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És a nossa Fé!

Balanço (29)

Golos marcados pelos jogadores do Sporting na época 2023/2024:

 

Gyökeres: 43

(Vizela, Vizela, Moreirense, Sturm Graz, Farense, Farense, Atalanta, Arouca, Farense, Farense, Farense, Benfica, Dumiense, Gil Vicente, Gil Vicente, Sturm Graz, FC Porto, Portimonense, Tondela, Tondela, Vizela, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, União de Leiria, União de Leiria, Braga, Young Boys, Young Boys, Rio Ave, Benfica, Farense, Arouca, Boavista, Boavista, Boavista. V. Guimarães, V. Guimarães, FC Porto, FC Porto, Portimonense, Chaves, Chaves)

Paulinho: 21

(Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Famalicão, Rio Ave, Estrela da Amadora, Dumiense, Dumiense, Dumiense, Tondela, Portimonense, Chaves, Vizela, Atalanta, Boavista, Boavista, Estrela da Amadora, Benfica, Portimonense, Estoril, Chaves)

Pedro Gonçalves: 18

(Braga, Farense, Boavista, Raków, Raków, FC Porto, Estoril, Tondela, Tondela, Chaves, Casa Pia, União de Leiria, Moreirense, Benfica, Farense, Atalanta, Famalicão, V. Guimarães)

Trincão: 10

(Dumiense, Estoril, Chaves, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Braga, Gil Vicente, Gil Vicente, Portimonense)

Nuno Santos: 7

(Farense, Dumiense, Casa Pia, V. Guimarães, Braga, Boavista, Estrela da Amadora)

Edwards: 6

(Rio Ave, Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Atalanta, Estoril, Estoril)

Coates: 6

(Raków, Dumiense, Vizela, Casa Pia, Casa Pia, Rio Ave)

Geny: 6

Olivais e Moscavide, Boavista, Casa Pia, Arouca, Benfica, Benfica)

Daniel Bragança: 5

(Olivais e Moscavide, Estrela da Amadora, Tondela, Braga, Farense)

Gonçalo Inácio: 4

(V. Guimarães, Sturm Graz, Sturm Graz, Young Boys)

Morten: 4

(Moreirense, Rio Ave, Arouca, Benfica)

Diomande: 3

(Moreirense, Sturm Graz, Gil Vicente)

Morita: 2

(Arouca, Moreirense)

Neto: 1

(Dumiense)

Eduardo Quaresma: 1

(Braga)

St. Juste: 1

(FC Porto)

Pedro Tiba: 1

(médio do Gil Vicente, autogolo)

Pedro Álvaro: 1

(defesa do Estoril, autogolo)

Amenda: 1

(central do Young Boys, autogolo)

Andrew: 1

(guarda-redes do Gil Vicente, autogolo)

 

Na época 2014/15, os melhores marcadores foram Slimani, Montero e Adrien.

Na época 2015/16, os melhores marcadores foram Slimani, Teo Gutiérrez, Adrien e Bryan Ruiz.

Na época 2016/17, os melhores marcadores foram Bas Dost, Alan Ruiz e Gelson Martins.

Na época 2017/18, os melhores marcadores foram Bas Dost, Bruno Fernandes e Gelson Martins.

Na época 2018/19, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Bas Dost e Luiz Phellype.

Na época 2019/20, os melhores marcadores foram Bruno Fernandes, Luiz Phellype e Vietto.

Na época 2020/21, os melhores marcadores foram Pedro Gonçalves, Jovane e Nuno Santos.

Na época 2021/22, os melhores marcadores foram Sarabia, Pedro Gonçalves e Paulinho.

Na época 2022/23, os melhores marcadores foram Pedro Gonçalves, Paulinho e Trincão.

Balanço (23)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GYÖKERES:

 

- CAL: «Entrou a mostrar ao que vem e até já começou a explorar a bonita costa portuguesa.» (24 de Agosto)

- Francisco Chaveiro Reis: «É um verdadeiro número 9 e a minha aposta para melhor marcador do campeonato. E é nele que os defesas se vão focar, deixando Paulinho num confortável segundo plano.» (24 de Agosto)

- José Navarro de Andrade: «Acossado por dois defesas em três passadas Gyökeres já corre sozinho para a baliza. O estádio levanta-se a celebrar antecipadamente o golo, porque com ele o óbvio acontece sempre.» (5 de Dezembro)

- Eu: «Em cinco meses, entrou por mérito próprio na galeria suprema de pontas-de-lança que envergaram as nossas cores.» (27 de Dezembro)

- Marta Spínola: «Quem vai ao futebol sabe que há sempre momentos destes, levantamo-nos devagar, fila após fila, antecipando um golo ou pelo menos um remate, o golo logo se vê. Mas com Gyökeres tem sido diferente, o entusiasmo é grande, a confiança maior ainda, é muito bonita de ver esta "ola de cabeças", como dizia um amigo.» (7 de Janeiro)

- João Távora: «Aparentando uma escultura clássica, sem ostentar no corpo tatuagens ou outros artifícios, transmite sobriedade, a contrariar a imagem de decadência do europeu médio. Como um atleta chegado do Olimpo.» (2 de Fevereiro)

- Edmundo Gonçalves: «Teve dois polícias e meio em cima e mesmo assim ainda marcou.» (11 de Fevereiro)

Luís Lisboa: «É o "abono de família" da equipa.» (5 de Abril)

A voz do leitor

«Será o campeonato de Gyökeres, como outros já foram de Yazalde ou de Jardel. Mas há um enorme mérito do Sporting em descobri-lo na 2.ª liga inglesa, já com 25 anos e sem ter qualquer registo significativo em clubes ou campeonatos maiores. E um mérito ainda maior de Rúben Amorim em saber aproveitar as suas características. Uma autêntica sinergia em que ele e a nossa equipa ficaram mais fortes.»

 

Luís Ferreira, neste meu texto

Ordem de Mérito

A época 2023/2024 teve o seu fim no Jamor. Foram 54 jogos (40V, 8E, 6D) nas diferentes competições, e os rankings com base nas classificações dos três jornais desportivos são os seguintes.

Então temos:

1. Pontuação total:

Pos         Jogador                NumJogos         Pts

Gyokeres 49 854
Hjulmand 48 763
Pedro Gonçalves 48 759
Nuno Santos 49 733
Gonçalo Inácio 48 706
Trincão 47 680
Paulinho 46 650
Coates 43 641
Edwards 44 613
10  Matheus Reis 46 603
11  Esgaio 46 591
12  Catamo 40 575
13  Morita 39 572
14  Daniel Bragança 45 565
15  Diomande 37 527
16  Adan 28 390
17  Quaresma 29 384
18  Israel 24 345
19  St.juste 19 256
20  Neto 14 136
21  Dário Essugo 10 103
22  Fresneda 10 81
23  Koindredi 6 47
24  Diogo Pinto 2 27
25  Afonso Moreira 3 25
26  Pontelo 2 13
27  Mateus Fernandes 1 12
28  Nel 1 6
29  Francisco Silva 1 6
30  Tiago Ferreira 1 6
31  Menino 1 1

 

2. Desempenho médio:

Pos         Jogador                NumJogos         Méd.Pts

Gyokeres 49 17.4
Hjulmand 48 15.9
Pedro Gonçalves 48 15.8
Nuno Santos 49 15.0
Coates 43 14.9
Gonçalo Inácio 48 14.7
Morita 39 14.7
Trincão 47 14.5
Catamo 40 14.4
10  Israel 24 14.4
11  Diomande 37 14.2
12  Paulinho 46 14.1
13  Edwards 44 13.9
14  Adan 28 13.9
15  Diogo Pinto 2 13.5
16  St.juste 19 13.5
17  Quaresma 29 13.2
18  Matheus Reis 46 13.1
19  Esgaio 46 12.8
20  Daniel Bragança 45 12.6
21  Mateus Fernandes 1 12.0
22  Dário Essugo 10 10.3
23  Neto 14 9.7
24  Afonso Moreira 3 8.3
25  Fresneda 10 8.1
26  Koindredi 6 7.8
27  Pontelo 2 6.5
28  Nel 1 6.0
29  Francisco Silva 1 6.0
30  Tiago Ferreira 1 6.0
31  Menino 1 1.0

 

3. Melhores em campo:

Jog                                            NumVezes

Gyokeres   20
Trincão   9
Hjulmand   7
Pedro Gonçalves   7
Paulinho   7
Edwards   6
Coates   6
Catamo   3
Bragança   2
Nuno Santos   2
Morita   2
Quaresma   2
13  Israel   1
13  Inácio   1
13  Diomande   1

 

4. Valores de mercado em M€ (TM):

 

Viktor Gyökeres 55.0
Gonçalo Inácio 40.0
Ousmane Diomande 40.0
Pedro Gonçalves 30.0
Morten Hjulmand 30.0
Marcus Edwards 25.0
Trincão 14.0
Hidemasa Morita 13.0
Nuno Santos 12.0
Iván Fresneda 11.0
Jerry St. Juste 8.0
Matheus Reis 8.0
Geny Catamo 8.0
Eduardo Quaresma 7.0
Paulinho 6.5
Daniel Bragança 5.0
Sebastián Coates  4.0
Ricardo Esgaio 3.5
Koba Koindredi 3.0
Franco Israel 2.5
Antonio Adán  0.8
Rafael Pontelo 0.7
João Muniz 0.5
Luís Neto 0.3

 

O que dizer destes números?

