançado a todos os sócios e adeptos para que ajudemos a erguer o pavilhão. Já vamos tarde. Se a ideia da contribuição dos 50€, sendo 40 para a construção da infra-estrutura, é boa, recebendo em troca uma camisola linda e crédito de 25€ para um novo sócio, receio que o resultado fique aquém da necessidade. Serão precisos uns milhões e, sem qualquer pretensiosismo, gostaria de dar uma achega sobre a matéria. Porque não, contra uma contribuição mais efetiva (100, 500 ou 1.000€, o que fosse), o doador visse o seu nome inscrito num grande mural no futuro pavilhão?»

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Foi com enorme entusiasmo que recebi a notícia da campanha de angariação de fundos para a construção de um pavilhão para as modalidades, e que, se a memória me não atraiçoa, terá o nome de João Rocha. Farei o esforço possível para contribuir (isto com cortes no ordenado, com aumentos de impostos e com inflação, deixa cada vez menos espaço de manobra para outra coisa que não seja o sustento próprio e da família), afinal a receita encontrada até é aliciante.»

 

Pedro Oliveira: «Não podia deixar passar este dia sem dar os parabéns a um clube que merece respeito por tudo quanto tem feito pelo futebol. Um clube que nos mostra que é possível. É possível construir grandes equipas recrutando para a equipa principal, preferencialmente, os talentos da formação. É assim no Sporting... é assim no Barcelona. Parabéns e obrigado, Barça.»

 

Ricardo Roque: «De repente, quando nos vemos no 2.º lugar a 7 pontos do Olimpo (e nós sabemos porque são tantos...), começámos a pisar o relvado só para prestar serviços mínimos. Sobretudo em Alvalade. E ontem, quando vi os muitos milhares de Sportinguistas nas bancadas, em particular na B, pensei quantos daqueles não tiveram que fazer sacrifícios para pagar quotas, comprar bilhete ou ter a gamebox da época. E depois olhei para dentro do campo e não vi o mesmo espírito do dar tudo por parte de alguns jogadores, a dar o litro para estarem ali nas quatro linhas e merecerem o apoio, os gritos e as ovações de quem, estando de fora, fez das tripas coração para dizer presente, cantando o Sporting nunca vai acabar. Por isso não chega ganhar. Nem ganhar é tudo. Honrar a camisola e merecer o entusiasmo e dedicação dos milhões de adeptos em qualquer circunstância, sim, sem nunca desistir.»

Nós, há dez anos

 

Luciano Amaral: «Esta equipa já passou por várias fases: a fase inicial das goleadas, depois a fase dos "45 minutos de avanço" e, agora, uma fase que não sei bem como definir. A coisa é mais ou menos assim: já não dão 45 minutos de avanço, tentam marcar cedo e geralmente conseguem, mas depois parece que não sabem o que fazer. Foi assim nas últimas quatro jornadas: com o Marítimo, com o Guimarães, com o Paços de Ferreira e com o Gil Vicente. Quando sofrem um golo (Marítimo, Paços), voltam a montar a maquineta e resolvem; quando não sofrem (Guimarães, Gil), ficam à espera não sei de quê. A coisa é ainda mais estranha porque, ao mesmo tempo, não dá a sensação de que vão perder. Dá a sensação de que, a qualquer altura, resolvem o jogo, como hoje voltou a acontecer e já tinha acontecido com o Marítimo e o Paços. Mas pelo meio fica qualquer coisa de vagamente parecido com um pastelão e que nos deixa com uma nervoseira horrível à espera de um lance de sorte dos outros que estrague a festa. O que é que é?»

 

Eu: «A blogosfera leonina em peso, nesse dia 13 de Abril de 2013, apoiava o anunciado acordo entre Bruno de Carvalho e a banca para a reestruturação financeira do Sporting. (...) Nada mais natural: qualquer sportinguista - e até qualquer adepto do desporto em geral, não contaminado pelo vírus do clubismo - só podia congratular-se com este acordo. Porque um Sporting viabilizado, do ponto de vista financeiro e desportivo, não era uma boa notícia apenas para os sócios e adeptos: era uma boa notícia também para o futebol português.»

