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És a nossa Fé!

O árbitro bem tentou, mas o campeão voltou!

Nem preciso recorrer ao critério utilizado no SCB-SCP da época passada, ao Gonçalo Inácio, essa missa foi celebrada por outro padre. Hoje, durante a primeira parte, Raul Silva teve duas entradas por trás, qualquer delas a merecer o cartão amarelo. O padre Godinho entendeu avisar na primeira e mostrar amarelo na segunda.

Durante a segunda parte, Mateus Reis cometeu idêntica imprudência, mas o árbitro não utilizou o mesmo critério. Nem vou falar nos protestos de Galeno, que teriam merecido outra atitude, pelos constantes protestos.

Em Braga, assistimos à celebração de missa, provavelmente encomendada pelo bafiento tuga soccer. Mesmo assim, vencemos...

O campeão voltou!

Balanço (7)

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O que escrevemos aqui, durante a temporada, sobre GONÇALO INÁCIO:

 

José Navarro de Andrade: «Se cá atrás Max voltar e Gonçalo Inácio se afirmar, que é o que deve ser, da linha de meio-campo em diante com este plantel as combinações são infindáveis.» (7 de Outubro)

- Luís Lisboa: «Mais uma vez gostei bastante de Gonçalo Inácio, que tem tudo para vir a ser o futuro comandante da defesa do Sporting.» (16 de Dezembro)

- Francisco Vasconcelos: «Apesar de um tremendo potencial, parece-me ainda verde e a precisar de rodar.» (13 de Janeiro)

Eu: «Grande exibição do jovem promovido por Amorim à equipa principal. Para este jogo, o treinador atribuiu-lhe uma pesada responsabilidade: substituir Coates no eixo defensivo, ficando Neto (regressado ao onze titular, como capitão) à direita e Feddal à esquerda. Ele cumpriu com brilho e distinção» (21 de Março)

Zélia Parreira: «Vi o primeiro amarelo de Gonçalo Inácio e comecei a ficar sem vontade de nada. Aos 18 minutos, a expulsão. A minha superstição de não ver os jogos na tv falou mais alto e mudei de canal.» (26 de Abril)

"Tirem um leão de campo e estão lá os outros 10"...

 

Esta frase pertence a Pedro Porro e perdurará na memória dos sportinguistas por décadas, ao nível de "por cada leão que cair, outro se levantará". 

Foi proferida pelo valoroso lateral-direito no podcast ADN de Leão e partilhada pelo SCP nas redes sociais, referindo-se à injusta expulsão de Gonçalo Inácio em Braga, e à resposta da equipa em campo. 

Rescaldo do jogo de ontem

Gostei

 

De voltar a vencer o V. Guimarães, agora em casa. Domínio total do jogo e conquista de mais três pontos nesta recepção à turma minhota, apanhada de surpresa pela mudança do sistema táctico intoduzida por Rúben Amorim na nossa equipa, que actuou sobretudo em 3-5-2, com Daniel Bragança como médio colocado logo atrás do duo de avançados (Pedro Gonçalves e Tiago Tomás). Desta forma o corredor central foi todo nosso. E os de Guimarães viram-se incapazes de desatar o nó. 

 

De Gonçalo Inácio. Grande exibição do jovem promovido por Amorim à equipa principal. Para este jogo, o treinador atribuiu-lhe uma pesada responsabilidade: substituir Coates no eixo defensivo, ficando Neto (regressado ao onze titular, como capitão) à direita e Feddal à esquerda. Ele cumpriu com brilho e distinção: rendeu o internacional uruguaio como patrão do sector mais recuado, foi de longe o que mais acertou nos passes longos e ainda foi à frente, marcar de cabeça o golo da vitória, aos 42', na sequência de um livre.

 

De Palhinha. Para a enorme eficácia da nossa equipa, que lidera há 18 jornadas o campeonato, muito contribuiu o nosso médio defensivo, enfim chamado à selecção nacional, mesmo nunca tendo sido convocado para a selecção sub-21. Parece estar em todo o lado: tão depressa vai à dobra de um central apanhado fora de posição como integra uma segunda linha ofensiva. Mas é sobretudo ele quem domina no meio-campo: ganha ali todos os duelos, impedindo a progressão dos adversários. Excelentes e sucessivos cortes do princípio ao fim: aos 11', 14', 16', 22', 54', 56', 86' e 90'+5. É dele a assistência para o golo. E ainda esteve quase a marcar, num disparo a meia-distância que rasou a barra aos 46'. Melhor em campo.