1. Gyökeres, Hjulmand e Pedro Gonçalves foram de longe os melhores esta época. Trincão teve uma grande segunda metade, acaba sendo o segundo melhor nos "melhores em campo".

2. No essencial foram 2 guarda-redes e 17 jogadores de campo a fazer a época. Utilizados foram 31, alguns apenas como prémio de participação nos treinos.

3. Acima dos 20M€ de valor de mercado, segundo o TM, temos seis jogadores. Não me recordo de algo assim no passado. 

SL

Festa verde: campeões como há três anos

Sporting, 3 - Chaves, 0

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Noite inesquecível em Alvalade, sábado passado: desta vez não houve limites à celebração

Foto: António Pedro Santos / Lusa

 

Fomos campeões, sim. Mas já não havia novidade nisto: o título estava garantido há duas semanas. Repetimos a proeza de há três anos, desta vez com maior brilhantismo. E uma diferença fundamental: com público no estádio, o que não aconteceu em 2021 devido às severas medidas sanitárias que vigoravam durante a pandemia, de tão má memória.

Este Sporting-Chaves da 34.ª e última jornada do campeonato era, portanto, um jogo para cumprir calendário. Mas também para servir de novo pretexto para acrescidos festejos, desta vez no José Alvalade. E ainda para reforçarmos outras estatísticas desta época tão bem-sucedida - a melhor deste século, a melhor do último meio século. 

Terminámos pela primeira vez o campeonato com 90 pontos - segunda melhor marca absoluta de sempre no futebol português, quatro pontos acima do nosso anterior recorde, fixado em 2016, com os 86 conquistados na primeira época de Jorge Jesus.

Chegámos ao fim com 96 golos marcados, tantos como os da gloriosa época 1973/1974, a do Título da Liberdade, faz agora 50 anos. Terceira melhor na história da nossa participação na principal prova de futebol a nível nacional, superada apenas pelos 123 golos de 1946/1947 e pelos 100 de 1948/1949, ambas alcançadas em plena era dos Cinco Violinos. 

E nunca antes tínhamos chegado ao fim com tanta diferença em relação aos nossos dois rivais históricos: mais 28 pontos que eles. Feitas as contas finais, temos mais 18 do que os portistas e mais dez do que os encarnados. Números que dizem tudo sobre a inequívoca superioridade leonina, sem concorrência possível em 2023/2024.

Outras marcas justificam registo. Pela primeira vez numa competição em 34 rondas, vencemos todos os jogos disputados em casa. Triunfámos em 29 das 34 partidas - outro máximo superado. Marcamos há 42 jornadas consecutivas - contabilidade iniciada ainda na época 2020/2023. E Rúben é o primeiro técnico leonino a sagrar-se campeão duas vezes com as nossas cores.

Outro registo: nunca a Liga teve oito campeões em oito anos. Alternância inédita, o que muito valoriza a competição. E o próprio futebol português.

 

O sinal mais foi dado, nesta recepção ao Chaves, logo ao minuto 4, quando Gonçalo Inácio, após cobrança de livre lateral por Pedro Gonçalves, cabeceou ao poste. Foi desafio quase de sentido único durante a primeira parte. Com o nulo inicial a ser desbloqueado quando Morita, em acção ofensiva dentro da área, levou um central adversário a desviar com o braço. Penálti. Convertido aos 23' pelo suspeito do costume: Viktor Gyökeres. Que só queria marcar o golo seguinte, percebia-se bem.

E assim fez. Aos 37', em rotação após receber a bola, libertando-se de qualquer marcação no termo de excelente lance colectivo do Sporting - o melhor do encontro, com participações de Trincão, Pedro Gonçalves e Esgaio. Não havia hipótese: o craque sueco perseguia a meta dos 30 golos no campeonato. Não lhe bastava o troféu como goleador supremo da competição: tinha também em vista aquele número redondo. Que não chegou a alcançar, mas andou lá muito perto. Conseguiu 29.

 

Ao intervalo, 2-0. No segundo tempo houve menos intensidade, notando-se já o desejo dos jogadores de abrandarem a velocidade. Com excepção de Gyökeres, que nunca tirou o pé do acelerador. A tal ponto que no fim foi protestar junto do árbitro por ter concedido apenas dois minutos de tempo extra. Melhor em campo? Ele, claro.

Neste período, houve um lance de magia absoluta, digno de ser visto e revisto. Aconteceu ao minuto 55, quando o incansável Nuno Santos correu para impedir a bola de ultrapassar a linha de fundo na meia-esquerda. Conseguiu dominá-la e logo a tocou para Paulinho, que num fantástico pontapé de vólei a meteu lá dentro, sem a menor hipótese para o guarda-redes Gonçalo Pinto, por sinal formado na Academia de Alcochete. 

O estádio aplaudiu, em ondas de alegria e emoção, com milhares de gargantas entoando o nome de Paulinho. Que chegou ao fim com 15 golos - quarto melhor artilheiro da Liga. Cumprindo assim a sua melhor época de sempre, orgulhosamente de leão ao peito.

 

Vencemos, convencemos. Faltava receber o troféu correspondente a esta nova conquista. Terceiro campeonato do Sporting no século XXI, Rúben Amorim conduziu a equipa em duas destas três épocas vitoriosas. Desde a década de 50 que não havia um treinador tão associado a triunfos no Sporting.

No estádio cheio, transbordando de entusiasmo, prestou-se justa homenagem a dois bicampeões que se preparam para deixar Alvalade: Adán e Luís Neto. Ambos capitães. O Clube deve-lhes muito.

Foi um sábado tingido de verde, este de há três dias. 

Foi bonita a festa. Ninguém queria arredar pé. Cheio de cenas memoráveis, com a do filho mais velho de Neto com lágrimas nos olhos. Como se quisesse que o pai ali permanecesse para sempre. Herói perpétuo da nação leonina.

 

Breve análise dos jogadores:

Diogo Pinto - Invicto no segundo jogo a titular. Agarrou pela primeira vez a bola aos 43'. Saiu aos 82' sem ter feito uma defesa digna desse nome.

Neto - Titular como capitão: mereceu a homenagem. Quase marcou de cabeça aos 33'. É ele a iniciar o terceiro golo, num passe longo. Ovacionado ao sair (58').

Coates - VAR descobriu uma falta que terá feito aos 45'+1 invalidando golo de Gyökeres. Despediu-se da Liga em boa forma: venceu todos os duelos aéreos.

Gonçalo Inácio - Esteve a centímetros de marcar logo aos 4', quando encaminhou de cabeça a bola contra o ferro. Pena: merecia aquele golo.

Esgaio - É dele a assistência para o segundo golo. Grande centro aos 45'+1: Pedro Gonçalves devia ter marcado. Saiu aos 73'.

Morten - Regressou ao onze em forma: excelentes recuperações aos 14' e 30'. Falta sobre ele (45'+6) deixou Chaves reduzido a dez.

Morita - Com o seu talento para se movimentar entre linhas, sacou penálti (20'). Grande passe para Trincão (41'). Saiu aos 73'.