Nós, há dez anos

 

João Paulo Palha: «Por não ter publicado alguns comentários a recente texto escrito para este blogue, alguém me acusou da prática de censura. Já uma vez o afirmei, em comentário a um post, aqui no És a Nossa Fé, mas repito-o agora: não publico nenhum comentário que não obedeça às mais elementares regras da urbanidade e boa-educação. Logo, não divulgo nada que contenha insultos, sejam eles dirigidos a mim, a co-autores do blog ou a terceiros. Mais, alguém que se comporte dessa maneira não terá qualquer comentário aqui publicado, independentemente da sua natureza e por mais cordato que seja, enquanto eu mantiver a recordação de alguma conduta sua, em reacção a texto meu, que não esteja ou tivesse estado em conformidade com o que considero serem os princípios mais básicos de uma comunidade civilizada.»

 

Eu: «Há dois anos [Hugo Vieira] esteve a um passo de rumar a Alvalade mas preferiu seguir para a Luz. Não contente com isso, deu uma entrevista em que disse isto: "Surgiu o Benfica e nem hesitei. Desde miúdo que tinha uma vontade muito grande de jogar no Benfica." Pouco depois de ter garantido que "jogar no Sporting seria fantástico". Queria valorizar-se para poder jogar no Mundial de 2014, conforme confessou. Pois não lhe valeu de nada essa vontade. E o sonho não tardou a esfumar-se: como não é sérvio, acabou emprestado ao modesto Gil Vicente. Saiu hoje de campo, aos 75', sob uma estrondosa e merecida vaia.»

Nós, há dez anos

 

João Paulo Palha: «Tento pôr-me na pele do seleccionador nacional e inspirar-me na filosofia das suas últimas convocatórias e a revelação surge-me, inesperada mas totalmente convincente. O eleito, quer-me parecer, será João Cancelo. Não terá ainda muita experiência, mas pode apresentar atributos e qualificações que, pelo que se tem visto, não deixarão Paulo Bento indiferente.»

 

Eu: «Depois de Carlos Barbosa, Paulo Paiva dos Santos. Também ele apressado [há um ano] a colocar-se na primeira linha dos críticos a Bruno de Carvalho, escassos 15 dias após a entrada em funções do novo presidente. Honrando a pior tradição do Sporting, um clube onde o inimigo interno está sempre no primeiro foco da mira. Também à semelhança de Barbosa, Paiva dos Santos pôs-se a adivinhar nesse dia 11 de Abril de 2013. Vaticinando até rescisões unilaterais de contratos de jogadores do Sporting por eventual falta de pagamento de salários: "Não há dinheiro para indemnizá-los. O Sporting vai ter de bater no fundo."»

Nós, há dez anos

 

Duarte Fonseca: «Será que o contrato de Bento, agora renovado até 2016, tem uma cláusula que permite o seu despedimento sem indemnização no caso da participação lusa no Mundial do Brasil não corresponder às expectativas? E quais são essas expectativas? Passar a fase grupos? Este sinal, a renovação de contrato, parece-me completamente absurdo. (...) Ainda para mais quando o futebol praticado é fraquíssimo, as dificuldades em campo contra equipas de baixíssimo nível são atrozes e a renovação (esta sim, importante) da selecção não está a ser minimamente preparada. Sim, porque não me venham dizer que convocar e fazer jogar Ivan Cavaleiro, André Almeida e Rafa é um sinal de renovação. Esta só a aceita quem não conhece Paulo Bento.»

 

Eu: «O Daily Mirror anuncia que o Liverpool dispõe-se a pagar 11,7 milhões de euros pela transferência de Diego Capel, cuja cláusula de rescisão está fixada em 30 milhões. Trata-se afinal de uma renotícia - ou seja, uma notícia requentada. Já a 21 de Maio de 2013 o mesmo tablóide britânico dera nota do interesse do mesmíssimo clube no nosso médio-ala. E a 6 de Novembro de 2013 o Mirror insistira no interesse do Liverpool em Capel. Só os números variavam: em Maio falava-se em quatro milhões de libras (cerca de 4,7 milhões de euros); seis meses depois, esta quantia subia para cinco milhões de libras. E daí saltava-se para os 11,7 milhões de Abril, numa espécie de leilão jornalístico que parecia confundir os desejos de alguns com a realidade.»

