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És a nossa Fé!

Fraco com os que parecem fortes

Sérgio Conceição com mau perder.jpg

 

O mesmo membro do Governo que foi incapaz de uma palavra de conteúdo pedagógico para se demarcar da grosseria que testemunhou, a um metro de distância, na tribuna de honra do Estádio Nacional, recolhendo-se a um pesado silêncio como se não tivesse observado uma triste cena que o País inteiro acompanhou em directo pela televisão, apressou-se agora a comentar algo que não presenciou: os assobios de três ou quatro energúmenos anónimos, de noite, junto a uma instalação hoteleira de Espinho, dirigidos à viatura em que seguia João Félix, jogador do Benfica convocado para a equipa das quinas. 

«O comportamento imbecil de um, dois ou meia dúzia de indivíduos não representam[sic] o apoio absolutamente hegemónico que o país dá aos nossos jogadores», diz agora o secretário de Estado. Insurgindo-se "corajosamente" contra gente sem nome nem rosto, talvez insatisfeita porque o jogador não parou para conceder autógrafos nem se deixou fotografar à entrada do hotel. 

Não direi que o secretário de Estado teve um comportamento imbecil. Mas não posso deixar de assinalar o chocante contraste entre a passividade que revelou no primeiro caso e o protagonismo que se apressou a assumir no outro.

Forte com os que parecem fracos, fraco com os que parecem fortes.

Está no Governo a fazer o quê?

joao-paulo-rebelo.jpg

Passaram quatro dias. Ainda não se ouviu um sussurro do responsável governamental. Refiro-me ao secretário de Estado da Juventude e Desporto, João Paulo Rebelo, que se encontrava ao lado esquerdo de Frederico Varandas, na tribuna do Estádio Nacional, quando o treinador do FC Porto, num inadmissível gesto de lesa-desportivismo, se recusou a cumprimentar o presidente do Conselho Directivo do Sporting. Um acto totalmente condenável não apenas do ponto de vista da ética desportiva mas também do mais elementar civismo. Além de constituir um péssimo exemplo para todos os jovens que se interessam por desporto. Até porque o técnico em causa, naquele momento, não estava ali a título pessoal: representava esse respeitável clube desportivo que é o Futebol Clube do Porto.

Passaram quatro dias e nem um sussurro se ouviu da parte do referido governante, que foi testemunha directa do sucedido mas preferiu imitar o gesto de Pilatos, fazendo de conta que não era nada com ele. Perdendo assim uma ocasião única de fazer pedagogia desportiva e de incutir valores cívicos na juventude que ornamenta o seu cargo governativo. Se é incapaz de tomar uma atitude num momento destes, impõe-se a pergunta: afinal este senhor está no Governo a fazer o quê?

 

P. S. - Ao lado direito de Varandas encontrava-se o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Tudo quanto escrevi acima sobre o seu secretário de Estado, até por maioria de razão, aplica-se também a ele.

Sim, sr. primeiro-ministro

Quando houver mais uma morte, esperamos todos que continue a "apreciar o futebol dentro das quatro linhas".

Que o seu secretário de estado do desporto (e da juventude) seja uma nódoa, um tipo ao nível de um Ventura, a gente prontos, até chupa, mas que o primeiro-ministro de Portugal, o senhor que pontifica no camarote do estadista que está indiciado por uma série de crimes, se esteja cagando para o que se passa no futebol português, é grave. Muito grave.

Aconselhava-lhe que arrepiasse caminho. Antes que o futebol, também, pegue fogo. Antes da próxima vítima mortal.

Diz que é do clima

Veio aí o sô ministro da educação cagar sentença de que a culpa da violência no desporto em geral e no futebol em particular, era do clima de crispação entre os agentes desportivos (palavra de sete mil e quinhentos para clubes e dirigentes). O clima realmente tem andado algo estranho, é verdade, mas não o vejo culpado da pouca vergonha que grassa no desporto, dos favores a troco de benesses, da impunidade para alguns.

Sô ministro, permito-me discordar, não leve a mal vo'cência. Aqui só p'rá gente, não será a culpa de quem não corta o mal pela raíz? De quem tolera linguagem inadequada? De quem não pune actos de vandalismo? De quem não pune a compra de juízes? De quem assobia para o ar quando o assunto são claques ilegais? De quem deixa passar em claro agressões? De quem olha para o lado quando o assunto é MORTE?

Só falta virem para aí uns seus subordinadozecos, tipo o gajo do IPDJ, dizer que a culpa é do presidente do Sporting. Afinal, de hipocrisia estão bem servidos, lembra-se de o Sporting ter sido punido por ter deixado entrar as claques do Benfica em Alvalade? Por serem ilegais, veja bem. Mas esqueceu-se de punir o Benfica, coisa assaz estranha. Ou não...

Ó sô ministro, se veio abrir a boca para isto, tome este conselho de borla: Finja que vai cagar e desapareça!

Dois pesos

Diz que o Madureira mandou umas bocas num jogo qualquer, sobre a tragédia da Chapecoense. Foi impedido de entrar em recintos desportivos por seis meses. Acho justo, a confirmar-se a acusação.

Já acho alguma estranheza às declarações dum senhor de óculos, de cara abolachada, que está ocupando por ora o lugar de secretário de estado do desporto: "O IPDJ é simplesmente a instituição e a entidade em Portugal a quem cabe aplicar sanções dentro do quadro legal, na sequência de autos que são levantados pelas forças de segurança. Relativamente a esse caso, o que tenho a dizer é que se trata do normal funcionamento das instituições". Ora eu recordo-me de mais de três dezenas de autos levantados a um certo clube e aos seus "grupos organizados de adeptos", inclusive pelo assassinato de dois adeptos do Sporting, e não vi até agora "o normal funcionamento das instituições", nomeadamente o IPDJ.

Mas pronto, aqui no blog temos um belo cadeirão e eu vou esperar.

Então e que dizer de um tal Miguel Lucas Pires, árbitro no Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), que pediu cinco bilhetes para o jogo Benfica-Marítimo referente à época passada, disputado a 14 de abril de 2017?

A coisa até nem seria grave, não seria séria, mas não seria grave, pronto, se o tal de Miguel Lucas Pires o árbitro do TAD, não tivesse sido indicado pelo Benfica em alguns processos que tiveram lugar naquele tribunal, nomeadamente o caso dos vouchers. "O normal funcionamento das instituições", diria o tal senhor de óculos e cara abolachada.

 

Depois criticam o presidente por dizer que juntar "Benfica e vergonha" na mesma frase não casa...

{ Blog fundado em 2012. }

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