Nuno Santos - Lançou Morita no lance do penálti. Assistiu no terceiro golo e quase repetiu a dose aos 81'. Termina Liga com 10 assistências.

Trincão - Soberbo lance individual (14'). Passe para quase-golo de Neto (33'). Inicia o segundo golo. Remate em arco, ligeiramente ao lado (41').

Pedro Gonçalves - Cruzou para Gonçalo (4'). Interveio no segundo golo, com pré-assistência. Falhou emenda aos 45'+1. Atirou à trave (83'). Rei das assistências na Liga (12).

Gyökeres - Mais dois golos. E outro, aos 45+1, invalidado. Quase outro, aos 60'. Total na Liga: 92. Desde Bas Dost (34 em 2018) ninguém no SCP marcava tanto.

Paulinho - Substituiu Morten na segunda parte. Golaço aos 55'. Ofereceu golo a Gyökeres aos 60'. Três jogos seguidos a facturar.

St. Juste - Entrou para o lugar de Neto aos 58'. Notável na precisão dos passes.

Daniel Bragança - Substituiu Morita aos 73', mantendo a solidez do nosso meio-campo.

Edwards - Rendeu Esgaio aos 73'. Tentou alguma coisa, conseguiu muito pouco. Apagadíssimo.

Francisco Silva - Substituiu Diogo Pinto aos 82'. Dez minutos em estreia na equipa A para se sagrar também campeão nacional de futebol.

Pódio: Gyökeres, Paulinho, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Chaves pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 18

Paulinho: 18

Nuno Santos: 17

Trincão: 17

Neto: 16

Pedro Gonçalves: 16

Esgaio: 15

Morita: 15

Gonçalo Inácio: 15

St. Juste: 14

Coates: 14

Morten: 13

Diogo Pinto: 13

Daniel Bragança: 11

Edwards: 11

Francisco Silva: 6

 

O Record e O Jogo elegeram Gyökeres como melhor em campo. A Bola optou por Neto.

Rescaldo do jogo de ontem

«Orgulho». Tudo está bem quando acaba bem

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Gostei

 

Do apogeu da festa do título em Alvalade. Triunfo concludente sobre o Chaves, por 3-0, confirmando um campeonato vitorioso - o mais verde campeonato deste século. Estádio cheio (48.628 espectadores), adeptos vibrantes, famílias efusivas, benfiquistas e portistas rendidos ao nosso mérito, hienas e chacais em fúria. Tudo está bem quando acaba bem.

 

De Gyökeres. Terminou o jogo com energia transbordante, como se estivesse a iniciá-lo naquele momento. E nem parecia cem por cento satisfeito: "apenas" marcou dois golos - outro bis na Liga 2023/2024. Queria mais um, quer sempre marcar mais um. É a imagem de marca deste Sporting campeão. Um verdadeiro craque. Goleador da Liga, rei dos artilheiros, um dos melhores avançados que passaram desde sempre por Alvalade. Meteu-a 29 vezes no fundo da baliza só em desafios do campeonato. Na tarde de ontem, o primeiro foi de penálti, aos 23'. O segundo, aos 37' - recebendo, rodando e fuzilando. Melhor em campo, claro. Melhor de toda a prova. Melhor de toda a época.

 

De Paulinho. Confirmou o triunfo com um espectacular golo convertido aos 55', fazendo levantar o estádio. Assim culminou a sua melhor época de sempre: 15 marcados, só no campeonato. Mesmo não tendo sido titular em vários jogos, como desta vez voltou a acontecer - só fez a segunda parte. E ainda ofereceu golo a Gyökeres, aos 60': a bola só não entrou devido a enorme defesa do guarda-redes da turma flaviense. Quarto artilheiro da Liga 2023/2024 com pontaria mais afinada.

 

De Nuno Santos. Voltou a ser elemento decisivo, reforçando o estatuto de titular absoluto neste Sporting campeão. Assistência magistral para o golo de Paulinho após corrida bem sucedida para evitar que a bola saísse pela linha de fundo. É ele também quem isola Morita, aos 20', num lance de que resultaria o penálti desbloqueador do empate a zero.

 

De toda a jogada do nosso segundo golo. Façam o favor de revê-la: é um exemplo vivo da arte de jogar futebol. Trincão conduz a bola dominada na meia direita, serpenteando pela defesa adversária sem dar hipótese de intercepção, com toque de génio. Liberta-a para Pedro Gonçalves, que já na área toca para Esgaio e este dá ordem à gorduchinha para chegar aos pés de Gyökeres. O sueco dispara à meia volta, trocando os olhos e os rins ao central Ygor Nogueira, que tentava bloqueá-lo. Um espectáculo.

 

De Trincão. Começou o campeonato apagado, termina em grande: foi um elemento decisivo da nossa brilhante segunda volta. Tornou-se imprescindível: é um dos criativos do plantel leonino, tem-se valorizado de jogo para jogo. Ontem fez quase tudo bem, só lhe faltou marcar. Mas esteve perto disso com um remate em arco aos 41' que levou a bola a passar muito perto do poste.

 

Da estreia de Francisco Silva. O jovem guarda-redes da nossa formação, com apenas 18 anos, saltou do banco e substituiu Diogo Pinto, quase tão jovem como ele. Aconteceu aos 82': estreia absoluta pela equipa principal para ganhar direito, também ele, à faixa de campeão. Tal como 28 dos seus colegas. Parabéns.

 

De Rúben Amorim. Merece todos os elogios. Por ter transformado esta equipa do Sporting numa «peça de joalharia», como justamente lhe chama o Expresso. Melhor treinador leonino desde a década de 50. 

 

De ver o Sporting marcar há 42 jogos consecutivos. Sem falhar um, para desafios do campeonato, desde a Liga anterior. Números impressionantes, próprios de um campeão em toda a linha.

 

Das 17 vitórias em casa, fazendo o pleno. Cem por cento vitoriosos nos jogos disputados em Alvalade nesta temporada para o campeonato. Nunca nos tinha acontecido com 34 jornadas na prova máxima do futebol português. E há 20 anos que não sucedia a nenhuma equipa, desde a marca alcançada por José Mourinho, em 2004, no FC Porto. Registo perfeito.

 

Do guarda-redes da turma visitante. Apesar dos golos sofridos (sem ter culpa em nenhum), grande exibição de Gonçalo Pinto, em estreia na baliza flaviense. Negou golos a Neto (33') e Gyökeres (60'). Vale a pena assinalar o facto, até porque se trata de um jovem formado na Academia de Alcochete. Mais um.

 

De termos disputado 21 jogos consecutivos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. A contabilizar já para a próxima época.

 

De termos marcado 140 golos em 2023/2024. Destes, 96 foram na Liga - a nossa melhor marca goleadora do último meio século, igualando a de 1973/1974. Agora só falta a final da Taça.

 

Dos 90 pontos amealhados na prova. Melhor pontuação de sempre no Sporting em toda a história do campeonato nacional de futebol. Superando por quatro golos a anterior marca, estabelecida há oito anos, quando a equipa era treinada por Jorge Jesus. Percentagem de aproveitamento: 88,2%. A nossa maior em décadas - e terceira melhor do futebol português neste século.

 

Da comovente homenagem final a Neto e Adán. Despediram-se do Sporting sob uma prolongada e calorosa ovação dos adeptos. Tornando ainda mais bonita a festa da entrega da taça correspondente à conquista do campeonato. Bicampeões, um e outro. Teremos saudades deles. 

 

Da onda verde. «Orgulho»: lia-se em frase inscrita numa tarja exibida no estádio. Eis como uma palavra basta para resumir toda a nossa época.

 

 

Não gostei

 

Daquela bola ao poste. Logo aos 4', cabeceada por Gonçalo Inácio, após conversão de livre lateral. Esteve a centímetros de entrar.

 

De termos demorado 23 minutos a marcar. Todos ansiávamos por um golo ainda mais cedo.

 

Do 2-0 ao intervalo. Sabia a pouco.

O dia seguinte

Impossível falar deste último jogo da Liga sem mencionar as despedidas de Neto e de Adán, os minutos dados a Francisco Silva - que seria o quinto guarda-redes no princípio da época - para ser campeão e o lugar de honra atribuído ao capitão Coates na entrega das medalhas. É assim que se constrói um Sporting campeão, não é com um presidente aos saltos a concentrar nele todo o protagonismo.

