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És a nossa Fé!

Os nossos ídolos (37): Azevedo

Falar de ídolos, para mim, é simples: é falar de Manuel Fernandes.

Porém, nas “futeboladas” da minha infância, não era ele quem eu encarnava. Como a minha habilidade para 'jogar à bola' era pouca, não havia outra alternativa senão ser... guarda-redes.

Duas pedras, a três passos de distância, era a minha baliza, colocadas na estrada ou no recreio da escola, umas luvas “mal amanhadas” e aí estava eu.

Imaginava-me então uma outra figura do Sporting, aquele que o meu pai dizia ter sido o maior guarda-redes de todos os tempos: Azevedo! “Até de braço partido defendeu a baliza do Sporting”, dizia. Um Benfica - Sporting disputado a 17 de Novembro de 1946, soube mais tarde.

Procurei a crónica desse jogo, escrita por Tavares da Silva na revista Stadium. Este é o texto:

 

«(…) A partida emocionante de Lisboa!

As forças alinharam no Campo Grande da maneira que seguidamente indicamos, sob arbitragem de Carlos Canuto.

Benfica – P. Machado, Teixeira, Félix, Jacinto, Moreira, F. Ferreira, E. Santo, Arsénio, Júlio, V. Baptista e Rogério.

Sporting – Azevedo, Cardoso, Manuel Marques, Canário, Veríssimo, Barrosa, J. Correia, Vasques, Peyroteo, Travassos e Albano.

A pugna ofereceu variados matizes: domínio de um, e logo de outro grupo; vitória a sorrir a um dos teams, para depressa se voltar para o outro. Ainda uma lesão de capital importância, levando Jesus Correia e Veríssimo para dentro das balizas.

Quando Canuto apitou para o começo – os leões desencadearam sem perda de tempo as suas ofensivas. Tal orientação denunciava o seu estado de espírito. Na realidade era ao Sporting, lògicamente [sic], que competia o assalto, devendo o Benfica, a coberto da sua vantagem, aguardar com serenidade o desenvolvimento do jogo. Mas, caso estranho!, os benfiquenses [sic] mostravam-se mais impacientes e sob mais viva influência nervosa, do que o seu adversário. Este jámais [sic] perdeu a cabeça, conservando sempre o cérebro a trabalhar. Mesmo nos momentos angustiosos, vide a fase de Veríssimo nas redes, os seus elementos souberam vigiar e coligar-se na defesa comum das redes.

Já o seu adversário não teve tacto para explorar a inferioridade numérica do antagonista, visto os seus elementos de ataque se embrulharem em frente das redes, traçando um futebol confuso em vez de espalhar o jogo pelas asas. Deste modo, os bons rematadores da linha atacante do Benfica não puderam aplicar com êxito os chamados golpes mortais. A bola encontrava sempre na sua trajectória o corpo de um jogador, ou num pé salvador de defesas.

Quando Azevedo reentrou incapaz de mover o braço esquerdo caído e inerte ao longo do corpo, o Benfica ainda fez o empate pelo lado desse braço, mas em seguida desistiu para mudar de rumo ao remate, proporcionando a Azevedo mais algumas defesas com a sua inconfundível rubrica.

Quando o empate parecia ser o resultado definitivo, o Sporting deu o golpe de teatro. Um remate de Albano, seguido de outro, também mortal, de Peyroteo, decidiram sem apelação o pleito.

O Sporting produziu excelente trabalho: equipa de ciência e de boa condição física. Sabendo como se realiza e tendo forças para realizar. A sua mecânica raramente foi destruída: na defesa, colocação de Barrosa no centro do terreno (3 backs); médio de ataque, e uma dianteira, rápida e precisa, forte e eficaz.

O Benfica encontrava-se num dia de má inspiração, dando alguns dos seus elementos a ideia de uma perturbação que não lhes deixava ver a sangue-frio as jogadas, por vezes fáceis, ou as manobras a fazer. A ligação ou colaboração, da defesa para a média, tornou-se deficiente pela necessidade da linha medular acorrer à frente, ao verificar a ineficácia da dianteira. Os interiores, perdidos no meio da confusão, também se esqueceram de dar à célula medular o auxílio indispensável, e dessa falha geraram-se fortes ataques sportinguistas.

Mas demos um golpes de vista à actividade dos jogadores, que é uma forma de fazer luz sobre o que se passou em campo. Comecemos pela equipa vencedora.