 

De Tiago Tomás. Dois momentos de exemplar nota artística, driblando adversários na grande área com toques de calcanhar, demonstram que este avançado ainda júnior não é apenas combativo e tem faro de golo: vem requintando também os seus atributos no domínio técnico. Marcou um belo golo aos 26', coroando a melhor jogada colectiva do Sporting - infelizmente viria a ser anulado, por intervenção correcta do vídeo-árbitro, porque a bola havia saído totalmente de campo antes de Porro cruzar para Nuno Mendes que tocou em Daniel Bragança que deixou em Pedro Gonçalves que assistiu para o golo que não valeu. Saiu aos 71', dando lugar a Paulinho: uma vez mais, com a missão cumprida.

 

De Daniel Bragança. Em estreia absoluta como titular no campeonato, o médio leonino revelou os seus melhores atributos sobretudo na primeira parte: visão periférica, capacidade técnica, velocidade de execução em cada lance. Quebrou fisicamente a partir da hora de jogo, dando lugar a Tabata aos 71'. Mas merece nota muito positiva.

 

Da estreia de Dário Essugo. Ainda juvenil, cumpridos os 16 anos poucos dias antes, o jovem médio entrou aos 84' para render João Mário. Foi um momento emocionante para os adeptos: desde logo por ser um acto de coragem de Amorim, quando o resultado ainda era incerto. E também por representar um marco histórico: nunca um jogador tão jovem havido actuado no principal escalão do futebol português. Emocionante sobretudo para ele: Dário não conteve as lágrimas após o apito final, proporcionando as melhores fotos desta partida que ele guardará para sempre na memória. E nós também.

 

Do remate rasteiro de João Mário aos 15'. Levava selo de golo: só difícil intervenção de Bruno Varela, guardando a baliza vimaranense, travou a bola in extremis. Três minutos depois, foi Pedro Gonçalves a enviá-la com estrondo ao poste. Para compensar, os de Guimarães viram a bola embater duas vezes nos nossos ferros, aos 34' - numa das ocasiões após enorme defesa de Adán, outra vez baluarte do onze leonino. Estrelinha? Talvez. Mas muita competência, acima de tudo.

 

Da confiança da equipa. Excelente primeira parte, com um dos nossos melhores desempenhos colectivos nesta Liga 2020/2021. Na segunda, o Sporting quase se limitou a guardar a bola e a impedir as rotas de acesso à nossa baliza. Pausando o jogo, sempre com segurança, sem nervosismo nem ansiedade. Parecia exibição de campeão antecipado. 

 

Da aposta sempre renovada na formação leonina. Começámos o jogo com oito portugueses no onze titular (Gonçalo, Neto, Palhinha, João Mário, Nuno Mendes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves e Tiago Tomás). Seis formados na Academia de Alcochete, portanto. Aos quais se juntaram Dário e Jovane (que entrou aos 89' para substituir Pedro Gonçalves). Outros proclamam a "aposta na formação", nós praticamo-la. Sem complexos. Com muito orgulho.

 

Do árbitro. Tiago Martins apitou pouco e quase sempre bem. Dizem alguns, em futebolês, que isto é "arbitar à inglesa". Prefiro dizer que é arbitrar com competência. Pena acontecer tão poucas vezes no campeonato português.

 

De ver o Sporting ainda imbatível. Concluimos a 24.ª jornada sem derrotas. Somos a equipa com melhor registo defensivo não apenas de toda a história leonina mas também ao nível do futebol europeu actual: apenas 11 golos encaixados nas nossas redes. Não sofremos golos em 15 destes 24 jogos. E já somamos 12 jornadas sem perder em casa. 