O jogo foi o possível pela medíocre arbitragem que conseguia ver tudo ao contrário e pela falta de desportivismo da equipa do Chaves. A cair tanto assim no relvado não admira que tenham caído para a 2.ª Liga.

Interessava ganhar e não sofrer golos e isso aconteceu. O 3-0 foi escasso para as oportunidades de golo que aconteceram, interessava treinar para o Jamor e Morita, Pote e Gyökeres aproveitaram muito bem, o ponto fraco esteve nos alas a defender. Melhor em campo? Gyökeres de volta à boa forma.

Arbitragem? Medíocre como é de costume com este apitadeiro, obrigando a excesso de zelo do Costa amigo e vizinho, furando o protocolo no lance do penálti anulado, no lance do golo anulado ficou próximo. E depois roubou uns 5 minutos ao jogo no final pondo o sueco num estado de nervos compreensível. 

E agora? Ganhar no Jamor, fazendo votos de que o inevitável Pinheiro não faça o que o Soares Dias fez na Luz ou o algarvio fez hoje em Braga. Inclinar assim o campo é fácil, nem o VAR se pode meter no assunto. 

SL

A Turma dos Idiotas

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A estupidez de certas pessoas não tem limites. Incluindo, infelizmente, a de alguns supostos adeptos do Sporting.

Vem isto a propósito do que aqui se escreveu em Junho e Julho do ano passado, quando foi anunciada a contratação de Viktor Gyökeres para integrar o plantel leonino.

Ficam umas amostras:

 

«Honestamente preferia que este sueco não viesse. Pagar 20 milhões e alimentar esta economia do futebol é imoral.»
https://sporting.blogs.sapo.pt/viktor-einar-gyokeres-8928575?thread=102922559#t10292255

«Vamos ver se este não é um novo Paulinho... (o preço é semelhante) Entretanto o Fran Navarro foi comprado por pouco mais de um terço do preço...»
https://sporting.blogs.sapo.pt/o-sueco-chegou-8891332?thread=102599876#t102599876

«Se o sueco da 2.ª divisão inglesa nos vai custar 20 + 4 kilos, isto porque somos um clube rico e abastado, os gajos lá de cima andam tesos, mas vão à Champions, só vão pagar 6 kilos pelo espanhol Navarro.»
https://sporting.blogs.sapo.pt/o-sueco-chegou-8891332?thread=102600644#t102600644

«Como é possivel ainda se bater palminhas, quando a equipa não tem laterais, trinco, motor no meio-campo, ponta de lança com golo, para além de um banco medíocre?»
https://sporting.blogs.sapo.pt/sai-o-manuel-entra-o-vicktor-8823172?thread=101961348#t10196134

«Sobre a comparação Gyökeres/Navarro:
1 Gyokeres fez 21 golos na Championship em 49 jogos, custou-nos 20 milhões.
2 Navarro fez 17 golos na Liga portuguesa (a 6ª melhor da Europa), em 34 jogos, e custou-lhes 6 milhões.»
https://sporting.blogs.sapo.pt/o-dia-seguinte-8929540?thread=102953732#t102953732

«Para o ano jogamos para não descer.»
https://sporting.blogs.sapo.pt/sai-o-manuel-entra-o-vicktor-8823172?thread=101967748#t101967748

 

Estes chalupas puseram-se logo aos gritos contra o craque sueco. Alguns preferiam ver no lugar dele um tal Navarro, contratado pelo FCP.

Qual foi o desempenho desse Navarro no Porto? Participou em seis jogos, esteve em campo só 169 minutos e nem chegou a marcar um golo. Sérgio Conceição não contava com ele, por isso o avançado espanhol foi despachado em Dezembro para o Olympiacos. Valeu 250 mil euros aos cofres portistas - quantia anedótica.

 

Chamo-lhes, obviamente, a Turma dos Idiotas.

Não merecem outro nome.

A importância de acertar à primeira

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As primeiras impressões contam muito. No futebol também.

Revisito as notas que aqui publiquei no rescaldo do Sporting-Vizela, jogo de abertura da Liga 2023/2024 que marcou a estreia de Viktor Gyökeres de leão ao peito, e confirmo, sublinhando-as, todas as palavras que então escrevi:

«Sim, é reforço. E que reforço! Não estavam esgotados os 14 minutos iniciais da partida inaugural do campeonato para o potente avançado sueco demonstrar ao que veio. Tem faro de baliza, quer muito marcar. Bisou, com 82 segundos de intervalo. No primeiro, a centro de Matheus Reis, tira dois defesas da frente com uma simulação de corpo e fuzila cruzado, de pé esquerdo. O segundo, aos 15', é todo inventado por ele, começando numa recuperação de bola que também protagonizou. Ainda tentou um terceiro, de cabeça, após canto, aos 27'. E tem intervenção decisiva no disparo do triunfo, com uma assistência - também de cabeça. Exibição brilhante, de longe o melhor em campo. Não podia ter começado melhor.»

Nada mais gratificante do que isto. Quando se acerta à primeira. Como Frederico Varandas, Hugo Viana e Rúben Amorim acertaram na contratação do craque sueco.

 

ADENDA: Nas habituais trocas de argumentos na caixa de comentários, retenho estas linhas algo premonitórias que então escrevi sobre Afonso Moreira: «Entrou em campo como sub-Trincão, perdendo-se em fintas, sendo facilmente desarmado, imaginando que o corredor só serve para subir e não para descer. Espero que o treinador lhe dê nova oportunidade. Mas as oportunidades devem sempre ser agarradas à primeira. Porque pode não haver segunda.» E não houve mesmo.

Sousa Cintra: «Yazalde era grande jogador, mas Gyökeres é melhor»

Mais uma parvoíce de Sousa Cintra, dita anteontem. O homem que conseguiu despedir em pleno avião a melhor equipa técnica de sempre do Sporting (Bobby Robson, Roger Spry, José Mourinho e o nosso grande Manuel Fernandes) para ir contratar o baladado Prof. Carlos Queiroz.

Só quem não viu ao vivo um e outro e que não entenda a dificuldade de comparar jogadores de épocas bem diferentes é que pode dizer tal coisa. E, já agora, também é melhor que o Peyroteo? 

O "Chirola" Yazalde jogava de meias em baixo em pelados e relvados no meio de defesas que batiam sem dó nem piedade, e bola que lhe chegasse aos pés ou à cabeça era golo. Metia a cabeça onde os defesas metiam os pés em "saltos de peixe" incríveis. Depois disso tudo era o "homem bom" e o "abono de família" do balneário. Um ídolo dos Sportinguistas naqueles primeiros anos da década de 70, "bota de ouro" em 1974. 

Para que Gyökeres chegue perto de Yazalde no mundo Sportinguista terá de ficar umas épocas mais, marcar muitos golos mais e... arranjar uma noiva portuguesa tão bonita e cativante como a "Carminzé", ainda hoje a Carmen Yazalde.

Para já, o Gyökeres é o Gyökeres e o Yazalde é o enorme e saudoso Yazalde. Um daqueles que merecem uma estátua em Alvalade.

SL

Começámos mal, terminámos muito bem

FC Porto, 2 - Sporting, 2

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Gyökeres novamente o melhor em campo e o herói do clássico: 26 golos já marcados nesta Liga

Foto: Filipe Amorim / Observador

 

Ponto a ponto, mantemos a rota que nos levará à conquista do campeonato. Desta vez trouxemos um do Dragão, num clássico que confirmou a nossa superioridade nesta temporada nos embates com a equipa azul-e-branca, derrotada (0-2) em Alvalade e agora também incapaz de nos vencer. O melhor que conseguiu foi o empate (2-2) alcançado na noite de anteontem, com 2-0 ao intervalo e uma espectacular remontada leonina com dois golos em menos de dois minutos (87' e 88').

Pena a expulsão de Edwards, ao minuto 90: a nossa pressão ofensiva era de tal ordem, e o desnorte da defesa portista era tão evidente, que ainda seria possível um terceiro golo verde-e-branco para acabar por gelar as bancadas do estádio, onde havia 45.230 pessoas.