João Azevedo destacou-se como a figura central da partida. Meteu o público no bolso: primeiro com um punhado de defesas incomparáveis; segundo, pelo seu espírito de sacrifício. O seu regresso às redes, cheio de dores, justifica-se, pelo lado clubista, como chicotada moral no conjunto. E logo se viu o influxo.

Cardoso comportou-se como mestre que é, visão do lance antecipações magníficas. Manuel Marques, elástico, vivo, outro estilo, mas igualmente um valor. Barrosa, na feição de defesa, a que melhor se coaduna com as suas faculdades, transformou-se num elemento precioso. Importa aguardar o futuro. Canário construiu muito jogo, passando modelarmente. Veríssimo, quanto a nós, rendeu mais do que a sua média. Com espantosa energia nunca se considerou batido, e ao defender não se esqueceu de atacar.

Jesus Correia talvez mereça a classificação de elemento mais perigoso: jogada sóbria, mas invulgarmente rápida, e uma bola que merecia ser inscrita nos Tratado de técnica. Vasques, um dominador da bola, cumpriu a sua tarefa. Peyroteo, talvez com menos mobilidade, foi a ameaça de sempre; o seu alinhamento fortaleceu a equipa. Travassos evolucionou no campo com donaire, e sabendo o que fazia. Albano, mais sóbrio que de outra vezes, teve jogadas de excelente marca.

No Benfica, julgamos que P. Machado não teve culpas nos golos. Talvez no terceiro… Mas a verdade é que os remates rápidos e potentes surpreendem e batem qualquer guarda-redes. Teixeira jogou francamente bem, de bom despacho de bola, sentindo e antecipação, com a desvantagem do seu companheiro (que talvez não seja defesa mas continue a ser médio!) se mostrar pouco certo e seguro, Jacinto apagou-se um pouco: sem iniciativa e menos feliz nas respostas que ordinàriamente [sic].

Moreira desenvolveu extraordinária actividade em certo período, mas em toada de defesa.

Francisco Ferreira despendeu energia a rodos: quando viu a altura a altura de atacar, lançou-se abertamente nesse caminho mas não teve acompanhantes. Espírito Santo não progrediu no terreno. Arsénio produziu lances de grande vivacidade, mas acabou, arrasado, físicamente [sic]. Júlio perdeu-se no meio da confusão geral. Vítor Baptista, rematou com oportunidade, colocação e força (o melhor dos rematadores!), a par de deficiências de posição. Rogério, de bons pormenores, decaiu um pouco, e raramente pôde perfurar a barreira adversária.

Carlos Canoto arbitrou com mão de mestre, consentindo o jogo forte e ousado, mas sem violências. Nem um só momento deixou de ter os jogadores na mão e manteve intacta a sua serenidade e a boa disposição que caracterizam as suas arbitragens. (…)» [*]

 

Curiosamente, mais tarde, na escola quando andava no 8.º ano, numa dessas futeboladas de recreio parti o meu braço direito, porém, ao contrário de Azevedo, não regressei à baliza… Nesse ano o meu ídolo, Manuel Fernandes, marcou 4 dos 7 golos ao Benfica.

 

[*] In. STADIUM, n.º 207, 20 de Novembro de 1946. p. 3

Alegria Máxima

Segundo a imprensa desportiva de hoje (vale o que vale), Luís Maximiano será a alternativa a Renan, sucedendo a Salin. Por ser um jovem da casa, com grande qualidade, é uma notícia que muito me alegra e desejo que em breve, seja o número um. Espero que seja verdade e que outros de igual perfil, como Thierry, Conté, Bragança ou Brás se lhe juntem.

Pesada herança

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Contratar um guarda-redes de 32 anos que foi seis vezes internacional por Itália mas não voltou a ser chamado para a selecção desde 2011 e chegou com seis quilos a mais ao Sporting dá nisto: cinco meses depois, sem um só jogo oficial disputado por Viviano com as cores da nossa equipa, a Direcção leonina apressa-se a desfazer o barrete enfiado por Bruno de Carvalho nos dias pré-destituição, quando já corria para lugar nenhum. Há heranças que convém renegar sem demora, antes que comecem a pesar de forma incomportável. Aqui o verbo pesar pode até ser usado no duplo sentido, literal e metafórico: é inconcebível pagar dois milhões de euros por um inactivo. O gordo, neste caso, não vai para a baliza.