 

De já somarmos 64 pontos. Correspondentes a 20 vitórias e quatro empates. Mantemos dez pontos de avanço face ao FC Porto, segundo classificado. Levamos agora 14 de avanço ao Braga e 16 ao Benfica de Jorge Jesus, que se enfrentarão esta noite.

 

 

Não gostei
 

 

Deste resultado em comparação com o da primeira volta. Soube a pouco, este 1-0 em Alvalade, após termos derrotado o Vitória por 4-0 em Guimarães há quatro meses.

 

De Paulinho. Recuperado de lesão, o ex-artilheiro do Braga regressou quatro jogos depois. Entrou aos 71', mas quase só se viu em missões defensivas. Desperdiçou um golo cantado, após impecável assistência de Jovane: rematou para as nuvens quando tinha apenas Bruno Varela à sua frente. Foi o último lance do desafio - pouco lisonjeiro para a sua fama como goleador.

 

Da ausência de Coates. Primeiro jogo desta Liga 2020/2021 em que não pudemos contar com o nosso capitão, excluído por acumulação de amarelos: Adán é agora o único titular absoluto da equipa no campeonato. Mas Gonçalo Inácio deu boa conta do recado. 

 

De ver Matheus Nunes e Antunes fora da convocatória. Ambos acusaram positivo em teste à Covid-19. Oxalá recuperem depressa. E bem.

Aposta ganha

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(Foto do jornal Record)

 

Não deixou de ser uma aposta arriscada a de ontem: entrar na eliminatória de acesso à Taça da Liga, contra uma equipa que ocupa um dos lugares de topo da 2.ª Liga, com apenas um titular e oito sub-23. Todos se recordarão que jogos deste tipo no passado correram muito mal, um deles custou até a cabeça de Peseiro, além da instabilidade que iria produzir agora uma eliminação do Sporting.

Mas o onze escalado por Amorim portou-se muito bem, no modelo de jogo habitual e repetindo os mesmos movimentos, embora numa velocidade menor e também com menor precisão no passe. Alas bem avançados, alternando circulação de bola com ataque à profundidade e assim convidando o adversário à pressão dum lado e doutro e ao inevitável desgaste. Mesmo com um meio-campo em sub-rendimento, pois a articulação entre Matheus Nunes e Daniel Bragança não foi a melhor, Amorim preferiu substituir ao intervalo duas peças de desgaste nas alas. Assim, vieram duas frescas que acenturam o desgaste do adversário e ajudaram a uma vitória tranquila, que só pecou por escassa. Sporar teve oportunidades para facilmente fazer um "hat-trick".

Desta forma Amorim assentou ideias sobre a qualidade do plantel de que dispõe  e deu uma injecção de moral importante aos menos utilizados, todos importantes para o que aí vem.

O que aproveitou melhor a oportunidade, a jogar no lugar do Porro, foi Plata, a ultrapassar facilmente o defesa adversário, a criar lances de perigo algumas vezes e pecar na decisão noutras, é o tal "jogador de rua" que joga na improvisação permanente, nem ele sabe o que vai sair quando enfrenta o defesa contrário. Ontem deu o segundo golo a marcar e tem uma assistência fabulosa para o Sporar que daria o terceiro. Além disso, jogou na direita, jogou na esquerda, defendeu e atacou, tem físico, tem técnica, tem futebol para ser um enorme jogador. Mas também tem 20 anos, não chegou a Alcochete com a mesma idade de Nuno Mendes, diz Amorim que lhe falta "formação técnico-táctica", mas já é internacional A por uma selecção bem colocada para chegar ao Mundial. Tem de crescer. Mas daqui a uns anitos quanto valerá? Se calhar mais do que Pedro Gonçalves ou o próprio Nuno Mendes.

Além de Plata, Tabata e Nuno Mendes entraram muito bem, Bragança deslumbra aqui e ali, mas falta-lhe estofo físico para a guerra do meio-campo. Quaresma está a voltar ao seu normal. Mais uma vez gostei bastante de Gonçalo Inácio, que tem tudo para vir a ser o futuro comandante da defesa do Sporting.