 

E o jogo até começou bem para eles. Um disparate cometido por Israel, numa entrega muito deficiente da bola com os pés, colocando-a ao dispor de Francisco Conceição, permitiu à turma anfitriã abrir o marcador logo aos 7'. Numa rápida tabelinha entre Pepê e Evanilson, com este a colocá-la no fundo das nossas redes.

Havia um problema com o nosso onze titular. Rúben Amorim fez uma experiência que não resultou. Compôs uma linha defensiva com Diomande (central à esquerda), Coates e St. Juste. Remeteu Gonçalo Inácio para a ala esquerda, com a missão de patrulhar o corredor. Missão infrutífera, desde logo por ser inédita e este clássico não propiciar experiências. Francisco Conceição fez o que quis ali, superando sem dificuldade o central transformado em lateral. Com Matheus Reis lesionado e Nuno Santos no banco.

Para agravar a situação, Diomande parecia visivelmente desconfortável por actuar na meia esquerda, longe da sua posição natural - ele que não é canhoto. E St. Juste também estava longe dos seus dias: vai-se tornando cada vez mais evidente que o titular desta posição deve ser Eduardo Quaresma, já suficientemente maduro para agarrar o lugar.

 

Lá na frente, as coisas não corriam melhor. Pedro Gonçalves ainda tentou "fazer cócegas" ao guardião Diogo Costa, titular da selecção nacional. Mas Trincão era inoperante e Paulinho parecia desaparecido, o que nem constitui novidade.

Faltava a estrela da companhia. Gyökeres, condicionado fisicamente, observou toda a primeira parte no banco de suplentes. Certamente cheio de vontade de saltar para o relvado.

Foi lá que viu abrir-se uma avenida aos 41' - falhas de marcação sucessivas de Daniel Bragança e Morten, indiciando colapso no nosso corredor central - que permitiu ao jovem portista Martim Gonçalves, lateral direito em estreia absoluta num jogo do campeonato, galopar sem oposição com a bola dominada e entregá-la a Pepê, que a meteu lá dentro.

Nunca o Sporting havia pontuado no Dragão indo para o intervalo a perder por dois golos de diferença. Temia-se o pior.

 

Mas Amorim tratou de corrigir os erros. Lançou Gyökeres no recomeço, deixando Daniel no banco. Ao minuto 50', trocou rapidamente St. Juste por Quaresma: o holandês, já amarelado, cometeu falta sobre Galeno passível de outro cartão e consequente expulsão, deixando-nos com um a menos. 

No entanto, estas trocas revelavam-se insuficientes. Faltava quem cruzasse do lado esquerdo para o craque sueco: Gonçalo não tem esse treino nem essa rotina. Impunha-se meter Nuno Santos em campo: assim aconteceu aos 61', por troca com Paulinho, que continuava a pecar por falta de comparência.

No mesmo minuto entrou Morita, para a saída de Diomande: Gonçalo era devolvido ao lugar natural, o meio-campo passou a carburar com a temível dupla formada pelo dinamarquês e pelo nipónico, municiando o ataque.

 

Deu resultado. Os portistas passaram a gerir o resultado, cedendo iniciativa com bola ao Sportins nessa meia hora final. Nenhuma substituição feita por Sérgio Conceição melhorou a prestação azul-e-branca, ao contrário do que sucedeu connosco. 

Acentuou-se a pressão atacante. Geny e Nuno Santos funcionavam como tenazes comprimindo o bloco defensivo adversário composto por Martim, Zé Pedro, Otávio e Wendell. A nossa primeira oportunidade surgiu enfim, aos 65': Morita teve oportunidade de marcar, mas a bola sofreu um desvio caprichoso na perna de um defensor.

A mera presença de Gyökeres basta para pôr os adversários em sentido. Sucederam-se os alívios atabalhoados, os desvios para canto. Os assobios que as bancadas dedicavam a Nuno pareciam ter o condão de lhe estimular a veia atacante. O que produziu estragos para o FCP: um cruzamento teleguiado a partir da esquerda encontrou a vitoriosa cabeça de Viktor, que encaminhou a bola no rumo certo: Diogo Costa tentou voar, mas ela já se fora aninhar nas redes.

 

Os nossos tiveram a atitude certa. Em vez de perderem tempo com festejos, abreviaram o recomeço. E fizeram muito bem, pois daí a um minuto nascia o nosso segundo golo. Já com Edwards em campo, desde o minuto 88. Geny endossou-lhe a bola, junto à linha direita, o inglês progrediu com ela, fez rápida tabelinha com o sueco, avançou mais uns metros com ela dominada e cruzou com o pior pé, o direito, fazendo um túnel a Zé Pedro. Gyökeres tratou da emenda à boca da baliza, empatando a partida.

Não bisávamos tão rapidamente desde Novembro de 1977, numa partida com o Feirense. Autor da proeza: Manuel Fernandes, nosso histórico n.º 9. Justamente homenageado pela equipa leonina neste momento difícil do agravamento da doença que o afecta.

Conclusão: começámos mal, terminámos muito bem. Empate que soube a vitória para nós e a derrota para eles. Trouxemos um precioso ponto do Porto: já temos 81. Basta-nos uma vitória e um empate para nos sagrarmos campeões, com três desafios ainda por disputar.

O título vai-se desenhando no horizonte, cada vez mais próximo.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Erro inadmissível na reposição de bola custou-nos o primeiro golo. Redimiu-se parcialmente com uma boa defesa aos 44'.

St. Juste - Nervoso. Viu o amarelo aos 45'+2 por falta sem bola, desnecessária. Poupado a um segundo cartão logo a abrir a segunda parte. O treinador não tardou a dar-lhe ordem de saída.

Coates - Sofreu um túnel no primeiro golo portista, poderia ter feito melhor no segundo. Mas foi ele a iniciar o nosso primeiro, com magnífico passe longo para Nuno Santos.

Diomande - Pareceu jogar sobre brasas como central à esquerda. Errou passes, falhou recuperação de bola aos 28' em lance caricato. Saiu aos 61'.

Geny - Longe de fazer a diferença em duelos com Galeno. Momento alto: oportuna recuperação, aproveitando passe disparatado de Nico, dando início ao lance do nosso segundo golo.

Morten - Não andou bem no primeiro tempo. Facilitou o segundo golo portista ao escorregar em momento crucial. Melhorou muito na segunda parte, sobretudo com Morita a seu lado.

Daniel Bragança - Médio com aptidão ofensiva, tem dificuldade em recuar. Deu espaço no segundo golo deles. Pôs a equipa em risco com perda de bola aos 44'. Já não veio do intervalo.

Gonçalo Inácio - Peixe fora de água como ala esquerdo adaptado. Sem conseguir centrar, desposicionou-se com facilidade. Esqueceu-se de fechar o corredor no segundo golo deles. 

Trincão - Muito macio, foi presa fácil para os adversários. Protagonizou lance vistoso, mas inconsequente, na grande área portista aos 25'.

Pedro Gonçalves - O mais inconformado do nosso trio atacante inicial. Enviou a bola à malha lateral (9'), rematou ao lado (39'), atirou rasteiro à figura (70'). Insuficiente.

Paulinho - Alinhou de início. Mal se deu por ele: entregou-se à marcação, sem conseguir abrir linhas de passe. Cabeceou por cima após canto (16'), falhou emenda (25'). Saiu aos 61'.

Gyökeres - Fez toda a segunda parte. Marcou aos 87' e aos 88', primeiro com a cabeça, depois com o pé: foi a figura do encontro. Bisou pela 11.ª vez na temporada. Já marcou 26 na Liga.

Eduardo Quaresma - Substituiu St. Juste (50'). Atento, concentrado, dinâmico. Pressionou bem atrás, passou com critério. Aos 76', sacou amarelo a Wendell. Merece ser titular.

Nuno Santos - Substituiu Paulinho aos 61'. Grande diferença, para melhor. Deu trabalho incessante aos adversários. Assistência brilhante no nosso primeiro golo, que inicia a reviravolta.

Morita - Entrou aos 61', rendendo Diomande. Ajudou a arrumar o meio-campo, organizando-o com eficácia. Foi dele a nossa primeira oportunidade, aos 65': podia ter marcado. Muito útil.