Rui, Viviano, Salin, Renan, Maximiano

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Esta noite acompanhei na televisão a magnífica exibição do veterano Casillas, que defendeu um penálti aos 10', enchendo de confiança o onze portista, que a partir daí embalou para uma vitória folgada (por 3-1) frente ao Lokomotiv em Moscovo. Arrecadando 2,7 milhões de euros e qualificando-se praticamente para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões.

Enquanto via o jogo ia reflectindo na importância crucial de um guarda-redes na edificação de uma equipa com aspirações a títulos e troféus. E dei por mim a pensar que, embora tenhamos hoje quatro jogadores disponíveis para ocupar essa posição, todos somados não compensam a ausência de Rui Patrício.

As coisas são o que são. Não adianta iludi-las.

Hoje giro eu - O Guarda-Redes(*)

Se o objectivo (goal, em inglês) de um jogo de futebol é o golo - o equivalente a um orgasmo, para o bi-bota Fernando Gomes -, impedi-lo é o anti-climax, pelo que o guarda-redes é um desmancha-prazeres por natureza. Talvez por isso, as regras estabelecidas em 1848, na Universidade de Cambridge, não contemplavam a figura do "keeper", posição que só passou a existir em 1871. 

 

Por tudo isto, existe uma não confessada má-vontade contra o guarda-redes, ele é um mal-amado. Se é perdoado a um ponta-de-lança perder um golo de baliza aberta, a um extremo falhar um drible ou um centro, a um médio errar um passe e a um defesa fracassar no desarme, nada é consentido a um guarda-redes. Se der um "frango" e daí resultar a derrota da sua equipa, bem pode efectuar uma mão-cheia de defesas impossíveis que nem assim será absolvido pelo tribunal dos adeptos.

 

Condenado a observar o jogo à distância, isolado, apenas com dois postes e uma barra como companhia, é como um prisioneiro solitário numa cela, sómente aguardando a sua própria execução. E quando lhe aparece um adversário sózinho pela frente e sai ao seu encontro, parece percorrer o corredor da morte (Dead man walking), à espera de um indulto de última hora. Isso talvez justifique porque o mais famoso guarda-redes de sempre (Lev Yashin) e alguns dos melhores da história do nosso Sporting (Azevedo, Carlos Gomes e Vítor Damas) escolheram se equipar de preto: o luto era adequado a quem sabia que a coisa, provavelmente, ia acabar mal.

 

Curiosamente, e em contra-ciclo, à medida que o futebol se foi tornando mais cinzento, cínico, burocrático, cerebral e os treinadores sacrificaram o objectivo do jogo à estratégia e à táctica, os equipamentos dos guarda-redes foram ganhando côr, como se agora acreditassem que tudo vai correr bem. Mas é um engano. Barbosa, arqueiro do Brasil no Mundial de 1950, batido pelo uruguaio Ghiggia na final, resistiu 50 anos como um condenado, tendo de conviver com desconsiderações várias, punido por adeptos, que até, certa noite, furtivamente, lhe colocaram a baliza daquele dia no Maracanã no seu jardim. Para que nunca se esquecesse! Meio-Século pagando por um crime que não cometeu (Barbosa foi considerado o melhor guardião desse Mundial), num país onde a pena máxima para qualquer tipo de crime é de 30 anos...

 

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 (*) só para desenjoar do quotidiano

 

Coitado do Beto...

 

... saiu do Sporting, onde era suplente do Rui Patrício, para poder jogar e assim lutar por um lugar na selecção para o próximo 'Mundial’.

Adivinho uma grande pressão por parte dos clubes e seus ‘avençados’, para que os outros guarda-redes escolhidos para essa prova sejam o Varela, do Benfica, e o José Sá, do Porto.

Vejo o primeiro golo que o Porto ontem sofreu e …

Parece que terá azar, o Beto, daí o meu lamento:

Coitado do Beto!

Um abraço, poderia ser ao sportinguista, mas prefiro que seja antes ao jogador com valor.

 

O fantasma da bola

Se no futebol há algo com que lido mal é com a questão de se usarem as grandes penalidades para se decidir um jogo. É certo que não tenho melhor solução para os empates, mas que não gosto, não gosto. Ponto final.

Seja como for, Rui Patrício tem sido um baluarte na baliza do Sporting e na selecção no que respeita às grandes penalidades. Ou esqueceram-se de 2016?