SL

Quente & frio

Gostei muito do excelente estado do relvado de Alvalade: nada a ver com o que sucedia em épocas anteriores. E da ousadia do treinador, que apostou quase por inteiro num onze alternativo, em que apenas Tiago Tomás surgia como repetente. Oito jogadores sub-23 neste elenco titular: Luís Maximiano (capitão), Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio, Gonzalo Plata, Matheus Nunes, Daniel Bragança, Pedro Gonçalves e TT. Bragança e Quaresma em estreia absoluta como titulares nesta temporada. A Taça da Liga serve precisamente para isto: rodar a equipa. A missão foi bem sucedida ontem à noite, embora sem brilhantismo: cumprimos a nossa obrigação derrotando por 2-0 o Mafra, equipa da Liga 2 treinada por Filipe Cândido, que actuou vários anos nos escalões da formação leonina. Somos o primeiro semifinalista confirmado desta competição que vencemos em 2018 (com Jorge Jesus) e em 2019 (com Marcel Keizer). Levamos 11 jogos seguidos sem perder, continuamos invictos nas competições internas e já temos 37 golos marcados nesta época 2020/2021 - 2,5 golos em média por desafio. E apenas quatro sofridos nos últimos sete desafios.

 

Gostei da actuação de Gonçalo Inácio - muito concentrado no eixo da defesa, rendendo o titular Coates, e revelando segurança no início da construção ofensiva ao longo de toda a partida. No segundo tempo, destaco Daniel Bragança - fundamental nas variações de flanco e na precisão de passe na "casa das máquinas" do nosso meio-campo, cumprindo a missão que tem sido confiada a João Mário. É ele quem inicia o lance do primeiro golo, aos 64', e quem recupera a bola na jogada que dá origem ao segundo, seis minutos depois. Também gostei de Plata, protagonista da melhor jogada do desafio, construindo o segundo golo ao ganhar a bola junto à linha final, picando-a de seguida para sobrevoar a defesa e Tabata decidir. Um dos raros momentos em que o onze leonino superou a mediania e foi além dos serviços mínimos nesta partida em que (aleluia!) o árbitro Tiago Martins nos poupou aos cartões amarelos.

 

Gostei pouco de Sporar, uma vez mais, apesar de o esloveno desta vez até ter marcado. À segunda solicitação consecutiva de Nuno Mendes a partir do corredor esquerdo, iam decorridos 64 minutos, num lance de baliza aberta em que só precisou de empurrar. Segundos antes, tinha falhado. E mais nada lhe saiu bem: aos 37', de frente para o alvo, chutou contra a perna de um defesa; aos 41', tropeçou sozinho quando conduzia a bola; aos 45', deixou-se desarmar; aos 80', isolado por um magnífico passe-assistência de Max, foi incapaz de atirar às redes; aos 89', de ângulo lateral, rematou contra o guarda-redes. Muito pouco para um "goleador" que até agora, na temporada em curso, só acertou três vezes na mouche e levava cinco jogos sem marcar. Até por isto, não entendi por que motivo Pedro Marques desta vez nem ao menos se sentou no banco.

 

Não gostei da medíocre exibição de Borja, desta vez central mais colocado à esquerda e autor de pelo menos três passes disparatados, para onde não se encontrava qualquer colega, aos 20', 22' e 53'. Em geral, não gostei da primeira parte da nossa equipa: jogo lento, mastigado, rotineiro e previsível. Sem chama, sem engenho, sem intensidade, sem fibra. Sem um remate enquadrado à baliza do Mafra. Quarenta e cinco minutos que se saldaram num desolador 0-0 e forçaram a equipa técnica a fazer mudanças na equipa ao intervalo: Antunes deu lugar a Nuno Mendes na ala esquerda e Tabata ocupou o lugar antes preenchido por Tiago Tomás. Foi quanto bastou para acelerar a dinâmica ofensiva e conferir ânimo à equipa: Nuno assistiu para o primeiro golo, Tabata marcou de cabeça o segundo - ambos fazendo a diferença. Voto no ex-Portimonense como melhor em campo. Já leva dois jogos consecutivos a marcar. E teve o condão de desequilibrar sempre que conduziu a bola, vencendo todos os duelos individuais.