Edwards - Rendeu Pedro Gonçalves (86'). Dois minutos depois, na primeira vez em que tocou na bola, assistiu para o segundo golo. Expulso aos 90', após ter encostado a mão na cara de Galeno.

Pódio: Gyökeres, Nuno Santos, Quaresma

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no FC Porto-Sporting pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 20

Nuno Santos: 18

Eduardo Quaresma: 16

Morita: 15

Geny: 15

Gonçalo Inácio: 15

Morten: 15

Pedro Gonçalves: 14

Edwards: 12

Coates: 12

Trincão: 12

Daniel Bragança: 11

St. Juste: 11

Paulinho: 11

Israel: 11

Diomande: 9

 

Os três jornais elegeram Gyökeres como melhor em campo.

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Do empate alcançado no Porto. Fomos ao Dragão empatar 2-2 (no mesmo estádio onde o Benfica foi goleado a 3 de Março por 5-0) e demos outro passo firme na conquista do título. Confirmando a nossa superioridade nos clássicos disputados esta época: vencemos dois (triunfos inequívocos sobre Benfica e FCP em casa), empatámos um (o de ontem, testemunhado ao vivo por 45.230 espectadores) e perdemos outro, tangencialmente, no estádio da Luz mesmo ao cair do pano quando jogávamos havia cerca de 40 minutos com um a menos. Esta superioridade confirma a minha tese de que os títulos conquistam-se nos chamados "jogos grandes". A propósito: há oito anos que não ganhávamos quatro pontos à turma portista na Liga.

 

De Gyökeres. Voltou a fazer a diferença - e de que maneira. Foi ele a marcar os nossos dois golos, um com o pé e outro de cabeça, ambos absolutamente decisivos para virar o resultado negativo que se registava ao minuto 87. Afastado do onze titular por estar condicionado no plano físico, mudou totalmente a equipa assim que foi lançado, na segunda parte. Devemos-lhe este ponto que trouxemos do Porto. Vamos dever-lhe, mais do que a qualquer outro jogador, a conquista do campeonato - onde já tem 26 golos no seu registo. Melhor em campo, claro.

 

Da reviravolta. Muitos adeptos do Sporting já tinham desligado os olhos das imagens televisivas ou apagado o som radiofónico. Outros, ainda mais pessimistas, anteviam uma derrota por 0-3, vaticinando que os portistas ainda apontariam mais um. Fizeram mal. Marcámos dois golos de rajada, em pouco mais de um minuto, aos 87' e aos 88'. Da forma mais simples e eficaz, aproveitando duas das três oportunidades que tivemos nesta partida. No primeiro, Nuno Santos centrou da esquerda. No segundo, Edwards centrou da direita, já na grande área - e de pé direito. Para o craque sueco dar o melhor caminho à bola. Como se fosse a coisa mais fácil deste mundo. Na oportunidade anterior, Morita poderia ter marcado, aos 65'. Não tivemos outra. Mas foi quanto bastou para o empate.

 

Das substituições. Grande argúcia de Rúben Amorim, que operou a reviravolta a partir do banco: todas as trocas mudaram a equipa para melhor, empurrando a equipa anfitriã para o seu reduto defensivo. E conferindo agilidade, velocidade, maturidade e qualidade ao Sporting. Após o intervalo, Gyökeres rendeu Daniel Bragança. Aos 50', St. Juste deu lugar a Eduardo Quaresma. Aos 61', dupla substituição: Diomande e Paulinho saíram para a entrada de Morita e Nuno Santos. Aos 86', Pedro Gonçalves trocou com Edwards. Todas resultaram. Os golos foram construídos por três destes que saltaram do banco.

 

De estarmos há 18 jogos sem perder na Liga. Marca extraordinária: a nossa última derrota aconteceu na já distante jornada 13, disputada em Guimarães, a 9 de Dezembro. Há quase cinco meses. 

 

De já termos marcado 133 golos em 2023/2024. Destes, 89 foram nas 31 jornadas da Liga até agora disputadas. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. 

 

Dos 81 pontos já conquistados. A três jornadas do fim, o Benfica tem menos cinco - e com desvantagem comparativa num suposto caso de igualdade pontual, pois estamos muito melhor no decisivo critério da maior diferença entre o número dos golos marcados e o número de golos sofridos. Basta-nos, portanto, uma vitória e um empate para sermos campeões. Alguém duvida?

 

Da despedida de Pinto da Costa da poltrona presidencial. Último jogo visto pelo vetusto dirigente do cadeirão de comando lá do estádio. Irá abandoná-lo em definitivo, dentro de dias, por vontade soberana dos sócios. Já vai tarde.

 

 

Não gostei

 

Da primeira parte. Demasiados erros cometidos, não apenas no plano colectivo mas sobretudo a nível individual. Com um golo sofrido muito cedo, logo aos 7', e outro aos 41'. Talvez os nossos piores 45 minutos iniciais deste campeonato. O 2-0 ao intervalo premiava a superioridade portista perante um onze leonino desfalcado de Gyökeres: a estrela da equipa só entrou no segundo tempo.

 

De Israel. Inacreditável fífia no primeiro golo, entregando a bola em má reposição com o pé. Francisco Conceição interceptou-a sem problema e a passou-a de imediato a Pepê, que a entregou a Evanilson. O FCP agradeceu o brinde.

 

De Gonçalo Inácio. Com Matheus Reis ainda lesionado, Rúben Amorim apostou nele como ala esquerdo, confiando-lhe a missão (quase inédita) de subir no corredor. Não resultou: incapaz de centrar com qualidade, os passes longos também não lhe saíram bem. Passividade total no lance do segundo golo, deixando Francisco Conceição movimentar-se à vontade no seu sector.

 

De Diomande. Exibição muito irregular do internacional marfinense. Errou vários passes, pareceu intranquilo e com falta de confiança como central na meia esquerda. Aos 28', teve um deslize quase caricato, em zona defensiva, falhando uma recepção de bola - o que poderia ter proporcionado golo ao FCP. Substituído aos 61', não se notou a sua falta.

 

De St. Juste. Amarelado desde os 45'+2, por falta sem bola absolutamente desnecessária, protagonizou lance imprudente, com pisão a Galeno, logo a abrir a segunda parte. Nuno Almeida, com critério largo, foi amigo: o holandês podia ter visto ali o segundo amarelo e consequente expulsão. Amorim percebeu o risco que corria e tratou de o substituir de imediato.

 

Da expulsão de Edwards. É verdade que o inglês fez uma assistência para golo, mas logo a seguir envolveu-se em empurrões e encosto de testas com Galeno, vendo o vermelho ao minuto 90'. Mal tinha começado a suar a camisola. O árbitro aqui errou: faltou expulsar também o jogador portista.

O dia seguinte

Com o empate no clássico ficou o Sporting com mais 5 pontos do que o Benfica, tendo vantagem no desempate pela diferença de golos previsível no final do campeonato. Em princípio, basta então 1V e 1E para o Sporting ser campeão, pode muito bem acontecer que o seja no Estoril. Sabe então mesmo a vitória este empate de hoje no estádio do FC Porto. 

Para Rúben Amorim talvez ainda mais. A verdade é que tudo o que podia correr mal estava a correr neste jogo, como tinha corrido durante a semana: a viagem a Londres, a conferência de imprensa surrealista, um onze desconxavado pela deslocação de Inácio para a ala esquerda e pelas adaptações daí resultantes, incapacidade de controlar o jogo e acumulação de asneiras nunca visto. O 0-2 ao intervalo era até lisonjeiro face ao domínio do Porto. Na 2.ª parte o Porto achou que podia gerir, e Amorim foi metendo a melhor carne no assador, até que já com Nuno Santos e Edwards a assistir Gyökeres, vieram os dois golos quase seguidos. Tempo ainda para uma cena canalha dum dos rufias do Porto que fez expulsar Edwards e que podia ter comprometido o empate.

Foi assim: resultado melhor do que a exibição. Mas quem tem um grande ponta de lança está sempre mais próximo de ter dias assim.

Melhor em campo? Gyökeres.

Arbitragem? O Conceição montou o circo, treinou os palhaços, o árbitro foi tentando apitar futebol até não conseguir mais e ser mais um palhaço como eles. Galeno teria de ir para a rua como foi o Edwards. E primeiro.