Nós, há dez anos

 

Alda Telles: «Este é o termo técnico para uma brilhante operação de marketing do Sporting junto dos seus sócios, bem resumida num filme bem executado. Os laços emocionais com o consumidor são o sonho de qualquer marca. Poucas o conseguem. Parabéns.»

 

Duarte Fonseca: «Que João Mário é, neste momento, um jogador de primeira liga, não será propriamente uma novidade para a maioria dos sportinguistas, mesmo para os mais cépticos. No entanto, a recente afirmação deste brilhante jogador em Setúbal trouxe para o plano da realidade aquilo em todos acreditávamos. Para o ano terá lugar na primeira equipa e esse é o maior prémio que poderia receber.»

 

Eu: «Valentín Viola vai regressar da Argentina, onde actua até ao fim de Junho ao serviço do Racing Avellaneda, jogando por empréstimo do Sporting Clube de Portugal. Tem um vínculo contratual que o ligará ao nosso clube até 2017, com uma cláusula de rescisão fixada em 30 milhões de euros. A presença do Sporting na Liga dos Campeões será certamente um factor de motivação adicional para este avançado de 22 anos que prefere jogar na faixa central, em apoio ao ponta-de-lança, e não teve sorte na época de estreia, 2012/13, em que foi quase sempre suplente.»

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Por motivos profissionais, não me foi possível ver nem ouvir o relato do jogo, mas segundo a análise de Pedro Correia, o Xistra desta vez até esteve bem! O que me leva a pensar o seguinte: eles já começam a estar convencidos da nossa força e de que mais cedo ou mais tarde as coisas vão mudar no futebol português, mas enquanto não acontece vão tramando a malta dos prognósticos! se lhe custava alguma coisa ter anulado aquele golo do Adrien, em claro fora-de-jogo...»

 

Filipe Arede Nunes: «Viram aquele golo do nosso William Carvalho? Foi com um misto de tristeza e alegria que o festejei. A verdade é que sinto que Carvalho nos foge mais um pouco a cada jogada coroada de brilhantismo. E as duas assistências de Slimani? Aqueles que tendem a desvalorizar um jogador apenas porque não é um prodígio da técnica terão ficado bem aborrecidos, em especial com o toque de calcanhar para o golo de Carvalho!»

 

Luciano Amaral: «Habituados a achincalhar o Sporting nos últimos anos, benfas e tripas não sabem muito bem o que fazer com a sua carreira este ano. O resultado é terem começado a desenvolver uma série de conversas da treta com várias funções: disfarçar o incómodo, desvalorizar, criar dúvida.»

 

Tiago Cabral: «Parece que por fim é desta. O mais caro e um dos piores jogadores que passou pelo nosso Sporting foi despachado. Ainda encaixámos quatro milhões de euros e acima de tudo desaparecem da folha salarial uns valentes milhões. A casa vai-se arrumando e não são precisos cheques e vassouras.»

 

Eu: «Voltámos a ganhar. Num estádio onde há um ano perdemos. E voltámos a ganhar entrando em campo com seis jogadores da nossa formação: Rui Patrício, Cédric Soares, William Carvalho, Adrien Silva, André Martins e Carlos Mané. Confirmando que o Sporting é o quarto clube europeu a apostar mais decisivamente nos valores da sua academia: só Ajax, Partizan e Barcelona estão à nossa frente nesta temporada oficial. Mostrando que também nisto continuamos a ser diferentes. E nos orgulhamos disto.»

Nós, há dez anos

 

Filipe Arede Nunes: «Sou um fã deste nosso presidente e creio que Bruno Carvalho representa a essência do sportinguismo. Até ver, o trabalho que tem desenvolvido parece colocar o Sporting no caminho que todos pretendemos. No entanto não gostei nada que o Sporting tivesse passado o vídeo acima no último jogo em Alvalade. Temos de ter cuidado com os vedetismos e com o excesso de protagonismo. Que as claques, os adeptos anónimos, os comentadores televisivos ou em blogues enalteçam as qualidades do nosso Presidente eu compreendo, que o clube fomente um certo culto ao líder não posso concordar.»