 

Não gostei nada de novo jogo à porta fechada no estádio José Alvalade, há nove meses interditado ao público. Quando noutros países, como em Inglaterra, já se permite o regresso de espectadores às bancadas, naturalmente em número escasso e em rigoroso cumprimento das normas sanitárias. Também não gostei nada de ver o nosso treinador, Rúben Amorim, remetido para um lugar numa tribuna, sem possibilidade de aceder ao banco, cumprindo assim o segundo dos três jogos de castigo a que o condenou o incompetente árbitro Luís Godinho. O direito ao trabalho, consagrado na Constituição da República, no futebol é posto em causa a todo o momento por qualquer senhor com apito na boca.

Slimani teria sido óptima escolha

Texto de Rautha

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Foi preciso ano e meio para termos uma janela de mercado relativamente razoável, comparando com três janelas de mercado onde vendemos ao desbarato (nem todos, mas Bas Dost, Nani e El Avioncito foram, literalmente, jogados fora) e comprámos entulho, do qual teremos muitas dificuldades em nos livrar.

 

Relativamente razoável porque comprámos alguns reforços dignos desse nome, até ver - casos de Pote, Nuno Santos, João Mario e Porro.

Mas ainda não fomos capazes de comprar/arrendar um avançado forte e bom no jogo aéreo, o que torna bastante infrutíferos os bons cruzamentos de Nuno Mendes e Porro.

 

Não trouxemos Paulinho, o que é sempre bom, [para não] dar dinheiro ao Braga por um jogador que marcou muitos golos esta época, mas que marcou apenas cinco na Liga 2018/2019, em 29 jogos.

A ser verdade que considerámos dar 15/20/25 milhões por Paulinho mas considerámos incomportável trazer o Slimani, fico estupefacto.

O argelino marcou, esta época que findou, nove golos em 18 jogos, com sete assistências.

Mesmo com 32 anos, continua aguerrido, capaz de pressionar o primeiro defesa da equipa. Boa constituição, boa capacidade física, disponbilidade, poucas lesões.

Teria sido uma óptima escolha para este plantel, com amor pelo clube e uma experiência que seria benéfica.

Na minha opinião de bancada, claro.

 

Voltando [à] "vaca fria", João Mário é um excelente regresso. Um campeão da Europa. Desaproveitado e desmotivado, retorna a casa para dar novo rumo à sua carreira, como Nani fez.

Se, no mínimo, tiver o impacto que Nani teve, ficámos indubitavelmente mais fortes.

 

Ficamos com excelentes opções no meio-campo.

No primeiro jogo pós-Wendel, vimos um Matheus mais solto, mais dinamizador, menos preocupado em equilibrar as correrias de Wendel. Que se mantenha assim e temos um Matheus renovado, Palhinha, João Mário, Pedro Gonçalves. Tudo gente capaz de solidificar aquele meio-campo.

 

Fica a faltar o tal Slimani (similar) e um defesa central capaz de empurrar Feddal para o banco. Ou então aproveite-se Gonçalo Inácio ao máximo, o rapaz tem dado boa conta de si.

 

Texto do leitor Rautha, publicado originalmente aqui.

Tiago, Nuno, Gonçalo... e Pote

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Tiago e Jovane festejam segundo golo (foto: Ricardo Nascimento/Lusa)

 

Confirma-se: está a ser a melhor pré-temporada leonina das últimas três épocas. Segundo jogo de preparação, segunda vitória consecutiva que pudemos ver em directo na SportTV.

Desempenho superior do Sporting, desta vez frente ao Belenenses SAD no Estádio do Algarve, em comparação com a partida de há dois dias, em que enfrentámos o Portimonense.

No jogo anterior, de positivo, só os 20 minutos finais - aqueles em que Rúben Amorim decidiu mudar todos os jogadores de campo. Nesse período conseguimos o golo da vitória frente ao clube de Portimão, marcado por Tiago Tomás. O anterior teve assinatura de Sporar, na conversão de um penálti.

 

Desta vez o onze que entrou em campo foi esse que finalizou o anterior embate. E as impressões voltaram a ser dignas de elogio: equipa dinâmica, veloz, a desdobrar-se em passes verticais, de olhos fitos na baliza adversária. Quase nada daquela "filosofia de posse" estéril que marcou o Sporting da temporada 2019/2020.