Posto isto parece-me um tanto absurdo que o Porto venha agora queixar-se da presença - talvez indevida, assumo - de Nelson Pereira, o treinador de guarda-redes do Sporting, atrás da baliza onde os penaltis foram marcados.

Eu percebo que quem perde - ou neste caso foi eliminado - pretenda arranjar desculpas para a coisa que correu menos bem. Curiosamente o Brahimi até rematou à trave e o Casillas também defendeu dois remates.

Terá sido tudo culpa de Nelson?

O blogue “O Artista do Dia” trouxe à superfície os penaltis de 2016 contra a Polónia onde Ruí Patrício defendeu um que ditou a passagem de Portugal à eliminatória seguinte. E não é que Nelson também lá estava… atrás da baliza a ajudar o Rui?

 

(Com a devida vénia ao Tweet do “Artista do dia”).

Faz toda a diferença

Tenho ouvido hoje equiparar o nosso Rui Patrício ao Casillas. Até em conversas de adeptos do Sporting.

"Ah e tal... defendeu dois penáltis. Mas o espanhol do Porto fez o mesmo."

 

Desculpem lá, mas não estão a ver bem o filme.

 

O Rui defendeu mesmo os penáltis marcados pelo Herrera e pelo Aboubakar.

Já o Casillas limitou-se a receber dois passes - do Coates e do William.

 

Não tem nada a ver. Faz toda a diferença.

Patrício, Varela e Svilar

Começo com uma auto-citação:

"Neno explica bem a questão que se está a passar com Bruno Varela, ele (Neno) frangou num jogo da Taça e foi afastado da equipa, num jogo depois Silvino (adjunto de Mourinho) sofreu 7 golos e Alvalade e continuou".

Hoje é dia analisarmos o nosso Sporting mas, também, pode ser dia de olharmos de forma global para o fenómeno futebol, especificamente, para a ingrata posição de guarda-redes.

Passei muitas tardes e noites em Alvalade a criticar (numa das vezes quase cheguei a "vias de facto") quem ao meu lado assobiava Rui Patrício.

Acabei de reviver esses momentos, ao ver um miúdo a frangar.

Já "mataram" Bruno Varela, não façam o mesmo a este; errar faz parte do processo de crescimento.

Um verdadeiro campeão

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Demonstraste toda a tua fibra nos relvados franceses. Contrariando o sacrossanto masoquismo nacional, incapaz de reconhecer mérito nas nossas proezas. Enquanto lá fora transformam derrotas em empates e empates em vitórias, por cá não falta quem veja tudo ao contrário, encarando cada empate como se fosse uma derrota e cada triunfo como se fosse um empate.

Se saímos do Europeu de Futebol sem derrotas, isso em grande parte a ti se deve. Ultrapássamos a Polónia no decisivo teste dos penáltis, tendo sido inegável o teu contributo para atingirmos tal meta ao defenderes aquela grande penalidade que desfez qualquer vestígio de dúvida sobre o teu imenso talento. Trouxemos a Taça da Europa para casa após o emocionante embate contra a França porque soubeste figurar na primeira linha dos conquistadores com três defesas monumentais. 

"O Rui joga de tal forma concentrado que para ele tanto faz o estádio estar cheio ou vazio, nunca se deixa condicionar pelo ambiente", dizia há dias alguém que bem te conhece, citado nas páginas de um diário desportivo. É verdade. Por isso levaste a melhor no Euro 2016 ao ser comparada a tua actuação com alguns dos mais credenciados guarda-redes da actualidade: o alemão Neuer, o espanhol DeGea, o belga Courtois, o italiano Buffon, o checo Čech, o francês Lloris, o inglês Hart. Por isso Dino Zoff, campeão mundial e europeu por Itália, acaba de declarar que tens qualidades para  "jogar em qualquer clube de topo". Mas ninguém como nós, sportinguistas, tem a noção tão exacta do teu valor.

Estás de parabéns, meu caro Rui Patrício. Por seres um verdadeiro campeão.

O seu a seu dono

Neste último Domingo, dia do Trabalhador e dia da Mãe foi também o dia para reflexão e análise profunda do jogo da tarde/noite anterior entre o Porto e o Sporting, especialmente pelos costumados comentadores.

Não tenho por hábito ver televisão mas tendo em conta o resultado do dia anterior e as suas vicissitudes acabei por tentar perceber qual seria a opinião dos ditos comentadores. Fui escutando aqui e ali e de repente ouvi esta espécie de conclusão:

- Os guardas-redes das grandes equipas valem mais ou menos por época entre 10 a 13 pontos…

Não necessitei ouvir mais nada!