E agora? Portimonense em Alvalade, e logo se vê o resto.

SL

Rescaldo do jogo de ontem

 

Gostei

 

Da vingança em Alvalade. Recebemos o V. Guimarães, que nos tinha vencido (injustamente) no desafio da primeira volta do campeonato. Triunfo concludente da nossa equipa, por 3-0: repetimos a dose da época anterior. Excelente exibição num óptimo relvado com incessante apoio das bancadas, com a segunda maior enchente da época até agora (46.101 lugares preenchidos) e onde os adeptos nunca se cansaram de incentivar a equipa. Vimos um Sporting consistente, cheio de maturidade, muito superior à turma minhota. E com grau máximo de eficácia: ao intervalo, com apenas três remates enquadrados, tínhamos já dois golos à nossa conta.

 

De Gyökeres. O craque sueco regressou aos golos, pondo fim a mais de um mês de jejum. E logo a bisar. Foi dele o segundo, no último lance da primeira parte (45'+3), culminando belíssimo ataque posicional que justifica destaque autónomo nesta rubrica. E também o terceiro, aos 49', com espectacular assistência de Trincão. Tem 24 golos marcados neste campeonato. É um dos grandes obreiros desta fabulosa corrida para o título.

 

De Pedro Gonçalves. Destaco-o como melhor em campo. Fácil explicar porquê: marcou um golo (foi dele o primeiro, aos 30', num remate cruzado sem hipóteses para Bruno Varela), assistiu Gyökeres no segundo com um passe rasteiro a romper a defesa e esteve também no terceiro, picando a bola com categoria em pré-assistência para Trincão. Sem dúvida o melhor jogador português do plantel leonino. Já soma 11 golos na Liga.

 

De Daniel Bragança. Após a meia hora inicial, em que a bola mal circulou no nosso corredor central, tornou-se um dos mais influentes elementos desta recepção ao Vitória minhoto. Interveio nos nossos três golos, demonstrando todas as suas qualidades como médio ofensivo. No primeiro, com uma preciosa recepção orientada dentro da grande área após desmarcação oportuníssima, fazendo a bola sobrar para Pedro Gonçalves. No segundo, com uma tabelinha digna de aplauso com Pedro Gonçalves. No terceiro, é ele quem serve o n.º 8 antes da pré-assistência para Trincão. É já um dos pilares da equipa. 

 

Do golaço ao cair o pano da primeira parte. Exemplo soberbo de futebol colectivo: 23 passes, de pé para pé, com trocas de bola muito rápidas, sempre ao primeiro toque, durante 48 segundos cheios de classe. Deu gosto ver no estádio. Dará muito gosto rever nas imagens filmadas, uma vez e outra.

 

Do árbitro. Boa actuação de Cláudio Pereira, aplicando o chamado critério largo, sem interromper continuamente o jogo para atender a faltas e faltinhas.

 

Das faixas de apoio em Alvalade. Numa lia-se «Fica, Amorim». Noutra - da Juventude Leonina - era possível ler-se: «Eu quero ser campeão outra vez». Esta irá cumprir-se. Resta ver se o mesmo acontecerá com a primeira.

 

Da regularidade leonina. Não perdemos na Liga desde 9 de Dezembro - precisamente a data da derrota no estádio D. Afonso Henriques. De então para cá, 16 vitórias e um empate. Uma série espantosa, digna de prolongado aplauso. No total, até agora, em 30 desafios vencemos 26. Um dos nossos melhores registos de todos os tempos.

 

De já termos marcado 131 golos em 2023/2024. Destes, 86 foram na Liga. Há precisamente meio século, desde a época 1973/1974, que não fazíamos tantos golos num campeonato. Temos agora mais 22 do que o Benfica e mais 32 do que o FC Porto. Diferença impressionante. Melhor ainda: há 77 anos (desde os Cinco Violinos) que não marcávamos tantos golos numa temporada.

 

Dos 80 pontos já conquistados. Ainda podemos obter 92 - marca absolutamente inédita no futebol português. Vamos agora com mais 18 do que os portistas e mais dez, à condição, do que os encarnados. A quatro jornadas do fim. Faltam-nos duas vitórias nestas quatro rondas para levantarmos o caneco mais cobiçado do futebol português.

 

De ver o Sporting sempre a fazer golos. Cumprimos o 17.º desafio consecutivo sem perder na Liga 2023/2024, com oito triunfos seguidos. 

 

Da nossa 25.ª vitória consecutiva em casa na Liga. Alvalade é talismã para a equipa desde a época passada. Fizemos o pleno no campeonato em curso, até agora com folha limpa. E registamos 15 triunfos nos 15 desafios disputados como anfitriões na Liga 2023/2024. Nunca tinha acontecido nada semelhante desde que o nosso actual estádio foi inaugurado, em 2003.

 

 

Não gostei

 

De termos demorado desta vez meia hora para marcar. Já não estávamos habituados a tanta espera. 

 

Da fraca réplica do V. Guimarães. O treinador Álvaro Pacheco montou a equipa num hiperdefensivo sistema 5-4-1 que permitiu trancar as vias de acesso à sua baliza durante 30 minutos. Mas quando a muralha ruiu o treinador foi incapaz de um golpe de asa que lhe permitisse contrariar a óbvia superioridade do Sporting. Nem parecia a mesma equipa que venceu o FCP fora (1-2) e empatou com o Benfica em casa (2-2). Também nada ajudou o facto de ter mantido fora do onze, até ao minuto 59, o seu melhor jogador, Jota Silva. Não me importaria nada de o ver de Leão ao peito na próxima época.

 

Da ausência de Diomande, a cumprir castigo. Mas St. Juste deu conta do recado, com actuação irrepreensível como central à direita, atento às dobras a Geny, que actuou quase sempre como extremo. Comprovando assim que este Sporting tem várias soluções no banco.

 

Do descuido de Israel. Manteve as redes intactas neste seu oitavo jogo a titular no campeonato. Mas saiu muito mal da baliza aos 32', abalroando Afonso Freitas em lance que poderia ter valido um penálti à equipa visitantes. Felizmente o ala vitoriano estava fora-de-jogo, forçando a anulação de toda a jogada.

Podem continuar a assobiar o Viktor

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Viktor Gyökeres não saiu do banco no jogo particular da selecção sueca com a da Albânia (vitória nórdica por 1-0). Boa notícia para o Sporting. Corríamos o risco de ver o nosso goleador ainda mais desgastado e talvez até lesionado numa partida sem qualquer relevância. Após a derrota que a Suécia sofreu há dias contra a selecção portuguesa num desafio em Guimarães (5-2). Com Viktor a marcar um dos golos.

Precisamos dele na melhor forma. Para que Gyökeres continue a comandar a fabulosa onda goleadora da nossa equipa, com 22 golos marcados nas 24 partidas que disputou na Liga 2023/2024. Tem 36 apontados no conjunto das provas da temporada, além de 14 assistências - números que já fazem dele um dos nossos melhores avançados deste século. Para raiva e até desespero dos adeptos rivais - incluindo os idiotas que há dias o assobiaram no estádio D. Afonso Henriques.

Viktor é peça fundamental neste Sporting que lidera o campeonato e mantém intactas as expectativas de vencer a Taça de Portugal. Um Sporting até agora com 32 vitórias (74%), seis empates e apenas cinco derrotas nesta época. E um total de 117 marcados (excelente média: 2,72 golos por jogo). Estatísticas que enraivecem os nossos adversários mais fanáticos e menos esclarecidos.

Quando assobiam Viktor, é um excelente sinal. O melhor possível. Sinal inequívoso de que estamos no bom caminho. Próxima etapa: Sexta-Feira Santa, às 20.30.

A festa do golo e o sonho do campeonato

Sporting, 6 - Boavista, 1

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Gyökeres e Paulinho marcaram cinco dos nossos seis golos: foi a quinta goleada leonina nesta Liga

Foto: José Sena Goulão / EPA

 

Alguns diziam que esta seria uma das nossas partidas mais difíceis. Em primeiro lugar porque o Boavista tem bons jogadores - impuseram empate ao FC Porto no Bessa. Em segundo lugar, o Sporting trazia de Bérgamo uma desmoralizante derrota, embora tangencial (1-2), contra a Atalanta que nos pôs fora da Liga Europa. Além disso não chegámos a cumprir o descanso mínimo de 72 horas recomendado entre duas partidas do calendário oficial de futebol. Como se tudo isto não bastasse, o melhor jogador português do plantel leonino, Pedro Gonçalves, lesionou-se no embate em Itália.