Sem surpresa, marcámos logo aos 14' num lance rápido concluído pelo recém-chegado Pedro Gonçalves, também conhecido por Pote (confirmando que é mesmo reforço), bem servido por Tiago Tomás em zona frontal à baliza após iniciativa de Jovane, crucial no aproveitamento dos espaços permitidos pelo Belenenses. Nove minutos depois, Tiago marcou o segundo, culminando outra bela sequência de futebol de ataque, iniciada em Nuno Mendes e conduzida por Jovane, que fez a assistência.

O terceiro foi apontado aos 73' por Sporar: um golo à ponta-de-lança, com o esloveno a isolar-se, ultrapassando com êxito a linha defensiva algarvia. E aos 87' quase viria a marcar outro, de remate cruzado: Moreira, o guarda-redes adversário, defendeu in extremis, fazendo a bola embater no poste.

 

Balanço destes dois jogos de preparação: cinco golos marcados, dois sofridos (um deles devido a um penálti inexistente). Mais robusta, esta vitória por 3-1 contra um adversário orientado por Petit, um treinador que nunca facilita.

Melhores? Desde logo Pedro Gonçalves. E também um trio de miúdos formados em Alcochete que merecem um lugar ao sol: Gonçalo Inácio, Nuno Mendes e Tiago Tomás. Este, com um par de golos e uma assistência em dois meios-jogos, promete ser um forte concorrente de Sporar.

Quem disse que a nossa Academia não formava goleadores?

 

ADENDA: A jumentude leonina continua a marcar a diferença. Sempre pela negativa. Qualquer semelhança entre isto e uma claque verdadeira é mera coincidência.

Talvez seja bom sinal

Bons 20 minutos - os últimos - deste Portimonense-Sporting. Primeiro jogo de preparação a sério desta pré-temporada, com vitória leonina, por 2-1, em desafio disputado no estádio municipal de Portimão.

 

Começou tudo com demasiada lentidão: passes transviados, excessiva "lateralização", sem fio condutor para a baliza. Max, numa fífia, quase ofereceu a bola, redimindo-se logo a seguir com uma grande defesa. Wendel parecia anestesiado. Plata, com a mesma falta de atitude competitiva que já lhe conhecíamos: parece um brinca-na-areia. Neto com preocupante tendência para cortar em falta.

Num penálti inexistente, inventado pelo árbitro ao imaginar ter visto falta de Feddal para castigo máximo, o Portimonense adiantou-se no marcador, aos 54'.

O nosso empate surge também de penálti - com a diferença de este não ter sido falsificado. Sporar invade a área, com a bola dominada, e é derrubado em falta, convertendo a grande penalidade, aos 65', de forma impecável.

 

Rúben Amorim decide então mudar todos os jogadores de campo (na baliza, Max já cedera lugar a Adán logo no recomeço da partida) e só então o Sporting carrega no acelerador e exibe todo o potencial do seu jogo colectivo. Pormenor a destacar: tinha então apenas três jogadores com mais de 23 anos em campo.

Com pouco mais de três toques na bola, metêmo-la lá dentro, aos 75', e vencemos a partida. Gonçalo Inácio (em estreia na equipa principal) serve na perfeição Pedro Gonçalves, este progride junto à linha e cruza de forma impecável para o centro da área, onde Tiago Tomás aparece a disparar em cheio.

Parece fácil, mas não é. E neste vistoso lance de futebol ofensivo já se viu bom trabalho da equipa conduzida por Amorim.

 

Há três anos que não vencíamos um desafio na pré-temporada: talvez seja bom sinal.

 

Nota muito positiva para Pedro Gonçalves, que tem a titularidade garantida no Sporting 2020/2021.

Dos restantes reforços falarei mais tarde. Mas o meu maior elogio vai para estes miúdos que em pouco mais de 20 minutos mostraram ser leões em campo: Nuno Mendes, Tiago Tomás, Jovane Cabral, Daniel Bragança (outra estreia na equipa A), Matheus Nunes, Eduardo Quaresma, Gonçalo Inácio.

O futuro está na nossa formação. Alguém tem dúvidas?

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