E de súbito, vá lá saber-se porquê, lembrei-me de José Mourinho e da sua passagem pelo Real Madrid… E da forma como o treinador português percebeu quem era Casillas e o que ele valeria em pontos para a sua equipa. E logo que teve alguém à altura atirou o antigo campeão do Mundo e da Europa para o banco dos suplentes. Com a consequente onda de protestos à qual o setubalense não ligou.

Posto isto e não obstante cada vez mais se valorizar, e bem, os “slimanis” do nosso futebol, é certo que sem um grande e bom guarda-redes não há equipa que se aguente.

Neste pretérito jogo Rui Patrício nem foi posto muito à prova… Mas quando foi necessário disse presente. Já o guarda-redes do Porto parece alguém que está muito longe de ser um esteio para a defesa. E não dá confiança.

Nesta história o que ainda mais me custa perceber é como o Presidente do Porto caiu na esparrela da contratação do antigo guarda-redes do Real Madrid. Ele que conhece bem José Mourinho não devia ter-lhe perguntado a opinião sobre o jogador?

Finalizo com a ideia, também de Mourinho, de que uma equipa se faz de trás para a frente. Mesmo que isso não agrade a muita gente.

Deste modo só tenho que dizer: obrigado, Rui Patrício!

Ainda Marcelo, para um interlúdio musical

A propósito do post "Marcelo" do Edmundo e do "Suplente Conformado" do David Pereira, deixado cá pelo Pedro Correia, lembrei-me de já ter escrito no "És a Nossa Fé" sobre Marcelo Boeck.

O post tem dois anos e pouco, e eu mantenho tudo, continuo a perceber mas não concordo que seja esta a vida de um suplente. O resultado está à vista. 

 

Mas há mais que me preocupa, e é sobretudo o alívio geral que vejo por se saber que afinal Patrício poderá jogar amanhã. Assusta-me um pouco que se sustenha a respiração ao saber que Rui Patrício pode não jogar. Dir-me-ão que Marcelo não está em forma, e eu concordarei. Mas não está porque não joga, e este é o ciclo vicioso em que vivem os guarda-redes - não joga, não tem ritmo, não tem ritmo porque não joga. Lembro-me de gostar de Marcelo no Marítimo, no Sporting jogou poucas vezes, sofreu alguns golos, e está parado há mais de um ano. É costume jogar na taça ou equivalente, e Marcelo teve o azar de estar na época em que em Setembro já estava tudo perdido. Foi comprado, assinou por 5 anos e está parado. Eu sei, eu sei que é assim mesmo, mas sempre discordei desta titularidade incondicional dos guarda-redes, um dia é preciso entrar outro e fica tudo ó tio, ó tio que tem de jogar o suplente - que deveria ser sempre tão bom e ter tanta prática quanto possível como o primeiro. Ou seja, não me faz sentido que por mérito se vá buscar um jogador e ele fique no banco uma época inteira, no lugar de guarda-redes isso é ainda mais critico em relação ao ritmo. Já está, será sempre assim, eu sei. Foi assim com Tiago nos últimos anos, era assim com Sérgio Louro já. Mas não concordo com isso, e devia haver maior rotatividade. Fala-se em saída de Rui Patrício e parece que o mundo vai ruir. Tenho pena, claro, terei sempre, mas prefiro pensar que o lugar fica assegurado com uma compra que se fez precisamente para essa eventualidade. Amanhã, jogue quem jogar faça o seu melhor e tenha uma boa defesa à frente, que também faz falta (mantenho que essa quase ausência nas últimas épocas foi um bom treino para Patrício).

André, Ricardo, William e Carlgren

O primeiro e o último.

Ao primeiro não é permitido aquilo que se permite ao último.

As regras são iguais. No futebol. No futsal.

As regras para André Sousa são iguais às regras para Patrik Carlgren.

Os pés; os dois pés em cima da linha no momento em que a bola parte.

André não cumpriu e o Sporting de Portugal não foi campeão em futsal.

Patrik não cumpriu e a Selecção de Portugal não foi campeã de futebol em sub-21.

Há um clube português que ri; ri-se de Ricardo Esgaio, ri-se de William Carvalho, ri-se das regras que são ou não cumpridas consoante aqueles que são beneficiados.

Há um clube português que é campeão em sub-21.

Campeão à benfica...

Parabéns!

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