Motivos de preocupação. Mas afinal não havia razão para isso. O Sporting exibiu classe, categoria, inegável superioridade perante a segunda melhor equipa da cidade do Porto. Ao ponto de termos arrancado a nossa segunda maior goleada da Liga 2023/2024 - apenas superada pelos oito golos sem resposta que impusemos ao Casa Pia. E assim chegámos aos 75 já marcados nesta prova. Completando uma média sem casas decimais: três golos por cada um dos 25 desafios que até agora disputámos.

O que desmente a teoria, propalada pelos do costume, de que o futebol de Rúben Amorim é cauteloso e defensivo, pouco vocacionado para a dinâmica ofensiva. Coitados desses tais: continuam a ser desmentidos pelos factos.

 

E no entanto este jogo ocorrido anteontem, domingo, até nem começou da melhor maneira para nós. Quando ainda vários adeptos nem estavam sentados nos seus lugares, já o Boavista se adiantava no marcador com uma bomba disparada sem preparação por Makouta. Grande golo, que gelou o estádio em noite quase primaveril.

Pior foi ter decorrido um longo período sem conseguirmos o empate - dos 3' aos 45', quando o suspeito habitual desatou o nó: Gyökeres, numa espécie de carrinho que quase o fez entrar na baliza, deu a melhor sequência ao centro que Paulinho desenhou com nitidez geométrica. Muito antes, aos 6', Trincão vira anulado um vistoso disparo muito bem colocado: Paulinho estava 26 cm deslocado nesse lance.

Assim se chegou ao intervalo: 1-1.

 

No segundo tempo só deu Sporting. Pressão intensa, ataque vertiginoso, impecável trabalho dos nossos jogadores com bola e sem ela, todas as alas a executar movimentos de ruptura de olhos fitos na baliza à guarda de João Gonçalves.

Queriam ainda mais golos no Sporting? Tiveram meia-dúzia. Para que a tal média acima mencionada resultasse perfeita, sem necessidade de baralhar aqueles que percebem pouco de aritmética.

O segundo surgiu aos 54'. Marcado por Paulinho, com Geny a dar espectáculo na assistência a partir da meia-direita.

O terceiro, aos 68', resultou de outra primorosa acção do craque sueco, lançado por Nuno Santos num passe vertical que queimou linhas.

Era o sexto bis de Gyökeres na Liga, mas a conta dele ainda não estava fechada. Viria a marcar outro, aos 79' - de penálti, a castigar falta cometida sobre Gonçalo Inácio. E foi ele a assistir Nuno Santos no quinto golo, aos 88'.

A conta só encerrou no último minuto do tempo extra, aos 90'+5, quando de um canto apontado por Nuno para a cabeça de Paulinho resultou o sexto. Mais de 38 mil espectadores abandonaram Alvalade de barriga cheia.

As claques ovacionavam a equipa. Mantínhamos o comando do campeonato. Isolados. O Benfica segue um ponto abaixo, o FC Porto vai sete pontos atrás. Tendo nós um jogo a menos.

 

Desta vez houve apenas assobios a António Nobre. Mas é irrelevante falar do árbitro num jogo em que goleámos por 6-1. Não nos foi anulado qualquer golo limpo, não foi validado qualquer golo irregular da equipa adversária, beneficiámos de um grande penalidade indiscutível, nenhum jogador nosso foi expulso.

Portanto, jogo sem história em matéria de arbitragem. Como deviam ser todos. Claro que nenhum árbitro é perfeito, tal como nenhum treinador é perfeito e nenhum jogador é perfeito. Nem sequer o Cristiano Ronaldo.

Deixemos os recorrentes protestos sobre arbitragem para aqueles embates muito específicos em que realmente temos queixas sérias de quem apita - não para a nossa segunda maior goleada da Liga 2023/2024.

 

Breve análise dos jogadores:

Israel - Podia ter feito melhor no lance do golo sofrido: socou a bola para o espaço à sua frente, entregando-a a Makouta. Mas não voltou a cometer erros. Aliás, não necessitou de fazer qualquer defesa.

Diomande - Faltou-lhe acorrer com eficácia à dobra, após Geny ter sido ultrapassado pelo extremo adversário no lance do golo. Arriscou algumas incursões ofensivas. Numa delas, aos 49', falhou recarga fácil.

Coates - É bom ver o capitão de regresso ao onze. Desta vez para durar o jogo inteiro. Único deslize: perda comprometedora de bola aos 71'. Aos 74', meteu-a lá dentro, mas o jogo já estava interrompido.

Matheus Reis - Missão cumprida, com a segurança habitual, na noite em que foi distinguido com galardão especial por ter cumprido 150 jogos de leão ao peito. Teve intervenção preciosa no nosso primeiro golo.

Geny - Confirma-se: tem mais vocação para atacar do que para defender. Primeira parte titubeante, ultrapassado aos 3' no lance do golo deles. Redimiu-se ao assistir no golo 2: cruzamento a rasgar, com nota artística.

Morten - Mostrou algum desgaste anímico pela derrota em Bérgamo. Entregou a bola aos 16', algo inabitual nele. Corte in extremis logo a seguir. Amarelado aos 32', já não regressou após o intervalo.

Morita - Recuperado da indisposição que o impediu de ir a Itália, esteve envolvido no 1-1. Aos 43' fez brilhante passe para um quase-golo de Trincão. Sempre em jogo, revelando qualidade técnica superior. Imprescindivel.

Nuno Santos - Novamente titular. A paragem fez-lhe bem: regressou com energia e arte futebolística. Magnífico passe de letra aos 38'. Assistiu Viktor no golo 3. Marcou o golo 5. E bateu o canto que originou o último.

Trincão - Meteu-a lá dentro aos 6', mas não valeu: Paulinho estava deslocado. Só o guarda-redes o impediu de marcar um excelente golo (43'). Foi dele a pré-assistência no golo 2. Saiu com queixas físicas. 

Paulinho - Como segundo avançado, fez parceria perfeita com Gyökeres. Matador por duas vezes: aos 54', com o pé, e aos 90'+5, de cabeça. Também num cabeceamento, esteve prestes a marcar também aos 73'.

Gyökeres - Inútil esbanjar mais adjectivos com ele: poupemos nas palavras e observemos a sua acção em campo. Mais três golos para a sua conta. Tem já 36 na temporada, mais 14 assistências. Um espectáculo.

Daniel Bragança - Fez toda a segunda parte, subtituindo Morten. Com brilhantismo. Venceu quase todos os duelos, posicionou-se de modo exemplar entre linhas. Excelentes recuperações aos 62' e 72'.

Gonçalo Inácio - Entrou aos 55', permitindo assim poupar Matheus Reis a maior desgaste físico. Pareceu longe da melhor forma nas suas primeiras acções em campo. Mas sacou um penálti aos 74'.

Eduardo Quaresma - Entrou aos 73', rendendo Diomande. Assegurou a circulação tranquila da bola, sem sobressaltos.

Esgaio - Refrescou a equipa aos 84' ao substituir Trincão, que saiu a coxear. Quando a partida estava ganha, já com 4-1 no marcador.

Koba - Entrou aos 84', rendendo Morita, só para cumprir mais uns minutos de leão ao peito. Poucas vezes tocou na bola. Nem era necessário.

Pódio: Gyökeres, Paulinho, Nuno Santos

Por curiosidade, aqui fica a soma das classificações atribuídas à actuação dos nossos jogadores no Sporting-Boavista pelos três diários desportivos:

 

Gyökeres: 23

Paulinho: 21

Nuno Santos: 19

Morita: 17

Morten: 16

Daniel Bragança: 16

Diomande: 15

Trincão: 15

Coates: 15

Gonçalo Inácio: 14

Matheus Reis: 14

Geny: 14

Eduardo Quaresma: 12

Israel: 12

Esgaio: 6

Koba: 6

 

Os três jornais elegeram Gyökeres como melhor em campo.

{ Blogue fundado em 2012. }

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