 

Eu: «É o primeiro reforço do Sporting 2014/15 já anunciado: João Mário regressa a Alvalade, depois destes meses em que jogou (e muito bem) no Vitória de Setúbal, às ordens de José Couceiro. Excelente notícia para todos quanto admiramos o trabalho deste jovem de 21 anos, um dos muitos valores formados nesse viveiro de talentos que é a academia leonina.»

Nós, há dez anos

 

Eu: «Com esta vitória, garantimos matematicamente o terceiro lugar no campeonato: a pré-eliminatória para a Champions está garantida a partir de agora. Mas todos queremos mais que isto. Queremos, pelo menos, a consolidação do segundo posto. Que permite o acesso directo à Liga milionária.»

Nós, há dez anos

 

Luciano Amaral: «O sistema está mesmo em convulsão: Liga de Clubes fecha para evitar um "golpe de Estado". Acho que estamos aqui para assistir a coisas bem bonitas nos tempos mais próximos.»

 

Eu: «[Há um ano] a especulação instalava-se entre sócios e adeptos: que jogadores viriam a ser dispensados pela nova direcção do Sporting? À cabeça, figuravam três nomes: Elias, Pranjic e Gelson Fernandes. Interessava, de facto, preparar a época seguinte. Porque a de 2012/13 era definitivamente para esquecer. Ou para lembrar, num certo sentido.»

Nós, há dez anos

 

João Paulo Palha: «Há uns dias, em conversa de amigos acerca do novo equipamento alternativo da selecção nacional de futebol, azul e branco, e sobre alucinadas especulações, já derramadas em letra de imprensa, sobre a sua ligação com a actual e a anterior bandeiras de Portugal, lembrei-me de uma história que me foi contada por um antigo membro do governo, profundo conhecedor dos meandros políticos e institucionais europeus e, já agora, sportinguista devoto e sofredor.»

 

Tiago Loureiro: «Há quem não acerte uma... e Jorge Jesus é um caso paradigmático. De cada vez que abre a boca, o treinador do benfica brinda-nos com algumas das maiores pérolas que uma punhalada bem dada em qualquer tipo de lógica nos pode oferecer. Desta vez, a melhor forma que o treinador do benfica encontrou para provar que, na época em curso, a sua equipa é melhor que o Sporting - tentando assim contrariar as afirmações do nosso presidente - foi lembrar que o seu clube está na disputa das competições europeias enquanto outros se limitam a ver as competições europeias pela televisão.»

Nós, há dez anos

 

Edmundo Gonçalves: «Bom, a juntar a isto e a uma Xistrada na terra dos pexixés, só o jogo com o Arouca em Aveiro. Vai aqui uma procissão linda, esta do futebol português...»

 

Luciano Amaral: «Hmm... Será que isto só serve para preparar o terreno para uma grande cacetada ao Sporting no famoso caso da "coacção"? Aguardemos.»

 

Eu: «O Sporting Clube de Portugal é um clube diferente, que não se confunde com nenhum outro. Por dois motivos fundamentais. Em primeiro lugar, pelo seu enorme ecletismo, que o leva a ser o segundo clube do mundo com mais títulos no conjunto de todas as modalidades. Em segundo lugar, pela excelência da sua academia, que o leva a ser o terceiro clube do mundo a formar mais futebolistas galardoados com a Bola de Ouro. Isto incomoda muito os nossos rivais, mas estamos perante factos indesmentíveis. Que, se o desportivismo entre nós não estivesse tão subjugado pela clubite aguda, todos deviam considerar património comum do desporto português. E, portanto, algo digno de aplauso por parte dos adeptos de todas as cores.»

Nós, há dez anos

 

José da Xã: «Avó de um antigo jogador do Sporting de nome Poejo, actual treinador adjunto dos sub-15, esta idosa tem mais garra que o Quaresma atrás de um jogador do Nacional. Sabe sempre bem encontrarmos sportinguistas deste calibre. Uma incrível força da natureza. Da boca dela ouvi dizer: o Sporting é a minha segunda casa. Isto é um verdadeiro exemplo de sportinguismo!»

{ Blogue fundado em 2012. }

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